quinta-feira, 29 de julho de 2021

 

AOS OBREIROS DO BEM

 

Operários do bem e da amizade,

Deus abençoe a santa eucaristia

Deste instante de luz e de alegria,

Iluminando a paz que nos invade!...

 

Devotados, obreiros da bondade,

Se a hora é de amargura e de agonia,

Prossigamos no esforço da harmonia,

Da doutrina sublime da verdade.

 

Meu Deus, que os missionários deste templo

Possam testificar, em tudo o exemplo

De renúncia , de amor, de vida e luz!...

 

Sede felizes, caros companheiros,

Laborando no bem dos brasileiros,

Sob a paz do Evangelho de Jesus!

 

Pedro D´ Alcântara

Frâncico Candido Xavier

Taça de Luz

segunda-feira, 26 de julho de 2021

 DEUS

Deus é a causa das causas não causada. Esta prova foi descoberta por
Sócrates que morreu dizendo: 
-  “Causa das causas, tem pena de mim”. 
A negação da Causa primeira leva à ciência materialista a contradizer a si mesma, pois ela
concede que tudo tem causa, mas nega que haja uma causa do universo.

"Deus existe?

A existência de Deus é um fato admitido não somente pela revelação, como pela
evidência material dos fatos. Nem sempre é necessário ter visto uma coisa para
saber que ela existe."

sexta-feira, 2 de julho de 2021

 TÉDIO NÃO 


Emmanuel 


Se o tédio te assedia, 

Foge do tempo inútil. 


Vai a uma enfermaria 

De irmãos hansenianos. 


Debalde triste mãe 

Quer os filhos distantes... 


Um velho desprezado 

Aguarda um filho em vão... 


Deixa as horas vazias 

E trabalha no Bem. 


Os doentes anseiam 

Por esperança e paz.

domingo, 1 de novembro de 2020

 

Adversidades

 

Para atravessar as adversidades, nada é mais gratificante do recorrer à lealdade e amizade dos verdadeiros Irmãos.(Quando falo Irmão me refiro àqueles que não abrem mão da lucidez, da coragem e integridade).

        Agradeço, todos os dias, pela oportunidade de ingresso em divisar a Fiat Lux e respirar climax de liberdade, igualdade e fraternidade. Permitam-me dizer que atravessei apenas duas ocorrências pessoais adversas ocorridas este ano.

        Observa Shakespeare que "A adversidade também dá bons frutos". Além de compreendermos de que nessa hora de adversidade, vemos, sentimos o que realmente somos, como cita o filósofo Lucrécio, "É então que as expressões sinceras são arrancadas dos recônditos do seu peito. A máscara é arrancada; resta a realidade."

Na nossa caminhada sempre existirão percalços na estrada, quem inicia uma viagem está sujeito aos tropeços naturais da jornada. Não poderemos nos iludir, passaremos por caminhos ásperos, com objetivos de testes e provavelmente como uma mão divina nos chamando à ordem.Um dos dias mais difíceis desta ano foi quando fui participar da iniciação Demoly, e, fiquei profundamente chocado quando num quarto de espera e preparação dos forasteiros, existia um verdadeiro holocausto, um quarto de torturas e aquele quadro grotesco com principiantes cheios de esperanças sendo humilhados e torturados(oportunamente/posteriormente houve a retratação do ato insano), vislumbramos Shakespeare em Hamlet, "Quando vêm tristezas, não vêm isoladas como espiãs, mas aos batalhões."

            Outro quadro desolador foi um profano ser iniciado, tendo o mesmo graves indícios de doenças morais e cegos os Irmãos não desejavam divisar o procedimento equivocado do profano, certamente por existir interesse escusos e comprometimento distantes da ética, do bom senso e da moral, sendo levado apenas como um caso pessoal, um caso comercial. Lamentavelmente, cego não é aquele que não vê, mas aquele que tendo a visão, não deseja vê.

         Tudo na vida é lição, compreendemos que o mal que nos faz mal, não é o mal que os outros nos faz, mas, o mal que nós fazemos aos outros. Assim os golpes da adversidades são excelentes oportunidades para burilar os nossos corações e não arredarmos o pé do bom, do belo e do justo.    Doa a quem doer, o nosso comprometimento é com a VERDADE. 

