quinta-feira, 9 de maio de 2013

PODE O CRISTÃO SER MAÇOM?





PODE O CRISTÃO SER MAÇOM?


DA AUTORIA DE UM PASTOR PRESBITERIANO atuante,
IRM:. VALDEMIR DE BARROS SARMENTO, MI (do GOPE)

PODE O CRISTÃO SER MAÇOM?
Claro que sim!
 
Muita gente questiona o ingresso do Cristão na Maçonaria, por acreditar que a Maçonaria ensina e pratica coisas que vão de encontro ao cristianismo. É importante conhecer mais de perto essa Instituição, para não engrossar o coro daqueles que falam sem nenhum conhecimento de causa.
 
É impossível alguém esclarecido e sincero, afirmar que a Maçonaria é indigna do cristianismo.
 
Assim repetimos a pergunta: Pode o cristão ingressar na Maçonaria? É claro que sim!
 
VEJAMOS ALGUMAS RAZÕES:
Primeira:

Ele aprende na Maçonaria a por em prática o amor:
a) Amando a Deus (o G:.A:.D:.U:.).
b) Amando o Livro da Lei ( A BÍBLIA).
c) Amando a Família.
d) Amando o Irmão.
e) Amando o próximo.
f) Amando a Pátria.
 
Segunda:

Ele aprende na Maçonaria a respeitar sem nenhum constrangimento:
a) As diferenças raciais e sociais.
b) As diferenças religiosas ou filosóficas.
c) As diferenças político-partidária.
 
Terceira:

Ele aprende na Maçonaria a dominar e vencer as suas Paixões:
a) Vencendo a forma egoísta de encarar a vida.
b) Vencendo a forma distante de encarar a dor alheia (de quem precisa).
c) Vencendo a forma unilateral de rogar as bênçãos de Deus (G:.A:.D:.U:.).
d) Vencendo a forma deturpada de levar vantagem em tudo.
 
Quarta:

Ele aprende a ser verdadeiro:
a) Verdadeiro Obreiro da Arte Real.
b) Verdadeiro esposo, fiel amante, daquela que é a rainha do seu lar e mãe de seus filhos, companheira nas horas de alegria e tristeza.
c) Verdadeiro Pai, sacerdote do lar e sempre presente na vida da sua Família.
d) Verdadeiro Irmão, amigo e leal, sempre disposto e atento as necessidades daquele que é reconhecidamente Irmão, independente da Loja, Rito ou Potência.
Depois desse breve esclarecimento, pode alguém dizer que a Maçonaria é diabólica e indigna do cristianismo? É claro que não! Só mesmo quem não quer dar o braço a torcer insiste no erro de continuar falando mal, daquela que sempre faz o bem.
A Maçonaria é um dos braços de Deus aqui na terra, para tornar a convivência entre as pessoas mais pacífica, fraterna e agradável.

 
Pode alguém falar mal de uma Instituição que ama a Deus e ao Próximo, que ama a Pátria e defende a Natureza, que prega, defende e vive, a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade?
 
Sem dúvida alguma, o cristão pode ser maçom, pois a Maçonaria é o lugar dos homens de Bem, Livre e de Bons Costumes.
 
Que o Grande Arquiteto do Universo continue iluminando e abençoando ricamente os Obreiros da Arte Real, Construtores de um Mundo cada vez melhor.
Que Assim Seja!
 
Irmão Valdemir de Barros Sarmento, MI, GOB. Recife 12 julho 05

(OBS.: O Irm:. Valdemir é PASTOR PRESBITERIANO atuante).



 

Repassada pelo valoroso Irmão:

Rembrandt de Matos Esmeraldo

Grande Secretário de Relações Públicas Adjunto - GLMECE



terça-feira, 7 de maio de 2013

Ser Livre...

 
Ser Livre...







Alexander Lowem



Rir é arriscar parecer tolo...
Chorar é arriscar parecer sentimental...
Tentar alcançar alguém, é arriscar envolvimento...
Expor sentimentos, é arriscar rejeição...
Expor seus sonhos perante a multidão, é arriscar parecer ridículo...
Amar, é arriscar não ser amado de volta...
Seguir adiante face a probabilidades irresistíveis, é arriscar ao fracasso...
E apenas uma pessoa que corre riscos, é livre...

