terça-feira, 31 de julho de 2012

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Yehoshua Ben Joseph


Nada é tão oculto que não possa ser conhecido, ou tão secreto que não possa vir à luz.

O que vos digo nas trevas que seja dito na luz. E o que ouvirdes em um sussurro, proclamai do alto do edifício.

Yehoshua Ben Joseph, também conhecido como Jesus Cristo


Introdução

Henry Ford declarou certa vez que 'toda a História é uma grande mentira', Pode ter soado um tanto abrupto, mas uma vez encarados os 'fatos' do passado que nós ocidentais aprendemos nas escolas, conclui-se que o sr. Ford tinha toda razão.

Nosso ponto de partida foi um trabalho de pesquisa particular para tentar encontrar as origens da Maçonaria - a maior sociedade do mundo, hoje com mais de cinco milhões de membros em Lojas regulares, e que no passado incluiu entre eles muitos grandes homens, de Mozart ao próprio Henry Ford.

Sendo Franco-Maçons, nosso objetivo era tentar entender um pouco mais sobre o significado da ritualística maçônica: essas cerimônias estranhas e secretas efetuadas exclusivamente por homens, quase todos de meia idade e de classe média, de um pólo a outro.

No centro das lendas maçônicas está um personagem denominado Hiram Abiff que, de acordo com o que se conta a todos os Maçons, foi assassinado há quase dois mil anos atrás durante a construção do Templo do Rei Salomão. Este homem é um enigma absoluto. Seu papel como construtor do Templo do Rei Salomão e as circunstâncias de sua horrível morte são claramente descritas nas histórias maçônicas, mas ele não é mencionado no Antigo Testamento (1). Durante quatro dos seis anos que gastamos nessa pesquisa acreditamos que fosse uma criação simbólica, mas então ele se materializou das brumas do tempo para provar-se extremamente real.

Assim que Hiram Abiff se ergueu do passado distante, nos brindou com nada menos que uma nova chave para a História ocidental. As contorções intelectuais e as elaboradas conclusões que previamente formaram a visão coletiva que a sociedade ocidental tem de seu passado deram lugar a uma ordem simples e lógica. Nossas pesquisas nos levaram inicialmente à reconstrução do ritual de mais de quatro mil anos de idade que o Egito usava para a feitura de seus reis: isso nos levou a desvendar um assassinato que ocorreu por volta de 1570 a.c., e o que deu partida à cerimônia de ressurreição que é a antecedente direta da moderna Maçonaria. Ao seguirmos o desenvolvimento desse ritual secreto, de Tebas a Jerusalém, descobrimos seu papel na construção da nação judaica e na evolução de sua teologia.

Em flagrante contraste com o que hoje se acredita ser fato, o mundo ocidental na verdade se desenvolveu de acordo com uma filosofia muito antiga, codificada em um sistema secreto que só veio à superfície em três momentos cruciais nos últimos três mil anos.

A prova final de nossas descobertas pode certamente tornar-se a maior descoberta arqueológica do século: nós localizamos os manuscritos de Jesus e de seus seguidores.

(1) Hiram Abiff é mencionado no Antigo Testamento como um mestre em metalurgia e trabalhos com metais, enviado pelo Rei de Tiro a Salomão quando da construção do Templo, mencionado em Reis I, 7:13-14 e em Crônicas II, 2:13-14. Em algumas versões do Antigo Testamento, ele é apresentado como sendo Adonhiram, um coletor de impostos, mencionado em Samuel n, 20: 24, ou como superintendente dos trabalhos no Monte Líbano, mencionado em Reis I, 5:14. (N. T.)


Extraído do livro A CHAVE DE HIRAM

FARAÓS, FRANCO-MAÇONS E A DESCOBERTA DOS MANUSCRITOS SECRETOS DE JESUS.

Autores: CHRISTOPHER KNIGHT & ROBERT LOMAS

domingo, 29 de julho de 2012

A VIDA E OS POTENTES CAMPOS DE FORÇA


A VIDA E OS POTENTES CAMPOS DE FORÇA

Nos dias de hoje, em que toda a matéria sólida dissolveu-se em energias, não há como permanecer sob os mesmos conceitos mecanicistas de outrora. Acreditar-se como resultado aleatório de forças cegas é submeter a inteligencia a uma agressão sem limites. A nova biologia, ao detectar os campos morfogenéticos, do dr. Ruppert Sheldrake, amplia a visão. Aliás, é exatamente na estrutura dos olhos que encontramos a complexidade e a inteligencia que age sobre a matéria, produzindo-lhe a vida e a consciencia. Cada parte da estrutura ocular, isoladamente, nada define, porem, quando reunidas, encaixam-se perfeitamente, parecendo saber sua função e molda a delicadeza da visão. Outros elementos do corpo humano poderíamos citar, corroborando a tese do planejamento inteligente que vários cientistas vem enfatizando, inclusive, alguns ganhadores do premio nobel. Deus, aos poucos, se revela.

A época das concepções mecanicistas, materialistas, parece que vai chegando ao fim. As grandes conquistas da ciencia, inquestionáveis no apoio ao ser humano, dentro dos padrões puramente fisiológicos, atingiram seu ápice. A curva da transformação começa a ficar mais clara para outra direção. Vai em direção a essencia da vida, a consciencia, independente da matéria e organizadora dela. Aliás, foram as descobertas dos poderosos campos de força, estruturadores de toda a aglutinação material, que nos trouxe os primeiros lampejos de que a consciencia não seria resultante da atuação química do cérebro e sim, este que corresponde a ação da consciencia sobre o quimismo cerebral. Acreditar, hoje, que a matéria se organizou sozinha, apesar de toda a sua complexidade e os fatores de inteligencia que se apresentam nos fenômenos universais, é crer que um engenheiro olhe para um monte de tijolos e diga-lhes que se aglutinem um ao lado do outro e acima e estes obedeceriam por si mesmo. Primeiro, a inteligencia do homem delineia como será a conjugação desses tijolos para dar a forma e a funcionalidade que se pretende; segundo, é preciso a força e a inteligencia dos operários para configurar o projetado. A grande complexidade e sutileza da vida impõe nova visão.

