quarta-feira, 12 de junho de 2013

O Fermento Espiritual


 
O Fermento Espiritual






Numa cozinha da modesta casinha de Nazaré, onde Maria preparava a massa de farinha para pão do dia seguinte; e o jovem carpinteiro acompanhava, interessado e curioso, todo o processo. Durante a noite, um punhadinho de fermento vivo levedou grande massa de farinha, fazendo-a crescer, crescer - até que toda a massa compacta se transformasse na massa leve e porosa para o pão do dia seguinte.



E logo surgiu na alma intuitiva de Jesus o simbolizado espiritual correspondente a esse símbolo material. Não era isso mesmo que aconteceria com o fermento sagrado do Reino de Deus que ele ia lançar na massa da humanidade profana?


O fermento atua lentamente, silenciosamente, constantemente, de dentro para fora. Ninguém vê a causa invisível dos efeitos visíveis. A qualidade permeia totalmente as quantidades. Do invisível vem o visível.


O fermento é o elemento divino no homem que os hindus chamam de Atman, os livros sacros Alma, a filosofia designa pelo Eu Central, e Jesus denomina o "Reino de Deus no homem".

As três medidas de farinha citadas no Evangelho de Mateus (13, 33) simbolizam os três aspectos do ego humano: material, mental e emocional.


Para que haja transformação do ego pelo Eu, do homem profano pelo homem sacro, deve haver contato direto entre esses invólucros periféricos da natureza humana e seu conteúdo central; deve haver uma interpenetração entre o seu Eu divino e seus egos humanos. O homem profano, que só conhece o ego e ignora o Eu, não pode levedar-se por si mesmo. O homem místico, que aceita o Eu e rejeita o ego, não pode transformar este, pr falta de contato; pode intensificar o fermento espiritual, mas não transforma os elementos do ego hominal. O homem cósmico, porém , permeia as três medidas do ego humano pelo fermento do Eu divino; verificará uma paulatina transformação da vida externa pela vitalidade da essência interna. Em vez de um resignado conformismo, ou de um fugitivo escapismo, realiza o homem crístico uma total transformação da sua natureza.


Quando falamos na necessidade de contato entre o fermento e a massa da farinha, não nos referimos a um contato material ou social. Por via de regra, o contato externo é inversamente proporcional ao contato interno; um homem social e sociável é, geralmente, incapaz de carregar devidamente a sua bateria espiritual, enquanto ele não cortar os fios-terra da sua permanente dispersividade, não acumulará energia espiritual e não beneficiará o homens. Somente um homem solitário em Deus pode ser proveitosamente solidário com os homens.





Daí, a necessidade imperiosa de profunda e diuturna meditação e de prolongado retiro espiritual.



É ilusão de muitos profanos pensar que um místico, vivendo em longíqua e ignota solidão, não tenha contato real com humanidade. As invisíveis auras espirituais de um verdadeiro místico, mesmo que ninguém saiba de sua existência, atuam poderosamente sobre outros homens, suposto que estes sejam receptíveis para esse recebimento de fluidos espirituais. E esses fluidos invisíveis atuam a qualquer distância. O contato real não é necessariamente material nem social. Aliás, nossa própria ciência já não identifica o real com o material; muitas vezes o real é totalmente imaterial, como a voz humana, morre a pouca distância, ao passo que uma vibração eletrônica, totalmente imperceptível, atravessa espaços imensos, vai até a Lua e muito além.


Basta que o homem eleve à mais alta voltagem o fermento de sua espiritualidade - e beneficiará todos os beneficiáveis. Um receptor de rádio não tem necessidade de saber onde se acha a estação emissora; esta lança as suas ondas eletrônicas em todas as direções, e qualquer receptor devidamente afinado pela frequência do emissor receberá a irradiação.


É importante que haja estações de alta voltagem espiritual na humanidade - e todos os homens devidamente afinados serão beneficiados por esses emissores místicos, embora totalmente desconhecidos.


Neste sentido escreveu Mahtma Gandhi:"Quando um único homem chega à plenitude do amor, neutraliza o ódio de milhões".

No mundo da metafísica e da mística vale a mesma lei que a ciência conhece no mundo da física. Nenhuma energia se perde - todas as energias se transformam.


