quarta-feira, 15 de julho de 2020

Comunicação do Grão-Mestre da GLLP/GLRP aos Irmãos por ocasião do solstício de verão


Queridos Irmãos,

Começo por enviar as minhas saudações fraternas e amigas a todos os meus queridos Irmãos. Faz hoje um ano em que estávamos reunidos, em Assembleia da Grande Loja, para comemorar o Solstício de Verão, como é tradição Universal na nossa Fraternidade.

Infelizmente, hoje como no Equinócio da Primavera, continua a não ser possível vivermos esta data em convívio fraterno, que marca um dia especial para a Maçonaria e para os Maçons.

Nos últimos meses fomos confrontados com um surto epidemiológico que alterou de forma radical as nossas vidas, e que nos trouxe privações nunca antes vivenciadas.

Nunca o planeta foi atingido de forma tão extensa e profunda por uma pandemia como a que estamos ainda atravessar, porquanto a doença chegou até aos confins lugares mais distante da Terra, incluindo ilhas e ilhotas, no mais recôndito dos oceanos.

Desde o início desta nefasta ocorrência que nós, Maçons Regulares portugueses e também de todo o mundo, nos manifestamos pela palavra, por actos e obra feita. Sempre discretos, mas assertivos no combate ao vírus e às consequências provocadas nas sociedades humanas.

Chegados aqui, com o decrescer dos efeitos negativos da pandemia, impõe-se dizer que sempre acreditamos na força e inteligência do homem para enfrentar a desdita e, claro, nunca duvidamos de que com a protecção do G.A.D.U. a nossa tarefa seria um êxito. E é isso que está a acontecer pois, iluminados pelo Todo-Poderoso, seguimos o único caminho certo: continuar a obra do nosso Templo Interior.

Estas palavras antecedem o essencial da mensagem por ocasião do tão esperado Solstício de Verão, que comemoramos a 20 de Junho. Este ano, ainda semi-confinados, não poderemos festejar como sempre, o raiar da nossa estrela, da qual dependemos para a vida.

Mas o Solstício aí está, com o movimento aparente do Sol na esfera celeste a atingir a maior declinação em relação à linha do equador, no caso, no hemisfério norte.

E é assim que nos obrigamos a receber essa luz para enfrentar as lutas, todas as lutas que dificultam o avanço do progresso ou impedem o crescimento do conhecimento do homem.

Estes tempos de confinamento e distanciamento social, a que a pandemia nos obrigou, não nos afastaram das nossas preocupações mundanas.

E bem vemos o que se passa no mundo de hoje, em que a pandemia tanto contribui para que as misérias humanas crescessem volumosamente, criando milhões de desempregados, doentes e esfomeados.

Nunca tantos sofreram tanto em tão pouco tempo.

Se já tínhamos antes, os migrantes e refugiados, passamos a ter os sem trabalho a uma escala inaudita, com reflexos em todos os aspectos essenciais da vida, e que se resumem ao desespero das famílias para fazerem face aos seus compromissos.

É verdade que a pandemia também permitiu muita solidariedade, levou os povos a questionarem a política e a procurarem novos caminhos para o futuro, mas o mais significativo que poderá ter produzido, é a noção de que o planeta é um todo singular, que pertence a todos os que nele habitam e nele fazem um ecossistema de interdependências que obrigam a uma prolixa conectividade biológica (a vida) entre todos os seres, desde os micróbios, às florestas e aos homens. E certamente, tudo e todos, dependentes do Sol, da sua radiação, do seu calor, da sua iluminação.

Este momento deve fortalecer a solidariedade e despertar a responsabilidade individual para com o colectivo, para com a sociedade.

O Homem, soberano e árbitro de si mesmo, no seu livre arbítrio, apesar de portador de uma capacidade criativa, e de transformação do mundo, não tem sido capaz de se transformar a si mesmo.

O Homem é um ser eminentemente social. Esta circunstância impõe, a cada um de nós, um forte compromisso e respeito para com os outros e, com a nossa consciência.

Agora, mais do que nunca, teremos de aproveitar esta situação para defender o nosso planeta e criarmos a sustentabilidade de que carece para nos mantermos vivos e vivermos na beleza desta Terra, tão longinquamente colocada no espaço e num extremo do braço da Via Láctea.

E se temos a certeza de que os nossos valores e crenças, aqueles que enformam todos os Maçons, nos garantem o bom caminho e o bom augúrio, então digo-vos que se não aproveitarmos os dias longos banhados pelo nosso Sol, para fazermos o bem e lutarmos por um mundo melhor, as noites que se seguem a partir deste Solstício começam a ganhar forças crescentes até ao Equinócio do Outono e assim perderemos a luz de que tanto precisamos para procurarmos concluir as obras do nosso templo.

