quinta-feira, 18 de junho de 2015


A Importância da Uniformidade da Indumentária Maçônica


Charles Evaldo Boller

 

Sinopse: Considerações filosóficas e ritualísticas do uso de indumentária própria e uniforme pelo maçom.

 

Porque todos iguais? Não é muito mais bonita a variedade? Qualquer observador que olhe a natureza e sua diversidade concluirá que nela reina o caos. E é de fato uma confusão de sistemas que se interconectam em redes, e de tal maneira que tudo na biosfera da Terra está intimamente interligada pulsando vida. A entropia pode ser tomada como uma espécie avaliação desta desordem. Mas ao atentar para o detalhe de cada um destes sistemas que se interligam, chega-se a conclusão que existe uma forte tendência à padronização. Existe na natureza uma substancial orientação de tudo evoluir de um estado de desordem para a ordem e em graus de complexidade sempre crescentes. Senão, como seria possível reproduzir um ser humano a partir do código genético de seus genitores? Isto exige uma forte e inflexível tendência à padronização. Sem a replicação baseada em padrões a concepção de vida é impossível. Se a natureza é baseada em padrões, porque não aplicar tão sábio discernimento à maneira como cada conjunto de obreiros se apresenta? A natureza levou bilhões de anos para determinar os padrões existentes em todo o Universo, então porque não copiar simplesmente aquilo que funciona? Porque não definir um padrão de vestimenta para ser usado em loja? Cada potência maçônica define um padrão mínimo de uniformidade da indumentária, mas cada loja é independente em determinar qual sua opção de vestimenta, ao menos em decidir se adota balandrau, terno, ou ambos.

 

Em se tratando de uma instituição disciplinada e ordeira é importante o uniforme, entretanto, o mais importante é o comportamento de cada um dentro da roupa que veste. Se existem aqueles que desejam mudar a vestimenta por baixo do avental para padrões mais modernos e adaptados ao clima de região equatorial ou tropical, que os impede? Mas ao mudar, deve ser roupa que valorize o que significa o avental. O propósito do avental como insígnia do trabalho induz seu portador a agir e ouvir mais que falar, além de distintivo de honra e tem outras razões de existir.

 

Um uniforme faz referência a um traje especial usado por alguém que pertence a uma organização ou que faz parte de algum movimento. O maçom pode ser reconhecido pela sociedade através da vestimenta, e esta distinção se faz por uma nova personalidade baseada em: humildade mental, longanimidade, benignidade, a mais profunda compaixão, e acima de tudo pela prática do amor, do magnífico amor fraternal que desenvolve junto com seus companheiros de trabalho, e que eles sabem ser a única solução para todos os problemas da humanidade.

 

O uniforme é a representação simbólica da sociedade igualitária de que fazem parte, bem como das características que o novo homem maçom irradia. Partindo do princípio que nem balandrau nem o traje a rigor são trajes maçônicos, conclui-se que estes servem apenas para identificar que aquele cidadão vestido de preto faz parte de uma sociedade igualitária e distinta da humanidade.

 

O uniforme do maçom é o avental, mas por uma questão de dignificação de sua atuação na sociedade e em si mesmo, deve usar sempre da melhor vestimenta como complemento. Sempre é noite de gala, sessão magna, depende apenas do que cada um acha de sua atividade no burilar da pedra bruta. Como o trabalhar em si mesmo é uma tarefa sublime e sagrada porque não representar e dignificar tal tarefa com indumentária a altura desta ação.

 

Nascemos nus e nada mais necessitamos para cobrir nosso corpo que seja diferente de nossa pele, entretanto, os códigos de convivência exigem o cumprimento de aspectos de etiqueta que dignificam cada ação de nossa vida. Não comparecemos mal trajados numa cerimônia de casamento ou em outra ocasião magna. Se o fato de trabalhar em si mesmo tem a importância de uma ocasião magna, então há necessidade de trajar-se para ocasião de festa. Maçom que se preza usa sempre o traje a rigor porque sempre está burilando o que existe de mais sagrado para ele mesmo - o seu templo interior. E do brilho resultante do homem integral glorifica-se a obra do Grande Arquiteto do Universo.

