domingo, 23 de julho de 2017



 

PARA SUA REFLEXÃO!

 

Se queres descanso, não seja maçom, pois o trabalho do maçom deve ser contínuo.  Se queres ser beneficiado, não seja maçom, pois o maçom deve primeiro promover benefícios a e em prol de outros.

Se queres paz, não seja maçom, pois o maçom deve estar em guerra constante contra os vícios. Se sois egoísta, não seja maçom, pois, para o maçom, compartilhar deve ser um hábito. Se apenas pensas em ti, não seja maçom, pois pensar apenas em si mesmo é inviável e o maçom deve pensar e agir para todos. Se desejas enriquecer, não seja maçom, pois o patrimônio de um maçom não é avaliado pelos seus bens, mas sim pelas suas atitudes. Se sois arrogante, nunca seja um maçom, pois a humildade deve ser uma virtude constante, demonstrada em todos os momentos. Se sois demasiadamente religioso, não seja maçom, pois o maçom deve ser tolerante em suas diferenças religiosas. Se não crês em Deus, esqueça, não há como ser maçom, pois os maçons nada fazem sem antes O invocarem. Se gostas das luxúrias que o mundo proporciona, não seja maçom, pois os maçons devem ignorá-las, vez que são temporárias. Se simplesmente fazes parte de algo, não seja maçom, pois o maçom não pode só fazer parte, deve trabalhar para fazer a diferença. Se queres ser maçom, não tente ser o pior nem o melhor, seja apenas você mesmo. Se és arrogante, não seja maçom, pois o desprezo está em sintoma de maldade e a maldade é a principal inimiga do maçom. Se és omisso, não seja maçom, pois a iniciativa deve ser notável em um maçom. Se és preconceituoso, não seja maçom, pois a igualdade deve ser um pilar marcante na vida do maçom.

 

 Ir.·. Edmilson

 

Fonte: https://br.groups.yahoo.com/neo/groups/Jornal-do-Aprendiz/conversations/messages

sábado, 22 de julho de 2017


Pequeno Estatuto do Servidor da Beneficência

Emmanuel

 

Amar ardentemente a caridade.

Colocar-se no lugar da criatura socorrida.

Considerar a situação constrangedora da pessoa menos feliz.

Amparar com descrição e gentileza.

Encontrar tempo para ouvir os necessitados.

Nunca ferir alguém com indagações ou observações inoportunas.

Abster-se de quaisquer exibições de superioridade.

Usar a máxima paciência para que o necessitado se interesse pelo auxílio que se lhe ofereça.

Jamais demonstrar qualquer estranheza ante os quadros de penúria ou delinquência, buscando compreender fraternalmente as provações dos irmãos em sofrimento.

Aceitar de boa vontade a execução de serviços aparentemente humildes, como sejam carregar pacotes, transmitir recados, efetuar tarefas de limpeza ou auxiliar na higiene de um enfermo, sempre que a seu concurso pessoal seja necessário.

Respeitar a dor alheia, seja ela qual for.

Aceitar os hábitos e os pontos de vista da pessoa assistida, sem tentar impor as próprias ideias.

Tolerar com serenidade e sem revides quaisquer palavras de incompreensão ou de injúria que venha a receber.

Olvidar melindres pessoais.

Criar iniciativa para resolver os problemas de caráter urgente na obra assistencial.

Evitar cochichos ou grupinhos para comentários de feição pejorativa.

Estudar para ser mais útil

Não apenas verificar as males que encontre, mas, verificar-lhes as causas que se lhes faça a supressão.

Cultivar sistematicamente a benção da oração.

Admitir os necessitados não somente na condição de pessoas que se candidatam a recolher os benefícios que lhes possamos prestar, mas, também na qualidade de companheiros que nos fazem o favor de receber-nos a assistência, promovendo e facilitando a nossa aproximação do Cristo de Deus.

sexta-feira, 21 de julho de 2017


Onde Começou a Maçonaria, foi no Egito?

