domingo, 16 de outubro de 2016


AO CLARÃO DA VERDADE

 

“Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz do Senhor; andai como filhos da luz.” – Paulo (Efésios, 5:8).

 

Curiosas estatísticas mencionam aproximadamente as quotas de tempo que a criatura humana despende com a vigília e com o sono, com o trabalho e com o entretenimento.

Muito importante para cada um de nós, porém, um balanço pessoal, de quando em quando, acerca das horas gastas com lamentações prejudiciais.

Óbvio que quase todos nós atravessamos obscuros labirintos, antes de atingirmos adequado roteiro espiritual.

Em múltiplas circunstâncias, erros e enganos povoaram-nos a mente com remorsos e arrependimentos tardios.

Isso, todavia, não justifica o choro estanque.

Motorista sensato não larga um carro, atravancando a pista, porque haja perdido os freios ou sofrido desajustes. O desleixo deporia contra ele, acrescentando-se, ainda, a circunstância de criar, com isso, perigoso empeço ao trânsito.

É possível tenhamos estado em treva até ontem...

Provavelmente, quedas temerosas ter-nos-ão assinalado experiências transcorridas...

Achávamos, contudo, na condição de viajor que jornadeia circulado de sombras, tropeçando aqui e além, sem o precioso discernimento. Hoje, no entanto, que tudo se faz claro em derredor, fujamos de dramatizar desencantos ou fixar desacertos, através de queixas e recriminações que complicam e desajudam, ao invés de simplificar e auxiliar.

Assevera Paulo, refletidamente: “Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois a luz do Senhor; andai como filhos da luz.”

Raras pessoas conseguirão afirmar que desconhecem as tentações e os riscos do nevoeiro, mas todos nós, presentemente transformados ao clarão da verdade, podemos caminhar trilha adiante, renascidos na alvorada do conhecimento superior para o trabalho da luz.

 

Emmanuel

 

sábado, 15 de outubro de 2016


Lealdade Maçônica

Nesta peça de Arquitetura gostaríamos de transcrever um pouco sobre a “Lealdade Maçônica” que nos é sempre cobrada, posso dizer que encontrei dificuldade pelo fato de estar escrevendo sobre princípios como a índole e atitudes de vida.

No dicionário profano encontramos a definição de LEALDADE como:
Sinceridade, Dedicação, Fidelidade, Qualidade ou caráter leal.

Já no dicionário maçônico encontramos a seguinte definição:

“A lealdade é um atributo maçônico virtuoso exigido pelo grupo”. A tolerância decorre da lealdade. Será leal o observador dos preceitos maçônicos. Os juramentos maçônicos nada mais são que incentivos à lealdade, tanto para com os Irmãos como para consigo mesmo, para com o Criador, para com a Pátria, para com a família e com todos os semelhantes.

A lealdade arrasta muitas outras virtudes. Desperta-as e as fortalece como a sinceridade, a fidelidade, o amor, o carinho e a piedade, enfim, enfeixa um universo de bons propósitos e, o homem torna-se um ser útil à humanidade, a sociedade e a família.

Quando nos tratamos de Irmãos em nossa Ordem esperamos que sem sombra de duvida isso possa acontecer e seria inconcebível termos Irmãos sem estas características.

Em nossa ordem antes mesmo de recebermos a LUZ, ao estarmos sendo preparado para ser iniciado nos Augusto Mistérios somos concebidos da primeira experiência desta LEALDADE.  É nos dito a porta do Templo as seguintes palavras: ”Eu sou o vosso guia, tende confiança em mim e nada receeis“ notamos que neste momento nos é dado a Confiança e a Lealdade de quem ira nos guiar.

Lembro-me como se fosse hoje o dia em que tal fato ocorreu comigo, aquelas palavras me fizeram analisar friamente naquele momento que ali existiam pessoas leais que eu poderia confiar plenamente.

Tenho observado que ainda encontramos pessoas que chamamos de Irmão que devido a sua intolerância a vaidade ou até quem sabe pela sua ignorância não podemos depositar esta Lealdade. Isso não quer dizer que são a maioria.

Encontramos sim muitos Irmãos que estão dispostos a ajudar não estou dizendo aqui na parte financeira mais seja com uma palavra amiga, ajudando a corrigir nossos erros, mais sempre com discrição e sinceridade que faz parte de um Maçom.

Questiono-me às vezes será que a Maçonaria, da Igualdade, Fraternidade Liberdade esta sendo praticada totalmente pelos Irmãos da Ordem, ou será que esquecemos do que aprendemos em nossas Lojas.