Hoje gostaria de honrar aqueles Irmãos corajosos que tomaram a decisão de restaurar a Regularidade no nosso país e ousaram criar a Grande Loja Regular de Portugal em 29 de Junho de 1991, com o apoio da G.L.N.F..

Presentemente, é mais fácil entender porque um grupo de Maçons tenha decidido, aquilo que para muitos, naquele tempo, parecia uma aventura: a instalação da Regularidade em Portugal.

Este caminho foi encetado por um grupo liderado por homens, infelizmente alguns já desaparecidos, e dos quais se destaca a figura de Fernando Teixeira, primeiro Grão Mestre da Grande Loja Regular de Portugal.

A G.L.R.P. agrupando diversas Lojas e personalidades, das mais variadas origens, profissões, idades e ideologias uniram-se pelas mesmas crenças, foi reconhecida pelas potencias maçónicas Regulares do mundo.

Assim, passou a existir em Portugal a Maçonaria Regular disposta a abrir-se a todos os Maçons que, de forma consciente, se sentissem atraídos por ela e pelos seus princípios e valores. A postura dos Maçons Regulares é diferente dos Maçons, ditos irregulares, perante as grandes questões.

Muitas obras publicadas referem-se à Maçonaria em geral, sem qualquer distinção entre a Maçonaria Regular e a irregular. A Maçonaria Regular deve continuar a lutar para evitar que lhes sejam imputados princípios e atitudes que não são os seus.

Nas Constituições de Anderson (1723), documento fundamental para a Maçonaria, os seus autores, dois pastores protestantes, Desagulliers e Anderson, referiam-se à Maçonaria: “como lugar de encontro de homens de uma certa cultura e preocupações intelectuais, interessados por uma certa fraternidade humanista, situada acima das oposições sectárias, causadoras de sofrimento, e que tinham como objectivo fundamental a criação de uma atmosfera de tolerância e de fraternidade”.

A Maçonaria Regular está intimamente ligada à Maçonaria Universal dos últimos trezentos anos, congregando pessoas de todas as ideologias democráticas, não devendo, como tal, intrometer-se na vida político-partidária, como aliás, resulta imperativamente da sua Constituição.

A Maçonaria Regular é a maior e a mais antiga fraternal ordem secular no mundo, que reúne homens de todos os países, raças, crenças e opiniões, em paz e harmonia. É uma fraternidade Universal, dedicada ao aperfeiçoamento intelectual, moral e espiritual dos seus elementos, e por essa via, à melhoria e ao progresso da Sociedade.

Pertencemos a uma Ordem iniciática que, em estrita fidelidade aos juramentos e às regras ancestrais e imutáveis, deve balizar o nosso horizonte espiritual em conformidade com os valores da Maçonaria.

Na Maçonaria Regular só é admitido aquele que declare a sua Crença em Deus, Grande Arquitecto do Universo (1º Landmark). Os Maçons prestam os juramentos mais solenes sobre os livros fundamentais das suas religiões (7º Landmark) e trabalham à Glória do Grande Arquitecto do Universo, expressão que utiliza para designar o Princípio Divino Criador, que cada um dos seus elementos conceba ou aceite, segundo a sua convicção religiosa ou espiritual.

Este princípio de tolerância religiosa vem ao encontro do movimento ecuménico, pelo que acreditamos que o espírito de desconfiança e ressentimentos, dos tempos idos, contra a Maçonaria Regular, está a ser gradualmente ultrapassado.

O 6º Landmark proíbe, formalmente: “…no seu seio, toda e qualquer discussão ou controvérsia política e religiosa.” Ou ainda, o 10º Landmark: “os Maçons cultivam nas suas Lojas o amor da Pátria, a submissão às leis e o respeito pela autoridade constituída.”
Compreender que todos somos essencialmente iguais, valorizar as diferenças inerentes à nossa individualidade, articular o que é comum com o que é diverso, em harmonia e tolerância, são características da Maçonaria. Para nós os Maçons Regulares, reconhecer a Igualdade é valorizar e aproveitar a Diferença.

E, por isto, no coração do Maçom, Igualdade e Solidariedade são meios para atingir o fim, ainda mais nobre, da União entre todos os Homens, independentemente da sua origem, da sua religião ou filiação política ou, empregando uma narrativa maçónica: “Encontrar o Equilíbrio e Reunir Tudo o que anda Disperso”.

A Maçonaria Regular aspira à melhoria da Sociedade através da melhoria dos seus membros e do exemplo por eles transmitido.

A Maçonaria Regular pretende precisamente SER e FAZER melhor do que o comum da sociedade e, assim, contribuir, pela via do aperfeiçoamento dos seus membros, para a melhoria, para o desenvolvimento e para o avanço ético da Sociedade. Esta tem de ser uma hora e um tempo de solidariedade.

