segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Fraternidade

Açude vazio no Nordeste brasileiro - Sousa - PB.




“A Fraternidade implica obrigações e direitos;
a parte ética e de comportamento
é muito importante. São admitidas pequenas rusgas,
como sucede dentro de uma família,
mas com a obrigação de serem passageiras.


O maçom tem o dever de tolerar esses
incidentes e perdoar se eles tiverem
sido mais intensos.


Concluindo, de tudo o que expusermos acima,
temos a dizer que a Maçonaria não tem
objetivo nem a pretensão de convencer
alguém a alguma coisa, pois sabemos
todos nós que ninguém convence ninguém
a nada, cada um é que se
convence por si só.

Tudo o que contraria o bom senso
e a lógica ou que seja contrário
à prática do bem não é Maçonaria.”



“Liberdade não é realizar todas as vontades.
Não é ser desta ou daquela maneira.
Liberdade são a sensação íntima de prazer
que deriva da coerência entre o que
pensamos e a forma como atuamos.
Sou livre se sou capaz de agir de
modo coerente com o que penso.
Algumas vezes respeito à vontade;
outras, as normas morais. Em
cada situação eu tomo decisões,
válidas apenas para aquele momento.
Sei dizer "sim", sei dizer "não".
Tudo depende da importância
do desejo e da permanente
preocupação de equilibrar os
meus direitos e os direitos
das demais pessoas. A
ceitar certos limites para
as nossas vontades é
sinal de maturidade,
não de resignação e conformismo.
É sinal de força, não de fraqueza.”

Benedito Junior

 
A falta de água no Nordeste brasileiro atinge a fauna, a flora, os animais domésticos,
os peixes e os seres humanos.  

domingo, 30 de dezembro de 2012

Amor e Diálogo

 
Amor e Diálogo



Um casal tomava café no dia das suas bodas de ouro. A mulher passou a manteiga na casca do pão e deu para o seu marido, ficando com o miolo.
 

Pensou ela: - Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais meu marido e, por 50 anos, sempre lhe dei o miolo. Mas hoje quis satisfazer o meu desejo".

 


Para sua imediata surpresa o rosto do marido abriu-se num sorriso sem fim e ele lhe disse:


- Muito obrigado por este presente, meu amor. Durante 50 anos, sempre quis comer a casca do pão, mas como você sempre gostou tanto dela, eu jamais ousei pedir!

 
Assim é a vida... Muitas vezes nosso julgamento sobre a felicidade alheia pode ser responsável pela nossa infelicidade...



Diálogo, franqueza, com delicadeza sempre, são o melhor remédio.



Autor
Desconhecido



sábado, 29 de dezembro de 2012

O MAÇOM DESERTOR

Valdemar Sansão
 
O MAÇOM DESERTOR


“Jamais o gelo pôde imitar o calor”

 
Se todas as grandes idéias têm seus apóstolos fervorosos e devotados, mesmo as melhores têm seus desertores. A Maçonaria não podia escapar às conseqüências da fraqueza humana, tem os seus, e a esse respeito algumas notas não serão inúteis.

Para aqueles que estimam, antes de tudo, a vida material, a Maçonaria é um sensor inoportuno e incômodo, que a muitos põe de lado (os excluem). Nada há a lamentar nesses desertores, porque as pessoas frívolas são por toda parte, pobres auxiliares. Entretanto, essa primeira fase não foi tempo perdido, bem longe disso. Graças a esse disfarce, a idéia foi cem vezes mais popularizada do que se tivesse revestido, desde a origem (INICIAÇÃO), uma forma severa.

Pelo atrativo da curiosidade, tornados uma admiração, à espreita do que é incógnito, na esperança de aí encontrar uma porta aberta, olham a Maçonaria como uma Instituição maravilhosamente explorável, e mais, sonham em dela fazer uma auxiliar de sua ambição, vendo, talvez nela uma variante de ascensão social, talvez um meio mais seguro de projeção política, etc, etc, porque, segundo a opinião dos mesmos, os Maçons são sinônimos de bom êxito, resultado feliz, em tudo que tomam parte.




Desde que esses viram que a especulação escapava de suas mãos e os Maçons não vinham ajudá-los a fazer fortuna, lhes dar uma boa e frutífera saída para seus problemas financeiros, suprindo sua ignorância e lhes dispensando do trabalho material e intelectual, os maçons passam a não ser bons para nada, e suas manifestações não eram senão ilusões. Tanto enalteceram a Maçonaria enquanto tiveram a esperança de dela tirar um proveito qualquer, tanto passam a denegri-la quando vem o desapontamento. Mas, de críticos que a ridicularizam, a levariam às nuvens se lhes houvesse feito descobrir um tio na América, ou ganhar na Bolsa. É a mais numerosa categoria dos desertores, mas se concebe que não se pode, conscientemente qualificá-los de Maçons.

Essa fase tem igualmente a sua utilidade; manifestando o que não se devia esperar do concurso dos Maçons, os fez conhecer o objetivo sério da Maçonaria. Os Mestres sabem que as lições da experiência são as mais proveitosas; se, encerrado na Câmara de Reflexões, aguardando o momento de ser iniciado, o candidato houvesse entendido o que está escrito nas paredes:



NO RITUAL DE GRAU 01 (EDIÇÃO 2009, PÁG. 227) DO RITO BRASILEIRO HÁ UMA PASSAGEM NOTÁVEL, QUE É DITA PELO NEÓFITO, POR OCASIÃO DO COMPROMISSO DE ADESÃO:

– Comprometo-me ainda a separar-me franca e lealmente da Ordem, do que nela continuar como Obreiro insincero, indiferente, indisciplinado ou inútil.

Se tivesse meditado sobre o que obrigatoriamente deverá ser lido, teria se retirado, porque assim, talvez, a Maçonaria fosse por ele encarada de maneira diferente daquela como por muitos, que não percebem o que de sério ela contém. A Câmara de Reflexão, conforme o próprio nome diz, é preparada de tal modo que obriga os que são nela colocados, a refletir.

