terça-feira, 26 de setembro de 2017



Humildade
 
 
Por humilhar-se, no seio da terra, a semente aprende a morrer para renova se, enriquecendo o celeiro.
Por rebaixar-se de nível, a fim de auxiliar, o grande rio faz-se pai das fontes e dos córregos, suportando todos os detritos e garantindo a economia dos continentes, a caminho do mar.
Por se ocultarem no subsolo, as raízes sustentam as árvores que são a fartura mundo.
Por sofrer resignado, o óleo escuro, converte-se em luz no pavio incandescente.
Por obedecer ao pensamento do oleiro, ergue-se a argila em vaso precioso.
Por vergar-se ante a ventania, a erva tenra consegue sobreviver à passagem da tormenta.
Por esconder-se solitária, sob o chão, a rocha sustenta a beleza do vale.
Humilha-te, engrandecendo a vida que te cerca, e a vida te exaltará.
Por isso mesmo, o Mestre Maior de Todos preferiu sofrer e dobrar-se na cruz, porque, com a grandeza imortal do sacrifício, construiu o caminho para a redenção de todas as criaturas...
Emmanuel

segunda-feira, 25 de setembro de 2017


Não Reclame

 

Não reclame de ninguém.

Cada pessoa é o que é, e não será acusando que você conseguirá auxiliar.

Não reclame da vida.

Cada um colhe exatamente o que planta.

Não reclame do clima.

A Natureza é sábia e age buscando o equilíbrio das próprias forças.

Não reclame da falta de tempo.

Se não desperdiçar os minutos, terá sempre as horas de que necessita para desempenhar todos os seus deveres.

Não reclame do que você faz.

Amor e alegria são ingredientes indispensáveis ao êxito de qualquer atividade no bem.

Não reclame excessivamente de você mesmo.

Auto condenar-se pode ser tão pernicioso quanto auto
elogiar-se.

Sempre que observarmos em nós qualquer tendência à reclamação que ultrapasse os limites do bom senso e da caridade cristã, oremos suplicando a Deus nos esclareça quanto às próprias deficiências e para que nos ajude a reconhecer na humildade o nosso próprio lugar.

André Luiz

domingo, 24 de setembro de 2017


BREVIÁRIO MAÇÔNICO

- O ÓSCULO

Deriva do latim, significando os Os, boca; traduz-se por “beijo”, do latim basiare ou “tocar com os lábios”. Sendo os lábios uma parte muito sensível do corpo, cujo tato vem acentuado para a seleção dos alimentos, essa sensibilidade transforma-se em afeição.
Na Antiguidade, o beijo era trocado entre os familiares, mais tarde, significava honraria; é uma das expressões mais ativas do sexo. Em alguns ritos maçônicos, subsiste o ósculo da Fraternidade, que é depositado pelo dirigente da cerimônia na fronte do Neófito. A intenção do ósculo é “tocar” a mente, para apor-lhe o “selo místico”. Beijar, Maçonicamente, é “selar”.
O beijo fraterno entre Irmãos, aqui no Brasil, proveio da Europa, onde os amigos saúdam-se por meio do ósculo; esse costume surgiu nos países árabes. Socialmente, o ósculo é praticado em alta escala e demonstra afeto e carinho; sem qualquer malicia, é aposto nas faces. O calor do aperto das mãos, o abraço e o ósculo são expressões comuns, que não escandalizam, mas estreitam uma amizade.
- . Ir.·. Rizzardo da Camino

sábado, 23 de setembro de 2017

Pé esquerdo no REAA

Meus Irmãos, tenho visto um monte de “caca” em muitas Lojas que visito e até na “nossa”. Pois, muitos mestres, não “sabem”, com  qual pé se entra no Templo, Houve situação que já presenciei  até ‘debates” na porta do Templo entre o Venerável e outro Mestre instalado, sobre o tema.
Vamos lá, tentarei explicar de forma simples e objetiva.
Ao contrário do que alguns podem pensar, esse é um costume muito antigo, de milênios, e não possui relação alguma com o azar.


As principais pinturas e esculturas de deuses e faraós egípcios mostram sempre o pé esquerdo à frente, enquanto as que ilustram pessoas comuns em situações do cotidiano mostram o pé direito. Trata-se de uma coincidência? Não. O passo com o pé esquerdo era considerado pelos egípcios como símbolo do “primeiro passo” para uma nova vida. Por isso, era com o pé esquerdo que o faraó dava seu primeiro passo após sua posse. Também por isso que as escadas eram feitas com degraus em número ímpar, de forma a ser possível iniciar e encerrar a subida com o pé esquerdo. Essa tradição foi herdada posteriormente pelos gregos, como também se pode ver estampada em sua arte.

Por que o esquerdo, e não o direito?

