sexta-feira, 28 de agosto de 2020

 15 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE CONFÚCIO


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Confúcio (552 a.C. a 479 a.C.) é a latinização do nome do filósofo e teórico político chinês Kung-Fu Tse.

Confúcio nasceu na cidade pequena cidade de Tsou, estado de Lu, atual província de Shandong.

Conta-se que o pai de Confúcio tinha 70 anos quando se casou com sua mãe, uma jovem de apenas 15 anos. Ambos tiveram 11 filhos, sendo Confúcio o caçula.

O pai de Confúcio morreu quando o “Venerável Mestre Kung” tinha apenas três anos de idade, o que o obrigou a trabalhar para ajudar a família.

Dizia-se que Confúcio era alto, com barriga proeminente e usa uma longa barba. Vestia-se de modo simples e elegante. Entre os seus passatempos prediletos estavam a pesca e, principalmente, a caça com arco e flecha.

Confúcio teve apenas um filho, mas segundo um jornal chinês, os seus descendentes passam atualmente de três milhões de pessoas espalhadas pelo mundo. Foram descobertos descendentes em Hong Kong, Coréia do Sul, Taiwan, Estados Unidos, Canadá e em vários outros países.

Conta-se que aos vinte e poucos anos, Confúcio se encontrou com Lao-Tsé, que foi um tanto ríspido com o discípulo. Foram essas as palavras de Lao-Tsé: “Afaste a sua arrogância, seus desejos excessivos e suas intenções libertinas. Nada disso é de proveito para sua pessoa. É só isso que tenho a lhe dizer e nada mais”.

Um dos maiores sonhos de Confúcio era conseguir um cargo público que ajudasse a transformar em realidade a sua doutrina filosófica e política. Sonho que nunca foi realizado.

Confúcio foi o primeiro professor chinês a aceitar alunos plebeus. Ele não fazia nenhuma distinção de classe entre seus alunos.

Os Analectos (Lun Yu, “palavras coletadas”, no idioma chinês) de Confúcio são tão lidos na China quanto a Bíblia no Ocidente. O interessante é que, assim como Buda, Jesus e outros líderes mundiais, Confúcio nada escreveu. Os Analectos foram compilados por seus discípulos após sua morte.

Os Analectos são formados por dezenas de livros que, assim como a Bíblia, foram escritos e reescritos ao longo do tempo. A versão atual é de mais ou menos 200 d.C..

Um lembrete interessante: boa parte, senão a maioria das frases dos famosos pastéizinhos da sorte chineses foram retiradas dos Analectos de Confúcio.

Os principais pontos da filosofia de Confúcio são: Li (ritual), De (virtude), Zeng (conduta), Dao (caminho) e Ren (benevolência). O maior de todos os princípios que norteiam a filosofia confucionista talvez seja o Ren – palavra que também pode ser traduzida como “humanismo”.

A filosofia de Confúcio leva muitíssimo em conta diversos princípios, entre os quais os listados abaixo:
- Além de serem sábios e virtuosos, os aspirantes ao serviço público devem se preocupar com o bem comum;
- para a sociedade funcionar direito, todos devem cumprir suas responsabilidades com os demais;
- os governantes devem ser relacionar com os súditos como um pai se relaciona com o filho, e os súditos devem ser relacionar com os governantes como um filho se relaciona com o pai;
- os governantes devem saber equilibrar benevolência e lealdade, sabedoria e humidade, refinamento e simplicidade, prudência e generosidade; coragem e respeito;
- o refinamento pessoal exige um equilíbrio entre os desejos próprios e o bem da sociedade;
- toda a sociedade deve ser dedicar a causas comuns como a coesão social e o bem-estar geral.


CITAÇÕES DE CONFÚCIO:

"Ver o bem e não fazê-lo é sinal de covardia."

"Estudar é polir a pedra preciosa; cultivando o espírito, purificamo-lo."

"Se não sabes, aprende; se já sabes, ensina."

"A humildade é a única base sólida de todas as virtudes."

"O mestre disse: Quem se modera, raramente se perde."

"De nada vale tentar ajudar aqueles que não se ajudam a si mesmos."

“Ao examinarmos os erros de um homem, conheceremos o seu caráter.”

"Aprender sem pensar é esforço vão; pensar sem nada aprender é nocivo."