Estima-se que nos próximos meses muitas empresas, em diversos sectores de actividade, deixem de laborar, que muitos milhares de pessoas possam perder os seus empregos, diminuição das condições de vida, de empobrecimento, que trará inevitavelmente problemas agravados para um Sistema Nacional de Saúde, centrado no Covid-19, e que por isso tem prestado pouca atenção a outras doenças mais graves ou às patologias cronicas.

D. José Tolentino de Mendonça, uma das vozes mais esclarecidas e inspiradoras da nossa contemporaneidade, disse (10JUN20): “desconfinar não é simplesmente voltar a ocupar o espaço, mas é poder, sim, habitá-lo plenamente”.

O cardeal português pediu ainda um “novo pacto ambiental”, citando a encíclica “Laudato Si” (Papa Francisco), que apela a uma ecologia integral, na qual os seres humanos sejam “cuidadores sensatos” do mundo em que vivem.

D. Tolentino de Mendonça, cita o Canto Sexto d’Os Lusíadas: “a tempestade não suspendeu a viagem, mas ofereceu a oportunidade para redescobrir o que significa estarmos no mesmo barco”. Neste enorme barco que é a nossa vida e numa clara alusão ao perigo que representa a desunião global.

E continua D. Tolentino de Mendonça, e cito: “a tempestade provocada pela covid-19 obriga-nos, como comunidade a reflectir sobre a situação dos idosos, que estão mais sós, mais pobres, remetidos muitas vezes para precários contextos de institucionalização”; e, por ultimo enfatizou: “A vida é um valor sem variações e por isso, mesmo uma vida mais curta não tem menos valor intrínseco que uma vida mais longa”. Que extraordinária lição de vida, de afectos e de humanismo!

Se estamos ainda no tempo do mote lançado por mim, há seis meses: Temos de Agir! Precisamos de saber “Se Agimos” e se o fizemos é porque as sementes, então lançadas estão agora a florir. E isso reconforta-nos porque os Maçons querem sempre ser os melhores – e não os maiores – mas melhores no benefício dos outros e do engrandecimento da humanidade.

Cada maçom tem a possibilidade de aperfeiçoar-se, de instruir-se, de disciplinar-se, de conviver com pessoas que, pelas suas palavras, pelas suas obras, podem constituir-se em exemplos na sociedade, e encontrar afectos fraternais em qualquer lugar que esteja, dentro ou fora do país.

Finalmente, o Maçon obtém a enorme satisfação de haver contribuído, mesmo que em pequena escala, para a obra moral e grandiosa levada a efeito pelos homens.

É por essa razão que os Maçons espalhados pela Terra são convocados a agir, isolada ou colectivamente, para minorar o sofrimento, para evitar as doenças, para promover o desenvolvimento, para matar a fome, para elevar a ciência, para defender a liberdade, para tolerar as diferenças, para combater as injustiças, e apelar aos governantes para as emergências sociais das guerras e dos conflitos.

O Futuro não vai ser fácil. Só unidos e com a Luz do Grande Arquitecto do Universo a iluminar o nosso caminho é que chegaremos lá.

Devemos estar orientados para objectivos que nos cativem, porque só assim conseguiremos, em prol do bem da humanidade, contribuir para o bem estar das pessoas. É isso que nos deve nortear.

Eu estarei sempre na linha da frente de todas as “batalhas” na defesa intransigente da dignidade humana, da verdade e da justiça, no combate contra a miséria, a fome e a exclusão.

Mas sei que não estou sozinho, e que o meu olhar se perde na enorme imensidão de todos os Maçons que me acompanham, e que me fazem sentir forte e determinado para concretizar a nossa nobre missão, com bondade, denodo e amor fraternal.

“Ninguém, absolutamente ninguém, deve ficar à beira da estrada”.

Armindo Azevedo
Grão-Mestre - 

22 JUNHO 2020


Fonte: apartirpedra BLOGUE SOBRE MAÇONARIA ESCRITO POR MESTRES DA LOJA MESTRE AFFONSO DOMINGUES

terça-feira, 14 de julho de 2020


A FÉ E O AMOR


“Uma mulher que havia doze anos padecia de uma hemorragia e que tinha sofrido bastante às mãos de muitos médicos e gastado tudo o que possuía, sem nada aproveitar, antes ficando cada vez pior, tendo ouvido falar a respeito de Jesus veio por detrás entre a multidão e tocou-lhe a capa; porque dizia: se eu tocar somente as suas vestes, ficarei curada. E no mesmo instante cessou sua hemorragia, e sentiu no seu corpo que estava curada do seu flagelo.
“E Jesus disse-lhe: Filha, a tua fé te curou; vai-te em paz e fica livre de teu mal.”
(Marcos, V. 25-34.)

