quarta-feira, 5 de setembro de 2018



Diante das Dificuldades…


Quando você se observe à beira da impaciência, capaz de arrojar-lhe o coração ao espinheiro da angústia, conte as vantagens de que dispõe, de modo a imunizar-se contra o assalto das trevas.
Desentendimento em família…
Recorde aqueles que desejariam encontrar alguém, até mesmo para simples discussão, na soledade crônica em que se identificam.
Amigos que se afastam…
Reflita na provação daqueles que nunca os tiveram.
Agressões…
Pense no cérebro equilibrado de que você está munido para agir em apoio aos companheiros doentes da alma.
Criaturas queridas em problemas graves do sentimento…
Medite na sua tranqüilidade e segurança, pelas quais, por enquanto, consegue permanecer livre de obsessões.
Tarefas em sobrecarga, compelindo você a desânimo e cansaço…
Gaste alguns momentos, examinando a luta dos irmãos sem qualquer possibilidade de emprego na garantia da própria sustentação.
Aborrecimentos…
Avalie a importância de algumas frases de reconforto que você pode levar a companheiros enfermos ou compreensivelmente abatidos pelo sofrimento que os subjuga.
Lar em desajuste…
Um olhar para os irmãos que caminham sem teto.
Some as bênçãos de sua vida e vacine-se contra o desespero, porque o desespero é um vulcão de fogo e sombra, cuja extensão nos domínios do desequilíbrio e da morte ninguém pode calcular.
Do Livro: Aulas da Vida. Psicografia de Francisco Cândido Xavier -  André Luiz

terça-feira, 4 de setembro de 2018


 


O TRAJE MAÇÔNICO E A "COR" PRETA*

Irmão Fowler Theodoro Braga Filho
Loja Apóstolos Paulistas, São Paulo-SP

Temos ouvido muita controvérsia em torno deste assunto. Alguns Irmãos, defendem que o traje maçônico correto é o terno escuro, de preferência preto ou azul marinho, especialmente em Sessões Magnas, sendo tolerado o uso do Balandrau.

Outros irmãos defendem a ideia de que tanto em Sessões Mangas, quanto Econômicas, pode-se usar apenas o Balandrau e, no caso de ternos são aceitáveis o uso daqueles de cores claras.


Em nossa Potência, o uso do terno escuro foi tornado obrigatório pelo Grão-Mestrado. Apenas isto bastaria para que não houvesse polêmica em torno deste assunto. Entretanto, como uma das obrigações do maçom é a busca da verdade, procuramos em pesquisa, não só em torno do tipo de traje, mas principalmente, o uso da “cor” preta.

A origem do Balandrau

Segundo nosso irmão José Castellani, Balandrau designa a antiga vestimenta, com capuz e mangas largas, abotoada na frente; designa também, certo tipo de roupa usada por membros de confraria, geralmente religiosa.

Embora, alguns autores insistam em afirmar que o Balandrau não é veste maçônica, o seu uso, na realidade remonta a primeira das associações de ofício organizadas (cujo conjunto hoje é chamado Maçonaria de Ofício ou Operativa), a dos “Collegia Fabrorum” criada no século VI a.C em Roma; segundo Steinbrenner, em "História da Maçonaria” os collegiatti quando se deslocavam pela Europa, seguindo as legiões de soldados romanos, para reconstruir o que fosse sendo destruído pelos conquistadores, portavam uma túnica negra; à semelhança deles, os membros das confrarias operativas dos Franco-maçons medievais (do século XIII em diante) quando viajavam para outras cidades, outros feudos e outros países, usavam um Balandrau negro.

Ainda sobre este assunto, nos lembra o irmão Walter Pacheco Jr. que o uso do Balandrau teve início nas funções do Primeiro Experto, durante os trabalhos de Iniciação em que atendia o profano na Câmara das Reflexões. Em um ponto ambos os irmãos têm opiniões coincidentes: o Balandrau é uma veste talar, ou seja, deve-se estender até os talões, ou calcanhares.