Paz Profunda e Boa Semana



Marcelo Moreira



segunda-feira, 10 de junho de 2013

Idade de SERVIR

 
Oportunidade de Servir



Não se detenha diante da oportunidade de servir. Mobilize o pensamento para criar vida nova.



Melhore os próprios conhecimentos, estudando sempre.



Não permita que a dificuldade lhe abra a porta ao desânimo porque a dificuldade é o meio de que a vida se vale para melhorar-nos em habilitação e resistência.



Nunca desconsidere o valor de sua dose de solidão, a fim de aproveitá-la em meditação e reajuste das próprias forças.


André Luiz

domingo, 9 de junho de 2013

Abóbada no Templo Maçônico - Origem e Simbologia



 
Abóbada no Templo Maçônico - Origem e Simbologia



A anatomia do templos maçônicos foi derivada de diversas correntes místicas e filosóficas diferentes como a astrologia, alquimia, caballah hebraica e o rosacrucianismo, que, acrescentaram decoração preliminar a símbolos medievais esotéricos de antigas civilizações.

A influência marcante da mística egípcia, por exemplo, referente ao culto solar e a astrologia, se destaca com a decoração do teto do templo com constelações, planetas, Sol e Lua, lembrando o teto do Templo de Luxor, que apresentava o firmamento todo estrelado – era a chamada ABÓBADA CELESTE.

O templo maçônico representa a oficina de nosso interior, com seus pontos cardiais e seu firmamento que se estende de norte a sul e, do oriente ao ocidente. É o macrocosmo igual ao microcosmo. O que está encima é igual ao que está embaixo. As duas colunas J:. e B:. situadas na entrada do templo, segundo CASTELLANI, parecem simbolizar a representação dos trópicos de Câncer e Capricórnio, sendo a linha imaginária entre elas o Equador de nosso Planeta, cortando o quadrilongo. Não se olvidando das doze colunas zodiacais, que além de representar as doze constelações pelas quais o Sol atravessa em sua passagem anual, representa também, em sua origem egípcia, as hastes dos papiros crescendo em direção ao céu.



A presença do Sol resplandecente na parte oriental da abóbada celeste, e a Lua em quarto crescente, entre as nuvens e as trevas do ocidente, obriga o adepto meditar no início de seu caminho iniciático das trevas em direção à Luz que vem do Leste. Quando o neófito penetra no templo para ser iniciado, o faz pelo ocidente, onde simbolicamente não há luz (representado no teto pelas nuvens escuras). Em sua caminhada mística, purificar-se-á pelas viagens ( ar, água, fogo e terra) e irá passar pela parte menos atingida pelos raios solares (hemisfério norte – aprendizes) e, posteriormente, receberá mais luz (hemisfério sul – companheiros) até chegar ao Oriente. A matéria ainda prevalece na loja de aprendiz, daí a razão do esquadro estar sempre sobreposto ao compasso, símbolo da espiritualidade ainda latente.



O teto dos templos maçônicos, representando simbolicamente o firmamento, apresenta além de várias constelações, os sete “planetas” conhecidos da antigüidade. Os principais cargos das dignidades da loja maçônica, também, estão ligados de forma geral[1] ao misticismo greco-romano através da representação dos astros a saber:



- Venerável Mestre – representa o maior dos planetas: Júpiter (romano), ou Zeus (grego), principal deus pagão soberano do mundo e que reinava no Monte Olimpo. Era o senhor do Universo e dos fenômenos atmosféricos. Representa a figura do pai, do patriarca e porisso, simboliza e dirige a coluna da sabedoria (Oriente);

- 1o. Vigilante – representa Marte, deus romano da agricultura e da guerra. O planeta da força, da energia edificante, da força criadora do espírito. Simboliza e dirige a Coluna da Força (Norte). Representa também o lado masculino;



- 2o. Vigilante – representa Vênus, deusa romana do amor e da beleza. Simboliza e dirige a Coluna da Beleza (Sul). Representa o lado feminino;



- Orador – representa Apolo, deus do sol. Simboliza a luz do Direito, da Lei e da Justiça, sendo ela a luz que esclarece e orienta os obreiros. Responsável pela guarda da lei e pelas peças de oratória;



