quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

PAZ EM CASA
“ Em qualquer casa onde entrardes, dizei antes: “Paz seja nesta casa”.
(Lucas 10:5)
 

Compras na terra o pão e a vestimenta, o calçado e o remédio, menos a paz.

Dar-te-á o dinheiro residência e conforto, com exceção da tranquilidade de espírito.

Eis porque nos recomenda Jesus venhamos a dizer, antes de tudo, ao entramos numa casa:

“Paz seja nesta casa”.

A lição exprime vigoroso apelo à tolerância e ao entendimento.

No limiar do ninho doméstico, unge-te de compreensão e de paciência, a fim de que não
penetres o clima dos teus, à feição de inimigo familiar.
Se alguém está fora do caminho desejável ou se te desgostam arranjos caseiros, mobiliza a bondade e a cooperação para que o mal se reduza.
Se problemas te preocupam ou apontamentos te humilham, cala os próprios aborrecimentos, limitando as inquietações.
Recebe a refeição por bênção divina.

Usa portas e janelas, sem estrondos brutais.

Não movas objetos, de arranco.

Foge à gritaria inconveniente.

Atende ao culto da gentileza.

Há quem diga que o lar é ponto do desabafo, o lugar em que a pessoa se desoprime.

Reconhecemos que sim; entretanto, isso não é razão para que ele se torne em praça onde a criatura se animalize.
Pacifiquemos nossa área individual para que a área dos outros se pacifique.

Todos anelamos a paz do mundo; no entanto, é imperioso não esquecer que a paz do mundo parte de nós.

Emmanuel



Obediência

Emmanuel

 

O Universo é todo uma sinfonia de obediência, garantindo os objetivos da evolução.

Obedece o sol aos princípios do grupo estelar a que se ajusta.

Obedece a Terra as leis em que se equilibra.

Obedece a árvore na provisão do celeiro.

Obedece a fonte nas tarefas do reconforto.

Obedece a nuvem no firmamento.

Obedece o verme no subsolo.

O Supremo Senhor concedeu ao homem a flama da razão para o concurso consciente na sua Obra Divina e não para o abuso da liberdade.

Ninguém perca tempo, rogando orientação aos próprios passos no mundo.

Da Esfera Superior, culminando no evangelho do Cristo, em todos os templos, fluem ensinamentos e avisos, advertências e instruções, mensagens e apelos, relacionando os artigos da Lei, concitando-nos todos ao Bem Eterno.

Falta-nos simplesmente a necessária disposição à obediência incansável, de cujo exercício decorrerá nossa própria integração na máquina do progresso em ascensão para a verdadeira felicidade.

Muita vez, há quem se desmande no desespero e na injúria, à frente da irresponsabilidade, como se escárneo e blasfêmia fossem remédio para a cura do mal.

Todavia, o cristão fiel sabe que foi chamado para aprender e servir e, por isso mesmo, é companheiro das vítimas da sombra sem a ela render-se.

E amando e ajudando sem repousar, converte-se em refletor cristalino do Mestre que procuramos, cuja glória na obediência perfeita é todo um poema de amor, da simplicidade da Manjedoura aos sofrimentos da Cruz.

 

domingo, 17 de janeiro de 2016


Trovas de CORNÉLIO PIRES

 
 
 
Enfermos

 

Da multidão dos enfermos

Que sempre busco rever

O doente mais doente

É o que não sabe sofrer.

 

Indagação

 

Pensando muito na vida,

Reflito comigo a sós:

Por que os vivos sentem medo,

Se todos virão a nós?

 

Fé em Deus

 

Muitas fortunas se extinguem,

Pessoas mudam de nível,

Somente a fé viva em Deus

É um tesouro inexaurível.

 

Anotemos

 

No corre-corre dos homens

Há quadros fenomenais.

Anota: Quem sabe menos;

É fala muito mais.

 

Nobreza

 

Diz o mundo que a nobreza

Nasce de berço opulento,

Mas qualquer pessoa é nobre,

Conforme o procedimento.

 

Diretriz

 

Quem quiser saber o início

Das grandes obras do Bem,

Procure ajudar aos outros,

Nem fale mal de ninguém.

