domingo, 7 de junho de 2020

"O Ramo da Acácia" (republicação)


Hoje trago-vos um texto "antigo" de 2007 saído da mão do José Ruah que aborda um dos símbolos mais importantes da Maçonaria, a Acácia.

No texto que abaixo republico e que pode ser consultado no seu original aqui, o José dá a sua opinião sobre esta madeira e a sua simbologia na Maçonaria.

"O Ramo de Acácia"

Quem me conhece sabe que não sou dado a grandes explicações simbólicas, nem tão pouco tenho seguido a via do esoterismo.

Acredito que as coisas têm um fundamento e que esse fundamento poderá ser encontrado na História, nos Usos e Costumes, ou em Livros Sagrados.

O que fazemos com as coisas pode derivar da interpretação dada, tenha ela sido a mais correcta ou não, ou simplesmente diferente.

Hoje decidi pegar na Acácia.

A Maçonaria elegeu como um dos seus símbolos a Acácia, outros, e apenas a título de exemplo, são o Esquadro e o Compasso.

Porquê a Acácia e não o Cedro? Sabemos pela tradição e pela História que estas madeiras foram usadas no Templo de Salomão, base simbólica da Maçonaria Especulativa tal como a conhecemos actualmente.

Aliás o Cedro é muito mais mencionado como material de construção do Templo que a Acácia, mas não é utilizado na simbologia Maçónica.

E a Acácia, ou mais propriamente o Ramo de Acácia (Inglês: Sprig; Francês: Rameau) passou a ser claramente um símbolo.

As primeiras referências à Acácia aparecem no Antigo Testamento no Livro do Êxodo. Aqui Deus determina que será esta a madeira e não outra a que será utilizada para a construção da Arca a Aliança onde estão depositadas as Tábuas da Lei, bem como para a construção da mesa Para os Pães da Preposição e outros objectos de culto utilizados naquele que foi na verdade o primeiro Templo.

Não um templo de pedra como o que o rei Salomão constrói ( ou manda construir), mas um templo móvel que era erguido nos acampamentos do Povo Judeu.

A estrutura deste Templo Móvel é depois emulada por Salomão para a construção do Templo em Jerusalém, respeitando as proporções e os compartimentos. Nesse Templo foi depositada a Arca da Aliança e os demais objectos de culto.

Ora o Templo era revestido a cedro, mas os Objectos de Culto em Acácia.

O termo hebraico é Shittah e pensa-se que referencia a espécie de Acácia hoje conhecida por Nilotica ou Seyal. Sendo que na região também existem a Albida, Tortilis e Iraqensis.

Mas esta referência é à madeira de Acácia. Todavia como já disse antes o Símbolo é o Ramo de Acácia.

E as referencias ao Ramo de Acácia aparecem também relacionadas com os Hebreus, mas não com o Templo.
De entre as tribos do Povo Judeu uma originou a linhagem dos Sacerdotes. Primeiro no Templo móvel e depois no Templo de Jerusalém. Ora por uma questão religiosa estes Sacerdotes não podiam aproximar-se de cadáveres humanos e por consequência das respectivas campas.

Na altura os cemitérios não estavam tão organizados como actualmente e os defuntos eram inumados nos terrenos fora das cidades mas muitas vezes sem critérios de localização. Ora isto representava um problema para os Sacerdotes pois para cumprirem os preceitos religiosos tinham que saber onde estavam essas campas.

Como sabemos a Acácia é considerada em muitos sítios uma praga, pois precisa de poucos recursos para viver e em caso de incêndio é a primeira planta a aparecer, não deixando que as espécies autóctones voltem e assim causando desequilíbrios ambientais.

Esta característica seguramente levou a que as campas passassem a ser marcadas com um Ramo de Acácia para assim serem facilmente reconhecidas pelos Sacerdotes.