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Cimento Místico



 
Cimento Místico



Não sabeis vós que sois templo de Deus, e que o espírito de Deus mora em vós ? I Cor 3:16



As Lojas Maçônicas são a insígnia viva de comunhão em que o Homem vive uma experiência interior ímpar alimentada por símbolos. Por meio do simbolismo, a Sublime Ordem apresenta-se como uma das vias de pesquisa do conhecimento, vias essas que não se opõem à nenhuma religião ou fé religiosa. A arte de construir o Templo é o escopo maior dos Maçons, utilizando-se dos símbolos, considerando que a Maçonaria, no seus primórdios, era uma categoria de corporação operária consagrada à construção de edifícios e catedrais. A partir do momento que alguém se torna Maçom, há de se conscientizar que haverá um caminho longo a percorrer. Pode-se dizer que é um caminho sem fim. Ao longo dessa caminhada há bons e maus momentos. Os bons deverão ser aproveitados como incentivo, e, os maus não poderão ser motivo de esmorecimento e desistência da viagem iniciada. A linguagem, sempre empregada nas Lojas Maçônicas, diz que o Aprendiz Maçom é uma pedra bruta que deve talhar-se a si mesmo para se tornar uma pedra cúbica. É o início da sua jornada Maçônica.




O nutrimento elementar para a viagem é conhecido do Maçom desde a primeira instrução recebida: A régua de 24 polegadas, o maço e o cinzel. Com o progresso, o Maçom vai recebendo outros objetos, tais como o nível, o prumo, o esquadro, o compasso, a corda, o malhete e outros. Os utensílios de trabalho, obviamente, são simbólicos. Todos os símbolos abrem as portas sob condição de não nos atermos apenas às definições morais. E é com o manuseio dessas ferramentas que se começa a tomar consciência do valor iniciático da Maçonaria. O espírito Maçônico ensina, aos seus adeptos, um comportamento original que não se encontra em nenhum outro grupo de homens. Se isso não for absorvido, não será um bom Maçom.



O Maçom recebe, juntamente com os apetrechos, os ensinamentos necessários para começar a burilar a pedra bruta, cujo trabalho, entretanto, não termina ao torná-la cúbica: falta, ainda, a construção do Templo, que só será possível graças ao manejo dos instrumentos de trabalho e o cumprimento dos ensinamentos recebidos, adicionados à virtude, sabedoria, força, prudência, glória e beleza. Os elementos morais que devem ser o ornamento dos Maçons em sua viagem, cujo rumo não é ao desconhecido. Entenda-se, pois, que a caminhada não se restringe, apenas em portar as ferramentas, mas, principalmente, em aprender a preparar o cimento místico para trabalhar no plano superior.

O cimento místico é a argamassa, que bem misturada, fará com que os Mestres não percam o amor pela escola, deixando de ensinar; evitará a avidez pelo poder de mando, tão comum entre os homens; propiciará que o Aprendiz se torne um perfeito Mestre, para cumprir com o seu dever de Maçom, se a argamassa não deteriorar....



A Iniciação Maçônica se completa quando o Maçom galgou, sucessivamente, os degraus de Aprendiz, Companheiro e Mestre. Durante as passagens desses graus a formação do Maçom irá tornando-o hábil, com a trolha, para amassar com coragem e perseverança o cimento místico que servirá para a edificação do Templo do Grande Arquiteto do Universo. É quando estará apto para voltar ao mundo profano, esclarecido pelos deveres de Maçom, e pregar para o bem da Humanidade. Estará consciente de que a Maçonaria é a única instituição competente para levar o Homem ao domínio da paz, da ordem e da felicidade. Ele aprendeu que no seio da Sublime Ordem não existem desejos nem interesse pessoais a satisfazer, e que a ambição se delimita às necessidades da Fraternidade. Que a vaidade não pode regurgitar e que a lei fundamental, como regra absoluta, é a extinção dos maus desejos que afligem a Humanidade. Enfim, que a Maçonaria é a associação mais propícia à obtenção do aperfeiçoamento social e moral do Homem.



Só o verdadeiro Maçom poderá sentir e compreender que o Templo do Grande Arquiteto do Universo é o interior de cada um de nós, o Templo humano. O Templo espiritual, que é edificado no coração e mente do Maçom para recolhimento do Bem, do Amor Fraternal, da Beneficência e da Concórdia.