- Secretário – corresponde à deusa Artemis, deusa da lua. O oficial reflete nas atas, a Luz que vem do Orador;



- Mestre de Cerimônias – corresponde ao planeta Mercúrio, deus veloz e astuto. O oficial circula rapidamente pelo templo como elemento de ligação, recepção e condução pois, imita o planeta que mais rapidamente circula em torno do sol (venerável);



- Tesoureiro – corresponde ao planeta Saturno que com seus inúmeros anéis, simboliza a riqueza;



- Hospitaleiro – simbolizado por Vênus, e representando o amor ao próximo, ajudando e assistindo os irmãos necessitados;



Com relação às estrelas, devemos considerar a presença do grande triângulo da verdade cósmica representado no céu do templo pela estrela Régulus (constelação de Leão), pela estrela Spica (constelação de Virgem) pela estrela Arcturus (constelação de Bootes – pastor de ovelhas). Este triângulo caracteriza a divina eternidade da Virgem Maria, escolhida por Deus para gerir Yeshuah – o filho de Deus, simbolizada pela pureza da lâ branca das ovelhas, no sincretismo católico, apostólico romano.



Acredita-se que a disposição estelar na abóbada represente o céu do dia 21 de março quando o Sol cruza o equador celeste no chamado equinócio da primavera no hemisfério norte. É também o dia em que começa o calendário religioso hebraico.



Os trabalhos de uma Loja, simbolicamente, se iniciam ao meio-dia e se encerram à meia-noite. Meio-dia é a hora simbólica quando o Sol está culminante e os objetos não fazem sombra, portanto, é o momento da mais pura igualdade, pois, ninguém faz sombra a ninguém, concretizando um dos pilares da Maçonaria, a Igualdade. Doze horas existem entre o meio-dia e meia-noite representados pelos doze signos zodiacais nas doze colunas do templo, cada um com sua simbologia e que, representam o caminhar dos aprendizes em direção ao desbaste da pedra bruta, das trevas da ignorância para a luz da sabedoria que vem do oriente.



A influência das fases lunares que se renovam a cada sete dias nos recordam que a cada sessão maçônica semanal recebemos a energia necessária para vencer mais uma fase lunar, recarregando nossas baterias de forma esotérica, saindo ainda mais fortalecidos através da Egrégora que potencializa nossa reintegração à Consciência Cósmica Universal.



Neste Universo recriado no templo maçônico, e, no qual participamos da marcha divina do Sol, da passagem noturna das estrelas, dos períodos da Lua, dos equinócios e dos solstícios, onde estabelecemos uma reunião harmônica mágica entre esta pequena parcela terrestre e a imensidão celeste, interpenetrando o microscosmo com o macrocosmo, o aprendiz despoja-se das ilusões da personalidade, busca na Fé, na Esperança e na Caridade para com seus semelhantes o combustível da vida. Encontra na reflexão a vida da alma, fortificando o ressurgimento espiritual, fugindo ao passo escorregadio da vida sensitiva, afasta o mal, do eixo de sua existência, e como uma larva, que para chegar ao seu completo desenvolvimento, passa por sucessivas transformações, o aprendiz aguarda, sereno no setentrião o discernimento de espírito para continuar sua marcha.



Que a Paz Profunda a todos invada.


E Que assim Seja.

Marcelo Moreira



Bibliografia Consultada



A Maçonaria e sua Herança Hebraica O Templo do Rei Salomão na Tradição Maçônica


José Castellani – Editora A Trolha Alex Horne – Editora Pensamento

Maçonaria e Astrologia A Herança Espiritual do Egito Antigo
José Castellani – Editora Madras Christian Larré – Ed. Biblioteca Rosacruz



Origens do Misticismo na Maçonaria Ministério do Homem-Espírito
José Castellani – Traço Editora Louis Claude Saint Martin - Ed. Biblioteca Rosacruz



O Esoterismo na Ritualística Maçônica
Eduardo Carvalho Monteiro – Editora Madras



A Corrente da Fraternidade


Rizzardo Da Camino – Ícone Editora



[1] Há variações na interpretação astrológica envolvendo os sete planetas e os cargos em loja.