Se, desde o princípio, os sindicantes, houvessem dito: “Não pretendas tal ou tal coisa porque não a obtereis, talvez não os teriam decepcionado; foi porque deixaram de fazer, a verdade saiu da observação. As verdades devem ser ditas para desencorajar os parasitas que se retiram da Maçonaria, e nela, permaneça só os adeptos sinceros”.

Todas as doutrinas e Instituições têm o seu Judas
; a Maçonaria não poderia deixar de ter os seus, e não lhe faltam. São os Maçons de contrabando, mas que têm também a sua utilidade; ensinam o verdadeiro Maçom a ser prudente na escolha de seus afilhados e os sindicantes a não se fiarem nas aparências.

Em princípio, é necessário desconfiar dos ardores muito fervorosos que, sempre, são fogos de palha, ou disfarçados, cópias grosseiras do homem de bons costumes, que suprem aos atos pela abundância de palavras.

A verdadeira convicção é calma, refletida, motivada; ela se revela, como verdadeira coragem, pelos fatos, quer dizer, pela firmeza, perseverança, e, sobretudo pela abnegação. O desinteresse material e a moral constituem a verdadeira pedra de toque da sinceridade. A Maçonaria nos revela que a falsidade não consegue jamais simular completamente.

Entre os adeptos convencidos, não há deserções na acepção da palavra, porque aquele que desertaria por um motivo de interesse, ou qualquer outro, jamais teria sido Maçom sincero; Há sim, os que não renunciam, mas se esfriam; vivem para si e não para os outros; quer muito se beneficiar da Ordem, mas com a condição de que isso não custe nada. Certamente, aqueles que assim agem, podem “estar Maçons”, mas infalivelmente são Maçons egoístas, nos quais a Maçonaria não conseguiu colocar em seus corações o fogo sagrado do devotamento e da abnegação. Fazem número nominalmente, mas não se pode contar com eles.


Todos os outros são Maçons que merecem verdadeiramente este nome; aceitam, por si mesmos, todas as conseqüências; e não são reconhecidos pelos esforços que fazem para se melhorarem. Sem negligenciarem, senão com razão, os interesses materiais são, para eles (verdadeiros) o acessório e não o principal; não se desgostam nunca com os obstáculos que encontram no caminho, as vicissitudes, as decepções são provas diante das quais não se desencorajam nunca, porque o repouso é o preço do trabalho; por isso, é que não se divisam, entre eles, nem deserções, nem desfalecimentos e a certeza adquirida ao darem a resposta:

MM\IIr\C\T\M\RR\;

Também os bons Maçons, protegem visivelmente aqueles que lutam com coragem e perseverança, cujo devotamento é sincero e sem dissimulação; ajudam-os a triunfar sobre os obstáculos, ao passo que abandonam, não menos visivelmente, aqueles que os desprezam e sacrificam a causa da verdade à sua ambição desmedida e pessoal de se porem em evidência a captar a atenção para satisfazer ao seu amor-próprio e ao seu interesse pessoal!

Meus Irmãos, trabalhemos para compreender, para engrandecer a nossa inteligência e o nosso coração; lutemos, mas lutemos com abnegação. Que o amor ao próximo seja a nossa divisa; a procura da verdade, de qualquer parte que venha, com o nosso lema: LIBERDADE, FRATERNIDADE E IGUALDADE, afrontemos o descaso dos desertores. Se nos enganamos, não teremos o tolo amor-próprio de nos atordoar nas idéias falsas; mas nos princípios sobre os quais se está certo de jamais nos enganarmos; são os do amor ao bem, a abnegação, a renúncia solene de todo sentimento de inveja e de ciúme. Estes princípios são os nossos; vemos neles o laço de união que nos deve unir, qualquer que seja a divergência de opiniões; só o egoísmo e a má fé podem nos prejudicar e fazer danos.

O reconhecimento da maioria faz esquecer a ingratidão e a injustiça de alguns.


Se for justo lançar uma censura sobre aqueles que tentaram explorar a Maçonaria, também, e muito, são culpados aqueles que, depois de assimilar-lhe todos os princípios, não contentes, entre tantos dos quais mais esperávamos, causam algumas perturbações momentâneas, a Instituição, porém, não periclitará por isso.

Valdemar Sansão


Venerável Mestre da

A\R\L\S\ Washington Pelúcio, 326


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

EXPERIMENTE HOJE

 
EXPERIMENTE HOJE



Agradecer a Deus os benefícios da vida e valorizar os recursos do próprio corpo.

Trabalhar e servir além do próprio dever, quanto lhe seja possível.
Observar, ainda mesmo por instantes, a beleza da paisagem que lhe emoldura a presença.

Nada reclamar.
Comentar unicamente os assuntos edificantes.

Refletir nas qualidades nobres de alguma pessoa com a qual os seus sentimentos ainda não se afinem.
Falar sem azedume e sem agressividade na voz.

Ler algum trecho construtivo.
Praticar, pelo menos, uma boa ação, sem contar isso a pessoa alguma.

Cultivar tolerância para com a liberdade dos outros sem atrapalhar a ninguém.
Atendamos diariamente a semelhante receita de atitude e, em breve tempo, realizaremos a conquista da paz.

André Luiz


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Carta de Ano Novo II

 
Carta de Ano Novo II

Ano Novo é também renovação de nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir.
O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para a necessária ascensão.
Lembra-te de que o ano em retorno é novo dia a convocar-te para execução de velhas promessas, que ainda não tiveste a coragem de cumprir.
Se tens inimigo, faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.
Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.
Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.
Se a tristeza te requisita, esquece-a e procura a alegria serena da consciência feliz no dever bem cumprido.
Novo Ano! Novo Dia!
Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.
Recorda que há mais ignorância que maldade, em torno de teu destino.
Não maldigas, nem condenes.
Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.
Não te desanimes, nem te desconsoles.
Cultiva o bom ânimo com os que te visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.
Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora: -
Ama e auxilia sempre. Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.