Sabedoria e santidade são os dois atributos para a aquisição da felicidade.
A Luz dá sabedoria, a Religião dá santidade, mas só, o Amor resume toda a Lei e a Profecia.
A Esperança consola e anima; a Caridade robustece e ampara; a Fé salva; o Amor anima todas estas virtudes; o Amor é a Lei.
Os homens titubeiam; a Humanidade degrada; tudo parece perdido como a nau batida pela tempestade! Eis que aparece o Amor e faz ouvir sua voz convincente: tudo se acalma!
A bonança sucede à impetuosidade dos ventos e à fúria dos mares! a luz sucede às trevas como o dia sucede à noite!
Não há o que melhor manifeste a Lei de Deus do que o Amor. Seu nome, escrito unicamente com quatro letras, indica os quatro pontos cardeais da felicidade espiritual; suas letras são luzes; sua luz brilha mais e aquece melhor que o Sol!
A Esperança está ligada à Imortalidade; mas a Fé é inseparável do Amor.
A mulher enferma, cheia de fé, aproxima-se do Senhor, toca-lhe as vestes. “Assim fazendo, pensou, ficarei curada do mal que há muitos anos me aflige”. E o milagre efetuou-se!
Assim também sucederá a todos aqueles que tiverem fé e de Jesus se aproximarem: “0 que me seguir não verá trevas.”
Todos os que tiverem Fé, e com Fé buscarem vencer as dificuldades, triunfarão porque o Amor coopera com a Fé para abater barreiras, destruir domínios, aniquilar empecilhos e suprimir dificuldades.
“Se tiveres fé, disse Jesus, dirás a este monte: passa-te para lá e ele passará.”
“Se tiveres fé, dirás a esta figueira: transplanta-te para além, e assim acontecerá.”
A missão exclusiva de Jesus foi reviver os corações na Fé, para que as almas cheguem às alturas do amor de Deus.
Em todas as suas excursões, o Mestre semeava Fé, para que as gentes, com o seu produto, granjeassem os tesouros do Amor.
É assim que, cultivando seus ensinos, nós alçaremos os mundos de luz que se movimentam no Éter acionados pela vontade de Deus.
A Luz dá Sabedoria e salva; Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida; o Amor é a Lei.

Cairbar Schutel

Parábolas e Ensinos de Jesus

(1ª Edição -1928)

sexta-feira, 10 de julho de 2020


NO SILÊNCIO DA PRECE


Seja o que for que peçais na prece, crede que o obtereis e concedido vos será o que pedirdes. (São MARCOS, 11:24.)


Em ti, no silêncio da prece mental, sem que tenhas necessidade de ver ou perceber, em sentido direto, o coração bate sem cessar na cadência admirável da vida.

Movimenta-se o sangue, por mil canalículos diversos.

Intestinos trabalham independentes de tua vontade sustentando-te a nutrição.

Pulmões arfam revolvendo o ar que te envolve.

Impulsos nervosos eletrizam-te a imensa população celular do cérebro.

Miríades e miríades de unidades de vida microscópica na concha da boca.

°°°
Em torno de ti, no silêncio de tua prece, os átomos se agitam em vórtices intermináveis na estrutura material da roupa que te veste e dos sapatos que te calçam.

A eletricidade vibra esfuziante por quilômetros e quilômetros de fios, transformando-se, não longe de ti, em força, luz e calor.

Milhares de criaturas humanas num perímetro de algumas léguas em derredor, falam, cantam e choram sem que ouças.

Outros milhões de vozes em dezenas de idiomas, nas ondas hertzianas, entrecruzam-se à tua volta sem que as registres.

Raios sem conta chovem sobre ti sem que lhes assinales a presença.

Inúmeros fenômenos meteorológicos se sucedem em toda parte, sem que consigas relacioná-los.

O planeta faz giros velozes carregando-te, em paz e segurança, sem que tomes qualquer conhecimento disso.

°°°

Igualmente, no silêncio de tua prece, acionas vasto mecanismo de auxílio e socorro na atmosfera que te rodeia, comparável a imenso laboratório invisível.

O teu influxo emocional dirige-se além de teus sentidos para onde te sintonizes, através de insondáveis elementos dinâmicos.

 °°°  

Não descreias da oração por não lhe marcares fisicamente os resultados imediatos.

O firmamento não é impassível porque te pareça mudo.

No silêncio de tua prece mental, podes expressar até mesmo com mais veemência do que num discurso de mil palavras, o hino vibrante do amor puro, a ecoar pelo Infinito, assimilando no âmago do ser a Divina Luz, que te sublimará todos os anseios e esperanças, na renovação do destino.


André Luiz

quinta-feira, 9 de julho de 2020


Simplifica

Clamas que o tempo está curto;
Contudo o tempo replica:
"Não me gastes sem proveito,
Simplifica, simplifica...”

É muita conta a buscar-te...
Armazém, loja, botica...
Aprende a viver com pouco,
Simplifica, simplifica...

Incompreensões, chicotadas?
Calúnia, miséria, trica?
Não carregues fardo inútil,
Simplifica, simplifica...

