domingo, 19 de maio de 2013

Quem somos? O que fazemos?


Valdemar Sansão
Quem somos? O que fazemos?

Escrito por A Jorge


Nós homens, Maçons ou não, estamos cercados de muita vaidade, orgulho, arrogância e fundamentalmente da falta de humildade.
O Maçon na sociedade actual - Nossa Ordem tem sistematicamente, através dos tempos, oferecido aos seus membros oportunidades de evolução pessoal, para que se transformem numa poderosa força do bem, como influentes construtores sociais. Muitas tentativas foram feitas, e a história nos diz, muitas, infrutíferas, devido à intolerância; grande número alcançou seus objectivos.

Temos apregoado que há necessidade de um número maior de homens de qualidade em nossa Ordem, para que possamos dar oportunidade a homens sinceros se prepararem para o serviço na sociedade, segundo os princípios das tradições iniciáticas. Com isto e com a participação do homem Maçon na sociedade haverá uma correcção dos profundos erros políticos e sociais, para a defesa da liberdade de consciência, da justiça e da verdade, seja ela qual for. No Brasil, há liberdade de acção, prevista pela nossa Constituição, mas há dificuldades múltiplas na prática de nossas manifestações, em grande parte pela ignorância do povo em geral sobre nossa Instituição, e em parte pela falta de objectividade na acção do próprio Maçon na sociedade, que muitas vezes deixa de definir aonde ele quer chegar.
Não é novidade para ninguém, que a elite brasileira não é muito sensível às preocupações gerais do nosso País. Se considerarmos que nosso País ainda luta contra suas deficiências básicas, tais como a educação, a moradia, a saúde, o saneamento básico, e a segurança.
O interessante é que muitos falam e poucos assumem, e nós Maçons, de tantos passados históricos, somos apontados em muitas ocasiões como a esperança moral do povo.
O Maçon sempre foi um insatisfeito, e sempre que na história surgem elementos novos, redimidos pelo saber e pela instrução, e outros que provocam a queda espiritual e moral do homem, o Maçon sempre tem reclamado e interferido. Seria interessante sabermos o que o Maçon pode verdadeiramente fazer na sociedade actual e diante dela. Para isto talvez não baste entendermos o que ocorre na sociedade actual, mas precisamos nos conhecer a nós próprios e nossas pretensões.
Quem somos? O que fazemos? Estas questões aparentemente simples são amplas e podem ser encaradas sob vários aspectos, mas, dois são básicos:
  • Nós Maçons somos hoje um grupo de homens espalhados pelo País, com princípios bem definidos pelos nossos Rituais, mas com regras não totalmente bem definidas pela nossa Constituição e Regulamentos, com decisões sem muita repercussão, fora de nossos Templos. Cumprimos nossas obrigações perante nossas Obediências e nossas Lojas, afinal juramos isto!
  • Somos um grupo de homens, cuja decisão sobre o que discutimos, e sobre o que precisamos na sociedade, não tem, muitas vezes atravessado a rua em que se encontra a nossa Loja! Infelizmente esta afirmativa não é exagerada. Muitas vezes dentro de nossos Templos somos combativos, "verdadeiras feras" em defesa do bem, do menor, da democracia, dos princípios basilares, reclamamos da sociedade e de tantas outras necessidades do homem no mundo actual. Nestes aspectos, o Maçom, sem sombra de dúvidas, não é um privilegiado, pois fala muito e faz pouco! É claro que entendemos que este comportamento é uma função quase que directa das circunstâncias da precária vida e da formação do homem na época actual, mas continuo entendendo que o Maçom, nestes aspectos, ainda não é privilegiado...
Por outro lado, entendemos também, e com o tempo a passar aprendemos serem nossos Templos um desafio à nossa responsabilidade e a filosofia é a luz que ultrapassa as barreiras físicas e mentais por nós conhecidas. É a luz que nos mostra no céu as estrelas que nos orientam nos dando acesso ao conhecimento e à vida de um modo geral, e é a luz que consolida o nosso passado, levando-nos a pensar no futuro! Sob este aspecto, entendemos que o Maçon não só é privilegiado como brilhante, e até muitas vezes convencido da necessidade de um aperfeiçoamento.