Fora necessário, ante a imaturidade intelecto- moral do ser humano, que este dominasse primeiro a natureza em volta. Entendesse algo de suas expressões e, lentamente, começasse a perceber a inteligencia por trás da realidade fenomênica. Deus vai se revelando em cada avanço na realidade sutil.
No combate ingente da medicina pela saúde humana, ela terá que voltar o seu olhar para a integralidade do ser. Doença não será entendida e vencida sem que se perceba o ser humano como um delicado e poderoso campo energético e que, quando este campo sofre desequilíbrio fica suscetível de apresentar as variações patológicas. É preciso entender as enfermidades humanas como consequencia de uma série de elementos que dizem respeito aos sentimentos, emoções e escolhas mentais efetuadas pelo ser espiritual que somos. É assim que a bela tarefa da medicina do futuro irá trabalhar e efetivamente, curar. Não mais acreditar que a interação medicamentosa (que tantos benefícios trouxe à coletividade) por si só promova a cura mais profunda do ser. Terá, sem dúvida, em muitos casos, auxiliado, no entanto, a predisposição às enfermidades permanecerá adoecendo novamente a criatura pois os fatores predisponentes encontram-se no psiquismo em profundidade. É na alma, a consciência imortal, que se encontram os núcleos desencadeadores da perturbação energética, fomentadora das enfermidades que atacam o ser humano.
Não há como se ficar indiferente às grandes revoluções trazidas em primeiro lugar pela física, depois pela biologia e pela cosmologia. De agora em diante, não há como se ver como uma máquina e sim, como a consciência que rege, com sua realidade equilibrada ou desajustada, a máquina de que se utiliza o ser.

Artigo do maçom Frederico Menezes
Fonte: Blog Frederico Menezes


 

sábado, 28 de julho de 2012

MÁGOAS E RANCORES

Maçons na plenitude do perdão.

MÁGOAS E RANCORES


Procure esquecer aqueles que lhe prejudicaram, orando por eles. Guardar mágoa e rancor em nossos corações é solver veneno lento, que mais cedo ou mais tarde nos destruirá.

Todos nós estamos sujeitos à calúnia, maldade e a incompreensão das pessoas que nos rodeiam. Se está sofrendo por algum mal que lhe fizeram, procure sinceramente perdoar seu ofensor, retirando o quanto antes toda mágoa de seu coração.

Procure não revidar ataques e ofensas. Estamos todos envolvidos por um processo evolucional e nesse decurso evolutivo, passamos por fases de egoísmo e orgulho a fim de atingirmos mais tarde, as grandes virtudes da alma.

Não se deixe envenenar por pensamentos de ódio e rancor. Quando tais pensamentos negativos surgem de nós mesmos formam uma atmosfera pesada, enfermiça, que sempre nos atinge em primeiro lugar. A chave para nosso equilíbrio está no perdão incondicional, pois ele abre o coração para a compreensão e a tolerância, fatores fundamentais para a saúde física e mental.

O homem que ama sabe perdoar e sempre está pronto a compreender seu ofensor, e por isso raramente se enferma.

O perdão é o grande antídoto para muitos dos desequilíbrios de nossas almas.

Nossos desafetos estão na maioria das vezes mostrando nossos erros, possibilitando assim nossa evolução. Guarde seu coração de todo e qualquer sentimento menos digno, na certeza de que se assim o fizer, estará preservando sua paz interna.

Extraído do livro Sândalo

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O CÉTICO E O LÚCIDO...

O CÉTICO E O LÚCIDO...




No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês.
O primeiro pergunta ao outro:
- Você acredita na vida após o nascimento?
- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos no preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui.
Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.
- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E, afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
- Bem, mas, às vezes, quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando ou sente como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela...


PENSE NISSO.....
A pessoa que escreveu este texto foi muito iluminada.
Eu nunca havia pensado dessa maneira. Adorei a forma utilizada para esclarecer uma dúvida que atormenta a maioria da humanidade.
Como achar que não exista vida após o nascimento??? Esta questão é a mesma de não acreditar em vida após a morte!!!
Tudo depende de um ponto de referência. Usar o óbvio para explicar o duvidoso.

*Aliás... "O que é a vida e o que é a morte?" *

Mario José Amadigi
 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Tolerância