Encontras no próprio lar
Parente que fere e implica?
Desculpa sem reclamar,
Simplifica, simplifica...

Se alguém te injuria em rosto,
Se te espanca ou sacrifica,
Olvida a loucura e segue...
Simplifica, simplifica...

Recebes dos mais amados
Ofensa que não se explica?
Esquece a lama da estrada,
Simplifica, simplifica...

Alegas duro cansaço,
Queres casa imensa e rica;
Foge disso enquanto é tempo,
Simplifica, simplifica...

Crês amparar a família
Pelo vintém que se estica...
Excesso cria ambição.
Simplifica, simplifica...

Dizes que o mundo é de pedra,
Que as provas chegam em bica;
Não deites limão nos olhos,
Simplifica, simplifica...

Recorres ao Mestre em pranto
Na luta que te complica
E Jesus pede em silêncio:
Simplifica, simplifica...

Casimiro Cunha

Do livro Assembleia de Luz, obra mediúnica psicografada por Francisco Cândido Xavier.

terça-feira, 7 de julho de 2020

Entenda o que foi a Revolução Constitucionalista de 1932 .


A Revolução Constitucionalista de 1932, Revolução de 1932 ou Guerra Paulista, foi o movimento armado ocorrido no Estado de São Paulo, entre os meses de julho e outubro de 1932, que tinha por objetivo a derrubada do Governo Provisório de Getúlio Vargas e a promulgação de uma nova constituição para o Brasil.
Foi uma resposta paulista à Revolução de 1930, a qual acabou com a autonomia de que os estados gozavam durante a vigência da Constituição de 1891. A Revolução de 1930 impediu a posse do governador de São Paulo (na época se dizia "presidente") Júlio Prestes na presidência da República e derrubou do poder o presidente da república Washington Luís, que fora governador de São Paulo de 1920 a 1924, colocando fim à República Velha.
 
Atualmente, o dia 9 de julho, que marca o início da Revolução de 1932, é a data cívica mais importante do estado de São Paulo e feriado estadual. Os paulistas consideram a Revolução de 1932 como sendo o maior movimento cívico de sua história.
Foi a primeira grande revolta contra o governo de Getúlio Vargas e o último grande conflito armado ocorrido no Brasil.
 
No total, foram 87 dias de combates, (de 9 de julho a 4 de outubro de 1932 - sendo o último dois dias depois da rendição paulista), com um saldo oficial de 934 mortos, embora estimativas, não oficiais, reportem até 2200 mortos, sendo que numerosas cidades do interior do estado de São Paulo sofreram danos devido aos combates.
 
São Paulo, depois da revolução de 32, voltou a ser governado por paulistas, e, dois anos depois, uma nova constituição foi promulgada, a Constituição de 1934.
 
ANTECEDENTES DO MOVIMENTO
 

Em 1932 a irritação dos paulistas com Getúlio Vargas não cedeu com a nomeação de um paulista, Pedro Manuel de Toledo, como interventor do Estado, pois tanto este quanto Laudo Ferreira de Camargo (que havia renunciado por causa da interferência dos tenentes no governo), não conseguiam autonomia para governar.
 
A primeira grande manifestação dos paulistas foi um megacomício - na época se dizia meeting - na Praça da Sé, no dia do aniversário de São Paulo, em 25 de janeiro de 1932, com um público estimado em 200 000 pessoas, e, na época, chamados de "comícios-monstro". Em maio de 1932, ocorreram vários comícios constitucionalistas.
 
As interferências da ditadura no governo de São Paulo eram constantes, não se deixando os interventores formarem livremente seu secretariado, nem do Chefe de Polícia de São Paulo. Pedro de Toledo não governava de fato, as interferências de Miguel Costa, Osvaldo Aranha, João Alberto Lins de Barros, Manuel Rabelo e Pedro Aurélio de Góis Monteiro eram constantes.
 
Os tenentes do Clube 3 de outubro eram totamente contrários a que se fizesse uma nova constituição, tendo eles entregado, a Getúlio Vargas, em 3 de março de 1932, em Petrópolis, um documento no qual dão seu total apoio à ditadura e no qual se manifestam contrários a uma nova constituição.
 
Júlio Prestes acreditava, já em 1931, que a situação da ditadura estava se tornando insustentável e declarou no exílio em Portugal:
 "O que não compreendo é que uma nação, como o Brasil, após mais de um século de vida constitucional e liberalismo, retrogradasse para uma ditadura sem freios e sem limites como essa que nos degrada e enxovalha perante o mundo civilizado"! 
O Partido Republicano Paulista e o Partido Democrático de São Paulo, que antes apoiara a Revolução de 1930, uniram-se, em fevereiro de 1932, na Frente Única para exigir o fim da ditadura do "Governo Provisório" e uma nova Constituição. Assim, São Paulo inteiro estava contra a ditadura.
 
