terça-feira, 8 de março de 2011

HINO MAÇÔNICO


Nosso Venerável Nicodemos Pereira Gadelha Filho  (No Oriente Eterno) e sua filha
Adiles de Paiva Gadelha, participando de missa segurando sua flauta e bengala. 


HINO MAÇÔNICO



Letra do ritual de aprendiz maçom de 1975 e música do irmão e maestro Nicodemos Pereira Gadelha Filho.

 

É uma Instituição,
Que tem por objetivo,
Tornar feliz a humanidade, pelo amor,
Pelo aperfeiçoamento dos costumes;

Pela tolerância,
Pela igualdade e pela solidariedade,
Pela lealdade e pelo respeito a autoridade e a religião.



Ela é, universal
E suas lojas se espalham,
Por todos os recantos da Terra                                        (Bis)
Sem preocupação de fronteiras e de raças.


Nos reunimos aqui,
Para combater a tirania,
A ignorância, os preconceitos e os erros,
Glorificar o direito e a justiça,

Para promover pelo bem estar da Pátria e da humanidade,
Levantando templos a virtude,
E cavando masmorras ao vício.


Três é o número da Luz,
Três são os pontos que todo Maçom se orgulha apor em seu nome.
Pois esses três pontos são como Delta, luminoso e sagrado,
É o emblema mais respeitável e representa as três qualidades
Indispensáveis ao Maçom, Vontade ou Amor,         (BIS)
Sabedoria e Inteligência.


 



LEMBRETE:


Irmão!
Frequente as reuniões maçônicas; segundo Chico Morais, membro da Loja Maçônica Calixto nº 15, Oriente de Sousa (PB), a freqüência aos trabalhos em Loja é o mais sublime dever do Maçom.


Citamos Chico Morais (No Oriente Eterno), como exemplo, pois o mesmo freqüentou por mais de 40 anos a Loja com 100% de freqüência.











segunda-feira, 7 de março de 2011

A INGRATIDÃO


A INGRATIDÃO

(Decassílabos Brancos)
Irmão Moysés Augusto Torres, 33º






A Ingratidão é algo mui terrível


E mais cruel ainda se apresenta,


Quando surgida de onde não se espera.






A Ingratidão dói mais que a própria dor:


A dor a gente sofre, aceita e esquece,


Pois não maltrata quando vai embora...






A Ingratidão destrói a confiança


E cheira mal e cria tal ambiente


Deixando a gente, assim, desnorteado.






A Ingratidão é mais que simples erro


Nega a Amizade, destruindo a Fé


E desconhece a Solidariedade.






A Ingratidão alia-se a mentira,


Finge amizade sem a conhecer,


Nega a Pureza e traz um gosto amargo.






A Ingratidão - difícil descrevê-la:


Só quem a sofre sabe quanto dói


Ver no parceiro falsa identidade.






A Ingratidão em si caracteriza


A falsa imagem pretendida dar


De quem outrora se dizia amigo.






A Ingratidão maltrata e deprime


Por que se sente e sofre muito mais


Ao ver desmoronar uma Amizade.






A Ingratidão nos mostra o aventureiro


Que foge sempre em face a tempestade


Sem recordar que já fora atendido...






A Ingratidão iguala-se à traição:


Sempre nos pega, assim, desprevenido


Ferindo mais que a flecha do inimigo.






A Ingratidão é, pois, na realidade,


A ausência do Supremo Criador


Harmonizando a nossa convivência!...
 
 
 
O pecado da Ingratidão
Conta uma lenda Judia, que certa vez um homem foi condenado à morte. Na prisão, este homem foi acertado por muitas vezes com grandes pedras atiradas por carrascos. O réu suportou em silêncio o terrível castigo. Nenhum grito se ouviu dele. Na sua condição, compreendia que a desgraça havia caído sobre ele e que seus gritos de nada serviriam.


Passou por ali um homem que havia sido seu amigo. Pegou uma pequena pedra e atirou na direção do condenado. Somente para demonstrar que não era do seu partido. O pobre condenado, atingido pela diminuta pedra, deu um grito estridente.

O rei, que assistia tudo, ordenou que um dos seus lacaios perguntasse ao réu porque ele gritara quando atingido pela pequena pedra, depois de haver suportado sem se perturbar as grandes.