           Não nos curvaremos a hipocrisia, a bajulação e a banalidade.

          "A pedra não pode ser polida sem fricção, nem o homem ser aperfeiçoado sem provação", diz um provérbio chinês.

            Com muita propriedade, o genial Rui Barbosa nos ensinou que "não devemos usar o direito da força, mas a força do direito".

            Sempre, devemos firmar-nos em objetivo que nos enderecem ao bem, aos bons costumes e respeito ao próximo, pois tudo vale a pena deste que não alimentemos sentimentos turvos e tenebrosos. 

               Toda subida é difícil, requer esforços, trabalho, perseverança e amor.

                Portanto, já foi dito há mais de cem anos pelo clérigo Henry Ward Beecher, "estamos sempre na forja, ou na bigorna, através das provações, Deus está nos moldando para propósitos mais elevados".

Para finalizar, expresso a minha alegria quando me encontro dentro de uma Oficina e observando o Norte, o Sul e o Oriente vejo verdadeiras jóias preciosas, na qualidade de Irmãos, que não arredam em hipótese alguma o compromisso que assumiram de trabalhar o compasso moral,  com carinho, fraternidade e conhecimento de que a união e o amor é a nossa bandeira. E, ainda,  de sobremesa oferecemos a sabedoria de aprendemos uns com os outros.

Nós, maçons, não poderemos  mais nos amedrontar, como fez o poeta Castro Alves, ante o infame sofrimento dos escravos, quando desesperado, chorando e a alma em chamas perguntava a pleno pulmões. Onde está o Deus dos Desgraçados!

Somos ricos, meus irmãos,  pois o GADU está em cada um de nós.  

S. F. U.



Walter Sarmento de Sá Filho
M.`.M.`. 33º
Sousa (PB) GLMEPB – REEAA

 

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

 

Uma Sublime Escola de nome: MAÇONARIA!

 

               Aqueles que desconhecem a verdadeira finalidade da Maçonaria alardeiam levianamente que a Maçonaria tem parte com um suposto “diabo”, que dentro de suas Lojas realizam-se sacrifícios de animais e segue a propagar notícia inverídica e fantasiosa, cujas lendas chegam a tornarem irresponsáveis quem assim procedem.

                Na verdade, a maçonaria tem por fim combater a ignorância em todas as suas manifestações. Para tanto, é necessário e imprescindível ao maçom, uma boa conduta e cujos ensinos ministrados na Ordem o encaminharão ao Bem e as Virtudes.  

                 A maçonaria oferta ao maçom à possibilidade de estudar e perceber a sua pura e rica filosofia e o seu aspecto científico facultarão a ampliação de seus conhecimentos ao entender os princípios de elevada moral do Bramanismo, no Prasada, em Zoroastro, em Jeremias, em Buda, além de Lau-Tseu, Mêncio e Confúcio. Sem descuidar dos ricos preceitos de Sócrates cujos conselhos de Sócrates ainda hoje são de bom tamanho quando nos afirma: “ “Nosce te ipsum”. O grande Sócrates também aconselhava que: “o conhecimento nos leva ao caminho da Verdade”.        

                 Todos os grandes Avatares da humanidade, sem exceção, são pesquisados pela Ordem. Com certeza, o Cristo que nos legou um Evangelho de Paz, de perdão e de amor, tem um estudo especialíssimo, pois toda a moral de Jesus se resume na humildade e na caridade.

                  Para os maçons, é necessário beber da fonte que nos oferta a maçonaria, muito embora, poucos tenham bebido desta água. Para melhor compreensão, observemos o exemplo da fonte.

“Dois homens chegam à fonte para beber. A linfa cristalina e serena reflete suas imagens no límpido da superfície. Ajoelham-se sobre o musgo e inclinam a cabeça até tocar com os lábios a água e bebem. Chegam em seguida outros montados em animais e para não molestarem-se em apear, entram com eles, removendo o lodo do fundo, e a água se torna turva.”

“- Que água mais desagradável a desta fonte”! – exclamam eles.

