terça-feira, 29 de outubro de 2013

Trios Importantes


 

Trios Importantes


Três verbos existem que, bem conjugados, serão lâmpadas luminosas em nosso caminho:

Aprender, Servir, Cooperar.
Três
atitudes exigem muita atenção:
Analisar, Reprovar, Reclamar.
De três normas de
conduta jamais nos arrependeremos:
Auxiliar com a intenção do bem, Silenciar, Pronunciar frases de bondade e estímulo.
Três diretrizes manter-nos-ão, invariavelmente, em rumo certo:
Ajudar sem distinção, Esquecer todo mal, Trabalhar sempre.
Três posições devemos evitar em todas as circunstâncias:
Maldizer, Condenar, Destruir.
Possuímos três valores que, depois de perdidos, jamais serão recuperados:
A hora que passa. A oportunidade de elevação. A palavra falada.
Três programas sublimes se desdobram à nossa frente revelando-nos a glória da Vida Superior:


Amor, Humildade, Bom ân
imo.
Que o Senhor nos ajude, pois, em nossas necessidades, a seguir sempre três abençoadas regras de salvação.
Corrigir em nós o que nos desagrada em
outras pessoas.

Amparar-nos mutuamente.

Amar-nos uns aos outros.

André Luiz

domingo, 27 de outubro de 2013

Vozes da África



 
VOZES D’ÁFRICA

 

Deus! ó Deus onde estás que não respondes?

Em que mundo, em qu’estrela tu t’escondes

Embuçado nos céus?

Há dois mil anos te mandei meu grito,

Que embalde, desde então, corre o infinito...

Onde estás, Senhor Deus?...

 

Qual Prometeu tu me amarraste um dia

Do deserto na rubra penedia,

— Infinito: galé!...

Por abutre — me deste o Sol candente,

E a terra de Suez — foi a corrente

Que me ligaste ao pé...

 

O cavalo estafado do Beduíno

Sob a vergasta tomba ressupino,

E morre no areal.

Minha garupa sangra, a dor poreja,

Quando o chicote do simoun dardeja

O teu braço eternal.

 

Minhas irmãs são belas, são ditosas...

Dorme a Ásia nas sombras voluptuosas

Dos harens do Sultão.

Ou no dorso dos brancos elefantes

Embala-se coberta de brilhantes

Nas plagas do Hindustão.

 

Por tenda tem os cimos do Himalaia...

O Ganges amoroso beija a praia

Coberta de corais...

A brisa de Misora o céu inflama;

E ela dorme nos templos do Deus Brama,

— Pagodes colossais...

 

A Europa é sempre Europa, a gloriosa!...

A mulher deslumbrante e caprichosa,

Rainha e cortesã.

Artista — corta o mármor de Carrara;

Poetisa — tange os hinos de Ferrara,

No glorioso afã!...

 

Sempre a láurea lhe cabe no litígio...

Ora uma c’rôa, ora o barrete frígio

Enflora-lhe a cerviz.

O Universo após ela — doudo amante —

Segue cativo o passo delirante

Da grande meretriz.

 

 

Mas eu, Senhor!... Eu triste abandonada

Em meio das areias esgarrada,

Perdida marcho em vão!

Se choro... bebe o pranto a areia ardente;

Talvez... p’ra que meu pranto, ó Deus clemente!

Não descubras no chão...

 

E nem tenho uma sombra na floresta...

Para cobrir-me nem um templo resta

No solo abrasador...

Quando subo às pirâmides do Egito,

Embalde aos quatro céus chorando grito:

“Abriga-me, Senhor!...”

 

Como o profeta em cinza a fronte envolve,

Velo a cabeça no areal, que volve

O siroco feroz...

Quando eu passo no Saara amortalhada...

Ai! dizem: “Lá vai África embuçada

No seu branco Albornoz...”

 

Nem vêem que o deserto é meu sudário

Que o silêncio campeia solitário

Por sobre o peito meu.

Lá no solo onde o cardo apenas medra

Boceja o Esfinge colossal de pedra

Fitando o morno céu.