"Pensar sem aprender torna-nos caprichosos, e aprender sem pensar é um desastre."

"O operário que quer fazer o seu trabalho bem deve começar por afiar os seus instrumentos."

"Que o governante seja um governante, e o súdito, um súdito. Que o pai seja um pai, e o filho, um filho."

"O homem superior atribui a culpa a si próprio; o homem comum aos outros."

"Um homem de humanidade é aquele que, querendo se estabelecer, estabelece os outros, e querendo adquirir sabedoria, ajuda os outros a adquirir sabedoria."

O ser ser humano precisa mais de apreciação do que de pão.

Fonte: PROFESSOR GABRIEL CAMPOS DE OLIVEIRA

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

 


Nas Horas mais Difíceis


Ainda quando te encontres caído sob o peso de grandes provações, levanta-te e caminha para a frente, cumprindo os teus deveres com fidelidade.

Ainda mesmo te sintas sozinho nas lutas de cada dia, não desertes do campo de batalha em que a vida te situa, atendendo às tuas necessidades evolutivas.

Ainda quando te percebas à beira do fracasso, semelhante a abismo que se escancare aos teus pés, não te creias sem forças para continuar, porquanto a Misericórdia Divina a ninguém desampara.

Ainda mesmo te vejas mergulhado em tristeza, qual se a própria existência carecesse de sentido aos teus olhos, deixa que a esperança prossiga te embalando os sonhos de felicidade.

Ainda quando te observes incompreendido pelos afetos mais queridos da alma, silencia e espera, aprendendo a renunciar agora para conquistar depois.

Ainda mesmo te consideres perdido no estranho labirinto dos problemas engendrados pela tua invigilância, não te entregues ao desespero, pedindo aos Céus que te auxiliem a solucioná-los com dignidade.

Haja o que houver e estejas como estiveres, não te precipites em tuas decisões, de vez que é nas horas mais difíceis que tens oportunidade de provar a ti mesmo o valor da própria fé.


Irmão José

terça-feira, 25 de agosto de 2020

 Quanto a Verdade



Guardes contigo a convicção de que a Verdade não é patrimônio de ninguém em particular.
Todos estamos a caminho da Verdade Integral, de cujo perfeito conhecimento aproximamo-lo a pouco e pouco, através das múltiplas experiências no corpo físico.
Mantenha-se sempre receptivo às novas luzes da Revelação Divina, sem te encarcerares a fanatismos e preconceitos.
Não menosprezes a maneira de pensar de quem quer que seja, procurando compreender que cada um se encontra em determinado degrau evolutivo.
Quando o homem se conscientiza, espontaneamente vislumbra o que antes lhe era vedado enxergar.
O sofrimento amadurece as almas para a Vida, porquanto somente a dor consegue despertar-nos para as realidades do mundo íntimo.
Não queiras forçar os outros a pensarem conforme pensas.
Vive a tua vida e exemplifica a tua verdade, deixando ao tempo a tarefa de convencer os que se trancam dentro de si mesmos, recusando-se a avançar na senda do progresso espiritual.
Não te preocupes em converter ninguém ao teu modo de ser.
Convence-te de que o Amor é mais importante do que a Verdade, porquanto “Deus é Amor”.
São muitos os que conhecem, poucos os que sabem e raros os que amam.
Diante da Verdade, os intelectuais se exaltam, mas os sábios se curvam.
O Estudo, aliado ao Trabalho, é o caminho para a Verdade, mas o Amor é a Luz que te permite contemplá-la.
Por agora, os homens se dividem em diferentes facções religiosas, mas tempo virá em que todos formarão um só rebanho sob a égide do Cristo, Divino Pastor.


Irmão José

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

 

O TRABALHO DO APRENDIZ



O Aprendiz, após a sua Iniciação, não tem apenas de se integrar na Loja. Essa integração, se bem que necessária, é apenas instrumental da sua atividade maçônica.
O Aprendiz, logo na sua Iniciação e imediatamente após a mesma, é confrontado com uma panóplia de símbolos variada, complexa e de grande quantidade. Uma das vertentes importantes do método maçônico é o estudo e conhecimento dos símbolos, o esforço da compreensão e apreensão do seu significado.