Prancha de e. figueiredo (M:.M:.)

Bibliografia:
Boucher, Jules – A Simbólica Maçônica
Jacq, Christian – A Franco-Maçonaria – História e Iniciação
Santos, Sebastião Dodel – Dicionário Ilustrado de Maçonaria
Tourret, Fernand – Chaves da Franco-Maçonaria
Manual de Aprendiz Maçom - GLESP


sábado, 4 de maio de 2013

CARTA ÍNTIMA

Auta de Souza

CARTA ÍNTIMA

Escuta, meu Irmão! Pelo caminho

Da miséria terrestre, há muitas dores;

Muito fel, muita sombra, muito espinho,

Entre falsos prazeres tentadores.


 

Há feridas que sangram... Há pavores

De órfãos sem lar, sem pão e sem carinho;

Confortemos os pobres sofredores,

Almas saudosas do Celeste Ninho!


 

Jesus há de sorrir com o teu sorriso,

Quando faças no mundo o bem preciso,

Pelo que sofres em desesperação.



 

Todo o bem que plantares nessa vida,

Há de esperar tua alma redimida

Nos caminhos de luz e redenção!


AUTA DE SOUZA




NASCIDA em 12 de setembro de 1876, em Macaíba, Rio Grande do Norte, desencarnou em 7 de fevereiro de 1901, portanto, aos 24 anos, em Natal.


sexta-feira, 3 de maio de 2013

NO CORREIO FRATERNO

 
NO CORREIO FRATERNO



Meu amigo, diz você, em vernáculo precioso, que a crença nos Espíritos desencarnados é característico de miséria intelectual.

Em sua conceituação de garimpeiro da retórica, os problemas do Espiritualismo contemporâneo se resumem a uma exploração de baixa estirpe, alimentada por uma chusma de idiotas, nos quais o sofrimento ou a ignorância galvanizaram o complexo da fé inconsciente.

Com a maior sem cerimônia deste mundo, assevera você que a convicção dos espiritistas de hoje é uma peste mental, surgida com Allan Kardec, no século passado, e acentua que o pensamento aristocrático da antiguidade jamais cogitou de semelhante movimentação idealística.

O seu noviciado no assunto é claro em demasia para que nos disponhamos a minuciosa escarificação do pretérito.

Se puder escutar-nos, no entanto, por alguns momentos, não nos meta a ridículo se lembrarmos que a idéia da imortalidade nasceu com a própria razão no cérebro humano.

Não sei se você já leu a história do Egito, mas, ainda mesmo sem a vocação de um Champollion, poderá informar-se de que, há milênios, a nobreza faraônica admitia, sem restrições, a sobrevivência dos mortos, que seriam julgados por um tribunal presidido por Osíris, dentro do mais elevado padrão de justiça.

Os grandes condutores hindus, há muitos séculos, chegavam a dividir o Céu em diversos andares e o Inferno em vários departamentos, segundo as Leis de Manu.

Os chineses, não menos atentos para com a suprema questão, declaravam que os mortos eram recebidos, além do túmulo, nos lugares agradáveis ou atormentados que haviam feito por merecer.

Os romanos viviam em torno dos oráculos e dos feiticeiros, consultando as vozes daqueles que haviam atravessado o leito escuro do rio da morte.

Narra Suetônio que o assassínio de Júlio César foi revelado em sonhos.

Nero, Calígula e Cômodo eram obsidiados célebres, perseguidos por fantasmas.

Marco Aurélio sente-se inspirado por entidades superiores, legando suas reflexões à posteridade.

Na Grécia, os gênios da Filosofia e da Ciência formulam perguntas aos mortos, no recinto dos santuários.

Tales ensina que o mundo é povoado por anjos e demônios.

Sócrates era acompanhado, de perto, por um Espírito-guia, a ditar-lhe conselhos pertinentes à missão que lhe cabia desempenhar.

Na Pérsia, o zoroastrismo acende a crença na lei de retribuição, depois do sepulcro, sob a liderança de Ormuzd e Arimã, os doadores do bem e do mal.

Em todos os círculos da cultura antiga e moderna, sentimos o sulco marcante da espiritualidade na evolução terrestre.

