sábado, 29 de abril de 2017


 

A VERDADE MAÇÔNICA

 

Passados alguns anos do meu ingresso na Maçonaria, obviamente tenho uma visão completamente diferente da Ordem agora. E responderei o porquê disso nessas “nem tão mal traçadas linhas” seguintes... Logo após meu ingresso, muitas vezes me fiz as seguintes perguntas: “O que verdadeiramente fazem aqui esses homens de bem, reunidos nesta sessão fechada, e com esta ritualística rebuscada”? Qual o verdadeiro objetivo disso tudo?“. Presumo que esta indagação seja comum em qualquer cidadão recém ingressado em nossa Fraternidade. Em questionários a mim fornecidos naquela ocasião, e também em perguntas contidas nos rituais, forneci respostas sem muita convicção. “O que vindes aqui fazer?” Ora, nas primeiras sessões, minha resposta mais honesta seria “Ainda não sei”. “Que verdade é esta?” Ora, nos primeiros momentos, a única verdade era a que eu verdadeiramente ainda não sabia o que estava fazendo ali. Esse momento de “incerteza”, digamos assim, foi para mim, até certo ponto angustiante. Eu tinha certeza de várias coisas, por exemplo: Eu sabia perfeitamente que estava entre homens bons, de caráter, e que de nenhuma maneira estariam se reunindo para “conspirações”, ou algo parecido, como muitas vezes se ouve “lá fora”, na vida profana. Eu tinha certeza que as sessões, com a sua ritualística e seu simbolismo, celebravam tempos remotos, e que “tudo aquilo tinha um por que”. Mas ficava a sensação de que a certeza absoluta do “por que” de eu estar ali, essa eu ainda não tinha. Mas o tempo foi passando... Informações múltiplas eu ia recebendo, e assimilando com avidez. Mas a angustiante sensação de ainda não saber perfeitamente o objetivo daquilo tudo ainda me intrigava. Fui elevado, e pensei “agora saberei algo que preciso saber e ainda não sei”. Mas não mudou muita coisa... Mais Informações, mais simbologia... Comecei a ler. Ler livros sobre a Ordem Maçônica pesquisar, me aprofundar. Mas a pergunta dentro do meu peito ainda incomodava. “O que verdadeiramente eu estou fazendo aqui?”. Finalmente fui exaltado ao Grau de Mestre Maçom. A ritualística da sessão de exaltação é belíssima, e faz realmente “renascer” dentro de nós algo que parecia “adormecido”, ou “sepultado”. É um verdadeiro renascimento. A sensação é de que verdadeiramente renascemos para algo mais iluminado, mais puro e mais sublime. Contudo, a resposta àquela perguntinha ainda não veio... Continuei lendo, estudando, pesquisando, procurando... Certo dia, deitado em minha cama, lendo o livro “O Símbolo Perdido”, um “best-seller” do autor americano Dan Brown (autor de “O Código Da Vinci”), parece que “caiu à ficha”... Eu estava, exatamente naquele momento de minha leitura, me perguntando se o autor do romance não estaria “popularizando” em demasia a Maçonaria, dando detalhes de rituais, entre outras coisas mais, e iniciei, comigo mesmo, uma crítica ao autor. Fechei o livro e comecei a pensar... “Esse sujeito impertinente está popularizando uma sociedade secreta!” Mas continuei divagando... Voltei a me perguntar, agora com certa ansiedade: “Mas ele está popularizando o quê? Se eu ainda não sei perfeitamente o que é, na sua essência, a maçonaria, e já sou mestre maçom, qual leitor deste livro, que não pertence à Ordem, irá saber algo?” Aí, como eu disse antes, “caiu à ficha”... Na verdade, a “verdadeira verdade” não encontraremos em instruções maçônicas... Essa verdade está dentro de nós mesmos! É certo que a Maçonaria, em tempos remotos de perseguições e “inquisições”, foi obrigada a se recolher e se esconder, para sobreviver. E hoje mantém sua discrição, em virtude desse passado, porém não é mais perseguida. Enfim, a sublime filosofia do ecumenismo religioso, com a crença em um Poder Espiritual Superior comum a todos os humanos, não precisa mais se esconder!! O pensamento igualitário e fraterno não precisa mais ser secreto! Pregamos simplesmente uma filosofia de vida, de superação de dogmas, e fundamentalmente de tolerância e de respeito ao próximo, respeito às diferenças! Essa é a verdade buscada, e que cada um encontra à sua maneira, dentro da Maçonaria! Fechei o livro com uma sensação de leveza na alma...Descobri a “verdade” que os maçons escondem... E ela estava aqui tão pertinho, dentro de mim... Se há mais alguma “verdade” a ser descoberta no meu caminho na Ordem, eu saberei na hora certa.

