sábado, 21 de junho de 2014

Aprendendo com os Irmãos

Aprendendo com os Irmãos  
Durante toda a vida estamos a aprender, seja de forma deliberada, quando nos inscrevemos num curso, ou quando entramos em contato com pessoas que mesmo sem ter essa intenção nos ensinam as mais diversas coisas, às vezes muito mais valiosas do que as aprendidas nos bancos das escolas.
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A criança, campo fértil para o ensino e aprendizagem, vai dia a dia conhecendo o mundo que a cerca e aprende a interagir com ele, por mais inóspito que seja. Com o decorrer da idade a nossa aprendizagem vai mudando, algumas vezes aprendemos na escola, outras vezes com os mais velhos, amigos e até com estranhos.
 
Entretanto, algumas vezes colocamo-nos deliberadamente no caminho da aprendizagem, um desses momentos especiais é quando aceitamos ingressar na Maçonaria.
 
Uma pergunta que ouvi mais de uma vez foi "O que é que você ganhou ao fazer parte da maçonaria?". De facto ganhar no sentido material da expressão, nós não ganhamos nada; talvez até percamos uma vez que a ordem nos impõe algumas obrigações de ordem pecuniária. No entanto o "ganho" em fazer parte da Ordem Maçónica é justamente o ensino que recebemos diariamente, quando nos confrontamos com a moral maçónica. Os valores morais da ordem são sólidos a ponto de modificar a nossa visão do mundo.
 
Ao ingressar numa sociedade que tem por fim aprimorar o homem, não é possível ficar indiferente, e a primeira coisa que nos vem à mente é fazer uma autocrítica para saber por onde começar essa mudança. Qual de nós não reconhece os seus próprios defeitos, mesmo que não tenha a coragem de os admitir publicamente.
 
Recentemente tive a oportunidade de me reunir com alguns irmãos para tratar de assuntos de nossa Loja e em determinado momento um irmão perguntou-me se a adesão à Ordem me tinha modificado de alguma maneira. Confesso que embora no momento não tivesse dificuldade em admitir que eu tinha mudado nesse período, somente depois, pensando melhor é que pude avaliar a grandeza dessa mudança.
 
Apesar de ter aderido há poucos anos na instituição, os meus valores hoje são outros; quando olho para outra pessoa consigo ver para além da imagem material que essa pessoa possui. Isto não se obtém facilmente, mas com muito estudo e perseverança, hoje tomo decisões com mais tranquilidade e com melhor avaliação de todos os aspectos envolvidos. O conhecimento traz-nos a serenidade para tomar decisões, isso evidentemente não impede que erremos, mas certamente erramos menos.
 
A Maçonaria, dado a seu aspecto universal e ecuménico, onde convivem pessoas de todos os povos, raças e religiões, é possivelmente a única entidade com condições de realmente levar a fraternidade a todos os recantos da terra. Os seus ensinamentos atravessam a sociedade em diversos níveis, visto que temos nas nossas fileiras Irmãos de todas as classes sociais. Se isso, no entanto é um privilégio, por outro lado impõe-nos uma obrigação, pois de nada serviria uma organização com essas características se ela não tiver o poder de transformar o mundo. Hoje vemos diariamente nos meios de comunicação atrocidades sendo cometidas em várias partes do planeta, e parece que isso já não nos consegue indignar. Em que momento deixámos que isso ocorresse conosco? Como pode um pai de família ouvir com indiferença que uma criança foi molestada sexualmente dentro de sua própria casa pela pessoa que devia protegê-la, em que momento perdemos a nossa capacidade de revolta e indignação?
 
Onde estão os milhões de maçons espalhados pela terra, quando essas ações se perpetuam? Há pouco tempo ouvi de um eminente maçom uma frase que no primeiro momento me chocou, mas depois percebi que ele tinha a mais completa razão; dizia ele que a Maçonaria é respeitada por todos os sectores da sociedade, menos pelos próprios maçons. Ele dizia isso no sentido de que o maçom não percebe a força que tem e não age por que não acredita nos seus próprios méritos.
 
Nossos irmãos em outros tempos modificaram a face deste mundo, derrubaram monarquias absolutistas, intervieram decisivamente na independência de vários países, inclusive o Brasil, libertaram escravos e tornaram o mundo mais humano. E nós no conforto de nossos lares não temos a coragem de organizar uma ação que modifique esse estado de coisas em que vivemos.
 
A criança que hoje nasce espera receber de nós o exemplo e a sinalização do caminho a ser seguido, se o que ensinarmos for indiferença e inércia, não podemos esperar que eles aprendam coisa diversa.
 
A oportunidade que temos de reunirmos, regularmente num ambiente reservado, onde podemos tratar livremente de qualquer assunto, é um privilégio que não podemos desperdiçar, lembrem-se que os nossos irmãos de outrora chegaram a ser mortos simplesmente por serem maçons.
 