Charles Evaldo Boller

 

Sinopse: Especulações e assertivas a respeito do berço da Maçonaria.

 

Existem registros que existiram organizações de pedreiros desde tempos imemoriais, inclusive especulações que tenha existido uma no Jardim do Éden, mas associar isto com Maçonaria não passa de fantasia de escritores de ficção bem criativos.

 

Sem fatos e dados documentais não se valida a história do homem, mesmo que esta sempre sofra um pouco da influência do historiador, por mais técnico que seja. Por conta de historiadores, técnicos sérios, chegaram até nossos dias informações e fatos, devidamente comprovados, que a ordem maçônica vem se desenvolvendo a partir de grupos profissionais que trabalhavam com a pedra, pedreiros, organizados em entidades semelhantes aos atuais sindicatos. Estes grupos de trabalhadores da pedra constituíram sociedades fechadas e ligadas a construção de grandes obras em pedra lavrada que existiram na Europa, confrarias de ofícios, depois denominadas comunidades de ofício e por último, corporações de ofício. Temos notícia deste tipo de organização profissional advindo da Inglaterra na idade média, onde era denominada Gild, traduzido para guilda. Estas se transformaram depois em company, e posteriormente em fraternity. Assim como nas atuais agremiações e agrupamentos de profissionais, aqueles compartilhavam os segredos da profissão, à semelhança de todo grupo profissional que tem segredos guardados mediante um linguajar próprio e até esotérico. Para entrar numa agremiação profissional é necessário obter treinamento, estar devidamente regulamentado e registrado no órgão representativo da classe. Aqueles profissionais da idade média, com o objetivo de manter o segredo dos métodos de trabalho exigiam segredo de todas as técnicas da construção e as velavam por promessas, juramentos, senhas, palavras de passe para acessar o canteiro de obras e outros artifícios. A guilda foi consequência de antigos canteiros de obras administrados pela Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Católica Apostólica Romana, mediante a atuação de monges arquitetos na construção de igrejas e palácios. Quando os profissionais desta área se afastaram da liderança dos monges, seus antigos mestres e arquitetos surgiram as guildas. Os monges, de sua parte, obtiveram o conhecimento da antiga civilização grega, as adaptaram e aplicaram na construção de sua época. As guildas eram formadas de aprendizes e companheiros, submetidos a rígida disciplina, funcionando os monges como mestres de obra.

 

Desde o século quatorze existe na Inglaterra registro público de companhias de pedreiros ou maçons e maçons livres. Inglaterra e França são berços da Maçonaria especulativa hodierna. Seus criadores aproveitaram-se da estrutura de funcionamento disciplinada, ordeira e fechada das antigas guildas para estabelecer o ambiente próprio ao debate de temas profundos das ciências e da sociedade. Foi no século das luzes que grandes pensadores reuniram-se para planejar a transição ao mundo moderno, sendo-lhes creditada a filosofia e a construção da modernidade. Eram homens, em sua maioria radicais e corajosos, opunham-se a mesmice liderada por ignorantes e extremistas religiosos que vedavam e dificultavam o desenvolvimento das ciências e do livre comércio. Estes grandes pensadores extirparam as raízes da cultura europeia principalmente com relação ao que na época era considerado sagrado, mágico. Aqueles cientistas e filósofos criaram a Maçonaria para obter um fórum de debate para suas ideias e as foram registrando numa grande obra literária, por isso ficaram conhecidos como os enciclopedistas. Seus escritos foram distribuídos pela Europa e Américas, muitos adquiriram assinatura para receber estas publicações as quais eram devoradas avidamente e influenciaram a sociedade, dando-lhe o contorno que hoje se vê. Absolutismo, monarquia e hierarquia foram secularizados, aflorou uma sociedade laica. Com os debates protegidos da perseguição religiosa e velados por juramentos, seus registros cifrados em linguagem simbólica e outros métodos de criptografia, os fóruns de debate da sociedade foram se desenvolvendo até adquirir sua forma na Maçonaria especulativa que herdamos.