Mas a “verdade” que eu queria saber por hora, eu descobri. E me libertei da angústia. Naquele dia dormi orgulhoso. Orgulhoso demais de ser maçom.

 

Cléber Capella

 

Fonte: Jornal do Aprendiz pág., 05 Edição nº 100 abril de 2017.

sexta-feira, 28 de abril de 2017


Caridade - Atitude

 

Caridade que se expresse tão somente na cessão do supérfluo pode facilmente induzir-nos à vaidade.

 

* * *

 

Não é difícil dar o que retemos, no entanto, a virtude genuína pede a doação de nós mesmos, através do que temos e do que somos.

Em razão disso, é preciso não esquecer que a caridade também e acima de qualquer circunstância, o sentimento que nos rege a atitude.

No templo doméstico, é compreensão e gentileza.

Em família, é cooperação desinteressada e fraterna.

Na profissão, é a honestidade.

No trabalho, é o dever bem cumprido.

Na dor, é fortaleza.

Na alegria, é temperança.

Na saúde, é a presença útil.

Na enfermidade, é a paciência.

Na abastança, é o serviço a todos.

Na pobreza, é diligência.

Na direção, é a responsabilidade.

Na obediência, é humildade digna.

Entre amigos, é a confiança.

Entre adversários, é perdão das ofensas.

Entre os fortes, é o socorro aos mais fracos.

Entre os bons, é o auxílio aos menos bons.

Na cultura, é o amparo à ignorância.

No poder, é a autoridade sem abuso.

Em sociedade, é o apoio fraterno que devemos uns aos outros.

Na vida privada, é a conduta reta ante o próprio julgamento.

Não vale espalhar um tesouro amoedado com as vítimas de penúria, alimentando o ódio e a incompreensão, a revolta e o pessimismo nas almas.

 

* * *

 

Aceitemos a experiência que o Senhor nos reserva cada dia, fazendo o melhor ao nosso alcance.

 

* * *

 

Seja a nossa tarefa um cântico de paz e esperança, eficiência e alegria, onde estivermos.

 

* * *

E recebendo o divino dom de pensar e entender, irradiando os mais belos ideais que nos enriquecem a vida, em forma de serviço aos semelhantes, a caridade será, em nossos corações, a luz constante clareando, desde as sombras da terra os mais remotos horizontes de nosso luminoso porvir.

 

Emmanuel

terça-feira, 25 de abril de 2017


O DESEJO DO MESTRE

 

João de Deus
 
 
“— Minha mãe, que hei de fazer
Para me unir com Jesus?...”
Dizia uma pequenina
Num halo doce de luz.
 
“— Filhinha, — dizia a voz
Do carinho maternal —
 Jesus estará contigo
Se evitares todo o mal.”
 
“— Mamãe, — insistia ainda
A pequena a perguntar —
Que quer o Mestre de mim
 P’ra que eu possa lhe agradar?”
 