O condenado respondeu: as pedras grandes foram atiradas por homens que não me conhecem, por isso me calei. Mas o pequeno seixo foi jogado por um homem que foi meu companheiro e amigo. Por isso gritei. Lembrei de sua amizade nos tempos de minha felicidade. E agora vi sua felicidade quando me encontro em desgraça.


O rei compadeceu-se e ordenou que o pusessem em liberdade, dizendo: solte-o, mais culpado do que ele era aquele que abandonara na desgraça.

Fonte: Jeremias Antonio de Carvalho






domingo, 6 de março de 2011

BONDADE

Jesus e criança.

BONDADE


Para compreender a bondade, na sua essência, é bastante observarmos os nossos rituais que são a pratica do bem e da conduta correta.

Observamos, no sentido exato e usual da palavra que a bondade é primordial, fundamental em qualquer circunstancia, porém a bondade, conscientemente realizada é muito melhor nos resultados que atingimos.

Nos maçons observamos que uma coisa representa o conceito de bondade e a pratica da bondade que podem ser muito parecidos mas não aquilo que a maçonaria espera de nós. “PARECER - já diz o velho chavão - NÃO É SER”.

Na verdade a maçonaria espera que nós aprendamos, perseveremos, vivemos e passemos cotidianamente a exercermos a pratica da bondade em toda sua plenitude, sem o mínimo resquício de ignorância (maldade).

É necessário que os obreiros da ORDEM estejam vigilantes, porquanto o simples fato de adentrarmos ao Templo, vermos a Luz, não significa romper os vínculos com as trevas.

É imprescindível compreendermos a oportunidade que a ORDEM nos concede ao iniciarmos em seus labores pelo estudo, pela pratica nos oferecendo uma maneira única e exclusiva de nos aperfeiçoarmos, nos desintoxicando das viciações profanicas, já que agora está na moda assumir a maldade, mas nunca assumir o bem.

Que jamais venhamos a esquecer de agradecer todos os dias ao GADU pela infinita bondade que nos é concedida de juntos aprendermos a pratica do bem em sua plenitude.

A maçonaria podemos perceber é uma Escola onde estamos estudando, sendo educados e educar, já dizem os bons pedagogos é criar hábitos sadios, pela instrução e pela vivencia.

Nosso Mestre e Senhor JESUS dirigindo-se aos seus discípulos afirmava “BOM SÓ DEUS QUE ESTÁ NOS CÉUS”, confirmando para todos nós a necessidade indispensável de continuarmos a busca da perfeição.

Para que possamos sintonizar com os conceitos da ORDEM é necessário que possamos todos indistintamente nos aprofundarmos na pratica da bondade moralizadora e entendermos com exatidão um velho ditado; “DIZE-ME COM QUEM ANDAS, QUE TE DIREI QUEM ÉS”.

Esse preceito acima citado não se aplicam aos assassinos de HIRAM, que foram três companheiros que não viveram preceitos fundamentais da ORDEM, eram em verdade aproveitadores, ambiciosos, portadores dos mesmos defeitos encontrados nos companheiros JUBELOS (são os caçadores de graus).

Os inimigos da ORDEM não se encontram fora da INSTITUIÇÃO, mas dentro de cada um de nós que trazemos conosco os vírus, as infecções, os pessimismos, o espírito negativo dos maus companheiros que insistem em não praticar a bondade.

A maçonaria não faz mistérios quanto ao perigo interno que ameaça não só a si, mas a toda a humanidade porque os JUBELOS permanecem ociosos no ciúme, na inveja, na maledicência sem despertarem para as atividades sublimes da maçonaria que diviniza o coração humano.

Nosso irmão HIRAM foi golpeado com a régua e o esquadro instrumentos sagrados de trabalho mas transformados em armas pelos que desconhecem a bondade. É uma situação muito triste, mas real. São símbolos tristes de desamor cristão.

Ao vivermos a doutrina maçônica o resultado será o culto ao trabalho, ao esforço, a reciprocidade, enfim, a fraternidade.

O segredo de tudo (maçônico) é sempre buscar e encontrar um meio para unir, pois, para a desunião sobram meios.

Finalizando, afirmamos que o bem é silencioso como a maçonaria, para se fazer o bem não se precisa fazer barulho. “Não te queixes das dificuldades, sejam elas quais forem; persevere no bem e atravessarás sorrindo os obstáculos da vida”. palavras de uma camponesa feliz.