Fonte: Amphitheatrum Sapientiae Aeternae


















sábado, 8 de junho de 2013

Ainda Quando

 
Ainda Quando



Sim, meus amigos, recordemos a palavra de Paulo, o apóstolo da libertação espiritual.



Ainda quando senhoreássemos todos os idiomas de comunicação entre os homens e os anjos, na Terra e nos Céus, e não tivermos caridade...

Ainda quando possuíssemos as chaves do conhecimento universal para descerrar todas as portas das grandes revelações e não tivermos caridade...



Se conquistássemos as maiores distâncias atingindo outros planetas e outras humanidades no Império Cósmico e não tivermos caridade...



Ainda quando enfeixássemos nas mãos todos os poderes da ciência com a possibilidade de comandar tanto os movimentos do Macroscomo, quanto a força dos átomos e não tivermos caridade...
Ainda quando conseguíssemos dominar a profecia e enxergar no futuro todos os passos das nações porvindouras e não tivermos caridade...

Então, de nada terão valido para nós outros as vitórias da inteligência, porque, sem amor, permaneceremos ilhados em nossa própria inferioridade, inabilitados para qualquer ascensão à felicidade verdadeira com as bênçãos da Luz.

Batuira

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Traços Cristãos




Traços Cristãos

O cristão deve ser:

No grupo, um ponto de apoio;
Em família, um amparo constante;
No lar uma bênção;
No trabalho a cooperação eficiente;
Na profissão a garantia de idoneidade;
No serviço, um padrão de amor ao próximo;
No dever, a pontualidade;
No problema, um agente de solução;
Na dificuldade, a base do auxílio;
Na crise, o socorro;
No tumulto, a seriedade;
No verbo, a palavra de rumo;
Nas letras, o guia do bem;

Em qualquer experiência da vida, será sempre alguém com Jesus na construção do Reino de Deus.





Albino Teixeira

Do livro Tende Bom Ânimo.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

O despertar para a vida Maçônica

 
O Despertar Para a Vida Maçônica



Escrito por Valdemar Sansão


Quanto mais se convive e frequenta a Maçonaria, mais se aprende e se descobre e mais se consciencializa sobre o muito mais que se tem para aprender.






É vedado ao Maçom escrever, gravar, traçar ou imprimir informações que comprometam a essência filosófica da Ordem.

Obviamente, não defendemos que o indivíduo apregoe aos quatro ventos a condição de pertencer à Maçonaria e, sim, que ele se orgulhe de defender essa condição, desmistificando tabus que ainda pairam sobre nossa Sublime Instituição.

Deus
 
- é o ser infinito, o homem o ser finito; Deus é perfeito, o homem imperfeito; Deus é eterno, o homem temporal; Deus é onipotente, o homem impotente; Deus é santo, o homem pecador.

A crença na existência de uma força superior é o que se exige de todo o homem antes de ser admitido na Ordem, porém, ele deve ter e professar uma religião, seja qual for antes de sua Iniciação.

A Maçonaria, sob o ensino moral, pode abrigar todos os cultos, por mais diferentes que sejam as suas crenças. Pioneira na tentativa de se formar uma Irmandade ecumênica de pessoas de todas as religiões.

Essa disposição à convivência e diálogo com outras confissões religiosas, sempre foi o aspecto mais perturbador para os líderes das religiões tradicionais.

Reflexão
 
– Quando falamos de religião, na filosofia moderna ocidental, evidentemente nos referimos, quase sempre, ao cristianismo. Constatamos, nos tempos modernos, muitas e diferentes concepções de religião, algumas contraditórias, outras semelhantes. Nesta diversidade é difícil encontrar uma concepção comum, pois muitas vezes os diferentes pontos de vista são incompatíveis entre si. Sendo o homem o começo, o centro, o homem é o fim da religião. A religião funda-se na diferença essencial entre homem e animal, pois os animais não têm religião. Entretanto o essencial do homem é a consciência. Para afirmar o homem, não é preciso negar a Deus, pois, na verdade, é impossível ser amigo de Deus sem sê-lo dos homens. Criticam-se as religiões que não dão a devida importância à vida presente, pondo toda a esperança de libertação no céu. Por isso o homem religioso não se compromete com a mudança e transformação, com a injustiça, o sofrimento e a miséria deste mundo. A religião pode nos levar a aceitar todas essas coisas resignadamente sem lutar contra elas, projetando nossa felicidade no outro mundo. Permanece, porém, a esperança no futuro, na justiça e não na injustiça, na verdade e não na mentira, libertando-nos da angústia e enchendo-nos de coragem.

