quinta-feira, 22 de novembro de 2012

IRMÃOS

Irmão Iraildo.
 
IRMÃOS



Na maçonaria os seus membros são chamados de Irmãos, pois unidos pelo Amor Fraternal, seja em qualquer Grau, recebem este tratamento, e seu significado é a condição adquirida com a participação de um mesmo ideal baseado na amizade.



A origem do cordial tratamento de “Irmão” afirma que este tratamento foi adotado pelos Maçons, desde os tempos de Abraão, o velho bíblico. Reza a história que estando ele e sua mulher no Egito, lá ensinava as sete ciências e contou entre os seus discípulos com um de nome Euclides. Tão inteligente que não demorou em tornar-se mestre nas mesmas ciências.



Então Euclides, em suas aulas determinou regras de conduta para os seus discípulos; em primeiro lugar cada um deveria ser fiel ao Rei e ao país de nascimento; em segundo lugar, cumpria-lhes amarem-se uns aos outros e serem leais e dedicados mutuamente. Para que seus alunos não descuidassem destas últimas obrigações, ele sugeriu aos mesmos que se dessem, reciprocamente. O tratamento de “Irmãos” ou “Companheiros”.



Aprovando inteiramente esse costume da escola de Euclides, a Maçonaria resolveu adotar aos seus iniciados, que receberam com todo o agrado, sem nenhuma restrição, passando a ser uma norma obrigatória nos diversos Corpos da Ordem. Traduz uma forma muito afetiva e agradável a todos os corações dos que militam em nossos Templos.



O Poema ”Regius", que data do ano de 1390, aconselha os operários a não se tratarem de outra forma senão de “meu caro Irmão”. Por isto o tratamento de Irmão dado por um Maçom a um outro, significa reconhecimento fraternal, como pertencente a mesma família. Os Maçons são Irmãos por terem recebido a mesma Iniciação, os mesmos modos de reconhecimento e foram instruídos no mesmo sistema de moralidade. Além da amizade fraternal que deve nos unir, nós Maçons somos simbolicamente filhos da mesma mãe.



Durante a Iniciação quando o iniciando recebe a Luz, e seus novos Irmãos juram protegê-lo sempre que preciso. A partir daquele momento, todos que a ele se referem o tratam como Irmão. Os filhos de seus novos Irmãos passam a tratá-lo como “Tio” e as esposas de seus Irmãos passam a se sua “Cunhada”. Forma-se nesse momento um elo firme entre o novo membro da Ordem e a família maçônica.



A Maçonaria não admite em suas fileiras qualquer tipo de preconceito racial, religioso, condição social ou financeira. A Ordem se dedica há séculos a combater os preconceitos, sempre plantando a semente da paz, da harmonia e da concórdia.



Permite sim discordar de idéias dos Irmãos e não de Irmãos, a Loja Maçônica é o templo do saber, do crescimento cultural e espiritual. Reunimo-nos para combater a nossa ignorância e a dos outros, lutar contra os vícios e a injustiça. Lugar de Amor Fraternal, símbolo da amizade, da razão serena e perseverança. Distinguimo-nos dos profanos por nossa aversão á injustiça, á vingança, á inveja e á ambição desmedida, sempre fazendo o bem pelo bem.



O Maçom deve primeiro interrogar sua consciência sobre seus atos, para melhor avaliar os atos dos outros, não deve apontar os erros alheios e sim corrigi-los.

O verdadeiro Irmão não tem ódio, nem rancor, muito menos desejo de vingança; perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios que já tenha recebido, ajudar o Irmão em dificuldade, mas se a necessidade o obriga deve procurar sempre o bem que atenua o mal.



Sabemos como difícil é meus queridos, ser Irmão, na mais pura essência da palavra. Quando nos encontramos abrimos o sorriso e os braços como se fossemos velhos conhecidos, e este sentimento de Irmandade ás vezes é mais forte que entre irmãos de sangue.



Diante de tudo acima exposto só posso agradecer a vocês meus Queridos Irmãos pelo aprendizado nestes anos, e que o Grande Arquiteto do Universo nos ilumine e nos permita muitos e muitos anos de convivência.



Wellington Oliveira, M.M.


ARLS Igualdade, Oriente de São Paulo - Brasil

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