sábado, 18 de maio de 2013

Poema à Amizade


Iraildo exemplo de Amizade fraterna.
Poema à Amizade

Escrito por Albert Einstein
 

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...

Mas, enquanto houver amizade,

Faremos as pazes de novo.

 

Pode ser que um dia o tempo passe...

Mas, se a amizade permanecer,

Um de outro se há de lembrar.

 
 

Pode ser que um dia nos afastemos...

Mas, se formos amigos de verdade,

A amizade reaproximar-nos-á.
 

 

Pode ser que um dia não mais existamos...

Mas, se ainda existir amizade,

Nasceremos de novo, um para o outro.


 

Pode ser que um dia tudo acabe...

Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,

Cada vez de forma diferente.

Sendo único e inesquecível cada momento

Que juntos viveremos e lembraremos para sempre.
 

 

Há duas formas para viver a vida:

Uma é acreditar que não existe milagre.

A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

 
 

Albert Einstein - Maçom

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Carta do imperador Vespasiano

Carta do imperador Vespasiano para seu filho Tito, em 79 d.C.                  

 

 Foto: WEB
 
 
Onde o povo prefere pousar seu clunis*: numa privada, num banco de escola ou num estádio?


Futebol também é cultura.

Hoje, para júbilo e gáudio dos amantes das letras clássicas, divulgo uma carta escrita pelo imperador romano Vespasiano, em seu leito de morte, ao filho Tito.

Vamos a ela:

22 de junho de 79 d.C.

“Tito, meu filho, estou morrendo. Logo eu serei pó e tu, imperador. Espero que os deuses te ajudem nesta árdua tarefa, afastando as tempestades e os inimigos, acalmando os vulcões e os jornalistas. De minha parte, só o que posso fazer é dar-te um conselho: não pare a construção do Colosseum. Em menos de um ano ele ficará pronto, dando-te muitas alegrias e infinita memória. Alguns senadores o criticarão, dizendo que deveríamos investir em esgotos e escolas. Não dê ouvidos a esses poucos. Pensa: onde o povo prefere pousar seu clunis: numa privada, num banco de escola ou num estádio?

Num estádio, é claro.

Será uma imensa propaganda para ti. Ele ficará no coração de Roma por omnia saecula saeculorum, e sempre que o olharem dirão: ’Estás vendo este colosso? Foi Vespasiano quem o começou e Tito quem o inaugurou’.

Outra vantagem do Colosseum: ao erguê-lo, teremos repassado dinheiro público aos nossos amigos construtores, que tanto nos ajudam nos momentos de precisão. ’Moralistas e loucos dirão, que mais certo seria reformar as velhas arenas. Mas todos sabem que é melhor usar roupas novas que remendadas. Vel caeco appareat (Até um cego vê isso).

Portanto, deves construir esse estádio em Roma.

Enfim, meu filho, desejo-te sorte e deixo-te uma frase: Ad captandum vulgus, panem et circenses (Para seduzir o povo, pão e circo).

Esperarei por ti ao lado de Júpiter”.

ATENÇÃO: Vespasiano morreu no dia seguinte à carta. Tito não inaugurou o Coliseu com um jogo de Copa, mas com cem dias de festa. Tanto o pai quanto o filho foram deificados pelo senado romano.

* Clunis são nádegas em latim.

(FONTE ->

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O círculo da alegria



 
O círculo da alegria



Conta Bruno Ferrero que, certo dia, um camponês bateu com força na porta de um convento. Quando o irmão porteiro abriu, ele lhe estendeu um magnífico cacho de uvas.

- Caro irmão porteiro, estas são as mais belas produzidas pelo meu vinhedo. E venho aqui para dá-las de presente.

- Obrigado! Vou levá-las imediatamente ao Abade, que ficará alegre com esta oferta.

- Não! Eu as trouxe para você.

- Para mim? – o irmão ficou vermelho, porque achava que não merecia tão belo presente da natureza.

- Sim! – insistiu o camponês. – Porque sempre que bati na porta, você abriu. Quando precisei de ajuda porque a colheita foi destruída pela seca, você me dava um pedaço de pão e um copo de vinho todos os dias. Eu quero que este cacho de uvas traga-lhe um pouco do amor do sol, da beleza da chuva, e do milagre de Deus, que o fez nascer tão belo.

O irmão porteiro colocou o cacho diante de si, e passou a manhã inteira a admirá-lo: era realmente lindo. Por causa disso, resolveu entregar o presente ao Abade, que sempre o havia estimulado com palavras de sabedoria.