 

De Tebas nas colunas derrocadas

As cegonhas espiam debruçadas

O horizonte sem fim

Onde branqueja a caravana errante

E o camelo monótono, arquejante

Que desce de Efrain...

 

Não basta inda de dor, ó Deus terrível?!

É, pois, teu peito eterno, inexaurível

De vingança e rancor?...

E que é que fiz senhor? que torvo crime

Eu cometi jamais que assim me oprime

Teu gládio vingador?!...

 

Foi depois do Diluvio... Um viandante,

Negro, sombrio, pálido, arquejante,

Descia do Arará...

E eu disse ao peregrino fulminado:

“Cão!... serás meu esposo bem amado...

— Serei tua Eloá...”

 

Deste este dia o vento da desgraça

Por meus cabelos ululando passa

O Anátema cruel.

As tribos erram do areal nas vagas

E o nômada faminto corta as plagas

No rápido corcel.

 

Vi a ciência desertar do Egito...

Vi meu povo seguir — judeu maldito —

Trilho da perdição.

Depois vi minha prole desgraçada

Pelas garras d'Europa — arrebatada —

Amestrado falcão!...

 

Cristo! embalde morreste sobre um monte...

Teu sangue não lavou da minha fonte

A mancha original.

Ainda hoje são, por fado adverso,

Meus filhos — alimária do universo,

Eu — pasto universal...

 

Hoje em meu sangue a América se nutre

— Condor que transforma-se em abutre

Ave da escravidão,

Ela juntou-se às mais... irmã traidora

Qual de José os vi irmãos outrora

Venderam seu irmão.

 

Basta, senhor! De teu potente braço

Role através dos astros e do espaço

Perdão p'ra os crimes meus!...

Há dois mil anos... eu soluço um grito...

Escuta o brado meu lá no infinito

Meu Deus! Senhor, meu Deus!...

 

Castro Alves

S. Paulo, 11 de junho de 1868

sábado, 26 de outubro de 2013

Onde estão?


"Conhece-te a ti mesmo"

 
 
 
                    “Nosce te ipsum”
– inscrição grega (na foto) traduzida para o latim do Oráculo de Delfos.
 
 
Onde estão?

 
Apresentem-se os que sonharam, em sua juventude, com a construção de um mundo melhor;

Digam sim aqueles que se comprometeram em construir a paz onde quer que estivessem;

Coloquem-se à frente os que idealizaram uma sociedade onde reinasse a justiça, a igualdade e a fraternidade;

Assumam aqueles que querem erradicar a fome e a miséria no mundo;

Estejam de pé os que pretendem eliminar a dor e o sofrimento que assolam a Humanidade;

Estejam prontos para ação os que almejam que o ser humano viva em harmonia, tenha trabalho digno e construa uma sociedade democrática;

Todos que pretendem que o amor inato no coração humano passe a fazer parte de seus atos juntem-se aos que já descobriram que são Espíritos imortais e que aprenderam a amar sempre.

Adenáuer Novaes

Psicólogo Clínico e Escritor

quinta-feira, 24 de outubro de 2013


O padre maçom francês não foi recebido pelo Papa

Tradução José Filardo

 


Padre Vesin em Roma

O padre maçom francês que nesse verão fez uma peregrinação a pé até Roma, em uma tentativa de explicar sua dupla filiação, expressou nessa quinta-feira o seu desapontamento por não ter sido recebido pelo Papa. “Mesmo que não se deva sonhar com um encontro com o Papa Francisco, não tenho o direito a uma resposta?”, questionou, em um e-mail enviado à AFP, o padre Pascal Vesin, demitido das suas funções como pároco em maio pelo Bispo de Annecy (Alpes franceses).

Eu pensei que a minha vinda e minha mensagem portadora de uma questão que está além de mim e que se refere a muitos católicos chamaria a sua atenção”, escreveu ele, considerando que a pena lhe foi imposta é “injustificada”. À agência I. Media, especializada em Vaticano, o padre Vesin admitiu ter sido brevemente recebido por um sub-subsecretário da Congregação para a Doutrina da Fé, que o tratou “como quantidade insignificante”, lembrando a ele a “incompatibilidade” entre os princípios da fé e a Maçonaria.