Os egípcios acreditavam que o lado esquerdo era o lado espiritual, enquanto que o lado direito era o lado material. Por esse motivo, as coisas tidas como sagradas eram feitas com o pé e mão esquerda.
Esse simbolismo do primeiro passo, um passo espiritual para uma nova vida, continuou sendo observado nas instituições tradicionais, principalmente em suas cerimônias de iniciação, incluindo a Maçonaria.
“Rompendo a Marcha”

O costume também foi incorporado pelos antigos exércitos, que davam o primeiro passo de suas marchas com o pé esquerdo como um sinal de sorte para a batalha. Com o tempo, o costume se tornou regra, mas perdeu sua simbologia. Daí então, as famosas “Lojas Militares”, responsáveis pelo surgimento das primeiras Lojas Maçônicas nas então “Colônias”, acostumados ao primeiro passo esquerdo não somente em Loja, mas também fora dela, incorporaram às suas Lojas a prática e o termo militar “romper a marcha com o pé esquerdo”.
Foi assim também que o maçom, que tinha “passos”, passou a ter “marchas”.

Na maioria dos rituais, rompimento da marcha se dá com o pé esquerdo. Assim o é no REAA e no de YORK, por exemplo; já no RITO ADONHIRAMITA e no FRANCÊS (ou MODERNO), o rompimento da marcha se dá com o pé direito.
Na Câmara de Reflexões, o desnudamento do pé esquerdo significa um despojo voluntário da insensibilidade moral, que impede a prática da virtude; indica a faculdade do discernimento que devemos usar em cada passo do nosso caminho, nos quais podemos tropeçar.

Na Maçonaria Simbólica, os três graus têm marchas diferentes. No REAA, a posição dos pés – em esquadria – sempre respeita o ângulo de 90º, com o pé esquerdo à frente e o direito apontado para a direita. E a circulação dentro dos templos sempre se dá da esquerda para a direita .
(Passo do Aprendiz); O pé esquerdo avança antes do direito para mostrar que o Aprendiz ainda tem as influências emocionais e da imaginação (lado esquerdo do cérebro), preponderando sobre a razão e a inteligência (lado direito).

 Algumas Curiosidades:
  • O cavaleiro monta o cavalo colocando o pé esquerdo, em primeiro lugar, no “pé” do estribo;
  • Nas esculturas e gravuras egípcias os sacerdotes avançavam sempre com o pé esquerdo à frente;
  • Nas Fanfarras, o primeiro passo é dado com o pé esquerdo. O batalhão rompe a caminhada colocando o pé esquerdo à frente;
  • No Budismo, o pé esquerdo é figura de destaque. Tanto assim que o Pé de Buda, famosa figura budista, se vê representado pelo pé esquerdo;
  • Na dança, o parceiro movimenta para frente o pé esquerdo, em total sincronia, obrigando a parceira a recuar o pé direito;
  • Em reforço para o início com o pé esquerdo, é que o Rei David deixava sempre a sua harpa pendurada ao lado de sua cama. Conta a tradição que o vento do Norte tangia a harpa produzindo sons e o Rei David se levantava para fazer seus Salmos. Isso sempre acontecia à meia-noite.
Conclusão:
Outrossim (é minha opinião pessoal),  acredito que ambas as correntes que “credenciaram” ora o pé esquerdo, ora o pé direito como preponderantes no rompimento da marcha têm bons motivos para o fazê-lo, mas que, de acordo com a maioria das opiniões e pelo REAA  constata-se a preponderância na utilização do pé esquerdo na senda maçônica ao adentrar o Templo.

Vamos acabar com os modismo na Maçonaria

sexta-feira, 22 de setembro de 2017


“ANTE O ALÉM

 

A Vida não termina

Onde a morte aparece.

 

Não transformes saudade

Em fel nos que se foram.

 

Eles seguem contigo,

Conquanto de outra forma.

 

Dá-lhes amor e paz,

Por muito que padeças.

 

Ele também te esperam,

Procurando ampara-te.

 

Todos estamos juntos,

Na presença de Deus.”

 

Emmanuel

 

Fonte: Livro “Ninguém Morre”