Bibliografia.
Simbolismo do 1º grau - aprendiz.
Lendas maçônicas.
Rizzardo da Camino.



“ Faça todo o bem que puder ...
Por todos os meios que puder...
De todas as maneiras que puder...
Em todos os lugares que puder...
Todas as horas que puder...
Para todas as pessoas que puder...
Enquanto você puder.”
(John Wesley)



sábado, 5 de março de 2011

Surge a Ideia de Justiça


Surge a Ideia de Justiça
Charles Evaldo Boller



Sinopse: Conceito de justiça e sua origem. Valor da justiça na filosofia da Maçonaria.

Pode-se especular que a intuição de Justiça e Direito pode ter surgido nas cavernas de nossos ancestrais pré-históricos, quando da descoberta do fogo; o que aumentou o tempo de vigília; iluminaram as cavernas e obtiveram mais tempo de convivência ativa. Afloraram vantagens estratégicas e dessa dinâmica social a espécie tornou-se poderosa, pois transformou o homem num ser social por excelência.

 
Da convivência forçada surgiu a condição ideal para torná-lo superior aos outros seres viventes que compartilham a biosfera. Descobriu-se no amor fraterno o único meio das ações humanas interagirem de forma positiva com seus semelhantes, o que permitiu obter assistência colaboradora de uns para com os outros. Isto grandes pensadores vem repetindo através das eras e poucos o entendem.

Direito Natural

O homem já nasce com uma intuição natural de direito e Justiça que precedem todo e qualquer código compilado. Desde que livre e independente ele possui direitos inalienáveis: respeito; desenvolvimento da personalidade; igualdade; trabalho; evolução; liberdade; associação; legitima defesa; e outros. É da consciência humana que floresce o direito natural.

 
A Justiça está alicerçada nos deveres e direitos naturais do homem e deve auxiliá-lo em seu relacionamento social, fazendo-o manter seu equilíbrio em relação aos outros, impedindo-o de ser besta selvagem, humaniza-o.

Motivação Central de Justiça

 
Sempre que o espaço físico se restringe, aumenta a concorrência que leva uns a desconfiarem dos outros. A convivência forçou os vetustos homens a conviver em espaços estreitos, já que a noite não lhes era possível sair de sua toca devido à escuridão reinante, o que deve ter iniciando disputas por melhor espaço, a fêmea melhor dotada ou o melhor pedaço de comida.



O verdadeiro fundador da sociedade civil certamente foi aquele ser humano antigo que, cercando um pedaço de terra, àquela área associou o pensamento de posse: "isso é meu"! Acabou a paz do homem nativo, que vivia em equilíbrio com a natureza, que desfrutava do direito natural, que descansava sua cabeça em qualquer lugar, ao abrigo de qualquer arbusto, sem problemas de impacto ambiental, sem necessidade de correr, salvo para defender-se de algum predador. Um dia era como o outro e o tempo transcorria sem maiores situações de estresse. A tendência de reservar um espaço de chão para fixar morada é explorada ao extremo em nossa sociedade moderna; são edificados "caixotes", uns sobre os outros, amontoados. Isto gera problemas de relacionamento entre pessoas, violência, porque sempre existe aquele que, por uma razão ou outra, não paga as taxas de condomínio, ou então perturba a paz de seus vizinhos com ruídos ou provocações. E num país como o Brasil - que é só terra - existe o invasor que se denomina um "sem terra".

 
No transito de automóveis é possível perceber a violência como resultado da concorrência: é só aumentar o número de veículos que transitam numa mesma via para imediatamente surgirem situações onde se coloca em risco a vida de outros motoristas, a sua própria, de pedestres ou causar dano ao patrimônio público. Cada cidadão exige para si aquele espaço, que deveria ser compartilhado, para seu uso exclusivo. Isto gera estresse, ranger de dentes, piscadas de luzes e olhares ferozes.

 
Quando não há disputa ou concorrência, a vida em grupo é suave, tranquila, e nesta forma natural de convivência quase não há necessidade de a sociedade punir, não cabe a ela vingar, esta cabe ao individuo. Quando a distribuição dos recursos e oportunidades é igualitária não ocorrem eventos sociopáticos significativos, salvo nos casos de insanidade.