Em 21 de agosto, depois de uma peregrinação de 39 dias desde Megeve, nos Alpes franceses, até o Vaticano, o padre Vesin chegou a Roma na esperança de que o Vaticano entendesse suas razões e que Franciso suspendesse a sanção. Sacerdote há 17 anos, o Pascal Vesin, 43 anos, pastor da paróquia de St. Anne d’Arly-Montjoie em Megeve é ​​membro ativo do Grande Oriente de França há 13 anos. Apegado à Igreja e ao seu sacerdócio, ele acredita que a Maçonaria evoluiu, levanta questões interessantes e não é mais hostil à religião como era um século atrás. Em maio, o padre havia sido afastado de suas funções, impedido de celebrar e comunicar, devido à sua “participação ativa” em uma loja. Ele continua a ser um padre, “mas sem o direito de exercer” explicou o bispo, acrescentando que a pena pode ser dispensada se ele deixar a Maçonaria.

Sua diocese tinha justificado o castigo romano, explicando que o padre tinha decidido, apesar dos avisos pela liberdade absoluta de consciência, reivindicando sua dupla filiação.

LEIA TAMBÉM ABAIXO: CONTINUANDO NOSSA MARCHA

 

Revista Texto & Texts Editor-Chefe J.Filardo


Tradução José Filardo

O caminho na montanha impõe paradas indispensáveis e reparadoras. Refúgio de descanso e recuperação pelos quais todo o meu ser anseia, enquanto apenas começa essa procissão de suor, de dor e de sol ardente.

E como muitos caminhantes, certamente, nesses momentos privilegiados, eu me surpreendo em um ritual quase imutável:

Em primeiro lugar, eu olho para o caminho já percorrido. As muitas voltas pelas quais passei, os obstáculos superados, as passagens delicadas gerando sua quota de sofrimento e desânimo … e, às vezes, lá, ao longe, muito longe, tão grande quanto uma cabeça de alfinete, eu adivinho o estacionamento onde deixei o carro, o refúgio que eu deixei quando era noite ou, ainda, o campanário dessa igreja no fundo do vale.

Em seguida, vem o momento de restauração. Eu me hidrato, eu me alimento, eu recupero as forças. Com frequência esse é o momento do reencontro, da partilha com os outros.

E, finalmente, eu observo o restante da subida. Meus olhos já se dirigem ao cume que se desenha através da névoa matinal, e que eu estou bem determinado a atingir.

Desde o meu regresso de Roma, há três semanas, eu desfruto desse tempo que se oferece a mim como uma daquelas paradas recuperadoras.

OLHARA O CAMINHO PERCORRIDO:

UM FINAL DE NÃO RECEBER

Diante de um impasse, outros caminhos são sempre possíveis. Oferecer-me para trabalhar para o diálogo entre a Igreja ea Maçonaria com os teólogos e historiadores, cessando durante o tempo necessário para este trabalho, qualquer participação em uma reflexão em loja maçônica e solicitando a remoção da minha punição é um dos caminhos possível.

Esta proposta, até agora, não encontrou eco. Nem em Roma (pseudo-reunião com a Congregação para a Doutrina da Fé / silêncio do papa Francisco), nem na diocese de Annecy (reunião com o Bispo Boivineau há duas semanas).

Meus pedidos de justiça e de diálogo permanecem infrutíferos.

Pedido de justiça, já que a sanção que me é reservada parece-me desproporcional (não poder celebrar os sacramentos e, sobretudo, não os poder receber!). Sentimento de injustiça alimentado pelas acusações contra a maçonaria: eles não são mais relevantes, elas eram dirigidas aos maçons do início do século XX.