“— Jesus quer de todos nós —
Disse a materna afeição —
 O amor, a humildade e o bem
 No livro do coração!...”

domingo, 23 de abril de 2017


A CERTIDÃO DE NASCIMENTO DA MAÇONARIA

 

Para se falar na Origem Documentada da Maçonaria, foi preciso fazer esse giro pelos arraiais da Maçonaria Mística. E depois demonstrar que até o ano 1000, o que servia de proteção, como Casa e Lar do homem – era a Madeira. E que a profissão que predominava e sobressaia, era a de Carpinteiro e Marceneiro. Tanto era verdade, que as primitivas Organizações – as Guildas – eram compostas de homens que praticavam essas duas Antigas Profissões. Com o advento das Construções de Pedras e Alvenarias, começa a florescer e destacar-se outra profissão – a dos Canteiros, Entalhadores. Isso começou a acontecer a partir do século XII. Grandes quantidades de guerreiros, seguiram na Primeira Cruzada, rumo à Cidade Santa de Jerusalém, que estavam nas mãos dos Sarracenos, dos Infiéis. Nas Estradas precárias da Europa, grupos de Salteadores e Bandoleiros cresciam em número e em audácia. As Propriedades do começo do 1º século do 2º milênio, eram atacadas por hordas de famintos e estrangeiros. Daí a necessidade de se erguerem muralhas, fortalezas para proteger os Burgos e seus proprietários, famílias e servos. O Cristianismo estava em pleno progresso. Povos e mais povos eram catequizados pelos Soldados de Cristo – isto é, Bispo de grandes capacidades de catequeses. E a Igreja ao receber Reis e a Nobreza, em suas fileiras, passou a contar, também, com uma ajuda financeira muito grande de seus novos Fiéis. E com dinheiro se faz muitas coisas. Então aqueles feios amontoados de madeira sujeito ao fogo e aos raios e outros fenômenos da natureza, começavam a dar lugar às Grandes Catedrais de Pedras, como mostramos logo no início deste trabalho. Entre os anos de 1100 e 1300, milhares de Igrejas, Catedrais, Mosteiros, conventos, etc, foram erguidos na Europa. E para dar conta de tanto Trabalho, uma leva de homens foi se especializando na arte de Construir. Uma Arte Antiga, mas pouco divulgada. E essa leva de Profissionais de Pedra, precisava se organizar. Precisavam de um Estatuto. Precisavam de um espaço só seu. Foi então que Doze Freemasons (Pedreiro especializados em trabalhar na Pedra Franca), liderados por Henry Yevele, é bom guardar bem esse nome – Henry Yevele, nasceu em 1320 e morreu no ano de 1400 – foram até à Prefeitura de Londres, levando um esboço de um Estatuto do Trabalhador da Pedra e, numa audiência com o Alderman (Prefeito) e os Edis, apresentaram seu esboço de Estatuto, onde previa, além da Obediência às autoridades locais, também previa uma fidelidade (quase canina), ao Rei e à Religião Vigente, e, ainda, um pedido para que suas reuniões fossem fechadas, sem a presença de pessoas que não estivessem ligadas a ela. Esses 12 homens saíram daqui, do local onde está Igreja, Antiga Guilda – desta Guildhall, no dia 2 de fevereiro de 1356. É bom repetir – dois de fevereiro de 1356. Aqui está o Berço, o Dia, o Mês e o Ano do Nascimento da Maçonaria documentada. Enquanto não apresentarem outro documento, confiável, mais antigo. Este Documento que se encontra ainda hoje, na Biblioteca da Prefeitura de Londres, levará a glória e terá o privilégio de ser o Documento Maçônico mais Antigo. Mas para que não surja ou permaneça nenhuma dúvida, segundo o pesquisador da Quatuor Coronati, o Irmão G. H. T. French: “O Primeiro Código ou Regulamento dos Maçons da Inglaterra, é datada de 2 de fevereiro de 1356, quando, como resultado da disputa entre Carvoeiros e Maçons, Pintores, Doze Mestres de uma Obra, representando aquele ramo da Arte de Construir, foram até ao Prefeito e Edis de Londres, na sede da Prefeitura e eles obtiveram uma Autorização Oficial, para que fizessem um Código e um Regulamento Interno, para a Instalação de uma Sociedade e, acabar, de vez, com a disputa e, também, para que de uma forma geral, ajudasse nos Trabalhos. O Preâmbulo do Código, confirma que aqueles homens, foram lá, realmente juntos; porque o seu Ofício, até então, não havia sido regulamentado, de nenhuma forma pelo Governo do Povo, como já acontecia com outras Profissões.” Essa Sociedade dos Maçons (The Fellowship of Masons), durou, ou prevaleceu sozinha durante 20 anos – até 1376, quando foi fundada a Companhia dos Maçons de Londres. Incidentemente, a primeira Regra desse Regulamento, regido naquela ocasião, como objetivo, do “Delimitação em Disputa”, quando estabelecida “que, muitos homens da profissão, podiam trabalhar em qualquer serviço relacionado com a sua profissão, desde que ele fosse perfeitamente hábil e conhecesse muito bem a profissão.” Daí por diante, eles passaram a trabalhar segundo esse Código. E muitos outros foram surgindo, formando o que chamamos de Old Charges, ou Constituições Góticas.