 

O século das luzes, 1650-1750, foi o berço da Maçonaria - o resto é lenda, meras conjecturas ou considerações românticas. O Egito possuía cabedal na construção da pedra, haja vista as grandes obras que chegaram até nossos dias, mas de forma alguma é origem da Maçonaria. Outras civilizações antigas também nos apresentam os resultados de suas técnicas do trabalho na pedra e tijolo e igualmente nada contribuíram para a formação das agremiações de pedreiros. Nada tem que as relacione com a Maçonaria, seja ela operativa ou especulativa. A ordem maçônica é resultado da ansiedade de evolução que era tolhida em seu desenvolvimento pelos radicais religiosos e baseadas exclusivamente nas guildas da idade média. lojas especulativas foram se organizando desde 1600, na Escócia, e atingiram o auge no final daquele século. No início do século dezoito a fase especulativa da Maçonaria aumentou, foram estabelecidas lojas em York, mas foi em Londres que o movimento explodiu, surgindo diversas lojas. Naquela ocasião, Anderson e Payne, apresentaram estudos sobre a primeira constituição que constitui o ponto de partida do direito maçônico moderno, em uso até hoje. Existe evidência que são alicerce dos fundamentos filosóficos da Maçonaria especulativa:

 

Bíblia judaico-cristã;

Registros egípcios dos mortos; e

Rudimentos filosóficos creditados aos vetustos essênios.

 

O Rito Escocês Antigo e Aceito usa como principal referência os livros da bíblia judaico-cristã.

 

O principal movimento filosófico que fez surgir a Maçonaria ficou registrado na história como Iluminismo, mas em sua existência a ordem maçônica, como entidade moral e evolutiva, vem se alimentando de todas as linhas de pensamento moralmente aceitáveis e que proporcionem o progresso, união e igualdade dos homens. É a razão de existência do imenso número de ritos e obediências. Não poderia ser diferente e vai continuar se fragmentando enquanto houver futuro para a espécie. Felizmente é devido a esta diversificação que a Maçonaria ainda cumpre com seu papel de desenvolver o homem, alicerçada em forte moralidade e voltada sempre para a evolução e melhoria humana quando combate absolutismo e obscurantismo.

 

Luz é o que se busca na Maçonaria, luz é o que se recebe quando se caminha na direção definida pela ordem. É a luz do conhecimento, da verdade. - Sapere aude! - Bradou Horácio, - ouse saber! - Diz a Maçonaria. A iluminação já está latente dentro do maçom quando este é escolhido e retirado como pedra bruta da pedreira da sociedade. A Maçonaria apenas revela o caminho para a luz, mostra caminhos.

 

O maçom é provocado em deixar de lado a indolência e passa a ser motivado em caminhar com o esforço de suas próprias pernas, discernimento, razão, emoção e espiritualidade. Não existe varinha de condão ou mágica! É muito suor, persistência e trabalho em si mesmo. O primeiro exemplo é dado por ocasião da iniciação, aonde o cidadão precisa de quem o guie, é introdução para muitas experiências, lendas e exemplos do sistema maçônico de educação natural. Apontam-se apenas direções e rompem-se os grilhões dos pensamentos e emoções, sempre alicerçadas em sólida espiritualidade. O desenvolvimento é racional, mas o uso da razão está sempre acompanhado da crença que existe uma mente orientadora por detrás de toda a maravilhosa natureza de que cada ser vivente é parte. A suprema liberdade aflora quando o maçom deduz que:

 

Todo aquele que se submete ao pensamento de outros, por preguiça de pensar, é escravo;

Um homem domina o outro através da força do pensamento, da capacidade de realização do pensamento;

Todo desenvolvimento humano surgiu primeiro na mente.

 

A caminhada é realizada individualmente pelas sendas da autoeducação natural, do conhece-te a ti mesmo socrático, pedra angular da filosofia da Maçonaria. Este conhecimento dos rumos para a iluminação é a responsável por mudar o homem, e este, por sua ação modificadora, influi na sociedade. E assim, caminhando para o futuro, em direção a luz, apoiado em forte espiritualidade e vontade evolutiva, com amor, o maçom dá honra e glória ao Grande Arquiteto do Universo.