Emmanuel

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012


A Certidão de Nascimento da Maçonaria

workshopPara se falar na Origem Documentada da Maçonaria, foi preciso fazer esse giro pelos arraiais da Maçonaria Mística. E depois demonstrar que até o ano 1000, o que servia de protecção, como Casa e Lar do homem - era a Madeira. E que a profissão que predominava e sobressaia, era a de Carpinteiro e Marceneiro. Tanto era verdade, que as primitivas Organizações - as Guildas - eram compostas de homens que praticavam essas duas Antigas Profissões.
Com o advento das Construções de Pedras e Alvenarias, começa a florescer e destacar-se outra profissão - a dos Canteiros, Entalhadores. Isso começou a acontecer a partir do século XII. Grandes quantidades de guerreiros, seguiram na Primeira Cruzada, rumo à Cidade Santa de Jerusalém, que estavam nas mãos dos Sarracenos, dos Infiéis. Nas Estradas precárias da Europa, grupos de Salteadores e Bandoleiros cresciam em número e em audácia. As Propriedades do começo do 1º século do 2º milénio, eram atacadas por hordas de famintos e estrangeiros. Daí a necessidade de se erguerem muralhas, fortalezas para proteger os Burgos e seus proprietários, famílias e servos.
O Cristianismo estava em pleno progresso. Povos e mais povos eram catequizados pelos Soldados de Cristo - isto é, Bispo de grandes capacidades de catequeses. E a Igreja ao receber Reis e a Nobreza, em suas fileiras, passou a contar, também, com uma ajuda financeira muito grande de seus novos Fiéis. E com dinheiro se faz muitas coisas. Então aqueles feios amontoados de madeira sujeito ao fogo e aos raios e outros fenómenos da natureza, começavam a dar lugar às Grandes Catedrais de Pedras, como mostramos logo no início deste trabalho. Entre os anos de 1100 e 1300, milhares de Igrejas, Catedrais, Mosteiros, conventos, etc., foram erguidos na Europa. E para dar conta de tanto Trabalho, uma leva de homens foi se especializando na arte de Construir. Uma Arte Antiga, mas pouco divulgada. E essa leva de Profissionais de Pedra, precisava se organizar. Precisavam de um Estatuto. Precisavam de um espaço só seu. Foi então que Doze Freemasons (Pedreiro especializados em trabalhar na Pedra Franca), liderados por Henry Yevele, é bom guardar bem esse nome - Henry Yevele, nasceu em 1320 e morreu no ano de 1400 - foram até à Prefeitura de Londres, levando um esboço de um Estatuto do Trabalhador da Pedra e, numa audiência com o Alderman (Prefeito) e os Edis, apresentaram seu esboço de Estatuto, onde previa, além da Obediência às autoridades locais, também previa uma fidelidade (quase canina), ao Rei e à Religião Vigente, e, ainda, um pedido para que suas reuniões fossem fechadas, sem a presença de pessoas que não estivessem ligadas a ela.
Esses 12 homens saíram daqui, do local onde está Igreja, Antiga Guilda - desta Guildhall, no dia 2 de Fevereiro de 1356. É bom repetir - dois de Fevereiro de 1356.
Aqui está o Berço, o Dia, o Mês e o Ano do Nascimento da Maçonaria Documentada. Enquanto não apresentarem outro Documento, confiável, mais antigo. Este Documento que se encontra ainda hoje, na Biblioteca da Prefeitura de Londres, levará a glória e terá o privilégio de ser o Documento Maçónico mais Antigo.
Mas para que não surja ou permaneça nenhuma dúvida, segundo o pesquisador da Quatuor Coronati, o Irmão G. H. T. French:
"O Primeiro Código ou Regulamento dos Maçons da Inglaterra, é datada de 2 de Fevereiro de 1356, quando, como resultado da disputa entre Carvoeiros e Maçons, Pintores, Doze Mestres de uma Obra, representando aquele ramo da Arte de Construir, foram até ao Prefeito e Edis de Londres, na sede da Prefeitura e eles obtiveram uma Autorização Oficial, para que fizessem um Código e um Regulamento Interno, para a Instalação de uma Sociedade e, acabar, de vez, com a disputa e, também, para que de uma forma geral, ajudasse nos Trabalhos. O Preâmbulo do Código, confirma que aqueles homens, foram lá, realmente juntos; porque o seu Ofício, até então, não havia sido regulamentado, de nenhuma forma pelo Governo do Povo, como já acontecia com outras Profissões."
Essa Sociedade dos Maçons (The Fellowship of Masons), durou, ou prevaleceu sozinha durante 20 anos - até 1376, quando foi fundada a Companhia dos Maçons de Londres.
Incidentemente, a primeira Regra desse Regulamento, regido naquela ocasião, como objectivo, do "Delimitação em Disputa", quando estabelecida "que, muitos homens da profissão, podiam trabalhar em qualquer serviço relacionado com a sua profissão, desde que ele fosse perfeitamente hábil e conhecesse muito bem a profissão."
Daí por diante, eles passaram a trabalhar segundo esse Código. E muitos outros foram surgindo, formando o que chamamos de Old Charges, ou Constituições Góticas.
Texto de Autor Desconhecido

Fonte: Loja Maçónica Mestre Afonso Domingues

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Recado da Esperança

 
Recado da Esperança

Nas provações que te surjam,
Ergue a fronte e segue à frente,
Aceita, firme e contente,
O caminho tal qual é...
De
pensamento tranquilo,
Não pares. Segue e não temas,
Sem crises e sem problemas
Ninguém sabe se tem
.

Contratempo, desencanto,
Infortúnio, pre
juízo,
Tribulações de improviso,
Dificuldades no lar...
Tudo isso se resume
Na escola que nos ensina
A entender a Lei Divina
Que nos impele a marchar.

Esquece os
males do mundo,
Mesmo os mais rudes e amargos,
Abraço os próprios encargos
Por ínt
imos cireneus;
Onde estiveres, relembra
Que o
mérito vem da prova,
Que o sofrimento renova
E a
dor é bênção de Deus.
Maria Dolores


domingo, 23 de dezembro de 2012

MAÇONARIA: O SALÁRIO DO MAÇOM

 
MAÇONARIA: O SALÁRIO DO MAÇOM

Escrito por Rui Bandeira



A Maçonaria Operativa, como estrutura de regulação do acesso e prática da atividade profissional de construtor em pedra, regulava igualmente as formas de pagamento e os montantes dos salários dos seus associados.