 

Fonte: Ir:. Renato Burity Oliveira Contribuição do Ir:. Jaime Balbino

Fonte: Extraído do JORNAL DO APRENDIZ nº100 abril de 2017.

sábado, 22 de abril de 2017


Afinal, o Brasil foi descoberto ou achado?


A historiadora Eliane Marquez esclarece a polêmica e explica como os portugueses chegaram até aqui.


          No dia 22 de abril é comemorado o "Descobrimento do Brasil". Neste ano o pais completa 517 anos. É uma data que lembra a chegada dos portugueses no país, porém pela lógica das coisas, as terras brasileiras já haviam sido descobertas e habitadas pelos índios muito antes dos portugueses pensarem em expedições marítimas. Portanto, uma questão que há muito tempo vem sendo discutida não é sobre quem chegou primeiro ao país, e sim, se os portugueses descobriram as terras por acaso ou não.

Existem duas hipóteses cabíveis para esta questão: a primeira, defendida pelos livros de história, seria a casualidade. A frota de Pedro Álvares Cabral teria se afastado de sua rota e, involuntariamente, encontrado a costa brasileira.

A segunda seria a intencionalidade, defendida pelos estudiosos do assunto. Portugal sabia da existência de terras a Ocidente desde 1492, quando Cristóvão Colombo chegou à América e trataram de garantir parte das terras através do Tratado de Tordesilhas, em 1494.

Segundo a professora do curso de História da Universidade de Uberaba, Eliane Marquez, a hipótese de que o Brasil foi descoberto por mero acaso foi desmitificada e vários fundamentos, segundo ela, provam que Cabral já sabia da existência de terras brasileiras.

Um dos fundamentos, de acordo com a professora, é que a esquadra de Cabral era a mais sofisticada, que dispunha de mais marinheiros entendedores do espaço e estudiosos da navegação. De todas que Portugal mandou além-mar.

A frota de Pedro Álvares Cabral era a maior e mais bem equipada a zarpar dos portos ibéricos até então. Eram ao todo 1500 pessoas, viajando em 10 naus e três caravelas, entre comerciantes, condenados, religiosos, soldados e representantes da nobreza..

A outra hipótese que Eliane citou foi a carta de Pero Vaz de Caminha: " a carta de Pero Vaz de Caminha é a certidão de nascimento do Brasil e ficou muito tempo desaparecida por causa do terremoto que teve em Lisboa. Foi redescoberta no século XIX. Nela Vaz de Caminha escreve: aquilo que se esperava achar foi achado".
Depois de toda esta explicação, nota-se que não houve descobrimento, houve ocupação das terras que eram dos índios. Os portugueses tomaram posse de um local que já tinha dono. Enquanto os índios entregavam suas terras sem saber, em troca, os estrangeiros deram doenças, trabalhos forçados e fome.
A primeira vista os portugueses encontraram bastante terras, uma civilização de selvagens e nada de metais preciosos ou algo que gerassem lucro. As notícias que chegavam a Dom Manuel não correspondiam às expectativas da coroa. Não apontavam a existência de riquezas de interesses no território onde, apenas nativos habitavam.