Psicografia: Chico Xavier

quarta-feira, 20 de setembro de 2017


OS MAUS MAÇONS

As boas ações dos maçons ficam quase sempre - como é suposto - no segredo do íntimo de cada um. Não é próprio de um maçom alardear o bem que espalha em seu redor, ou, como diz o evangelho segundo Mateus, "não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita".
Assim, os bons exemplos daquilo que os maçons fazem nunca chegam a ser verdadeiros exemplos: desconhecidos de quase todos, é como se não tivessem sequer ocorrido. Não falam as bocas do mundo das boas obras deste ou daquele maçom, e se falam não mencionam o fato de ser maçom - eventualmente de forma pública.
Mas, se por acaso o mencionam, não se diz nunca que foi "a maçonaria", por intermédio dessa pessoa, que fez bem; o bem é sempre e quando muito, um ato individual.
Já quando o nome de um suposto maçom cai na lama da praça pública, logo os clamores se erguem para estabelecer uma suposta ligação entre um fato e o outro, e logo se toma a parte pelo todo, atacando-se a totalidade dos maçons por causa de uma acusação feita a um ou a uns poucos... De fato, a discrição que caracteriza a maçonaria joga frequentemente em seu desfavor.
Negar as evidências não é próprio de seres racionais ou de pessoas inteligentes. Por isso começarei por afirmar: é claro que há maçons que fazem coisas mal feitas; venha o primeiro dizer que nunca cometeu um erro.
O fato de um maçom cometer erros só prova que cumpre um dos requisitos para ser maçom: pretender aperfeiçoar-se. Um maçom que cometa um erro pode contar com o apoio dos seus irmãos, e será tanto mais apoiado quando manifeste a firme vontade de se corrigir e aperfeiçoar.
Por isto mesmo, uma pessoa perfeita não teria lugar na maçonaria. Mesmo os melhores fazem, por vezes, coisas mal feitas.
Assim, não me assusta nem me incomoda nada que se diga que um maçom cometeu um erro. Preocupa-me, sim, saber como reagiu ele a esse erro: evitou-o? Corrigiu-o? Remediou o mal feito? Ou persistiu no erro, acomodou-se a ele e voltou a repeti-lo? E quando não são os melhores a errar? Quando são os piores? Quando não é um ato mal cometido por alguém que tem uma história consistente de fazer o bem, mas um ato mau de alguém que costuma fazer o mal?
Deixem que estabeleça um paralelismo. Tem-me chocado, como creio que a milhões de outros, saber do escândalo dos abusos sexuais de crianças por padres católicos por esse mundo fora. Choca-me tanto mais quanto fui criado no seio de uma família católica, e toda a vida conheceu e privou com muitos padres. Por isso me repugna a ideia de que um padre possa ser pedófilo. Como é possível que um padre - alguém que eu tenho, em princípio, na melhor das contas - possa tornar-se algo de tão odioso?
Um dia, de repente, apercebi-me de que estava a ver ao contrário: não eram os padres que se tornavam pedófilos, mas os pedófilos que se tornavam padres. Se bem atentarem, é o disfarce perfeito: não precisa explicar o fato de não viver com ninguém, e pode estar quase sempre com crianças por perto. Como evitar, então, os padres pedófilos? A meu ver, evitando-se que os pedófilos se tornem padres. Note-se que isso não diminui o número de pedófilos, mas pode reduzir para zero, ou perto disso, o número de padres pedófilos. Com a maçonaria e os maus maçons acontece fenômeno semelhante.
Infelizmente, dos muitos que tentam juntar-se aos maçons para obter prestígio, benefícios e privilégios, alguns conseguem ser admitidos. Quando, por fim, se revela através das suas más ações, o mal está feito. E, quando as suas más ações são conhecidas, é toda a maçonaria que fica manchada.Porque a maçonaria regular é cumpridora das leis de cada país onde está estabelecida, e porque pretende, precisamente, manter um distanciamento dessas práticas, caso um maçom seja condenado pela justiça pelo cometimento de crimes ou ilícitos graves, só pode aguardar por um veredicto: a expulsão.
Mas melhor do que remediar é prevenir. Quando os processos de inquirição são adequadamente conduzidos minimiza-se o risco de se admitir quem não deva sê-lo. E é assim que deve ser.

Ir:. Paulo M. 

Fonte: Jornal O Aprendiz, pág. 14 Edição 110 – Produzido pela ARLS AMPARO DA VIRTUDE 270

terça-feira, 19 de setembro de 2017


BREVIÁRIO MAÇÔNICO - ORVALHO

No Salmo 133 vem referido o orvalho que desce do Monte Hermom; Jerusalém possui um território extremamente seco, onde as chuvas são escassas; frequentemente passam-se três anos sem chuvas, mas o orvalho que diariamente vem do Hermom significa a própria vida. Usa-se o termo Orvalho para simbolizar o refrigério, a bondade divina que por meio da Natureza zela pelo bem-estar de seres vivos. A altitude do Monte Hermom é de 2.759 metros, sendo o pico mais elevado do Antelíbano, sobre o Mediterrâneo. De suas geleiras descem filetes de água que formam o rio Jordão, que por sua vez alimenta o Mar Morto. A água potável vem das imensas cisternas que acumulam as águas vindas das chuvas. O salmo compara o amor entre os Irmãos com esse orvalho que constitui para o povo israelita uma benção. O maço deve ler seguidamente esse salmo, porque encontrará para sua alma refrigério e consolação. Na abertura da Loja de aprendizes é lido esse salmo, que serve de preparação para a liturgia. “Oh! Quão bom e agradável é os Irmãos viverem em união!”.

Ir.·. Rizzardo da Camino - -