 

Data do texto: 01/03/2010

 

Sinopse do autor: Charles Evaldo Boller, engenheiro eletricista e maçom de nacionalidade brasileira. Nasceu em 4 de dezembro de 1949 em Corupá, Santa Catarina. Com 61 anos de idade.

 

Loja Apóstolo da Caridade 21 Grande loja do Paraná

 

Local: Curitiba

 

Grau do Texto: Aprendiz Maçom

 

Área de Estudo: Comportamento, Educação, Espiritualidade, Maçonaria, Ritualística

segunda-feira, 15 de junho de 2015


O orgulho e a humildade

Que a paz do Senhor seja convosco, meus queridos amigos! Aqui venho para encorajar-vos a seguir o bom caminho.
Aos pobres Espíritos que habitaram outrora a Terra, conferiu Deus a missão de vos esclarecer. Bendito seja Ele, pela graça que nos concede: a de podermos auxiliar o vosso aperfeiçoamento. Que o Espírito Santo me ilumine e ajude a tomar compreensível a minha palavra, outorgando-me o favor de pô-la ao alcance de todos! Oh! vós, encarnados, que vos achais em prova e buscais a luz, que a vontade de Deus venha em meu auxílio para fazê-la brilhar aos vossos olhos!
A humildade é virtude muito esquecida entre vós. Bem pouco seguidos são os exemplos que dela se vos têm dado. Entretanto, sem humildade, podeis ser caridosos com o vosso próximo? Oh! não, pois que este sentimento nivela os homens, dizendo-lhes que todos são irmãos, que se devem auxiliar mutuamente, e os induz ao bem. Sem a humildade, apenas vos adornais de virtudes que não possuís, como se trouxésseis um vestuário para ocultar as deformidades do vosso corpo. Lembrai-vos dAquele que nos salvou; lembrai-vos da sua humildade, que tão grande o fez, colocando-o acima de todos os profetas.
O orgulho é o terrível adversário da humildade. Se o Cristo prometia o reino dos céus aos mais pobres, é porque os grandes da Terra imaginam que os títulos e as riquezas são recompensas deferidas aos seus méritos e se consideram de essência mais pura do que a do pobre. Julgam que os títulos e as riquezas lhes são deferidas; pelo que, quando Deus lhos retira, o acusam de injustiça. Oh! irrisão e cegueira! Pois, então, Deus vos distingue pelos corpos? O envoltório do pobre não é o mesmo que o do rico? Terá o Criador feito duas espécies de homens? Tudo o que Deus faz é grande e sábio; não lhe atribuais nunca as idéias que os vossos cérebros orgulhosos engendram. – Lacordaire. (Constantina, 1863.)

 

(Fonte: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, item 11.)

domingo, 14 de junho de 2015


Vivência do Amor Fraterno

Charles Evaldo Boller

 

A Maçonaria recebe novos membros por intermédio da iniciação, o que a diferencia de sociedades profanas. Naquele psicodrama é exigido do recipiendário o juramento de que tudo fará para defender seu irmão na ocorrência de infortúnios. É algo muito diferente ao irmão de sangue, que nos é dado de forma compulsiva. O irmão maçom é resultado de escolha consciente e racional, daí as amizades resultantes serem coladas com o cimento do amor fraterno.

 

Um sábio maçom, quando inquirido sobre sua interpretação do significado de fraternidade, usou a seguinte parábola: "Encontrava-me nas proximidades de uma colina coberta de neve e observava dois garotos que se divertiam com um pequeno trenó. Quando os dois meninos chegavam embaixo da encosta, depois de haverem escorregado, o rapaz mais velho colocava o mais novo às costas e subia pelo aclive puxando o trenó por uma corda. O garoto mais velho chegava ao topo ofegante sob carga tão grande. E isto se repetiu várias vezes, até que resolvi inquirir: - Mas não é uma carga muito pesada esta que levas morro acima? - O garoto mais velho respondeu sorrindo: - De forma alguma! Esta carga é leve! Pois este é meu irmão!" Para o sábio irmão esta foi a definição exata de fraternidade. Para ele, o amor fraternal exige espírito elevado, consta até de sacrifícios, mas não o considera como tal, e sim algo natural, a carga é transportada com alegria e sem reclamar - este sábio maçom foi o presidente norte-americano Abraham Lincoln.