Daqui à Lenda de Hiram é um passo, pois a lenda situa no espaço e no tempo a estória da morte de Hiram , espaço e tempo que são os que acabo de referir , Jerusalém na época da construção do templo.

Na Lenda Hiram é assassinado e o seu cadáver enterrado fora da cidade para encobrir o crime. Todavia a regra mandava marcar a sepultura com um Ramo de Acácia.

Temos aqui a ligação.

Hoje o ramo de acácia continua a ser usado como símbolo, sendo que e tanto quanto consegui perceber é o Ramo da Acácia Nilotica ou Seyal, ou eventualmente o da Acácia Robinia.

Ficam aqui as imagens de cada um deles e cada um de vós que tire as conclusões.
Acacia Nilotica
Acacia Robinia
JoseSR

sábado, 6 de junho de 2020

23 MARÇO 2020


Comunicação do Grão Mestre aos Irmãos por ocasião do Equinócio da Primavera



Meus Queridos Irmãos,

Nesta hora tão difícil que o povo Português atravessa, em consequência da pandemia que afecta milhões de seres humanos em todo o mundo, a Grande Loja Regular de Portugal/Grande Loja Regular de Portugal, fiel às suas tradições deveria estar hoje, dia 21MAR20, a celebrar em Paz, Harmonia e Alegria o Equinócio da Primavera.

Ao assinalar este ano a passagem do Equinócio da Primavera, esta lembrança é mais actual que nunca, porquanto as trevas anunciam-se hora a hora e dia a dia, por toda a Terra, num vendaval ininterrupto e avassalador, sob a forma de um vírus, o Covid 19, afectando a humanidade e pondo em risco a nossa sobrevivência.

Mas as Trevas, que sempre existiram, parecem desconhecer a sagacidade, a ousadia, a inteligência e a temeridade da nossa fraternal ordem, sobretudo nos difíceis tempos de desgraça. Por todo o tempo que nos antecede, quantas lutas os Maçons travaram e ajudaram a vencer.

A Grande Loja criou um Gabinete de Apoio aos Irmãos mais vulneráveis para satisfação das necessidades básicas.

Tenho recebido inúmeras mensagens de apoio de muitos Irmãos que, com verdadeiro amor fraterno, manifestaram vontade de ajudar neste momento de calamidade. A todos agradeço, muito reconhecido.

Tenho ainda mantido estreito contacto com muitos Veneráveis Mestres que procuram encontrar e apoiar as soluções mais adequadas à satisfação das necessidades dos nossos Irmãos e dos seus familiares.

Sempre unidos e prontos a lutar pela segurança os Maçons estão a dar provas em todo o mundo e em todos os lugares e posições.

A Maçonaria a que pertencemos, está em cada canto do nosso planeta e por isso se define como uma Ordem Mundial.

Por isso, tenho ainda mantido contactos com muitas Obediências Internacionais num amplo quadro fraterno e de diplomacia maçónica.

E tudo isto na sustentação moral e material dos mais necessitados, fazendo o bem e contribuindo para a diminuição das imperfeições do mundo.

Desta forma, cada Irmão, no campo da sua actividade, deve colocar em prática todos os ensinamentos a que foi convidado a meditar e a aceitar, no dia da sua iniciação.

Tudo o que assim fizermos, far-nos-á encontrar o âmago da vida - ou das coisas que fazem a vida -, e isso é saber a razão de existir e do porquê de aqui estarmos.

E o que procuramos é o conhecimento, a Luz. Por isso convoco todos os Irmãos a este combate pela Luz, manifestando prontidão, seja onde for e estejam onde estiverem.

Neste tempo particular de dificuldades e de incertezas, precisamos de estar unidos e serenos, para que a razão, alicerçada nos valores que professamos, seja a Luz que ajuda os outros.

Não posso deixar de enviar um abraço forte e fraterno a todos os Irmãos que se encontram doentes, bem como a todos os Irmãos que se mantêm a trabalhar activamente em todas as frentes das necessidades desta luta, bem como às suas famílias, abraço que alargo a todos os Irmãos e famílias que se encontram confinados em casa.