Pedido de diálogo, uma vez que não foi honrado. Eu tomei consciência do caminho com a Congregação via o diálogo ” tentar levá-lo a reconsiderar suas posições “! Por dois anos, o acompanhamento, embora fraternal, limita-se a esta dimensão. No entanto, o diálogo não é discussão para comparar os pontos de vista, visando encontrar, talvez, um terreno comum? Eu estava nesse caminho, que eu pensava ser recíproco …. Responder a um convite ao diálogo comporta o risco de ter que aprofundar a sua própria convicção e toda tensão é admissão de fraqueza interna. Apegar-se ao conhecido (ou infelizmente ao desconhecido!), como escreve Rivard é permanecer prisioneiro da ignorância.

Eu conclamo com todas as minhas forças esse debate teológico.

RECUPERAR AS FORÇAS: RESTAURAR-SE

Restaurar-se … ou melhor, deixar-se restaurar por Cristo.

Mesmo sem acesso à comunhão – porque eu estou excluído – Cristo permanece o meu alimento, a minha vida.

Privado da Eucaristia, são outros sinais de sua presença que, hoje, saciam minha sede.

Na noite de Sua última refeição, é um sinal de que ele oferece a seus amigos: sinal de Sua presença, Seu amor, do dom de Sua vida. E, no entanto, ele não está fechado na Eucaristia. Ele se dá a todos de uma maneira conhecida somente por Ele. Os sacramentos são sinais para os homens: eles lhes revelam um Amor, um Perdão, uma Vida… já oferecidos, já à obra antes de toda a ação humana.

A Igreja – na sua tradição católica – apresenta-se como o caminho exclusivo até Cristo. Ela se fecha em seus dogmas. Talvez eu tenha que aceitar deixar a Igreja que se revela como uma instituição que condena, que exclui, ainda que, paradoxalmente ouse louvar Cristo que veio para abolir todas as divisões e exclusões. Talvez, deva-se lamentar essa face da Igreja e recuperar sua face evangélica quando ela escuta a vida dos homens, compartilha suas esperanças e suas angústias, revela esse Deus de amor, já operando na vida de cada homem.

OLHAR PARA O CUME

Nós não estamos no fim de nossos esforços …

Nossa marcha para Roma é apenas uma etapa …

Juntos, nós plantamos um prego, como em uma parede rochosa que vai garantir a continuidade de nossa ascensão. Ele continuará a ser uma âncora para cada um de nós que, onde quer que esteja, poderá continuar essa marcha em Cristo.

De minha parte, esse será em um ambiente universitário (Faculdade de Teologia).

A luta pela justiça e diálogo está iniciada; ela permanece a minha, ela permanece a nossa. Nossa Igreja, nossos irmãos e irmãs nos esperam.

“Se teus projetos são para um ano, plante arroz; para 20 anos, plante uma árvore; para mais de um século, desenvolva os homens! ” (Provérbio chinês)

P. Pascal  Vesin


 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Acácia e a Maçonaria


 
Acácia e a Maçonaria



 

A Acácia: planta símbolo por excelência da Maçonaria; representa a segurança, a clareza, e também a inocência ou pureza. A Acácia foi tida na antiguidade, entre os hebreus, como árvore sagrada e daí sua conservação como símbolo maçônico. Os antigos costumavam simbolizar a virtude e outras qualidades da alma com diversas plantas. A Acácia é inicialmente um símbolo da verdadeira Iniciação para uma nova vida, a ressurreição para uma vida futura.



NA LENDA DE H.'. A.'.



Ao cair da noite, o conduziram para o Monte Mória, onde o enterraram numa sepultura que cavaram e assinalaram com um ramo de Acácia. Quando, extenuados, os exploradores enviados pelo Rei Salomão chegaram ao ponto de encontro, seus semblantes desencorajados só expressaram a inutilidade de seus esforços. ... Caindo literalmente de fadiga, (um)... Mestre tentava agarrar-se a um ramo de Acácia. Ora, para sua grande surpresa, o ramo soltou-se em sua mão, pois havia sido enterrado numa terra há pouco removida. Esse “ramo de Acácia” criou vida própria, cresceu e tornou-se o maior Símbolo do Grau de M.'. M.'..



