

ÚNICA
MEDIDA.
A carteira de identidade presta informações
de sua pessoa humana.
O calendário fala de sua idade física.
O relógio marca o seu tempo.
O metro especifica as dimensões do seu
corpo.
A altitude revela a sua localização transitória
sobre o nível do oceano.
A tinta grava as suas impressões digitais.
O trabalho demonstra a sua vocação.
A radiografia faculta o exame dos seus
órgãos.
O eletrocardiógrafo determina as oscilações
do seu músculo cardíaco.
Todos os seus estados e condições,
realizações e necessidades podem ser definidos por máquinas, engenhos,
instrumentos, aparelhos, laboratórios e fichários da Terra, entretanto, não se
esqueça você de que o serviço ao próximo é a única medida que fornece exata
notícia do seu merecimento espiritual.
ANDRÉ
LUIZ
AS BEM-AVENTURANÇAS
UM TRECHO DO SERMÃO DO MONTE
“Vendo Jesus a multidão, subiu ao monte; e depois de se ter sentado, aproximaram-se seus discípulos; e ele começou a ensiná-los, dizendo:
“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.
“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra.
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos.
“Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.
“Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.
“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.
“Bem-aventurados os que têm sido perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.
“Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem, vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque grande é o vosso galardão nos Céus; pois assim perseguiram aos profetas que existiram antes de vós.”
(Mateus, V, 1-12.)
No mundo há alegrias, porém mais existem dores e tristezas. Já dizia que “o homem vive pouco tempo na Terra e a sua vida é cheia de tribulações” — Brevi vivens tempore repletur multis miseriis.
A Escritura chama à Terra um Vale de Lágrimas e compara a vida do homem à do operário que apenas à noite come o seu pão banhado de suor.
Sentimo-nos, neste mundo, vergados ao peso da dor; hoje, amanhã ou depois, ela não deixa de visitar-nos. O peso dos infortúnios acompanha a Humanidade em todos os séculos.
O homem vem ao mundo com um grito; um gemido de dor é o seu último suspiro!
Do berço ao túmulo, a estrada da vida está semeada de espinhos e banhada de lágrimas! Quantas ilusões, quantas amarguras, quantas dores passamos neste mundo!
A dor é uma lei semelhante à da morte; penetra no tugúrio do pobre como no palácio do rico. Neste mundo ainda atrasado, onde viemos progredir, a dor parece ser a sentinela avançada a nos despertar para a perfeição.
Max Nordau dizia: “Ide de cidade em cidade e batei de porta em porta; perguntai se aí está a felicidade, e todos vos responderão. Não; ela está muito longe de nós!”
Mas se é verdade que o Senhor permitiu que os sofrimentos nos assaltassem, não é menos verdade que também nos proporciona a Esperança, com que aguardamos dias melhores. “Bem-aventurados os que sofrem, pois serão consolados.”
A Esperança é a estrela que norteia as nossas mais belas aspirações; é a estrela que ilumina a noite tenebrosa da vida, e nos faz vislumbrar a estância de salvamento. A vida na Terra é um caminho que nos conduz às paragens luminosas da Vida Eterna; não é um repouso, mas uma preparação para o repouso.
Paulo, o Apóstolo dos Gentios, recordando-nos numa das suas luminosas Epístolas a Vida Real, disse: “Dia virá em que despiremos a veste mortal para vestir a da imortalidade.
Atravessamos a existência na Terra como o soldado atravessa um campo de fogo e de sangue, e os bravos e os fortes de espírito cravam nas muralhas o seu estandarte e levantam o grito de vitória!
É isto o que nos ensina o Espiritismo com a sua consoladora Doutrina.
Tomado de compaixão pelo mundo, o Cristo desce das alturas, senta-se sobre um alto monte, atrai a si multidões de desventurados e começa o seu monumental sermão com as consoladoras promessas:
“Bem-aventurados os pobres, os aflitos, os que choram, porque deles é o Reino dos Céus!” A “palavra boa”, a Esperança, proporciona sempre resignação, coragem e fé aos desiludidos das promessas do mundo.