O Abade ficou muito contente com as uvas, mas lembro-se que havia no convento um irmão que estava doente, e pensou:

"Vou dar-lhe o cacho. Quem sabe, pode trazer alguma alegria à sua vida."

E assim fez. Mas as uvas não ficaram muito tempo no quarto do irmão doente, porque este refletiu:

"O irmão cozinheiro tem cuidado de mim por tanto tempo, alimentando-me com o que há de melhor. Tenho certeza que se alegrará com isso."

Quando o irmão cozinheiro apareceu na hora do almoço, trazendo sua refeição, ele entregou-lhe as uvas.

- São para você – disse o irmão doente. – Como sempre está em contacto com os produtos que a natureza nos oferece, saberá o que fazer com esta obra de Deus.

O irmão cozinheiro ficou deslumbrado com a beleza do cacho, e fez com que o seu ajudante reparasse a perfeição das uvas. Tão perfeitas, pensou ele, que ninguém para apreciá-las melhor que o irmão sacristão; como era ele o responsável pela guarda do Santíssimo Sacramento, e muitos no mosteiro o viam como um homem santo seria capaz de valorizar melhor aquela maravilha da natureza.

O sacristão, por sua vez, deu as uvas de presente ao noviço mais jovem, de modo que este pudesse entender que a obra de Deus está nos menores detalhes da Criação. Quando o noviço o recebeu, o seu coração encheu-se da Glória do Senhor, porque nunca tinha visto um cacho tão lindo. Na mesma hora lembrou-se da primeira vez que chegara ao mosteiro, e da pessoa que lhe tinha aberto a porta; fora este gesto que lhe permitira estar hoje naquela comunidade de pessoas que sabiam valorizar os milagres.

Assim, pouco antes do cair da noite, ele levou o cacho de uvas para o irmão porteiro.

- Coma e aproveite – disse. – Porque você passa a maior parte do tempo aqui sozinho, e estas uvas lhe farão muito feliz.

O irmão porteiro entendeu que aquele presente tinha lhe sido realmente destinado, saboreou cada uma das uvas daquele cacho, e dormiu feliz.

Desta maneira, o círculo foi fechado; o círculo de felicidade e alegria, que sempre se estende em torno das pessoas generosas.

Paulo Coelho



 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Maçonaria: Corporativismo








MAÇONARIA: CORPORATIVISMO


 


Escrito por Almir de Araújo Oliveira
 
Dissidência se constitui no ato de discordar de algo ou de alguém, ou seja, uma divergência de opiniões ou de procedimento.


A primeira cisão na chamada Maçonaria Moderna se deu no ano de 1751, com a fundação da Grande Loja da Inglaterra ou Grande Loja de York, intitulada de “antigos”, contrária a Grande Loja de Londres, cujos membros foram chamados de “modernos”. Esta divisão foi superada sessenta e dois anos depois com a unificação das duas Potências, gerando a atual Grande Loja Unida da Inglaterra.


No Brasil este fenômeno é bastante conhecido. O Irmão e Professor Gabriel Campos de Oliveira, em um brilhante trabalho de pesquisa, elenca aproximadamente trinta cisões no âmbito da Ordem em solo pátrio. As maiores foram a verificada em 1927 com a criação das Grandes Lojas Brasileiras e a ocorrida no ano de 1973 com a fundação do Colégio de Grão-Mestres da Maçonaria Brasileira hoje Confederação Maçônica do Brasil.

As cisões enfraquecem a Maçonaria. A culpa destes procedimentos não é exclusiva dos dissidentes. As autoridades dos entes que sofrem o expurgo também devem ser instadas a se manifestarem sobre o problema.


Assoma-se para o enfraquecimento da instituição Maçonaria um problema chamado corporativismo.

Deixando de lado os aspectos econômico-sociais, definimos corporativismo como sendo a defesa intransigente de uma determinada pessoa ou grupo, na salvaguarda dos seus membros e interesses. Esta defesa pode acontecer no campo político, racial, religioso, etcetera.

Esta tutela é exercida pelo grupo de modo que suas opiniões e procedimentos devam sempre prevalecer, não se admitindo posições contrárias.

Este fenômeno é mundial e contribui para a materialização deste problema: os períodos eleitorais, onde predominam a falta de diálogo, e a vaidade humana, uma das chagas que assola a moderna Maçonaria.

O corporativismo leva, inexoravelmente, a quebra da harmonia maçônica. Irmãos começam a se digladiar esquecendo os princípios basilares da boa vivência. Agressões verbais são verificadas, ocorrendo, em alguns casos, ofensas físicas.