A Maçonaria contribui com o estudo de justiça exatamente para embutir na mente de seus adeptos a necessidade de obedecerem às leis de seu país de modo a assegure conforto e segurança mínimo na convivência com a fera mais ardilosa e violenta com a qual deve compartilhar os recursos cada vez mais escassos: o homem. Exalta-se o abandono ao instinto de vingança e dá-se importância ao exercício da Justiça movida pelo braço forte do Estado. E assim o maçom vive em salutar equilíbrio consigo mesmo e a sociedade que o rodeia para honra e à glória do Grande Arquiteto do Universo.

Bibliografia:



1. 1. ANATALINO, João, Conhecendo a Arte Real, Editora Madras, 2007;
2. 2. DURÃO, João Ferreira, Ordenanças Graus Inefáveis, Madras, 2005;
3. 3. GAVAZZONI, Aluisio, História do Direito, Freitas Bastos Editora, 25
4. 4. GUIMARÃES, João Francisco, Maçonaria, a Filosofia do Conhecimento, Editora Madras, 2003;
5. 5. REALE, Giovani e ANTISERI, Dario, História da Filosofia, Editora Paulus, 1990;
6. 6. ROUSSEAU, Jean-Jacques, A Origem da Desigualdade entre os Homens, Editora Escala, 2006;
7. 7. SACADURA ROCHA, José Manuel de, Fundamentos de Filosofia do Direito, Editora Atlas, 2006.

Data do texto: 02/03/2011

Sinopse do autor: Charles Evaldo Boller, engenheiro eletricista e maçom de nacionalidade brasileira. Nasceu em 4 de dezembro de 1949 em Corupá, Santa Catarina. Com 61 anos de idade.

Loja Apóstolo da Caridade 21 Grande loja do Paraná
Local: Curitiba
Grau do Texto: Aprendiz Maçom
Área de Estudo: Filosofia, Justiça, Maçonaria, Sociologia.

Fonte: Blog Segredo Maçônico











sexta-feira, 4 de março de 2011

A FRATERNIDADE DA MAÇÔNARIA

Três valorosos irmãos, antes do inicio da reunião da Loja Maçônica Calixto
Nóbrega nº 15, Oriente de Sousa-PB, de  03.03.2011, em clima de
coordialidade, fraternidade e harmonia.
Da esquerda para direita: Francisco Oliveira - 1º Diácono (conhecido como
o baixinho das bicicletas), Josélio Ramos - Orador (bancário e advogado)
e  Washington Luiz - Grau de companheiro (Administrador -
Gerente do Atacadão Rio do Peixe).


Não poderemos ainda gabar-nos da ausência nos dias de hoje de valorosos homens de bem como existiam no passado. É verdade, hoje, ainda existem homens sérios, verdadeiros maçons (Foto), que enobrecem a nossa Ordem.
Com relação ao passado, apenas para exemplificar, podemos citar o caso do escritor e advogado Carlos Imbassahy (1883-1969). Formou-se advogado, mas não exerceu a profissão por muito tempo. E o motivo, serve para evidenciar seu caráter de homem justo: defendera brilhantemente um cliente que pleiteava a tutela do filho, em mãos de mãe megera. Terminada a causa, conhecera a mãe megera. Terminada a causa, conhecera a mãe agonizante, tão diferente do que o marido tinha pintado. Percebera que tinha defendido o algoz. Tal foi a decepção que rasgou o diploma e não mais exerceu a profissão.

Para reflexão

Normalmente nos habituamos a falar: ...precisamos "ter" isto, "ter" aquilo... E esquecemos de que o primordial seria "ser" isto, "ser" aquilo... Nem sempre o que temos, permanece, mas, o que somos, fica internalizado com o amadurecimento...

Falando de AMOR, veja o poema abaixo.

CARIDADE, DOCE IRMÃ

- Por que choras, meu anjinho
esfarrapado e sozinho,
vagando de léu em léu?

- Choro de dor e saudade,
pois sou filho da orfandade...
Minha mãe foi para o céu...

- Que tens?

- Sinto frio e fome,
a angustia que me consome
parece nunca ter fim...
A  ventura me escorraça,
o orgulho olha-me e passa
sem compaixão para mim!