Acredito Irmão que estaríamos crescendo cada vez mais na Maçonaria, e estaríamos ajudando mais se ao invés de ficarmos falando ou escrevendo mensagens que denigrem a Ordem ou outro Irmão, possamos estar praticando uma Lealdade mutua, trabalhando cada vez mais Pedra Bruta deixando-a cada vez mais polida e valiosa.

Lembremos que a Lealdade é um atributo que vem de nós, não porque somos Maçons, mais vem de nossa índole, de nossa virtude da nossa tolerância.

Como já dissemos acima o nosso juramento maçônico nada mais é do que o fortalecimento do que somos ou nos propusermos ser ou que já éramos em nossa vida profana.

Concluindo esta peça de arquitetura pedimos a todos os Irmãos que busquem ser aquele homem justo e perfeito, sem vaidade, sem preconceitos, ser leal, tolerante e não só na vida maçônica más também em na vida profana.

Por Denilson Forato

quinta-feira, 13 de outubro de 2016


Aos Irmãos que buscam o progresso
Ao inquirir, um dia destes, um amado e querido irmão, que deixou nossa Loja, há bem pouco tempo;  por qual motivo ele nos deixara, se tão bem era recebido e tão à vontade eu o via nas sessões ou nos ágapes fraternos e, em nossas conversas, também nunca demonstrou algo de si ou da sua família, que pudesse inviabilizar sua participação maçônica!
Pois bem, somente agora, já desligado da Ordem, acabou por declinar que uma das principais razões dele ter pedido o seu quite-placet,  foi a de que cansara de ir às reuniões da Loja e ver,  sempre,  as mesmas discussões, em torno dos mesmos velhos problemas e as mesmas sugestões, sempre colocadas de forma superficial e mais politiqueiras que verdadeiras!
Que, diante disso e por não vislumbrar nenhum progresso na Loja como para seus membros, começou a achar que estava perdendo o seu tempo, que poderia ser muito mais proveitoso estando junto à sua família ou mesmo seus negócios…
Meus amados irmãos, neste caso e sem qualquer sombra de dúvidas, eu não poderia deixar passar a oportunidade de voltar ao assunto e falar a todos quanto podem ou poderão se encontrar nesta situação; pela minha ótica maçônica…
Ocorre que, por princípio, nossa Instituição é  progressista.

Por outro lado, só é plenamente constituída pela união das Lojas e estas pela reunião dos maçons.  Então, não se pode falar em progresso da Maçonaria, sem o progresso dos seus membros!!!
·         Como pode um corpo crescer de forma perfeita, sem lograr o crescimento parelho de todos os seus membros e órgãos?
·         E como pode um membro defeituoso ou órgão deficiente se integrar primorosamente ao corpo, se não for fortalecido?
·         E o que fazemos com um irmão de nossa caminhada, que está ficando para trás?  Não retornamos e o puxamos?
·         E afinal, em nossas famílias, ao educarmos nossos filhos, não repetimos tolerante e exaustivamente, pelos anos afora, as boas maneiras?
Ora!  Não pretendemos ser um corpo, uma família, afinal uma sociedade fraterna?  Então, antes de exigir progressos, por que não olhamos para o nosso próprio progresso…

Tolerando os irmãos menos aquinhoados… Fortalecendo as sessões com palavras estudadas e de sabedoria…
Tornando os ágapes mais participativos, através de atitudes mais singelas, que não os segmentem em ‘grupinhos’…
Enfim, auxiliando-nos primeiramente, antes de buscarmos ajudar os outros, praticando uma beneficência midiática, à moda dos fariseus…  (Fortalecidos podemos ser mais úteis)
Pensando bem, todo progresso passa pela nossa evolução e, esta terá que ser uniforme, de maneira a compatibilizar os aspectos materiais e espirituais do ser…   Se não entender isto, o maçom sempre estará em Loja com o pensamento voltado para as coisas profanas…
Um forte e T:.F:.A:. com o desejo de uma ótima semana…
Eduardo  Panda :.
sorvepanda@yahoo.com.br

terça-feira, 11 de outubro de 2016


Rogativa Fraterna

 

Bendito sejas, coração amigo, que vieste auxiliar-nos.

Sigamos no rumo dos fins a que nos dirigimos.