 

Na escolha de um profano a ser iniciado, procura-se estimar no perfil emocional do proposto sua capacidade de desenvolver a vivência do amor fraterno. No questionário de sindicância existem perguntas assim: "o profano vive em harmonia no lar?" "Qual sua reputação no mundo profano?" "Entre colegas de trabalho?" "Demonstra ser pessoa capaz de adaptar-se com facilidade ao meio e ter bom convívio social?" Significa então que todo aquele que for considerado limpo e puro, aprovado e iniciado, tem o amor fraterno como característica. Ele tem a capacidade de superar eventuais dificuldades de relacionamento interpessoal, isto já faz parte dele. E para melhorar mais ainda, esta qualidade distintiva fundamental é depois sacramentada por juramento solene! A conseqüência é o aquecimento do amor fraterno que reina depois entre os irmãos em loja.

 

Na iniciação o recipiendário recebe um avental branco, considerado seu ornamento máximo, e lhe é dito que deve mantê-lo imaculado, limpo. Não se trata aqui de sujeira literal, esta pode até ocorrer para o diligente obreiro. Mancha que pode até sair com água, e basta lavar. Aquele paramento do zeloso maçom deve ficar isento de qualquer nódoa moral ou comportamental, que só a água do amor fraterno limpa. Nenhum iniciado deve jamais usar seu avental e adentrar numa loja, se lá houver irmão que esteja odiando. Isto suja seu avental de forma indelével e afeta as energias que envolvem a todos. Deve considerar a dificuldade de resolver problema de relacionamento interpessoal como se fosse o escalar de uma encosta íngreme e coberta de neve, com aquele irmão às costas. Não é fácil! Mas, mesmo ofegante, e sob carga tão grande, deve fazê-lo sorrindo. A razão deve suplantar a emoção, haja vista que isto já faz parte dele como iniciado. Se inquirido do peso da carga, este irmão deve exclamar: - De forma alguma! Esta carga é leve! Pois este é meu irmão!

 

Egoísmo e indiferença são sintomas de falta de amor, pois o contrário de amor não é ódio, é a indiferença! Quando existem situações de disputa ou mágoa, é importante que os envolvidos resolvam as querelas fora das paredes do templo, e só então coloquem seus aventais e adentrem. Ao superarem suas diferenças, a benção do Grande Arquiteto do Universo, a divindade dentro dos iniciados, lhes proporcionará o aglutinante místico do amor fraterno que cimentará de forma brilhante as duas pedras que ambos representam na grande edificação da humanidade.

 

Isto é vivência real do amor fraterno, o aglutinante místico que mantém unidos os irmãos numa loja. Num agrupamento assim constituído é certa a presença do Grande Arquiteto do Universo.

 

Poderá haver bem maior que um amor fraternal bem vivido? O Grande Arquiteto do Universo certamente só está onde existem pessoas que se tratam como verdadeiros irmãos espirituais e onde cada um nutre profundo amor fraterno pelo outro.

 

Todo irmão que passar por uma situação onde eventualmente ocorre disputa ou ofensa, deve colocar aquele que considera ser seu ofensor às costas e carregá-lo para o alto de seu coração. E, se inquirido do peso, deve exclamar: - De forma alguma! Esta carga é leve! Pois este é meu irmão.

sábado, 13 de junho de 2015


A Dor no Mundo

Aceite o meu convite. Saia do teu corpo e venha voar comigo nas asas do vento. Venha ver a dor e a miséria, a violência e o desamor que existe em torno dos nossos passos.


Venha ver a miséria que existe nas vielas de Shangai, nos bairros pobres de Pekin e na periferia de Nova Iorque ou Paris. Venha observar comigo a fome nos campos de refugiados das guerras civis, ou do povo do Sudão e em quase toda a África faminta.
Aqui, no nordeste do Brasil, a seca castiga a terra e a sede e a fome castigam homens, mulheres, crianças e animais. Nas cidades, por toda parte há crianças abandonadas nas ruas, implorando com os olhos tristes uma mão salvadora que as tirem da lama da marginalidade e do desamor, da falta de dignidade de viver.