O Maçon agora é privilegiado sim, porque assume com estes programas um compromisso com a liberdade intelectual e espiritual do homem, cujo limite, sabemos, é o infinito...
Assim, à sombra deste privilégio, e à frente dos nossos olhos, vários caminhos podem ser tomados diante da sociedade em que vivemos; a questão é: qual tomar?
É bem conhecido que o Maçon não cultua o poder, notadamente o poder político, e muito menos o cortejamos, mas temos a obrigação de prepararmos nossos membros para que exerçam dignamente o poder quando convocados para servir a sociedade. A questão é como encarar a sociedade com conceitos e princípios que defendemos...
Desta forma, faz parte do nosso convívio como homens de bem, como actuação, oferecer o direito de cobrar dos que se encontram no poder, posições de competência, austeridade, sensatez, igualdade e moralidade. A sociedade actual muito pouco sabe sobre nossos propósitos, e reluta muitas vezes em aceitar nossa Sublime Instituição, duvidando da nossa eficiência. Nossa grande preocupação é que nós mesmos duvidamos de nossas actuações e de nossa eficácia.
Nós homens, Maçons ou não, estamos cercados de muita vaidade, orgulho, arrogância e fundamentalmente de falta de humildade, que nos assolam em todos os momentos de nossa vida, reverenciando o mal.
Nós escolhemos nossos caminhos e nossa Ordem, por vontade própria e sem constrangimento ou coação. Se não tivermos consciência do que queremos podemos livremente procurar nossa realização em outro lugar.
O que precisamos mesmo é nos aproximar da sociedade profana; caminharmos até ela, convivermos com suas dificuldades, seus prazeres, com sua sabedoria e com sua ignorância. Isto é difícil, mais para a Maçonaria, sociedade repleta de princípios bem definidos, e com a vontade de fazer, e fazendo o melhor, pode tornar-se viável.
Muitas vezes, o Maçon é brilhante, bem preparado, repleto de conhecimentos, mas é tímido e se envergonha de chegar à sociedade, e oferecer algo em favor dos outros. Se formos ao encontro dos reais objectivos de nossa Ordem, e deixarmos de justificar nossos melindres e preconceitos mais fortes, e provermos as necessidades do Irmão, naquilo que lhe der oportunidade de criar e lhe der liberdade de pensamento e acção, já estamos próximos do cumprimento de nossas obrigações. Entre as quais destacamos o papel de manter e formar o homem do bem!
Vamos a eles! Podemos contar com o seu apoio e o nosso nunca lhes faltará.
Favorecer o ser humano, com base no amor ao próximo, amor fraterno, demonstra acima de tudo a compreensão pura e simples da prevalência do espírito sobre a matéria.
Não nos permite o mundo actual, ficarmos encerrados em nossos Templos, fazendo juras de fidelidade, num circuito fechado, inconsistente. Temos que participar. Afinal, não somos uma obra exclusiva de nosso tempo, e sim de muitas épocas, e por esta razão somos responsáveis pelo que mantemos. Temos que nos aproximar da sociedade e não nos afastarmos dos seus problemas, quebrando o antigo tabu da falta de aproximação e do diálogo. É chegado o momento de definirmos uma boa razão para vivermos e até mesmo de pertencermos à Maçonaria.
O Maçon chegou a uma conclusão de que temos que nos unir e trabalhar juntos, e que não adianta nos lamentarmos levantando protestos dentro dos nossos Templos contra os erros da sociedade de hoje, que, aliás, são muitos; o que temos que fazer é trabalhar para o bem, até mesmo numa tentativa frenética de erguermos a moral de nosso povo, hoje abatido, infeliz e sem muitas perspectivas sólidas para o futuro. O Maçon tem sempre que levar aos seus arredores mais próximos seus conhecimentos, que em média são muito superiores que os da grande maioria deste povo brasileiro sofrido, muitas vezes por falta de oportunidade e em grande parte desprovido de princípios.
Esqueçamos nossas desavenças, nossas dificuldades, passemos ao entendimento mútuo, e nos unamos em torno do bem e da tolerância. Perdoemos nossos erros, pois até o direito de errar é sagrado, desde que corresponda ao intransferível dever de assumir a consequência do que se praticou.
Valdemar Sansão - M:. M:.
 Fonte: Loja Maçônica Domingos Affonso