Os paulistas consideravam que o seu Estado estava sendo tratado pelo Governo Federal, que se dizia um "Governo Provisório", como uma terra conquistada, expressão de autoria de Leven Vanpré, governada por tenentes de outros estados e sentiam, segundo afirmavam, que a Revolução de 1930 fora feita "contra" São Paulo, pois Júlio Prestes havia tido 90% dos votos dos paulistas em 1930.
 
O estopim da revolta foi a morte de cinco jovens no centro da cidade de São Paulo, assassinados a tiros por partidários da ditadura, pertencentes à "Legião Revolucionária", criada por João Alberto Lins de Barros e orientada pelo Major Miguel Costa, em 23 de maio de 1932.
Pedro de Toledo tentara formar um novo secretáriado independente das pressões exercidas pelos tenentes, quando chegou a São Paulo Osvaldo Aranha, representando a ditadura, querendo interferir na formação do novo secretariado. O povo quando ficou sabendo saiu às ruas, houve grandes comícios e passeatas, e no meio do tumulto a multidão tenta invadir a sede da "Legião Revolucionária". Ao subirem as escadarias do edifício, são recebidos a balas.
 

Pedro de Toledo, com o apoio do povo, conseguiu, porém montar um secretariado de sua livre nomeação (que ficou conhecido como o Secretariado de 23 de maio), neste dia 23 de maio de 1932 e romper definitivamente com o Governo Provisório.
 
O MMDC
 
A morte dos jovens deu origem a um movimento de oposição que ficou conhecido como MMDC, atualmente denominado oficialmente de MMDCA:
 
Mário Martins de Almeida (Martins)
Euclides Bueno Miragaia (Miragaia)
Dráusio Marcondes de Sousa (Dráusio)
Antônio Américo Camargo de Andrade (Camargo)
Orlando de Oliveira Alvarenga (Alvarenga)
 





O MMDC foi organizado como sociedade secreta, em 24 de maio de 1932, tendo sido projetado durante um jantar no Restaurante Posilipo, por Aureliano Leite, Joaquim de Abreu Sampaio Vidal, Paulo Nogueira e Prudente de Moraes Neto entre outros. Inicialmente, a sociedade foi chamada "Guarda Paulista", mas, depois, foi fixada em MMDC, em homenagem aos jovens mortos a 23 de maio. Em 10 de agosto, o Decreto nº. 5627-A, do governo do Estado oficializou o MMDC, cuja direção foi entregue a um colegiado, presidido por Waldemar Martins Ferreira, secretário da Justiça, e tendo, como superintendente, Luís Piza Sobrinho. O MMDC foi instalado na Faculdade de Direito e depois transferido para o antigo Fórum, na rua do Tesouro, e depois para o prédio da Escola de Comércio Álvares Penteado.
 
O dia 23 de maio é sagrado em São Paulo como o Dia do soldado constitucionalista.
Esse fato levou à união de diversos setores da sociedade paulista em torno do movimento de constitucionalização que se iniciara em janeiro de 1932. Neste movimento, liderado pelo MMDC, se uniram o PRP e o Partido Democrata, chamados pela ditadura de "oligarquia", que pretendiam a volta da supremacia paulista e do PRP ao poder e queriam, também, reparar a injustiça ocorrida em 1930, quando o candidato dos paulistas Júlio Prestes foi eleito a presidência mas não pôde tomar posse impedido pela Revolução de 1930, quanto segmentos que desejavam a implantação de uma verdadeira democracia no Brasil, mais ampla que a democracia da Constituição de 1891.
Começou-se, então, a se tramar um movimento armado visando à derrubada da ditadura de Getúlio Vargas, sob a bandeira da proclamação de uma nova Constituição para o Brasil.
Desde seu início, a revolução de 1932 contou com o apoio decisivo da maçonaria paulista, através de suas lideranças e de seus membros como Pedro de Toledo, Júlio de Mesquita Filho, Armando de Sales Oliveira, Ibraim Nobre e outros.
 
Em 9 de julho, Getúlio Vargas já havia estabelecido eleições para uma Assembleia Nacional Constituinte (As eleições foram convocadas em fevereiro de 1932) e já havia nomeado um interventor paulista - as duas grandes exigências de São Paulo. Porém a interferência do governo federal e dos tenentes em São Paulo continuava forte. Os tenentes eram contra a instalação de uma assembleia constituinte, tendo, seus representantes entregado a Getúlio Vargas um manifesto contrário à constituinte em 3 de março de 1932, em Petrópolis, um documento no qual dão seu total apoio à ditadura e no qual se manifestam contrários a uma nova constituição.
 