Não longe, esperam-nos a viúva que ainda não conseguiu trabalho e tem dois filhinhos, em lamentável penúria;

Quatro enfermos abandonados num telheiro;

Dois velhinhos esquecidos e doentes que aguardam a morte;

E uma senhora paralítica e sozinha, requisitando socorro imediato.

Caminhemos!

Se tens alguma queixa a fazer; alguma discussão a provocar; certa mágoa a exprimir;

Ou algum mal-entendido a desfazer;

Por amor a Jesus, deixa isso para depois.

 

Emmanuel

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A marcha

“Importa, porém, caminhar hoje, amanhã e no dia seguinte.” – Jesus. (Lucas, 13:33.)
Importa seguir sempre, em busca da edificação espiritual definitiva. Indispensável caminhar, vencendo obstáculos e sombras, transformando todas as dores e dificuldades em degraus de ascensão.
Traçando o seu programa, referia-se Jesus à marcha na direção de Jerusalém, onde o esperava a derradeira glorificação pelo martírio. Podemos aplicar, porém, o ensinamento às nossas experiências incessantes no roteiro da Jerusalém de nossos testemunhos redentores.
É imprescindível, todavia, esclarecer a característica dessa jornada para a aquisição dos bens eternos.
Acreditam muitos que caminhar é invadir as situações de evidência no mundo, conquistando posições de destaque transitório ou trazendo as mais vastas expressões financeiras ao círculo pessoal.
Entretanto, não é isso.
Nesse particular, os chamados “homens de rotina” talvez detenham maiores probabilidades a seu favor.
A personalidade dominante, em situações efêmeras, tem a marcha inçada de perigos, de responsabilidades complexas, de ameaças atrozes. A sensação de altura aumenta a sensação de queda.
É preciso caminhar sempre, mas a jornada compete ao Espírito eterno, no terreno das conquistas interiores.
Muitas vezes, certas criaturas que se presumem nos mais altos pontos da viagem, para a Sabedoria Divina se encontram apenas paralisadas na contemplação de fogos-fátuos.
Que ninguém se engane nas estações de falso repouso.
Importa trabalhar, conhecer-se, iluminar-se e atender ao Cristo, diariamente. Para fixarmos semelhante lição em nós, temos nascido na Terra, partilhando-lhe as lutas, gastando-lhe os corpos e nela tornaremos a renascer.
Emmanuel

domingo, 9 de outubro de 2016


Amor

O amor é de essência divina, porque procede de Deus e vitaliza o universo, sustentando a vida em todos os seus aspectos.

Em tudo se encontra pulsante, como manifestação do Divino Psiquismo.

Em todos os reinos é de fundamental significação, especialmente no ser humano, sem o qual a existência se torna destituída de sentido psicológico e desaparece, desarticulando os objetivos essenciais da Vida.

Amar é desafio que todos devem enfrentar com alegria, pois que, somente ele equaciona as dificuldades existenciais, ampliando os objetivos da inteligência e dos sentimentos.

Quem ama, conduz Deus no imo, irradiando-O em forma de bençãos que a tudo transforma e dignifica.
Joanna de Ângelis

sábado, 8 de outubro de 2016


Sem desfalecimentos

“E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.” - Paulo. (Gálatas, 6:9.)
Há pessoas de singulares disposições em matéria de serviço espiritual.
Hoje creem, amanhã descreem.
Entregaram-se, ontem, às manifestações da fé; entretanto, porque alguém não se curou de uma enxaqueca, perdem hoje a confiança, penetrando o caminho largo da negação.
Iniciam a prática do bem, mas, se aparece um espinho de ingratidão dos semelhantes, proclamam a falência dos propósitos de bem-fazer.
São crianças que ensaiam aprendizado na escola da vida, distantes ainda da posição de discípulos do Mestre.
O exercício do amor verdadeiro não pode cansar o coração.
Quem ama em Cristo Jesus guarda confiança em Deus, é feliz na renúncia e sabe alimentar-se de esperança.
O mal extenua o espírito, mas o bem revigora sempre.
O aprendiz sincero do Evangelho, portanto, não se irrita nem conhece a derrota nas lutas edificantes, porque compreende o desânimo por perda de oportunidade.
Problemas da alma não se circunscrevem a questões de dias e semanas terrestres, nem podem viver condicionados a deficiências físicas. São problemas de vida, renovação e eternidade.
Não te canses, pois, de fazer o bem, convencido, todavia, de que a colheita, por tuas próprias mãos, depende de prosseguires no sacerdócio do amor, sem desfalecimentos.
 
Emmanuel