quinta-feira, 5 de dezembro de 2019



O viajor e a Fé


— “Donde vens, viajor triste e cansado?”

— “Venho da terra estéril da ilusão.”

— “Que trazes?”

— “A miséria do pecado,
De alma ferida e morto o coração.

Ah! quem me dera a bênção da esperança,
 Quem me dera consolo à desventura!”

Mas a fé generosa, humilde e mansa,
Deu-lhe o braço e falou-lhe com doçura:

— “Vem ao Mestre que ampara os pobrezinhos,
Que esclarece e conforta os sofredores!...
Pois com o mundo uma flor tem mil espinhos,
Mas com Jesus um espinho tem mil flores!”

Cármen Cinira

Francisco Cândido Xavier e integrante do livro Parnaso de Além Túmulo.


domingo, 3 de novembro de 2019


Poesia

Literatura de cordel – de Rodolfo Coelho Cavalcante

DIVINDADE

Não adianta o orgulho,
O egoísmo, a vaidade.
O dinheiro, a opulência.
O abuso de autoridade.
Morre o bom, morre o ruim,
Tudo na Terra tem fim
É a Lei da Divindade!

Morre a arvore mais frondosa,
Morre o rio, morre o outeiro,
Morre a mulher que é bonita,
Morre o homem do dinheiro.
Morre quem faz tirania,
Só não morre a poesia
Dada por Deus verdadeiro!

quinta-feira, 31 de outubro de 2019


Poesia do Além


Sombra e Luz

Vem a noite, volta o dia,

Cresce o broto, nasce a flor,

Vai a dor, surge a alegria

Dourando a manhã do Amor.

Assim, depois da amargura

Que a vida terrena traz,

A alma encontra na Altura

A luz, a ventura e a paz.


Casimiro Cunha

quarta-feira, 16 de outubro de 2019


Tela do Mundo
Maria Dolores

A Terra esbanja beleza,
Na cúpula dos países,
Fulguram povos felizes,
Riquezas em profusão...
A Natureza soberba,
Guarda tesouros na selva,
Flores enfeitam a relva,
Veludo que adorna o chão.


Das cidades opulentas,
Voam naves poderosas,
Surgem torres luminosas,
Brasões, legendas, troféus...
A inteligência se alteia,
Abrindo escolas e estradas,
Há mansões dependuras,
Na luz dos arranha-céus!...


Mas à frente do esplendor
Em que o rumo se descobre
Surge o mundo magro e pobre,
Dos que vivem de esperar...
Tristes mães rogam auxílio
Em dolorosas andanças,
Para mirradas crianças
Que se agitam sem lugar!...


Irmãos despontam na praça,
Sob o fascínio do furto,
Avançam em passo curto
De empórios retiram pães;
Moços fortes ao prendê-los
Prometem pancadaria,
Há tumulto e gritaria
Em meio ao choro das mães.




Registro vozes diversas...
De quem são? Ouço gemidos,
É a multidão dos vencidos
Que mal conhece onde vai...
Junto a um posto de assistência,
Formando enorme fileira...
Aguarda-se a noite inteira,
O raro apoio que sai...


O progresso exalta o mundo...
E no porão da grandeza,
Há pranto, angústia, tristeza,
Embates de chaga e dor!...
Só Jesus, vencendo as sombras,
Ergue a luz da Caridade,
Conduzindo a Humanidade
Para a vitória do Amor.



Troféus
Jésus Gonçalves

De tudo o que anoto, a fundo,
Nos troféus da Humanidade,
A luz maior que há no mundo,
Vem do Sol da Caridade.


- Do livro ESTRADAS E DESTINOS

terça-feira, 15 de outubro de 2019



Humildade: Honrar a Verdade

A Ordem Maçônica carrega em seus princípios verdadeiros tesouros de valores imensuráveis, na verdade, lenitivos suficientes para promover a luta contra as imperfeições da pedra bruta, e, alçar voos para o trabalho da pedra polida em direção às perfeições da alma. Essas orientações sublimes são mostradas aos Maçons, que com seu livre arbítrio, sua determinação promova a sua caminhada ao mais alto degrau de evolução.

Confunde-se grau e/ou cargo adquiridos ou impostos, acrescidos de vaidade, orgulho e ambição, que devem alimentar o egocentrismo e sentir-se superior aos seus pares, como a condecoração material mais perfeita que um materialista pode almejar.

Ledo engano! O mais alto pedestal que pode almejar um maçom é: humildade.

A poetisa Maria Dolores em um de seus poemas elucida:

“O progresso exalta o mundo...
E no porão da grandeza,
Há pranto, angústia, tristeza,
Embates de chaga e dor!...
Só Jesus, vencendo as sombras,
Ergue a luz da Caridade,
Conduzindo a Humanidade
Para a vitória do Amor.”

O Divino Mestre quando há mais de 2.000 anos passou pela Terra, foi claro de que a vaidade e outras qualificações são apanágios dos tolos, dos incautos e dos perjúrios, onde se comprazem na pusilanimidade do materialismo que os distanciam do bom, do belo e do justo.