O homem que confia e espera em Deus, vê nos sofrimentos o resgate de suas faltas, o meio de se purificar da corrupção! É preciso ter fé, é preciso ter Esperança. Dizei ao moribundo que, em verdade não morrerá, e ele, animado pela vossa palavra, enfrentará a morte e não sofrerá o seu aguilhão!
A Esperança é a consolação dos aflitos, a companheira do exilado, a amiga dos desventurados, a mensageira das promessas do Cristo!
Perca o homem tudo: bens, fortuna, saúde, parentes, amigos, mas se a Esperança, Filha do Céu, o envolve, ele prossegue em sua ascensão para o bem, para a vida, para a Imortalidade!
Do alto do monte, tomado de tristeza pelas desventuras humanas, o Senhor ensinava às multidões os meios de conquistar, com o trabalho por que passavam, o Reino dos Céus. E a todos recomendava resignação na adversidade, mansidão nas lutas da vida, misericórdia no meio da tirania, e higiene de coração para que pudessem ver Deus. Nessa autêntica oração, o Senhor já previa que seriam injuriados e perseguidos todos aqueles que, crendo na sua Palavra, encontrassem nela o arrimo para suas dores, o lenitivo para seus sofrimentos; mas recomenda, antecipadamente, não nos encolerizarmos com o mal que nos fizerem, para que seja grande o nosso galardão nos Céus. Disse mais: que exemplificássemos a nossa vida como os profetas que nos precederam, porque “bem-aventurados têm sido todos os que são perseguidos por causa da justiça”.
Lutemos contra a dor, aproveitando essa prova que nos foi oferecida, para a vitória do Espírito, liberto dos liames terrenos!
Empunhemos a espada da Fé e o escudo da Caridade, com todos os seus atributos, e o Reino de Deus florescerá em nós, como rogamos diariamente no Pai nosso, a prece que Jesus nos legou.
Cairbar Schutel
Parábolas e Ensinos de Jesus
(1ª Edição -1928)
A queda dos Templários e a maldição de Jacques de Molay
“Todos vocês serão amaldiçoados até a 13ª
geração”, foi a maldição lançada por Jacques de Molay, o último mestre
templário, enquanto o fogo consumia seu corpo. Era o fim da mais poderosa ordem
de cavaleiros surgida durante as Cruzadas. Como entender que, em poucos anos,
os prestigiados monges guerreiros da Ordem do Templo, defensores da
cristandade, se tornaram inimigos do Estado e do papa? Fortalezas templárias no
Oriente destacando os pontos mais importantes: Jerusalém, Acre e Chipre. A data
entre parêntesis é o ano em que a fortaleza foi perdida para os muçulmanos.
Surgida em 1119, em Jerusalém, a
Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, ou simplesmente
Templários, tinha por missão proteger os locais santos de Jerusalém e os
peregrinos cristãos que para lá viajavam. Lutando ao lado de reis durante das
cruzadas derrotou as forças muçulmanas, inclusive na Península Ibérica.
Paralelamente, acumulou uma enorme fortuna a ponto de emprestar dinheiro a reis
e príncipes europeus tornando-se, em muitos países, a percursora dos
bancos, inclusive na Suíça.
O patrimônio da Ordem do Templo
incluía mosteiros, fortalezas, terras aráveis, moinhos além muito ouro e prata
guardados nos cofres de suas sedes espalhadas pela Europa. Os templários tinham
ainda seus próprios navios nos quais transportavam artigos de luxo do Oriente
para a Europa (sedas e especiarias). Tamanha riqueza pode ter contribuído para
a ruína dos Templários. Ao final do século XIII, contudo, o destino dos
templários começou a mudar.
As
derrotas militares
Jerusalém foi sede da Ordem do
Templo desde sua fundação, em 1119 até a queda da Cidade Santa, tomada por
Saladino em 1187. A sede templária foi, então, transferida para São João de Acre
onde permaneceu pouco mais de um século, até nova derrota para os muçulmanos em
1291. A queda de Acre, o último estado cristão na Terra Santa, foi um golpe
para os cristãos e os templários, que haviam jurado defender os locais
sagrados.