Estes atos do Governo Provisório, porém, não evitaram o conflito, já que o que o PRP, agora unido ao seu rival Partido Democrático paulista, almejava voltar a dominar a política nacional, como fazia anteriormente, reparando a injustiça de Júlio Prestes não ter tomado posse como presidente da República em 1930, e dar uma constituição ao Brasil e terminar com as interferências da ditadura no governo de São Paulo.
Era especialmente humilhante para São Paulo a nomeação do major Miguel Costa para comandante da Polícia Militar de São Paulo, então chamada de Força Pública, pois Miguel Costa havia sido expulso da Força Pública em 1924 por tentar derrubar o governo paulista na Revolução de 1924.
 
O combatente-médico da revolução de 1932, Ademar Pereira de Barros que governaria São Paulo por três vezes, assim explicou, em Santos, em 1934, as razões da revolução de 1932:
 
"São Paulo levantou-se em armas em 9 de julho de 1932 para livrar o Brasil de um governo que se apossaria de sua direção por efeito de uma revolução… e se perpetuava indefinidamente no poder, esmagando os direitos de um povo livre.. e que trazia o sempre glorioso São Paulo debaixo de das botas e o chicote do senhor"! — Ademar de Barros
 
O MOVIMENTO ARMADO
Em 9 de julho eclodiu o movimento revolucionário, com os paulistas acreditando possuir o apoio de outros Estados, notadamente Minas Gerais, Rio Grande do Sul e do sul de Mato Grosso, para a derrubada de Getúlio Vargas, o que acabou não ocorrendo. Pedro de Toledo, que ganhara forte apoio dos paulistas, foi proclamado governador de São Paulo e foi o comandante civil da revolução constituionalista. Foi lançado uma proclamação da "Junta Revolucionária" conclamando os paulistas a lutarem contra a ditadura. Formavam a Junta Revolucionária, Francisco Morato do Partido Democrático, Antônio de Pádua Sales do PRP, Generais Bertoldo Klinger e Isidoro Dias Lopes. O general Euclides Figueiredo assumiu a 2º Região Militar.
 
Alistaram-se 200 000 voluntários, sendo que estima-se que destes, 60 000 combaterem nas fileiras do exército constitucionalista.
No estado de São Paulo, a Revolução de 1932 contou com um grande contingente de voluntários civis e militares e o apoio de políticos de outros Estados, antigos apoiadores da Revolução de 1930, como, no Rio Grande do Sul, Raul Pilla, Borges de Medeiros, Batista Luzardo e João Neves da Fontoura entre outros, que formaram a Frente Única Rio-Grandense, e que tentaram fazer uma revolta mas foram capturados (salvo Batista Luzardo que conseguiu fugir) e exilados pelo interventor gaúcho.
No atual Mato Grosso do Sul foi formado um estado independente que se chamou Estado de Maracaju, que apoiou São Paulo. Em Minas Gerais, a revolução de 1932 obteve o apoio do ex-presidente Artur Bernardes, que terminou também exilado.
São Paulo esperava a adesão do interventor do Rio Grande do Sul, o estado mais bem armado, mas este na última hora decidiu enviar tropas não para apoiar São Paulo, mas para combater os paulistas.
 
Quando se inicia o levante, uma multidão sai às ruas em apoio. Tropas paulistas são enviadas para os fronts em todo o Estado. Mas as tropas federais são mais numerosas e bem-equipadas. Aviões são usados para bombardear cidades do interior paulista. Quarenta mil homens de São Paulo enfrentam um contingente de cem mil soldados. Os planos paulistas previam um rápido e fulminante movimento em direção ao Rio de Janeiro pelo Vale do Paraíba, com a retaguarda assegurada pelo apoio que seria dado pelos outros estados.
 
Porém, com a traição dos outros estados, o plano imaginado por São Paulo não se concretizou: Rio Grande do Sul e Minas Gerais foram compelidos por Getúlio Vargas a se manterem ao seu lado e a publicidade de pretensão separatista do movimento levou São Paulo a se ver sozinho, com o apoio de apenas algumas tropas mato-grossenses, contra o restante do Brasil.[19] Comandados por Pedro de Toledo, aclamado governador revolucionário, e pelo general Bertoldo Klinger, as tropas paulistas se viram lutando em três grandes frentes: o Vale do Paraíba, o Sul Paulista e Leste Paulista.
 