O tempo urge, o GADU clama a todos, pedindo nossa transformação pelo Amor, pela Caridade e pelo bem feito desinteressadamente. Chegamos muitas vezes a pensar que a nossa consciência está obnubilada, momentaneamente, pela ilusão do materialismo.

Somos Maçons, nós temos responsabilidades pelos que sofrem, pelos injustiçados, pelos órfãos, pelas viúvas, enfim, onde a dor fizer morada, devemos nos aproximar, encontrar solução para afastar o infortúnio.O sofrimento de qualquer ser humano é nosso sofrimento, caso contrário, seremos esquizofrênicos, pois, não nos sensibilizamos com o sofrimento alheio.

Aparência não é sinônimo de Maçom, aparentar ser bom, ser cargo, contudo, no dia a dia, seus atos denotam a pobreza espiritual: aprendemos a acreditar não naquilo que um irmão fala, mas, naquilo que o irmão faz, nos seus atos, na maneira como trata sua família, seus subordinados, seus amigos, seus desafetos, pois, atitudes sensatas e equilibradas representam mais do que palavras soltas de conhecimentos, mas sem amor.

Certa feita, recebemos em nossa Instituição filantrópica um Pastor Evangélico a ministrar uma aula prática aos novos Pastores que iriam concluir o curso, quando em sua fala, assim disse: “Atender bem a um superior seu, representa um ato de obediência; atender bem a alguém no mesmo nível de hierarquia, representa um ato de respeito; contudo, atender bem a alguém mais fragilizado e/ou empobrecido, que nada pode me oferecer em troca, isso representa um ato de humildade.” 

A Ordem Maçônica nos adverte, diuturnamente - existe uma Lei Divina chamando-nos a prestar contas de nossas atitudes, nossos pensamentos, qual caminho estamos percorrendo. Todos os instantes somos chamados à responsabilidade, tenho condições de permanecer a fugir os desmandos que cometo? Até quando continuarei enganando a mim mesmo. Da Lei do GADU, ninguém foge, como dizem: “O corcunda para onde vai, leva a corcunda.”

Estamos matriculados numa sublime Escola, chamada Maçonaria, sejamos dignos dos seus ensinamentos. A estrada da vida é reta, não permite atalhos, conchavos e hipocrisia. O verdadeiro Maçom é fácil de identificar: é simples, humilde e serve a todos sem pensar em recompensa. Quando questionamos a um maçom o que se faz em sua Loja Maçônica? Ele prontamente responde: - Levantam-se templos à virtude e cavam-se masmorras aos vícios.  Esse, sim, o verdadeiro legado ou código do maçom, contudo, não devemos amaldiçoar e/ou maldizer o maçom equivocado, pois, não somos juízes. Da Lei Divina, ninguém foge.

A mão do GADU alcança a todos, e, em todas as épocas. Tivemos equívocos, é só examinar a História, desde a Ordem dos Templários (1118-1312), com Inácio de Loyola, passando pelos Maçons na Queda da Bastilha, em 14 de julho de 1789, com Joseph Fouché, embora esse maçom fosse sinônimo de abrir mão de qualquer caráter, ou convicção a pretexto de ser leal ao mais forte, mais poderoso e mais rico em bens materiais e poder. Nos dias atuais, temos essas perigosas semelhanças de desvios de conduta, em pouquíssimos maçons, mesmo tento visto a Luz, preferem as trevas da ignorância, para permanecerem equivocados em alimentar o egoísmo, o orgulho e a vaidade.

A alma do verdadeiro Maçom não se compra com metais, nem com cargos, pois a honra não é moeda de comércio. O Maçom se curva às virtudes e bondade.

O momento é de Amar e servir, como verdadeiros filhos da Luz.

Saúde e paz sempre!

Wssf
Loja Maçônica Calixto Nóbrega nº 15
14.10.2019 - Oriente de Sousa – Paraíba.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

CURIOSIDADES MAÇÔNICAS



O verdadeiro maçom não precisa dizer que é maçom, aonde quer que ele esteja será reconhecido como tal.


Disseram-me um dia, como a muitos outros também deve ter sido dito em algum momento da caminhada na vida maçônica, que dom Pedro, numa mesma data teria sido iniciado, elevado, exaltado e conduzido ao Grão-Mestrado da Maçonaria no Brasil, e que teria adotado o nome simbólico de Guatimozim, em homenagem ao último Imperador asteca do México que resistiu em 1522 ao conquistador espanhol Cortez.

O relato histórico das reminiscências desmistifica os “ditos” para conduzir ao real entendimento que dom Pedro de Alcântara, iniciado em 02 de agosto de 1822, só foi guindado ao cargo de Grão-Mestre em 04 de outubro de 1822, e confirma que o então Príncipe Regente foi iniciado na Maçonaria com os rigores ritualísticos, adotou o nome de Guatimozim e que não ordenou o “fechamento” da Ordem Maçônica.

