sábado, 14 de julho de 2012

Legatus Fiat Lux

ARLS ACÁCIA DO CARIRI Nº 40 CRATO CE
Legatus Fiat Lux


                                                         Enviado por: Suenilson Saulnier de Pierrelevée Sá

Certa vez há muito tempo um nobre rico, orgulhoso e poderoso, contudo profundamente amargurado estava em seu leito de morte, e mandou que chamassem o seu único filho para junto de si, pois que este há muito tempo havia sido enviado por ele para que fosse educado na condição de leigo em uma respeitável ordem monástica e de armas.

Ao ver seu jovem e vigoroso herdeiro, disse-lhe usando as forças que ainda lhe restavam.

Minha hora está próxima filho meu. Vou-me embora breve, mas antes preciso lhe falar sobre o que jamais conversamos.

Pai não faças esforços! - respondeu o filho preocupado.
Não há descanso que me recupere e nem esforço que me faça piorar meu filho.
De tudo quanto irás herdar em riquezas e estas não são poucas, nada mais valioso terás do que as três recomendações que tenho para ti no dia de hoje, aonde chego ao limiar da minha existência.

Nunca erre meu filho, pois tantas forem às vezes que tiverem oportunidade os inimigos farão comentários maldosos a teu respeito, usarão vossos tropeços como faltas impagáveis, dirão a todos o quanto foste mal, quantificarão em proporções infinitas a menor das tuas falhas, de uma ruga diagnosticar-te-ão como se leproso fosses e da sua retratação para com aqueles a que venhas errar falarão ser dissimulação.
Jamais confie em alguém, pois é na confiança que tens em outros é que nasce a traição, são aqueles que se sentam a tua mesa para tomar de tua ceia que o apunhalam como salteadores, confiar significa soltar o cabo da espada e dá vosso pescoço de própria vontade ao carrasco, ou seja, ser credo para com os homens é desejar tua própria ruína.

E por último, vos ensino e suplico não perdoe em tempo algum a teus inimigos e até mesmo os teus amigos, se estes o decepcionarem em algo. Quem perdoa abre caminho para que o beneficiado o fira com mais força depois, quem perdoa se mostra fraco perante todos por não responder com a devida força as ofensas recebidas, e ao perdoar chancela com teu aceite à humilhação que sofrestes perante um algoz desonrado.

Depois que disse tudo isso o pai, fitou o rosto do seu filho esperando dele o agradecimento por aquela lição, que pensava ele seria a de maior relevância que poderia ter dado a ele.

O filho após alguns momentos de reflexão dirigiu-se ao pai dizendo:

Pai, lá no priorado, para onde me mandastes quando eu tinha apenas doze anos, todas as vezes que eu errava um exercício com a espada ou com o escudo, meu turcoplier me mandava continuar, todas às vezes em me atrapalhava com uma cerimônia um irmão mais velho prontificava-se a orientar-me e se não sabia como proceder em uma cerimônia havia alguém sempre disposto a ensinar.
Depois quando me tornei um escudeiro, fui ao campo de guerra sendo que o irmão cavaleiro confiava a mim sua própria vida, pois era eu que deveria passar-lhe as armas no tempo certo, alimentar e dá água ao seu cavalo para que não fraquejar-se na batalha e do arnês (arreios) do animal, para que o cavaleiro não caísse da montaria.

Não foram poucas às vezes os meus momentos de ira, devido às saudades que sentia daqui, o chefe da casa perdoava-me falando que eu aprenderia a controlar meu ímpeto enquanto todos incitavam para que eu fosse devolvido como infame a nossa casa. Mesmo quando, fatigado atrasei para atender o chamado a determinada contenda com uma patrulha sarracena, fui perdoado em reconhecimento ao meu esforço nos dias anteriores.

Prosseguindo em tom de lamento, o filho concluiu:
Pai hoje soube através de ti que: errar, confiar e perdoar nos mancham. Tenho muitas dúvidas confesso, mas hei de saber como praticar o que me passastes.
O pai que escutara com todo interesse as palavras de seu filho, transpirando muito e pedindo ao criador que não desencarnasse sem poder falar novamente ao filho. Tão logo se refez, depois de um longo suspiro, disse:
Quão tolo e soberbo eu sou filho meu! Mandei te chamar, para em meus últimos momentos dar-te um legado de sabedoria, e o que me acontece, ao invés de deixar levarei de parte do meu filho, um ensinamento que supunha nem existir, face o meu vasto conhecimento.


Digo a ti filho meu, agora eu é que soube que: o erro é comum ao homem, importando apenas se ele existe intencionalmente, por casualidade ou por ausência de orientação.


Que a confiança no próximo emana da própria honradez pessoal, pois quem não sabe confiar é porque jamais foi digno de sê-lo também.


Quem não dá o beneficio da dúvida, não exerce o perdão é um condenado antecipado ao martírio na aurora dos tempos. Porque entre a humanidade, não se materializou o que dele não fará uso ao menos uma vez em sua trajetória terrena.