De que vale o conhecimento e o aprimoramento pessoal que adquirimos se isso não for o motor de algo maior que nós mesmos? Acredito que a solução de graves problemas estão mais próximos da solução do que nós imaginamos, basta vencermos alguns vícios, como orgulho e vaidade e unirmo-nos em torno de um objetivo comum. Já dizia o filósofo "Você pode escolher o que plantar, mas será obrigado a colher o fruto de seu trabalho"
 
Adaptação bastante livre de texto de Álvaro Rodriguez Perez (M M ARLS Morada do Sol 227 - Oriente de Araraquara - SP)

Fonte: Respeitável Loja Maçônica Mestre Afonso Domingues

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Contos para velhos


 
CONTOS PARA VELHOS

 

Bob (pseudônimo de Olavo Bilac)

 

II

 

COMO OS CÃES

 

— Não é possível, senhora! — dizia o comendador à esposa — não é possível!

— Mas se eu lhe digo que é certo, seu Lucas! — insistia a D. Teresa — pois é mesmo a

nossa filha quem m’o disse!

O comendador Lucas, atônito, coçou a cabeça:

— Oh! senhora! mas isso é grave! Então o rapaz já está casado com a menina há dois meses e ainda...

— Ainda nada, seu Lucas, absolutamente nada!

— Valha-me Deus! Enfim, eu bem sei que o rapaz, antes de casar, nunca tinha andado pelo mundo... sempre agarrado às saias da tia... sempre metido pelas igrejas.

 

— Mas — que diabo! — como é que, em dois meses, ainda o instinto não lhe deu aquilo que a experiência já lhe devia ter dado?! Enfim, vou eu mesmo falar-lhe! Valha-me Deus!

E, nessa mesma noite, o comendador, depois do jantar, chamou à fala o genro, um moço louro e bonito, dono de uns olhos cândidos...

— Então, como é isso, rapaz? tu não gostas de tua mulher?

— Como não gosto? Mas gosto muito!

— Tá tá tá... Vem cá! que é que tu lhe tens feito, nestes dous meses?

— Mas... tenho feito tudo! converso com ela, beijo-a, trago-lhe frutas, levo-a ao teatro... tenho feito tudo...

— Não é isto, rapaz, não é somente isso! o casamento é mais que alguma cousa! tu tens de fazer o que todos fazem, caramba!

— Mas... não entendo...

— O´ homem! tu precisas... ser marido de tua mulher!

— ... não compreendo...

— Valha-me Deus! tu não vês como os cães fazem na rua?

— Como os cães? ... como os cães?... sim... parece-me que sim...

— Pois, então? Faze como os cães, pedaço de moleirão, faze como os cães! E não te digo mais nada! Faze como os cães...!

— E, ao deitar-se, o comendador disse à esposa, com um risinho brejeiro:

— Parece que o rapaz compreendeu, senhora! e agora é que a menina vai ver o bom e o bonito...

*

* *

Uma semana depois, a Rosinha, muito corada, está diante do pai, que a interroga. O comendador tem os olhos esbugalhados de espanto:

— Que, rapariga? pois então, o mesmo?

— O mesmo... ah! é verdade! houve uma coisa que até me espantou... ia-me esquecendo... houve uma cousa... esquisita...

— Que foi? que foi? — exclamou o comendador — que foi?... eu logo vi que devia haver alguma cousa!

— Foi uma cousa esquisita... Ele me pediu que ficasse... assim... assim... como um bicho... e...

— E depois? e depois?

— E depois... depois... lambeu-me toda... e...

— ...e?

— ... e dormiu!

 

 

 

O PECADO

15

 

A Anacleta ia caminho da igreja, muito atrapalhada, pensando no modo porque havia de dizer ao confessor os seus pecados... Teria a coragem de tudo? E a pobre Anacleta tremia só com a idéia de contar a menor daquelas cousas ao severo padre Roxo, um padre terrível, cujo olhar de coruja punha um frio na alma da gente. E a desventurada ia quase chorando de desespero,

quando, já perto da igreja, encontrou a comadre Rita.

Abraços, beijos... E lá ficam as duas, no meio da praça, ao sol, conversando.

— Venho da igreja, comadre Anacleta, venho da igreja... Lá me confessei com o padre Roxo, que é um santo homem...

— Ai! comadre! — gemeu a Anacleta — também para lá vou... e se soubesse com que medo! Nem sei se terei a ousadia de dizer os meus pecados... Aquele padre é tão rigoroso...

— Histórias, comadre, histórias! — exclamou a Rita — vá com confiança e verá que o padre Roxo não é tão mal como se diz...

— Mas é que meus pecados são grandes...

— E os meus então, filha? Olhe: disse-os todos e o Sr. padre Roxo me ouviu com toda a indulgência...

— Comadre Rita, todo o meu medo é da penitência que ele me há de impor, comadre Rita...