A ordem transferiu sua sede para
a ilha de Chipre, a terra cristã mais próxima. Foi em Chipre que viveu Jacques
de Molay, o último mestre da ordem, eleito em 1293. Em 1303, Chipre também foi
perdida assim como a ilha de Rodes, e os cristãos expulsos do Oriente. O
período das Cruzadas havia terminado.
Os
Templários caem em desgraça
A perda da Terra Santa abalou o
prestígio dos Templários e fez crescer a animosidade contra a ordem,
especialmente pela vida de luxo e abundância de alguns templários, em
contradição ao voto de pobreza. Em suas propriedades na Europa, cobravam taxas,
banalidades, fretes, direitos etc. Possuíam um poder militar equivalente a 15
mil homens, treinados em combate – uma força que estava submetida unicamente ao
papa. A presença dos templários como jurisdição pontifícia afrontava a
soberania real limitando o poder do rei em seu próprio território.
A situação ficou particularmente
ruim para os templários a partir de 1305 quando Clemente V foi eleito papa e
aliou-se a Filipe IV, o Belo, rei da França. O novo papa comprometeu-se a
retirar a excomunhão da família real francesa, colocada pelo papa anterior.
O papa e o rei, pensando em
formar uma nova cruzada, propuseram juntar as duas ordens de monges guerreiros
– templários e hospitalários – tendo por líder absoluto Filipe IV. O mestre
templário Jacques de Molay rejeitou a ideia de fusão e se recusou a condecorar
o rei francês como honorário da Ordem do Templo. Papa Clemente V (1264-1314).
Mestre templário Jacques de Molay (1243-1314) Rei da França Filipe IV, o Belo
(1268-1314)
Difamação,
prisão e tortura dos Templários
Filipe IV começou uma campanha
difamatória contra os Templários acusando-os de heresia. Segundo alguns
historiadores, o rei teria obtido autorização do papa para prender os
templários na França.
Na madrugada do dia 13 de outubro
de 1307, em uma operação sigilosa, a guarda real prendeu o mestre Jacques Molay
e todos os templários em território francês. O rei Filipe IV foi ainda mais
longe na perseguição: enviou cartas aos monarcas de Portugal, Espanha e
Inglaterra pedindo que fizessem o mesmo. Todos recusaram, afinal a Ordem do
Templo estava protegida pela imunidade sancionada pelo papa, e não poderia ser
submetida à justiça secular.
Filipe IV entregou os templários
ao Grande Inquisidor da França. Durante sete anos, submetidos a interrogatórios
brutais e sessões de tortura, alguns confessaram heresias e idolatria: negação
da Santa Cruz, negação de Jesus Cristo, beijos obscenos, sodomia e adoração de
um ídolo chamado de Bafomé, associado ao Diabo. Dos 138 templários presos, 38
morreram sob tortura.
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- Blog: Ensinar História - Joelza Ester Domingues
Dedica-te ao Trabalho
Dedica-te ao trabalho em que te sustentas, sem desprezar a pausa do repouso ou o entretenimento em que se te restaurem as energias.
Serve ao próximo, tanto quanto puderes.
Tempera a conversação com o fermento da esperança e da alegria.
Quando a lembrança do passado não contenha valores reais, olvida o que já se foi, usando o presente na edificação do futuro melhor.
Oferece um sorriso de simpatia e bondade, seja a quem for.
A paciência é a escora da paz em todas as crises e provocações nas quais te vejas. Trocá-la por reclamações e cólera, descontentamento e intolerância, será sempre deixar a pequena dificuldade em que te encontras para cair na pior.
Não condenes o mundo,
Ao invés de apará-lo.
A fonte em movimento assinala o poder do manancial.
A caridade em ação é o metro que determina as dimensões da fé.
Soubéssemos praticar o espírito de aceitação que nos sugerem os ensinamentos do Cristo e decerto que a nossa vida se desdobraria em degraus de paz e luz, ante os nossos anseios de elevação.
Emmanuel
O ESTÍMULO DO CONHECIMENTO
Para a Humanidade terrestre a revelação de outras pátrias do firmamento, fragmentos da Pátria Universal, não deve constituir uma razão para desânimo de quantos se entregam aos labores profícuos do estudo. Os desequilíbrios que se verificam no orbe terreno obedecem a uma lei de justiça, acima de todas as coisas transitórias; e, além disso, a primeira obrigação de todo homem é colaborar, em todos os minutos de sua passageira existência, em prol da melhoria do seu próximo, consciente de que trabalhar a benefício de outrem é engrandecer-se.