Filho me encontrastes agonizante e caminhando nas trevas. E retirou a venda da minha ignorância com teu discernimento, estou enxergando filho, estou enxergando a luz, eu estou indo, estou pronto... Fiat Lux...

Fonte: O Blog do Bode

sexta-feira, 13 de julho de 2012


João Teixeira, Everaldo e Joy Allan

SÂNDALO FERIDO



Quando alguém te ferir, irmão querido,

Não permita que o ódio te exaspere:

Busca a força que a prece nos confere

E perdoa o algoz, compadecido.



Deixa que a voz do amor te retempere

Pondo-te a ouvi-la desensurdecido:

"Sede vós como o sândalo ferido

Que aromatiza a lâmina que o fere."



Nossas dores são débitos passados;

Agressores, amigos disfarçados

A quem devemos reconhecimento.



Há pois no mundo um sábio regramento:

Injustiças as há, e há culpados;

Não existem porém injustiçados.



Aureci Figueiredo Martins - Porto Alegre/RS - Brasil

quinta-feira, 12 de julho de 2012

VOLTAIRE: UMA PRECE EM PROL DA TOLERÂNCIA


Voltaire

VOLTAIRE: UMA PRECE EM PROL DA TOLERÂNCIA



François Marie Arouet, mais conhecido como Voltaire, que nasceu em Paris no dia 21 de novembro de 1694 e ali faleceu em 30 de maio de 1778, foi escritor, ensaísta, maçom, filósofo e um dos pais do Iluminismo.
Conhecido por sua perspicácia e espirituosidade na defesa das
liberdades civis, da liberdade religiosa e do livre comércio, suas obras e ideias influenciaram pensadores importantes na França e na América.
Escritor prolífico, Voltaire produziu cerca de 70 obras em quase todas as formas literárias, tais como peças de teatro, poemas, romances, ensaios, obras científicas e históricas.
Polemista satírico, frequentemente usou seus textos para criticar a Igreja Católica e as instituições francesas de seu tempo, e ficou também conhecido por dirigir duras críticas aos reis absolutistas e aos privilégios do clero e da nobreza.
Por dizer o que pensava, foi preso duas vezes e, para escapar a uma nova prisão, refugiou-se na Inglaterra. Durante os três anos em que permaneceu nesse país, conheceu e passou a admirar as ideias políticas de John Locke.
De Voltaire é esta notável e atual prece em que apela em favor da tolerância entre as pessoas e os povos:
PRECE PELA TOLERÂNCIA
"Não é mais aos homens que me dirijo. É à você, Deus de todos os seres, de todos os mundos e de todos os tempos: Que os erros agarrados à nossa natureza não sejam motivo de nossas calamidades.
Você não nos deu coração para nos odiarmos nem mãos para nos enforcarmos. Faça com que nos ajudemos mutuamente a suportar o fardo de uma vida penosa e passageira.
Que as pequenas diferenças entre as vestimentas que cobrem nossos corpos, entre nossos costumes ridículos, entre nossas leis imperfeitas e nossas opiniões insensatas não sejam sinais de ódio e perseguição.
Que aqueles que acendem velas em pleno dia para te celebrar, suportem os que se contentam com a luz do sol.
Que os que cobrem suas roupas com um manto branco para dizer que é preciso te amar, não detestem os que dizem a mesma coisa sob um manto negro.
Que aqueles que dominam uma pequena parte desse mundo, e que possuem algum dinheiro, desfrutem sem orgulho do que chamam poder e riqueza e que os outros não os vejam com inveja, mesmo porque você sabe que não há nessas vaidades nem o que invejar nem do que se orgulhar.
Que eles tenham horror à tirania exercida sobre as almas, como também execrem os que exploram a força do trabalho. Se os flagelos da guerra são inevitáveis, não nos violentemos em nome da paz.
Que possam todos os homens se lembrar que eles são irmãos! "
Fonte: Blog Compreender e evoluir

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Paradoxo do Nosso Tempo

Rafael, José Tim, Douglas e Jânio

Paradoxo do Nosso Tempo (Geoger Carlin)


Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos..

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.

Lembre-se de dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame... se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.

Por isso, valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Silêncio


Silêncio

Na profusão de palavras o pecado não falta; mas aquele que fecha seus lábios é um sábio.”
Mishlê (Provérbios) 10:19.
“Um tolo diz aquilo que sabe; um sábio sabe aquilo que diz.” Rabi Simcha Bunim.
Por isso, deve haver equidade e honestidade em todas as atitudes dos seres humanos.
As pessoas deveriam assumir as responsabilidades por suas inconseqüências, por seus desmantelos, e por seus erros e respeitar os outros para que as interações humanas possam funcionar.
Existem pessoas que se acostumaram a viver com um julgo desigual, acabaram perdendo seus sentimentos, caráter, personalidade, seus sonhos, sua alegria, por se submeterem e ser subserviente às vontades de seus grãos-chefes.
Existem pessoas que evitam rever os prós e contras dos seus atos, que escondem as coisas sob o tapete, tentando evitar o desconforto em comentar as atitudes maléficas e egoístas de seus posicionamentos.
Ninguém em sã consciência é obrigado a aceitar palavras ou atitudes que violem a sua integridade moral, para isso só há um remédio, a Lei (os Tribunais Maçônicos).
O GADU criou-nos com alma e espírito, com personalidade e caráter próprios, e óbvio, especiais, para que pudéssemos viver em união uns com os outros, e não para criticar as diferenças e demarcar limites, ser controlador e manipulador.
Por isso, meus Irmãos, no momento o melhor é calar para boa vida passar.
Nossos Sábios nos ensinaram como entender um pouco mais sobre a difícil mas fantástica arte de permanecer calado. É uma forma de refletir um pouco mais sobre o silêncio, o calar.
“Fale pouco e faça muito.”
Pirkê Avot (Ética dos Pais) 1:15
Pense nisso!
Ubiratan Rufino