Jacques Demolay
Tolerância
Escrito por A Jorge
Significado
Palavra proveniente do latim, "Tolerantia", que por sua vez precede do "Tolero" e que significa suportar um peso ou a constância em suportar algo.
No dicionário da Língua Portuguesa, tem o seguinte significado: substantivo feminino: qualidade de tolerante; ato ou efeito de tolerar pequenas diferenças para mais ou para menos; capacidade de suportar circunstâncias menos favoráveis.
Temos ainda a palavra "Tolerante", que significa: aquele que tolera; que desculpa, indulgente, que admite e respeita opiniões contrárias à sua.
Correlações
Muito próximo à palavra, "Tolerância", temos a "Paciência", que é a qualidade do paciente, coragem de enfrentar o adverso, perseverança tranquila.
Conforme cita, Rogério Lacal Cruz, o limite de tolerância tem por um lado a manutenção da individualidade e por outro a inclusão do indivíduo no seu meio, aceitando assim opiniões que podem ser adversas.
O que não pode é negar a alguém o direito de pensar livremente e agir conforme seus critérios, porque senão seria recusar-lhe a sua autenticidade e a integração dentro da humanidade que, pessoa livre, tem direito.
Exemplos de Tolerância
É uma palavra que tem um significado extenso, pois em tudo o que vemos ao nosso redor, está presente a tolerância, senão vejamos alguns exemplos:
No trânsito: qual é a pessoa residente em uma cidade como a nossa, não tenha tido que usar o limite maior de sua tolerância?
Na confecção de uma peça, existe a tolerância de erro, ou seja, até que ponto ela pode estar fora de padrão?
Na estatística: está muito presente, pois é oscilante em relação a um padrão determinado, tanto acima, quanto abaixo.
Teríamos aqui mais e mais exemplos, mas o objetivo do trabalho não é este, então partiremos para a tolerância, que possa proporcionar uma melhora em nossas vidas.
Por que devemos ser tolerantes?
A tolerância está muito ligada aos limites do suportável, da condição humana.
Carlos Gerbase, diretor de cinema, diz: "Se não houvesse tolerância, não haveria civilização, mas, se há tolerância em demasia, tudo fica exatamente como está"
Tolerar não significa absolutamente aceitar ou corroborar com erros, nem tolher os direitos individuais ou coletivos, e muito menos ultrapassar a moral e a ética.
O que deve ser procurado, é uma melhor aceitação do que está acontecendo, naquele determinado momento. Deve estar implícita também a possibilidade do poder de redirecionar os faltosos ou culposos, a não incorrerem no mesmo erro.
Para exigirmos a tolerância, devemos primeiramente praticá-la, pois caso contrário, de nada serve.
Uma história de tolerância
Há uma passagem bastante interessante, que serve aqui como ilustração.
Uma determinada mãe, levou seu filho a Mahatma Gandhi, e solicitou-lhe que pedisse ao jovem, para que parasse de comer açúcar.
Gandhi então pediu muito gentilmente, que a mãe retornasse junto com o filho, em duas semanas.
Quando retornou, ele olhou fixamente no olhos do jovem e disse: "pare de comer açúcar".
Agradecida, mas numa grande dúvida, ela questionou o porquê destas duas semanas, se ele poderia ter dito naquele mesmo dia, quando ele respondeu: "duas semanas atrás, eu estava comendo açúcar".
Tolerância na vida maçônica
A tolerância dentro da maçonaria, é o ponto de partida das concessões feitas para preservar as engrenagens da ordem, e que admite e respeita opiniões contrárias à sua.
Sendo assim, podemos afirmar que ela é uma das maiores virtudes, pois possibilita a convivência dentro da loja, de todas as tendências, de pensamento, de credos, fazendo com que se acate, ao padrão da individualidade, que existe dentro de cada ser humano.
Temos que ser tolerantes na busca da verdade e de soluções, para não provocar a discórdia, mesmo diante de atos isolados entre irmãos, quando de repente, algo foi externado vindo ferir a outro.
A sua prática é um tanto quanto complicada, porque é muito difícil mensurar os seus limites, que podemos aqui dividir em três etapas, ou seja:
A tolerância propriamente dita;
A aceitação;
A transigência ou a indulgência.
É como se imaginar um grande círculo e dentro dele mais dois, sendo um maior e outro menor e determinado que este último seja a tolerância e que deve se evitar de todas as formas, a sua ultrapassagem.
Devemos procurar manter as nossas decisões, sempre dentro do círculo menor, pois assim estaremos evitando problemas pequenos, que poderão transformar-se em algo vultoso.
Ainda quanto ao objetivo de não ultrapassar este círculo, há a necessidade em determinar uma intensidade dentro dele, para que tenhamos maior ou menor tolerância em cada caso.
Às vezes até a mudança de comportamento de um irmão, deve ser analisada e se possível debatida, pois deve se levar em consideração o comportamento anterior, porque se ele sempre agiu corretamente, até um determinado momento e começou a agir de maneira diferente daí para frente.
A vida não é medida pelas datas de aniversário, mas sim pela maneira de respirar, pois para cada encarnação, é determinado ao indivíduo, um certo número de respirações.
Se ele respirar rapidamente, a sua vida chegará ao fim rapidamente, por que ele não vai poder respirar mais vezes do que lhe foi determinado, ao passo que, se ele respirar devagar, compassadamente, ela terminará com bem mais vagar.
Com isto podemos concluir que devemos procurar respirar lentamente, pois assim haverá uma purificação da mente, ajudando a criar a tolerância, uma vez que, no intervalo de cada respiração, teremos condições de raciocinar melhor para a tomada de decisões.
Pouco adianta uma pessoa ser muito sábia, se não tiver a tolerância, porque ela estará resolvendo as situações com truculência e aí deixará de ser um sábio, ao passo que se ele refletir e usar a tolerância, sua decisão será mais tranquila, firme e convicta do acerto.
Conclusão:
Quantas vezes já vimos, seja nos trabalhos em Loja ou fora dela, fatos nos quais literalmente todos percebem algum tipo de injustiça ou erro de qualquer natureza. Então entra em cena aquela natural e enorme vontade de fazer justiça, de gritar, de apontar o erro, de criticar quem fez o algo errado ou de vingar de alguma forma.
As coisas não devem funcionar assim e não funcionam. Devemos nessa hora praticar a tolerância. Devemos nos conter e não tomar atitudes sem antes termos refletido com muita sabedoria diante da situação. A tolerância nos faz ganhar tempo para pensar antes de agir impulsivamente. Vejam meus irmãos o que a tolerância faz na vida do homem sábio. Ela contribui para o homem não errar!
Sejamos tolerantes na busca da verdade e de soluções. Não provoquemos a discórdia e sim a paz entre os homens utilizando o recurso sábio e benemérito da Tolerância.
Texto de Autor Desconhecido
Bibliografia:
O Evangelho Segundo o Espiritismo - Alan Kardec
Diversos sites GOB e do GOSP
Aconteceu na maçonaria - Aécio Bruno
Revista: A verdade maçônica - tema Tolerância

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Os símbolos e os rituais maçônicos: ferramentas de trabalho

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Os símbolos e os rituais maçônicos: ferramentas de trabalho
 