Em outra versão, os M.'. M.'. que foram a procura do Mestre H.'. A.'. encontraram um monte de terra que parecia cobrir um cadáver, e terra recentemente removida; plantaram ali um ramo de Acácia para reconhecer o local. Conforme uma terceira versão, a Acácia teria brotado do corpo do Resp.'. M.'. morto, anunciando a ressurreição de Hiram.



Sendo a morte de H.'. A.'. uma lenda, resulta evidente que existam diferentes versões, mas o importante é que todas elas coincidem na sua sepultura surgir um ramo de Acácia.



NA BOTÂNICA



A Acácia é uma árvore espinhosa que possui espinhos penetrantes, da família das leguminosas-mimosas, Acácia Dialbata. É dela que se extrai a goma arábica.



No texto original grego do Novo Testamento o termo usado é akanqwn (akanthon), que foi traduzido ao português tanto como Acácia ou como acanto, e que também pode significar espinho, espinhoso, etc. Esta palavra grega aparece em várias passagens da Bíblia mencionando a coroa de espinhos e também a árvore conhecida como shittah. A coroa de Acácia espinhosa na cabeça de Jesus é símbolo de sabedoria. Mas como devemos interpretar o gesto dos soldados romanos quando coroam Jesus com espinhos?

Podemos entender como mais um ato de crueldade com sentido unicamente pejorativo ou será que, aparentemente, houve alguém que conhecendo a simbologia encetada no ramo de Acácia induziu à soldadesca a usar este tipo de ramo?

 

NA ANTIGUIDADE



Em hebraico antigo o termo shittah é usado para Acácia sendo o plural shittin. Os povos antigos tiveram um respeito extremado pela acácia chegando a ser considerada um símbolo solar porque suas folhas se abrem com a luz do sol do amanhecer e fecham-se ao ocaso; sua flor imita o disco do sol. Entre os árabes, na antiga Numídia seu nome era Houza e acredita-se ser a origem de nossa palavra "Huzé". Também é chamada como Hoshea, palavra sagrada usada num capítulo do R.'. E.'. A.'. e A.'.. O sentimento dos israelitas pela Acácia começa com Moisés, quando na construção dos elementos mais sagrados é utilizada a Acácia (Arca, Mesa, Altar) devido, principalmente, por suas características de imputrescibilidade. Os Egípcios também a tinham como planta sagrada, mas Maomé ordenou que a destruíssem.

A Acácia é dedicada a Hermes - Mercúrio e seus ramos floridos relembram o celebre “Ramo Dourado”, dos antigos mistérios. Trata-se, efetivamente, da Acácia Mimosa, cujas flores se parecem pequenas bolas de ouro. É a planta de que fala a fábula de Osíris e o Rito Maçônico do Grau de Mestre. Essa planta teria florescido sobre o túmulo do deus, o iniciado, morto por Tifão e que era para fazer reconhece-lo.



NA BÍBLIA



Altar dos Holocaustos - "Farás o altar de madeira de Acácia. Seu comprimento será de cinco côvados, sua largura de cinco côvados e sua altura será de três côvados". (Êxodo, 27 - 1).



Arca da Aliança - farão uma arca de madeira de cetim (Acácia)... (Êxodo 25:10)

Mesa dos Pães Propiciais - farás uma mesa de madeira de cetim (Acácia)... (Êxodo 25:23)



Bete-Sita, no hebraico significa Lugar da Acácia, e no Atlas moderno aparece localizado no paralelo 32 e 30’ ao lado do rio Jordão.



A Bíblia é rica em alusões da madeira de Acácia dando para ela usos sagrados (a cruz do sacrifício de Jesus teria sido feita de Acácia) o que, por sua vez a converte em uma árvore sagrada. A Acácia é o Shittah ou Shittim no plural (Espinho em Hebreu), como o Pau de Cetim da Arca da Aliança (Êxodo, 35 e seus versículos).



A Acácia é considerada como árvore sagrada. Moisés, a pedido do Senhor, ordenou seu povo, enquanto descansava no deserto, ao pé do Sinai, usasse a Acácia - Pau de Cetim na fabricação do Tabernáculo e nos móveis nele usados - A Arca da Aliança, a Mesa dos Pães da Proposição, os Varais da Arca, os adornos, etc.