segunda-feira, 9 de julho de 2012


 

 

REENCONTRO COM DEUS


DEUS, passei tanto tempo te procurando, não sabia onde estavas, Olhava para o infinito, não te via, e pensava comigo mesmo:
-Será que tu existe?
Não me contentava na busca e prosseguia.Tentava te encontrar nas religiões e nos templos,Tu também não estavas.Te busquei através dos sacerdotes e pastores,
Também não te encontrei.
Senti-me só, vazio, desesperado e descri.
E na descrença tropecei. E no tropeço caí.
E na queda senti-me fraco. Fraco, procurei socorro.
No socorro encontrei amigos; Nos amigos encontrei carinho
No carinho, vi nascer o amor. Com amor, vi um mundo novo.
E no mundo novo resolvi viver. O que recebi, resolvi doar.
Doando alguma coisa, muito recebi. E recebendo, senti-me feliz.
E ao ser feliz encontrei a Paz. E tendo paz foi que enxerguei
Que dentro de mim é que Tu estavas, Foi em mim que, sem procurar, EU TE ENCONTREI.

(Autoria: Adélio Neves, e foi extraído do livro Que é Deus? escrito pelo Dr. Eliseu F. da Mota Jr.)



 

 

 

 

domingo, 8 de julho de 2012

A CRUEL INDIFERENÇA


A CRUEL INDIFERENÇA


Basta um olhar nas grandes cidades e lá está o retrato da indiferença. Gente maltratada, infeliz, doente, paupérrima se esgueirando pelas ruas, estendendo as mãos, pedindo, suplicando.

Do interior dos carros, vidros fechados, refrescados pelo ar condicionado, perfumados e alimentados, olhamos essas cenas como se estivéssemos vendo um filme.

Alguns até reagem com uma certa irritação. Culpam o Governo, reclamam das diferenças sociais, chamam de vadios os andrajosos que olham para eles com ar cobiçoso ou infeliz.

Outros viram o rosto, enojados pelo espetáculo da miséria e do abandono.

E há os que se compadecem, mas têm medo de abrir a janela, de estender a mão, de sorrir.

Todos esses, invariavelmente, esquecem dos espetáculos da pobreza tão logo chegam em casa, ao escritório ou aos locais de lazer.

Nos restaurantes, quem lembra dos famintos? Diante dos pratos cheirosos e meticulosamente arrumados, quem haveria de recordar crianças esqueléticas, mães famélicas?

Nos cinemas, lágrimas nos vêm aos olhos diante de filmes que retratam a desigualdade social avassaladora, mas saímos de lá impassíveis diante do homem torturado que sofre ao nosso lado.

Que fizemos de nossa sensibilidade diante da dor alheia? Em que ponto de nossa vida a indiferença se instalou em nosso peito e, com mãos de gelo, nos segurou o coração?

Certamente que a caridade não exclui a prudência. E é claro que não devemos nos responsabilizar por todas as dores do Mundo.

Mas, reflitamos: Estaremos fazendo de fato tudo o que é possível?

No momento damos as sobras de nossa mesa, as roupas usadas, alguns poucos reais para uma instituição.

Tudo muito louvável.

Mas estaremos mesmo contribuindo para reduzir a desigualdade aterradora que se vê no Mundo?

Cada um de nós, no papel que desempenha, no ambiente profissional, pode contribuir, sim, para mudar esse estado de coisas.

Quem de nós vive tão isolado que não possa estimular alguém ao estudo, ao trabalho? Quem de nós, de excelente condição financeira, escolhe uma criança pobre e lhe dá a chance de estudar em boas escolas?

Quantas vezes temos a chance de mudar a vida de alguém desvalido e nos calamos, omitimos, encolhemos?

Para aquele que tem vontade real de contribuir, a vida oferecerá oportunidades ímpares de fazer a diferença.

Por isso, abra seu coração para o amor. Desde hoje, deixe que seus olhos contemplem o Mundo com muito mais bondade.

Procure ver em cada criatura sofrida um irmão que tateia, cego, em busca da mão amiga que lhe ofereça apoio e segurança.

A indiferença é a escuridão da alma. Acenda a candeia de um coração sensível e traga luminosidade para a sua vida e para a de seus companheiros de jornada.

Redação do Momento Espírita.

www.momento.com.br