Fica aqui o nosso primeiro registro curioso. O nome Guatimozim, entrementes, era o nome histórico adotado por Martim Francisco Ribeiro de Andrade, irmão carnal e maçônico de José Bonifácio, e que perfilava ao lado de Falkland [Antônio Carlos Ribeiro de Andrade], Tibiriçá [José Bonifácio de Andrade e Silva], Caramuru [Antônio Telles da Silva], Aristides [Caetano Pinto de Miranda Montenegro] e Claudiano [Frei Sampaio – Francisco de Santa Tereza de Jesus Sampaio] nas alas maçônicas e registros do Apostolado e da Nobre Ordem dos Cavaleiros da Santa Cruz. Ademais, no Recife existia uma Loja Maçônica denominada Guatimosin, fundada em 1816 e que em 1821 mudou o seu nome para “Loja 6 de Marco de 1817”, em homenagem aos maçons sacrificados na gloriosa Revolução Pernambucana de 1817.

A historiagrafia maçônica, contudo, passa ao largo da preferência de dom Pedro pelo nome heróico de Guatimozim.

Outro registro nos remete ao restabelecimento dos trabalhos maçônicos na forma ordenada por dom Pedro I. E estes, contudo, não foram reencetados, haja vista que a 02 de novembro de 1822, José Bonifácio determinou uma devassa contra os maçons do “Grupo do Ledo”, no episódio que ficou conhecido como “Bonifácia”.

As razões ainda são pouco claras, ao que tudo indica o fato de dom Pedro ter sido aclamado Grão-Mestre numa sessão presidida por Joaquim Gonçalves Ledo foi interpretado como um golpe maçônico ao “Grupo do Bonifácio”, e os ânimos entre os grupos [azul e vermelho] que se mostravam em acirramento crescente desde o episódio que resultou em repreensão ao Frei Francisco Sampaio [Pílades] mostravam-se mais radicalizados com a eleição de dom Pedro para o cargo de Grão-Mestre em substituição a José Bonifácio. 

Devemos dizer que José Bonifácio efetivamente não compareceu a sessão em que dom Pedro tomou posse no cargo de Grão-Mestre, como de resto, não compareceu a nenhuma sessão importante e até mesmo foi colocado no cargo sem ser consultado, mas não foi totalmente tirado da diretoria, porque ainda era ministro de dom Pedro e continuava a exercer o cargo de Grão-Mestre Adjunto e Lugar-Tenente de dom Pedro no Apostolado.

O clima realmente esquentou quando o “Grupo do Ledo” tentou impor a dom Pedro, por ocasião da sua aclamação a Imperador do Brasil, em 12 de outubro de 1822, um juramento prévio da Constituição que seria elaborada pela Assembléia Geral Constituinte e Legislativa convocada pela circular de 17 de setembro de 1822. Tal fato desagradou profundamente ao “Grupo do Bonifácio” e ao próprio dom Pedro I, daí a interrupção dos trabalhos ordenada por este, para as “averiguações” procedimentais, na forma narrada nas reminiscências.

A abertura da “devassa” ordenada por José Bonifácio, dois dias depois da autorização emanada do Imperador e Grão-Mestre para o recomeço das atividades maçônicas, ocorreu depois que os Andradas [José Bonifácio e Martim Francisco] colocaram seus cargos de ministros à disposição do Imperador.

Tão logo a notícia tornou-se conhecida no meio maçônico, iniciou-se um movimento no sentido de fazer o Imperador reintegrar os Andradas, o que acabo acontecendo. Reintegrados e fortalecidos pelas manifestações favoráveis, José Bonifácio desencadeou violenta repressão aos maçons identificados com a liderança de Joaquim Gonçalves Ledo e esse conjunto de fatos ficou conhecido como “Bonifácia”.

O devassado Joaquim Gonçalves Ledo fugiu para a Argentina com o auxílio do Cônsul da Suécia. José Clemente Pereira foi preso e depois deportado [30 de dezembro de 1822] para Havre, na França, em companhia de Januário da Cunha Barbosa, e posteriormente, os dois foram para Londres.

Outros maçons foram presos e depois libertados, as lojas encerraram seus trabalhos e o Grande Oriente do Brasil fechado, deixando os maçons em pavorosa. Com a cissura, o fechamento do Grande Oriente do Brasil e sem oposição, os anti-maçons recrudesceram em campanhas, fazendo com que a Maçonaria aparecesse como inimiga do Imperador e do Trono, constituindo uma memória da Independência cada vez mais distante dos maçons e da Maçonaria. E a única voz que se ouvia bradar na imprensa era a do brigadeiro e maçom Domingos Alves Branco Moniz Barreto [Sólon] em seu jornal “Despertador Constitucional”.