— Qual penitência, comadre?! — diz a outra, rindo — as penitências que ele impõe são tão brandas!... Quer saber? contei-lhe que ontem o José Ferrador me deu um beijo na boca... um grande pecado, não é verdade? Pois sabe a penitência que o padre Roxo me deu?... mandou-me ficar com a boca de molho na pia de água benta durante cinco minutos...

— Ai! que estou perdida, senhora comadre, ai! que estou perdida! — desata a gritar a Anacleta, rompendo num pranto convulsivo — Ai! que estou perdida!

A comadre Rita, espantada, tenta em vão sossegar a outra:

— Vamos, comadre! que tem? então que é isso? sossegue! tenha modos! que é isso que tem?

E a Anacleta, chorando sempre:

— Ai, comadre! é que, se ele me dá a mesma penitência que deu á senhora, — não sei o que hei de fazer!

— Porque, filha? porque?

— Porque... porque... afinal de contas... eu não sei como é que... hei de tomar um banho de assento na pia!...

 

Fonte: MINISTÉRIO DA CULTURA

      Fundação Biblioteca Nacional

        Departamento Nacional do Livro
 
Olavo Bilac

 
 
Olavo Bilac

 
 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Sentidos Humanos e Espiritualidade


 



 
Sentidos Humanos e Espiritualidade
Charles Evaldo Boller
 
Desligamento dos cinco sentidos naturais e desenvolvimento da espiritualidade para efeito de mudanças duradouras.
Os sentidos humanos existem para possibilitar os relacionamentos com outras pessoas e a realidade por eles perceptível.
As sensações de tato, paladar, audição, olfato e visão são utilizados de forma limitada na orientação das criaturas reclusas ao planeta Terra.
 