Também na Maçonaria Especulativa os maçons recebem o seu salário. Simplesmente, como tudo na Maçonaria Especulativa, o salário que o obreiro é simbólico.

O obreiro trabalha em Loja. Em quê? No seu aperfeiçoamento, na busca dos conhecimentos, das lições, dos exemplos, das práticas que dele farão uma pessoa melhor. Nesse trabalho tem de identificar e interpretar símbolos, atribuindo-lhes o seu significado pessoal, similar ou não ao que os seus Irmãos, ou alguns dos seus Irmãos, ou um particular Irmão, lhes atribuem. O trabalho do obreiro em Loja insere-se e une-se ao trabalho que os demais obreiros efetuam, constituindo o conjunto um acervo de estudos, atividades, interpretações, princípios desenvolvidos, que tem mais virtualidades como um todo do que a mera soma dos contributos individuais.

Virtualidades para quem? Para os próprios obreiros. O trabalho maçônico é eminentemente individual, mas coletivamente efetuado. O seu resultado, inserido no conjunto dos esforços e nele amalgamado, está à disposição para apropriação de todos e de cada um. A forma como cada um beneficia é com cada qual. O mesmo obreiro, em cada momento, pode retirar do trabalho que ele e seus Irmãos efetuam lições ou consequências diferentes. Hoje poderá ser uma lição moral, amanhã uma simples lição de vida ou regra de conduta, depois uma ferramenta para uso no seu dia a dia profissional ou de relação social, por vezes apenas (e tanto é...) uma simples sensação de Paz, de Segurança, de Conforto, a mera (mas por tantos tão dificilmente obtida) noção do seu lugar na vida e do significado da sua existência.

Perante a sua Loja, o maçom apresenta para o trabalho a Pedra Bruta que é ele próprio, o seu Caráter, a sua Personalidade, as suas Características, as suas Virtudes, os seus Defeitos, as suas Capacidades, as suas Insuficiências, as suas Potencialidades e o que falta para as transformar em Realidades. Junto de seus Irmãos, trabalha essa Pedra Bruta. Retira-lhe as asperezas. Melhora a sua forma. Determina o local onde deve ser colocada. Dá-lhe cor e atavio. A pouco e pouco, essa Pedra Bruta será cada vez menos Bruta, ganhará forma mais delineada e adequada, tornar-se-á mais útil para a função que está destinada a exercer. A pouco e pouco, tornar-se-á uma Pedra Aparelhada, já com alguma utilidade e capacidade para se inserir no grande Templo da Criação, Parede da Humanidade. Mas ainda será, não já áspera, mas rugosa, não já suja, mas baça.

Será ainda necessário alisá-la e poli-la, de forma a que, há seu tempo, a Pedra Bruta que é o maçom possa vir a ser a muito mais útil e bela Pedra Polida. Mas, ainda então, de pouca utilidade e valia será se não for inserida no local adequado, pela forma asada, para exercer a função destinada. Há que conhecer ou definir os Planos, efetuar e ler o Desenho que nos guie para colocarmos a nossa Pedra, que foi Bruta e que procuramos tão Polida quanto o logramos que fosse, no lugar correto, em que será útil e contribuirá para a sustentação, imponência e beleza do Templo em cuja construção se insere.

Cada maçom, à medida que vai trabalhando, vai aprendendo a trabalhar, à medida que melhora, vai aprendendo a melhorar, à medida que aprende, vai aprendendo a aprender. E cada vez mais vê melhor trabalho, mais melhoria, mais larga aprendizagem. À medida que evolui vai aumentando o benefício que retira do trabalho que efetua. Não patrimonial, mas pessoal, intrínseco.

Esse benefício é o salário do maçom, a justa remuneração do seu esforço. Não tem valor de mercado, nem cotação de troca, porque vale muito mais do que uma mercadoria ou um serviço. Tem o valor supremo da Pessoa Humana, que cresce, que se educa, que evolui, que se aprofunda, que se realiza, que se enobrece, que se dignifica. Esse valor vale mais que todo o ouro do Mundo, que todas as riquezas e mordomias de que usufruem os afortunados do planeta. Porque nada vale mais do que um Homem digno, de espinha direita, cabeça lúcida, espírito forte. Aos outros, por mais ricos que sejam, conquistou-os o mundo. Este conquista o mundo, ainda que seja pobre e sem poder. O seu mundo. O que interessa.

O salário do maçom é o que ele retira do bolo comum que resulta do seu trabalho, do seu esforço e dos seus Irmãos. Em conjunto e com o fermento da Fraternidade, esse bolo cresce muito mais do que se lhe pôs, ao ponto de todos poderem retirar mais um pouco do que cada um lá pôs e ainda sobra bolo.

Esse salário não se conta, não se mede, não se pesa, não se avalia. Só o próprio o sente e dele beneficia. Não tem valor facial algum. Tem todo o valor moral e espiritual.

E, porque à medida que o maçom trabalha, aprende, cresce melhora, de cada vez vai conseguindo retirar um pouco mais, de cada vez vai conseguindo aumentar um pouco seu salário. Imperceptivelmente. Até que um dia os seus Irmãos dão por ela e... oficializam-lhe o aumento de salário! Chamam os maçons aumento de salário à passagem de grau. Mais não é do que o reconhecimento dos progressos feitos.