 

Bibliografia:

 

1. ISRAEL, Jonathan I., Iluminismo Radical a Filosofia e a Construção da Modernidade 1650-1750, Radical Enlighttenment; Philosofy, Making of Modernity, 1650-1750, tradução: Cláudio Blanc, ISBN 978-85-370-0432-6, primeira edição, Madras Editora Ltda., 878 páginas, São Paulo, 2009;

 

2. MONDIN, B., Introdução à Filosofia, Problemas, Sistemas, Autores e Obras, título original: Introdizione Alla Filosofia, Problemi, Sistemi, Autori, Opere, tradução: J. Renard, ISBN 85-349-0631-9, segunda edição, Paulus, 392 páginas, São Paulo, 1974;

 

3. PORTO, A. Campos, A Igreja Católica e a Maçonaria, terceira edição, Editora Aurora Ltda., 320 páginas, Rio de Janeiro;

 

4. Revista Filosofia Especial, Ciência&Vida, Editora Escala, Ano i, número 5.

 

Data do texto: 30/01/2011

 

Sinopse do autor: Charles Evaldo Boller, engenheiro eletricista e maçom de nacionalidade brasileira. Nasceu em 4 de dezembro de 1949 em Corupá, Santa Catarina. Com 61 anos de idade.

 

Loja Apóstolo da Caridade 21 Grande loja do Paraná

 

Local: Curitiba

 

Grau do Texto: Aprendiz Maçom

 

Área de Estudo: Filosofia, História, Maçonaria, Pensamento

 

quarta-feira, 19 de julho de 2017


Verbos  Cristãos

 

 

Esperar sem revolta.

Sentir sem maldade.

Conhecer sem desprezar.

Cooperar sem desajustar.

Melhorar sem exigir.

Perseverar no melhor sem esmorecer.

Silenciar sem desajudar.

Servir sem escravizar-se.

Ensinar sem ferir

Viver buscando a luz sem a aflição no fim.

Progredir constantemente sem deixar de ser simples.

 

André Luiz

 

terça-feira, 18 de julho de 2017


Maçonaria - Que Objetivos, Que Futuro?

Queridos II:.,

A - Introdução

No fundo, falar neste tema, é analisar a Maçonaria numa perspectiva da disciplina que estuda a "Evolução e Sobrevivência das Organizações".

Mas, se pensamos que estamos bem, porquê sequer pensar em analisar a situação:. Se calhar porque não estamos assim tão bem ou porque o segredo da longevidade das organizações está na sua capacidade de adaptação, á sociedade em que se inserem, no momento certo e na justa medida do necessário.

Todas as organizações tendem a adaptar-se, basta repararmos, por exemplo, que a missa já se diz em Português e o padre já não está de costas para os fiéis. Nós próprios já o fizemos também quando o nosso cariz passou a ser especulativo.

Decidi que, metodologicamente, a melhor maneira para abordar e desenvolver este tema seria subdividi-lo nos seguintes capítulos:

  • A - Introdução
  • B - O que somos
  • C - Onde estamos
  • D - Positivos e Negativos
  • E - Objectivos

e por último

  • F - Futuro (como conclusão)

Assim, passarei de seguida a abordar cada um destes capítulos:

B - O que somos

Fundamentalmente somos uma forma de vida e uma busca espiritual.

Somos uma instituição baseada na tolerância e na liberdade de pensamento

Temos milhões de membros em todo o mundo.

Temos princípios morais fortes e abrangentes

Temos características únicas para ser "a" entidade de referência.

C - Onde estamos

A Maçonaria, como qualquer organização humana, está sujeita a forças e influências externas, sobre as quais não tem nenhum controle. Cabe-nos a nós, saber identificar e interpretar essas forças para saber lidar adequadamente com elas.