Quando a vida celestial é uma verdade, é a vida terrena uma mentira, quando a fantasia é tudo, a realidade não é nada. Quem crê numa vida celestial eterna, para ele esta vida perde o seu valor. Ou antes, já perdeu o seu valor: a crença na vida celestial é exatamente a crença na nulidade e imprestabilidade desta vida. Na verdade, contudo, nada indica o fim da fé em Deus e da religião.

Enfim, se é difícil crer em Deus, mais difícil, porém, é viver sem ELE. Por enquanto busquemos a felicidade aqui mesmo, neste “vale de lágrimas”, acima dos preconceitos, das exclusões, das tradições religiosas.

A Maçonaria
 
- é uma comunhão de homens livres e de bons costumes, escolhidos entre aqueles que, a par de boas referências, tenham instrução suficiente para compreender e praticar os ensinamentos maçônicos e seus métodos de MORAL em movimento velados por símbolos e alegorias tradicionais. É uma escola de aperfeiçoamento pessoal e social, disseminada em Lojas pelo mundo. Pratica a fraternidade, o amor ao próximo, constitui um modelo de Paz Universal, Justiça e Igualdade. O reino da Tolerância, no sentido de respeito a todas as crenças fundadas em Códigos de Moral ou em idéias pacíficas que visem à Felicidade Geral da Humanidade, à Fraternidade Universal. É o sustentáculo dos deveres para com a Pátria, a Família e a Sociedade. É uma comunhão de indivíduos civilmente capazes e de exemplar comportamento, de qualquer raça, nacionalidade, credo religioso e de condição social. É uma união de homens de boa vontade, capazes de compreender que em todas as crenças há idéias comuns que podem constituir o cimento da Fraternidade Universal. É o corredor iluminado de todas as Filosofias. Investiga a Verdade e o desenvolvimento das Ciências e das Artes. Prima pela Harmonia, não permite discussões de caráter político-partidário ou de religião ou filosofia sectária de idéias que possam ferir os ditames de consciência de cada associado. E ainda que exija do candidato à Iniciação e dos próprios Maçons que tenham consciência, e não a simples crença aleatória, de existir um princípio criador, Deus, Construtor dos Mundos, o Grande ou Supremo Arquiteto do Universo, ou qualquer outro nome que a humanidade concedeu ao Grande Geômetra – Aquele que É, Foi e Será.

Filho da Luz
 
- O Maçom faz jus à denominação de FILHO DA LUZ. Os verdadeiros segredos da Maçonaria são aqueles que não se dizem ao adepto e que ele deve aprender a conhecer pouco a pouco soletrando os símbolos. Cabe ao neófito descobrir o segredo. Dentro da noite das nossas consciências, há uma centelha que nos basta atiçar para transformá-la em luz esplêndida. A busca desta Luz é a Iniciação.

Maçom nato
 
– É comum no meio maçônico dizer que determinada pessoa sempre fora Maçom, mesmo antes de ter-se Iniciado. Isto porque tal indivíduo é detentor de qualidades e virtudes características de um verdadeiro Maçon. Se dele advém boas coisas, atitudes corretas, gestos edificantes, ele é como uma boa árvore que produz bons frutos. Se for o contrário, se seu caráter for falho, por mais que tente mascarar sua personalidade, não conseguirá: é uma árvore ruim, que produz frutos ruins. O que a pessoa é na realidade paira sobre sua cabeça, e brada tão alto que é impossível ouvir sua voz dizendo o contrário numa vã tentativa de ludibriar os outros.

A Igualdade maçônica
 
– Ao analisarmos o que se pratica habitualmente em Maçonaria encontramos vestígios da Igualdade permeando todo o tecido orgânico maçônico, sob o amparo da Tolerância. Começando pelo tratamento fraterno – todos os Maçons são Irmãos – qualificação que confere aspecto importante da Igualdade Maçônica, a IGUALDADE FRATERNAL, na qual expressamente, o Maçom, já na sua Iniciação, afirma o direito de proteger o Irmão em qualquer circunstância. Independentemente de seu grau maçônico e de sua condição de vida profana, trazendo consigo, por extensão, o conceito para seus familiares.