Enxugue as lágrimas que escorrem pelas faces dos sofredores, e faça-o em nome da tua fé religiosa, ou em nome da dignidade da vida. Você que é mulher e mãe, ao beijar seu filho, que o seu beijo seja imenso, e sinta que com ele você está beijando todas as crianças do mundo, todos os rostos infantis que você possa imaginar.


Não importa onde mora a dor. Não importa que seja nos pampas argentinos, na selva amazônica, no gelo da Sibéria, nas montanhas do Tibet ou nas megalópoles como Londres e São Paulo. Acredite: nós somos responsáveis por quem sofre e temos que balsamizar essa dor. Enquanto houver uma pessoa doente, faminta, abandonada, oprimida, injustiçada, somos responsáveis por ela e não temos o direito de descansar.


Isto, e o fato de que as pessoas oprimidas, sofredora, injustiçadas, famintas, sem um teto sobre a cabeça, pode ter sido nosso parente consanguíneo, um pai, mãe, ou um amor que ficou para traz nas curvas do tempo, nos foi ensinado pela Doutrina Espírita, e é por isso que ela é o alicerce de uma nova civilização, a plataforma das futuras conquistas da humanidade.


Essas conquistas não são guerreiras. São pacíficas, porque são conquistas da fraternidade, pedra angular da felicidade humana na Terra. Vamos construir um mundo melhor, vamos partilhar o amor.

Amilcar Del Chiaro Filho

domingo, 7 de junho de 2015

10 curiosidades que você (provavelmente) não sabia sobre o Vaticano e os papas
 
 Que o Papa Bento XVI renunciou você já sabe. Aqui na SUPER, também falamos sobre a trajetória de Joseph Ratzinger, desde a época em que ele ocupava uma posição de destaque no papado de João Paulo II nos anos 1980. Mas no momento em que todas as atenções apontam para o Vaticano, é hora de saber um pouco mais sobre o cargo máximo de uma das religiões mais importantes do mundo. Confira 10 curiosidades sobre o papado e o Vaticano.
1. O famoso rei dos francos, Pepino, o Breve, foi quem doou as terras do Vaticano, país governado pelo Papa, à Igreja em 756. No entanto, a soberania do país só foi conquistada em 11 de fevereiro de 1929.
2. A casa onde o papa mora tem 5 mil quartos, 200 salas de espera, 22 pátios, 100 gabinetes de leitura, 300 banheiros e dezenas de outras salas destinadas a encontros diplomáticos.

3. Esta não é novidade para quem leu o livro “Anjos e Demônios”, de Dan Brown. Além de todo esse espaço, os papas têm, desde 1506, um grupo de soldados especiais que fazem sua proteção, exército chamado Guarda Suíça. Mas há alguns requisitos para integrar esse time: é preciso ser homem, ter entre 19 e 30 anos, ter pelo menos 1,74 metro e ter nascido (como você deve ter imaginado) na Suíça.

4. Não pense que o trabalho do grupo é tão simples: o Vaticano tem uma das taxas criminais mais altas do mundo! Isso porque esse valor é calculado dividindo-se o número de ocorrências pelo número de habitantes. Como a população do país não chega a 500 habitantes, mesmo com um baixo número de crimes (a maioria praticado por turistas), o resultado dessa conta é alto.

5. A agenda de um Papa é bem movimentada: além de guiar de fiéis de todo o mundo, ele ainda é responsável pela administração da Igreja. Em outra palavras: precisa nomear bispos e cardeais, canonizar santos e resolver os “pepinos” rotineiros do Vaticano.

6. Mercúrio, nome de um Deus pagão, foi o primeiro Papa a trocar de nome e optou por João II. Depois dele, a prática foi recorrente para evitar que o nome do líder católico não fosse
cristão. Quem escolhe o nome é o próprio Papa. Desde que a escolha começou a ser feita, João foi a opção mais realizada: 23 papas elegeram o nome.

7. Bento XVI, eleito Papa em 2005, é apaixonado por gatos e tinha dois bichanos de estimação quando assumiu o papado. Teve de abdicar deles, já que animais não são permitidos no Vaticano.