O conhecimento das condições perfeitas da vida em outros mundos, não deve trazer abatimento aos extremistas do ideal. Semelhante verdade deve encher o coração humano de sagrados estímulos.
Saudai, pois, o concerto da vida, do seio dos vossos combates salvadores!...
Sóis portentosos, luzes policrômicas, mundos maravilhosos, existem embalados pelas harmonias que a perfeição eleva à Entidade Suprema!...
Além do Grande Cão, da Ursa, de Hércules, outras constelações testam a grandeza divina. Os firmamentos sucedem-se ininterruptamente nas amplidões etéreas, mas a Humanidade, para Deus, é uma só e o laço do seu amor reúne todos os seres.
Emmanuel
RECORDAÇÕES
É VERDADE, ACONTECEU NA CASA DO CAMINHO - SOUSA-PB (ABRIGO DE IDOSOS) HÁ 17 ANOS.
O Sr. Jaime (Foto) tinha um amigo de nome Alípio, que diariamente fazia a sua caminhada de 500 metros, motivo de orgulho e satisfação pelo grande feito físico. O percurso era dentro do terreno da Casa do Caminho. Após o exercício físico, outra maratona estava reservada: passar horas e horas em discussão por problemas, desde o mais elementar, até o mais complexo. Algumas vezes chegavam a discussões acaloradas, prevendo até trovoadas mais fortes, entre um e outro, apesar das durezas das palavras. Cada um, Jaime e Alípio, estavam convencidos de sua superioridade na área da sapiência, e, concluídas as abordagens, os dois felizes e vitoriosos resmungavam de dentro de si, filosofando intimamente, balançando a cabeça, da tamanha ignorância do seu parceiro.
Observemos uma discussão entre os dois. Jaime sempre afirmava que não existia Deus. Alípio defendia a bondade e existência de Deus. Alípio exemplificava que o vento era obra de Deus, não obstante, o Sr. Jaime com aparente conhecimento dizia: "que o vento era obra dos homens, pois acionavam grandes ventiladores e proporcionava a movimentação do ar".
Lamentavelmente, nem Alípio nem Jaime, conheciam o pensamente de La Rochefoucauld, que nesta frase de sua autoria comentava: “O melhor meio para ser-se enganado é considerar-se mais esperto do que os outros”.
Bem, já dá para perceber a que nível de questionamento os dois amigos entregavam-se. Certamente, essa discussão deve estar sendo produzida no mundo espiritual, com certeza, com uma orientação mais serena e detendo um auxiliar para suprir a falta de sabedoria de que eram detentores quando encarnados.
Certo domingo, para assistir a missa do Idoso, quando todos vestiam as suas melhores roupas, o pescador Joaquim tinha um orgulho quando calçava um sapato, não obstante, a pessoa responsável por calçar os sapatos em Joaquim, na pressa, não percebeu que os sapatos estavam com os pés trocados e nada do querido irmão Joaquim conseguir andar. Algum tempo após, foi constatado a troca dos sapatos, motivo que o impedia de caminhar. Assim, depois de quase duas horas parado, o nosso irmão passa o final da manhã caminhando, elegantemente calçado, roupas bonitas, desfilando mostrando a todos a beleza do seu caminhar.
Outro ponto controvertido de Joaquim era o ciúme exagerado de sua filha Rita. Caso alguém falasse o nome de sua filha, ele pulava da cadeira e como se possuísse uma faca na cintura, partia com uma invisível arma branca em punho e partia para matar o primeiro que encontrasse. Para retornar ao estado normal era necessário lembrar que estava se referindo a Rita Lee, a cantora de rock.
O terceiro irmão da foto é o Cajazeirense Ascendino, foi assíduo frequentador de todos os bares de Cajazeiras, relatava casos políticos de conceituados cajazeirenses e era ouvinte assíduo do programa do radialista Ademar Nonato, da Rádio 104 FM, passando a transmitir para todos as notícias e comentários divulgados no Rádio.