Renovo o agradecimento a todos os cidadãos que em Portugal se empenham em possibilitar a continuidade da nossa vida comunitária, de forma denodada e virtuosa.

Meus Queridos Irmãos,

Precisamos de todos. Apelo, por isso, ao vosso escrupuloso cumprimento das Directivas Governamentais e das Entidades de Saúde.

Convosco, sei que faremos mais e melhor a bem da humanidade e para engrandecimento da nossa Augusta Ordem.

Recebam um fraternal tríplice abraço,

A.G.D..A.D.U..

Armindo Azevedo
Grão Mestre

sexta-feira, 5 de junho de 2020



"Não tenho ouro nem prata, mas trago ao Brasil o que de mais valioso possuo: O amor de Jesus Cristo."

Papa Francisco.


" As aparências não enganam.
Para quem sabe observar , cada
pessoa traz estampada no rosto
a descrição de sua alma. "
“ Cada boa ação que você
pratica, é uma luz que você
acende em torno dos próprios
passos. ”

Chico Xavier


"Se o Senhor não confiasse em ti, não te emprestaria o filho que educas, a afeição que abençoas, o solo que cultivas, a moeda que dás." 
Emmanuel




quinta-feira, 4 de junho de 2020


AVISE A VOCÊ.

Aprenda a admoestar-se, antes que a vida admoeste a você.
Se o seu problema é alimentar-se excessivamente, exponha na mesa está legenda escrita, diante dos olhos:

- Devo moderar meu apetite.

Se a sua luta decorre da preguiça, dependure este dístico à frente do próprio leito para a reflexão cada manhã:

- Devo trabalhar honestamente.

Se a sua intranquilidade surge da irritação sistemática, coloque este aviso em evidência na lar para observação incessante:

- Devo governar minhas emoções.

Se o seu impedimento irrompe de vícios arraigados, carregue consigo um cartão com esta lembrança breve:

- Devo renovar-me.

Se o seu caso difícil é a inquietação sexual, traga no pensamento este aviso constante:

- Devo controlar meus impulsos.

Se o seu ponto frágil está na palavra irrefletida, espalhe este memorando em torno de seus passos:

- Devo falar caridosamente.

Não acredite em liberdade incondicional. Todo direito está subordinado a determinado dever. Ninguém abusa sem consequências.
Repare os sistemas penalógicos da vida funcionando espontaneamente.


Enfermidades compartilham excessos...
Obsessões cavalgam desequilíbrios...
Cárceres segregam a delinquência...
Reencarnações expiatórias acompanham desatinos...



Corrijamos a nós mesmos, antes que o mundo nos corrija.
Todos sabemos proclamar os méritos do pensamento positivo, entretanto, não há pensamento positivo para o bem sem pensamento reto.

O tempo é aquele orientador incansável que ensina a cada um de nós, hoje, amanhã e sempre que ninguém pode realmente brincar de viver.

ANDRÉ LUIZ.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

1431: Joana D'Arc morre na fogueira

Joana D'Arc foi queimada numa fogueira em praça pública a 30 de maio de 1431 na cidade francesa de Rouen. A jovem filha de camponeses liderou a luta contra a ocupação inglesa em 1429, na Guerra dos Cem Anos.


Hoje, Joana de Orleans é um símbolo nacional para os franceses.

Napoleão Bonaparte certa vez disse: "Um francês pode fazer milagres ao ver a independência do país ameaçada". Ainda hoje, Joana D'Arc é um símbolo nacional para os franceses. Vários livros com sua biografia e diversos filmes foram lançados sobre a ingênua, porém corajosa filha de lavradores do interior da França.