Escrito por Paulo M.
Conta-se que um novo monge, chegado a um mosteiro, é incumbido de auxiliar os outros monges na cópia de textos antigos à mão. Nota, porém, que estão a copiar a partir de cópias, e não de textos originais, o que o leva a perguntar a razão ao superior, notando que, em caso de erro em qualquer cópia, esse seria propagado por todas as cópias seguintes. O superior responde-lhe: «É assim que temos feito há séculos, mas é uma boa questão, meu filho.»
Assim, o velho monge desce com uma das cópias à cripta para a comparar com o original, e por lá fica horas esquecidas. Não o vendo regressar, os monges, preocupados, enviam um deles ao seu encontro. Este, ao aproximar-se, ouve o ancião soluçar debruçado sobre um dos livros antigos. Pergunta-lhe o que se passa, ao que ele lhe responde, com os olhos rasos de lágrimas: «Aqui diz "celebrado", não diz "celibato"...»
O tempo e as sucessivas passagens de testemunho encarregam-se de que as palavras, os símbolos e os gestos percam o seu significado original, adquirindo eventualmente outros completamente distintos. "Quem conta um conto acrescenta um ponto", diz com razão a sabedoria popular. Aquilo que, na sua génese, poderia constituir mero artifício literário destinado a ilustrar uma ideia pode, ao fim de algum tempo, ser distorcido pela própria evolução linguística. Ainda hoje se discute a que se referiria, precisamente, a frase bíblica que diz ser "mais fácil um camelo passar por um buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus". O camelo seria o bicho de duas bossas, ou uma má tradução da palavra grega que significa "cordel", ou ainda um tipo de cabo usado nos barcos para os amarrar ao cais? E o buraco da agulha, é mesmo um buraco literal de uma agulha vulgar, ou é uma porta, uma passagem, um estreito, como especulam alguns? As palavras - simbólicas - ficaram conosco; o seu contexto original perdeu-se. Ficou a idéia que se pretenderia passar: de que aos ricos é difícil "entrar no Reino dos Céus".
Por outro lado, algumas mentes têm tendência para tomar os símbolos por aquilo que representam. A partir deste instinto formam-se verdadeiros cultos: veja-se o das personalidades políticas nos países do bloco soviético ou , mais proximamente, o do Doutor Sousa Martins. Cientes deste facto, várias religiões têm duras regras de condenação da idolatria, que mais não é do que a adoração de um símbolo, ao tomar-se o objeto por aquilo que ele representa. O Islão proíbe, por exemplo, qualquer representação de pessoas ou animais, não vá alguém tentar-se e lançar-se em sua adoração; e os protestantes costumam acusar os católicos de idolatria por terem nas suas igrejas imagens humanas.
Quer as restrições alimentares estipuladas por certas religiões como o Islão ou o Judaísmo (segundo as quais não se pode consumir carne de porco, e se impõe que os animais sejam abatidos de forma ritualizada e sangrados) quer a proibição de consumo de álcool pelo Islão, parecem refletir hábitos e costumes anteriores ao surgimento dessas mesmas religiões. Recordemo-nos de que o álcool desidrata, e que quem o consuma no calor do deserto pode correr perigo de vida; que a carne de porco, rica em gordura, se decompõe facilmente com o calor, podendo provocar epidemias; que o mesmo se pode dizer do sangue, que, se retirado da carne, permite que esta chegue a secar ou, pelo menos, dure mais em temperaturas altas. Estas medidas constituem, por si mesmas, sensatas medidas sanitárias de defesa da saúde pública. Se a sua inclusão enquanto preceito das religiões em causa decorreu de causa humana ou revelação divina já é questão a ser respondida no foro íntimo de cada um.
A Maçonaria tem os seus símbolos e os seus rituais. Os símbolos - que representam princípios, ideias e deveres - servem para evocar, e não para que se lhes preste culto. Não há nada de idólatra nos símbolos maçónicos. Há, de facto, símbolos e lendas cuja génese se perdeu; mas persiste o seu significado, que não podemos garantir que seja o original. Há entre os maçons, como em todo o lado, quem tome os símbolos por mais do que eles representam, atribuindo-lhes sentidos oblíquos, afectando-lhes significados ocultos, e mesmo especulando encerrarem os mesmos verdades inalcançadas. Esta "corrente" existe desde que a Maçonaria existe - e existe ainda hoje - mas a maioria dos maçons tem os pés mais assentes na terra, e considera serem os símbolos, rituais e lendas simples ferramentas de trabalho. Cada um é, todavia, livre de crer no que quiser, e mesmo de fabricar o próprio objeto da sua crença, mas essa é uma postura que, em certa medida, é contrária ao espírito da Maçonaria, segundo o qual o Homem deveria caminhar para a Luz e para o Esclarecimento.
E aqui se suscita uma questão essencial: onde acaba a liberdade religiosa e começa a superstição e o disparate? Como se concilia, a este respeito, o fato de a Maçonaria defender a liberdade individual (que passa pelo direito de cada um crer no que quiser) com a defesa da Razão enquanto fonte de autoridade e de legitimidade? Perante princípios antagônicos temos que estabelecer hierarquias; e a Maçonaria dá primazia ao respeito pela liberdade individual, o direito de cada um acreditar no que queira, sobre o interesse em que todos sejam racionais e esclarecidos. Assim, cada um é senhor de si mesmo e do caminho pessoal que escolheu e, desde que respeite os ideais e princípios maçônicos e a liberdade alheia, tem o direito de não ver questionado, escrutinado ou dissecado aquilo em que acredita.

