terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A Família do Maçom


Valdemar Sansão
 
A Família do Maçom




Escrito por Valdemar Sansão



A família para a Maçonaria é a base de tudo, depois de Deus.


A família é um dom dos maiores que recebemos de Deus. Não é somente uma realidade cultural que pertence a historia dos povos. É uma instituição natural criada por Deus.

A Maçonaria ilumina-nos sobre o sentido da família. Somos criados à imagem e semelhança de Deus, cuja vida é comunhão profunda entre as pessoas. O ser humano não existe apenas para alimentar-se, crescer e ocupar espaço e tempo sobre a terra. É feito para “conviver” (viver com), partilhar a vida com os outros, viver em comunidade. Amadurecer no relacionamento fraterno e entrar em comunhão com o próprio Deus, não só nesta vida, mas por toda a eternidade.

No projeto da Maçonaria, a família é destinada a ser a “comunidade de pessoas unidas no amor”, sacramento cujo núcleo é a união amorosa e fiel entre o homem e a mulher, caminho de aperfeiçoamento recíproco e fonte de vida.

A família é, também, um compromisso. A comunhão de vida não se realiza por encanto. É necessária a colaboração de cada um, para superar o egoísmo, abrir-se ao outro na doação conjugal e familiar. Requer-se, ainda, a cooperação da sociedade para que se criem condições adequadas à vida em família. A finalidade primeira da família, é o valor que lhe confere sentido, é a prole, sua educação física, psíquica, intelectual, moral, religiosa, econômica e social.

O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Como esperar uma comunidade segura e tranquila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz no mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações? Se não nos habituarmos a amar o Irmão mais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Grande Arquiteto do Universo, que é DEUS?

Tantos pais, irmãos e filhos se separam só pela necessidade de impor vontades, de ver “quem manda aqui”, quem ganha a condição de dono da última palavra. Na maioria dos casos, numa reunião familiar, e com um pouco de humildade todos saberiam até onde ir e quando parar.

São naturais as discordâncias. O homem um dia há de aprender a combater as idéias e não as pessoas. Toda a discordância deve priorizar o respeito.

Se o “diálogo” antecedesse as nossas diferenças, não haveria espaço em nossos corações para ressentimentos e muito menos cultivaríamos sentimentos tão letais no que diz respeito aos outros.

O lar deve ser cultivado como um santuário. É nas lutas diárias do lar que nos preparamos para abraçar tarefas de vulto em prol da humanidade. É preferível abdicar de servir à humanidade, se nos esquecemos dos compromissos prioritários de nosso lar.

Nos tempos atuais, em que tantos banalizam a vida e as ruas se tornam abrigos de órfãos de pais vivos, é hora de refletirmos sobre a Família e o papel do maçom na Comunidade.

A Maçonaria quer que cada um de nós busque melhorar em todos os sentidos, porque em assim fazendo estaremos no caminho certo que é a busca de uma melhoria cada vez maior para a humanidade.

O comportamento do maçom se torna muito difícil na sociedade maçônica que na profana, porque na sociedade maçônica, os indivíduos estão mais chegados uns aos outros, exigindo deles tolerância, fraternidade, principiando pela família, que reflete no procedimento social.

O cumprimento destas tarefas tão importantes para o indivíduo e para a comunidade significa, ao mesmo tempo, para os maçons o desdobramento benéfico de suas próprias disposições.

O respeito e a realização de tão nobre tarefa não podem ficar a mercê do acaso ou da arbitrariedade, mas deve ser assegurada por uma verdadeira obrigação.

A Maçonaria brasileira com o seu papel na formação do homem sempre foi uma constante na consciência de liderança nacional da importância da função da família.

À família é atribuído o papel de primeira célula da organização social, responsável pela transmissão dos valores morais, espirituais, para que o mundo alcance a Paz.

Portanto, a família, para a Maçonaria, tem o merecimento que lhe atribuiu o Irmão Rui Barbosa que aconselhava: “multiplicai a célula e tendes o organismo. Multiplicai a família, e tereis a Pátria”.