Desrespeito a hierarquia é observado. Irmãos para fazerem prevalecer seu juízo ou sentimento atacam autoridades maçônicas, demonstrando falta de condições de exercer com plenitude seu ofício.

Em Maçonaria devemos ter em mente que ninguém é dono da verdade. Sobre este entendimento nos ensina o Irmão Sebastião Dodel dos Santos: “A Maçonaria luta e trabalha na busca da Verdade. No seu culto à Verdade, o Maçom chega ao sacrifício dos seus próprios interesses, mas nunca foge ao sagrado dever de defender a causa da humanidade com base no que é justo”. (Sic)

Com esta definição, vislumbro que a função primordial do Maçom é servir ao seu semelhante.
Disse me disse, troca de injúrias e ameaças são atos reprováveis em um embate maçônico.

Eventuais discordâncias devem ser resolvidas nos fórum apropriados existentes nas Obediências, nunca através de condutas alheias aos nossos ordenamentos.

Companheiros que não sabem viver em sociedade, não admitindo opiniões antagônicas, devem repensar sua condição de Maçom, com eme maiúsculo.

Após a iniciação estar Maçom é um direito adquirido, porém, ser Maçom é um estado de espírito que não se harmoniza com o corporativismo e outros mecanismos perniciosos.

Exercitar a Virtude, ou seja, ter disposição para praticar o bem e evitar o mal é uma qualidade que deve ser priorizada pelos recepcionados na nossa Instituição.

Será que alguns Irmãos, nos seus arroubos maçônicos, não conseguem observar: que a Maçonaria proclama que os homens são livres e iguais em direitos. Que a tolerância constitui o princípio básico nas relações humanas, respeitando as convicções e dignidade de cada um. Que todo Maçom deve combater qualquer tipo de sectarismo, defendendo, de forma intransigente, a plena liberdade de expressão e a investigação constante da verdade.

A Maçonaria não é um clube a margem da lei onde os fins justificam os meios. A Associação Maçônica é uma escola de líderes onde princípios como tolerância, respeito ao próximo e fraternidade devem sobrepor qualquer interesse pessoal.

O Maçom é um homem altruísta, que busca o seu engrandecimento visando contribuir para o bem estar da humanidade. Se não priorizar esta missão, se atendo a picuinha, revanchismos ou outras formas de remoque, está sendo omisso no cumprimento do seu dever.

¹Sebastião Dodel dos Santos. Dicionário Ilustrado de Maçonaria (Simbologia e Filosofia. 3ª edição. (Sem indicação de cidade de impressão, editora e ano de publicação). 523 p.



Por Hélio Leite





Reflexões

Não há escravidão pior que a dos vícios e paixões.
Marquês de Maricá



 



 

domingo, 12 de maio de 2013

Jesus

Jesus.
 
"Jesus, vamos tentar conhecer um pouco mais de sua historia. Uma história sem registros, mas com marcas inquestionáveis.

Ele dividiu a história. A partir de sua vinda nós passamos a contar os fatos que ocorreram antes de Jesus ou depois de Jesus.

Ele modificou a estrutura do pensamento humano.
 

Saíamos da barbárie para ingressarmos na era do homem civilizado. Pelos menos ganhamos diretrizes para tal.
Ele mexeu nos paradigmas com as bem-aventuranças: Forte é o que perdoa.
Feliz é o que sofre. Feliz é o que é pobre de ódio e rico de virtudes.
Felizes são os perseguidos pela justiça.
O Reino de Deus não está aqui ou ali, mas dentro do seu coração.
Não havia mais desculpa divina para a conquista, nem para a vingança, para o crime. Deus com Jesus se torna Pai. O Pai provedor de todas as coisas. O Pai justo e bom.
Jesus nos deu a esperança. Existe a vida após a morte. Nada perece. Ele nos acolheu como um pastor a suas ovelhas. Somos Dele. Quem o conhece, quem o vê e sente, toma-se de imensa coragem. Enfrenta a morte nos circos de Roma de cabeça erguida, entoando hinos de glória a Deus.
Como os anjos anunciaram aos pastores na noite santa de seu nascimento: Glória a Deus nas Alturas e Paz na Terra aos homens de boa vontade."

sábado, 11 de maio de 2013

A Viagem




Marcos Castilho Alexandre

A Viagem



O aprendiz chegou ao recanto de antigo orientador da vida cristã e perguntou, em seguida às saudações costumeiras:


- Instrutor, posso acaso receber as suas indicações quanto ao melhor caminho para o encontro com Deus?