 
O homem, devido sua capacidade racional mais desenvolvida, tem a capacidade de atingir a plenitude do sentir. Para tal, há necessidade de desligar os cinco sentidos, possível ao retirar-se para um local sem ruído e luz. É na escuridão e silêncio que os cinco sentidos humanos ficam sem alimento. Movimentos paralisam. Ficam apenas os pensamentos; é a meditação. Com a meditação é possível esvaziar a mente. Tal ação intencional e racional faz com que a percepção se volte para dentro de si. E é lá, neste mundo artificial criado pela mente que se abrem os olhos. São outros olhos e outro despertar. Ver esta luz desperta para realidades mais profundas.
Percebe-se a espiritualidade, uma forma de energia que pode ser percebida e controlada.
O homem evolui, num maior ou menor grau, para os conhecimentos intelectual e espiritual: O conhecimento intelectual é tudo o que é possível de ser medido, aferido, possuído ou disponibilizado mediante alguma técnica. Normalmente são operações de identificação da criação que o sujeito faz do objeto, da consciência e da linguagem; o conhecimento espiritual, em sentido lato, é a relação interna da consciência para consigo mesmo. Basicamente o resultado do conhecimento que o sujeito tem de si mesmo. Em sentido íntimo é o único conhecimento possível para as próprias verdades metafísicas.
Algo como a visão que o espírito tem de si mesmo. É a percepção de que existe sempre em um dado objeto inseparável de si mesmo que a consciência tem de suas próprias vivências. O espírito é a constatação material de uma forma de energia que está encarnada no sujeito.
Toda vez que a razão bloqueia o funcionamento dos sensores materiais, esvaziando a mente, a energia denominada alma, espírito, sopro de vida ou alento, conforme traduzido das mais diversas linhas de pensamento e culturas, penetra cada vez mais na matéria. Mistura-se. Forma unidade com ela. Com o exercício de esvaziamento o sujeito adentra a estados cada vez mais aprofundados de consciência. A manifestação física da substância sólida é outra forma de energia, só que hipoteticamente congelada devido sua frequência ondulatória manifestar-se em frequência tal que a torna perceptível aos sensores naturais. Bloquear os sensores naturais tem a função de afastar o sujeito da ilusão. A substância sólida é uma ilusão percebida pelos sensores naturais. Em sendo energia, a pessoa encontra dentro de si um vasto espaço, um universo em miniatura, semelhante ao grande universo que, de sua parte, também é energia. Tudo é energia e está energeticamente interligado! Tudo está amarrado por linhas de força.
Tudo é, em essência, formado de espaço vazio. O nada!
"A realidade é constituída de átomos esféricos e de vazio; não existe nada além de átomos e espaços vazios. O resto não passa de opinião." (Demócrito de Abdera), filósofo de nacionalidade grega.
A afirmação que tudo é energia já foi intuída e é parte dos usos e costumes das culturas do sul da Ásia, onde, para indicar respeito e até veneração, as pessoas cumprimentam-se com as mãos postas em frente à testa, como se curvassem diante de um deus ou pessoa santa, pronunciando a palavra "namastê"; significando: "o deus que habita meu coração, saúda o deus que habita teu coração". Traduzindo para a presente finalidade: a força ativa que anima meu coração, saúda o alento que habita em teu coração. Estou em você como você está em mim. Energeticamente somos um.
Em Maçonaria os adeptos são levados a reconstruir o templo que foi destruído, numa referência lendária a Zorobabel. O templo em verdade não é o histórico lugar misterioso e respeitável onde os judeus praticavam a adoração ao seu deus Jeová, mas refere-se a um templo feito de carne e ossos: o próprio adepto. Interpretar literalmente a lenda histórica de Zorobabel de nada serve para alçar o homem a estados espirituais mais elevados. A razão do não entendimento subliminar da lenda reside na forma de organização e exploração definida pelo sistema humano de coisas, dada à alienação que consta da:
 - Consciência, que passa a considerar-se coisa;
 - Pessoa tornar-se estranha para si mesma;
 - Obrigatoriedade do trabalho;
 - Influência das tecnologias;
- Frivolidade de entregar-se aos prazeres do instinto;
- Fantasia;
- Regra ou lei imposta que, de alguma forma, afasta o sujeito da vida natural.
Submissos ao sistema criado pelo homem, os templos de carne ficam ao chão, ao nível do esquadro, na materialidade.
A reconstrução do templo do maçom acontece a cada grau e está repleta de tensão e desespero. Implica em perigos. O pior inimigo está em si quando este se sabota e embota a coragem de mudar e de ser diferente. A busca da sabedoria para reconstruir implica em coragem para enfrentar a mudança. É precaver-se contra os inimigos internos e externos. Os agentes inimigos sabotam a capacidade e o incentivo às mudanças como: valor, firmeza e perseverança.
Há necessidade do uso da espada com maestria. O órgão mais parecido com uma espada de dois gumes é a língua. Uma língua afiada corta em dois sentidos; é arma que serve tanto para o ataque quanto para a defesa. Defende o conhecimento intelectual de fazer frente às mudanças e ataca o pensamento aviltante de terceiros que visam escravizar as pessoas a dogmas; verdades impostas por decreto e longe da Iluminação. Com a trolha o maçom constrói a espiritualidade.
Como a espiritualidade é encarnada é internamente que a ferramenta tem a capacidade de aplainar rugosidades, preencher os vazios da mente que é o próprio processo da vida. Na medida em que a mente evolui pelo uso da espada e da trolha, cresce a consciência espiritual.
No passado considerava-se a mente como o aspecto da alma imaterial, ou espírito, sopro de vida, alento. Hoje, na visão da Teoria dos Sistemas Vivos, a mente deixou de ser coisa e passou a ser considerado um processo; comparável ao software que roda num hardware. A mente, o intelecto, corresponde a um conjunto de funções superiores da alma e da vontade. E o que é importante: é modificável!
É esta capacidade que o maçom usa para modificar-se a cada grau que sobe e que introduzem na mente novos conhecimentos. Quando aumenta seu conhecimento intelectual, aplicado pelo uso da espada cresce também o seu conhecimento espiritual na aplicação da trolha.
Por isso, todo maçom, para perseverar nas mudanças que resolveu em sua mente, tem a espada numa das mãos e a trolha noutra.
São muitas as considerações que permitem afirmar e aceitar a existência da energia interna que muda a forma de ver o mundo e de relacionar-se com ele, de perceber que o mundo é como um imenso campo energético. Pode-se especular que o templo de carne é parte de um todo que funciona em sincronia de oscilações energéticas, algumas visíveis, mas em sua maioria invisíveis aos sentidos naturais. Daí a necessidade de desenvolver novas capacidades de percepção pela anulação dos sentidos naturais. Onde o esvaziar da mente promove a percepção daquilo que tem a capacidade de efetuar mudanças no mais íntimo do ser: a espiritualidade.
O contato com energias desconhecidas e imperceptíveis aos sensores naturais leva à constituição de nova identidade. Um novo homem a cada mudança, a cada grau. É um processo que não tem fim.
Depois de treinar a capacidade de reagir favoravelmente ao que cada grau que a Maçonaria pretende de seus adeptos, estes, treinados e suscetíveis a caminhar sozinhos, iniciam novas ligações mentais.
Mesmo depois de alcançar o maior grau, o processo de multiplicação dos degraus da escada que ascende à espiritualidade continua. A mente está treinada. A escada propicia infinitas associações no caminho da Iluminação, vista pela primeira vez na cerimônia de iniciação do primeiro grau. Ritual e símbolo são sempre os mesmos, mas as suas interpretações evoluem de tempos em tempos dependendo apenas de perseverança no seu exercício.
O objetivo central de todos os graus da Maçonaria é o exercício de fortalecimento da espiritualidade. Da penetração da energia, do sopro da vida, cada vez mais fundo no campo energético que a pessoa é. Fortalece a capacidade de mudança na busca de contato com a essência daquilo que cada homem é. A espiritualidade pavimenta o caminho à religação com o divino ensinado pela religião que cada adepto segue. Justifica o fato de o maçom referir-se à divindade que existe dentro de seus irmãos por algo assemelhado a "namastê", o conceito Grande Arquiteto do Universo, o inominado, a energia com a qual cada criatura que pensa deseja religar-se.
Bibliografia
1. ABBAGNANO, Nicola, Dicionário de Filosofia, Dizionario di Filosofia, tradução: Alfredo Bosi, Ivone Castilho Benedetti, ISBN 978-85-336-2356-9, 5ª edição, Livraria Martins Fontes Editora Limitada, 1210 páginas, São Paulo, 2007.
2. ALMEIDA, João Ferreira de, Bíblia Sagrada, ISBN 978-85-311-1134-1, Sociedade Bíblica do Brasil, 1268 páginas, Baruerí, 2009.
3. ANATALINO, João, Conhecendo a Arte Real, A Maçonaria e Suas Influências Históricas e Filosóficas, ISBN 978-85-370-0158-5, 1ª edição, Madras Editora Ltda., 320 páginas, São Paulo, 2007.
4. ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni, História da Filosofia, Antiguidade e Idade Média, Vol. 1, ISBN 85-349-0114-7, 1ª edição, Paulus, 670 páginas, São Paulo, 1990.
5. BLASCHKE, Jorge, Somos Energia, o Segredo Quântico e o Despertar das Energia, tradução: Flávia Busato Delgado, ISBN 978-85-370-0643-6, 1ª edição, Madras Editora Ltda., 172 páginas, São Paulo, 2009.
6. GUIMARÃES, João Francisco, Maçonaria, A Filosofia do Conhecimento, ISBN 85-7374-565-7, 1ª edição, Madras Editora Ltda., 308 páginas, São Paulo, 2003.
7. HILL, Clive; BURNHAM, Douglas; BUCKINGHAN, Will, O Livro da Filosofia, tradução: Rosemarie Ziegelmaier, ISBN 978-85-250-4986-5, 1ª edição, Editora Globo, 352 páginas, São Paulo, 2011
Sentidos Humanos e Espiritualidade
Charles Evaldo Boller
Biblioteca Charles Evaldo Boller