terça-feira, 24 de julho de 2012

A origem dos conflitos entre a Igreja Católica e a Maçonaria

Constituição de Anderson.
A origem dos conflitos entre a Igreja Católica e a Maçonaria
Escrito por João F:.
A Maçonaria, pode-se dizer, nasceu na Igreja Católica. Como construtores que eram, os maçons passavam longo tempo a construir catedrais e mosteiros.
Estes pedreiros, homens simples, ignorantes e rudes, recebiam, principalmente dos dominicanos, com quem viviam em estreito relacionamento, instrução e evangelização.
Além de ler e escrever, aprendiam a dar graças, a caridade e os princípios morais do cristianismo. Podemos crer que, nalguns ritos, a prece na abertura dos trabalhos e o tronco da viúva, seja resultado desta convivência.
Vejamos, então, como começaram os conflitos.
A Maçonaria como instituição associativa deu os seus primeiros passos em 1356, quando um grupo de pedreiros se dirigiu ao prefeito de Londres, e solicitou o registro da Associação de Pedreiros Livres.
Oficialmente registrada e devidamente autorizada, os seus membros passaram a ter certos direitos e vantagens, tais como: Trânsito Livre, naquela época não se tinha a liberdade de viajar; Liberdade de reunião, naquele tempo era proibido, devido ao receio de conspirações e tramas contra os poderes constituídos; e a Isenção de impostos que obviamente agrada a qualquer um.
Pouco tempo depois, em 1455, Jonhann Gutemberg inventa a impressora com símbolos móveis, e é publicada a primeira Bíblia em latim. Assim, o evangelho passa a chegar mais facilmente a todas as camadas da população.
Quem lê, pensa mais e sabe mais. A história começava a mudar.
Em 1509 subiu ao trono da Inglaterra o rei Henrique VIII que, logo de seguida, se casa com Catarina de Aragão. Porém, mais tarde, apaixonado por Ana Bolena, contraria-se ao não obter do Papa o divórcio para casar com a sua amante. Após insistentes tentativas, revolta-se e simplesmente não reconhece a autoridade do Papa, fundando uma nova religião, a Anglicana.
Constitui-se como único protetor e chefe supremo da Igreja e do clero de Inglaterra, acaba com o celibato dos padres e confisca os bens da Igreja.
Henrique VIII é excomungado, mas não se preocupa minimamente.
Com a morte de Henrique VIII em 1547, o trono foi ocupado por vários reis e rainhas até á chegada, em 1558, de Elizabete I que, como Rainha da Inglaterra, solidifica a Igreja Anglicana, como está, até aos dias de hoje. Durante o seu governo, a Inglaterra torna-se uma potência mundial e, embora não fosse um súbdito católico, por tudo que ela fez contra o catolicismo em geral, o Papa Pio V excomungou-a em 25 de fevereiro de 1570.
Até aqui, a Maçonaria continuava operativa. Não incomodava e nem era incomodada.
Em 1600, um fato aparentemente sem importância iria mudar os rumos da Maçonaria. É aceite o primeiro maçom especulativo, de que se tem noticia, Lord Jonh Boswel, um agricultor (plantava batatas). Foi o primeiro a ver vantagens em pertencer á Associação dos Pedreiros Livres.
Em 1646 é aceite outro especulativo, Elias Ashmole. A importância deste fato é que Ashmole era um intelectual, alquimista e rosa-cruz. Alguns autores atribuem-lhe a confecção dos Rituais do 1°, 2° e 3°grau, graças aos seus conhecimentos de Rosa-cruz.
As lojas proliferavam. Eram mistas ou só de especulativos.
Em 24 de junho de 1717 é fundada a Grande Loja de Londres e a partir daí a Maçonaria começou a expandir-se e a ser exportada para países vizinhos: Holanda em 1731; França e Florença em 1732; Milão e Genebra em 1736 e Alemanha em 1737.
Esta estranha sociedade secreta, que guarda segredo absoluto de tudo o que faz, constituída de nobres e aristocratas, começou a inquietar os poderes dominantes de cada país. O medo das tramas e subversões para derrubar o poder foi mais forte, e começaram as proibições.
Sem saber o que acontecia nas reuniões, sempre secretas, criou-se um alvoroço, e muitos governantes pediam providências ou soluções ao Papa. As alegações eram de que a sociedade admitia pessoas de todas as religiões; que era exigido aos seus membros segredo absoluto, sob severas penas, e que prestava obediência a um poder central de Londres. O que fazer?
Com o Papa Clemente XII doente, constantemente acamado, totalmente cego há 6 anos, rodeado de pessoas que lhe filtravam as informações e ainda sob a pressão dos governantes que exigiam providências e, também, dos inquisidores que exerciam a sua influência, o Papa assinou em 28 de abril de 1738 a Bula In Eminenti, selando assim o destino dos maçons católicos em especial, e da maçonaria em geral.
Esta Bula excomungava todos os maçons e afirmava que era bom exterminar essas reuniões clandestinas, pois, poderiam atuar contra o governo.
Bem, com a divulgação e publicação da Bula nos países católicos, foram-se desencadeando as proibições. Em França, o parlamento não a aprovou e por isso não foi promulgada. Sendo assim, em França, oficialmente, a Bula não entrou em vigor.
Nos Estados Pontifícios (Itália desunificada), cuja constituição administrativa era católica, todo o delito eclesiástico era castigado como delito político, e vice-versa. Infringir a religião era infringir a lei. Deu-se então uma verdadeira caçada á maçonaria e aos seus membros.
A inquisição, encarregada de executar as ordens papais torturou, matou e queimou inúmeros maçons e, logicamente, pessoas inocentes que eram confundidas com maçons.
Em 1800 foi eleito Pio VII, e durante o seu papado, surge Napoleão Bonaparte. Entre outros feitos, provocou a fuga da coroa portuguesa para o Brasil em 1808 e conquistou Roma, proclamando o fim do poder temporal do Papa mantendo-o preso no castelo de Fontainebleau.
Pio VII só recuperou parte de suas possessões, com a queda de Napoleão em 1815.
Nesta época, porém, o mundo já não era mais o mesmo. Os ideais de libertação afloravam e iniciaram-se diversos movimentos pelo mundo, praticamente todos liderados por maçons, que conseguem a independência dos seus países.
Estados Unidos, 1783; França, 1789; Chile, 1812; Colômbia, 1821; Peru, Argentina e Brasil, 1822.
A maçonaria deixou então de ser simplesmente inconveniente e passou a ter mais ação, concreta e objetiva, e com isso recebia condenações mais veementes da Igreja.
Neste momento façamos uma pequena paragem. A maçonaria até aqui havia sido sempre condenada e perseguida por terceiros motivos. Até esse momento a Igreja Católica nunca tinha sido atingida diretamente pela influência maçônica.