A família natural do maçon passa a ser também maçônica, a partir do momento em que o Iniciando recebe a luz (da Iniciação), a primeira coisa que vê é seus novos Irmãos armados com espadas, jurando protegê-lo sempre que for preciso. Passa a ser tratado como Irmão, demonstrando-se, assim, o carácter fraternal da Maçonaria. A partir daí, todos que a ele se referem o tratam por Irmão, os filhos do Irmão passam a tratá-lo como “tio” e as esposas de seus Irmãos passam a ser “cunhadas”. Forma-se nesse momento um elo firme entre o novo membro da Ordem e a família maçônica. Na realidade, uma Loja constitui uma família, pois todos os seus membros são Irmãos entre si, sem o destaque hierárquico; O Venerável Mestre continua sendo o irmão do novel Aprendiz. Se existe essa família, a união de seus membros deve ser cultivada e todos se amarem com laços afetivos.

É difícil precisar, no entanto, como esse vínculo se cria e se mantém. Por quê? Ao sermos reconhecidos como Maçons o outro lado prontamente abre um sorriso amigo e o abraça, como se já o conhecesse de toda a vida. Que força é essa que nos une e faz com que homens de diferentes raças, credos, profissões e classes sociais, tenham um sentimento de irmandade mais forte entre eles, que entre irmãos de sangue ?

A Maçonaria reserva um lugar de destaque à Mulher. Com a evolução e a modernidade atuais, a mulher está conquistando, ao lado do homem, um lugar igual. E nós, Maçons, não temos motivos para combater os ideais de emancipação da mulher. Ao invés, é nosso dever amparar a mulher em seus esforços para obter liberdade e igualdade. Há casos em que o Candidato já está vivendo sua segunda união matrimonial. É importante que descubramos se sua esposa anterior e os filhos dessa união ficaram amparados e se o Candidato está cumprindo com os deveres como um dos construtores daquela família. Quem age correctamente não se opõe a essa providência.

Portanto, sob o critério filosófico, a Maçonaria destina-se tanto ao homem como a mulher, complementos que são um do outro e destinados como estão a constituir a família base celular de uma sociedade bem organizada. "Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne" (Géneses 2:24).

Se em nossos dias são frequentes as agressões à família e à vida, é também confortador, podermos nos unir para abrir o coração para aprendermos através do estudo de nossos Rituais, que sempre nos ensina a força do Amor, capaz de sacrifício, diálogo e coragem.

O encontro semanal em nossas Lojas, sob a proteção do Criador, seja para nós um encontro com a própria família e a ocasião de sentirmos a alegria de sermos todos Irmãos à luz de Deus.

A Maçonaria convoca seus adeptos a oferecer seus serviços à família para que possa alcançar, dia a dia, o ideal de união revelado pelo Grande Arquiteto do Universo.

Texto de Valdemar Sansão – M:. M:.



domingo, 13 de janeiro de 2013

Ponderação


 

Ponderação

Jesus Cristo
Diante do mal quantas vezes!...

Censuramos o próximo...
Desertamos do testemunho da paciência...
Criticamos sem pensar...
Abandonamos companheiros infelizes à própria sorte...
Esquecemos a solidariedade...
Fugimos ao dever de servir...
Abraçamos o azedume...
Queixamo-nos uns dos outros...
Perdemos tempo em lamentações...
Deixamos o campo das próprias obrigações...
Avinagramos o coração...
Desmandamo-nos na conduta...
Agravamos problemas...
Aumentamos o próprios débitos...
Complicamos situações...
Esquecemos a prece...
Desacreditamos a fraternidade...
E, às vezes, olvidamos até mesmo a fé viva em Deus...

Entretanto a fórmula da vitória sobre o mal ainda e sempre é aquela senha de Jesus:

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI!!...


Bezerra de Menezes


sábado, 12 de janeiro de 2013

Paz e Luz

 
Paz e Luz



“Dias difíceis, atravessamos na Terra”... – Ouves dizer.



E revisas o que sabes.



O noticiário relaciona o antagonismo crescente entre os povos. Desentendimentos dominam as classes sociais, reclamando tato e compreensão das lideranças, a fim de que não se façam conflitos destruidores. Dramas passionais, nas versões da imprensa, traumatizam milhares de pessoas.