Aprender a lidar com a linguagem simbólica, a determinar os significados representados pelos inúmeros símbolos com que a Maçonaria trabalha é, sem dúvida, uma vertente importante dos esforços que são pedidos ao Aprendiz. 

É uma vertente tão mais importante quanto ninguém deve “ensinar” o significado de qualquer símbolo ao Aprendiz. Quando muito, cada um pode informá-lo do significado que ele dá a um determinado símbolo. Mas nunca poderá legitimamente dizer ao Aprendiz que esse é o significado correto, que esse é o significado que o Aprendiz deve adotar. 

O Aprendiz pode adotar o significado que o seu interlocutor lhe transmitiu ser a sua interpretação, mas apenas se concordar com ele. Se atribuir acriticamente a um símbolo um significado apenas porque alguém lhe disse entendê-lo assim, está a agir preguiçosamente, não está a trilhar bem o seu caminho.

Não quer isto dizer que o Aprendiz não deva, não possa, atribuir a determinado símbolo o mesmo específico significado que outro ou outros lhe atribuem. Aliás, diversos símbolos são generalizadamente vistos da mesma maneira pela generalidade dos maçons. 

Mas cada um deve meditar sobre o símbolo, procurar entender o que significa, por ele próprio. Pode – não há mal nenhum nisso! – ouvir a opinião de outros, aperceber-se que significado ou significados outros lhe dão. Ao fazê-lo, está a beneficiar do trabalho anteriormente realizado por seus Irmãos e é também para isso que serve a Maçonaria, é também essa a riqueza do método maçônico. Mas deve, é imperioso que o faça analisar, refletir sobre o que lhe é dito, verificar se concorda ou discorda, em quê, em que medida e por que. e então extrair ele próprio a sua conclusão e adaptá-la como a que entende correta. 

Pode ser igual à dos seus Irmãos; pode ser semelhante, mas levemente diferente; ou pode ser muito ou completamente diferente. Não importa! Ninguém lhe dirá ninguém lhe pode legitimamente dizer, que está errado. É a sua interpretação, a que resultou do seu trabalho, da sua análise, é a interpretação correta para ele. E tanto basta! E se porventura mais tarde, com nova análise, com os mesmos ou outros ou mais elementos, vier a modificar a sua interpretação, tudo bem também! 

Isso corresponde a evolução do seu pensamento, que ninguém tem o direito ou legitimidade para contestar!

Ainda que beneficiando da sinergia do grupo, da ajuda do grupo, das contribuições do grupo, o trabalho do maçom é sempre individual e solitário! E também, inegavelmente, difícil. É todo um novo alfabeto que, mais do que aprender, o Aprendiz maçom está a criar e a aprender a criar!

Não é, ainda, porém, esse o principal trabalho do Aprendiz maçon. É um trabalho importante, é sobre ele que deverá, há seu tempo, mostrar a sua evolução, mas ainda assim é apenas um trabalho instrumental.

O verdadeiro trabalho do Aprendiz é, afinal, o de se aperfeiçoar a ele próprio. Incessantemente. Incansavelmente. Interminavelmente. Ou melhor, só terminando no exato momento em que deixa esta dimensão do Universo e passa ao Oriente Eterno.

O verdadeiro trabalho do Aprendiz é trabalhar a sua pedra bruta e dar-lhe, pacientemente, diligentemente, a regular forma cúbica que harmoniosamente se integre na grande construção universal projetada pelo Grande Arquiteto do Universo!

A pedra bruta a aparelhar é ele próprio, as asperezas a retirar são as suas muitas imperfeições, os seus defeitos, os seus deméritos, a forma a trabalhar e a tornar regular e harmoniosa é o seu caráter.

Este trabalho nunca está concluído. Por mais lisa que esteja a sua pedra, por mais regular e harmoniosa que esteja a sua forma, nunca está perfeita, pode e deve sempre aprimorá-la, alisá-la ainda um pouco mais, dar-lhe ainda melhor proporção.

Este trabalho é o verdadeiro, o importante, o essencial trabalho do Aprendiz maçom e é-o para toda a sua vida. É, portanto, também o trabalho do Companheiro e do Mestre maçon. Por isso o Mestre maçom que seja realmente digno dessa qualidade só se pode considerar, ainda e sempre, um Aprendiz e continuar, prosseguir, com perseverança, o sempiterno trabalho de se aperfeiçoar, de trabalhar a pedra bruta, que por muito cúbica que esteja, deverá sempre ver como bruta em relação ao que deve estar ao que ele pode que esteja ao que deve aspirar que seja esperando que, chegada a hora, algum préstimo tenha.