Joana D'Arc nasceu em Domrèmy-la-Pucelle na noite de Epifania de 1412. Já em vida, havia se tornado uma lenda, as pessoas queriam vê-la e tocá-la. Em 1429, entrou para a história da França ao escrever uma carta ao chefe da ocupação inglesa:

"Rei da Inglaterra, autointitulado regente do Império Francês, entregue à virgem enviada por Deus, imperador do céu, a chave de todas as cidades que Sua Alteza tomou dos franceses. Se não o fizer, Sua Alteza já o sabe, eu sou general. Em todo lugar na França que encontrar da sua gente, vou expulsá-la."

Teria sido ousadia ou ingenuidade a oferta feita por Joana, então com 16 anos, ao seu rei, Carlos 7º, de expulsar os invasores ingleses de Orleans e assim ajudá-lo a garantir-se no trono da França? Ao se apresentar como enviada divina, ajudou a projetar seu nome na história.

Oficialmente, ninguém contestava a necessidade de expulsar os britânicos. Mesmo assim, o rei e seus consultores preferiram mandar averiguar quem era aquela jovem. Doutores, religiosos, guerreiros, ninguém encontrou ressalvas à pura Joana, apenas o bem, a inocência, a humildade, a honestidade e a submissão.

Enviado por Deus

Joana apareceu para salvar os franceses justamente no momento em que eles acreditavam que apenas um milagre poderia ajudá-los. E a Joana vestida de guerreiro, um enviado de Deus, incorporou esta esperança. O povo via nela a concretização de um antiga profecia, segundo a qual a França seria salva por uma virgem. Uma propaganda ideal para a corte. Era a oportunidade para motivar suas tropas, que a esta altura estavam com a imagem um tanto desgastada.

Joana, a salvadora. Com o passar dos séculos, ela foi chamada de tudo: bruxa, prostituta, santa, feminista, nacionalista, heroína. Pelo ultraconservador Le Pen, na França atual, ela foi inclusive usada como símbolo contra os invasores modernos. E, na tela, é apresentada como um tipo de adolescente rebelde, altruísta, apegada aos ideais.

Mas, retrocedendo na história: depois que ela foi sabatinada por uma comissão da corte, recebeu o uniforme completo de cavaleiro e começou a lutar pela libertação. Orleans estava sitiada pelos ingleses há seis meses. Uma tropa de cinco mil homens pretendia forçar os 30 mil habitantes a se entregar. Apesar de não ser um integrante ativo nos planos dos militares franceses, o espírito de luta de Joana – e talvez apenas sua presença – trouxe a vitória aos franceses.

No dia 8 de maio de 1429, ela foi festejada pelos moradores de Orleans como enviada divina. E seguiram-se ainda muitas vitórias até a coroação de Carlos 7º em Reims. Os ingleses, derrotados, iniciaram uma conspiração contra Joana, que acusavam de bruxaria. Ela foi presa em 1430 e condenada pela Inquisição a morrrer na fogueira, depois de 20 meses de julgamento. 

terça-feira, 2 de junho de 2020


“O BODE NA MAÇONARIA”