Após o fim da segunda guerra mundial intensificou-se uma dinâmica que veio a alterar profundamente toda a sociedade ocidental.

A nível espiritual a segunda metade do século XX veio trazer um aumento exponencial a novas soluções de espiritualidade, que vieram permitir que nos dias de hoje se possa dizer que cada um pode ter a sua espiritualidade própria, quase feita por medida. Logicamente, com o aumento da "oferta", o número de insatisfeitos espirituais diminuiu, levando a que o nosso campo de recrutamento ficasse menor.

A evolução da técnica, por seu lado, veio criar um cada vez maior número de individualistas que se escondem por detrás dos ecrãs da televisão e do computador. Só espero que não tenhamos, um dia, que vir a fazer sessões de Loja, todos "on-line" na Internet.

O bem-estar social alcançado no mundo ocidental veio também reforçar a importância dos valores materiais.

A pressão da vida deixa-nos cada vez menos tempo livre.

A família, célula fundamental da nossa sociedade está erodida, o controle estatal sobre o cidadão está a aumentar. Isto é, foram-se criando condições para que, cada vez mais, cada um tenha menos tempo para si e se feche mais sobre si próprio.

A necessidade ou importância de entrar na Maçonaria tornou-se, por um lado mais importante, mas por outro, mais difícil de consciencializar como importante. Temos de ter consciência de que a concorrência para a ocupação dos tempos de lazer é cada vez maior. É preciso ser cada vez mais atractivo.

D - Principais Pontos Positivos e Negativos

Importa analisar quais os mais importantes no âmbito deste tema

Positivos:

  • Os nossos princípios fundamentais são os alicerces de uma sociedade saudável
  • Somos talvez "a" melhor Plataforma comum possível entre as várias confissões religiosas
  • Não há nenhum facto Histórico, que, se se provar que é falso, nos deixe em crise (o que não acontece com as maiores religiões).
  • •Encorajamos todos os II:. a aprofundar a sua religião

Negativos:

  • Utilização interna de relações maçónicas para obter vantagens
  • Imagem externa dos nossos objectivos e obras é quase nula
  • Segregação das mulheres
  • Elitismo - não sabemos ou não queremos atrair as classes menos cultas
  • Imagem de organização secreta
  • Dificuldade em agir como uma vontade somada de Lojas e Is:.
  • Ausência ou não divulgação de estratégias de recrutamento
  • Elevado número de ausências nas sessões de Loja

E - Objectivos

Estamos sempre a olhar para o futuro; o presente não nos satisfaz. Temos de ter presente que não é necessário mudarmos, basta que, se for preciso, nos adaptemos.

Assim, em minha opinião o principal problema que temos ao olhar para o futuro é o do nosso crescimento.

Não podemos, como até agora, ficar só á espera que os mais decididos se juntem a nós, temos que ir buscar os mais indecisos.

Assim, o ênfase deve ser posto em estratégias que promovam o Recrutamento e a Retenção de II:..

E é sobre estes dois pontos que deveríamos raciocinar e concluir sobre o que temos ou não que fazer.

No fundo, gostaria que pudéssemos olhar para o futuro seguindo políticas pró-activas.

Por mim parece-me fundamental que divulguemos de uma maneira eficaz os princípios que nos movem e o que fazemos em prol do bem comum.

Precisamos de mais novos e jovens Irmãos, temos que os atrair.

Para melhorar a nossa imagem temos de divulgar a nossa obra e é melhor divulgar 2 ou 3 boas obras, do que dezenas de pequenas obras.

Quantos Maçons não existem neste mundo, que não sabem o que é a Maçonaria:. É mais importante como um Maçon vive fora da Loja do que como vive lá dentro. Saberão o que têm de comum connosco?

Devíamos também ter programas de trabalho para os mais novos, de modo que fosse mais fácil esperar o assumir de responsabilidades dentro da Loja. Nem todos os nossos II:. São ritualistas.

Temos de lhes dar uma cada vez melhor e mais intensa formação e enquadramento, para não se tornarem meros espectadores.