 

Notas da Vida

 

Certo sábio disse, um dia,

Esta sentença perfeita:

“Experiência sem dor

Raramente se aproveita”.

Silêncio é um amigo certo,

Guardando virtudes raras,

No entanto, a palavra livre,

Às vezes, tem muitas caras.

 

Passos do Caminho

 

Sociedade é um jardim

De expressão risonha e bela;

Entretanto, a convivência

Exige muita cautela.

Se alguém te fere ou abandona,

Desculpa e segue adiante,

A ingratidão de um amigo

É uma dádiva importante.

 

Provação

 

Não te revoltes se levas

Uma existência sofrida,

A provação, quando chega,

Age em defesa da vida.

A imprudência nos assalta,

O apetite nos domina...

Em seguida nos entregam

Aos tratos da Medicina.

 

Provérbio

 

Provérbio antigo que achei,

Entre nobres companheiros:

“O avarento passa fome

Para luxo dos herdeiros”.

 

Rimas da Vida

 

Em questões de livre-arbítrio,

Discernimento é preciso;

Todos temos liberdade,

O que nos falta é juízo.

Ante a Lei de Causa e Efeito

Que nos libera ou detém,

Há muito bem que faz mal,

Muito mal produz o Bem.

 

Rogativas

 

Multidões rogam a Deus

O que se lhes faz preciso...

Nunca vi alguém pedir

O conserto do juízo.

A Terra não sofreria

Fome e conflitos fatais

Se os homens falassem menos,

Procurando servir mais.

 

Visita

 

Visita que não avisa

O dia e a hora que vem,

Encontra a casa do amigo

Ocupada ou sem ninguém.

 

Conclusão

 

As minhas trovas de agora;

Não guardam nada de novo,

São pensamentos dos sábios;

Com pensamentos do povo.

Estes versos me nasceram

Na intimidade do peito,

Se alguém lhes der atenção;

Fico grato e satisfeito.

 

Trovas de CORNÉLIO PIRES

 

 

 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

PAZ EM CASA

“ Em qualquer casa onde entrardes, dizei antes: “Paz seja nesta casa.” (Lucas 10:5)
Compras na terra o pão e a vestimenta, o calçado e o remédio, menos a paz.
Dar-te-á o dinheiro residência e conforto, com exceção da tranquilidade de espírito.
Eis porque nos recomenda Jesus venhamos a dizer, antes de tudo, ao entramos numa casa:
“Paz seja nesta casa”.
A lição exprime vigoroso apelo à tolerância e ao entendimento.
No limiar do ninho doméstico, unge-te de compreensão e de paciência, a fim de que não penetres o clima dos teus, à feição de inimigo familiar.
Se alguém está fora do caminho desejável ou se te desgostam arranjos caseiros, mobiliza a bondade e a cooperação para que o mal se reduza.
Se problemas te preocupam ou apontamentos te humilham, cala os próprios aborrecimentos, limitando as inquietações.
Recebe a refeição por bênção divina.
Usa portas e janelas, sem estrondos brutais.
Não movas objetos, de arranco.
Foge à gritaria inconveniente.
Atende ao culto da gentileza.
Há quem diga que o lar é ponto do desabafo, o lugar em que a pessoa se desoprime.
Reconhecemos que sim; entretanto, isso não é razão para que ele se torne em praça onde a criatura se animalize.
Pacifiquemos nossa área individual para que a área dos outros se pacifique.
Todos anelamos a paz do mundo; no entanto, é imperioso não esquecer que a paz do mundo parte de nós.
Emmanuel

terça-feira, 12 de janeiro de 2016


 

 

Ama-te mais.

 

Certamente, não nos referimos ao sentimento egoísta, ambicioso, envenenador.

 

Amar-se, é respeitar-se, proporcionando-se as conquistas superiores da vida, os anseios elevados do coração.

 

Intenta estabelecer um pequeno programa de amor para ti e executa-o.

 

Mantém acesa a luz do entusiasmo em tuas realizações e sabendo-te fadado à Grande Luz, deixa que brilhem as tuas aspirações nobres.