O que se registra no meio maçônico, contudo, e em que pese o fechamento do Grande Oriente do Brasil, é que muitos maçons continuaram a se reunir às escondidas enquanto as lojas cerraram suas portas, atas e documentos maçônicos eram destruídos por todo o Brasil, à exceção de Pernambuco, onde as lojas funcionavam e os maçons se reuniam em oposição às determinações do Rio de Janeiro, e até conduziram os preparativos do movimento que ficou conhecido como Confederação do Equador – um dos momentos marcantes dos tempos de ouro da maçonaria pernambucana. Mas este é um relato para outra oportunidade.

Outra curiosidade marcante fica por conta de dois fatos. O primeiro, dom Pedro em 20 de julho de 1822, portanto, doze dias antes de ser iniciado, enviou um bilhete a José Bonifácio no qual tratava da Província da Bahia, convulsionada e resistente à Regência do Rio de Janeiro.

Anote os termos maçônicos usados. Dizia o Príncipe Regente: “O Pequeno Ocidente toma a ousadia de fazer presente ao Grande Oriente, duas cartas da Bahia e alguns papéis periódicos da mesma terra há pouco vindas. Terra a quem o Supremo Arquiteto do Universo tão pouco propício tem sido. É o que se oferece por ora a remeter a este que em breve espera ser seu súdito e Iº” [Arquivo da Casa Imperial do Brasil. Cartas (2) de D. Pedro a José Bonifácio. São Paulo, 20/07/1822 e 01/09/1822, II-POB-20.07.1822 – PI.B – c. 1-2, citado por Barata, ob. cit. p. 233], numa patente demonstração que os termos maçônicos não lhe eram desconhecidos e que esperava ser iniciado em nossa Ordem.

Outro fato singular refere-se a possibilidade do Príncipe Regente dom Pedro pertencer ao Apostolado da Nobre Ordem dos Cavaleiros da Santa Cruz, sociedade secreta de fins maçônicos fundada em 2 de junho de 1822 por José Bonifácio.

O atesto é feito por Castellani ao citar Rio Branco em nota à “História da Independência do Brasil” de Vernhagem: “D. Pedro já pertencia, como ficou dito, a uma sociedade secreta, a Nobre ordem dos Cavaleiros de Santa Cruz, denominada Apostolado. Pelo livro das atas que S. M. o Sr. D. Pedro II possui, e figurou na Exposição de História do Brasil [no 6.986], sabe-se hoje que essa sociedade fundada por José Bonifácio, começou a funcionar em 2 de junho. D. Pedro era, com o título de arconte-rei, o chefe do Apostolado, sendo José Bonifácio seu lugar-tenente.

Pelo livro do juramento, também exposto em 1881, ficou patente que Gonçalves Ledo e Nóbrega, também pertenciam ao Apostolado” [Castellani, in História do Grande Oriente do Brasil, p. 70]. O Nóbrega referido poderia ser os maçons Francisco Luiz Pereira da Nóbrega ou Luiz Pereira da Nóbrega de Sousa Coutinho.

"LOUVADA SEJA A MAÇONARIA QUE NOS FEZ IRMÃOS"

GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON

domingo, 13 de outubro de 2019


Omissão


Asseveras não haver praticado o mal; contudo, reflete no bem que deixaste a distância.

Não permitas que a omissão se erija em teu caminho, por chaga irremediável.

Imagina-te à frente do amigo necessitado a quem podes favorecer.

Não te detenhas a examinar processos de auxílio.

É possível que amanhã não mais consigas vê-lo com os olhos da própria carne.

Supõe-te ao pé do companheiro sofredor, a quem desejas aliviar.

Não demores o socorro preciso.

É provável que o abraço de hoje seja o início de longo adeus.

Não adies o perdão, nem atrases a caridade.

Abençoa, de imediato, os que te firam com o rebenque da injúria, e ampara, sem condições, os que te comungam a experiência.

Se teus pais, fatigados de luta, são agora problemas em teu caminho, apóia-os com mais ternura.

Se teus filhos, intoxicados de ilusão, te impõem dores amargas, bendize-lhes a presença.

Se o trabalho espera por tuas mãos, arranja tempo para fazê-lo..

Se a concórdia te pede cooperação, não retardes o atendimento.

Não percas a divina oportunidade de estender a alegria.

Tudo o que enxergas, entre os homens, usando a visão física, é moldura passageira de almas e forças em movimento.

Faze, em cada minuto, o melhor que puderes.

Seja qual for a dificuldade, não desertes do amor que todos devemos uns aos outros. E se recebes, em troca, pedra e ódio, vinagre e fel, sorri e auxilia sempre, porque é possível estejas ainda hoje, na Terra, diante dos outros, ou os outros diante de ti pela última vez.

Emmanuel, Justiça Divina.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

"E Afinal o que é Ser Maçom"

Como Ser Maçom !