sábado, 22 de dezembro de 2012

A PRECE DE UMA VIÚVA


 
A PRECE DE UMA VIÚVA
 
 
É costume os maçons se intitularem filhos da viúva. Muitos, porém, o fazem sem intuírem a instituição maçônica como uma coisa viva, que transcenda a materialidade que os nossos cinco sentidos físicos conseguem captar .
Esta prece foi escrita considerando-se a instituição maçônica como uma viúva que, movida de um infinito amor por seus filhos, dirige-se ao Criador a implorar perdão para aqueles que, não sabendo ou não querendo guardar seus ensinamentos, se deixaram levar pela vaidade, pelo vício e passaram a cultuar a medalha cunhada .
Oh! Senhor e Grande Arquiteto do Universo! A teus pés me prostro súplice pelos meus amados E desvirtuados filhos .
Bem sabes com que zelo os orientei no caminho da retidão, No amor pelo ideal da liberdade, Na busca incessante da igualdade E na comunhão eterna da fraternidade .
Quantas vezes mostrei-lhes o quão bela, Fortalecida e suave É a vida em união E que só a ti é devida toda honra e toda glória .
Oh! Senhor, com que alegria eu via os meus filhos Dominarem com garbo o verbo, Crescerem em graça e companheirismo E humildes se fortalecerem mestres! Com o passar dos anos, porém, Cresceram as tribulações profanas E alguns dos meus diletos sucumbiram Ante as tentações mundanas, Alucinaram-se ante a pompa das honrarias, Do brilho do metal e do prazer delituoso do vício .
Esquecidos de que a caridade cristã é tesouro imperecível E de que só a prática constante da virtude, Que enobrece e dignifica, É caminho seguro a teu redil, Ergueram templos à vaidade, à promoção pessoal, Ao poder econômico e cultuaram a medalha cunhada .
Enchafurdando-se na lama do orgulho mesquinho E da insensatez, Difundiram a cobiça, semearam a discórdia E espalharam a desconfiança .
Cegos e dementes, julgam-se visionários e gênios .
Em seu desvairo intitulam-se precursores de uma nova era .
Oh! Senhor, permita que minhas lágrimas sejam o bálsamo redentor, Que, como o orvalho de Hermon, o meu carinho seja o refrigério Dos atormentados espíritos dos amados do meu coração! Que, com o óleo precioso, eu os purifique até a orla de suas vestes E que por graça lhes seja dada a benção e a vida para sempre .
Assim seja!
 
José Geraldo de Matos
Publicado em O Cinzel
Informativo Fundado em 01/06/2007
Or. . . São João Evangelista—MG
A. . .R. . .L. . .S. . . São João Evangelista – 134

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Roteiro

Natércio, Sebastião e Raimundo relembram da juventude,
 com amor e carinho. 
 
Roteiro



A paz não pode ser o descanso. É trabalho edificante, permanentemente.

Caridade não é somente dar, sem dar-se, e esse processo é o exemplo capaz de transformar quem o observa.



Perdão não pode ser formado apenas de palavras; é esquecimento das ofensas, no campo unificado da mente.



Coragem não é brutalidade; é encarar frente a frente os seus próprios problemas e resolvê-los...



Neste roteiro, podemos prosseguir avançando em todos os sentidos, encontrando a vida no céu do coração.



José Grosso

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

60º Aniversário da Calixto Nóbrega em 19.12.2012

A Loja Maçônica Calixto Nóbrega é composta por 85 maçons regulares.






"O Maçom capaz de compreender que o maior erro do ser humano é tentar tirar de sua cabeça aquilo que não sai do coração."



"Admiro ao Maçom que olha para quem caiu só para levantá-lo."



"A sensibilidade, a coragem, a solidaridade, a bondade, o respeito, a tranquilidade, os valores, a alegria, a humildade, a Fé, a felicidade, o tato, a confiança, a esperança, o agradecimento, a sabedoria, os sonhos, o arrependimento, e o amor para com os outros e seu próprio são coisas fundamentais para chamar-se

Homens Livres e de Bons Costumes."



De Puente de Alvarado No.90..









A Grande Loja Maçônica do Estado da Paraíba vem através de toda a sua Diretoria, associa-se aos Irmãos da Auge RespLojSimbCalixto Nóbrega nº 15, nas comemorações do 60º aniversário de Fundação, enviando a todos que fazem essa Loja os mais sinceros e fraternais votos de felicitações pelo contínuo e crescente progresso dessa respeitável Loja, a celebrar-se no próximo dia 19 de dezembro do corrente ano.

Rogamos ao GADUque ilumine a todos que se dedicam no trabalho dessa dinâmica Oficina, sempre com o espírito positivo de Paz, Harmonia e Concórdia entre os Irmãos, praticando nossa filosofia de LIBERDADE, IGUALDADE e FRATERNIDADE.

Na certeza de continuarmos estreitando os laços que nos unem como verdadeiros Irmãos, formulamos votos ao Supremo Criador para que o inspire e guarde na direção dessa Respeitável Oficina, desejando-lhe, bem como a todos os seus OObr, que esta tão importante data venha a ser comemorada festivamente ao longo dos anos.

Saudações Fraternais,

Marcos Antonio de Araújo Leite
Grão Mestre

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Escola de Bichos

 
Escola de Bichos

Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola.
Se reuniram e começaram a escolher as disciplinas.
O pássaro insistiu para que o vôo entrasse.
O peixe, para que o nado fizesse parte do currículo também.
O esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental.
O coelho queria de qualquer jeito a corrida.
E assim foi...
Incluíram tudo, mas cometeram um grande erro.
Insistiram para que todos os bichos praticassem todas as disciplinas.
O coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele.
Mas queriam ensiná-lo a voar.
Colocaram-no numa árvore e disseram:
- "Voa, coelho".
Ele saltou lá de cima e quebrou as pernas.
Não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.
O pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma toupeira.
Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, nem cavar buracos.


MORAL DA HISTORIA:

Todos nos somos diferentes.
Cada um tem uma coisa de bom.
Não podemos forçar os outros a serem parecidos conosco.
Desta forma, acabaremos fazendo com que eles sofram, e no final, não serão nem o que nós queríamos, nem o que eles eram em sua essência.


Autor:
Desconhecido

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

60º ANIVERSÁRIO DE FUNDAÇÃO

 



60º ANIVERSÁRIO DE FUNDAÇÃO

19.12.1952 - 19.12.2012.

Parabéns!

Augusta Respeitável e Benemérita Loja Maçônica Calixto Nóbrega nº15 - Oriente de Sousa - Estado da Paraíba.

Do ano de 1952 a 2012, são exatamente 60 anos. De fato, é um longo caminho, temos muito a comemorar, agradecer, muito a celebrar e que a data de celebração seja inesquecível em nossos corações.

Damos graças ao GADU pertence à Ordem, onde honra-nos o perfil histórico da Ordem em defesa de uma humanidade mais feliz, com inequívoca postura combativa em defesa do mais fraco, dos direitos do cidadão, da beneficência plena, além da defesa de bandeiras em socorro da comunidade, são marcas que acompanham os 60 anos de existência da Calixto Nóbrega, pois, desde o primeiro ano mantém sua postura de forma contínua.