As desvinculações familiares, em regime de precipitação, os assaltos, as reclamações em massa, os distúrbios de opinião, os acidentes que constituem a preocupação da vida comunitária, em quase todos os lugares do mundo, as calamidades que emergem da natureza...



Todos esses elementos sombrios, somados aos problemas individuais, criam a dilapidação psicológica com que milhões de criaturas comparecem no trabalho ou nas vias publicas, estabelecendo o clima de tensão que deforma a personalidade e lhe consome grande contingente de forças.



É nesse quadro de trabalho que as Leis do Senhor nos engajaram para servir no mundo de hoje.



Muitas pessoas, inconscientemente, se mostram prevenidas para a revolta por bagatelas, prontas a transfigurar cólera ou azedume em formas estranhas de agressão.



Escora-te na paciência e caminha.



Haja o que houver, faze o melhor que puderes, abençoa e passa.



Cala-te e auxilia.



Onde estiveres, espalha a beneficência das boas palavras e oferece a benção do teu sorriso de paz e fraternidade.



Todos os acontecimentos de ordem negativa são sub-produtos das trevas de espírito.



No torvelinho das sombras, o Céu não nos pede para que sejamos estrelas. Basta a cada um de nós o compromisso de acender, em nome de Deus, um raio de luz.



Meimei

Referência
Do livro: Deus Aguarda. Francisco Cândido Xavier



sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Oração da Fraternidade

 
Oração da Fraternidade



Senhor!

Somos uma só família de corações a se rearticularem no espaço e no tempo, aprendendo a servir-Te. Ensina-nos a ser mais irmãos uns dos outros. Ajuda-nos para que seja cada um de nós a complementação do companheiro, naquilo em que o nosso companheiro esteja em carência. Se um tropeça, dá que lhe sirvamos de apoio, se outro descansa, ampara-nos a fim de que lhe tomemos o lugar na tarefa sem reclamação e sem queixa. Ilumina-nos o entendimento para que nos convertamos em visão para aqueles que ainda não conseguem enxergar o caminho claro que nos traçaste; o ouvido atento para quantos se incapacitarem no trabalho, entorpecidos na indiferença; a tranqüilidade para os que venham a cair na discórdia e a compreensão de todos os que ainda não logram divisar a luz da verdade!



Senhor, guarda-nos em teu infinito amor para que nos devotemos fielmente uns aos outros e ainda que a névoa do passado nos entenebreça os caminhos do presente, favorecendo-nos a separação ou o desajuste, dá que o clarão de Tua bênção nos refaça as energias e nos restabeleça o senso de rumo para que nós todos, unidos e felizes, sejamos invariavelmente uma família só, procurando escorar-nos, no apoio recíproco, de modo a que, um dia, estejamos integrados em teu serviço na alegria imortal para sempre.



Bezerra de Menezes


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A Temperança e a Tolerância Maçônica


 
A Temperança e a Tolerância Maçônica




Quando ingressamos por livre e espontânea vontade em nossa Ordem, desde logo começamos um novo aprendizado, diferente de todos àqueles que tenhamos buscado e conquistado lá fora, no mundo profano.

Começamos então a freqüentar a nossa Loja e a conviver com as instruções do R\E\A\A\, somos também instruídos pelos Irmãos mais antigos, que nos aconselham, - precisamos estudar, cumprir nossas obrigações e nossos deveres maçônicos, observando, seguindo a hierarquia, a disciplina, a obediência, conforme as Leis, até então nossas desconhecidas no mundo profano onde estávamos, e que agora, desafiam a nossa atenção e o nosso propósito de fazermos progressos neste novo modo de viver.

É neste aspecto muito importante, o grande diferencial, que a maçonaria é sem igual, não pode ser comparada com nenhuma outra instituição, que anteriormente tenhamos conhecido, ou feito parte dela.

Digo isto, porque todas as organizações humanas, envolvem um determinado grupo de participantes, que se identificam entre si mesmos, por ideais, ou por necessidades as mais diversas.