A “cor” preta

Inicialmente é preciso dizer que não existe cor preta. O preto é sim, ausência de cor. O tema cores é amplo, profundo e não caberá aqui a colocação das teorias acerca do assunto, pois não é este o objetivo deste trabalho. Podemos dizer que o branco, também, não é uma cor. Ele é sim, composto por cores primárias.

Leonardo da Vinci, Isaac Newton e Kepler entre outros formularam Teorias a respeito das cores, em tratados mundialmente conhecidos, particularmente as Teorias de Newton. Entretanto em 1820 foi publicado o “Esboço de uma Teoria das Cores” de nosso irmão J. W. von Goethe, trabalho que levou 100 anos para ser escrito.

Esta obra é, ainda em nossos tempos, considerada como o março inicial a respeito do entendimento das cores, quer seja no aspecto físico, ótico, espiritual, sensorial, enfim um tratado que até hoje incomoda. Sua Teoria confrontava-se diretamente com as de Newton, principalmente pelas dificuldades de comparações práticas relativas às Teorias de Newton.

Mas, antes de chegarmos às colocações de Goethe, vamos procurar mostrar algumas razões do porquê da cor preta em nossos trajes. Cor é energia e luz. Nosso olho percebe as nuances de cores ou tecnicamente a nossa visão cromática, pela freqüência das mesmas. O olho humano está limitado para perceber as emissões luminosas compreendidas entre 400 milimicrons e 700 milimicrons.

Podemos classificar a radiação solar como abaixo:

Ondas curtas – alta frequência; infra-vermelhos – acima de 700 milimicrons; Luz visível – entre 700 e 400 milimicrons; raios ultra-violetas – de 200 a 380 milimicrons; raios cósmicos – baixa freqüência.

Dentro da luz visível temos os dois extremos:

Vermelho – com 718,5 milimicrons; viol,ETA –de 393,4 a 486,1 milimicrons.

Podemos observar que o violeta é a cor de mais baixa freqüência, dentro do espectro visível.

Entretanto, como preto é ausência de cor não está nesta escala. Mas, sendo o violeta a cor que mais de aproxima do preto, e sendo o violeta a cor que delimita nossa acuidade visual na baixa freqüência, conclui-se que o preto é ausência de cor, pois absorve todas as outras cores.

O preto como “absorvente” de radiações

Várias são as ciências e filosofias que estudam as radiações, físicas ou espirituais.

Fisicamente temos um exemplo bastante prático do uso do preto como absorvente de radiações: os tanques de combustíveis de uma refinaria. Para os gases combustíveis como metano, propano e outros, que não devem ser aquecidos, os tanques são pintados na cor branca, pois esta reflete a luz solar evitando o aquecimento.

Nesses tanques, inclusive, existem aspersores de água em seu topo, para caso necessário efetuar um resfriamento forçado. Em contrapartida, existem fluidos que para manterem viscosidade suficiente para serem transportados (óleo lubrificante por exemplo), necessitam manter uma temperatura mínima. Nestes casos os tanques são pintados de preto para absorverem calor da radiação solar.

No campo da astronomia, temos os chamados buracos negros. De todas as teorias conhecidas até hoje, temos uma única certeza: trata-se de uma região negra onde toda a matéria, radiação (independentemente e sua frequência) é absorvida.

Do lado esotérico temos várias fontes que empregam as cores como radiações benéficas, pois nada na Natureza é imóvel. Mesmo nos reinos vegetal e animal, cada qual tem a sua vibração e cada vibração a sua cor.

Até alguns anos atrás a ciência não conseguia provar isto. Hoje temos a Máquina Kirlian, com a qual podemos obter fotografias das “auras” das pessoas, plantas e objetos. E, estas auras são coloridas. A cromoterapia utiliza as cores para ”curar”. Foi utilizada na era de ouro da Grécia e no antigo Egito, nos Templos de Heliópolis na Babilônia e nas antigas civilizações da India e China. Hoje sabemos que a cor pode curar, acalmar ou irritar. Dependerá de sua freqüência.

No Espiritismo de Kardec sempre se utilizaram os passes magnéticos. Magnetismo também é método em frequências e, a cor também é medida em freqüência. Logo podemos afirmar que o passe magnético também emite cor. E como atuam os passes magnéticos em nosso corpo?