O verdadeiro trabalho do Aprendiz é, tão só, o trabalho de ontem, de hoje e de sempre, do maçom, qualquer que seja o seu grau e qualidade: melhorar. melhorar e, depois disso, melhorar ainda! Tudo o resto é apenas instrumental!

Rui Bandeira

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

 Nas Horas mais Difíceis

 

 

Ainda quando te encontres caído sob o peso de grandes provações, levanta-te e caminha para a frente, cumprindo os teus deveres com fidelidade.

Ainda mesmo te sintas sozinho nas lutas de cada dia, não desertes do campo de batalha em que a vida te situa, atendendo às tuas necessidades evolutivas.

Ainda quando te percebas à beira do fracasso, semelhante a abismo que se escancare aos teus pés, não te creias sem forças para continuar, porquanto a Misericórdia Divina a ninguém desampara.

Ainda mesmo te vejas mergulhado em tristeza, qual se a própria existência carecesse de sentido aos teus olhos, deixa que a esperança prossiga te embalando os sonhos de felicidade.

Ainda quando te observes incompreendido pelos afetos mais queridos da alma, silencia e espera, aprendendo a renunciar agora para conquistar depois.

Ainda mesmo te consideres perdido no estranho labirinto dos problemas engendrados pela tua invigilância, não te entregues ao desespero, pedindo aos Céus que te auxiliem a solucioná-los com dignidade.

Haja o que houver e estejas como estiveres, não te precipites em tuas decisões, de vez que é nas horas mais difíceis que tens oportunidade de provar a ti mesmo o valor da própria fé.

 

Irmão José


segunda-feira, 17 de agosto de 2020



CONSEQUÊNCIA...

 

 

Não te preocupes com a paz.
Ela é consequência da consciência tranquila.


Não te preocupes com a alegria.
Ela é consequência do teu estado de espírito.


Não te preocupes com a felicidade.  
Ela é consequência do dever cumprido.  


Não te preocupes com a segurança.  
Ela é consequência do teu senso de justiça.  


Não te preocupes com a colheita.  
Ela é consequência de tua semeadura. 

 
Não te preocupes com a tua vida.  

Ela é consequência de tuas escolhas. Assim como o fruto é consequência da semente, o bem ou o mal que encontras é consequência do que fazes ou deixas de fazer.


 IRMÃO JOSÉ


domingo, 16 de agosto de 2020

 


FAZER LUZ

 "Acolhei o que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões". - Paulo. (Romanos, 14:1).

Indubitavelmente, nem sempre a fé acompanha a expansão da cultura, tanto quanto nem sempre a cultura consegue altear-se ao nível da fé.

Um cérebro vigoroso pode elevar-se a prodígios de cálculo ou destacar-se nos mais entranhados campos da emoção, portas a dentro dos valores artísticos, sem entender bagatela de resistência moral diante da tentação ou do sofrimento. De análogo modo, um coração fervoroso é suscetível das mais nobres demonstrações de heroísmo perante a dor ou da mais alta reação contra o mal, patenteando manifesta incapacidade para aceitar os imperativos da perquirição ou dos requisitos do progresso.

A Ciência investiga.

A Religião crê.

Se não é justo que a Ciência imponha diretrizes à Religião, incompatíveis com as suas necessidades do sentimento, não é razoável que a Religião obrigue a Ciência à adoção de normas inconciliáveis com as suas exigências do raciocínio.

Equilíbrio ser-nos-á o clima de entendimento em todos os assuntos que se relacionem à Fé e à Cultura, ou estaremos sempre ameaçados pelo deserto da descrença ou pelo charco do fanatismo.

Auxiliemo-nos mutuamente.

Na sementeira da fé, aprendamos a ouvir com serenidade para falar com acerto.

Diz o Apóstolo Paulo: "Acolhei o que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões". É que para chegar à cultura, filha do trabalho e da verdade, o homem é naturalmente compelido a indagar, examinar, experimentar, e teorizar, mas, para atingir a fé viva, filha da compreensão e do amor, é forçoso servir. E servir é fazer luz.

Emmanuel