O fato que realmente condenou a maçonaria pela Igreja Católica aconteceu no processo da reunificação da Itália. O trauma desse episódio não é esquecido até hoje por alguns sectores da Igreja.
A Itália, nesta época, era uma "Manta de Retalhos", constituída por vários estados entre os quais os Estados Pontifícios, que correspondiam a aproximadamente 13,6% do total da Itália, ou seja, eram 41.000 Km², que pertenciam ao clero e localizavam-se na região central.
A população dos Estados Pontifícios não tinha acesso a nenhum cargo público, que era explorado pelo clero. Todos os funcionários públicos usavam o hábito.
O inconformismo e os movimentos de libertação começam em 1767, sendo os jesuítas expulsos de Nápoles.
Em 1797 é fundada a Carbonária, seita de caráter político independente da maçonaria, que tinha como objetivo principal a Unificação da Itália.
Pio VII em 1821, lança a Bula Ecclesiam A Jesus Cristo condenando a atividade dos carbonários. A Carbonária tornou-se perigosa e prejudicial à maçonaria pois era confundida com esta. Os Carbonários tinham os seus aprendizes, mestres, grão-mestres, oradores, secretários, sinais, toques, palavras, juramentos e, é claro, segredos.
Os principais líderes Carbonários: Cavour, Mazzini e Garibaldi eram maçons, por isso, a Carbonária era muito confundida com a maçonaria, porém, diferenciavam-se pela origem, finalidade e atividades. Os carbonários matavam se fosse preciso. Nos Estados Pontifícios explodiram grandes desordens. A insatisfação contra o clero, que não permitiam que os leigos ocupassem cargos administrativos, era grande.
Em 1848 o Papa Pio IX é obrigado a refugiar-se em Nápoles, devido á revolução, e lança após alguns meses a encíclica Quibus Quantisque, responsabilizando a Maçonaria pela usurpação dos Estados Pontifícios.
Em 1849 é proclamada por uma Assembléia a República em Roma. Nesse momento, Pio IX lançou cerca de 226 condenações contra a maçonaria. Ele e o seu sucessor, Leão XIII, lançaram cerca de 600 documentos de condenações.
Em 14 de maio de 1861, Vítor Manoel é proclamado Rei da Itália Unificada.
Como se vê, a Maçonaria estava condenada. Motivo? A Unificação da Itália... Ideal Carbonário.
Em 27 de maio de 1917 é promulgado por Bento XV, o primeiro Código de Direito Canônico, também chamado de Pio Beneditino onde se refere à Maçonaria da seguinte forma, no seu Cânon 2335:
"Os que dão o seu próprio nome à seita maçônica ou a outras associações do mesmo gênero, que maquinam contra a Igreja ou contra os legítimos poderes civis, incorrem Ipso Facto, na excomunhão simplificter reservada à Sé Apostólica."
E mais, recomendava noutros Cânones o seguinte:
Que as católicas não se casassem com maçons; que seriam privados de sepultura eclesiástica; privados da missa de exéquias; não seriam admitidos em associações de fiéis; não poderiam ser padrinhos de casamento; não fariam a confirmação do batismo (crisma); não teriam direito ao patronato, etc.
Os Sacramentos proibidos são: Batismo, Eucaristia, Crisma, Penitência (confissão), Matrimônio, Ordenação Sacerdotal e a Unção dos Enfermos.
Para atender os anseios dos irmãos católicos, a Maçonaria criou o Ritual de adoção de Loutons, de apadrinhamento, Ritual de Pompas Fúnebres e o Ritual de confirmação de casamento.
Em 11 de fevereiro de 1929 foi criado o Estado do Vaticano pela assinatura do Tratado de Latrão, onde o poder Papal ficava restrito ao Vaticano com 44.000 m2 (anteriormente tinha 41.000 km2) e Pio XI reconhecia a posse política de Roma e dos Estados Pontifícios e afirmava a sua permanente neutralidade política e diplomática, etc.
Com o Tratado de Latrão assinado, encerra-se o processo da Unificação da Itália. O ideal Carbonário fora conseguido e a Carbonária desaparece logo após a Unificação da Itália.
Enfim, ficou o estigma da condenação.
Em 27 de novembro de 1983, já sob a autoridade do Papa João Paulo II, foi publicado um novo Código de Direito Canônico, que entrou imediatamente em vigor, reduzindo para 1752 os 2414 Cânons do antigo código.
O Código mais importante, referente á Franco-Maçonaria, é o 1374: "Aquele que se afilia a uma Associação que conspira contra a Igreja, deve ser punido com justa penalidade; e aqueles que promovem e dirigem estes tipos de Associações, entretanto, devem ser punidos com interdição". Com isto, a maçonaria está legalmente e literalmente livre do estigma.
Entretanto, no mesmo dia, foi publicado uma Nota no jornal oficial do Vaticano, a Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé, que dizia:
"Permanece imutável o juízo negativo da Igreja perante as Associações Maçônicas, porque os seus princípios sempre foram considerados inconciliáveis com a Doutrina da Igreja, e por isso, a inscrição continua proibida. Os fiéis que pertencem às Associações Maçônicas estão em estado de PECADO GRAVE e não podem receber a SANTA COMUNHÃO.
Não compete às autoridades eclesiásticas locais, pronunciarem-se sobre a natureza das Associações Maçônicas com um juízo que implica na revogação do que é estabelecida".
A publicação da Declaração foi mais uma acomodação política aos minoritários insatisfeitos, e pode-se dizer a contragosto do Papa. Afinal, ela afrontava uma decisão já tomada e aprovada, logicamente pela maioria de toda a Congregação reunida com a finalidade específica de renovação do Código.
Enfim, com a publicação no novo Código do Direito Canônico, e também da declaração da Congregação para a Doutrina da Fé, o que mudou na relação entre a Maçonaria e a Igreja Católica?
Mudou muito pouco em relação ao que se esperava, mas esse "muito pouco" é alguma coisa para quem não tinha nada. É uma esperança.
Paciência e esperança, essas são as palavras.
A pacificação total virá com certeza, mas não se pode ter pressa. Já foi um enorme passo a publicação do novo Código de Direito Canônico. Na medida em que, paulatinamente, as luzes se forem acendendo no entendimento de cada autoridade eclesiástica certamente novos horizontes surgirão.
Vimos, pela própria aprovação do Código do Direito Canônico, que a maioria do clero quer a pacificação, senão ele jamais seria aprovado, e é isto que deve acalentar as esperanças dos católicos, e até lhes dar confiança diante das vicissitudes.
Se o progresso é lento para a pacificação total, por outro lado, não há nada que justifique um retrocesso no futuro.
FÉ E VAMOS VER, MEUS IRMÃOS, A PAZ TOTAL VIRÁ.
Fonte: Respeitável Loja Maçônica Affonso Domingues