- Parte I -

“E não me chamem de bode, pois eu prezo por um bom banho”
Dentro da maçonaria, muitos desconhecem o nosso apelido de bode.
A maioria dos maçons desconhece totalmente sobre “O Bode”, pelo contrário, quando ingrenssam na maçonaria, descobre que não há bode nenhum. Daí, muitos não se interessam em saber a origem dessa crendice.
Então de onde vem está historia de bode?
Os maçons por brincadeira alimentam essa fantasia, ou por diversão, ou para manter longes pessoas indesejadas e muitas vezes até mesmo para testar se o candidato a maçonaria se deixa levar por essas brincadeiras.
Também é comum, entre os próprios maçons, se referem a outros maçons como bode.
Exemplo:
- “Essa festa está cheirando a bode!” – quer dizer – “Essa festa está cheio de maçons”
- “Fui ao hospital, e o médico era bode.” – quer dizer – “Fui ao hospital, e o médico era maçon.”
Outra brincadeira comum é uma expressão dita ao candidato que está prestes a ingressar na ordem.
-”Estás preparado para sentar no bode?”
Realmente, parece assustador de primeira mão. Mas essa expressão é usada para testar se o candidato se deixa levar pelas crendices.
Na verdade quer dizer: “Estas preparado para ingressar na maçonaria?”
Assim como em palavras o bode virou mania entre os maçons. Adesivos de carro, chaveiros, camisas, bonés, bonecos e até estatuetas são visto entre o meio maçônico. Hoje, o bode, virou uma brincadeira
Sendo que, o povo ainda acredita nessa tolice. Então se não fores maçom pensa bem no que acabara de ler, e não deixe que fundamentalistas fanáticos induzam a sua visão contra a Maçonaria.
Então de onde vem está história de bode?
É um tratamento que se dá; o que significa trabalhar em segredo. Essa preocupação dos Maçons se dá em razão de que no passado, as perseguições do Santo Ofício levavam à tortura e ao sacrifício inúmeros Irmãos, no intento de arrancar-lhes os segredos ou conhecimentos acerca daquilo que protegiam com muita dor e coragem, podendo ser, inclusive, assuntos conspiratórios contra a coroa, ou o império, posto que o combate à tirania e ao obscurantismo fazia parte da grande ocupação de que tratavam os “bodes” na maioria dos Templos Maçons.
Assim, a figura do Bode, que ficou conhecida como símbolo do segredo, do silêncio e da confidencialidade entre os Irmãos de todas as Obediências e Ritos, fez com que adotassem a enigmática caricatura desse animalzinho como uma identificação e reconhecimento entre os membros da fraternidade dos pedreiros livres, e que sobre esse costume muitas brincadeiras se realizem nas iniciações ou nas comunicações bem humoradas entre Irmãos.
No livro de Daniel (12: 4); o Senhor ordena que o profeta lacre e guarde em segredo as palavras de uma mensagem expressa em um determinado livro até o fim dos tempos.
Mais adiante, no mesmo capítulo, nos (vs. 9 – 10), diz o Senhor: “Vai Daniel, porque estas palavras estão fechadas e lacradas até o tempo do fim. Muitos serão purificados, esbranquiçados e refinados, mas os transgressores procederão iniquamente, e nenhum dos transgressores entenderá, mas os sábios entenderão”. Fiel às instruções do Senhor Deus, Daniel guardou e os de hoje prosseguem guardando o segredo recomendado por Deus.
Embora guardar sigilo na Ordem Maçônica vem desde sua origem; a notícia remonta do período dos apóstolos, por volta do terceiro ano depois de Cristo quando eles se dirigiram a várias localidades para pregar o evangelho. Os que foram para a Palestina, ficaram surpresos com o costume do povo judaico em falar ao ouvido de um bode, um animal muito presente na cultura do povo judeu daquele período. Os apóstolos de Cristo, ao buscarem saber as razões que sustentavam aquela postura, os palestinos davam o silêncio como resposta. Até que um Rabino de uma comunidade, em atenção à indagação do apóstolo Paulo, respondeu-lhe que tal procedimento era (e ainda é parte, até hoje em algumas aldeias do território Israelense) de um cerimonial judaico para expiação de pecados e erros, cujo povo tem o bode como confidente.
Confessar erros e pecados ao um bode, junto ao seu ouvido, segundo o mencionado ritual, assegura ao pecador de que, os segredos de seus delitos confessados ficam guardados, tendo em vista que bode não fala. O confessionário na Igreja Católica foi instituído anos depois, cuja instituição garante ao pecador o voto de silêncio por parte do sacerdote-confessor.
