quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Curiosidades sobre a revolução Francesa

 
O conjunto de acontecimentos que se deram entre 5 de Maio de 1789 e 9 de Novembro de 1799 chama-se Revolução Francesa.
Estes acontecimentos alteraram o quadro político e social da França. em discussão estava o Antigo Regime e a autoridade do clero e da nobreza.
A revolução foi influenciada pelos ideais do Iluminismo e da Independência Americana (1776).
Este acontecimento foi considerado como a Revolução que deu inicio á Idade Contemporânea. Terminou a servidão e os direitos feudais na França e gritou-se pelos princípios universais de “ Liberdade, Igualdade, Fraternidade” ( Liberté, Egalité, Fraternité), frase de Jean Nicolas Pache.

Antes da revoluçao francesa havia três filósofos que de modo a defender as suas teorias decidiram escrever alguns livros.

Os três filósofos eram Rousseau, Montesquiet e Voltaire que quando escreveram os seus livros era com o objectivo de defender as igualdades do povo de modo a quando houvesse uma revolução por então essas ideias em curso.

Jean Jacques Rousseau - (28 de Junho de 1712, Genebra - 2 de Julho de 1778, Ermenonville, perto de Paris) foi um filósofo suíço, escritor, teórico político e um compositor musical autodidata. Uma das figuras marcantes do Iluminismo francês, Rousseau é também um precursor do romantismo.
Rousseau escreveu um livro chamado “Contrato Social” que defendia dois ideais: Vontade Geral que consistia que o povo convivesse sem conflitos dentro dos limites da liberdade de modo a que ninguém se sentisse inferiorizado.
Povo Soberano que tinha como objectivo o povo escolher os seus representantes políticos para participar na Assembleia.

François-Marie Arouet (21 de Novembro de 1694, Paris - 30 de Maio de 1778, Paris), mais conhecido pelo pseudónimo Voltaire, foi um poeta, ensaísta, dramaturgo, filósofo e historiador iluminista francês. Iniciado maçom no dia 7 de baril de 1778, na Loja Maçônica "Les Neuf Soeurs", da cidade Paris.

Voltaire no seu livro “Sobre a Tolerância” chamava a atenção á tolerância que também estava ligada com a teoria de Rousseau ( vontade geral ). O objectivo era que esse assunto fosse aprofundado para eliminar as guerras entre o povo.

Montesquiet – escreveu vários livros mas as suas teorias nunca foram publicadas nesses livros. O rei tinha três poderes e Montesquiet sugeria que esses poderes fossem divididos em três instituições diferentes e independentes: o Legislativo, o Judicial e o Executivo.


Os girondinos- eram um grupo político moderado, chefiado por Jacques-Pierre Brissot (1754-1793) durante a Revolução Francesa.
Este grupo era constituído pela media burguesia, os seus representantes eram colocados á direita na Assembleia porque eram conservadores, defendiam muitas coisas entre elas a monarquia.

Os jacobinos- eram constituídos por burgueses vindos do povo, os seus membros sentavam-se a esquerda da assembleia porque eram radicais, eram contra a monarquia e queriam instaurar uma republica, tencionavam que todos os residentes de França deviam ter o direito de votar. Os jacobinos apenas tiveram a liderança da França por uma ano (1793-1794) deixaram uma enorme marca de audácia e sangue derramado que chocou o mundo.
Ficou muito conhecida a seguinte frase”É pela violência que se deve estabelecer a liberdade” de Marat em “o amigo do povo”-1793.

Os jacobinos tiveram um grande apoio por parte de um partido moderado que era os “Sans-Cullotes” que era o partido mais representado que ocupava a parte central da assembleia.

A importância da obra “Os miseráveis” de Victor Hugo é que é um grande marco na historia de França e do mundo onde relata acontecimentos da revolução . a obra vai ficar para todo o sempre na historia do mundo porque é um documento onde esta gravada a revolução francesa. A obra relata a revolução, o povo ou terceiro estado tem como objectivo criticar a alta burguesia, a nobreza e o clero. A obra descreve parte da corrupção que caracterizava os elementos do clero e da nobreza. A corrupção praticada pelos membros do clero era que juravam fidelidade a Deus e juravam a frente do povo que não podiam ter relações com mulheres e quando regressavam aos conventos tinham prostitutas á sua espera para satisfazerem os seus desejos de homem.
Os membros da nobreza tinham outra forma de burlar o povo, para os nobres não fazia diferença porque não pagavam impostos, quando precisavam de alguma coisa, como um castelo ou outro bem qualquer, aumentavam os impostos para conseguirem saciar todos os seus desejos mas não dava nada em troca ao terceiro estado.Com a revolução a alta burguesia, a nobreza e o clero passaram a ser verdadeiros miseráveis porque houve elementos do povo que com a revolução conseguiram demonstrar o seu real valor e subiram na vida, e com isso muitos membros do povo podiam talvez vingar o seu sofrimento que foi provocado quando a altas classes faziam do povo seus escravos.