Em tempos de comemoração, é necessário apelar para a memória a fim de recordarmos os caminhos andados, com mais luzes ou menos luzes, mas sempre perseverantes pratica do bem e do Amor ao próximo.

Estamos vivendo, tempos de colheita, tempos de jubileu, certamente graças aos maçons corajosos e precursores da "Calixto", a seguir, nominados: Venerável Mestre: Aureliano Bezerra; 1º Vigilante: José Gadelha Camarão; 2º Vigilante: Antonio Almeida de Sá; Orador: Raul Braga Pires; Secretário: Jaime Meira Fontes; Tesoureiro: Francisco Chagas de Morais; Chanceler: Sebas de Sousa Coelho.

Evidentemente, hoje temos o resultado do digno, brilhante e valente trabalho dos respeitáveis e valorosos Irmãos. Efetivado com galhardia, há sessenta anos atrás, apesar da perseguição, incompreensão e humilhação, continuaram firmes e unidos nos propósitos da decência, do Justo e do Belo, cujos resultados se transformaram em solidariedade, alegria, firmeza, com ênfase para continua busca da Verdade que liberta-nos da ignorância. Resta-nos agradecer ao GADU e a todos os maçons que se empenharam, durante a caminhada, onde adquirimos a honra da Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Sendo pioneira em Sousa-PB, nesse ideal do engrandecimento humano a nossa Augusta Loja Calixto Nóbrega nº 15.

O iluminista Voltaire disse:

“Faço-me maçom por que encontrei nesta Ordem sagrada os ideais da dignidade humana, aqui eu tive a oportunidade de aprender a amar e respeitar a criatura humana. Aprendi, também, a amar a Deus não aquele que os homens fizeram, mas a aquele que fez os homens.”

Abraham Lincoln
teve a oportunidade de dizer que:

“Maçonaria é uma Ordem filantrópica, de natureza social, que agasalha no seu seio as almas idealistas que a Maçonaria não tem prioridade religiosa, mas alberga todas as religiões, continuando ele dizia que a Maçonaria representava um dos mais alto ideais da humanidade, erguendo a sua bandeira em defesa dos direitos da criatura humana e trabalhando pela felicidade geral de todos os povos.”

No Brasil, entre tantos maçons, Rui Barbosa teve a oportunidade de dizer:

“Onde florescem os ensinamentos maçônicos não vicejam a ditadura, a soberania dos poderes arbitrários, nem a dominação daqueles conquistadores violentos que denigrem a condição da criatura humana.”

Tem razão o francês Voltaire, o americano Abraão Lincoln e o brasileiro Rui Barbosa, porque a "Maçonaria por definição é uma Instituição filosófica, filantrópica que tem por base a crença em Deus e por conseqüência, a crença na imortalidade da Alma e na solidariedade humana."

Parabéns maçons da Calixto Nóbrega, afinal são 60 anos!


Concomitantemente, parabéns as "Pioneiras", verdadeiras colunas de apoio aos maçons, sempre solícitas e atentas em auxiliar a vocação da Maçonaria em iluminar corações e fortalecer a família, como célula matér da sociedade.






Parabéns às Lojas Maçônicas Amigas e parceiras que sempre nos prestigiaram com apoio, força, sabedoria e beleza em nossos trabalhos, como também, pela hospitalidade impar que somos recepcionados ao praticarmos a inter visitação salutar, sincera e fraterna.
Parabéns aos Maçons visitantes que contribuíram com a Calixto Nóbrega!





Nossos parabéns aos Demolay que demonstram interesse em aumentar as virtudes na construção de caráter altruísta e na efetiva pratica de auxílio às associações beneficentes de nossa cidade.



Muito obrigado a todos e que o ambiente de fraternidade, harmonia e respeito perdurem agora e sempre.

S..F..U..

São os votos dos Maçons da

ARLS CALIXTO NÓBREGA Nº 15






 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Vida Feliz

 
Vida Feliz


Substitui, no teu vocabulário, as más pelas boas palavras.

Expressões chulas vulgares, talvez estejam na moda, porém "envenenam o coração".

A palavra é instrumento da vida para a comunicação, o entendimento, e não arma de agressão, violência e vulgaridade.

O uso irregular das palavras corrompe a mente e rebaixa o homem.

O verbo expressa a qualidade moral do indivíduo.

Porque há pessoas que falam bem e são más, não é justo que sendo bom, te apresentes mal.

Joanna de Ângelis, do livro Vida Feliz.



sábado, 15 de dezembro de 2012

Os dois horizontes



Machado de Assis

Os dois horizontes

Dois horizonte fecham nossa vida:

Um horizonte, — a saudade
Do que não há de voltar;
Outro horizonte, — a esperança
Dos tempos que hão de chegar;
No presente, — sempre escuro, —
Vive a alma ambiciosa
Na ilusão voluptuosa
Do passado e do futuro.

Os doces brincos da infância
Sob as asas maternais,
O vôo das andorinhas,
A onda viva e os rosais.
O gozo do amor, sonhado
Num olhar profundo e ardente,
Tal é na hora presente
O horizonte do passado.

Ou ambição de grandeza
Que no espírito calou,
Desejo de amor sincero
Que o coração não gozou;
Ou um viver calmo e puro
À alma convalescente,
Tal é na hora presente
O horizonte do futuro.

No breve correr dos dias
Sob o azul do céu, — tais são
Limites no mar da vida:
Saudade ou aspiração;
Ao nosso espírito ardente,
Na avidez do bem sonhado,
Nunca o presente é passado,
Nunca o futuro é presente.

Que cismas, homem? — Perdido
No mar das recordações,
Escuto um eco sentido
Das passadas ilusões.
Que buscas, homem? — Procuro,
Através da imensidade,
Ler a doce realidade
Das ilusões do futuro.

Dois horizontes fecham nossa vida.