Da mesma maneira que atuam as cores no processo de cromoterapia, os passes atuam nos chacras ou centros de força. Os mesmos chacras do kundalini hindu. Segundo o espiritismo e a cromoterapia (Tubal Kachan), os chacras são os:

a) Básico – Localiza-se na base da espinha dorsal, Capta a força primária e serve para reativação dos demais centros. Cores básicas: roxo e laranja forte.

b) Genésico – Localiza-se na região da púbis. Regula as atividades ligadas ao sexo. No espiritismo não é recomendada a energização deste chacra.

c) Esplênico – Localiza-se na região do baço. Regula a circulação dos elementos vitais cósmicos que, após circularem, se eliminam pela pele, refletindo-se na aura. Cores básicas: amarelo, roxo e verde.

d) Gástrico – Localiza-se no plexo solar, influi sobre as emoções e a sensibilidade e sua apatia produz disfunções vegetativas. Cores básicas: roxo e verde.

e) Cardíaco – Localiza-se no coração. Regula emoções e sentimentos. A reativação expande os sentimentos, influi na circulação e sua manipulação é delicada. Cores básicas: rosa e dourado brilhante.

f) Laríngeo – Localizado na região da garganta, regula as atividades ligadas ao uso da fala. Cores básicas: prata e azul.

g) Frontal – Localizado na fronte, também conhecido entre algumas filosofias como a Terceira visão. Regula as atividades inteligentes, influi no desenvolvimento da vidência. Tem ligação com a glândula hipófise. Cores básicas: roxo, amarelo e azul.

h) Coronário – Localiza-se na parte superior, no cérebro e tem ligação com a epífise. É o chacra da ligação com o mundo espiritual. Cores básicas: branco e dourado.

Voltemos à “cor” preta. Em nossas reuniões, dentro do Templo, muitas são as vibrações emanadas de todos os nosso Irmãos sejam eles Oficiais ou não, Principalmente durante a abertura do Livro da lei temos a formação da Egrégora. Este é um momento em que todos nós emitimos radiações e, ao usarmos a veste preta, estaremos absorvendo todas estas energias, reativando todos os nossos chacras.

Se examinarmos a ritualística, veremos vários pontos importantes. Em uma Iniciação, por que o recipiendário não está nem nu nem vestido? Entre outras razões, para que tenha seus chacras totalmente expostos para que emita e receba toda a sorte de vibrações. Como está com os olhos vendados, sua percepção estará em todos os seus sentidos. Receberá fortemente todas as expressões sonoras, odores e nossas vibrações. Obviamente cada um reagirá segundo a sua própria vibração. Mas ninguém passará indiferente!

Ainda sobre a “cor” preta em nossos trabalhos: nossas Bolsas de Propostas, têm seu interior negro. Assim, nada do que ali for depositado, “sairá”, somente nossos VV.`. MM.`. ao seu conteúdo têm conhecimento, em primeira instância.

E nosso traje?

Como vimos anteriormente, na abertura deste trabalho, grande é a controvérsia do uso ou não do terno ou na ausência deste, o Balandrau.

Se examinarmos com cuidado o que foi exposto sobre os chacras, podemos concluir em termos de traje, que o ideal esotericamente (ou misticamente) falando é o terno preto, com camisa branca, sapatos e meias pretas e luvas brancas.

O preto é oposto do branco. O preto absorve e o branco reflete. Quando usamos o terno preto, permanecem a descoberto, nossos principais chacras: frontal, laríngeo e coronário. Assim poderemos emitir, receber e refletir vibrações diretamente em nossos principais centros de força, pois estes estarão a descoberto.

Em contrapartida, nossos chacras mais sensíveis (fisicamente), como o esplênico, gástrico, básico, coronário e genésico estarão cobertos pela cor preta, protegidos de enviar para o ambiente radiações não positivas durante nossos trabalhos. Cabe neste momento uma pergunta: Todos nós durante os trabalhos irradiamos apenas boas radiações? Infelizmente a resposta é não.