segunda-feira, 23 de julho de 2012

MAÇONARIA: “UMA ESTRELA QUE BRILHA NO SILÊNCIO”



A fraternidade, um dos princípios da Maçonaria,
 une os irmãos em Itaporanga.

"Chamamos de ética o conjunto de coisas que as pessoas fazem quando todos estão olhando. O conjunto de coisas que as pessoas fazem quando ninguém está olhando chamamos de caráter."

Oscar Wilde


"Leia não para contradizer nem para acreditar, mas para ponderar e considerar(...) a leitura torna o homem completo, as preleções dão a ele prontidão e a escrita torna-o exato."

FRANCIS BACON 1597

A prisão não são as grades,
e a liberdade não é a rua; existem homens
presos na rua e livres na prisão.
É uma questão de consciência.
Mahatma Gandhi


"Purifica o teu coração antes de permitires que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo. "

Pitágoras
"A Maçonaria privilegiando os excluídos, defendendo a ética, respeitando as autoridades, incentivando a paz, lutando contra vícios e cultivando a moral, ela segue firme em sua jornada que é a disseminação desses valores, que são tão grandiosos e estão além do nosso plano material, pois a certeza da imortalidade da alma e a crença da existência de um Ser Supremo são os geradores de tanta energia positiva, e com toda certeza, são companheiras dos maçons em qualquer trajeto, seja no cotidiano ou na esperança de uma vida posterior."
Cristyano Ayres Machado


"Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente.”

Henfil

domingo, 22 de julho de 2012

MEMÓRIAS


MEMÓRIAS

Repassando...

“Antônio Elias Pessoa, que figura entre os primeiros e melhores versejadores, nos deixou a LIRA MELANCÓLICA, publicado em 1901. E a poesia do paraibano é tão fértil, é tão espontânea, parece que está na nossa alma. Antônio Elias Pessoa foi um poeta que fez versos religiosos no velho estilo romântico e foi até o gênero parnasiano.”


“Antônio Elias Pessoa era um homem notável, inteligência rara; seus versos eram publicados nas melhores revistas do Rio de Janeiro. Mas ele se perdeu na boemia e tinha uma noiva chamada Aurina Silveira. Ele perdeu as condições para se casar, ficou impotente. Desesperado, não queria mais saber de casamento. Aurina soube qual era o motivo. Mas ficou como um anjo de candura, indo buscá-lo em toda parte. Foi uma viúva antecipada, porque foi noiva até quando ele morreu. Uma vez ele me contou chorando, arrependido por que tinha feito uma grosseria com Aurina. Ele então fez, e me mostrou, os versos que jamais esqueci, com o título de FELICIDADE:”

 

Felicidade, tu bem que existes;

Julguem entanto sonho falaz.

Só não te encontram os poetas tristes

Que te procura onde não estais.

Já me buscastes, felicidade,

Nos doces tempos de minha aurora.

E eu todo cheio de ingenuidade,

Sem conhecer-te, mandei-te embora.

Vinhas ridente, tão meiga e airosa,

Toda de branco, de um lindo alvor,

Branco de lírios, cheirando a rosa,

Beijos trazendo na boca em flor.

Hoje, no outono, desiludido,

Em pleno ocaso da mocidade

Em vão te busco, sonho perdido,

Felicidade, felicidade.

Antônio Elias Pessoa

sábado, 21 de julho de 2012

Obrigado, Chico. Deus lhe pague! Vá com Deus!




Chico Xavier


Obrigado, Chico. Deus lhe pague! Vá com Deus!

Eram oito horas da manhã de um sábado de maio.Chico levantara-se apressado. Dormira demais. Trabalhara muito na véspera, psicografando uma obra erudita de Emmanuel.
Não esperara a charrete. Fora mesmo a pé para o escritório da Fazenda.
Não andava, voava, tão velozmente caminhava.
Ao passar defronte à casa de D. Alice, esta o chama:
- Chico, estou esperando-o desde as seis horas. Desejo-lhe uma explicação.
- Estou muito atrasado, D. Alice. Logo na hora do almoço lhe atenderei.
D. Alice fica triste e olha o irmão, que retomara os passos ligeiros a caminho do serviço.
Um pouco adiante, Emmanuel lhe diz:
- Volte, Chico, atende à irmã Alice. Gastará apenas cinco minutos, que não irão prejudica-lo.


Chico volta e atende.
- Sabia que você voltava, conheço seu coração.
E pede-lhe explicação como tomar determinado remédio homeopático que o caroável Dr. Bezerra de Menezes lhe receitara, por intermédio do abnegado Médium.
Atendida, toda se alegra. E despedindo-se:
- Obrigada, Chico. Deus lhe pague! Vá com Deus!
Chico parte apressado. Quer recobrar os minutos perdidos.
Quando andara uns cem metros, Emmanuel, sempre amoroso, lhe pede:
- Pare um pouco e olhe para trás e veja o que está saindo dos lábios de D.Alice e caminhando para você.
Chico para e olha: uma massa branca de fluídos luminosos sai da boca da irmã atendida e encaminha-se para ele e entra-lhe no corpo...
- Viu, Chico, o resultado que obtemos quando somos serviçais, quando possibilitamos a alegria cristã aos nossos irmãos?
E concluiu:
- Imagine se, ao invés de VÁ COM DEUS, dissesse, magoada, "vá com o diabo". Dos seus lábios estariam saindo coisas diferentes, como cinzas, ciscos, algo pior...
E Chico, andando agora naturalmente, sem receio de perder o dia, sorri satisfeito com a lição recebida. Entendendo em tudo e por tudo o SERVIÇO DO SENHOR, refletindo nos menores gestos, com os nomes de Gentileza, Tolerância, Afabilidade, Doçura, Amor.



Texto Extraído do livro "Lindos Casos de Chico Xavier" de Ramiro Gama

 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dez condutas Maçônicas

Primeira Loja Maçônica.