 

Escolhe "a melhor parte" em tudo e supera aquelas nefastas, que prejudicam e envilecem.

 

Extraído do livro “Vida Feliz”, de Joanna de Ângelis

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016


Justiça e amor
 
 
Enquanto alimentamos o mal em nossos pensamentos, palavras e ações, estamos sob os choques de retomo das nossas próprias criações, dentro da vida.
As dores que recebemos são a colheita dos espinhos que arremessamos.
Agora ou amanhã, recolheremos sempre o fruto vivo de nossa sementeira.
Há plantas que nascem para o serviço de um dia, quais os legumes que aparecem para o serviço da mesa, enquanto outras surgem para as obras importantes do tempo, quais as grandes árvores, nutridas pelos séculos, destinadas à solução dos nossos problemas de moradia.
Assim também praticamos atos, cujos reflexos nos atingem, de imediato, e mobilizamos outros, cujos efeitos nos alcançarão, no campo do grande futuro.
Em razão disso, enquanto falhamos para com as Leis que nos regem, estamos sujeitos ao tacão da justiça.
Só o amor é bastante forte para libertar-nos do cativeiro de nossos delitos.
A Justiça edifica a penitenciária.
O amor levanta a escola.
A justiça tece o grilhão.
O amor traz a bênção.
Quem fere a outrem encarcera-se nas conseqüências lamentáveis da própria atitude.
Quem auxilia adquire o tesouro da simpatias.
Quem perdoa eleva-se.
Quem se vinga desce aos despenhadeiros da sombra.
Tudo é fácil para aquele que cultiva a verdadeira fraternidade, porque o amor pensa, fala e age, estabelecendo o caminho em que se arrojará, livre e feliz, à alegria da Vida Eterna.
Quem deseje, pois, avançar para a Luz, aprenda a desculpar, infinitamente, porque o céu da liberdade ou o inferno da condenação residem, na intimidade de nossa própria consciência.
Por isso mesmo, o Mestre Divino ensinou-nos a pedir na oração dominical: - "Pai, perdoa as nossas dívidas, assim como devemos perdoar aos nossos devedores."
 
Emmanuel

sábado, 9 de janeiro de 2016




 
MAÇONARIA- O ESPÍRITO DA CONFRARIA


     Uma ideia que temos defendido desde os nossos primeiros estudos sobre a Ordem maçônica é a de que a maçonaria é um instituto cultural, e como tal sua origem repousa numa ideia, seu desenvolvimento gerou numa prática e essa prática resultou em uma instituição. Na origem dessa ideia está o fato de que as sociedades tendem naturalmente a se estratificar, em razão das diferenças existentes entre os seres humanos que a compõem. As pessoas são diferentes e nas suas diferenças elas procuram se agrupar, buscando em cada ser humano os seus elementos de identidade. Assim, cada grupo desenvolve uma identidade cultural e tende a hospedar nos seus quadros somente elementos que comunguem de suas características específicas. Nascem, dessa forma, as confrarias, que nada mais são que o congraçamento de pessoas que se juntam por comunhão de interesses e necessidade de fortalecimento mútuo do próprio grupo.

     Como ideia, a confraria é tão antiga quanto a socialização do ser humano, pois ela nos remete à necessidade que a sociedade tem de selecionar, entre as pessoas pertencentes a um grupo social em particular, os elementos de escol, e com eles forjar um alicerce estável e firme para a manutenção da sua cultura e das suas conquistas sociais. Existem confrarias de todos os tipos, formadas para os mais diversos objetivos. Desde a mais inocente (ou profana) das práticas, como as confrarias dos colecionadores de selos (filatelistas) ou os amantes do vinho ( enólogos), ás mais ambiciosas, com interesses enraizados nos mais íntimos círculos do poder, a confraria é a mais antiga forma de compartimentalizar e tratar informação, que a sociedade humana conhece.
 