Cabe tão somente a nós, esta vigilância. Podemos e devemos sempre reservar alguns minutos no Átrio, preparando-nos espiritualmente para nossa reunião Se adentrarmos ao Templo, munidos de sentimentos inferiores, estaremos contribuindo para que não haja Harmonia, não ocorra um trabalho Justo e Perfeito...

Ainda no campo psíquico, lembramos de Helena Blavatsky e Rudolf Steiner seu marido, que criaram verdadeira escola em que a ideia é o elemento primário no surgimento da cor. Segundo Steiner: “Com Goethe aprendemos que a beleza da core uma projeção da beleza interior do ser humano”.

Voltando a Goethe, ele mesmo diz em seu “Esboço de uma Teoria das Cores”:... “Foi exposto detalhadamente como cada cor produz um efeito específico sobre o homem, revelando assim sua presença tanto na retina como na alma. Deduz-se daí que a cor pose ser usada para determinados fins sensíveis, morais e estéticos. É compreensível que a cor seja também passível de interpretação mística, uma vez que o esquema em que se pode representar a diversidade cromática sugere circunstâncias primárias, tanto à mente humano quanto à Natureza; não há dúvida de que podem empregar-se nas relações suas relações como linguagem nesses casos em que se queira expressar circunstâncias primárias que não se destacam na mente com forças e características idênticas. O matemático aprecia o valor a utilidade Dio triângulo, inclusive o fenômeno cromático, de sorte que por duplicação e entrelaçamento se obtém o antigo e misterioso hexágono.

Quando se aprenda inteiramente a marcha divergente do amarelo e do azul, e particularmente a exaltação até o vermelho, significando que dois opostos se aproximam entre si e terminam por fundir-se numa nova entidade, desenvolver-se-á indubitavelmente um conceito místico peculiar, cabendo atribuir a essas duas entidades separadas e antagônicas um significado espiritual, e ao vê-las produzir abaixo o verde, e o vermelho acima, não se deixará de evocar respectivamente os engenhos terrestres e celestiais dos elohim. Mas não nos exponhamos ao risco de que nos tachem de místicos, sobretudo levando em conta que, se nossa teoria das cores tiver uma acolhida favorável, não deixarão de surgir as aplicações e interpretações alegóricas, simbólicas e místicas de acordo com o espírito de nossa época”.

*publicado na Revista A Trolha de no 88, Ano XXIII de Fevereiro de 1994 in “Dádivas Maçônicas” do Ir.'. Adalberto Rigueira Viana

Fonte: JB News – Informativo nr. 2.103

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

ANOTEMOS


Os ensinamentos de Jesus estão nas linhas da Natureza.
*
Quanto menos perseverança na enxada, mais ferrugem a dificultar-lhe o serviço.
*
Quanto mais suor no arado, mais bênçãos na sementeira.
*
Quanto menos repouso à fonte, mais limpidez na corrente.
*
Quanto mais descanso ao poço. mais estagnação enfermiça nas águas.
*
Quanto menos trato às plantas do pomar, mais ampla invasão da erva daninha.
*
Quanto mais poda nas árvores benfeitoras, mais valiosa se lhe faz a produção.
*
Assim também na vida.
*
Quanto menos esforço, mais intensa excursão na ociosidade.
*
Quanto mais diligência, mais crédito na ação.
*
Quanto menos fé, mais névoa de incerteza.
*
Quanto mais serviço apresentado, suprimento mais alto.
*
Quanto menos bondade, mais pessimismo.
*
Quanto mais amizade, alegria mais pura.
*
Quanto mais desprendimento no amparo, simpatia maior.
*
Quanto menos perdão, mais sombra de ressentimento.
*
Quanto mais amor, mais luz no caminho.
*
Quanto menos brandura, mais inquietação.
*
Quanto mais humildade, mais compreensão.
*
Por isso mesmo, nós, armados de vontade e discernimento, somos livres para estabelecer na vida o clima de sofrimento que nos segregue ou para construir o nosso caminho de felicidade, facilitando-nos a ascensão para a Grande Luz.
*
Decerto, pensando na importância da Caridade nos mecanismos de nossas relações recíprocas, é que Jesus nos legou a observação inesquecível:
- “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”