Na época da ocupação do Brasil existia na Europa uma doutrina econômica chamada mercantilismo, cuja filosofia era de que, quanto mais colônias e mais metais preciosos se extraíssem delas, mais rica seria a metrópole. No entanto os portugueses não encontraram nada do que procuravam, por esta razão as terras brasileiras foram praticamente esquecidas por Portugal, vindo a ser exploradas somente 30 anos depois.

De acordo com a professora Eliane Marquez a coroa só veio a se interessar pelo Brasil depois de quebrar financeiramente: "Portugal resolve colonizar o Brasil, mas já estava quebrado, aí ele montou um sistema de colonização que é nossa marca registrada: uma colonização baseada no latifúndio, na monocultura e na utilização da mão de obra africana", explicou.

Com esse método de colonização o país ganhou de presente centenas de anos de atraso. O Brasil sofre consequências até hoje da forma como foi administrado na época da colônia. E dizem que há motivos para comemorar.


 

sexta-feira, 21 de abril de 2017


Os maçons são fraternos?

A revolução Francesa (Queda da Bastilha em 14 de julho de 1789) nos legou em 1790, a tríade "liberdade, igualdade, fraternidade" (“Liberté, égalité, fraternité”) foi protagonizada pela Ordem Maçônica, cujo irmão maçom Robespierre entusiasmado com os sublimes conceitos levantados pelos maçons franceses, desejava que fosse colocada em todas as bandeiras do mundo e nas fardas dos militares responsáveis pela segurança, ordem e paz, denotando, sobremaneira, o objetivo de enaltecer a alma humana.

Tais conceitos atingiriam o âmago humano, face ao elevado conceito ético e moral realçando a possibilidade de, definitivamente, abdicarmos do egoísmo e orgulho presos aos corações da humanidade, existindo a predominância do materialismo e do pensar só em si, e chega um alento para fazer brilhar a decência, a humildade, a liberdade, a igualdade, a nobreza de caráter, a justiça e a honestidade em todos os parâmetros da evolução humana, representando a sublime tábua de salvação para a sociedade embrutecida da época.

A liberdade anunciada pelos maçons, para ser consolidada foi necessário o Homem determinar uma lei para que todos obedecessem, a exemplo dos Estados Unidos, em 1863. A lei áurea no Brasil, em 1888, que foi a última lei da abolição da escravatura nas Américas. O último país do mundo a adotar a lei de liberdade humana, foi a Mauritânia, em 1981.

Apesar da luta, pela aplicação da liberdade humana, acontecer desde o século XVIII.

É lamentável, tenha sido necessário legislar uma lei humana para que a liberdade fosse implantada. Iam, os maçons, de encontro aos interesses materialistas da aristocracia vigente. Reina o sentimento de liberdade no seio da Maçonaria. Somos livres conforme pensamos e agimos. Não obstante, apesar do conhecimento da Luz, facultada aos maçons, podemos dizer, afirmar: Somos realmente livre? Será livre aquele que calunia seus irmãos e se transforma em vitima de sua incúria e de sua pobreza espiritual? Será livre aquele que agride física e moralmente seus semelhantes? Somos livres com outros seres presos em Senzala, tratados como animais irracionais? Cabe a cada interrogar sua consciência e refletir a sua condição de filhos da Luz. Devemos desejar para os outros aquilo que gostaríamos de receber.