segunda-feira, 16 de junho de 2014

As Doze Regras da Maçonaria Regular



 
As Doze Regras da Maçonaria Regular

 



 

Todos os Maçons são obrigados a respeitar e a cumprir fielmente as seguintes doze regras Maçônicas da Regularidade Universal:



1. A Maçonaria é uma fraternidade iniciática que tem por fundamento tradicional a fé em Deus, Grande Arquiteto do Universo.


2. A Maçonaria refere-se aos "Antigos Deveres" e aos "Landmarks" da Fraternidade, na óptica do respeito absoluto pelas tradições específicas da Ordem Maçónica, essenciais à regularidade da jurisdição.


3. A Maçonaria é uma Ordem, à qual só podem pertencer homens livres e de bons costumes, que se comprometem a pôr em prática um ideal de paz.


4. A Maçonaria visa, também, a elevação moral da Humanidade inteira, através do aperfeiçoamento moral dos seus membros.


5. A Maçonaria impõe, aos seus membros, a prática exata e escrupulosa dos ritos e do simbolismo, meios de acesso ao conhecimento pelas vias espirituais e iniciáticas que lhe são próprias.


6. A Maçonaria impõe a todos os seus membros o respeito das opiniões e crenças de cada um. Ela proíbe-lhes no seu seio toda a discussão ou controvérsia, política ou religiosa. É um centro permanente de união fraterna, onde reina a tolerante e frutuosa harmonia entre os homens, que sem ela seriam estranhos uns aos outros.


7. Os Maçons prestam os seus juramentos sobre o Volume da Lei Sagrada, a fim de lhes dar um carácter solene e sagrado, indispensável à sua perenidade.


8. Os Maçons reúnem-se, fora do mundo profano, em Lojas onde estão sempre expostas as três grandes luzes da Ordem: o Volume da Lei Sagrada, um Esquadro e um Compasso, para aí trabalharem segundo o ritual do rito, com zelo e assiduidade e conforme os princípios e regras prescritas pela Constituição e pelos regulamentos gerais da Obediência.


9. Os Maçons só devem admitir nas suas Lojas homens de honra, maiores de idade, de boa reputação, leais e discretos, dignos de serem bons irmãos e aptos a reconhecer os limites do domínio do homem, e o infinito poder do Eterno.


10. Os Maçons cultivam nas suas Lojas o amor da Pátria, a submissão às leis e o respeito pela Autoridade constituída. Consideram o trabalho como o dever primordial do ser humano e honram-no sob todas as formas.


11. Os Maçons contribuem, pelo exemplo ativo do seu comportamento viril, digno e são, para o irradiar da Ordem, no respeito do segredo maçónico.


12. Os Maçons devem-se mutuamente, ajuda e proteção fraternal, mesmo no fim da sua vida. Praticam a arte de conservar em todas as circunstâncias a calma e o equilíbrio indispensáveis a um perfeito controle de si próprio.