Ser Maçom é ser amante da Sabedoria, da Virtude, da Justiça, da Humanidade.
Ser Maçom é ser amigo dos pobres, dos desgraçados que sofrem, que choram, que têm fome, dos que clamam pelo Direito, pela Justiça e os utilizam como única norma de conduta o bem de todos e seu engrandecimento e o progresso.
Ser Maçom é querer a harmonia das famílias, a concórdia dos povos, a paz do gênero humano.
Ser Maçom é derramar por toda a parte os divinos esplendores da instrução; educar para o bem, a inteligência; conceber os mais belos ideais do Direito, da Moralidade, da Honra e praticá-los.
Ser Maçom é levar para o terreno prático, aquele formosíssimo preceito de todos os lugares e todos os séculos, que diz com infinita ternura aos homens de todas as raças, desde o alto de uma cruz e como os braços abertos ao mundo: “amai-vos uns aos outros, formais uma só família, sede irmãos.”
Ser Maçom é pregar a tolerância; praticar a caridade sem distinção de raças, crenças ou opiniões, é lutar contra a hipocrisia e o fanatismo.
Ser Maçom é viver para a realização da Paz Universal, tendo pelos vivos o mesmo respeito que dedicamos aos nossos mortos.
Se o senhor não reúne estas condições, afaste-se da Maçonaria!

Por Lázaro Chaves

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

O último grau


Quando entrei na sala da Loja, privado de visão, ouvi a mais bela música que alguma vez ouvi. Não era uma música com que eu estivesse familiarizado, nem com o que a produzia, nenhum instrumento que eu pudesse identificar. Mas era, oh, tão pacífica, trespassava a minha alma e criava uma noção de harmonia e de acordo total.

Eu era energia arrastada ou conduzida em pensamento em torno da Loja por esta música, seguindo o que parecia um rumo ao acaso, mas, após oito repetições, fui capaz de discernir que havia quatro repetições de duas manobras, uma sendo um círculo e outra um triângulo . A repetição de manobras foi necessária, como mais tarde me foi explicado, para criar a imagem de um símbolo tridimensional para este grau. E este símbolo era um dos existentes na Câmara do Meio onde recebi este grau. O Esquadro e o Compasso continuavam a adornar o exterior do edifício da Loja, mas dentro deste edifício existia uma Câmara do Meio, onde Pirâmide e Globos eram os símbolos utilizados.

Pude mais tarde ver com o que se parecia este símbolo. Era uma pirâmide na qual estavam três Globos alinhados verticalmente, desde a ponta até a base. No Globo superior, havia uma pequena pirâmide apontando para baixo. O Globo do fundo tinha uma pirâmide apontando para cima e o Globo do meio tinha uma estrela de seis pontas tridimensional. O significado deste símbolo era que o espírito do Criador, Redentor e Protetor estava infundido no círculo da vida, o infindável ciclo de nascimento, morte, renascimento, a morte de novo, e novamente e de novo, até à eternidade. Também transportava o sentido da unidade, já que estamos todos juntos como um, unidos como seres que possuem todos uma partícula do Criador. O símbolo não estava preso a nada, antes surgia perante os olhos de quem estivesse em qualquer ponto da Câmara do Meio, sob a forma de um holograma.

Não houve nem apresentação de qualquer ferramenta, nem um juramento neste grau. Foi-me explicado que, na minha condição presente de ausente de tempo e de lugar, mas em todo o tempo e todo o lugar, as sanções, juramentos e promessas eram supérfluos.

Fui conduzido para o Sul, para o Oeste e, em seguida, para o Norte da Loja, onde, ainda com a minha energia diminuída e apenas capaz de ouvir, eu teria, no entanto, a visão necessária para ver um filme em holograma totalmente privado, visível apenas para mim. No Sul, recebi uma revisão de toda a minha vida. Foi-me mostrada num holograma retratando pessoas, lugares, eventos, acontecimentos e ocorrências, numa rápida e contínua sequência, terminando no momento da minha morte física.

No Ocidente, vi, como anteriormente num filme em holograma, todas as vezes que eu tinha inspirado outros e quando eu tinha sido gentil, compassivo, amoroso e humilde. Muitas vezes fiquei dominado pela emoção, pois o que me foi apresentado era tão vívido como o que eu sentira quando tinha ocorrido no passado e estava acontecendo novamente bem à minha frente. Existe um real significado para a palavra reviver.

Depois, no Norte revivi o lado negro de mim próprio, todas as vezes que eu tinha agido com um arrogante ego inchado, para afastar e ferir os outros, todas as minhas fraquezas, os meus pecados e as vezes que eu tinha desiludido os outros. Mais uma vez, foi invadido pelas lágrimas, ao pensar que eu tinha agido de tal forma. E é por isso que estes hologramas eram totalmente privados e só passíveis de serem vistos por mim, pois aqueles reunidos em torno de mim, não estavam ali para julgar, mas para apoiar. E eu sentia o calor do seu amor e carinho fraternais.

Tal como ocorrera nos meus graus terrenos, fui conduzido, sempre através do pensamento, para fora da Câmara do Meio, para a antecâmara, onde fui preparado para voltar a entrar, para a segunda parte do grau, a palestra.