8. Seu “governo” foi marcado por acusações contra a Igreja, mas Bento recebeu algumas homenagens inesperadas. Um ano após assumir, por exemplo, uma cervejaria na cidade de Tann, na Alemanha, criou uma bebida chamada Pabstbier, ou “cerveja do Papa”. No rótulo, há uma homenagem em seu nome: “Dedicada ao grande filho de nossa pátria, Bento XVI”.

9. Uma curiosidade sobre Joseph Ratzinger: embora ele não tenha carteira para dirigir carros, tem licença para pilotar helicópteros.

10. No Vaticano, é feriado no dia em que o Papa foi eleito. Entre 2005 e 2012, esse dia foi comemorado em 19 de abril.

quinta-feira, 4 de junho de 2015


A VERDADEIRA INICIAÇÃO MAÇÔNICA

“Porque é preciso “MORRER”  antes de se tornar MAÇOM?”

 

                        Somos sabedores que é impossível uma pessoa (ou “profano”, como nós maçons chamamos. os que não são da ordem) tornar-se maçom sem que esta se liberte de seus defeitos e paixões profanas, despojando-se de tudo que brilha enganosamente. Afinal, o maçom já nasce feito, é apenas iniciado.

                        É bem verdade que uma pessoa não se liberta de todos os seus defeitos ao ser iniciado na ordem, na verdade, o que ocorre ao ser iniciado e ao estudar aquilo a que a ordem se propõe é que suas falhas se tornam mais visíveis a você mesmo e isso faz com que você se empenhe diariamente em aparar essas arestas, daí o simbolismo das guildas de pedreiros talhando pedra em relação a maçonaria. O Auto aperfeiçoamento é algo que começa na iniciação e que segue pelo resto da vida do maçom.

                        Talvez a grande sacada de interpretação que causa divergência está na palavra “liberta“. O sentido que propomos a essa palavra não é o de que o novo irmão deixe de ter defeitos (libertar do sentido de não mais ter), mas o de que ao ser iniciado se liberte das “correntes” que o prendem a esse defeito, sem, portanto, deixar de portá-lo. Um exemplo: “Um policial corrupto justifica o ato de aceitar propina com o argumento de que seu salário é insuficiente, e ele precisa daquilo para viver. Esse policial está preso a esse pensamento e se sente bem mesmo fazendo o errado. Ele primeiramente deve se “libertar” desse pensamento (no sentido de admitir o defeito), para poder se aperfeiçoar até o ponto em que ele se “liberte” do defeito em si.”

                        A maçonaria, tal como sabemos, é uma escola de aperfeiçoamento moral. Na iniciação, ao se libertar das ideologias que o prendem aos defeitos, o maçom encontra-se pronto para ser lapidado. Uma “pedra bruta” cheia de defeitos, mas maleável o suficiente para poder ser trabalhado. Um maçom que não se “liberta” de seus defeitos é uma pedra bruta e tão dura que cinzel nenhum consegue perfurar.

                        Devemos crer, o que falta para o ser humano entender a verdadeira razão de sua vida, seja exatamente o entendimento de si próprio e sua razão para a felicidade daqueles que o cercam… somente assim poderemos viver dias intensos e uma vida feliz!

                        Só tomando consciência de que cada dia é um presente de Deus, poderemos fazer tudo diferente e tudo novo em nova vida. E somente nascendo para a vida, a cada dia, poderemos nos desapegar das velharias que carregamos conosco. Todos os dias o Grande Arquiteto do Universo nos dá uma página nova no livro da vida; o que escrevemos nela corre por nossa conta. Verdade também que temos que saber entender a natureza que fala conosco todo momento, porque ela é parte do universo e é a mais pura revelação da existência de Deus.

 

Autor: José Valdeci de Souza Martins

quarta-feira, 3 de junho de 2015

O Silêncio
O silêncio ajuda sempre.

Quando ouvimos palavras i
nfelizes.

Quando alguém está irritado.

Quando a maledicência nos procura.

Quando a ofensa nos golpeia.

Quando alguém se encoleriza.

Quando a crítica nos fere.

Quando escutamos a calúnia.

Quando a ignorância nos acusa.

Quando o orgulho nos humilha.

Quando a vaidade nos provoca.

O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo.
 
Joanna de Ângelis