# único: A presente Constituição é um texto definitivo e não pode ser modificado sob pretexto algum.

 

Fonte: www.gllp.pt

Site da Grande Loja Legal de Portugal GLLP/GLRP

 

domingo, 15 de junho de 2014

Deus


 
 
Deus
Ó Deus! que sois o Eterno Pensamento,
A Vontade Suprema, o Movimento,
Por excelência – a Ação!
Que sois a Fonte donde jorra a Vida,
Que sois o Ignoto Ponto de Partida
De toda a Criação!
        Deus! Pai Augusto e Bom dos Universos!
        Aceitai minha prece nestes versos,
        A minha adoração!
        Que a pobre lira se estremece e humilha,
        Quando a minha’alma, ó Pai! – a vossa filha,
        Entoa esta canção!
Desde a ameba perdida pelos mares,
Desde o inseto que plaina pelos ares,
Velais por mim, Senhor!
E pelo tempo em fora vos buscando,
Hei-de ir chorando e rindo e me arrastando,
Empós do Vosso Amor!
        Vossa grandeza imensa não me esmaga!
        Vossa destra potente e amiga afaga
        O vosso filho, ó Deus!
        E eu me estremeço e canto delirante,
        Quando vos fito a sós, por um instante,
        Do val dos prantos meus!
O’ Deus! O’ Pai! O’ Vida! O’ Amor Eterno!
Sede bendito, pois! Eu me prosterno
Perante Vós – ó Luz!
Dai-me coragem, Pai, para buscar-Vos!
Dai-me forças e fé para encontrar-Vos
Nos passos de Jesus!

 


Fonte: SANT’ ANNA, Hernani T. Canções do Alvorecer. 3. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1994, p. 9-10.
Revista REFORMADOR - julho 2001

sábado, 14 de junho de 2014

Bilhete do Coração






 

Bilhete do Coração


Hoje compreendo que os golpes do mundo são amparo providencial às nossas necessidades de reparação.


Que seria de nós sem o sofrimento que nos ajuda a retificar e aprender?


Terra sem arado, permaneceríamos entre os vermes e as plantas daninhas ou, pedra bruta, jamais nos transformaríamos na obra de utilidade e beleza que o buril deve realizar.


Tenhamos calma e paciência.


Devemos à enxada a alegria da mesa farta e, por vezes, ao remédio amargo, a felicidade da cura.


Um dia saberemos tudo.


Por agora, baste-nos a convicção de que nos compete trabalhar, incessantemente, para o bem, porquanto a chave do serviço nos descerrará a sublimidade da experiência e com a experiência elevada marcharemos para a comunhão com Deus.


Não nos cansemos de ajudar.


O auxílio aos outros tem uma força desconhecida em nosso favor.
Quem tudo dá, tudo recebe.


Quem se afasta da ilusão, aproxima-se da Verdade, adquirindo a companhia da humildade e do amor, os dois anjos invisíveis que abrem as portas do Céu.


Cultivando a serenidade e o bem, no círculo de nossa luta, roguemos, pois, ao Senhor ilumine a nossa cruz.

Do Livro Carta do Coração - Chico Xavier/Diversos

sexta-feira, 13 de junho de 2014

A Essência...


Aurora

A  ESSÊNCIA ...

O maçom tem que caminhar uma longa trajetória, para se considerar e ser na realidade um verdadeiro Iniciado.

Ele, para entrar na Ordem passará por duas portas. Uma, a porta física do Templo onde o espera um estranho e intrigante ritual, mas ao mesmo tempo belo, um verdadeiro teatro simbólico e sublimado.

É o dia do seu recebimento formal na Ordem, que quando bem desempenhado pelos Iniciadores, (Bom desempenho significa, que o Venerável, e todos os Irmãos que forem ler algum trecho do Ritual, o façam com clareza, com boa dicção, palavras bem pronunciadas, para que todos ouçam, sem tartamudear (gaguejar) e que os procedimentos tenham sido devidamente muito bem treinados. Não se devem dar trotes nos candidatos, aliás, costume grosseiro, medieval, desumano que ainda persiste, e que bloqueará ainda mais a mente do neófito. a cerimônia o marcará, de forma indelével na mente.) A segunda porta é simbólica. Do ponto de vista mental, é um acesso através de uma pequena fresta, isto é, uma pequena abertura que está fechada pelo Subconsciente. Uma vez a venda cobrindo a visão, isto fará com que o Iniciando desperte e aguce os outros órgãos dos sentidos, e ele então enxergará com os olhos da mente e se colocará especialmente numa situação de pura introspecção que nada mais é que uma verdadeira jornada interior e que para a grande maioria dos Iniciandos é o reencontro, ou mesmo o primeiro encontro súbito, inesperado e surpreendente com o seu duplo Eu, há muito tempo adormecido, talvez nunca procurado, ou quem sabe ele nem soubesse da existência de um duplo estado de sua consciência. O profano terá que, justamente auxiliado por uma técnica iniciática perfeita e bem desempenhada, usando-se uma ritualística bastante eficiente fluente e fácil, franquear esta barreira, e passar por ela, mas para isso ele terá que se sentir humilde, pequeno, diminuto, ínfimo. A Iniciação neste primeiro dia de contato com a Maçonaria se consubstancia neste detalhe. Será apenas a conscientização de que existe este outro estado do Ser, um outro estado da mente.