(Machado de Assis)


1839 1908


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Conquistando a Serenidade

 
Conquistando a Serenidade



A "Prece da Serenidade" é uma das orações mais difundidas pelo mundo, cuja autoria é atribuída ao teólogo americano Reinold Niebuhr, produzindo muitos benefícios àqueles que assimilaram o seu elevado significado moral e psicológico.
É claro que essa prece não tem nenhuma conotação mágica.
A forma não é nada, o pensamento é tudo.


No entanto, pode-se assimilar o elevado propósito moral de uma oração e, neste particular, a prece da serenidade nos convida a preciosas reflexões.


Vamos a elas.


"Conceda-me, Senhor, serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar..."


Quanta sabedoria há neste pensamento.


De fato, se por um lado muitas soluções estão em nossas mãos, outras tantas independem da nossa vontade ou de nossa atuação concreta.
Em algumas situações, só Deus poderá alterar o curso dos acontecimentos.
Quando nada podemos fazer, Deus pode.


E Deus sempre fará o melhor por nós.


Ele sempre atua quando não sabemos o que fazer ou quando já fizemos tudo o que estava ao nosso alcance.


Victor Hugo teve o ensejo de escrever: "Quando tiver feito tudo o que for possível, deite-se e vá dormir. Deus estará acordado."
E você, prezado amigo, tem entregue a Deus os seus insolúveis problemas?
Tem confiado na Divina Providência, naquele Poder Infinito que tudo pode?


Neste instante, proponho a você que abra seu coração, solte o nó da gravata, ponha-se diante de Deus e sinta que Ele o ama.
Proponho que você escreva numa folha de papel os insolúveis problemas que o atormentam, colocando-os nas mãos do Criador para a solução mais adequada.


Depois, pare de se preocupar com essas questões, pois Deus está cuidando do assunto.


Isso proporcionará muita paz ao seu coração.


Será que o amigo percebeu por que essa oração foi denominada de prece a serenidade?


A razão é simples.


Nós só conquistaremos a paz quando estivermos fazendo aquilo que nos compete fazer.


Enquanto adiarmos, não teremos paz, pois o problema continua conosco.
E se nada nos é possível fazer, a nossa parte vem da atitude de entrega ao Criador, que tudo sabe e tudo pode.
Em regra, ficamos nervosos preocupados e ansiosos porque fazemos exatamente o contrário.


Naquilo que podemos fazer, esperamos que Deus ou as pessoas façam por nós.


E naquilo que só Deus pode fazer, queremos agir por nossa própria conta, caindo em verdadeiro desespero em vista da inutilidade de nossas condutas.


A segunda parte da prece diz o seguinte:


"Conceda-me coragem para mudar aquelas que podem ser mudadas..." A prece nos convida a pedir coragem.


Para quê?


Para que possamos mudar aquilo que nos cabe mudar.
Muitas vezes, a solução para as nossas dificuldades está em nossas mãos, não nas mãos do padre, do pastor, etc.
Um professor não fará a prova no lugar do aluno; nem o médico tomará o remédio no lugar do paciente.


Já pensou nas mudanças que está precisando realizar?


Examine com calma.


Verifique quais as decisões que você talvez esteja adiando, esperando que Deus ou alguém faça a parte que é de sua responsabilidade.
É preciso tomar atitudes necessárias para que as mudanças ocorram, seja no plano profissional, familiar ou pessoal.
Adiar essas decisões acarretará ainda mais ansiedade e sofrimento.
É por isso que a prece termina com um pedido significativo:
Senhor, dai-me sabedoria para distinguir uma situação da outra.
"Saber a nossa parte e fazer.
Saber a parte de Deus e esperar.
Eis a expressão da serenidade."



José Carlos de Lucca


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O Que Importa


O Que Importa

Notas o desprezo.
O abandono te tortura.
Mas o que importa é tua fé.

Ouves a calúnia.
A falsidade te fere.
Mas o que importa é tua verdade.

Assistes à revolta.
A violência te atinge.
Mas o que importa é teu perdão.

Observas o orgulho.
A arrogância te machuca.
Mas o que importa é tua humildade.

Reparas a inveja.
O despeito te constrange.
Mas o importa é tua paz.

Reparas a inveja .
O despeito te constrange.
Mas o que importa é tua paz.

O importante não é o que os outros pensam, falam ou fazem contigo.
O que realmente importa é tua atitude.


Bezerra de Menezes


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Trabalho e Riqueza

Valdemar Sansão
 
Trabalho e Riqueza



Acredito que o mundo ideal seja aquele que inclua a democratização das decisões e a distribuição justa do trabalho e das riquezas.




Vivemos em uma sociedade delirante, dentro da qual o ser humano age em busca de ilusões: ou é um cargo importante, dinheiro, título ou fama pura e simples, sem relação com algum valor ou autêntica realidade humana. Quase sempre temos a sensação de que nossa vida, não tem um sentido maior. Às vezes, acusamos nosso chefe, nossos amigos e até mesmo nossos pais. Mas, será que levamos a vida como deveríamos?

É dever do Maçom, amante da Verdade, trabalhar para o reinado da paz e da concórdia, da harmonia, do amor pelo próximo, da verdade soberana e da justiça absoluta dessa Força que chamamos Grande Arquiteto do Universo.

Colocamos nossa vida num caminho certo e com objetivos bem definidos? “Feliz o homem que torna seu o momento presente e que pode dizer consigo mesmo: HOJE VIVI”.



O TRABALHO



Deus criou o homem sem roupas e sem abrigo, mas deu-lhe a inteligência para fabricá-los.


É perfeitamente natural que o trabalho de um homem lhe proporcione e direito esse direito. O trabalho de um homem não é uma mercadoria. Entram nesse trabalho elementos que não é possível taxar. Há coisas que não é possível comprar: por exemplo, o sono, conhecimento do futuro, o talento. O trabalho sério exige responsabilidade e determinação.



Trabalho maçônico

- o termo trabalho em Maçonaria, é, realmente, mais usado no plural, para designar as reuniões e as deliberações das Lojas, ou de outros Corpos maçónicos; toda tarefa maçónica dentro do templo é denominada trabalho; esse trabalho consiste em despertar no maçon as virtudes que existem no seu subconsciente; as virtudes não são colocadas dentro do ser humano, mas eduzidas, pois elas nascem com a criatura. Todavia, toda a Maçonaria Simbólica é dedicada ao trabalho, principalmente do Aprendiz, que, simbolicamente, desbasta a pedra informe, bruta, esquadrejando-a, para transformá-la numa pedra cúbica, que se encaixa, perfeitamente, nas construções.