Acima de todas as referências, porém, invocamos o Evangelho, em cuja sublime autoridade você se baseia para menosprezar a verdade.

O Novo Testamento é manancial de Espiritismo divino.

O nascimento de Jesus é anunciado, por vias mediúnicas, não só à pureza de Maria, mas à preocupação de José e à esperança de Isabel, Ana e Simeão.

Em todos os ângulos da passagem do Mestre, há fenômenos de transubstanciação da matéria, de clariaudiência, de clarividência, de materialização, de cura, de incorporação, de levitação e de glória espiritual.

Em Caná, transforma-se a água em vinho; junto à corrente do Jordão, fazem-se ouvir as vozes diretas do Céu; no Tabor, corporificam-se Espíritos sublimados; em lugares diversos, entidades das trevas apossam-se de médiuns infelizes, entrando em contato com o Senhor; no lago, o Cristo caminha sobre a massa líquida e, depois do Calvário, surge o Amigo Celeste, diante dos companheiros tomados de assombro, demonstrando a ressurreição individual, além da morte...

Tudo isto é realidade histórica, insofismável, mas você afirma que para crer em Espíritos será necessário trazer complicações na cabeça e chagas na pele.

Não serei eu, “homem-morto” há dezesseis anos, quem terá a coragem de contradizê-lo.

Naturalmente, se este correio de fraternidade chegar às suas mãos, um sorriso cor-de-rosa aparecerá triunfante em suas bochechas felizes; mas não se glorie, excessivamente, na madureza adornada de saúde e dinheiro, porque embora eu deseje a você uma existência no corpo de carne, tão longa quanto a de Matusalém, é provável que você venha para cá, em breves dias, ensaiando o sorriso amarelo do desencanto.



Extraído do livro "PONTOS E CONTOS", do Irmão X, psicografia de FRANCISCO CANDIDO XAVIER

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O Grau de Aprendiz

Rizzardo da Camino


O Grau de Aprendiz - grau 1o



A origem dos Graus Simbólicos é confusa, vez que, inexiste um documento que a descreva; tudo é suposição, argumento e dedução.

A primeira fonte, é a Lenda de Hiram Abif que seguindo a organização administrativa imposta pelo Rei Salomão, dispunha de três classes de trabalhadores: Aprendizes, Companheiros e Mestres; o próprio Hiram era um Mestre Arquiteto.

O evento trágico envolvendo a morte de Hiram, foi protagonizado por três Companheiros.

As Sagradas Escrituras, Io Livro dos Reis, informam palidamente sobre a construção do Grande Templo e fala-se em "trabalhadores" e "Chefes Oficiais", sendo o nome "servo" destinado ao próprio Salomão e a Davi, como "Servo de Deus".

Não encontramos classificação hierárquica dos trabalhadores, apesar das diversas tarefas, como os talhadores de pedras, os carregadores e os artesãos.

A divisão de Aprendizes, Companheiros e Mestres, é notada tão-somente na Lenda de Hiram Abif que, como lenda, não satisfaz e não preenche a lacuna; lenda é suposição baseada em algum aspecto histórico.

Augusto Franklin Ribeiro de Magalhães 1 nos relata:

"A primeira organização efetiva que se conhece data do ano 704 a.C. quando Numa Pompílio estabeleceu em Roma um sistema de vários colégios de artesãos, que possuía no ápice o Colégio de Arquitetos e englobava os gregos trazidos da África. Daí vieram os Colégios Romanos, similares às organizações gregas, de acordo com a legislação de Sólon. Tinham um regimento especial e celebravam suas reuniões (Logias) a portas fechadas, em locais próximos ao do trabalho.

Conforme Pompier, seus componentes "estavam divididos em três grupos: aprendizes, companheiros e mestres e se obrigavam por juramento ante as ferramentas e os utensílios de seus ofícios e profissões a ajudar-se mutuamente e a não revelar os segredos de suas agrupações aos estranhos. Tinham o costume de admitir como membros de honra as pessoas que não pertenciam a seus ofícios, porém que eram consideradas úteis para os agrupamentos e se reconheciam entre si por sinais e palavras secretas Suas assembléias eram presididas por mestres eleitos para período de cinco anos, assessorados por dois inspetores ou vigilantes.