É necessário frisar que não haverá com esta conscientização a descoberta instantânea de todo o conhecimento humano, ou maçônico, dos mistérios ou segredos, mas tão somente a auto revelação de sua consciência dupla, tomando-se conhecimento que existe em cada um de nós um outro  EU. Este aspecto é apenas o começo. Esta revelação não é tudo. A verdadeira Iniciação se processará durante toda a vida através do estudo, da pesquisa, da meditação, da dedução, do conhecimento adquirido corretamente, e do auto aperfeiçoamento. Ela será praticamente inatingível em sua totalidade, porque o Homem jamais atingirá a perfeição. Ele tenderá a chegar perto, e quanto mais perto chegar, mais poderá ser considerado um Iniciado. Já na própria Antiguidade o conceito de Iniciação foi se atualizando e se transformando numa forma de conhecimento gradativo pelo qual o Iniciando receberá inicialmente instruções através de mensagens dogmáticas, ainda que hipotéticas, ele a partir delas, desenvolverá, por seus próprios meios, a sua iluminação interior, das quais apenas ele só possui a semente ou germe. Se considerarmos que o maçom tem duas entradas, para ele permanecer na Ordem ele terá didaticamente duas saídas para escolher qual a delas ela adotará. Ele escolherá aquela do seu aprimoramento pessoal, ou então escolherá aquela que identifica apenas a sua passagem física pela Maçonaria. Ele terá que escolher a opção correta e isso será tão somente uma decisão sua. O grande mérito seu, de sua mente, será pessoal, intransferível, ninguém conseguirá lhe ensinar, ele aprenderá sozinho por qual das duas saídas ele optará. Grande parte dos maçons não percebe ou não querem perceber que estão tendo a grande opção enquanto estão passando pelos graus simbólicos, aliás, graus estes que constituem a verdadeira Maçonaria. Infelizmente, estes maçons constituem a grande maioria, e embevecidos acham que a Ordem é festa, banquetes, auxilio mútuo, graus, política de lojas, fachada para outras atividades, belos aventais, distintivos na lapela, e outras tantas dicotomias, Que são na verdade, verdadeiros subprodutos ou complementos que a Ordem coloca a disposição de todos. Alguns até acabam descobrindo através dos anos, que tudo isso não está coerente, não está certo. Mas acham que é tarde demais para mudar. Não têm coragem. Continuarão inertes e coniventes, pois já estão um tanto quanto idosos, e esperam que os maçons mais jovens mudem tal situação. Puro engano. Um verdadeiro maçom jamais poderá se considerar idoso, mas sim experiente humilde e sábio, e ele terá a obrigação de ter a ousadia e firmeza de mudar o que pode e deve ser mudado. Esta é em síntese, a primeira saída que normalmente a maioria dos maçons escolhem ou preferem. Mas existem aqueles que descobrem durante a sua vivência maçônica que há algo mais profundo, mais abrangente por trás das mensagens dos rituais, ou das migalhas maçônicas que as Lojas oferecem em matéria de ensinamentos, que toda aquela ganância em torno do poder maçônico, da bulimia maçônica também conhecida por fome exagerada de graus, sem conhecer a fundo o grau em que se está colado; da filantropia amadora e ingênua mal feita, da fraternidade hipócrita que alguns são hábeis em aplicá-la enganando outros inocentes e bons Irmãos, da falta de instruções, alem de outras inúmeras razões, enfim, decidem mudar, porque descobriram a ESSÊNCIA da natureza da Entidade para qual foram chamados a integrá-la e ao entenderem a sua profundidade, mudam completamente seu comportamento mental. Passam a entendê-la como uma Escola de Vida, descobrem que sua principal função é político-social, e que eles serão consequentemente os construtores da futura sociedade mundial, que terão que amadurecer como cidadãos, que terão que ser embriões catalisadores dos movimentos de vanguarda, atuando como aglutinadores de ideias, de sonhos que se tornarão realidades, não responsabilizando nem Lojas e nem Irmãos com relação a este compromisso que será só deles, pois eles serão o fermento que provocará os fenômenos sociais e que, tão somente a introspecção, a meditação, a análise exata, o raciocínio transparente e o estudo eficiente e correto da Filosofia, da História, do Simbolismo do Ritualismo e das coisas pertinentes à Ordem lhes darão o poder do conhecimento, o qual poderá ser repassado ou dividido com os demais adeptos, mas ninguém lhes tirará esta riqueza intelectual  encerra. E consequentemente neste caminho deslumbrarão toda a espiritualidade que este estado mental.