NA MAÇONARIA



Entre os rosacruzes, assim como em alguns ritos maçônicos já desaparecidos, ou de pequena expressão, na Europa, ensina-se que a Acácia teve a sua madeira utilizada na confecção da cruz, onde Jesus foi executado, o que é pura especulação.



Quando o Resp.'. M.'. pergunta ao Ven.'. Irm.'. 1º Vig.'. "Sois M.'. M.'. ? E o interpelado responde ”A A.'. M.'. é C.'." ele estabelece de imediato sua qualidade de Maç.'., o que, equivale a dizer "tendo estado na tumba, e triunfado levantando-me dentre os mortos e, estando regenerado, tenho direito à vida eterna". A interpretação simbólica e filosófica da planta sagrada é riquíssima e lembra a parte espiritual que existe dentro de nós que, como uma emanação de Deus, jamais pode morrer. A Acácia é, simplesmente, a representação da alma e nos leva a estudar seriamente nosso espírito, nosso eu interior e a parte imaterial de nossa personalidade.



Outra importante significação simbólica da Acácia foi dada por Albert Gallatin Mackey e Bernard E. Jones que ressaltam a Inocência e a iniciação; o grego akakia também é usado para definir qualidade moral, inocência ou pureza de vida. E do Maç.'., que já conhece a Acácia é esperado uma conduta pura e sem máculas.  Estima-se que em 1937 a Acácia nasce em nosso simbolismo junto com a Maçonaria especulativa, sendo a consciência da vida eterna. "Este galho verde no mistério da morte é o emblema do zelo ardente que o M.'.M.'. deve ter pela verdade e a justiça, no meio dos homens corruptos que se traiçoam uns aos outros".


Maçônicamente simboliza Inocência, Iniciação, Imortalidade da Alma (os 3 I.'.) e Incorruptibilidade, porém na lenda de Hiram simbolizou a Inveja, o fanatismo e a Ignorância. Incorruptibilidade, por isso, foram enterrados os membros de Osíris, num caixão de Acácia; Imortalidade, Ressurreição (renovação, metamorfose) de Osíris, Hiram e Jesus; Iniciação, pois a Imortalidade é o apanágio dos adeptos e Iniciados; Inocência, pois os espinhos representam aqueles que não se deixam tocar por mão impuras. Sendo da família da “mimosa” , como a planta “sensitiva”, fecha as folhas ao serem tocadas. Akakia (em grego) quer dizer sem maldade ou malícia. Quando O Maç.'. diz que a A.'. M.'. é C.'., significa que conhece a imortalidade da alma.

 

Na história de Jacques Molay, também, surge a citação de que alguns Cavaleiros disfarçados que colocaram Ramos de Acácia sobre suas cinzas quando as mesmas foram levadas para o Monte de Heredom. Três dos quatros Evangelistas a mencionam em seu Evangélio, Mateus (27:29), Marcos (15:17) e João (19:2), ligando-a ao “coroamento de Jesus”.

Concluindo, quando o M.'. M.'. responde A.'. M.'. é C.'., significa: Levantei-me do túmulo e saí com vida. Sou eterno, consciente de meu ser como homem livre e regenerado; estou cultivando o desenvolvimento de todas as minhas dificuldades, procurando engrandecer, amar e socorrer meus irmãos que tiverem justas necessidades; estou procurando significar minha existência, fazendo feliz a humanidade; a vida presente é a preparação da futura. A felicidade eterna do homem começará quando ele tiver alcançado a mais profunda paz, que resulta da harmonia e do equilíbrio perfeito, com a Sublime Luz do G.'.A.'.D.'.U.'..



A Acácia á a árvore da vida. Suas flores cegam, suas sementes matam, as suas raízes curam. A semente é o veneno; a raiz o antídoto.



Alcinei Feitosa

M.'. M.'. - ARLS Baluartes do Atlantico, Or de Caraguatatuba - São Paulo.