sábado, 18 de maio de 2013

Poema à Amizade


Iraildo exemplo de Amizade fraterna.
Poema à Amizade

Escrito por Albert Einstein
 

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...

Mas, enquanto houver amizade,

Faremos as pazes de novo.

 

Pode ser que um dia o tempo passe...

Mas, se a amizade permanecer,

Um de outro se há de lembrar.

 
 

Pode ser que um dia nos afastemos...

Mas, se formos amigos de verdade,

A amizade reaproximar-nos-á.
 

 

Pode ser que um dia não mais existamos...

Mas, se ainda existir amizade,

Nasceremos de novo, um para o outro.


 

Pode ser que um dia tudo acabe...

Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,

Cada vez de forma diferente.

Sendo único e inesquecível cada momento

Que juntos viveremos e lembraremos para sempre.
 

 

Há duas formas para viver a vida:

Uma é acreditar que não existe milagre.

A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

 
 

Albert Einstein - Maçom

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Carta do imperador Vespasiano

Carta do imperador Vespasiano para seu filho Tito, em 79 d.C.                  

 

 Foto: WEB
 
 
Onde o povo prefere pousar seu clunis*: numa privada, num banco de escola ou num estádio?


Futebol também é cultura.

Hoje, para júbilo e gáudio dos amantes das letras clássicas, divulgo uma carta escrita pelo imperador romano Vespasiano, em seu leito de morte, ao filho Tito.

Vamos a ela:

22 de junho de 79 d.C.

“Tito, meu filho, estou morrendo. Logo eu serei pó e tu, imperador. Espero que os deuses te ajudem nesta árdua tarefa, afastando as tempestades e os inimigos, acalmando os vulcões e os jornalistas. De minha parte, só o que posso fazer é dar-te um conselho: não pare a construção do Colosseum. Em menos de um ano ele ficará pronto, dando-te muitas alegrias e infinita memória. Alguns senadores o criticarão, dizendo que deveríamos investir em esgotos e escolas. Não dê ouvidos a esses poucos. Pensa: onde o povo prefere pousar seu clunis: numa privada, num banco de escola ou num estádio?

Num estádio, é claro.

Será uma imensa propaganda para ti. Ele ficará no coração de Roma por omnia saecula saeculorum, e sempre que o olharem dirão: ’Estás vendo este colosso? Foi Vespasiano quem o começou e Tito quem o inaugurou’.

Outra vantagem do Colosseum: ao erguê-lo, teremos repassado dinheiro público aos nossos amigos construtores, que tanto nos ajudam nos momentos de precisão. ’Moralistas e loucos dirão, que mais certo seria reformar as velhas arenas. Mas todos sabem que é melhor usar roupas novas que remendadas. Vel caeco appareat (Até um cego vê isso).

Portanto, deves construir esse estádio em Roma.

Enfim, meu filho, desejo-te sorte e deixo-te uma frase: Ad captandum vulgus, panem et circenses (Para seduzir o povo, pão e circo).

Esperarei por ti ao lado de Júpiter”.

ATENÇÃO: Vespasiano morreu no dia seguinte à carta. Tito não inaugurou o Coliseu com um jogo de Copa, mas com cem dias de festa. Tanto o pai quanto o filho foram deificados pelo senado romano.

* Clunis são nádegas em latim.

(FONTE ->

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O círculo da alegria



 
O círculo da alegria



Conta Bruno Ferrero que, certo dia, um camponês bateu com força na porta de um convento. Quando o irmão porteiro abriu, ele lhe estendeu um magnífico cacho de uvas.

- Caro irmão porteiro, estas são as mais belas produzidas pelo meu vinhedo. E venho aqui para dá-las de presente.

- Obrigado! Vou levá-las imediatamente ao Abade, que ficará alegre com esta oferta.

- Não! Eu as trouxe para você.

- Para mim? – o irmão ficou vermelho, porque achava que não merecia tão belo presente da natureza.

- Sim! – insistiu o camponês. – Porque sempre que bati na porta, você abriu. Quando precisei de ajuda porque a colheita foi destruída pela seca, você me dava um pedaço de pão e um copo de vinho todos os dias. Eu quero que este cacho de uvas traga-lhe um pouco do amor do sol, da beleza da chuva, e do milagre de Deus, que o fez nascer tão belo.

O irmão porteiro colocou o cacho diante de si, e passou a manhã inteira a admirá-lo: era realmente lindo. Por causa disso, resolveu entregar o presente ao Abade, que sempre o havia estimulado com palavras de sabedoria.

O Abade ficou muito contente com as uvas, mas lembro-se que havia no convento um irmão que estava doente, e pensou:

"Vou dar-lhe o cacho. Quem sabe, pode trazer alguma alegria à sua vida."

E assim fez. Mas as uvas não ficaram muito tempo no quarto do irmão doente, porque este refletiu:

"O irmão cozinheiro tem cuidado de mim por tanto tempo, alimentando-me com o que há de melhor. Tenho certeza que se alegrará com isso."

Quando o irmão cozinheiro apareceu na hora do almoço, trazendo sua refeição, ele entregou-lhe as uvas.

- São para você – disse o irmão doente. – Como sempre está em contacto com os produtos que a natureza nos oferece, saberá o que fazer com esta obra de Deus.