Tratar alguém de Irmão é tratar de igual para igual, é querer para ele o mesmo que desejamos para nós, mas é necessário que essa palavra “Irmão” saia do coração e seja real, sincera e fraterna.

Todos os Maçons se reconhecem como Irmãos quando no íntimo de seus corações sentem cair às barreiras ilusórias que dividem os homens e assim a Maçonaria terá efetivamente difundido sua Luz sobre a terra.

Existe a possibilidade de um dia, todos os homens se entenderem e encontrarem o caminho da verdadeira igualdade?

Sim. Segundo Jesus de Nazaré: “quando procurarem em primeiro lugar a Justiça e o resto vos será dado em abundância”. Quando pediram a Aristóteles um código moral por onde pautar a vida, ele disse: “Não posso dar-lhe um código; observe os homens melhores e mais sábios que você encontrar e imite-os”!

É gratificante pertencermos a uma Ordem que visa disseminar entre os povos algo da luz que ilumina o mundo. Cabe-nos empreender a missão de disseminar algo das leis do pensamento iluminador aos irmãos sedentos de luz e entendimento.

Afinal, quando descemos ao túmulo, porque é nele que o Rei depõe o seu Cetro, o Pontífice, a sua Tiara, o Rico, a sua opulência, o Pobre, a sua miséria, o Maçom, o seu Avental.

A Morte nos despoja de nossas honras, de nossa fortuna, de nossa glória, de nosso esplendor, de nossa grandeza. Não pode, porém, destruir nossa influência sobre o Bem e sobre o Mal, porque os efeitos e as consequências de nossos atos e de nossas palavras são eternos.

O caminho certo
 
– Na Maçonaria, o Obreiro recebe os mais sagrados ensinamentos filosóficos para a prática da virtude, devendo o homem ser livre em seus pensamentos e ações, para exteriorizar o que realmente tem em seu coração, porém tudo de bom ou de mal que colher será produto de sua sementeira, por isso a felicidade está ao alcance de todos. Escolha o caminho certo...

Texto de Valdemar Sansão – M:. M:.



quarta-feira, 5 de junho de 2013

Na Exaltação do Amor


 



 

Na Exaltação do Amor



A folha ressequida que cai, anônima, do pedúnculo em que nasceu, é bem o símbolo do poder oculto de Deus em a Natureza.



Poder que é força, vida e amor...



Quem a recolheu?



O Sol? Não. O Vento? Não. O Homem? Não.



A folha desceu por si mesma, segundo os ditames preestabelecidos pela leis gerais do Universo, para o seio fecundante da Terra que a transforma em novo elemento no laboratório da incessante renovação.



Assim também se movem as criaturass e os destinos.



A folha cai. Os mundos caminham... O homem evolve...



Brilha o Sol, naturalmente, mantendo a Família Planetária nos domínios da Casa Cósmica.



Avança o Vento, sem esforço, nutrindo a euforia das plantas. Em princípios de soberana espontaneidade, constrói o Homem a própria existência.



Saber não é tudo.



Só o amor consegue totalizar a glória da vida. Quem vive respire. Quem trabalha progride. Quem sabe percebe.



Quem ama respira, progride, percebe, compreende, serve e sublima, espalhando a felicidade.



Siga, pois, seu roteiro, louvando o bem, esquecendo o mal e edificando sem repouso.

Se o caminho é áspero e sombrio, prossiga com destemor.



Lembra-se de que na vanguarda há mais amplo local para a sua esperança.



Busque ouvir a mensagem do amor, onde passe.



Estude amando.



Responda aos imperativos da evolução, amando onde esteja.



Atenda ao semelhante, amando com alegriaa.



Satisfará, em tudo, a você mesmo, amando sempre.



Na marcha ascendente para o Reino Divino, o Amor é a Estrada Real. As outras vias chamam-se experiências que a Eterna Sabedoria, ainda por amor, traçou à grande viagem das almas para que o espírito humano não se perca.