DEZ CONDUTAS MAÇÔNICAS
Recebida do Ir.'. Raimundo Nóbrega, Natal-RN
Dez condutas maçônicas que, certamente, contribuem positivamente e protegem a nossa ordem das ações e das influências dos infiltrados:

1) Sirva à instituição e não à pessoas;
2) Quando for divergir, seja de ideias, propostas e condutas, mantenha-se imparcial e com honestidade, deixando de lado simpatias ou antipatias pessoais;

3) Chame sempre para você a responsabilidade de proteger e defender a instituição, não esquecendo que os nossos maiores inimigos, infelizmente, vestem avental;
4) Não se venda por medalhas, títulos, cargos, alfaias e elogios;

5) Quando for indicar um candidato, não seja um corretor de avental, que seja pessoa que se amanhã for à “bancarrota” e você tenha necessidade de levá-la para dentro de tua casa, ela não ocasione problemas à tua família;
6) Seja parceiro fiel e leal da verdade e da justiça, assumindo a inteira responsabilidade do que falar, escrever ou fazer;

7) Nunca se esqueça que os exemplos falam mais do que palavras e que os Aprendizes, Companheiros e Mestres mais novos precisam de referências;
8) Não seja Maçom oportunista ou inconsequente, pois baixaria, truculência e contestação infundada e mentirosa não são compatíveis com as nossas virtudes e princípios, maculando os Templos Maçônicos;

9) Não olhe para um Irmão como se fosse seu superior hierárquico, porém respeite as autoridades maçônicas legalmente constituídas, bem como, se for necessário, exija delas, usando os caminhos e meios legais maçônicos, que desempenhem os seus cargos com dignidade, probidade, humildade e competência, pois não estarão fazendo mais do que sua obrigação;
10) Seja um obreiro útil, humilde, dedicado, competente, de atitude e instruído nos augustos mistérios da Arte Real, pois, caso contrário, poderá ser manipulado e inconscientemente prestar serviços para aqueles pseudo maçons que representam a anti-maçonaria.
Enviada por email pelo irmão Devaldo de Souza

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O juiz e o papagaio


O juiz e o papagaio


A opulenta cidade de Cabul vivia, nesse tempo, agitada por estranho boato. Diziam alguns, afirmavam muitos, que o integro e prestigioso juiz Fauzi Trevic, antes de sair para o exercício de suas altas funções do tribunal, ouvia os conselhos de um papagaio. Havia até quem soubesse particularidades sobre o caso. O papagaio fora trazido das montanhas por um feiticeiro famoso e vivia encerrado em rico aposento, longe das vistas e dos ouvidos curiosos. Os mais ousados garantiam que se tratava de uma ave encantada, que trazia no corpo o espírito de um gênio - um djim, talvez. O maravilhoso papagaio conhecia jurisprudência e ditava leis com a eloqüência e a sabedoria dos grandes ulemás. Não havia, aliás, outra explicação para aquele mistério, pois o juiz Trevic proferia sentenças notáveis, fundamentadas sempre com grande elevação, e elogiados pelos advogados mais exigentes e intolerantes. O caso chegou, afinal, ao conhecimento do rei Nassin bem Nassin. - "Mac Allah"! - estranhou o soberano persa. – É assombroso! Quem poderia acreditar que houvesse no Islã um papagaio capaz de orientar as longas sentenças de um sábio juiz? Resolvido a esclarecer de qualquer modo o enigma, o poderoso rei mandou vir à sua presença o doutíssimo Fauzi Trevic e interrogou-o. Seria verdadeira aquela voz que corria pela cidade, abalando os incrédulos e enchendo de infinito assombro, os simples e os ingênuos? - Sim, ó Rei Magnânimo!, é verdadeira a voz - confirmou o ilustre cádi. - Não devo ocultar a verdade. Todos os dias, antes de seguir para o tribunal; ouço os conselhos de um modesto papagaio! Juro, pelas barbas de Maomé, que é essa a expressão da verdade! - Exaltado seja Allah!, o Único! - exclamou o monarca. - Não creio que possa existir, sob o céu ou sobre a terra maravilha maior do que essa que acabais de revelar! - Vejo-me forçado a dizer-vos, ó Rei do Tempo! - prosseguiu o juiz - que o papagaio, meu amigo e conselheiro, só sabe pronunciar duas palavras. Com esse limitadíssimo vocabulário, consegue ele orientar com segurança e clareza todas as minhas sentenças. - Com duas palavras! Que palavras mágicas serão essas que servem como dois faróis no meio do oceano das leis? Respondeu o digno magistrado: - Bondade e Justiça! Justiça e Bondade! Eis as palavras que ouço todos os dias do meu fiel papagaio! Procuro tê-las sempre bem vivas no fundo do coração! Quando estudo as causas sobre as quais sou obrigado a votar e decidir, esforço-me por ser bom e procuro ser justo. A justiça que corrige ou castiga deve ser inspirada pela Bondade que nobilita e eleva. E ainda: a Bondade, que exalta o fraco, não pode prescindir da Justiça, que reabilita o forte. Confesso, pois, que todas as minhas sentenças são norteadas pelo admirável conselho do papagaio. Bondade e Justiça! - Por Allah, senhor dos mundos visíveis e invisíveis! – Disse o rei. - Por Allah! Seguissem todos os reis, ministros e magistrados o conselho daquele papagaio e a felicidade desceria sobre os povos e a paz reinaria entre as nações!
Uassalã!
Malba Tahan

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Oração Universal


Oração Universal Prece Árabe

DEUS, não consintas que eu seja o carrasco
que sangra as ovelhas,
nem uma ovelha nas mãos dos algozes.
Ajuda-me a dizer sempre a verdade
na presença dos fortes, e jamais dizer mentiras
para ganhar os aplausos dos fracos.

Meu DEUS! Se me deres a fortuna,
não me tires a felicidade;
se me deres a força, não me tires a sensatez;
se me for dado prosperar,
não permita que eu perca a modéstia,
conservando apenas o orgulho da dignidade.

Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas,
para não enxergar a traição dos adversários,
nem acusá-los com maior severidade
do que a mim mesmo.
Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória,
quando bem sucedido e nem desesperado
quando sentir insucesso.
Lembra-me que a experiência de um fracasso
poderá proporcionar um progresso maior.

Ó DEUS ! Faz-me sentir que o perdão é maior
índice da força, e que a vingança é prova de fraqueza.
Se me tirares a fortuna, deixe-me a esperança.
Se me faltar a beleza da saúde,
conforta-me com a graça da fé.
E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão
dos meus semelhantes, cria em minha alma
a força da desculpa e do perdão.

E finalmente Senhor, se eu Te esquecer, te rogo mesmo assim,
nunca Te esqueças de mim!