Descobriram simplesmente a ESSÊNCIA porque acabaram de despertar para um mundo novo...

Quando chegarem nesta fase mental, o autoconhecimento e a espiritualidade adquiridos farão com que estes Irmãos mesmo que não se apercebam, e se perceberem não deixarão que os outros notem, já estarão alguns passos à frente deles. Considera-se que eles avançando em seus progressos penetrarão nas profundezas do Subconsciente ou Inconsciente, alcançarão a Consciência Cósmica e, indo alem, chegarão á Superconsciência que é nada mais que o próprio

GADU mais justo, bom, racional e espiritual de um livre pensador. Uma verdadeira transformação ocorrerá na mente quando se perceberá uma sensação que não é de insatisfação com esta humanidade imperfeita, ela é muito mais um sentimento de calma, que mais parecerá uma percepção de humildade de bondade e compreensão, que será mais uma entrega de si mesmo, a uma força maior que, embora desconhecida objetivamente, sentem-na presente. E assim conhecerão a expansão do campo da consciência, e verão que as coisas se tornam mais belas, a vida tem mais sentido, quase não ficam aborrecidos ou irritados, porque este estado especial, desviará sua agressividade instintiva para algo mais construtivo. Este autoconhecimento é considerado como uma verdadeira catarse, limpeza ou purificação da mente, porque ele mostra, estabelece e orienta a força capaz de criar, reprogramar e incentivar a condução da própria vida. Neste momento o maçom estará preparado para ser um verdadeiro líder e também estará no caminho seguro em direção à sua verdadeira Iniciação Real. Para se chegar a este estado mental, percorrer-se-á um caminho tortuoso, difícil, gratificante, mas totalmente individual, pois somente o adepto sem auxilio de quem quer que seja, o alcançará. Este é o autêntico segredo maçônico. Os sinais, palavras toques rituais e etc., não são em realidade os verdadeiros segredos. O Irmão que chegar a esta situação mental não terá condições, nem que queira de transmiti-la, descreve-la ou conceitua-la.

Não conseguirá.  Será impossível.  É inexprimível.  É um estado da alma que não estará ao alcance de ninguém, a não ser tão somente de sua psique. Será só seu. É o mesmo mecanismo que se observa nas transformações mentais dos gurús, dos santos, dos chamãs, dos jejuadores, de alguns paranormais e dos Grandes Iniciados. Estará em estado de expansão da mente, em ondas cerebrais “alpha” ou “theta”. Acresça-se que não é só a Maçonaria que realiza Iniciações. As grandes escolas iniciáticas da Antiguidade, das quais somos herdeiros, e mesmo outras entidades iniciáticas do presente, basicamente sempre utilizaram técnicas muito semelhantes. Temos que ressaltar que nosso Inconsciente sempre busca satisfazer nossos desejos instintivos, mas eles são bloqueados por outra parte da mente chamada de Superego segundo Freud. Nossa civilização incide neste fato, onde os conflitos deste bloqueio geram a infelicidade do homem. O Iniciado deverá romper esta barreira. É uma bela e fantástica aventura, esta ruptura. Este é o ideal superior que ele se proporá a realizar. A sua mente deverá se abrir. Eis a sua tarefa. A trajetória percorrida para se chegar a este ideal superior é muito linda e rica em sabedoria, por causa das observações, incidentes de percurso e das experiências vividas para se chegar lá. Quantas lindas verdades ocultas serão descobertas a caminho. O percurso será tão importante quanto o ideal a ser atingido. É uma linda e longa viagem para dentro de SI MESMO. ( O poder verdadeiro e respeitado dos dirigentes advém tão somente do carisma, bondade, sabedoria, polidez, educação já que nenhum maçom é obrigado a obedecer a dirigentes déspotas, e impositivos que não conheçam os princípios básicos da democracia e que o “poder” lhes tenha “subido à cabeça”.

Um Grão-Mestre ou um Venerável não governarão seu povo por decretos, leis, por imposição, a grito ou através de tramas e perseguições, só governarão pela bondade de seu coração... O poder verdadeiro e respeitado dos dirigentes advém tão somente do carisma, bondade, sabedoria, polidez, educação já que nenhum maçom é obrigado a obedecer a dirigentes déspotas, e impositivos que não conheçam os princípios básicos da democracia e que o “poder” lhes tenha “subido à cabeça”. Um Grão-Mestre ou um Venerável não governarão seu povo por decretos, leis, por imposição, a grito ou através de tramas e perseguições, só governarão pela bondade de seu coração...).

Ir.·.Hercule Spoladore- Loja de Pesquisas Maçônicas Brasil

Fonte: Jornal do Aprendiz , edição de junho de 2014, pág. 1, 2 e 3.