Dedicavam-se à arquitetura religiosa, civil, naval e hidráulica e também dirigiam as construções militares, executadas por soldados."

Esses Colégios perduraram até o ano, aproximadamente, 1200 para dar lugar às "Guildas".

Sem maiores explicações, desses Colégios sacerdotes levaram a organização para os conventos, tomando a si o encargo de construção dos conventos e das catedrais.

Se assim foi, pode-se afirmar que a incipiente Maçonaria, passara a um regime religioso, cuja influência (resquícios) permanecem até hoje, nos Rituais Maçônicos.

Os monges, da Idade Média eram denominados de "Caementerii", "Latomii", e também de "Massonerii".

1. Simbologia Maçônica, Io volume.



O "sigilo" não dizia respeito à organização em si, mas à profissão, "os segredos de cada profissão", em especial dos arquitetos que construíam as cúpulas, arcadias, alicerces suportando o peso da construção, o equilíbrio das traves e a dificultosa ramagem dos telhados.

Os monges movimentando-se, chegaram à Alemanha no século XII fundando a Corporação dos Steinmetzen que reuniu os "talhadores de pedra" com as Guildas; evidentemente, a origem foram as construções romanas; os monges aperfeiçoaram a organização administrativa e a chefia tinha autoridade eclesiástica sobre os subordinados.

Pertencer a essas organizações constituía um privilégio, tento como meio de subsistência, como de proteção, pois aqueles "artífices" eram respeitados pelas autoridades e pelo povo; todos tinham uma auréola de misticismo, formalizada pelo poder do clero.

Prossegue Magalhães:

"Essa associação, que passou a denominar-se de "Confraternidade dos Canteiros de Estrasburgo", alcançou notoriedade. Erwin de Steinbach que a dirigiu, submeteu ao bispo de diocese os planos para a construção da catedral de Estrasburgo e, ao mesmo tempo que iniciava as obras, deu aos seus operários uma organização que se tornou célebre em toda a Alemanha. Em 1275, foi realizada uma convenção histórica, talvez a primeira da Ordem. As Constituições de Estrasburgo, de 1459 as Ordenações de Torgau, de 1462, e o Livro dos Irmãos, de 1563, tornaram-se as Leis e Fundamentos que serviram de regra a essas corporações, até o aparecimento dos primeiros Sindicatos alemães. A entrada dos franceses em Estrasburgo, em 1681, e o Decreto da Dieta Imperial, de 1731. acabaram com a Fraternidade dos Steinmetzen".

As Corporações foram se ampliando, disseminando-se por toda a Europa, todas já desligadas dos mosteiros e tendo vida própria.

As "Lojas" mantinham as tradições recebidas das Guildas anteriores e conservavam "um Ritual", rústico e simples orientado para manter o agrupamento coeso. Esse Ritual, quiçá, tinha apenas um Grau: o do Aprendiz, mas, na evolução natural, seguiu-se o de "Companheiro" para afinal, estabelecer-se o de "Mestre".

Não há documento que registre esse "nascimento". O Ritual não passava de uma "adaptação" da organização dos monges.

Os rituais atuais do Simbolismo Maçônico, dão ao Grau de Aprendiz uma ênfase maior; é o Grau mais complexo e básico, sustentáculo dos Graus posteriores.

O Grau de Aprendiz, entre nós, é o mais divulgado de todos, vez que, nas centenas de Lojas que existem no País, os trabalhos são realizados no Io Grau.

Praticamente, em cada Estado (e são 27) há uma Grande Loja e, com raras exceções, cada uma possui um Ritual diferenciado.

Mesmo que essas diferenças sejam mínimas, não temos no Rito Escocês Antigo e Aceito, uma uniformidade ritualística.

Já nos Graus Filosóficos, as diferenças são oriundas dos diversos Supremos Conselhos existentes; quanto às Grandes Lojas, os Rituais são idênticos, vez que, emitidos por um único Poder, o Supremo Conselho.

No entanto, apesar das "ligeiras" diferenças, o cerne é mantido e nenhum Ritual desrespeita os Landmarks.

Nós, afirmamos que essas diferenças caracterizam a Loja e constituem a sua "personalidade".

Os maçons mais antigos, como nós, por exemplo, já com 50 anos de Loja, enfrentamos algumas dificuldades quando visitamos Lojas (e a nossa própria) vez que, encontramos "inovações".

As alterações que os Grãos-mestres introduzem, aparentemente inócuas, na realidade, às vezes ferem a liturgia e alteram o sentido da frase ritualística.

Freqüentemente, os Rituais são renovados e assim, perdem o que a tradição deveria conservar.

"Eu aprendi assim", "no meu tempo se fazia assim", são afirmações muito comuns; a tendência é conservar a tradição, mesmo que esse contenha erros vernaculares ou interpretações desusadas.

No entanto, as Lojas progridem e a Fraternidade cresce; talvez esses alterações sucessivas, porque feitas de boa-fé não prejudiquem tanto o organismo em si; os prejuízos revelam-se na parte esotérica, que é a menos estudada.

A divisão simbólica em três Graus, recorda a tríade: corpo, espírito e alma nas suas distintas fases: nascimento, vida e morte.

São fases progressivas visando uma "construção" decorrendo daí que se faz necessário um aprendizado, uma comunicação e um mestrado; esse como garantia de perpetuação da construção; um edifício, após concluído, destina-se a alguma função e essa é permanente, sediada num complexo bem realizado e permanente.

A trilogia representa a Deus, à Inteligência e à Virtude e essas fases influenciam a Vida.

Um nascimento e um estágio de companheirismo, seriam próprios da juventude; todavia, a Maçonaria inicia a jornada com o homem adulto, vendo nele o desenvolvimento completo; temos então, como se fosse um contra-senso, um adulto nascendo novamente.

Uma "criança", ao mesmo tempo, adulta, recebendo o alimento próprio para a criança.

O simbolismo esconde sigilos, mistérios e esoterismos.

O Iniciado é, simbolicamente, um recém-nascido e a vivência desse recém-nascido é realizada dentro da Loja e não no mundo profano; sai da sessão de dentro de um Templo, para a Sala dos Passos Perdidos, não o recém-nascido mas um adulto renovado; a sua inteligência compreenderá a transformação e o campo experimental, no mundo profano será numa trajetória virtuosa.

A passagem pelo aprendizado objetiva a "União", o "Aperfeiçoamento" e a "Felicidade" da humanidade.

O "culto" exercitado dentro do Templo, redunda em benefício do físico, do intelecto e da moral.

Portanto, a ação do Aprendiz, materializa-se beneficiando o próprio Corpo (o afastamento dos vícios) robustecendo o intelecto, pelos novos conhecimentos através do estudo e do conteúdo de um catecismo.

O catecismo é o resumo da Doutrina, parte compreensível de imediato e parte dependente do raciocínio prolongado.

A Maçonaria fornece os "princípios" estáticos; o simbolismo auxilia na interpretação e a prática contribui para a evolução.

O Mistério maçônico surgirá das regras contidas nos princípios e se revelará paulatinamente para o indivíduo maçom.

Cada Grau (são 33) possui seus Mistérios; ultrapassado o Grau de Aprendiz, os mistérios dos Graus terão sido assimilados e ao final, chegado o maçom ao ápice da pirâmide, nenhum Mistério existirá.

No entanto, as revelações serão individuais porque ficarão dependentes do estudo e da perseverança.

Como a solução dos mistérios é lenta e difícil, cada maçom conservará para si, e isso constituirá o "sigilo".

Dentro dos Graus Simbólicos, os "mistérios maiores" exaurem-se vencido o 3o Grau, ou seja, o Mestrado.

O Grau do Aprendiz filosoficamente, vem consagrado ao desenvolvimento dos princípios fundamentais de Sociedade (Maçônica e profana) e ao ensinamento de suas leis e costumes compreendidos nas seguintes expressões: Deus, Beneficência e Fraternidade.

Deus, porque constitui um princípio consagrado; o Maçom deve crer na existência de Deus, caracterizado historicamente através das Sagradas Escrituras.

Beneficência, porque o coração do Maçom não pode permitir que um Irmão (membro de sociedade) padeça necessidades.

Fraternidade, porque todos os homens são filhos de Deus, portanto, simbólica, histórica e filosoficamente, nossos Irmãos.

O Aprendiz cumpre esquadrejar a Pedra Bruta com trabalho, capacidade, persistência e fé.

Sem preparar a Pedra Bruta, não poderá, o Maçom, entregar-se à construção do Edifício moral, físico e espiritual; essas três fases resultam em construção de um edifício material e espiritual que é o corpo humano, compreendida a razão e a vida.

A saída do estado de imperfeição somente é realizada através do trabalho.

Esse trabalho, quanto ao Aprendiz é auxiliado pelos seus Irmãos de idade maior (2o e 3o Grau).

O Maçom trabalha em um Templo onde se encontra a Loja que por sua vez mantém uma Oficina.

Aprendiz - Grau 1o

Rizzardo do Caminho

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Qual o significado da morte?


 

Krishnamurti

 

Qual o significado da morte?



Descobriremos o significado da morte, compreendendo a infelicidade e a angústia por ela causada. Quando alguém falece, manifesta-se um choque intenso a que chamamos sofrimento. Exemplo: vocês perdem alguém a quem grandemente amavam, em quem haviam confiado e que suas vidas enriquecia. Quando há sofrimento, sinal da pobreza do ser, buscamos para ele um remédio, o remédio que a religião nos oferece, a unidade final de todos os seres humanos, com muitas teorias que lhe diz respeito. Depois, há o narcótico espírita e o remédio confortável da idéia da reencarnação. Buscamos inúmeras fugas para a angústia causada pela morte de alguém a quem grandemente amamos. Estas fugas são apenas vias sutis para que possamos esquecer-nos de nós mesmos. Nossa preocupação não diz respeito a morte, mas sim, ao nosso próprio sofrimento. Só que o que acontece é que lhe chamamos de amor pelos mortos.

Ora, se vocês não buscam conforto, por mais sutil que ele seja, esse mesmo sofrimento despertará a verdadeira inteligência de vocês, a única que pode revelar o fluxo da realidade. Não estou arquitetando teorias, estou me referindo ao que realmente tem lugar. Preocupados com a morte, vocês se tornam conscientes da sua própria vacuidade, do seu vazio, da sua solidão, e isto ocasiona a dor; e para se libertarem dessa angústia, vocês buscam remédios, consolações. Vocês apenas procuram drogas de escolhas para narcotizar as suas mentes. Assim, a mente torna-se escrava dos ideais, das crenças, e a pesquisa sobre a idéia da reencarnação, no mundo espírita, apenas conduz a maior escravidão. Tudo isto indica a pobreza do ser. Para disfarçar a pobreza do ser, vocês procuram por guias, moldes de conduta, sistemas de pensamento. Porém, jamais, poderão disfarçá-la. Por mais que a mente se esforce para evitá-la, para escapar a essa superficialidade, ela continuará a se expressar por muitas maneiras. É importante que a mente não fuja por meio de qualquer remédio e que defronte integralmente a sua própria vacuidade. Dado o fato de que a maioria de vocês não a ter enfrentado completamente, vocês não podem afirmar que haverá o nada, outra vacuidade. Vocês só verificarão o que tem lugar, após a experiência, quando viverem desta maneira. Quando vocês se tornarem plenamente conscientes, observarão como a mente sempre está procurando evitar o profundo entendimento da causa da tristeza; no entanto, é nesse pleno percebimento que verdadeiramente, vocês dissiparão a causa.
Disfarçando cuidadosamente a causa da vacuidade, que é o egoísmo profundo e sutil, vocês pensam terem resolvido o problema da morte. O sofrimento é apenas a indicação de uma mente estagnada e apegada, mas, em lugar de vocês verificarem isso, apenas procuram outra forma de narcótico para novamente adormecerem. Assim, a vida de vocês é um continuo despertar, chamado tristeza, e novamente uma volta ao sono.
Quando há sofrimento, vocês se previnem em não serem levados ao sono pelos consoladores com seus remédios. Quando a mente perde a sua limitação egoísta, dá-se então, aquele movimento da vida, o perpetuo vir a ser, em que não existe a sombra da morte.
Krishnamurti
 
– Do livro: Krishnamurti no Chile e no México em 1935

 

"Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.
Quando não conseguir correr através dos anos, trote.
Quando não conseguir trotar, caminhe.
Quando não conseguir caminhar, use uma bengala.
Mas nunca se detenha!"
Madre Tereza de Calcutá