F - Futuro (como conclusão)

Parece-me claro que as nossas opções são as de estagnar ou crescer e de que temos tudo nas nossas mãos para optar conscientemente, sendo que se não optarmos ou optarmos mal o nosso futuro é triste; só se optarmos bem é que poderemos ter uma nova dimensão no futuro.

Tenhamos a vontade de, pelo menos, discutir estes assuntos e decidir, espero que bem. Se o fizermos, vamos com certeza contribuir para um melhor futuro. E não nos esqueçamos de que temos uma excelente base ou ponto de partida para amanhã, que é o dia de hoje, porque "A Maçonaria não é necessariamente boa porque é antiga, mas é antiga porque é boa".

Disse, Venerável Mestre e todos os meus Irmãos!

J:. F:. - M:.M:. - Março 2005

 

FONTE: mestreaffonsodominmestreaffonsodominguesgues.com

segunda-feira, 17 de julho de 2017


Rousseau e a Educação Natural

Charles Evaldo Boller

 

Rousseau (1712-1778) disse que: "Toda a nossa sabedoria consiste em preconceitos servis; todos os nossos usos não são senão sujeição, embaraço e constrangimento. O homem civil nasce, vive e morre na escravidão; ao nascer, envolvem-no em um cueiro; ao morrer, envolvem-no em um caixão; enquanto conserva sua figura humana está acorrentado a nossas instituições". (Emílio, ou da Educação, Rousseau, São Paulo, Difel). Rousseau foi o mentor inicial da educação natural, cujas idéias foram depois reforçadas, melhor definidas e ampliadas por Kant (1724-1804). Estabeleciam um gradativo retorno à natureza, não de forma a transformar o homem em selvagem, mas pela naturalização comportamental e espontaneidade dos sentimentos.

 

Papéis significativos foram também desempenhados por Diderot (1713-1784) e Helvétius (1715-1771), quanto à importância no desenvolvimento pessoal usando como mola propulsora as paixões positivas e que rejuvenesceriam o mundo moral. Para obter a liberdade individual, as paixões positivas desempenhariam valor vivificador no mundo moral. Os combates às paixões do maçom dizem respeito àquelas associadas ao vício e licenciosidade, já as paixões ligadas às virtudes e benéficas à educação natural do homem são fortemente incentivadas.

 

A escravidão sempre se baseia na falta de educação; é muito mais fácil dominar o ignorante, violento e amoral que o indivíduo esclarecido, ou iluminado pela educação. Quando a escola era domínio da religião, ela disseminava a semente da dominação absoluta do rei para assuntos políticos e da religião para assuntos metafísicos; assim compartilhavam o poder apenas entre si. A educação antiga só era de fato acessível às elites e em todas as eras sempre representa uma forma de poder. Desde a invenção da escrita a manutenção do Estado era realizada pelo escriba, cargo que só os mais ricos e influentes obtinham. Em quase todas as civilizações a educação era controlada pela Teocracia - isto sempre restringiu o acesso ao conhecimento técnico aos iniciados na religião do Estado. No antigo Egito, Mesopotâmia, China, Índia, na tradição hebraica, enfim, todas as civilizações centralizaram o conhecimento nas castas mais abastadas da população, e principalmente, em iniciados em mistérios religiosos da religião do Estado. Assim funcionava até que os iluministas introduziram modificações na educação.

 

A educação natural, aquela voltada para a felicidade individual, laica e não intelectualizada reduziu a dominação absolutista. Normalmente em convulsões revolucionárias. O grande valor do trabalho de Rousseau na pedagogia é o fato de dar ao ensino público uma conotação política e de valorização do homem em todos os níveis sociais, disposição exposta quando afirma que a educação pública deve passar necessariamente por formação cívica, de identidade do cidadão com o país. Afirmava não ser a educação pública ideia dele e quem tivesse interesse, que lesse "A República", de Platão. O ensino público e gratuito foi o veículo mais importante do Iluminismo que preconizava pelo uso da razão no combate às superstições e obscurantismo religiosos.