     Todos os povos antigos cultivaram a crença de que os fundamentos da sua cultura social, moral e espiritual deveriam repousar num grupo de elite, no qual se pudesse depositar os fundamentos mais importantes da sua civilização. Daí a constatação histórica da importância das confrarias religiosas da antiguidade, nas quais o poder espiritual (que sempre andou passo a passo com o poder político) se alicerçava e mantinha a identidade cultural desses povos. Situam-se nesse quadro os chamados Antigos Mistérios, institutos religiosos-culturais, nos quais os homens de poder nessas antigas civilizações eram iniciados. No Egito, por exemplo, as confrarias dos Irmãos de Heliópolis fazia o papel das universidades modernas, mantendo e desenvolvendo o saber do povo egípcio, especialmente aquele que era considerado sagrado e não podia ser divulgado ao homem comum. Essa mesma função, entre os gregos antigos era desempenhada pela confraria do Santuário de Elêusis, através dos Mistérios iniciáticos que ali se praticavam. De uma forma diferente, porém com objetivos semelhantes iremos encontrar entre os judeus as confrarias dos essênios, dos saduceus e dos fariseus, umas e outras, em seus tempos de maior influência, detentoras do poder espiritual e político entre aquele povo.


     A formação de grupos de elite, capazes de desenvolver e preservar a cultura grupal, assegurando, dessa forma, o poder do grupo, é uma ideia que seduz a mente dos homens de espírito desde os primeiros tempos da sociedade humana.  Pessoas que comungam de interesses similares buscam naturalmente o agrupamento com seus iguais. Assim, as pessoas associam-se em razão de suas profissões, de seus interesses sociais, de lazer, e até em razão de heranças biológicas ou culturais comuns. Pratica-se a associação até como forma de sobrevivência ou como motivo de fortalecimento do grupo. É dessa forma que nascem as associações sindicais, os partidos, os diversos tipos de clubes, os grupos de interesse, as igrejas etc. Agrupar-se é uma tendência inata do espírito associativo que o homem desenvolveu desde a sua origem.


     Em princípio, a associação é praticada de forma empírica. Começa a partir do momento em que o homem percebe a impossibilidade de viver sozinho em um ambiente que exige a cooperação para a obtenção de melhores resultados. Essas associações são naturais, promovidas pelo interesse do grupo. Mas, a partir de certo momento, na vida prática do grupo, verifica-se a necessidade de uma organização. É que para a manutenção e a extensão do poder conquistado não basta a mera convergência de interesses. É preciso que haja uma estrutura, um plano de trabalho, um direcionamento, sem os quais o movimento se dispersa. Nasce, dessa forma, a instituição.


     Como organização formalmente reconhecida a Maçonaria nasceu em 1723 com a publicação das Constituições, livro escrito pelo pastor anglicano James Anderson. Foi a partir dessa data que uma instituição com esse nome e com essa identidade deu entrada na história das realizações humanas. Em tempos anteriores a essa providência, a Maçonaria pode ser vista como uma prática para religiosa, cultivada entre os profissionais de construção civil, que para preservar e defender seus interesses a transformaram numa prática iniciática de caráter místico, semelhante às doutrinas gnósticas muito em voga na Europa após o advento das cruzadas. Com o desencadear das guerras religiosas, e a grande repressão que a Igreja e os príncipes católicos moveram aos defensores da liberdade de pensamento, os praticantes dessas doutrinas se juntaram aos antigos pedreiros livres e fundaram diversos núcleos de pensamento místico-liberais, que deram origem às Lojas maçônicas, como hoje as conhecemos.


     Portanto, podemos dizer que a Maçonaria, como ideia, é tão antiga quando a presença do homem na face da terra; como prática ela é contemporânea das primeiras civilizações, e como instituição é uma criação dos maçons ingleses, que em 1723, lhe deram a devida formalização como Entidade cultural. Hoje a Maçonaria é uma instituição mundialmente reconhecida e é tem adeptos em praticamente todos os países da terra. Embora não seja formalmente reconhecido o seu caráter religioso, e ela mesma não postule esse reconhecimento, não se pode negar que a Maçonaria se assemelhe a uma religião.  Mais que isso porém, ela é uma Confraria de homens livres, que se unem pela prática da virtude, o amor á beleza e o zelo pelas causas nobres, que constituem o alicerce de uma sociedade sadia.




 

AUTOR: João Anatalino