Trabalho maçônico é o exercício constante para a obtenção de posturas certas; de prática litúrgica perfeita; é a emissão de vibrações que alcancem o próximo, que é o maçom ausente, momentaneamente, em matéria no templo, eis que todo Iniciado faz morada permanente no templo.

Obviamente, o trabalho não é produzido com o suor do rosto, isto é, com o imperativo para a subsistência, resultante de um “castigo”. A construção do templo espiritual colectivo e individual demanda muito trabalho, mas é dignificante e geradora de prazer. O trabalho não é penoso, mas a glorificação do Criador; o que o homem produz é sempre um milagre, uma satisfação, uma bênção, um acto de santidade. O ócio é um vício, o oposto do labor, pois a desocupação da mente dá margem a que as vibrações e os fluidos negativos tomem conta do lugar destinado à pureza. Continuemos a tarefa que nos cabe realizar, em conjunto, de tornar a Maçonaria cada vez melhor praticada, de colocar nossa mensagem de perfeição ao alcance de todos. Estar nessa tarefa é, sem dúvida, uma manifestação de fé de nossa capacidade de vencer nossos próprios desafios. É tarefa aparentemente complexa, mas que se torna simples quando a executamos de conformidade com os princípios do amor fraternal.

A Maçonaria trabalha no sentido de que seus ensinos alcancem todos os homens livres e de bons costumes, pois através do seu conhecimento e da sua vivência, teremos todos melhores condições para sair da ignorância, violência e sofrimento que ainda caracterizam a nossa sociedade.



A RIQUEZA



O homem não possui de seu senão o que pode levar deste mundo.




Deus conhece nossas necessidades, e as provê segundo o necessário; mas o homem, insaciável em seus desejos, não sabe sempre se contentar com o que tem; o necessário não lhe basta, lhe é preciso o supérfluo.

As dificuldades econômicas com que lutamos; as convenções sociais, toda a organização da vida moderna alcançaram o dinheiro a uma tão eminente categoria que não é para admirar que a imaginação humana lhe atribua uma espécie de realeza.

A principal vantagem da riqueza é de descartar a preocupação de ganhar dinheiro; mas, se na realidade pensamos nele em demasia e com sentimentos egoístas, a riqueza produz mais mal que bem. O dinheiro é uma grande tentação; impele os homens ao orgulho e à indulgência para consigo mesmos. A pobreza requer duas virtudes apenas: constância no trabalho e paciência. O rico, ao contrário, se não possui caridade, temperança, prudência e muitas outras qualidades, torna-se um perigo. Toda a história nos ensina quão perigosos são o poder e as riquezas.

Quando me refiro à palavra riqueza, não estou fazendo menção às jóias nem a supérfluos e sim àqueles bens necessários para que o ser humano viva com um mínimo de dignidade e conforto. Um homem só deve incomodar-se em atingir a independência que garanta uma modesta soma em dinheiro para as despesas do enterro, uma casinha em uma pequena quadra no solo deste planeta. Algumas economias para as despesas anuais com alimentação e vestuário. A preocupação em acumular dinheiro, escravizando ele os dias e as noites, eis a maior fraude da civilização moderna.

Portanto, possuir não é um privilégio com que nos glorifiquemos, mas um encargo, cuja gravidade devemos sentir. Esta função, que se chama riqueza, exige uma aprendizagem, da mesma forma que há uma aprendizagem de todas as funções sociais. Saber possuir é uma arte, uma das artes mais difíceis de aprender. A maior parte das pessoas, pobres ou ricas, julgam que na opulência basta deixar correr a vida. É por isso que há tão poucos homens que sabem manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as fraquezas, extasiados com a intrepidez de ganhar a qualquer preço, mentem, roubam, traem.

Quando isto ocorrer, poderão aproveitar de forma eficaz os ensinamentos da Sublime Ordem Maçônica pela contribuição positiva que sempre deu à sociedade formando seus filiados e, em particular porque os mesmos já foram testados e aprovados.

O que complica a vida, o que a corrompe e altera, não é o dinheiro, é o nosso espírito mercenário.
O espírito mercenário reduz tudo a esta pergunta: Quanto eu levo nisto? Quanto é que isto me renderá? É a famigerada “lei de levar vantagem em tudo”. E tudo se resume neste axioma: Com dinheiro, tudo se arranja. Aqueles abomináveis que colocam os valores das riquezas materiais acima dos valores da riqueza interior do ser humano. Com esses princípios de conduta, uma sociedade pode não servir ao povo em nada, mas pode descer a tal infâmia, que não é possível descrevê-la nem imaginá-la.

Quando encontrarmos um homem rico e ao mesmo tempo simples, isto é, que considere a sua riqueza como um meio de desempenhar a sua missão humana, devemos saudá-lo respeitosamente, porque esse homem é certamente alguém que venceu obstáculos, atravessou perigos, triunfou das tentações vulgares ou embaraçadas. Para tanto, travou a única luta recomendada pelos vitoriosos: a sua luta contra si mesmo. Assim vivenciando, nada lhe será impossível, pois é o único responsável pelo seu destino.

O Maçom autêntico não confunde o conteúdo da sua bolsa com o do seu cérebro ou do seu coração, e não é com algarismos que avalia os seus semelhantes. A sua situação excepcional, longe de elegê-lo, humilha-o, porque sente tudo quanto lhe falta para estar inteiramente à altura do seu dever. É acolhedor, caritativo, e longe de fazer dos seus bens uma barreira que o separe do resto dos homens, faz dela um meio para deles se aproximar cada vez mais. Enquanto houver conflitos de interesse, enquanto existirem na terra a inveja e o egoísmo, nada será mais respeitável que a riqueza penetrada pelo espírito de simplicidade, pois assim, o homem, mais do que fazer-se perdoar, conseguirá fazer-se amar; o resto só é vaidade.

Valdemar Sansão - M:. M:.