 

A Maçonaria é instrumento importante, não o único, na defesa da escola leiga, não relacionada a religião e função do Estado. Entre outras acusações, mas principalmente pelo posicionamento para a educação, a Ordem Maçônica foi objeto de violentas reações do poder dos estados, bem como, de bulas papais de condenação; ódio que até hoje não foi revogado. O medo dos poderosos não é tanto pela forma esotérica das reuniões dos maçons, mas principalmente pelo fato de pela educação natural libertar o pensamento do cidadão, conscientizando-o de seu papel na sociedade e no Universo. A ordem maçônica não concorda com posicionamentos radicais ou de concentração de poder, e isto lhe rende poderosos inimigos. A vingança de insidiosos perseguiu maçons; miríades morreram para manter a ação de educar o homem do povo em direção à liberdade.

 

Em sua época, Rousseau teve de fugir diversas vezes da perseguição. As bases de suas considerações pedagógicas declaravam que o homem em estado natural é bom, mas a sociedade dominada pela hipocrisia das instituições o corrompe, destruindo sua liberdade; dizia: - "o homem nasce livre e por toda parte encontra-se a ferros". Em termos políticos defendia que o povo é soberano, e para tal há necessidade de educar o ser humano integral; desenvolveu a ideia da educação natural - nos moldes do que os nobres praticavam em certa fase histórica de Atenas, na Grécia antiga, e hoje, na Maçonaria, tal procedimento é representado simbolicamente pelo homem esculpindo a si mesmo de dentro da rocha disforme.

 

A educação natural rejeita toda e qualquer tentativa de intelectualização da educação; na Maçonaria qualquer pessoa tem acessos e facilitadores a complexos pensamentos filosóficos apenas por nutrir-se da vasta coleção de símbolos e alegorias.

 

A linha de pensamento iluminista foi fortemente influenciada pela obra intelectual de Rousseau na educação, inclusive vai além do ato pedagógico e de formação humana que ele apresenta em 'Emílio' e depois complementa em "Do Contrato Social". Em conjunto estes trabalhos estabelecem conceitos de cidadania natural do homem na sociedade. O objetivo de Rousseau sempre foi o homem do povo; do cidadão com vistas ao desenvolvimento do homem natural; que não deve ser confundido com o homem da natureza, analisado em seu 'Discurso Sobre a Origem da Desigualdade Entre os Homens'.

 

O homem natural é o melhoramento do homem da natureza, o cidadão como essência do homem civil, mesmo quando este convive em ambiente hostil às virtudes como acontece com o maçom hodierno. O afastamento de Emílio da influência perniciosa da sociedade é copiado pela Maçonaria quando suas reuniões acontecem longe e isoladas do mundo externo; num mundo idealizado, igualitário, perfeito para o desenvolvimento da educação do homem natural, que:

- É completo em si, a unidade e absoluto total, aquele que tem relação apenas para consigo e a coletividade;

- Como homem civil não é nada mais que uma fração em relação ao corpo social;

- Como indivíduo usa da razão e da universalidade da natureza do homem para usufruto da felicidade;

- O homem é em essência um representante da espécie humana que, dotado de razão, deve desenvolver-se através da educação natural para ocupar seu espaço no Universo.

 

Em seus estudos Rousseau define que o homem não se reduz apenas a sua condição intelectual, não é apenas razão e reflexão, mas condicionável pela educação a controlar sentidos, emoção, instintos e sentimentos, numa educação natural ativa voltada para usufruto da vida, por ação proativa e movimentada pela curiosidade. Algo assim é absorvido na vivência da rígida disciplina ritualística existente nos templos da Maçonaria, local onde muito de seu pensamento voltado para a educação natural foi adaptado e veio até nossos dias. A pretensão é a mesma da dos tempos de Rousseau - libertar o homem e torná-lo feliz; a Maçonaria apenas propicia os meios e o local para o homem se auto educar.