Perseguida pelo governo papal do Vaticano, por discordar frontalmente das instituições oficiais do seu poderoso império, com que a Igreja subjugou, humilhou e matou nas fogueiras da Inquisição milhões de pessoas, muitos maçons foram presos e submetidos aos inquisidores que a todo custo buscavam arrancarem deles confissões sigilosas de domínio da Ordem Maçônica, semelhantes as que o Senhor recomendou ao profeta Daniel fechar e lacrar até o tempo do fim.
Um dos inquisidores Chasmadoiro Roncalli, um reconhecido perverso dos quadros da Igreja, chegou a desabafar, com um superior seu:
“Senhor, este pessoal maçom parece bode, por mais grave que eu torne o processo de flagelação a que lhes submeto, não consigo arrancar de nenhum deles quaisquer palavras.”
Remonta desse período a alcunha de bode com que se faz referência aos cidadãos maçons, em todo o mundo, como aquele que sabe guardar segredo.
Muitos associam a figura do bode ao demônio com que buscam acusar a Maçonaria de práticas satânicas, com argumentações integralmente destituídas da expressão da verdade.
A origem desta denominação data do ano de 1808. Porém, para saber do seu significado temos necessidade de voltarmos no tempo. Por volta do III ano d.C. vários Apóstolos saíram para o mundo a fim de divulgar o cristianismo. Alguns foram para o lado judaico da Palestina. E lá, curiosamente, notaram que era comum ver um judeu falando ao ouvido de um bode, animal muito comum naquela região. Procurando saber o porquê daquele monólogo foi difícil obter resposta. Ninguém dava informação, com isso aumentava ainda mais a curiosidade dos representantes cristãos, em relação àquele fato. Até que Paulo, o Apóstolo, conversando com um Rabino de uma aldeia, foi informado, de que aquele ritual era usado para expiação dos erros. Fazia parte da cultura daquele povo contar a alguém da sua confiança, quando cometia, mesmo escondido, as suas faltas; ficaria mais aliviado junto à sua consciência, pois estaria dividindo o sentimento ou problema.
Mas por que bode? – Quis saber Paulo. É porque o bode é seu confidente. Como o bode não fala o confesso fica ainda mais seguro de que seus segredos serão mantidos, respondeu-lhe o Rabino. A Igreja, trinta e seis anos mais tarde, introduziu, no seu ritual, o confessionário, juntamente com o voto de silêncio por parte do padre confessor – nesse ponto a história não conta se foi o Apóstolo que levou a idéia aos seus superiores da Igreja; o certo é que ela faz bem à humanidade, aliado ao voto de silêncio. O povo passou a contar as suas faltas.
Voltemos a 1808, na França de Bonaparte, que após o golpe dos 18 Brumário, se apresentava como novo líder político daquele país. A Igreja, sempre oportunista, uniu-se a ele e começou a perseguir todas as instituições que não governo ou a Igreja.
Assim a Maçonaria, que era um fator pensante, teve seus direitos suspensos e seus Templos fechados; proibida de se reunir. Porém, irmãos de fibra na clandestinidade, se reuniram, tentando modificar a situação do país.
Neste período, vários Maçons foram presos pela Igreja e submetidos a terríveis inquisições.
Porém, ela nunca encontrou um covarde ou delator entre os Maçons. Chegando a ponto de um dos inquisidores dizer a seguinte frase a seu superior:
- “Senhor este pessoal (Maçons) parece “BODE”, por mais que eu flagele não consigo arrancar-lhes nenhuma palavra”.
Assim, a partir desta frase, todos os Maçons tinham, para os inquisidores, esta denominação: “BODE” – aquele que não fala o que sabe guardar segredo.
Conta um historia; que um sargento após o jantar sentado no alpendre de sua casa observava a loja maçônica do outro lado da rua e o movimento dos maçons em uma noite de segunda feira data de reunião semanal dos mesmos e resmunga para si mesmo.
- “Os bodes já estão chegando, coisa ridícula esses ternos pretos que eles usam, eles não devem fazer coisa boa lá dentro, nem janelas esse prédio tem, isso é coisa do diabo…”
Era sempre assim, até que em uma segunda feira especial para os maçons, o movimento estava fora do normal, com um grande numero de visitantes de fora, e no meio deles o sargento reconheceu o seu comandante de companhia da Força Pública, pois, o sargento comandava a força policial da cidade, um cabo e quatro soldados. Quando terminou o movimento e todos os maçons adentraram ao templo, o sargento permaneceu um pouco mais, mas todo movimento da rua cessara, com mais alguns resmungos contra os maçons, onde já se viu o seu comandante também era da maçonaria, com certeza já vendera a alma pro diabo, por isso, chegou a Comandante da Companhia.
Entrou na casa perguntando para a esposa.
- Cadê o garoto?
- Brincando com as crianças ai na pracinha.