O irmão cozinheiro ficou deslumbrado com a beleza do cacho, e fez com que o seu ajudante reparasse a perfeição das uvas. Tão perfeitas, pensou ele, que ninguém para apreciá-las melhor que o irmão sacristão; como era ele o responsável pela guarda do Santíssimo Sacramento, e muitos no mosteiro o viam como um homem santo seria capaz de valorizar melhor aquela maravilha da natureza.

O sacristão, por sua vez, deu as uvas de presente ao noviço mais jovem, de modo que este pudesse entender que a obra de Deus está nos menores detalhes da Criação. Quando o noviço o recebeu, o seu coração encheu-se da Glória do Senhor, porque nunca tinha visto um cacho tão lindo. Na mesma hora lembrou-se da primeira vez que chegara ao mosteiro, e da pessoa que lhe tinha aberto a porta; fora este gesto que lhe permitira estar hoje naquela comunidade de pessoas que sabiam valorizar os milagres.

Assim, pouco antes do cair da noite, ele levou o cacho de uvas para o irmão porteiro.

- Coma e aproveite – disse. – Porque você passa a maior parte do tempo aqui sozinho, e estas uvas lhe farão muito feliz.

O irmão porteiro entendeu que aquele presente tinha lhe sido realmente destinado, saboreou cada uma das uvas daquele cacho, e dormiu feliz.

Desta maneira, o círculo foi fechado; o círculo de felicidade e alegria, que sempre se estende em torno das pessoas generosas.

Paulo Coelho



 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Maçonaria: Corporativismo








MAÇONARIA: CORPORATIVISMO


 


Escrito por Almir de Araújo Oliveira
 
Dissidência se constitui no ato de discordar de algo ou de alguém, ou seja, uma divergência de opiniões ou de procedimento.


A primeira cisão na chamada Maçonaria Moderna se deu no ano de 1751, com a fundação da Grande Loja da Inglaterra ou Grande Loja de York, intitulada de “antigos”, contrária a Grande Loja de Londres, cujos membros foram chamados de “modernos”. Esta divisão foi superada sessenta e dois anos depois com a unificação das duas Potências, gerando a atual Grande Loja Unida da Inglaterra.


No Brasil este fenômeno é bastante conhecido. O Irmão e Professor Gabriel Campos de Oliveira, em um brilhante trabalho de pesquisa, elenca aproximadamente trinta cisões no âmbito da Ordem em solo pátrio. As maiores foram a verificada em 1927 com a criação das Grandes Lojas Brasileiras e a ocorrida no ano de 1973 com a fundação do Colégio de Grão-Mestres da Maçonaria Brasileira hoje Confederação Maçônica do Brasil.

As cisões enfraquecem a Maçonaria. A culpa destes procedimentos não é exclusiva dos dissidentes. As autoridades dos entes que sofrem o expurgo também devem ser instadas a se manifestarem sobre o problema.


Assoma-se para o enfraquecimento da instituição Maçonaria um problema chamado corporativismo.

Deixando de lado os aspectos econômico-sociais, definimos corporativismo como sendo a defesa intransigente de uma determinada pessoa ou grupo, na salvaguarda dos seus membros e interesses. Esta defesa pode acontecer no campo político, racial, religioso, etcetera.

Esta tutela é exercida pelo grupo de modo que suas opiniões e procedimentos devam sempre prevalecer, não se admitindo posições contrárias.

Este fenômeno é mundial e contribui para a materialização deste problema: os períodos eleitorais, onde predominam a falta de diálogo, e a vaidade humana, uma das chagas que assola a moderna Maçonaria.

O corporativismo leva, inexoravelmente, a quebra da harmonia maçônica. Irmãos começam a se digladiar esquecendo os princípios basilares da boa vivência. Agressões verbais são verificadas, ocorrendo, em alguns casos, ofensas físicas.

Desrespeito a hierarquia é observado. Irmãos para fazerem prevalecer seu juízo ou sentimento atacam autoridades maçônicas, demonstrando falta de condições de exercer com plenitude seu ofício.

Em Maçonaria devemos ter em mente que ninguém é dono da verdade. Sobre este entendimento nos ensina o Irmão Sebastião Dodel dos Santos: “A Maçonaria luta e trabalha na busca da Verdade. No seu culto à Verdade, o Maçom chega ao sacrifício dos seus próprios interesses, mas nunca foge ao sagrado dever de defender a causa da humanidade com base no que é justo”. (Sic)

Com esta definição, vislumbro que a função primordial do Maçom é servir ao seu semelhante.
Disse me disse, troca de injúrias e ameaças são atos reprováveis em um embate maçônico.

Eventuais discordâncias devem ser resolvidas nos fórum apropriados existentes nas Obediências, nunca através de condutas alheias aos nossos ordenamentos.