 

Na ordem maçônica pratica-se a educação de si mesmo, a educação natural; que já é parte do projeto do homem. O entendimento é simples se considerar que o livre arbítrio permite apenas a existência da auto educação. É bem diferente da educação voltada para o conhecimento, dirigida quase que exclusivamente para a escravidão, à alienação pelo trabalho. A educação natural está voltada para a liberdade do homem em sentido lato e através do qual honra o ato criativo do Grande Arquiteto do Universo.

 

Bibliografia:

1. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda, História da Educação e da Pedagogia, Geral e Brasil, ISBN 85-16-05020-3, terceira edição, Editora Moderna Ltda., 384 páginas, São Paulo, 2006;

2. CAPRA, Fritjof, A Teia da Vida, Uma Nova Compreensão Científica dos Sistemas Vivos, título original: The Web of Life, a New Scientific Understandding Ofliving Systems, tradução: Newton Roberval Eichemberg, ISBN 85-316-0556-3, primeira edição, Editora Pensamento Cultrix Ltda., 256 páginas, São Paulo, 1996;

3. CAPRA, Fritjof, As Conexões Ocultas, Ciência para a Vida Sustentável, título original: The Hidden Connections, tradução: Marcelo Brandão Cipolla, 13ª edição, Editora Pensamento Cultrix Ltda., 296 páginas, São Paulo, 2002;

4. ROHDEN, Humberto, Educação do Homem Integral, primeira edição, Martin Claret, 140 páginas, São Paulo, 2007;

5. ROUSSEAU, Jean- Jacques, Emílio ou Da Educação, R. T. Bertrand Brasil, 1995;

6. ROUSSEAU, Jean-Jacques, A Origem da Desigualdade Entre os Homens, tradução: Ciro Mioranza, primeira edição, Editora Escala, 112 páginas, São Paulo, 2007.

 

Biografias:

1. Diderot ou Denis Diderot o Filósofo, escritor, filósofo e maçom de nacionalidade francesa. Também conhecido por Denis Diderot. Nasceu em Langres, França em 5 de outubro de 1713. Faleceu em Paris, em 30 de julho de 1784, com 70 anos de idade. Um satirista que se tornou conhecido por sua conversa brilhante;

2. Fritjof Capra, autor, físico e teórico de sistemas. Nasceu em 1 de fevereiro de 1939, com 69 anos de idade;

3. Helvétius ou Claude Adrien Helvétius, escritor e filósofo de nacionalidade francesa. Nasceu em Paris em 26 de janeiro de 1715. Faleceu, em 20 de dezembro de 1771, com 56 anos de idade. As idéias de Helvétius influenciaram as doutrinas dos revolucionários franceses, a filosofia utilitarista de Bentham e também várias teorias democráticas e socialistas do século XIX;

4. Humberto Rohden, autor e professor de nacionalidade brasileira. Autor de: O Processo de Sindicância;

5. Kant ou Immanuel Kant, conferencista, filósofo, maçom, professor e teólogo de nacionalidade alemã. Nasceu em Königsberg em 22 de abril de 1724. Faleceu em Königsberg, em 12 de fevereiro de 1804, com 79 anos de idade. Geralmente considerado como o último grande filósofo dos princípios da era moderna, indiscutivelmente um dos seus pensadores mais influentes;

6. Maria Lúcia de Arruda Aranha, autora e professora de nacionalidade brasileira. Licenciada em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo;

7. Platão ou Platão de Atenas, filósofo grego. Também conhecido por Aristócles Platão de Atenas. Nasceu em Atenas em 428 a. C. Faleceu em Atenas, em 347 a. C. Considerado um dos mais importantes filósofos de todos os tempos;

8. Rousseau ou Jean-Jacques Rousseau, ensaísta, escritor, filósofo, pedagogo e sociólogo de nacionalidade francesa. Nasceu em Genebra, Suíça em 28 de junho de 1712. Faleceu, em 2 de julho de 1778, com 65 anos de idade. Foi de suma influência na Revolução Francesa e no Romantismo.