A resposta do mentor não se fez esperar:


- A viagem para o encontro com Deus é repleta de obstáculos por vencer... Espinheiros, precipícios, charcos e pedreiras perigosas...


Silenciando o interpelado, o moço prosseguiu:


- Isso tudo conheço... Já visitei vários templos da Índia, quando estive por vários dias na intimidade de faquires famosos, todos eles revestidos de faculdades supranormais; arrisquei-me a cair nos despenhadeiros do Tibet para conviver com os monges santos; orei na grande Pirâmide do Egito; demorei-me na Palestina, procurando registrar impressões da paisagem na qual Jesus viveu, no entanto, estou saciado de excursões à procura da Divina Presença...


O orientador escutou com humildade e esclareceu, em seguida:


- Sim, é verdade que todas essas peregrinações e práticas auxiliam na busca do Supremo Senhor, mas, ao que me parece, há um engano de sua parte...


E arrematou:


- A viagem para o encontro com Deus é para dentro de nós.



Marcos Castilho Alexandre


M.'.M.'.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

A RÉGUA DE 24 POLEGADAS


Maçons Honório e Arimatéia
 
 
“ . . . o maçom tem como responsabilidade traçar para si padrões ou“standards” não apenas baseados nas leis, mais principalmente na justiça irrestrita. . . “



 

A RÉGUA DE 24 POLEGADAS



ÁLVARO BOTELHO REIS (*)



Deste importante instrumento simbólico no Rito Escocês Antigo e Aceito, extrairemos as duas principais lições práticas, que são as seguintes.



PRIMEIRA LIÇÃO


A origem da palavra régua é francesa (règle) e significa “lei ou regra”. Trata-se de um instrumento cuja primeira idéia que nos impõe é a do traçado reto e de medida. Junto ao Malho e o Cinzel, a Régua completa os instrumentos de trabalho do aprendiz maçom. Elá servirá para medir e traçar sobre a pedra bruta o corte a ser efetuado. De nada nos serve o Cinzel, símbolo da razão e dicernimento, e do Malho, símbolo da vontade, determinação e força executiva, sem as propriedades diretivas da régua. Sem diretrizes podemos fazer com que nossa pedra bruta torne-se mais irregular ainda.



O traço de retidão é visto de uma maneira muita rígida nos ensinos orientais. No budismo, o Iluminado traçou aos seus discípulos os Oito Caminhos Nobres.“Compreensão correta, Pensamento correto, Linguagem correta, Comportamento correto, Modo de vida correto, Esforço correto, Desígnio correto, Meditação correta”. Buda traçou com sua régua o código para que seus seguidores evitassem dissabores e tristezas no caminho da vida.



Analogamente, todo credo, nação ou instituição depende de regras para sua identidade e funcionamento. Sem critérios, a vida seria por demais defeituosa e complicada. Daí a necessidade que o homem teve em estabelecer leis e padrões de conduta que norteassem suas ambições. Isso nos faz lembrar da maior lição sobre a régua já registrada pela história.



Após 400 anos escravizados pelos egípcios, o povo judeu foi libertado por Moisés que prometeu guiá-los de volta à terra prometida (palestina). Moisés, homem educado na corte egípcia, entendia que depois de 400 anos como escravos, os israelitas haviam perdido sua identidade como nação. O judeu era simplesmente um povo sem lei. Moisés receava o efeito catastrófico que seria adentrar a palestina com um grupo de mais de dois milhões de pessoas desorganizadas, sem regras e princípios. O resultado óbvio seria a auto-aniquilação daquele povo em disputas por terras e sucessão do poder. Revelando-se um grande estrategista, ao sair do Egito, Moisés acampou com todo o povo ao pé do Monte Sinai e fez o uso da régua. Criou o código civil, o código penal, o direito de família, leis ambientais e de uso da terra, leis religiosas, código sanitário, realizou o censo, dividiu o povo em tribos, instituiu hierarquia de comando, criou um exército de 605.550 homens e para coroar sua gestão, entregou os Dez Mandamentos, supostamente escrito pelo próprio Deus, que equivaleria hoje à nossa constituição.



Moisés havia feito o uso da régua, mais sabia que faltava o uso do cinzel e do malho. Por isso ainda não permitiu que o povo entrasse na palestina logo após a criação das leis, mas obrigou-os a viver como nômades durante 40 anos, pela orla do deserto na Península do Sinai, até que entendessem as regras criadas. Esses 40 anos foi o período necessário para se lapidar a pedra bruta desta nação, antes que finalmente entrassem na terra há tanto tempo prometida.