Companheiros que não sabem viver em sociedade, não admitindo opiniões antagônicas, devem repensar sua condição de Maçom, com eme maiúsculo.

Após a iniciação estar Maçom é um direito adquirido, porém, ser Maçom é um estado de espírito que não se harmoniza com o corporativismo e outros mecanismos perniciosos.

Exercitar a Virtude, ou seja, ter disposição para praticar o bem e evitar o mal é uma qualidade que deve ser priorizada pelos recepcionados na nossa Instituição.

Será que alguns Irmãos, nos seus arroubos maçônicos, não conseguem observar: que a Maçonaria proclama que os homens são livres e iguais em direitos. Que a tolerância constitui o princípio básico nas relações humanas, respeitando as convicções e dignidade de cada um. Que todo Maçom deve combater qualquer tipo de sectarismo, defendendo, de forma intransigente, a plena liberdade de expressão e a investigação constante da verdade.

A Maçonaria não é um clube a margem da lei onde os fins justificam os meios. A Associação Maçônica é uma escola de líderes onde princípios como tolerância, respeito ao próximo e fraternidade devem sobrepor qualquer interesse pessoal.

O Maçom é um homem altruísta, que busca o seu engrandecimento visando contribuir para o bem estar da humanidade. Se não priorizar esta missão, se atendo a picuinha, revanchismos ou outras formas de remoque, está sendo omisso no cumprimento do seu dever.

¹Sebastião Dodel dos Santos. Dicionário Ilustrado de Maçonaria (Simbologia e Filosofia. 3ª edição. (Sem indicação de cidade de impressão, editora e ano de publicação). 523 p.



Por Hélio Leite





Reflexões

Não há escravidão pior que a dos vícios e paixões.
Marquês de Maricá



 



 

domingo, 12 de maio de 2013

Jesus

Jesus.
 
"Jesus, vamos tentar conhecer um pouco mais de sua historia. Uma história sem registros, mas com marcas inquestionáveis.

Ele dividiu a história. A partir de sua vinda nós passamos a contar os fatos que ocorreram antes de Jesus ou depois de Jesus.

Ele modificou a estrutura do pensamento humano.
 

Saíamos da barbárie para ingressarmos na era do homem civilizado. Pelos menos ganhamos diretrizes para tal.
Ele mexeu nos paradigmas com as bem-aventuranças: Forte é o que perdoa.
Feliz é o que sofre. Feliz é o que é pobre de ódio e rico de virtudes.
Felizes são os perseguidos pela justiça.
O Reino de Deus não está aqui ou ali, mas dentro do seu coração.
Não havia mais desculpa divina para a conquista, nem para a vingança, para o crime. Deus com Jesus se torna Pai. O Pai provedor de todas as coisas. O Pai justo e bom.
Jesus nos deu a esperança. Existe a vida após a morte. Nada perece. Ele nos acolheu como um pastor a suas ovelhas. Somos Dele. Quem o conhece, quem o vê e sente, toma-se de imensa coragem. Enfrenta a morte nos circos de Roma de cabeça erguida, entoando hinos de glória a Deus.
Como os anjos anunciaram aos pastores na noite santa de seu nascimento: Glória a Deus nas Alturas e Paz na Terra aos homens de boa vontade."

sábado, 11 de maio de 2013

A Viagem




Marcos Castilho Alexandre

A Viagem



O aprendiz chegou ao recanto de antigo orientador da vida cristã e perguntou, em seguida às saudações costumeiras:


- Instrutor, posso acaso receber as suas indicações quanto ao melhor caminho para o encontro com Deus?


A resposta do mentor não se fez esperar:


- A viagem para o encontro com Deus é repleta de obstáculos por vencer... Espinheiros, precipícios, charcos e pedreiras perigosas...


Silenciando o interpelado, o moço prosseguiu:


- Isso tudo conheço... Já visitei vários templos da Índia, quando estive por vários dias na intimidade de faquires famosos, todos eles revestidos de faculdades supranormais; arrisquei-me a cair nos despenhadeiros do Tibet para conviver com os monges santos; orei na grande Pirâmide do Egito; demorei-me na Palestina, procurando registrar impressões da paisagem na qual Jesus viveu, no entanto, estou saciado de excursões à procura da Divina Presença...


O orientador escutou com humildade e esclareceu, em seguida:


- Sim, é verdade que todas essas peregrinações e práticas auxiliam na busca do Supremo Senhor, mas, ao que me parece, há um engano de sua parte...


E arrematou:


- A viagem para o encontro com Deus é para dentro de nós.



Marcos Castilho Alexandre


M.'.M.'.