As mudanças que surgiram após a revolução francesa foram:
- A divisão dos poderes – dividir os poderes do rei em três instituições diferentes: o poder legislativo, o poder executivo e o poder judicial como tinha sugerido Montesquiet;
- Criação de Assembleias – criaram Assembleias para poder representar o terceiro estado (povo) para ninguém se sentir inferiorizado;
- Votos Censitários – permitia que todos os cidadãos de França pudessem votar para eleger o seu representante na Assembleia;
- Expansão do ideal liberal – a ideia do liberalismo começou a ser adoptada por outros países da Europa, incluindo Portugal.


O liberalismo clássico é uma ideologia ou uma forma de pensamento político que defende o aumento da liberdade individual mediante o exercício dos direitos e da lei. Este ideal inclui um sistema de governo democrático, o primado da lei, a liberdade de expressão e a livre concorrência económica.


ABRILADA - Foi uma revolta que se realizou a 30 de Abril de 1824 – esta revolta foi promovida pelo infante D. Miguel e Carlota Joaquina que era sua mãe contra D. Pedro, D. Miguel era absolutista e D. Pedro era liberalista , o objectivo da revolta era voltar ao absolutismo, mas não tendo êxito porque o corpo diplomático interviu, e os seus promotores foram isolados.

VILANFRACADA – é o nome da revolta liderada pelo infante D. Miguel em Vila Franca de Xira.
O objectivo era a reimplantação do absolutismo, mas como da primeira vez não conseguiu, quando decidiu fazer a sua revolta decidiu juntar-se a um exército absolutista.
 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014


A Prece



O Senhor da Verdade e da Clemência
Concedeu-nos a fonte cristalina
Da prece, água do amor, pura e divina,
Que suaviza os rigores da existência.

Toda oração é a doce quinta-essência
Da esperança ditosa e peregrina,
Filha da crença que nos ilumina
Os mais tristes refolhos da consciência.

Feliz o coração que espera e ora,
Sabendo contemplar a eterna aurora
Do Além, pela oração profunda e imensa.

Enquanto o mundo anseia, estranho e aflito,
A prece alcança as bênçãos do Infinito,
Nos caminhos translúcidos da Crença.

João de Deus

terça-feira, 21 de outubro de 2014



Contratempos


Diante de quaisquer contratempos, pensa no bem.

O Trabalho estafante...
Será ele a providência que te habilita à vitória contra o assédio de perturbações que te espreitam a estrada.

O encontro perdido...
Semelhante contrariedade de certo apareceu, em tua defesa própria.

A realização adiada...
A procrastinação de teus desejos estará funcionando, em teu benefício, para que não entres em determinados compromissos fora de tempo.

A viagem desfeita...
O plano frustrado, provavelmente, é o recurso com que se te garante o equilíbrio.

O carro enguiçado...
O incidente desagradável é o processo de forrar-te contra acidentes possíveis.

O mal estar orgânico...
A enfermidade menor haverá surgido, a fim de induzir-te a tratamento inadiável.

A afeição que se afasta...
A separação vale por cirurgia no campo da alma, muita vez, resguardando-te a paz e a segurança.

A morte no lar...
A despedida de um ente querido, quase sempre, procede da Misericórdia do Senhor, no sentido de evitar sofrimentos maiores para aquele que parte, tanto quanto para aqueles que ficam.

Diante de qualquer obstáculo, reflete no bem, porque no curso de todas as circunstâncias, por trás dos contratempos da vida, a Bondade de Deus jaz oculta.

Emmanuel




E no final das contas não são os anos em sua vida que conta. É a vida nos seus anos. Abraham Lincoln.
 
 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014


A CARIDADE
 
Se eu falar as línguas dos homens e dos anjos, e não tiver caridade, sou como o metal que soa, ou como o sino que tine. E se eu tiver o dom de profecia, e conhecer todos os mistérios, e quanto se pode saber; e se tiver toda a fé, até a ponto de transportar montanhas, e não tiver caridade, não sou nada. E se eu distribuir todos os meus bens em o sustento dos pobres, e se entregar o meu corpo para ser queimado, se todavia não tiver caridade, nada disto me aproveita. A caridade é paciente, é benigna; a caridade não é invejosa, não obra temerária nem precipitadamente, não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. A caridade nunca jamais há de acabar, ou deixem de ter lugar às profecias, ou cessem as línguas, ou seja abolida a ciência. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três virtudes; porém a maior delas é a caridade.