- Eu já vou deitar daqui a pouco você vá chamá-lo, já está tarde para criança ficar na rua, ainda mais com os bodes em reunião ai na frente.
- Deixa de ser ranzinza homem, os maçons não são bodes, todos os que nós conhecemos são gente boas, até o prefeito é maçom.
Por volta de uma hora da manhã, o sargento sua esposa e o filho de oito anos acordaram com os berros de um bode, os berros vinham da loja maçônica, a família saiu até a rua, o mesmo fazendo os vizinhos do lado, e todos admirados com os berros de bode que vinham de dentro da maçonaria, o prédio estava às escuras, fato que indicava que a reunião dos maçons já havia terminado.
O sargento aproveitou para descer o pau nos maçons, e deixou claro que iria tomar providências, entrou colocou a farda e se dirigiu ao CLUBE 1932 SÃO PAULO AINDA DE PÉ; pois era lá que os maçons se dirigiam após os trabalhos da loja, em jantar de confraternização.
Enquanto se dirigia para o clube social, percebeu seu filho seguindo-o, sorriu era bom que o filho o visse em ação.
Na portaria do clube pediu para que chamassem o prefeito, pois tinha novidades.
- O que aconteceu sargento, algum fato grave? Perguntou o prefeito.
- Isso é o senhor que vai dizer Senhor prefeito.
- Eu, por quê?
- É que lá na sua loja.
- Que loja sargento, eu lá tenho loja, até onde sei eu sou um latifundiário bem sucedido na produção de grãos.
- Eu estou falando da loja maçônica, tem um bode berrando lá dentro e não deixa ninguém dormir no quarteirão inteiro.
- Ah, o bode está berrando muito?
- Ta e eu tenho, que tomar uma providencia, o senhor me dê à chave da loja, e com sua permissão é claro, vou entrar pegar o bode e levá-lo para o destacamento, amanhã o senhor vê o que faz com ele.
Nesta altura já eram diversos os maçons junto ao prefeito atraídos pela conversa, e os sorrisos disfarçados entre eles não foi percebidos pelo sargento, mas o filho percebeu e se mantinha firme ao lado do pai, todo orgulhoso.
O prefeito pediu um minuto para o sargento e se afastou com os outros maçons uns metros e confabularam entre si, em seguida o prefeito voltou acompanhado dos outros e disse.
- Sinto muito sargento não vai dar para o senhor interferir neste caso.
- Porque, por acaso vou ter que agüentar o bode berrando a noite toda?
- Isso mesmo, amanhã logo cedo damos um jeito no bode.
- Isso nunca e como fica a minha autoridade, vou lá e pego esse bode ainda hoje, e levo pro destacamento.
- Se o senhor insistir nessa sandice, eu e os meus irmãos de maçonaria não nos responsabilizam por sua vida.
O sargento espertigou-se na sua autoridade perguntando.
- O que tem de especial esse bode, que pode atentar contra minha vida se eu for lá pega-lo?
- Isso não podemos falar é segredo maçônico. Disse o prefeito e dando uma piscadela para o menino.
- Mas. Retrucou o sargento.
- Nem mais nem menos sargento, a não ser que o senhor não dê valor a sua vida, neste caso aqui está à chave, e se o senhor for que Deus tenha piedade de sua alma. E estendeu a mão com a chave para o sargento.
O sargento pensou, pensou, olhou para seu filho e depois para o prefeito dizendo.
- Bem se é assim, não vejo razão para me arriscar, porque eu não sei, ou melhor, ninguém sabe o que vocês fazem lá dentro, mas amanhã vou comunicar o fato ao meu comandante de companhia.
- Puxa, se o senhor tivesse chegado dez minutos mais cedo, falaria pessoalmente com ele, pois ele participou da iniciação, mas acabou de sair do clube.
O sargento despediu-se do prefeito e comentou com o filho enquanto se dirigia para casa.
– Eu heim, sabe-se lá que tipo de bode é esse, pode ser até o demo, mas que amanhã eles tiram esse bode de lá; lá isso tiram.
Depois desse episódio o sargento passou a conviver com o fato de que jamais saberia o segredo dos maçons, e muitas segundas feiras se passaram através dos anos, ele sentado em seu alpendre observando o entre e sai dos maçons no templo.
O filho cresceu se tornou homem, lançou-se em direção a outras paragens, firmou-se profissionalmente, foi sondado e convidado a ingressar na maçonaria, aceitou e tornou-se um irmão.
Lembrou-se do pai velhinho, não mais um sargento e sim subtenente por força das promoções, qual seria a sua reação de ver o filho como um maçom. E a reação foi aquela que o filho esperava.
- Pai o senhor é um homem honrado, e sinto-me tranqüilo no que lhe vou falar agora, o que tanto o senhor questiona, vou lhe revelar o segredo da maçonaria e o que eu e os meus irmãos fazemos dentro de uma loja maçônica como aquela. Disse o filho apontando para o templo maçônico no outro lado da rua.
- Pai o que nós fazemos lá e o grande segredo, não…