Minha mãe já não existe
e desde o momento triste
em que o Senhor ma levou,
não tenho a mão de um amigo,
pequeno e nobre mendigo
eis agora o que hoje sou.

- Vem comigo!

Oh! Quem me dera!...

- Vem! terás a primavera
de doce e eterna manhã!...

- Teu nome? Sonho ou verdade?

- Eu me chamo CARIDADE

- Quem és tu?

- Sou tua irmã...

João de Deus.

Em homenagem ao belíssimo e desinteressado trabalho de filantropia da Loja Maçônica Calixto Nóbrega nº 15, Oriente de Sousa-PB., tendo a frente o mui digno irmão Emanuel Abrantes Sarmento junto com todos os Obreiros. 


quarta-feira, 2 de março de 2011

Quando Deus quer, não tem Jeito!


Quando Deus quer, não tem Jeito!


Uma senhora muito pobre telefonou para um programa cristão de rádio pedindo ajuda.

Um homem descrente que ouvia o programa resolveu pregar-lhe uma peça.

Anotou seu endereço, chamou seus secretários e ordenou que fizessem uma compra e levasse para a mulher, com a seguinte orientação:

- Quando ela perguntar quem mandou, respondam que foi o diabo!

Ao chegarem na casa, a mulher os recebeu com alegria e foi logo agradecendo os alimentos.

Os secretários do descrente, conforme a orientação recebida, lhe perguntaram:

- A senhora não quer saber quem lhe enviou estas coisas?

A mulher, na simplicidade da fé, respondeu:

- Não, meu filho. Não é preciso. Quando Deus manda, até o diabo obedece!


Autor Desconhecido

terça-feira, 1 de março de 2011

Busca da Felicidade Humana

Charles E. Boller

Busca da Felicidade Humana

Charles Evaldo Boller

Sinopse: Considerações filosóficas e fisiológicas da busca da felicidade. A escola do conhecimento da Maçonaria preconiza a felicidade ampla no cultivo do amor fraterno.

Cada ser humano busca incansavelmente a felicidade. Ao desfrutar de razoável saúde física e emocional, por todos os meios imagináveis, e por vezes inimagináveis, a pessoa procura viver cada minuto como se fosse o último.

Para os vetustos estoicos e epicuristas, e hoje os maçons, a verdadeira felicidade é encontrada obedecendo às limitações impostas pela natureza. Subordinada a qual, é próprio que cada pessoa conserve-se, aproprie-se e conheça a si mesmo, para desenvolver todos os recursos que criam inúmeros momentos de felicidade.

No reino vegetal a necessidade é inconsciente. No reino animal existe uma instrução natural que leva à busca de satisfação pelo impulso, ou instinto. Já no homem, mesmo que incluído no reino animal, esta busca está sujeita à interpretação e definição da razão. Com isto a natureza, no homem, aprimora o processo de busca de felicidade e satisfação, submetendo-a ao equilíbrio de uma exigência instintiva, subordinada ao crivo do intelecto, à moderação da emoção e à sabedoria inspirada pela espiritualidade. Este equilíbrio é o que o maçom treina em suas atividades.

Os estoicos tinham como conceito de divindade, uma força criadora e mantenedora do Universo, agindo qual princípio ativo que anima, organiza e guia a matéria, além de determinar a lei moral, o destino e a faculdade racional dos homens, conceito este presente nos ensinamentos da ordem maçônica, como Grande Arquiteto do Universo.

Os epicuristas definiam como "bem a tudo aquilo que conserva e incrementa o nosso ser e, ao contrário, mal para tudo que o danifica e diminui". E o bem moral, na concepção dos estoicos, é tudo aquilo que de alguma forma incrementa, ou melhora a Força Criadora, e mal é o que a prejudica. De onde deduziram que "o verdadeiro bem, para o homem, é somente a virtude; o verdadeiro mal é só o vício".

É assim que a Escola do Conhecimento da Maçonaria procura dirigir o pensamento do maçom; levantar templos à virtude e cavar masmorras ao vício é tarefa diária, mas acrescenta o amor fraterno para iluminar os espaços entre as virtudes.

Seguindo um raciocínio racional, a ordem incute que de alguma forma, cada um tem a capacidade de mudar a si mesmo com base no conhecimento obtido por olhar para dentro de si mesmo e lá encontrar a assinatura da Força Criadora. Isto conduz ao pensamento que a cada um é dada a faculdade de encontrar a felicidade dentro de si mesmo, de um modo absolutamente independente, sem a necessidade de intermediação.