 (Paulo, I Coríntios, XIII: 1-7 e 13).

sábado, 18 de outubro de 2014

O saber calar-se





A sessão fora produtiva e algo longa, e todos ansiavam já pelo momento de confraternização que se lhe seguiria. Como é regra, todos os aprendizes e companheiros haviam observado absoluto silêncio durante a sessão, não podendo pedir a palavra nem manifestar-se. Agora que a sessão tinha terminado, falavam aberta e incessantemente de tudo e de nada, uns aqui sobre um pormenor da sessão que não tinham percebido ou sobre o qual queriam saber mais, outros de assuntos mais mundanos, outros ainda auxiliando-se mutuamente na arrumação do templo - que é, precisamente, uma das incumbências dos aprendizes. Seguiu-se o ágape - uma refeição em conjunto - em que todos podem falar. E todos o fazem, e é precisamente o que se pretende.

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Em sessão de loja não se pode falar sem primeiro pedir a palavra, mas não basta pedir, não basta um "com licença" para legitimar que se tome a palavra de imediato; é necessário esperar que quem tenha a palavra termine o que tem a dizer, pedir-se de seguida a palavra com um gesto, e esperar que esta seja concedida por quem dirige a sessão - o Venerável Mestre. E enquando se discute um certo assunto, cada um tem apenas direito a uma única intervenção; não há direito de resposta, não há "esqueci-me disto ou daquilo", e muito menos comentários ao que outro acabou de dizer.

Com estas regras aprende-se a ser objetivo, sucinto e claro no que se pretende dizer; não há oportunidade de se fazer um discurso por sucessivas aproximações, nem "navegação à vista". Cada um diz o que tem a dizer, e escuta serenamente o que os demais tenham para partilhar. No fim, o Venerável Mestre fará uma súmula do que foi dito e, com base na posição de cada um, estabelece a posição da loja. Os aprendizes e os companheiros mantêm-se em silêncio, para aprenderem pelo exemplo como se faz, o que se faz, e o que não deve fazer-se. Uma vez elevados a Mestres, poderão pedir a palavra e manifestar-se, mas nesse momento terão já tido a oportunidade de ver e aprender, durante um par de anos, como é que devem exercer esse direito.

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Um dos mestres presentes estava a contar histórias antigas, e curiosamente um dos aprendizes presentes - homem já maduro - tinha algo a acrescentar a essas histórias. Com naturalidade, interrompeu a palavra a quem falava - "dá-me só um segundo..." - e acrescentou um pormenor, deu uma informação adicional e, rapidamente, devolveu a palavra. O mestre prosseguiu durante alguns minutos, até que foi de novo interrompido pelo mesmo aprendiz - "se me permites, meu irmão..." - e contou mais um pouco daquilo de que se falava, deixando todos interessados com o que contou, logo se desculpando de novo e devolvendo a palavra. Discretamente, alguns dos mestres presentes trocaram olhares e sorriram com bonomia. "Tem tempo, ele há de lá chegar", pareciam dizer entre si.

É bom que um aprendiz ou um companheiro tenham algo a dizer - e que o façam no momento e lugar próprios, como o é um ágape após uma sessão de loja. É precisamente essa a circunstância ideal para que vão aprendendo a fazê-lo da forma que se espera que venham a configurar futuramente em loja, quando já mestres; nesse momento, poderão intervir em sessão com fluidez e harmonia, já cientes da forma como deverão agir.

Estive mesmo para dar uma palavra, no final, ao aprendiz em causa - mas contive-me. Afinal, quando se diz que "em maçonaria tudo se aprende e nada se ensina" pretende-se realçar, precisamente, o respeito pelo tempo e pelo ritmo de cada um, e pela descoberta por cada um do seu caminho e das suas verdades. O aprendiz haveria de ter mais oportunidades para descobrir por si mesmo; afinal, o mesmo tinha sucedido também comigo. De facto, não sem algum pudor, recordei as minhas primeiras intervenções junto dos meus Irmãos - intempestivas, acutilantes, desarmoniosas - e pensei que, se eu fora capaz de (começar a) aprender a calar-me (coisa que continuo a aprender todos os dias), certamente aquele aprendiz teria o direito de o descobrir também por si mesmo.

Paulo M.
 
Fonte: apartirpedra.blogspot.com.br

sexta-feira, 17 de outubro de 2014


Prova de Amor
Num sonho que mais se definia por belo encontro espiritual, o aprendiz se reconheceu à frente de nobre mentor da Vida Maior e, sequioso de ensinamentos, perguntou:

Instrutor, qual a mais alta demonstração de amor a Jesus que nos seja possível realizar, diante dos outros?

O orientador refletiu, por alguns momentos e respondeu:

Filho, a mais alta mostra de dedicação ao Divino Mestre é amar a alguém que tudo terá feito na vida para não merecê-lo.
Emmanuel

terça-feira, 14 de outubro de 2014





Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,

Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,

Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
 
Pablo Neruda