Emmanuel 

domingo, 2 de setembro de 2018


O MESTRE MAÇOM PERANTE SI PRÓPRIO

Rui Bandeira


Todo o maçom, desde o primeiro dia que adquiriu essa condição sabe que o seu maior inimigo é aquele que vê quando, de frente, olha para o espelho. Mas também sabe que a melhor maneira de acabar com o inimigo não é prendê-lo (pode sempre libertar-se...), ou matá-lo (pode dele fazer um mártir ou herói para outros, e assim afinal multiplicar os seus inimigos...). A melhor maneira de acabar com o seu inimigo é fazer dele seu aliado, seu amigo. A amizade tem mais força que a força...

Todo o maçom sabe, desde o dia em que adquiriu essa condição, que dentro de si convive o que potencialmente o destrói, o desvaloriza, o apouca - os seus vícios, os seus defeitos - e o que o engrandece - as suas virtudes e capacidades. Por isso aprende que é crucial cavar masmorras aos seus vícios e cultivar suas virtudes. Só assim aquele que vê quando, de frente, olha para o espelho deixará de ser o inimigo que arrasta para as sombras da depravação para passar a ser efetivamente o aliado amigo que acompanha no caminho para a Luz.

O Mestre Maçom, quando se coloca - o que deve fazer com frequência... - perante si próprio, deve sempre recordar-se que o esforço para ser melhor pode não necessitar de ser muito grande, mas inevitavelmente tem que ser contínuo. Tal como aquele que anda de bicicleta precisa de manter o movimento para não cair, assim aquele que cessa o esforço para melhorar verá degradar-se o que atingiu.

Assim, a palavra que, no meu entendimento, se deve utilizar para ilustrar o que se impõe ao Mestre Maçom perante si próprio é "persistência".

Persistência no contínuo esforço de melhoria. Persistência em aprender e ensinar e em aprender ensinando. Persistência no Estar como meio para o Ser. Persistência em fazer, dia após dia, mês após mês, ano após ano, mais do mesmo, como forma de descobrir, afinal, que o mesmo continuamente se reinventa e, quando damos por ela, já é outro e melhor. 

Persistência no trabalho mais importante que existe, o trabalho em si próprio, o trabalho que lhe permite reconhecer-se e ser reconhecido como aquilo de que se apelida, Maçom. 

Persistência no lapidar da única obra que, apesar de todas as obras que construa ou que crie, afinal realiza durante o tempo que passa neste plano da existência, a sua verdadeira obra-prima, a sua vida e quem a vive.

Persistência na busca da forma de melhorar o que parece bem mas pode sempre ser um pouco melhor - para descobrir que, após a melhoria, o que é melhor, pode ainda ser melhorado mais um pouco, desde que... persista no trabalho.

Persistência na lapidação da sua Pedra Bruta até conseguir dar-lhe a desejada forma de Pedra Cúbica. Persistência para polir essa Pedra Cúbica, face a face, para bolear bem as arestas, uma a uma, para que essa Pedra Cúbica seja capaz de ser encaixada onde deve, seja sólida para bem assegurar o seu papel, se enquadre harmoniosamente entre as demais, aumentando com o seu brilho o brilho das vizinhas.

Persistência para nunca se sentir satisfeito, para ter a noção de que é sempre possível fazer e ser um pouco melhor e para efetivamente agir para assim fazer e ser - e descobrir que continuar a lapidar uma Pedra Cúbica não a faz mais pequena, paradoxalmente engrandece-a.

Persistência em ser realmente e completamente aquilo que se reclama ser: Mestre Maçom!