“Assim ocorre também com a Divina Sabedoria, com a Maçonaria, fonte de luz e de verdades eternas”. “Muitos se aproximam para beber, mas nem todos chegam a Ela com túnica limpa, e muitos chegam montados nos animais das paixões, dos egoísmos humanos e dos preconceitos que trouxeram de outros ambientes e de outras ideologias.”

                      Um dos objetivos da Ordem é que, aqueles que adentrarem deverão se transformar em homens de muito saber e de elevado conhecimento moral espiritual.

                        Um grande estudioso da Maçonaria, de nome José Inácio, dedicado maçom paraibano, nos diz com muita propriedade: “Mais importante do que ter Irmãos é ser Irmão”!

                      Todos os maçons acreditam na existência de um Ser Superior, que nós em nossas orações o denominamos de O Grande Arquiteto do Universo.

                       Conta-se que: “Certa feita um materialista em discussão com um respeitável Mestre, afirmava, em alto e bom som, de que Deus não existia, e dizia, caso Ele existisse, eu O veria, argumentando acreditar unicamente naquilo que via.”

                        “O mestre, pensativo, tendo convicção da existência de Deus, coloca dois copos com água diante do ateu, tendo um deles um pouco de açúcar que foi dissolvido e pede para este identifique qual copo continha o açúcar.” Observou que os dois copos possuíam a mesma transparência. Pensou consigo que somente conseguiria identificar caso experimentasse a água. E assim o fez, bebendo da água e confirmando qual dos

copos continham açúcar. Conclui o Mestre: “Assim é Deus, nós não O vemos, apenas O sentimos.”

Portanto, a honra, ética, o caráter e a integridade são atributos inerentes aos maçons, que labutam, para que esses valores sejam essenciais em suas vidas. Não nos orgulhemos de participarmos da Maçonaria, pois, segundo Santo Agostinho, “o orgulho não é grandeza, mas inchaço. E o que está inchado parece grande, mas não é sadio.”

 

S.F.U. aos valorosos Irmãos.

Walter Sarmento de Sá Filho.

Maçom

 

terça-feira, 27 de outubro de 2020

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

 


Os Três Pontinhos…
 



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Três Pontos; triângulo; é símbolo com várias interpretações, aliás, conciliáveis: luz, trevas e tempo; passado, presente e futuro; sabedoria, força e beleza; nascimento, vida e morte; liberdade, igualdade e fraternidade.

Muitos não iniciados (que se convencionou chamar de profanos) ficam intrigados com as abreviaturas encontradas nos escritos da Maçonaria, as quais consistem em substituir parte das palavras nos textos por três pontos. Ao contrário do que muitos imaginam os Três Pontos dispostos em triângulo, usados pelos Maçons em seus documentos e impressos, não são um símbolo.

São um sinal gráfico adotado em abreviaturas e no final do “ne varietur”;  no primeiro caso identificam as abreviaturas de termos Maçônicos, e, no segundo, servem como forma de identificação do maçom.

Embora, no início, os três pontos fossem apenas sinais de abreviaturas, não demorou muito a se transformar em símbolo, ao qual foram dadas as mais variadas interpretações.

Não somente para os não maçons, mas também, para muitos iniciados na Sublime Ordem, os Três Pontos indiciam a idéia subjetiva de segredo, expressa através do número três, algarismo muitíssimo ligado à simbologia e hermenêutica maçônicas. Sua origem, na verdade, está nas abreviaturas, tradição antiqüíssima que a Arte Real trouxe para o seu seio e que se mantém até os dias de hoje.

Não obstante, os Três Pontos foram relacionados com os inúmeros símbolos Maçônicos e que acabaram tendo interpretações esotéricas e simbólicas, culminado com o uso nas assinaturas dos Maçons.

Entretanto, essa prática de apor os três pontos na assinatura não é de uso universal, como por exemplo, a Maçonaria inglesa que não adotou... Seu uso, porém, estendeu-se, gradativamente, nos Estados Unidos. À medida que entrava em uso geral nas Potências Latinas.  Como todas as coisas ligadas à Maçonaria, não faltaram aos Três Pontos exegetas e hermeneutas para dar os mais variados significados.

De acordo com várias citações que foram feitas através dos tempos podemos observar as mais variadas colocações, onde os três pontos se tornaram ainda mais importantes dentro do conceito maçônico. Os três pontos, na posição de vértices de um triângulo eqüilátero, podem constituir o símbolo da divisa maçônica, que é a Liberdade, Igualdade e Fraternidade e para muitos outros simbolizam o Passado, o Presente e o Futuro.