Antes de você, o amor já era.



Depois de você, o amor será.



Isso, porque o Amor é Deus em tudo.



Viva, assim, a vida, amando-a para entendê-la.



Viver e amar...



Amar e compreender...



Compreender e viver abundantemente...



Ângulos de uma verdade só - a Vida Eterna.



No entanto, viver sem amar é respirar sem trabalho digno; querer com exclusivismo entontecente é contemplar situações e circunstâncias com apriorismos que geram a enfermidade e a morte.



Se você sabe, portanto, o que é viver, porque não vive?



Só vive realmente quem ama.



Só ama efetivamente quem age para o bem de todos.



Só age, sem dúvida, para o bem de todos, quem compreende que o amor é a base da própria vida.



Fora dessa verdade, há também movimento e ação, mas movimento e ação de sombra que tornará fatalmente à luz em ciclos determinados de choro, provação e martírio.



Nada novo, sempre a Lei, que funciona compassiva, mas inexorável, restituindo a cada sementeira a colheita certa.



Comande a embarcação de seu destino e não atribua a outrem os erros que as suas mãos venham a cometer.



De você mesmo depende a própria viagem.



Instrua a você mesmo, sem procurar encobrir, ante a própria consciência, as faltas que lhe arrojam a alma ao desencanto ou ao agravo das próprias necessidades do espírito.



Ainda que a noite lhe envolva o passo, alente, no imo de ser, o dia eterno da fé.



Não se confie ao sabor da invigilância, para que invigilância não lhe arraste a existência ao sabor do sofrimento.



Antes de nós, o Universo era o Santuário da Glória Divina.



Lembremo-nos, pois, de que Deus nos criou para acrescentar-Lhe a grandeza.

Não Lhe diminuamos o esplendor, cultivando a treva...



Enganaremos a forma.



Jamais enganaremos a vida que palpita, triunfante, em nós mesmos.



Aprenda a buscar aquilo de que você carece no próprio aperfeiçoamento, antes que alguém lho ensine a preço de aflição.



Busque o roteiro exato, antes que outros se lhe ofereçam, no dia de sua perturbação, para guias de sua dor.



Força é poder. Idéia é força.



Mas só o amor condiciona o poder para a vitória da luz.



Ame e caminhe. Caminhe e vença.



Anote hoje os seus movimentos, no ritmo do trabalho e da oração, e o amanhã surgirá com brilho sempre novo.



Sorria para os lances mais difíceis da estrada e dos panoramas próximos e remotos descerrar-se-ão sorrindo à sua alma.



Não pare senão para refazer o fôlego atormentado.



Mais além, é a estrada de destino.



Não escute o murmúrio das sombras senão para socorrer as vítimas do mal, a fim de que os gemidos enganadores do nevoeiro não lhe anestesiem o impulso de elevação.



A fraternidade ser-lhe-á o anjo-sentinela entre os pântanos da amargura.



Cante o poema da caridade, seja onde for, e as criaturas irmãs, ainda mesmo quando algemadas ao crime, responder-lhe-ão com estribilhos de amor.

Guarde compaixão e a paz ser-lhe-á doce prêmio.



Exemplifique a fé que lhe honra a inteligência e o mundo abençoar-lhe-á todas as palavras.



Amanheça cada dia no serviço que lhe compete e o dever retamente cumprido manterá você, invariavelmente, na manhã luminosa da vida.

Antes de amparar a você, ampare aqueles que, desde muito, suspiram pela migalha de seu amparo.



Antes de nossa vontade, a vontade do Senhor.



Antes do bem para nós, o bem necessário aos outros.



Seja para você a justiça que observa e corrige e seja para o irmão de jornada a bondade que ajuda e absolve sempre.



Sobretudo, guarde a certeza de que o amor se emoldura na humildade que nunca fere.



Coloque você em último lugar e a vida encarregar-se-á de sua própria defesa em qualquer parte.



Ainda mesmo com sacrifício, sob chuvas de fel e gritos de calúnia, renda diariamente o seu culto ao amor e o amor na própria vida brilhará em sua alma, convertendo-a em estrela para a Glória Sem Fim.



André Luiz