Inclusive, em uma destas buscas por Ascendino, o nosso irmão Hélio Nóbrega Zenaide (Foto) foi eficiente no convencimento de Ascendino(Foto).
“Morreu acabou! Morreu acabou! Morreu acabou!”.
Dessa forma, jogava por terra, todo o conhecimento de que afirmava detentor.
Ascendino foi muito amigo de Thiago Guimarães Damião, e, normalmente, aos domingos os dois iam tomar café na granja onde Thiago residia. Retornando, percebíamos os olhos de Ascendino quase fechado e confirmando maquinalmente: "o café da casa de Thiago era bom e forte".
Na verdade, hoje sabemos que iam tomar um pouco de vinho, conversavam e retornavam para o almoço, conforme posteriormente nos relatou Thiago.
Muitas vezes, chegava a perguntar se tinha bebido algo além do café. Ele afirmava que lá em Seu Thiago era servido apenas café.
Acreditamos, em verdade, que o nosso irmão Ascendino era um espírito experiente, desprendido dos bens materiais e normalmente dormia duas a três horas por noite.
Lamentavelmente, não realizamos o seu último desejo: "era morrer no mato, na floresta, junto às plantas que amava". Veio a desencarnar na UTI do Hospital.
A senhora comunicava, chorando, que a casa foi herança do seu falecido marido. Ozório, em contrapartida, agressivo na voz, dizia que aquela casa lhe pertencia, pois tinha comprado de seu compadre, o presidente do Brasil Juscelino Kubitsheck. (foto)
Após esse dialogo a Senhora percebeu que Ozório tinha problemas.
Mais uma vez fomos atrás de Ozório para felicidade da Viúva de Campo Alegre.
São dezenas de casos de Ozório de compras e vendas de boiada de 500 até 1000 cabeças de gado, compra de terras, pagamento de lanches, almoço, com pedaço de papel jornal, aluguel de vários taxis, cujo pagamento era para receber em seu escritório (Casa do Caminho) agressão ao gerente Élcio do Banco do Brasil, por não lhe pagar em dólar, dentre tantos outros eventos constrangedores. Percebíamos, assim, pelo comportamento inconsciente, inconsequente, de Ozório, a confirmação de uma sublime verdade de que a sede do ouro corrompe os mais sublimes ensinamentos.
Esses relatos, digitado apressadamente, sem preocupação com o vernáculo e sem nenhuma intenção de deixar nódoas na imagem de nossos amados amigos, apenas, registramos uma faísca de sua valorosa personalidade, da fraternidade, de seus sofrimentos, físicos e morais, que os acompanharam nesta existência, consciente de que todos eles realizaram trabalhos de realce em outras existências, para serem nesta tão requisitados a adentrarem em provas difíceis a que se submeteram. Alguns ainda persistiam em manter um poder invisível que já não possuíam, pois não registramos em sua alma a arrogância, peculiar a muitos poderosos na Terra. Como ensina a sabedoria judaica: “A arrogância é o reino – sem a coroa”.
Pedimos a Deus todo poderoso, que derrame suas bençãos sobre os nossos seis irmãos que acabamos de mencionar algumas passagens de suas jornadas, no século XX, pois, foram para nós exemplos vivos da Lei de Ação e Reação, deixando claro um salutar ensinamento do filósofo e matemático grego Pitágoras, quando em sua sabedoria assim se expressou: “Não cometas nenhum ato vergonhoso nem na presença de outros nem em segredo. A tua primeira lei deve ser o respeito a ti mesmo”.
Infelizmente, são ainda pouquíssimos os que se interessam pela sua evolução moral. A vida da maioria de nós é uma corrida desenfreada para os bens ilusórios, nos prendemos a coisas passageiras e efêmeras. Nós, esquecemos o que nos faria felizes, dentro da nossa possibilidade de sê-lo nesta Terra, que é fazer o bem e criar em torno de nós uma atmosfera de paz e de bem-estar.
Finalmente, a fraternidade nos aproxima, nos humaniza, faz bem quando procuramos praticá-la em sua essência, não deixemos como diz um filósofo, que a fraternidade brilhe mais nos discursos do que nos corações.
Walter Sarmento de Sá Filho.