O estado de São Paulo, apesar de contar com mais de quarenta mil soldados, estava em desvantagem. Por falta de apoio e a traição de outros estados, São Paulo se encontrava num grande cerco militar.
Como as fronteiras do estado foram fechadas, não havia como adquirir armamento para o conflito, fora do país, assim muitos voluntários levaram suas próprias armas pessoais e engenheiros da Escola Politécnica do Estado (hoje EPUSP) e do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) passaram a desenvolver armamentos a serem produzidos pelo próprio estado para suprir as tropas. Um navio que trazia do exterior armamento para os paulistas foi apreendido pela Marinha do Brasil.
No teste de um novo canhão, um acidente matou o Comandante da Força Pública, Coronel Júlio Marcondes Salgado. Uma das armas mais sofisticadas feitas pela indústria paulista foi o trem blindado, usado na campanha militar no Vale do Paraíba.
São Paulo criou moeda própria, que foi falsificada pela ditadura e distribuída na capital paulista para desestabilizar a economia do estado. O dinheiro paulista era lastreado pelo ouro arrecadado pela campanha "Ouro para o bem de São Paulo", também chamado de "Ouro para a vitória".
Também foram compradas armas nos EUA, mas o navio que as transportava foi apreendido. Houve muita falta de munição, o que levou os paulistas a inventarem e usarem um aparelho que imitava o som das metralhadoras, chamado de "matraca".
Houve intensa mobilização através do rádio, uma novidade na época, onde se destacou César Ladeira da Rádio Record. Usaram-se muita propaganda e contra-propaganda ideológica por parte da ditadura que acusava São Paulo de estar nas mãos do fascismo italiano trazido pelos imigrantes. Eram recrutados, pela ditadura, brasileiros de outras regiões para combaterem São Paulo dizendo-lhes que São Paulo queria se separar do Brasil.
A ditadura colocava elementos infiltrados em reuniões e comícios em São Paulo que pregavam o derrotismo e o desânimo da população.
O crime mais bárbaro, ocorrido durante a Revolução de 1932, ocorreu na cidade de Cunha onde as tropas da ditadura torturaram e mataram o agricultor Paulo Virgínio, por este se recusar a dizer onde estavam as tropas paulistas. Paulo Virgínio foi obrigado a cavar sua própria sepultura e morreu dizendo: "Morro mas São Paulo vence"!   
Paulo Virgínio, junto com os jovens do MMDC, está enterrado no ponto central do Mausoléu do Ibirapuera e é homenageado dando seu nome a rodovia SP-171, que corta a região onde ele foi assassinado.
O movimento estendeu-se até 2 de outubro de 1932, quando foi derrotado militarmente.
Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 6 de julho de 2020



O PAI-NOSSO DO CAVALEIRO TEMPLÁRIO





SENHOR, perdoa-me se não rezo a oração que teu filho nos ensinou, pois julgo-me indigno de tão bela mensagem. Refleti sobre esta oração e cheguei às seguintes conclusões:


Para dizer o “PAI NOSSO”, antes devo considerar todos os homens, independentemente de sua cor, raça, religião, posição social ou política, como meus irmãos, pois eles também são teus filhos; devo amar e proteger a natureza e os animais, pois se tu és meu pai, também és meu criador, e quem criou a mim, também criou a natureza.


Para dizer “QUE ESTAIS NO CÉU”, devo antes fazer uma profunda análise em minha consciência, procurando lembrar-me de quantas vezes te julguei como um celestial pai, pois, na realidade, sempre vivi me preocupando com coisas materiais.


Para dizer “SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME” devo antes verificar se não cometi sacrilégios ao adorar outros deuses acima de ti.


Para dizer “SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME” devo antes examinar minha consciência e procurar saber se não digo isso apenas pôr egoísmo, querendo de ti tudo, sem dar em troca.


Para dizer “SEJA FEITA A VOSSA VONTADE”, devo antes buscar meu verdadeiro Ser e deixar de ser um falso cristão, pois a tua vontade é a união fraternal de todos os seres que criastes.


Para dizer “ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU” devo antes deixar de ser mundano e me livrar dos desenfreados prazeres, das orgias, do orgulho e do egoísmo.


Para dizer “O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAÍ HOJE”, devo antes repartir o pão que me destes com os meus irmãos mais carentes e necessitados, pois é dando que se recebe; é amando que se é amado.


Para dizer “PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO”, devo antes verificar se alguma vez tornei a estender a minha mão àquele que me fez chorar; pois só assim terei perdoado àquele que me ofendeu.


Para dizer “E NÃO NOS DEIXAI CAIR EM TENTAÇÃO, MAIS LIVRAI-NOS DO MAL”, devo antes deixar limpo o foco de meus pensamentos; e amparar os aleijados, ajudando a construção de um mundo melhor.



E finalmente para dizer “AMÉM” deverei fazer tudo isso agradecendo ao meu criador, cada segundo de minha vida, como a maior dádiva que poderia receber. No entanto Senhor, embora procure assim proceder, ainda não me julgo suficientemente forte, no intuito de tudo isto te prometer e cumprir. Perdoa-me, Senhor meu Pai, porem minha perfeição a tudo ainda não chegou.

Fonte: anavalhadepoda.blogspot.com

domingo, 5 de julho de 2020


CADA HORA

Cada hora
É ocasião de prestar
Algum serviço
Ou de pronunciar
As melhores palavras.

Felicidade
É a soma das alegrias
Que distribuímos
Com os outros.

Pensa
Nos minutos
Que já cravaste.
O tempo não pára.


EMMANUEL
Livro “DEUS SEMPRE” FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER