quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A Temperança e a Tolerância Maçônica


 
A Temperança e a Tolerância Maçônica




Quando ingressamos por livre e espontânea vontade em nossa Ordem, desde logo começamos um novo aprendizado, diferente de todos àqueles que tenhamos buscado e conquistado lá fora, no mundo profano.

Começamos então a freqüentar a nossa Loja e a conviver com as instruções do R\E\A\A\, somos também instruídos pelos Irmãos mais antigos, que nos aconselham, - precisamos estudar, cumprir nossas obrigações e nossos deveres maçônicos, observando, seguindo a hierarquia, a disciplina, a obediência, conforme as Leis, até então nossas desconhecidas no mundo profano onde estávamos, e que agora, desafiam a nossa atenção e o nosso propósito de fazermos progressos neste novo modo de viver.

É neste aspecto muito importante, o grande diferencial, que a maçonaria é sem igual, não pode ser comparada com nenhuma outra instituição, que anteriormente tenhamos conhecido, ou feito parte dela.

Digo isto, porque todas as organizações humanas, envolvem um determinado grupo de participantes, que se identificam entre si mesmos, por ideais, ou por necessidades as mais diversas.

Todas estas organizações têm seus próprios estatutos, seus princípios, suas normas internas, e, as suas leis são oriundas da estrutura organizacional idealizada pelos seus líderes, geralmente, sempre conhecidos, popularizados no mundo profano.

Alguém poderia me dizer: - é, mas as religiões, as crenças em Deus, sejam judaicas, cristãs, islâmicas, budistas, espiritualistas, místicas, sempre buscam cumprir as Leis de Deus!

Aí respondo: - todas se apóiam na crença em Deus, porém todas são reguladas pela interpretação dos seus idealizadores terrenos, se assim, não fosse, a exemplo da Igreja Católica, não teriam sido realizados no decurso da história, diversos Concílios Papais, determinando novos procedimentos, novas condutas em direção a uma nova visão do mundo, em razão dos avanços científicos e tecnológicos.

Também porque se tornaram necessárias as referidas mudanças, em relação aos sentimentos humanos que com o passar dos tempos se tornaram naturalmente menos violentos, menos excludentes. Mais compreensivos de que a solidariedade humana é fundamental, principalmente quando surgem crises, catástrofes, epidemias e perigos que ameacem a toda uma coletividade.

É importante salientarmos ainda a reforma protestante, que provocou uma cisão na igreja mãe, a Católica. Os reformadores Martinho Lutero, Calvino e John Wesley construíram novas vertentes de crenças, interpretações e liturgias, dos ensinos do Mestre Jesus Cristo.

A Maçonaria Universal apesar das diversas Potências/Obediências que sustentam Suas Colunas, e dos diversos Ritos que transmitem Seus ensinos, é, em Sua Universalidade, Uma Só!

Identificamo-nos onde quer que estejamos por Palavras, Toques e Sinais!

Em Loja, mesmo fora do nosso País, independentemente do Rito praticado, nos será sempre familiar o Giro Ritualístico, os procedimentos fundamentais, que jamais serão alterados de acordo com os nossos Landmarks, - enquanto a Maçonaria existir.

Faço estas considerações, porque que desejo convidar-vos que façamos juntos uma reflexão:

Será, entretanto, a Maçonaria apenas uma representação simbólica, “exotérica”, repetitiva, em Suas decorações no interior dos Templos, com sua permanente Ritualística, sempre igual, destinada apenas a conceder Elevações e Exaltações aos Irmãos que exteriorizem, demonstrem, “brilhantes conhecimentos”, “títulos”, demonstrações de “poder e aquisição de bens materiais”, semelhantes as condecorações, quase sempre interesseiras, que geralmente acontecem no mundo profano, onde o interesse político, cultural, econômico, social e financeiro são os fatores determinantes?

Será a Maçonaria de hoje, um lugar de homens privilegiados pelo poder econômico, pelo dinheiro, que se julgam senhores da verdade, donos do mundo, verdadeiros juízes do comportamento alheio, os quais se ufanam de ostentar sem pudor, “tais qualidades”, inclusive humilhando, criticando e desprezando os Irmãos menos favorecidos por bens materiais?

Estes maus maçons
avocam-se do direito de tentar exercer sobre os demais Irmãos, a dominação pela “sede de poder a qualquer custo” que ainda conservam do mundo profano, para promoverem, inclusive, - seduções, revoltas e conspirações, geralmente contra o Irmão Venerável Mestre que os comanda com boa fé, com paciência e tolerância, acima de tudo de acordo com os preceitos maçônicos, e assim sendo pela vontade de todos os Irmãos!

Qual tem sido a nossa contribuição, o nosso ganho, quanto ao Ensino Esotérico, oculto na rica e preciosa Simbologia Maçônica?

Ao respondermos à pergunta, - quanto sois vós?

Prontamente respondemos, - somos um só!

Somos um conosco mesmo, e assim, com os nossos próprios e exclusivos interesses?

Ou somos todos um, com todos os nossos irmãos, na unicidade da fraterna solidariedade, na unidade do fraterno amor?

É aí, que precisamos fazer, cada um de nós, um acurado exame de consciência, na solidão do nosso Templo Interior, para examinarmos as arestas da nossa própria Pedra Bruta, buscando nos nossos Instrumentos de Trabalho - o Malho, símbolo da nossa força interior, força anímica e espiritual que movimenta o nosso querer, capaz de conduzir a nossa consciência, com absoluta clareza, para que sejamos os nossos próprios juízes, para nos julgarmos , para nos analisarmos com rigor, para nos darmos conta das nossas próprias imperfeições e mazelas, quem sabe as quais, inconscientemente, tantas vezes as disfarçamos, pela hipocrisia, a falsidade e a falta de sinceridade.

O Cinzel, belo símbolo da virtude, da beleza da nossa simplicidade, da humildade sem a subserviência e o servilismo aviltante e interesseiro. Humildade capaz de aparar as nossas imperfeições, adornando o nosso espírito da qualidade que nos iguala no aprendizado e no viver harmônico, gentil, sincero, junto aos nossos amados irmãos, dentro e fora do Templo.

Consciente do nosso dever ao qual, livremente Juramos Fidelidade, possamos caminhar, dar os passos que nos permitam, a subida segura em direção ao Oriente da Sabedoria.

É neste contexto que haveremos de compreender o valor da Temperança!

Praticando a autocrítica, haveremos de ganhar a virtude da Temperança, e desta maneira nos libertaremos da insipiência do orgulho que nos prejudica; da vaidade que nos ilude pela sua temporalidade material efêmera e passageira; do sentimento de superioridade que nos apequena perante nossos Irmãos; do julgar acre e sem piedade, daquele, ou daqueles Irmãos que julgamos profanamente serem imerecedores do nosso convívio, ou do Cargo que ocupam.

A Temperança nos fará ouvir mais! A Temperança nos fará mais atenciosos, amigos em todos os momentos dos nossos amados Irmãos!

A Temperança nos proporcionará a medida exata, sempre que usarmos a Régua de Vinte e Quatro Polegadas, capaz de dimensionar o nosso espírito em direção da paz, da conciliação fraterna, do reto proceder, condições imprescindíveis para acontecer dentro e fora do Templo, a permanente construção aperfeiçoadora do Lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade!

A Temperança é irmã gêmea da Tolerância.

É preciso saber temperar, dosar o conhecimento Maçônico, com a argamassa do aprendizado alicerçado no tríplice Ensino Maçônico:

Ritualístico,

Esotérico,

Espiritual.

O Ensino Ritualístico que propicia a nossa correta participação em todos os procedimentos em Loja, e fora dela nos dá a condição de nos identificarmos com nossos Irmãos Maçons, se assim o desejarmos, onde quer que estejamos.

O Ensino Esotérico nos é oferecido de uma forma sutil, ele passa pelos nossos sentidos, - o olhar, para os símbolos colocados cada um em seus exatos lugares, por exemplo, a corda de oitenta e um nós. O que estes nós representam?

Será que algum deles(os nós) são adornados, diferenciados dos outros?

O Piso Mosaico, a Orla Dentada o quê significam?

O Livro da Lei, quando o Irmão Orador faz a sua leitura, o quê Nele é Lido?

E o Olho Onividente é apenas mais um símbolo, ou é a Presença do Grande Arquiteto do Universo, que tudo vê, e assim, capacita àqueles a quem escolhe, e exclui os que apesar de iniciados teimam em impor as suas próprias vontades, viciosas e profanas?

O Ensino Esotérico passa também pelo nosso sentido da audição, pois as palavras ritualísticas que ouvimos e repetimos possuem profundos significados; o som dos malhetes do Venerável Mestre e dos Irmãos 1º e 2º Vigilantes têm entre outros objetivos, o de nos libertar das preocupações e lembranças angustiosas ou negativas do mundo profano e também o de despertar a visão sensitiva, mental espiritual, do 3º olho, situado na região do cérebro onde se localiza a glândula Pineal.

Quando unidos, entrelaçados ritualisticamente pela Cadeia de União, o Ensino Esotérico nos permite conhecer, avaliar e sentir as vibrações energéticas positivas e amorosas, fraternas.

O Ensino Espiritual e seu aprendizado, é o complemento, é o adorno, a aureola, que começa a se tornar evidente no viver daqueles que sendo iniciados, são elevados e exaltados, porque as suas atitudes, agora, serão valoradas pela aquisição das Virtudes antagônicas ao comportamento profano, vicioso, desmedido e desequilibrado pelas paixões que os aprisionavam!

A Egrégora formada no interior do Templo é real, existe, ou é apenas uma energia abstrata, própria da imaginação mental espiritual dos que vivem “alienados” do mundo material?

O alimento que nutre o nosso corpo carnal se torna delicioso se bem temperado!

O homem maçom ao usar da Temperança, adquire pela paciência, pela observação, pela compreensão, pela fraterna união, o dom da Tolerância, aí sim, será um homem livre e de bons costumes, exemplo para os demais, Irmãos e Profanos.

Li, ouvi e concordo que a Maçonaria é uma Escola de Conhecimentos! Digo mais: A Maçonaria é a forja do caráter e da virtude!

A Glusa - Grande Loja Unida Sul Americana sob comando do Irmão Weber Varrasquim, nosso Sereníssimo Grão Mestre, é um exemplo puro da prática e da busca permanente do conhecimento, do saber Maçônico Universal!

Em nossa amada Potência Glusa não importam as aparências faustuosas, muito menos os doutos do saber profano, queremos isto sim, em nossas Oficinas transformar a pedra irregular, bruta, individual, em Pedra Cúbica, perfeitamente ajustada, útil na construção do Templo da Virtude, Ideário Sagrado da Maçonaria Universal!

Considero que as experiências vividas são também nossas mestras. Assim sendo, um dia vivenciei, sofri e aprendi, com uma conspiração havida na Loja que me iniciou, cujas conseqüências ainda são sentidas pelos que desejaram colocar suas personalidades acima das orientações, da ritualística e da hierarquia maçônica que a Glusa sob o comando do nosso Sereníssimo Grão Mestre Weber Varrasquim prega e defende com rigor, sem privilegiar a nenhum Irmão ou Irmãos, por mais importantes que estes possam se sentir.

Em nossa amada Potência Glusa todos os Irmãos têm as mesmas oportunidades, para prestarem seus serviços como Obreiros fiéis e dedicados.

Quem se apressa, tropeça na sua própria Pedra Bruta, a qual deixou de lapidar. Aí cai. Naturalmente se exclui!

A Glusa está sempre preservada, pois está habituada a transpor e a crescer com a superação de todos os obstáculos que enfrenta.

A árvore Glusa produz bons frutos, sabe que de tempos em tempos, a Mão do Grande Arquiteto do Universo a podará.

Sabe, porém, que sempre receberá o orvalho do suor dos seus Obreiros, os que trabalham sem medir sacrifícios para o seu constante e permanente crescimento.



Ir\M\I\ Orlei Figueiredo Caldas, 33º

Delegado Glusa para a Região Sul do Brasil

Texto retirado do site weber Varrasquin.blogspot.com.br



Ir\M\I\ Orlei Figueiredo Caldas, 33º






quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O Maçom e o Conflito

 
O Maçom e o Conflito



Escrito por Rui Bandeira


O conflito faz parte das nossas vidas. Quer queiramos, quer não. Existem interesses divergentes, quantas vezes inconciliáveis. Quando tal sucede, várias formas de lidar com o assunto existem: a força, a imposição de poder, a desistência, a conciliação, a cooperação, a hierarquização, etc..

Os maçons também vivem e estão sujeitos a conflitos. Tanto como qualquer outra pessoa vivendo em sociedade.

Mas os maçons aprendem a lidar melhor com o conflito. Desde logo, porque aprendem, interiorizam e procuram praticar a Tolerância. Esta postura não elimina, obviamente, os conflitos, nem leva quem a pratica a deles fugir, ou a ceder para os evitar. Pelo contrário, ensina e possibilita a melhor gerir o conflito. E melhor gerir um conflito não é procurar ganhar a todo o custo. Melhor gerir um conflito consiste em detectar e obter a melhor solução possível para o mesmo. Por vezes, "vencer" o conflito pode parecer a melhor solução no curto prazo, mas revelar-se desastrosa depois.

O maçom aprende a gerir o conflito, desde logo treinando-se a fazer algo que, sendo básico, é muitas vezes esquecido: ouvir! Ouvir o outro, as suas razões, pretensões. Ouvir o outro não é apenas deixá-lo falar. É prestar efetivamente atenção ao que diz e como o diz. Para procurar determinar porque o diz e para que o diz. E assim lobrigar exatamente em que medida existe realmente conflito de interesses entre si e o outro - ou se existe apenas uma aparência de conflito de interesses, por deficiente entendimento, de uma ou das duas partes, de propósitos, intenções, objetivos.

Ouvir o outro é o primeiro exercício prático da Tolerância, da verdadeira Tolerância. Porque esta não é o ato de, condescentemente, admitir que o outro tenha uma posição diferente da nossa e permitirmos-lhe, "generosamente", que a tenha. A verdadeira Tolerância não é um ponto de chegada - é uma base de partida. A verdadeira Tolerância resulta do pressuposto filosófico de que ninguém está imune ao erro. Nem nós - por maioria de razão. Portanto, tolerar a opinião do outro, a exposição do seu interesse, porventura conceptuais com a nossa opinião e o nosso interesse, não é um ato de generosidade, de condescente superioridade. É a consequência da nossa consciência da Igualdade fundamental entre nós e o outro. Que implica o inevitável corolário de que, sendo diferentes as opiniões, se alguém está errado, tanto pode ser o outro como podemos ser nós. A Tolerância não é um ponto de chegada - é uma base de partida. Não é demais repeti-lo.

Porque a consciência disto possibilita a primeira ferramenta para a gestão do conflito: a disponibilidade para cooperar com o outro, para determinar (1) se existe verdadeiramente divergência entre ambos; (2) existindo, qual é ela, precisamente; (3) em que medida é essa divergência, superável, total ou parcialmente; (4) ocorrendo superação parcial da divergência, se o conflito se mantém e, mantendo-se, se conserva a mesma gravidade; (5) finalmente, em que medida é possível harmonizar os interesses conflitantes: cada um abdicando de parte do seu interesse inicial? Garantindo ambos os interesses, seja em tempos diferentes, seja em planos diversos?

Treinando-se na prática da Tolerância, o maçom aprende a lidar melhor com o conflito, porque é capaz de, em primeiro lugar, determinar se existe mesmo conflito, em segundo lugar predispõe-se para cooperar na superação do conflito e finalmente adquire a consciência de que existem várias, e por vezes insuspeitas, formas de superar, controlar, diminuir, resolver, conflitos - quantas vezes logrando-se garantir o essencial dos interesses inicialmente em confronto.

E tudo, afinal, começa por saber ouvir e por saber tolerar (o que implica entender) a posição do outro.

Por isso o primeiro exercício que é exigido ao maçom é a prática do silêncio. Para que aprenda a ouvir, para que se aperceba do que realmente é dito, para que reflita sobre a melhor forma de resolver os problemas que ouça expostos.

Através do silêncio, aprende o maçom a sair de si e a atender ao Outro. Através da Tolerância da posição do Outro, aprende o maçom a descobrir a forma de harmonizá-la com a sua. Através da busca da Harmonia, aprende o maçom a gerir os conflitos. Através da gestão dos conflitos, torna-se o maçom melhor, mais eficiente, mais bem sucedido.








segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Mestre e Aprendiz

 
Mestre e Aprendiz



... E respondendo ao discípulo que lhe pedira ensinasse a orar, disse o Mestre generoso:
 



Quando rogares amor, não abandones o próximo ao frio da indiferença.


Quando suplicares o dom da fé
viva, não relegue teu irmão à descrença ou à tortura mental.



Quando pedires luz, não condenes teu companheiro à pertubação nas trevas.


Quando solicitares a bênção da esperança, não espalhes o fel da desilução
.

Quando implorares socorro, não olvides a assistência que deves aos mais necessitados.

Quando rogares consolação, não veicules o desespero à margem do caminho.

Quando pedires perdão, desculpa os que te ofendem.



Quando suplicares justiça, em favor da própria segurança, não te descuides da harmonia de todos que precisas assegurar ao preço de tua renunciação e de tua humildade, a benefício dos que te cercam. 


Se reclamares pela claridade da paz, não entendas a sombra da discórdia
; se pedires compreensão, não critiques; se aguardares concurso do Céu, não menosprezes a colaboração que o mundo te pede à boa vontade.

Assim como fizeres aos outros, assim será feito a ti mesmo.



Segundo plantares, colherás.



Não olvides, assim, que a Vontade do Senhor é também a Lei Eterna e que tudo te responderá na vida, conforme os teus próprios apelos.
 



Vai, pois, e, orando, perdoa e ajuda sempre!...



Foi então que o aprendiz, reconhecendo que não basta simplesmente pedir para receber a felicidade, passou a construí-la através do serviço à felicidade dos outros, compreendendo, por fim, que somente pelo trabalho incessante no bem poderia orar em perfeita comunhão com  a bondade de Deus.
 



Emmanuel


domingo, 6 de janeiro de 2013

Ferramentas de Deus


Ferramentas de Deus

Desejavas, decerto, alma querida,
Que Deus te desse para a vida
Unicamente laços prediletos,
Os mais doces afetos
Que te consigam compreender.

Entretanto, cantando de esperança,
Recebes muitas vezes,
Por mecanismos sobrenaturais,
Muitos amados que se modificam
Enquanto o tempo avança,
Sejam eles o esposo, a esposa, o irmão, o amigo,
Parentes, companheiros, filhos, pais!. . .

Aqui, é um coração que resumia
Todos os teus projetos de ventura,
Que se te fez na luz do dia – a – dia
Um ponto inevitável de amargura.

Eis que encontras, ali, alguém que amaste
Por anjo de uma vida superior
E hoje se te surge
Por presença de dor.


Mais além, se destaca outra criatura
A quem te deste pelo afeto irmão
E agora te aparece por verdugo
Que te esquece a bondade e humilha o coração.

Entretanto, alma boa,
Serve mais, ama sempre, auxilia, perdoa. . .
Ternos amigos que se avinagraram!. . .
Temo-los onde vamos
A fim de aprimorar-nos,
Mesmo devagarinho. . .

São eles todos sempre
Ferramentas de Deus
Que nos aperfeiçoam em caminho.

Anota a vida, em torno:
A natureza é um claro exemplo disso.
O espinho guarda a rosa, a rocha escora o vale.

O freio salva o carro ao contê-lo em serviço.
Um dia, entenderás, alma querida,
Na luz do Mais Além,
Como é bom suportar quem nos despreze ou fira
Sem nunca desprezar ou ferir a ninguém.


Maria Dolores

Referência
Do livro: Encontro de Paz.



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

AUMENTO DE SALÁRIO

Valdemar Sansão
 
AUMENTO DE SALÁRIO



AUMENTO DE SALÁRIO – É a elevação de um Grau a outro, que lhe é imediatamente superior. Tem a denominação genérica de elevação. Segundo os graus, estas cerimônias têm outras designações como: passagem, exaltação, iniciação, eleição, nomeação, investidura, consagração.

Na Maçonaria de Ofício, ou seja, nas corporações operativas, o salário era real e feito pelo senhor, ou patrão, das obras; na Maçonaria atual, a dos Aceitos, ele é simbólico e recebido na forma de ensinamentos e doutrinação, na Coluna que lhe compete, através do V i g i lante dessa mesma Coluna.



O aumento de salário depende da aprovação da Loja e envolve, evidentemente, certas condições de merecimento e avaliação do aperfeiçoamento do Obreiro. Isto é medido através dos trabalhos prestados, da freqüência às Sessões da Loja e das provas de conhecimento do Grau em que o Maçom se encontra. Ninguém pode ter aumento de salário sem ter mérito e sem ter adquirido os conhecimentos necessários para isso, devendo ser justificados por uma conduta irrepreensível no mundo maçônico e no mundo profano, além da idade exigida constitucionalmente e pelo interstício necessário.As Instruções louvadas em um guia seguro (Ritual do Grau) são aulas expostas didaticamente pelas quais vamos nos redescobrindo até despertar nosso interior. É a compreensão das leis da vida maçônica. Aprendemos a conhecer-nos, a crer em nós mesmos e a crer no Grande Arquiteto do Universo, que é Deus. Aprendemos que o homem é alguma coisa mais do que um simples animal que traja roupas e que a sua natureza íntima e divina, ainda que a sua divindade se conserve oculta, adquiri o hábito da Virtude, a aluminação da Inteligência e a purificação da Alma que o faz refletir, pois, sem isso, o homem seria um animal entregue aos mais grosseiros instintos.



Com o Cinzel, dá forma e regularidade a massa informe da Pedra Bruta. Por ele aprende que a Educação e a Perseverança são precisas para chegar a perfeição; Aprende, também, que o homem não é simplesmente um fenômeno da vida ou um joguete da casualidade, mas uma potência e o Criador e o destruidor da casualidade. Por meio de sua força interior vencerá sua indolência, libertar-se-á da ignorância. Então sentirá amor por tudo o que vive e se constituirá em poder inexaurível para o bem da espécie, neste mundo de permutas, de confusões, de vicissitudes e de incertezas Aprende que o objetivo da Maçonaria para o futuro é que o homem aja, então, com toda a justiça e ame seu irmão como a si mesmo, porque ele e seus semelhantes são parte de um todo e que o todo é "Uno"; ele não pode ferir o seu irmão sem ferir a si mesmo. Recomenda o Ritual do 1º Grau que todos os membros de uma Loja devem se esforçar quanto possível, para compreenderem as vantagens dos ensinamentos das instruções.



Apresenta mensagens que devem ser assimiladas para que tenham sempre em mente o dever de pautarem seus atos individuais de todos os dias, por esse rico e antiqüíssimo manancial de Sabedoria. O Aprendiz tendo recebido a LUZ e podendo caminhar sozinho no T.'., embora ainda auxiliado pelos conselhos dos IIr.'. e pela experiência dos MM.'., sente-se responsável por si mesmo e sabe que seus pensamentos, palavras e obras devem demonstrar, sempre, a consciência de seu juramento ao ingressar no Templo do Ideal cujo serviço aceitou livremente, sem constrangimento, nem restrição de espécie alguma A vontade de evoluir oportuniza-lhe chances de crescimento e de progresso. O uso persistente e tenaz dessa faculdade soberana permite-lhe modificar sua natureza, vencer todos os obstáculos. Aprende a meditar, a concentrar-se, sintonizando com as esferas superiores e com as nobres aspirações.



Conhecendo passo a passo, a extensão dos recursos que nele germinam, fica deslumbrado, não mais teme o futuro, tampouco se julga fracoConhece, agora, o templo Simbólico, e sabe perfeitamente que ele não se constrói com pedras e madeiras, mas com Virtude, Sabedoria, Força, Prudência, Glória, e Beleza; enfim, com todos os elementos morais que devem ser ornamento dos Maçons Consciente de si mesmo compreende seus recursos latentes, sente crescer dia-a-dia suas forças na razão de seus esforços, acredita na possibilidade de ele próprio alterar seu presente e seu futuro. Assim ele há de se conservar firme na vontade inabalável de enobrecer-se e elevar-se. Atrai, com o auxílio de seus Mestres e de sua inteligência, riquezas morais e constrói para ele uma personalidade melhor Concluídas as instruções de Aprendiz nos sete meses de vivência maçônica, diz-se que o instrumento está apto a galgar o segundo degrau para elevação, representada como subida, fazendo-se reconhecer que todos somos Irmãos, aprendendo a eliminar o apego, o egoísmo, a intolerância, a intranqüilidade, a desarmonia. Sabe também que tudo que recebemos de Deus, devemos irradiar para todos, sem buscarmos qualquer recompensa Em se tratando de "aumento de salário" o maçom é honrado pela concessão do ingresso em uma nova coluna, trocando os instrumentos de trabalho para melhor se ajustar na busca de outras luzes É um erro julgar que podemos fazer tudo sozinho, sem o auxílio dos demais. É também um equívoco acreditar que o trabalho só sairá bom se formos nós os executores. Nenhum de nós sabe e pode tudo, nosso saber e poder são relativos. Todos estamos na condição de Aprendizes, em regime de interdependência, destinados a aprender uns com os outros o que ignoramos Também deverá ser apurado o que o candidato haja feito em favor dos semelhantes, quais os cuidados que tenha dispensado ao seu próprio aprimoramento pessoal.



Uma advertência que poderíamos considerar é de que não pode ser homem de bem aquele que não é justo. Contudo, não deixamos de ser injustos e imperfeitos pelo simples fato de abraçarmos os princípios maçônicos: "Um erro muito freqüente entre alguns neófitos é o de se julgarem "justos e perfeitos" após alguns meses de estudo. Há nessa pretensão de não mais necessitar de conselhos e de se julgar acima de todos, uma prova de incompetência, pois não atende a um dos preceitos da Ordem: tornar-se sempre um elemento Humilde, de Paz, de Concórdia, de Harmonia no seio da Maçonaria. Não são apenas os novos adeptos; muitas vezes, alguns mestres, antigos e experientes, equivocadamente, também pensam assim Depois, quando, no término do trabalho de aperfeiçoamento moral, simbolizado pelo desbastar das asperezas dessa massa informe, a que chamamos Pedra Bruta, pela Fé e pelo Esforço, conseguimos transformá-la em Pedra Polida, então sim, deve ter lugar o "aumento de salário" concedido com consciência tranqüila, a fim de que, mais tarde, tais decisões não venham a dar causa a arrependimentos. Apta à construção do

edifício, podemos descansar o Maço e o Cinzel, para empulharmos outros utensílios, subindo a escala da hierarquia maçônica, recebendo seu aumento de salário.



Ir.·. Valdemar Sansão

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Rachel de Queiroz



 

Rachel de Queiroz
Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza em 1910. Já havia na literatura brasileira recente um livro em que a seca nordestina era a paisagem na qual transcorria a ação ficcional, mas foi em 1930, com a estréia de uma jovem de 19 anos, que a seca passou a ser não apenas o ambiente mas o próprio personagem da história narrada. Mais do que o personagem, ela se transfigurou num estilo conhecido, então, pela primeira vez: uma prosa árida, despojada, o avesso completo de qualquer possibilidade épica. Livrando-se de todo excesso romanesco, Rachel de Queiroz esteve no princípio do movimento regionalista, um dos mais importantes que o país já teve e que revelou nomes da importância de Graciliano Ramos e Jorge Amado, entre outros. O Nordeste brasileiro tornou-se, enfim, conhecido através de uma voz literária própria. Posteriormente, tendo escrito um romance feminino de formação, trabalhado como jornalista e com forte atuação política, ela se transformou num símbolo das conquistas da mulher brasileira e foi a primeira escritora a entrar para a Academia Brasileira de Letras. Seus romances originaram famosas novelas da Rede Globo.



Obras:


O Quinze (1930)


Caminho de Pedras (1937)


As Três Marias (1939)


A Donzela e A Moura Morta (1948)


Lampião (1953)


A Beata Maria do Egito (1958)


O Brasileiro Perplexo (1964)


Dora, Doralina (1975)


O Galo de Ouro (1985)


Obra Reunida (1989)


Memorial de Maria Moura (1992)


As Terras Ásperas (1993)





FRASES DE RACHEL DE QUEIROZ



"Morrer, só se morre só. O moribundo se isola numa redoma de vidro, ele e a sua agonia. Nada ajuda nem acompanha."



"A Gente nasce e morre só. E talvez por isso mesmo é que se precisa tanto de viver acompanhado."



''Morrer, só se morre só. O moribundo se isola numa redoma de vidro, ele e a sua agonia. Nada ajuda nem acompanha.'' (Autor:Rachel de Queiroz)



''A Gente nasce e morre só. E talvez por isso mesmo é que se precisa tanto de viver acompanhado."



"Quando se houverem acabado os soldados do mundo, quando reinar a paz absoluta, que fiquem pelo menos os fuzileiros, como exemplo de tudo de belo e fascinante que eles foram e as coisas belas que fizeram."



'' ... A gente nasce e morre só. E talvez por isso mesmo é que se precisa tanto de viver acompanhado ... ''



''Doer, dói sempre. Só não dói depois de morto. Porque a vida toda é um doer''. Rachel de Queiroz



''Cada coisa tem sua hora e cada hora o seu cuidado'' Rachel de Queiroz



''Fala-se muito na crueldade e na bruteza do homem medievo. Mas o homem moderno será melhor?



 

 

"O Sábio não se exibe, e por isso brilha. Ele não se faz notar, e por isso é notado. Ele não se elogia, e por isso tem mérito. E porque não está competindo, ninguém no mundo pode competir com ele."

Lao Tsu (Tao Te King)

Fonte: Blog do João Sávio

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Bens e Males

 
 
Bens e Males


Quase sempre, na Terra, muitos bens são caminhos a muitos males e muitos males são caminhos a muitos bens. 
 


Por isso, muitas vezes, quem vive bem à frente dos preceitos humanos, pode estar mal ante as Leis Divinas.
 


A dor, sendo um mal, é sempre um bem, se sabemos bem sofrê-la, enquanto que o prazer, sendo um bem, é sempre um mal se mal sabemos fruí-lo.
 


Em razão disso, há muitas situações, nas quais o bem de hoje é o mal de amanhã, ao passo que o mal de agora é o bem que virá depois.


Muita gente persegue o bem, fugindo ao bem verdadeiro e encontra o mal com que não contava e muita gente se desespera, a fim de desvencilhar-se do mal que não consegue entender e acaba encontrando o bem por surpresa divina.




Há quem se ria no gozo dos bens do mundo para chorar nos males da Terra para colher os bens da Esfera Superior. 


Não procures unicamente estar bem, porquanto no bem apenas nosso talvez se ache oculto o mal que flagela os outros por nossa causa e o mal que flagela os outros por nossa causa é mal vivo em nós mesmos, a roubar-nos o bem que furtamos do próximo...




Se desejas entesourar na estrada o em dos mensageiros do bem
, atende, antes de tudo, ao bem dos semelhantes, sem cogitar do bem que se te faça posse exclusiva.


Recordemos o Cristo que, aparentemente escravo ao mal do mundo, era o Senhor do Bem, a dominar, soberano, acima das circunstâncias terrestres, e, tentando seguir-Lhe o passo, aceitemos com valor, no mal da própria cruz, o roteiro do bem para a Grande Vida.
 
Scheilla