Como cada um tem absoluto controle sobre si mesmo, é ele mesmo a única força do Universo que tem a capacidade de modificar a si próprio. Ao agir em si mesmo segundo o Princípio Criador, estas ações são moralmente corretas e perfeitas, agir ao contrário desta disposição leva ao erro e vício, e consequentemente à infelicidade.

Se é a natureza que impõe o amar a si mesmo, é esta mesma força que impõe o amor aos que geramos e aos que nos geraram. É também esta mesma Força da Natureza que impele ao amar uns aos outros. Esta energia é algo que nos leva a amar, a unir, a desfrutar a vida junto aos outros, aos quais, de alguma forma, também é possível apoiar e ser útil. Esta é a força externa que nos modifica, e a qual grandes sábios, em todas as eras da humanidade, definiram como sendo Amor Fraterno. É aquele amor que diz respeito ao pertencente a irmãos, afetuoso, amigável, cordial. Amor que todo verdadeiro maçom, na convivência em loja, ou fora dela, conhece muito bem.

A experiência e a convivência entre maçons fraternos os leva a derrubar antigos mitos como a nobreza do sangue, superioridade da raça ou eliminação da escravidão e define para cada homem livre um alto potencial de se tornar sábio. E como esta disposição está intimamente ligada ao princípio Criador, que aponta para uma igualdade absoluta entre os homens, o amor fraterno aponta então como caminho único para a felicidade.

Se existe amor entre as pessoas, não há mais necessidade de estudar valores morais e éticos. Não se requer a necessidade do existir da Maçonaria. Só perceptível devido à falta do conhecimento das virtudes e ausência de valores expressa pela sociedade. De forma semelhante, a necessidade de amor só aparece quando este está ausente. Como as virtudes sozinhas não trazem felicidade surge a necessidade do amor fraterno para preencher o vazio entre elas. Um não existe sem a colaboração das outras.

A ética, a moral e as virtudes conduzem ao amor inspirado pela natureza que, por sua vez, propicia obter frequentes momentos de felicidade.

É fácil deduzir que o homem completo e feliz depende do equilíbrio entre suas capacidades físicas, emocionais e espirituais, exatamente nos moldes praticados pela Escola do Conhecimento da Maçonaria.

Bibliografia:

1. 1. ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni, História da Filosofia, Antiguidade e Idade Média, Volume 1, ISBN 85-349-0114-7, primeira edição, Paulus, 670 páginas, São Paulo, 1990;

2. 2. COMTE-SPONVILLE, André, Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, tradução: Eduardo Brandão, ISBN 85-336-0444-0, primeira edição, Livraria Martins Fontes Editora Ltda., 392 páginas, São Paulo, 1995;

3. 3. GOLEMAN, Daniel, Inteligência Emocional, A Teoria Revolucionária que Redefine o que é Ser Inteligente, título original: Emotional Intelligence, tradução: Marcos Santarrita, ISBN 85-7302-080-6, 14ª edição, Editora Objetiva Ltda., 376 páginas, Rio de Janeiro, 1995;

4. 4. HUNTER, James C., Como se Tornar um Líder Servidor, Os Princípios de Liderança de o Monge e o Executivo, título original: The World's Most Powerful Leadership Principle, tradução: A. B. Pinheiro de Lemos, ISBN 85-7542-210-3, primeira edição, Editora Sextante, 136 páginas, Rio de Janeiro, 2004;

5. 5. ROUSSEAU, Jean-Jacques, A Origem da Desigualdade Entre os Homens, tradução: Ciro Mioranza, primeira edição, Editora Escala, 112 páginas, São Paulo, 2007.

6. Data do texto: 29/03/2008

Sinopse do autor: Charles Evaldo Boller, engenheiro eletricista e maçom de nacionalidade brasileira. Nasceu em 4 de dezembro de 1949 em Corupá, Santa Catarina. Com 61 anos de idade.

Loja Apóstolo da Caridade 21 Grande loja do Paraná

Local: Curitiba

Grau do Texto: Aprendiz Maçom

Área de Estudo: Comportamento, Espiritualidade, Filosofia, Maçonaria, Sociologia

Blog Segredo Maçônico