segunda-feira, 1 de junho de 2020

MAÇONS que MUDARAM a MAÇONARIA: JAMES ANDERSON                       

Imagem




James Anderson (1679-1739) nasceu e foi educado em Aberdeen, na Escócia. Ordenado ministro de Igreja da Escócia em 1707, deslocou-se para Londres, onde ministrou a congregação de “Glass House Street” até 1710, e a Igreja Presbiteriana na Swallow Street até 1734, terminando em Lisle Street Chapel até à data da sua morte.
Na reunião da Grande Loja de Londres em 29/09/1721, onde 16 Lojas estiveram representadas, o Irmão James Anderson foi encarregado de estudar as cópias das antigas constituições góticas, consideradas falhas, e fundi-las numa Carta Magna mais concisa e clara.
Anderson deve ter trabalhado com incrível rapidez ou já tinha feito alguns estudos preliminares sobre o assunto, pois em 21/12/1721 ele apresentou o projeto de manuscrito, que foi entregue à uma comissão de 14 Irmãos, e essa comissão, após realizar as emendas consideradas necessárias, aprovou a nova Constituição em 25/03/1722.
Em 17/01/1723 a Grande Loja aprovou a Constituição já impressa e nomeou Anderson como Grande Primeiro Vigilante.
A Constituição foi também editada e reproduzida por Benjamin Franklin em Filadélfia em 1734, sendo o primeiro livro maçônico impresso na América.
A autorização da impressão e venda da Constituição criou uma crise dentro da Grande Loja e desde então Anderson se manteve afastado da Maçonaria. Esse afastamento durou cerca de 10 anos, quando em 24/02/1735 Anderson solicitou autorização para apresentar uma edição aumentada da Constituição, a qual foi aprovada em 25/01/1738 em uma sessão com 56 Lojas representadas.
Em 01/06/1739 Anderson faleceu, tendo sido sepultado com as devidas honras maçônicas no cemitério de Bunhills Fields.

http://www.noesquadro.com.br/2011/01/macons-que-mudaram-maconaria-james.html