Rui Bandeira

Fonte: a-partir-pedra.blogspot.com



sexta-feira, 31 de agosto de 2018


10 MANDAMENTOS DE AMOR À PESSOA IDOSA

I – Deixa-a falar - Porque do passado a pessoa idosa tem muito a contar. Coisas verdadeiras e outras nem tanto, mas todas úteis aos espíritos ainda em formação.
II – Deixa-a vencer nas discussões - E não fiques a lembrar a todo instante que suas idéias estão superadas. Ela precisa sentir-se segura de si mesmo.
III – Deixa-a visitar seus velhos amigos - entreter-se com seus camaradas, porque é dessa maneira que a pessoa idosa consegue reviver os tempos idos.
IV – Deixa-a contar histórias demoradas - ou, muitas vezes, repetidas, porque a pessoa idosa precisa provar a si mesmo que os outros gostam de sua companhia.
V – Deixa-a viver entre as coisas que amou - e que sempre recorda, porque ela já sofre ao sentir que, aos poucos, vai sendo abandonado pela vida.
VI – Deixa-a reclamar, mesmo quando está sem razão – porque toda pessoa idosa, tem direito, como as crianças, à tolerância e à compreensão.
VII – Deixa-a viajar em teu carro – quando saíres de férias ou nos fins de semana, porque sentirás remorso, se algum tempo depois ela já não estiver aqui para fazer-lhe companhia.
VIII – Deixa-a envelhecer com o mesmo paciente afeto - com que assistes aos teus filhos crescerem, porque em ambos os casos estarás, demonstrando o mesmo sentimento de amor e proteção.
IX – Deixa-a rezar onde e como queira – porque a pessoa idosa deseja ver sempre a sombra de Deus no resto de estrada que ainda vai percorrer.
X – Deixa-a morrer – entre braços acolhedores e amigos, porque o amor dos familiares e das pessoas amigas é o melhor sinal do amor do Pai que está no céu.

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Nota: “Os dez mandamentos de amor à pessoa idosa” foram redigidos na Itália, por um frade carmelita. A tradução para o português foi feita por um confrade da mesma ordem, residente em Teresópolis, RJ. O texto acima foi revisto por um poeta pernambucano que não quis se identificar. São dele alguns acréscimos ao texto original.


quinta-feira, 30 de agosto de 2018


A MAÇONARIA EXISTE PARA UNIR OS HOMENS, NÃO PARA SEPARÁ-LOS

 01/08/2018

Irmão Adolfo Ribeiro Valadares, Grão-Mestre
Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás

“Somente pela fraternidade, a liberdade será preservada”. Victor Hugo

   A Maçonaria universal se estrutura sobre três pilares indissolúveis e que não se separam: liberdade, igualdade e fraternidade.
  Essa união de homens livres e de bons costumes tem difundido entre as sociedades, espalhadas por todos os cantos da Terra, por milênios, a necessidade de união de todos em prol do bem comum e do bem-estar da humanidade.
  Quando nos reunimos, em fraternas assembleias, invocamos a proteção do Grande Arquiteto do Universo, como denominamos Deus, ou o Espírito Criador que tudo rege no universo, e nos propomos a caminhar em uma senda de verdadeira luz.
   Se buscarmos conceitos tão plenos de bondade e justiça como esses, nosso caminho não pode ser senão o da união, da paz e da irmandade, que reúne homens e mulheres, em perfeita harmonia e concórdia. Desse modo, propomos a todos os que se acercam de nós e levamos onde seja possível nossa voz ser ouvida uma mensagem de edificação e evolução espiritual baseada na paz e no bem.
   Nós, Maçons, engajados na construção de um mundo melhor, mais justo e fraterno, precisamos ter em nosso discurso a clara definição de nosso compromisso com esses valores.
   Além do discurso, precisamos ter na práxis, que é a ação concreta baseada nessas ideias, o exemplo vivo de que a responsabilidade pela edificação desse mundo que sonhamos começa em cada ato nosso, em cada gesto, em cada desejo de agregar e não repelir, em cada sonho de fraternidade e viva comunhão de ideais.
    Se pensarmos o que é bom precisamos praticar o bem.
   Se quisermos a união, devemos agregar nossos Irmãos a nós e nos integrar cada vez mais a eles de igual modo.
   Se quisermos construir uma humanidade fraterna, se impõe sermos igualmente edificantes. Mas, isto tem um custo, que precisamos estar cientes e dispostos a cumprir as obrigações para atingirmos esses objetivos.
   Para unir os indivíduos a ideais comuns de fraternidade, precisamos ter nas palavras o sentido formal e direto para esse fim. Na senda da pavimentação desse caminho de união e fraternidade precisamos ter cuidado redobrado com o que dizemos e como agimos.
   Primeiramente, com as palavras ditas, porque a sabedoria empírica explica que depois de dita a palavra não mais será buscada de volta.
   Assim, precisamos saber sempre o momento de falar e o momento de calar para que nossas palavras não sejam instrumentou desunião.
  Precisamos refletir sempre sobre como abordar e termos resignação, quando necessário, para não dizer somente o que sentimos e pensamos. Isso poderá não ser edificante ou elemento de união.
   Há no Livro da Lei, a Bíblia, que reúne diretrizes ordenadas pelo Grande Criador, para seguirmos, inúmeras citações a esse respeito. Mas, uma em especial mostra o quanto reside de poder em nossas palavras.
   No Livro dos Provérbios há uma lição, de cunho singular sobre isto: “A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte”. O ato concreto, as ações em prol da construção dessa humanidade sonhada, passa obrigatoriamente perto de destruição, pela aliança entre o discurso e os gestos.
   A Maçonaria prega em suas Oficinas a edificação dessa humanidade fraterna e exorta seus Irmãos a trabalharem, incessantemente, nesse sentido. Nosso compromisso precisa ser de luta diária, para unir homens, grupos, comunidades, nações e povos em um único sentido que seja o do bem e da paz para todos.
   Os Maçons precisam ser exemplos vivos do compromisso, do discurso e das ações nesse sentido. Pregar a paz e a união implica em pensarmos cada dia, cada instante, ano após ano, na edificação desse reino de harmonia e concórdia.
Chamarmos os que estão ao nosso redor para essa prática também e buscarmos, nos ensinamentos que os sábios nos legaram, as diretivas para atingirmos esses ideais. Sabermos a hora de falar e de calar, de agir e de hibernar, de construir e de ceifar, de plantar e de colher.
   A Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás está, há 65 anos, lutando para contribuir com essa construção. Chamamos nossos Irmãos para o engajamento diuturno nesse compromisso, que sabemos ser a promoção da justiça que queremos, que reine em nosso meio e da perfeição, que almejamos lapidar em nossos corações.
    Assim temos buscado fazer e rogamos ao Supremo Criador que assim seja feito.

FONTE: LOJA MAÇONICA MARTIN LUTHER KING 63 GLMRJ.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018


Bens e Males

Quase sempre, na Terra, muitos bens são caminhos a muitos males e muitos males são caminhos a muitos bens.
Por isso, muitas vezes, quem vive bem à frente dos preceitos humanos, pode estar mal ante as Leis Divinas.
A dor, sendo um mal, é sempre um bem, se sabemos bem sofrê-la, enquanto que o prazer, sendo um bem, é sempre um mal se mal sabemos fruí-lo.
Em razão disso, há muitas situações, nas quais o bem de hoje é o mal de amanhã, ao passo que o mal de agora é o bem que virá depois.
Muita gente persegue o bem, fugindo ao bem verdadeiro e encontra o mal com que não contava e muita gente se desespera, a fim de desvencilhar-se do mal que não consegue entender e acaba encontrando o bem por surpresa divina.
Há quem se ria no gozo dos bens do mundo para chorar nos males da Terra para colher os bens da Esfera Superior.
Não procures unicamente estar bem, porquanto no bem apenas nosso talvez se ache oculto o mal que flagela os outros por nossa causa e o mal que flagela os outros por nossa causa é mal vivo em nós mesmos, a roubar-nos o bem que furtamos do próximo.
Se desejas entesourar na estrada o em dos mensageiros do bem, atende, antes de tudo, ao bem dos semelhantes, sem cogitar do bem que se te faça posse exclusiva.

Recordemos o Cristo que, aparentemente escravo ao mal do mundo, era o Senhor do Bem, a dominar, soberano, acima das circunstâncias terrestres, e, tentando seguir-Lhe o passo, aceitemos com valor, no mal da própria cruz, o roteiro do bem para a Grande Vida.


Scheilla