O meu condutor, Hiram Abiff, restaurou-me a plena energia e, em seguida, falou-me. "Os teus graus terrenos ensinaram-te os méritos da tolerância e da ausência de preconceito", disse ele. "Mostraram-te a forma de desfrutar da paz, harmonia e convivência entre as pessoas de diferentes raças, religiões, culturas, orientações políticas e condições económicas. Agora vamos levar-te ainda mais longe nesse conceito, na palestra do último Grau. "

Fui readmitido na Câmara do Meio e conduzido para junto do Oriente. A imagem da Pirâmide e Globos estava sempre presente diante de mim, num holograma. Acolhendo-me no Oriente, estava uma mulher negra, de meia idade, talvez. O seu sentimento de amor fraterno e afeto era como um calor brilhante, que penetrava o meu espírito. Procedeu à palestra, lentamente e com significado.

"A lição do último grau é que a separação que flagela muitos na sua peregrinação terrena, aquela divisão pela qual cada um vê os outros como diferentes, menos dignos ou sem valor, e que o separa dos demais, é realmente uma separação de Deus. Sim, na realidade, existem diferenças reais na Terra. Cada homem e cada mulher na Terra é realmente feito de forma um pouco diferente e respondem de maneiras diferentes. Existem diferentes raças, culturas, credos e conceitos do Criador. Mas atribuir um valor sinistro a essas diferenças é usá-las para dividir, em vez de reunir e, em seguida, para ostracizar, assim criando uma separação. Levada ao extremo, esta separação progride da desconfiança para a suspeita, conduzindo ao desprezo e ao ódio, e, em última análise, ao extermínio ou limpeza étnica. Esta desunião é fruto do livre arbítrio da humanidade e não reflecte as intenções do Criador. Esta divisão, desunião e separação constituem a verdadeira historia de Adão e Eva e da queda do Homem. Porque é na desunião e separação humanas que reside a separação do Todo-Poderoso."

"Reviste na tua Iniciação na Loja Celestial tudo que fizeste na tua vida humana na Terra. Reviveste as alturas em que permitiste que os teus medos dos outros e das suas diferenças te separaram deles. E reviveste as alturas em que não teres ligado a essas diferenças te pôs em harmonia com os demais."

"Diz-se que a humanidade foi criada à imagem de Deus. Mas eu digo-te que cada homem é uma parte de Deus e possui uma pequena partícula do Altíssimo dentro dele. Que a partícula cresça e se torne uma parte cada vez maior de um ser humano, depende das escolhas que cada um faz na sua viagem pela vida. O objectivo dessa viagem é alimentar e nutrir a sua alma numa missão terrena, para a qual Deus lhe deu as ferramentas para a realizar. Ao fazê-lo, possibilita-se que o Todo Poderoso Criador, o Mestre do Céu e da Terra, se experimente a si próprio. Viver a "vida piedosa" é a capacidade de subir acima do que procura dividir e criar o caos."

"É agora tempo, meu irmão, de tu te empenhares na crença de que todos somos UM. Não há OUTROS. Quando alguém se afasta ou repudia quem vê como outro, apenas se separa de si mesmo e de onde veio e para quem um dia vai voltar. Quando alguém fere ou prejudica quem vê como outro, só fere ou prejudica a si próprio."

"A Pirâmide e Globos são o símbolo deste grau, meu irmão. Ensina que toda a vida, os seus altos e baixos, as suas alegrias e tristezas, os seus amores e medos, é uma experiência santa e sagrada. Possibilita que visualizes o conceito de que a vida é sem fim e continua a mover-se, começando onde terminou e terminando onde começou. Vai e volta, em redor e sobre e sempre "na unidade do Espírito Santo." SOMOS TODOS UM. Não há nenhuma parte de nós que esteja separada ou fora da Pirâmide e Globos. Somos todos pedaços do mesmo bolo. Deus está em nós e nós estamos em Deus. SOMOS TODOS UM! Agora, vai em paz e harmonia e alegra-te com este conhecimento."

Texto da autoria do Irmão Frederic L. Miliken, originalmente publicado no excelente sítio maçónico Freemason Information, colocado em BEE HIVE, ecom a devida autorização do seu autor, traduzido e aqui publicado por
Rui Bandeira

Fonte: A PARTIR PEDRA

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

O ANTES E O DEPOIS DA MAÇONARIA



Antes de me tornar maçom, eu já admirava as virtudes e os virtuosos. Porém, me esforçava muito pouco ou quase nada para desenvolvê-las e praticá-las. Talvez porque no mundo profano, quase não se fala mais das virtudes. Existem interesses pessoais, locais e mesquinhos que isolam as virtudes em cada ser. Portanto, tenho a certeza que o gesto mais importante da minha vida, no sentido da busca pelo aperfeiçoamento pessoal, foi o meu ingresso na ordem maçônica.

Depois que iniciamos não podemos mais renunciar as virtudes, pois é através do desenvolvimento das mesmas que condenamos os nossos piores vícios, ou seja, é melhor a alegria do que a tristeza, melhor a admiração do que o desprezo, melhor o exemplo do que a vergonha. Neste contexto, não se trata da maçonaria ficar nos dando lições de moral, mas de ajudar a cada um a se tornar seu próprio mestre, como lhe convém, e seu único juiz. Desta forma nos transformamos a cada dia: tornamos-nos mais fortes, ao mesmo tempo mais suaves e, não por acaso fonte de luz no meio em que vivemos. A maçonaria faz com que a virtude seja uma excelência, pois são nossos valores morais vividos em atos.


Dentre várias virtudes que desenvolvemos na maçonaria, como a fidelidade, a prudência, a justiça, a compaixão, o amor entre outras, duas me chamam a atenção e acredito que são as que refletem a minha mudança principal de profano para maçom, sendo a humildade e a tolerância.

Aprendi que a humildade é uma virtude humilde. Pois quem se gaba da sua, mostra simplesmente que ela lhe falta. Por isso não devemos nos gabar, nem nos orgulhar, de nenhuma virtude, e é isso que a humildade ensina. Ela torna as virtudes discretas, como que despercebidas de si mesmas; Não se trata de sermos ignorantes do que somos, mas ao contrário, conhecimento, ou reconhecimento, de tudo que não somos.

Quanto à tolerância, enquanto profano, entendia que fosse somente ter a capacidade de uma pessoa ou grupo social de aceitar, noutra pessoa ou grupo social, uma atitude diferente das que são a norma no seu próprio grupo. Porém, agora, entendo que somado a este ponto de vista, ao contrário do amor ou da generosidade, que não tem limites, a tolerância é limitada, pois uma tolerância infinita seria o fim da tolerância.

O problema da tolerância surge na questão de opinião e, surge com muita frequência, pois ignoramos o que sabemos e, o que sabemos depende de algo que ignoramos. Portanto, tolerar o que pode ser condenável é deixar de fazer o que se poderia impedir ou combater, e desta forma abandonar todas as outras virtudes. Ou seja, tudo que ameaça efetivamente a liberdade, a paz ou sobrevivência de uma sociedade, a maçonaria se coloca de pé e a ordem para impedir ou combater. Somente devemos tolerar quando assumimos que iremos superar nossos próprios interesses, nosso próprio sofrimento, nossa própria impaciência.

Concluindo, a maçonaria nos estimula a estudar e, pesquisando bons livros, alcancei a oração de Mahatma Gandhi, que reflete o que nós maçons, constantemente buscamos:


 “Ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos fracos. Se me dás fortuna, não me tires a razão. Se me dás o sucesso, não me tires a humildade. Se me dás humildade, não me tires a dignidade. Ajuda-me a enxergar o outro lado da moeda, não me deixes acusar o outro por traição aos demais, apenas por não pensar igual a mim. 

Ensina-me a amar aos outros como a mim mesmo. Não deixes que me torne orgulhoso se triunfo, nem cair em desespero se fracasso. Mas recorda-me que o fracasso é a experiência que precede ao triunfo. Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza... Senhor, se eu me esquecer de ti, nunca te esqueças de mim”.

Ir.: Daniel Paulo Santos – M.:M.:

ARLS Cidade da Serra 95 – GLMEES
Or.: Serra-ES

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

SOIS MEMBRO DE UMA IRMANDADE?



SOIS MEMBRO DE UMA IRMANDADE?
Como tal, eu tenho sido.
Com toda sinceridade,
Amado e reconhecido.

Dondes vindes afinal?
Meu lar tem nome de um Santo,
Do justo é casa ideal
E perfeito o meu recanto.

Que trazeis meu caro amigo?
A mais perfeita amizade,
Aos que se encontram comigo,
Trago paz, prosperidade.

Trazeis, também, algo mais?
Do dono da minha casa,
Três abraços fraternais
Calorosos como brasa.

Que se faz em vossa terra?
Para o bem, templo colosso;
Para o mal, nós temos guerra;
Para o vício, calabouço.

Que vindes então fazer?
Sendo pedra embrutecida,
Venho estudar, aprender,
Progredir, mudar de vida.

Que quereis de nós, varão?
Um lugar neste recinto,
Pois trago no coração
O amor que por vós sinto.

Sentai-vos querido Irmão,
Nesta augusta casa nossa
E sabeis que esta mansão
Também é morada vossa.


Ir:. Saly Mamede

sábado, 28 de setembro de 2019

O PENSAMENTO FILOSÓFICO DA MAÇONARIA


Não é costume discutir a doutrina Maçônica fora dos seus templos, porém, sintonizado com a necessidade de maior aproximação com o mundo que nos rodeia, aos quais todos nós pertencemos, levou-me a tomar a decisão de expor um pouco da nossa filosofia, do nosso pensamento.

Permita-me, que num esforço de síntese, provavelmente superior à minha capacidade intelectual, possa trazer-lhes algumas considerações sobre nossa filosofia de pensamento, nosso simbolismo.

No inicio do século XVIII apareceu em Londres uma sociedade, provavelmente já existente antes (há passagens bíblicas superponíveis ao seu simbolismo), ao qual ninguém sabe dizer de onde vinha, o que era e o que procurava. Expandiu com incrível rapidez pela Europa Cristã, principalmente na França e Alemanha, chegando até a América. Homens de todas as classes sociais, étnicas e religiosas entraram para o seu circulo – chamavam-se, mutuamente, de Irmãos.

Esta sociedade, intitulada Associação dos Pedreiros Livres, atraiu a atenção dos governos; foi perseguida; foi excomungada por dois Pontífices; suas ações levantavam suspeitas odiosas. No entanto ela resistiu a todas estas tempestades, difundindo-se, cada vez mais, até chegar aos nossos dias.

Podemos dizer que basicamente existem três correntes de pensamento maçônico:

- Maçonaria inglesa, de cunho tradicionalista, observadora e seguidora dos rituais; mantém-se imutável nos seus três séculos de existência documentada. É estática e conservadora.

- Maçonaria francesa, embora originária da Britânica, sofreu alterações através dos tempos, ditadas pelas condições do meio em que se desenvolveu, adquirindo feição mais latina, tornando-se conhecida pela ação exercida por seus membros, como cidadãos, nas áreas política, social e religiosa.

- A maçonaria brasileira e dos demais países hispano-americanos são, filosoficamente, a ela filiados. Formada no meio hostil e intolerante à liberdade de pensamento, partiu para a luta que visava transformar estas condições adversas. São muito vivas e documentadas as lembranças de sua participação na Revolução Francesa, quando sobressaíram grandes maçons como Danton, Robespierre e Diderot; na independência de quase todos os países da América Latrina, com a participação efetiva de notáveis maçons, como Simon Bolívar, San Martim, Sucre e Francisco Miranda; na independência do Brasil e na proclamação da republica, para citar alguns irmãos da Ordem, como Dom Pedro I, José Bonifácio, Gonçalves Ledo, Deodoro da Fonseca, Rui Barbosa, Floriano Peixoto, Quintino Bocaiúva, dentre outros.

- Maçonaria Alemã, voltada para os estudos filosóficos de alta indagação: Goethe, Kant e Fichte são exemplos de filósofos e literatos que honraram nossa Instituição com suas adesões.

A maçonaria resistiu à prova do tempo, enquanto muitas outras organizações, aparentemente similares, desapareceram. Isto aconteceu porque ela é, por principio, uma Instituição com propósitos universalistas. A “sociedade separada dos maçons” se distingue da “grande sociedade humana” porque ela se isola para impedir a visão unilateral da divisão de trabalho, atingindo, com isto, a síntese da cultura humana.

A Igreja se opõe a outras Igrejas, o Estado a outros Estados, a Maçonaria não; ela toca no santuário do espírito, o problema ético individual; ela atua sobre a república dos espíritos, administra o pluralismo de opiniões.

Esta Instituição exalta tudo o que une e aproxima as pessoas e repudia tudo aquilo que divide e as isola. Isto acontece porque ela aspira, por principio, fazer da humanidade uma grande família de Irmãos e para atingir este desiderato, se põe sempre a serviço dos movimentos moralizadores e dos bons costumes.

Ela prepara o terreno onde florescerão a justiça e a paz. Sua única arma é a espada da inteligência; sabe que o único modo de produzir, mesmo socialmente, uma mudança profunda e durável de uma sociedade, é trabalhar para modificar a sua mentalidade.

Os pilares que sustentam esta vontade indomável de transformar, primeiro o homem e, por corolário, todo o universo dos homens, são três palavras mágicas: liberdade, igualdade e fraternidade.

“O amor à liberdade foi-nos dado juntamente com a vida e dos presentes do céu, o de menos valor é a vida” afirmou Goethe, o famoso literato alemão e nosso Irmão de Ordem; afirmo eu, corroborado pelos registros da história, que em nenhuma parte do mundo, jamais houve um grito de liberdade para um povo que não houvesse sido apoiado pela Maçonaria.

A liberdade é a essência intima e supremo desejo do homem e os indivíduos, pela sua colaboração mútua, visam criar uma alma coletiva; embalados pelo sopro do vento que libera os grilhões do obscurantismo, “A filosofia verdadeira, no dizer do grande filósofo e irmão de Ordem, o alemão Fichte, considera o pensamento livre como a fonte de toda a verdade independente”.

No que diz respeito à igualdade, a maçonaria reconhece que todos os homens nascem iguais e as únicas distinções que admite são o mérito, o talento, a sabedoria, a virtude e o trabalho.

Para dizer o pensamento da Ordem sobre a fraternidade, peço licença para repetir o que disse outro maçom, o imortal Victor Hugo: “A civilização tem suas frases, estas frases são séculos. A lógica das frases, expressão da idéia Divina, se condensam na palavra Fraternidade”.

HÉLIO MOREIRA
Membro da Loja Maçônica Asilo da Acácia 1248
Academia Goiana de Letras, Academia Goiana Maçônica de Letras

Fonte: ARTE REAL TRABALHOS MAÇÔNICOS