Hoje vivemos em uma sociedade com excesso de regulamentação, um emaranhado de leis que vai do direito internacional às regras de trânsito. No entanto presenciamos constantemente nosso governo, grandes corporações e até simples funcionários usando as leis existentes para cometer injustiças através de manobras jurídicas e “Litigâncias de Má Fé”.
Nem tudo que é legal é justo. Por este motivo o maçom tem como responsabilidade traçar para si padrões ou “standards” não apenas baseados nas leis, mais principalmente na justiça irrestrita.

Sobre a primeira lição, ficam algumas perguntas para reflexão:



· Estou traçando critérios para meu o aperfeiçoamento pessoal?



Para o aperfeiçoamento de meus filhos, Subordinados e pessoas pelas quais tenho alguma responsabilidade?



· Esses critérios são baseados na justiça irrestrita ou nas minhas ambições pessoais?



· Como maçom, seria capaz de abrir mão de um direito garantido por lei, uma vez que entendesse que esse causaria dano ou injustiça ao meu próximo?


SEGUNDA LIÇÃO


A segunda lição prática do nosso estudo é sobre as 24 polegadas da régua que representa o total de horas de um dia. Lembra que o dia deve ser vivido com critério dividido entre o trabalho, laser, espiritualidade e o descanso físico e mental.



O filósofo grego Demócrito, do século V a.C, escreveu, -



“Ocupe-se de pouco para ser feliz”. Demócrito não pregava a ociosidade, mas sim a administração do tempo. Dizia que uma única coisa deveria ser feita por vez. Hoje vivemos na era da hiperatividade e da multitarefa. A dinâmica do trabalho na vida moderna nos exige cada vez mais padrões de eficiência e resultado.

Em nome da competitividade, somos obrigados ainda a consumir enormes quantidades de informações. Política, mercado, informações técnicas, MBA´s, segundas línguas, cursos de especialização, seminários, etc. Uma única edição de domingo da “Folha de São Paulo” contém mais informação do que um leitor médio encontraria durante toda a vida no século XVII.



As novas tecnologias de informação como celular, e-mail, internet, palm-top e outros, ao invés de proporcionar mais tempo livre, nos tornam escravos em tempo integral. Somem-se ao trabalho todos os outros papeis que temos que cumprir.

Somos filhos, pais, cônjuges, irmãos, amigos, membros de uma igreja e maçons. Como reagir diante deste caos de demandas simultâneas?

A Dra. Yuhong Jiang, pesquisadora da Universidade de Harvard – E.U.A. vem reafirmar hoje o ensinamento feito por Demócrito 2.500 anos atrás. Seu trabalho científico mostra que o cérebro humano é incapaz de processar duas coisas ao mesmo tempo. O cérebro é capaz de receber estímulos simultâneos, mas não é capaz de tomar decisões simultâneas. Ao receber múltiplas demandas, o cérebro sofre alterações orgânicas e entra em exaustão. Por tempo prolongado, os danos são catastróficos: Estresse, depressão, síndrome do pânico, psicoses, insônia, mialgias, doenças gastrintestinais, alteração de pressão arterial, etc.

A administração do tempo expressa na lição das 24 polegadas nunca foi tão necessária como hoje em nossos dias. Para sermos felizes temos que reconhecer e aceitar nossos limites, aprender a dizer não. Eliminar atividades desperdiçadoras de tempo. Estabelecer metas para vida e realizá-las em ordem de prioridade.

Para finalizar este estudo, sito as palavras do Reis Salomão, uma das figuras mais estudadas pela maçonaria. Em uma época quando ainda não havia televisões, celulares, computadores nem flutuações de câmbio, este filósofo escreveu:



Existe um tempo próprio para tudo,

E há uma época para cada coisa debaixo do céu:



Um tempo para nascer e um tempo para morrer;

Um tempo para plantar e um tempo para colher o que se semeou;



Um tempo para matar, um tempo para curar as feridas;

Um tempo para destruir e outro para reconstruir;



Um tempo para chorar e um tempo para rir;

Um tempo para se lamentar e outro para dançar de alegria;



Um tempo para espalhar pedras, um tempo para juntá-las;

Um tempo para abraçar, e um tempo para afastar-se;

Um tempo para procurar e outro para perder;

Um tempo para armazenar e um para distribuir;



Um tempo para rasgar e outro para coser;

Um tempo para estar calado e outro tempo para falar;



Um tempo para amar, e um tempo para odiar;

Um tempo para a guerra, e um tempo para a paz.




(*) ÁLVARO BOTELHO REIS - C\ M\

ARLS Deus, Justiça e Amor - Sumaré/SP, Brasil