O exemplo do triângulo, uma das mais simples figuras geométrica que tornou a sua representação gráfica uma idéia ternária à qual foram ligados, os Três pontos, igualmente, tem a sua figura assimilada á várias significados: Liberdade, Igualdade e Fraternidade; Vontade, Amor e Sabedoria; Fé Esperança e Caridade; Espírito, Alma e Corpo; Passado, Presente e Futuro;  e outros.

De acordo com indicações do Rito Escocês, os três pontos devem estar em esquadro nos ângulos, sendo um no ângulo oriente meio-dia, outro no ângulo ocidente meio-dia e o terceiro no ângulo ocidente setentrião, formando assim também o simbolismo dos três pilares da loja, Sabedoria, Força e Beleza.

Para Oswald Wirth, os três pontos representam a Tese, a Antítese e a Síntese, isto é a idéia que se defende, a oposição que lhe é feita e a harmonia das idéias opostas.

Em nossas atividades normais, isto é, fora da maçonaria, o uso de abreviaturas está bem codificado e não prejudica em nada o seu  emprego... Ao contrário: Há certas palavras e expressões, convencionalmente representadas pelas respectivas letras iniciais, ou por essas iniciais seguidas de outras letras, cujo conhecimento oferece enorme utilidade.

Abreviaturas não são novidades. Desde a Antigüidade, gregos e romanos já delas se utilizavam.  Elas chegaram a ser proibidas, como em Roma, no tempo de Justiniano I (483-565), por gerarem confusão. O mesmo ocorreu na França da Idade Média, e, em 1304, o Rei Felipe, o Belo, interditou o seu uso nas atas jurídicas. É visto, por exemplo, nos objetos celtas do Século IX a.C e muito antes nas cerâmicas egípcias, cretas e gregas. Os Três Pontos têm, pois, origem bem antiga. Costuma-se relacionar os Três Pontos, dispostos em triângulo, como uma das expressões comuns da luz interior e do espírito que presidiu à criação do mundo.

Afirma-se que a abreviatura com Três Pontos foi utilizada na maçonaria, pela primeira vez, em 12 de Agosto de 1774, quando o Grande Oriente da França comunicou o novo endereço á todas as duas Lojas jurisdicionadas.

Há, contudo, outras versões, como que o início da utilização do Triponto deu-se em 1764, na Loja Besaçon, também na França, e a de que teria surgido com o companheirismo, por representar o triângulo. E há até que declare, 
categoricamente, que o seu uso vem da arte hieroglífica dos egípcios.

Naturalmente, para cada versão existem os seus contestadores. Alguns autores apontam que os Templários faziam uso dos Três pontos, e, que no calabouço, onde Jacques de Molay esteve preso durante oito anos, nas paredes havia grafitos e um deles era o Triponto.

As abreviaturas, usualmente, empregadas na Maçonaria são do tipo “por suspensão”  ou “apócope” que consiste em suprimir letras ou sílabas no final da palavra que se quer abreviar.

A abreviação tripontada nem sempre é disposta na forma de um triângulo que repousa sobre sua base, pode ser encontrada sob outras formas e podemos dizer com bastante certeza que a abreviação maçônica dos três pontos nos vem da arte hieroglífica egípcia, onde era praticada.

Por regra, essas abreviaturas só deveriam ser usadas nas palavras de vocabulário Maçônico e jamais para as palavras profanas. A má aplicação das abreviaturas chega a provocar textos incompreensíveis até em rituais, o que prejudica, sobremaneira, a sua leitura e entendimento.

Não há uma regra quanto à disposição dos Três Pontos, um em relação aos outros. As disposições encontradas são das mais variadas, tanto no formato do triângulo delata (eqüilátero), como nos formatos isósceles e retângulos em diversas posições, aparecendo, até como sinal de reticências…

Quanto ao uso em si, é costume empregar abreviaturas nas palavras suprimindo-lhes alguma ou algumas das letras finais e conservando as que forem necessárias para a leitura fácil e de boa compreensão do sentido da frase.