No que diz respeito à Igualdade, a implantação dessa qualidade ainda encontra-se em processo de reconhecimento.  Ainda existem criaturas que  em função do cargo ou encargo que exerçam, acreditam possuir mais direitos que outros seres, comportamentos similares aos senhores feudais e radicais franceses. Grande ilusão! É bastante saber que somos filhos de um mesmo Pai. O GADU tem o mesmo amor e zelo por todos os filhos sem distinção de cor, credo e raça que, tempestivamente, vivem no planeta terra.

Pode parecer um paradoxo, de difícil elucidação, a priori, a revolução francesa despertou os franceses para a augusta sublimidade da tríade redentora e, na atualidade, em pleno século XXI, apesar de intensivos estudos maçônicos, aparentemente, estamos oblubilados pela ilusão do egoísmo, do orgulho que denigre o ser humano.

A evolução não dá saltos, compreender a liberdade e igualdade é pré-requisito para atingir a fraternidade. Se a liberdade é o passado, a igualdade representa o presente e, finalmente, o futuro será a fraternidade.

A fraternidade sonhada pelos altruístas maçons franceses em 1790, corroborando com a mensagem sublime do nosso Senhor e Mestre Jesus, quando nos ensinou: “Amai-vos uns aos outros.”.

Dom Helder Câmara, arcebispo de Olinda e Recife, afirmou certa feita que a religião do futuro não será a Católica, a Protestante, a Espírita, a Budista, a Islâmica, etc., mas, será a fraternidade.

Louco, perjúrio será o maçom que se deixar levar pelas ilusões do mundo, buscando os aplausos, as portas largas, pois, arcará pelo mal que se alastrou em função de não ter praticado o bem, na oportunidade solicitada. Na vida passageira, não temos atalho, o caminho do Maçom é um caminho reto, digno e justo, sem ilusão, sem astúcia e sem falsos melindres.  

Decididamente, o Maçom não deve ser o mais esperto de todos, sempre querendo levar vantagens, se escondendo na busca da vil moeda, nos títulos acadêmicos, nas altas graduações do conhecimento que, muitas das vezes, só contribuem para aumentar o orgulho e o egoísmo, concomitantemente, afastando-se da serenidade intima de compreender a lúcida mensagem de Jesus, que no Templo pergunta ao sacerdote: Eis doutor das leis e desconheces as Leis Divinas. Entretanto, é imperioso resguardar, com sabedoria, que a finalidade precípua do Maçom é trabalhar seu “eu” interior, em benefício do próximo, para despertar a luz profunda da humildade e da simplicidade.  

A história nos exibe maçons fraternos de valores morais inquestionáveis, verdadeiros heróis que derramaram seu sangue para que as Verdades do amor, da humildade e da fraternidade prevalecessem.

Paz e Luz!

Walter Sarmento de Sá Filho

Maçom

quinta-feira, 20 de abril de 2017


BREVIÁRIO MAÇÔNICO

DESBASTAR

 

Desbastar a pedra bruta significa transformar uma pedra "de alicerce" informe, dando-lhe forma adequada para o seu aproveitamento na construção de uma obra de alvenaria. Porém, em um sentido esotérico, esse desbastamento diz respeito ao próprio Aprendiz; desfazer-se das "arestas" para formar um elemento humano, despertando virtudes, banindo vícios e transformando algo "bruto" em utilidade para si próprio e para a sociedade. Mesmo que da pedra bruta sejam retiradas as arestas, essas subsistem como "refugo", mas deverão ser reutilizadas, pois nada de perde de uma pedra bruta. O desbastamento equivale ao aprendizado; lentamente, o Aprendiz adquirirá formas definidas; paulatinamente, ele burilará essa pedra, para finalmente dar-lhe polimento; refletirá nela, então, a sua nova personalidade. Nenhum maçom pode afirmar que já não possui arestas, pois essas podem retornar e ferir com maior profundidade. A cada dia devemos perguntar a nós mesmos: vejo ou noto em mim alguma aresta? Após um rápido exame, senão a encontrarmos, podemos então dar início à construção de nosso templo interior.

 

 Ir.·. Rizzardo da Camino.