Todas estas organizações têm seus próprios estatutos, seus princípios, suas normas internas, e, as suas leis são oriundas da estrutura organizacional idealizada pelos seus líderes, geralmente, sempre conhecidos, popularizados no mundo profano.

Alguém poderia me dizer: - é, mas as religiões, as crenças em Deus, sejam judaicas, cristãs, islâmicas, budistas, espiritualistas, místicas, sempre buscam cumprir as Leis de Deus!

Aí respondo: - todas se apóiam na crença em Deus, porém todas são reguladas pela interpretação dos seus idealizadores terrenos, se assim, não fosse, a exemplo da Igreja Católica, não teriam sido realizados no decurso da história, diversos Concílios Papais, determinando novos procedimentos, novas condutas em direção a uma nova visão do mundo, em razão dos avanços científicos e tecnológicos.

Também porque se tornaram necessárias as referidas mudanças, em relação aos sentimentos humanos que com o passar dos tempos se tornaram naturalmente menos violentos, menos excludentes. Mais compreensivos de que a solidariedade humana é fundamental, principalmente quando surgem crises, catástrofes, epidemias e perigos que ameacem a toda uma coletividade.

É importante salientarmos ainda a reforma protestante, que provocou uma cisão na igreja mãe, a Católica. Os reformadores Martinho Lutero, Calvino e John Wesley construíram novas vertentes de crenças, interpretações e liturgias, dos ensinos do Mestre Jesus Cristo.

A Maçonaria Universal apesar das diversas Potências/Obediências que sustentam Suas Colunas, e dos diversos Ritos que transmitem Seus ensinos, é, em Sua Universalidade, Uma Só!

Identificamo-nos onde quer que estejamos por Palavras, Toques e Sinais!

Em Loja, mesmo fora do nosso País, independentemente do Rito praticado, nos será sempre familiar o Giro Ritualístico, os procedimentos fundamentais, que jamais serão alterados de acordo com os nossos Landmarks, - enquanto a Maçonaria existir.

Faço estas considerações, porque que desejo convidar-vos que façamos juntos uma reflexão:

Será, entretanto, a Maçonaria apenas uma representação simbólica, “exotérica”, repetitiva, em Suas decorações no interior dos Templos, com sua permanente Ritualística, sempre igual, destinada apenas a conceder Elevações e Exaltações aos Irmãos que exteriorizem, demonstrem, “brilhantes conhecimentos”, “títulos”, demonstrações de “poder e aquisição de bens materiais”, semelhantes as condecorações, quase sempre interesseiras, que geralmente acontecem no mundo profano, onde o interesse político, cultural, econômico, social e financeiro são os fatores determinantes?

Será a Maçonaria de hoje, um lugar de homens privilegiados pelo poder econômico, pelo dinheiro, que se julgam senhores da verdade, donos do mundo, verdadeiros juízes do comportamento alheio, os quais se ufanam de ostentar sem pudor, “tais qualidades”, inclusive humilhando, criticando e desprezando os Irmãos menos favorecidos por bens materiais?

Estes maus maçons
avocam-se do direito de tentar exercer sobre os demais Irmãos, a dominação pela “sede de poder a qualquer custo” que ainda conservam do mundo profano, para promoverem, inclusive, - seduções, revoltas e conspirações, geralmente contra o Irmão Venerável Mestre que os comanda com boa fé, com paciência e tolerância, acima de tudo de acordo com os preceitos maçônicos, e assim sendo pela vontade de todos os Irmãos!

Qual tem sido a nossa contribuição, o nosso ganho, quanto ao Ensino Esotérico, oculto na rica e preciosa Simbologia Maçônica?

Ao respondermos à pergunta, - quanto sois vós?

Prontamente respondemos, - somos um só!

Somos um conosco mesmo, e assim, com os nossos próprios e exclusivos interesses?

Ou somos todos um, com todos os nossos irmãos, na unicidade da fraterna solidariedade, na unidade do fraterno amor?

É aí, que precisamos fazer, cada um de nós, um acurado exame de consciência, na solidão do nosso Templo Interior, para examinarmos as arestas da nossa própria Pedra Bruta, buscando nos nossos Instrumentos de Trabalho - o Malho, símbolo da nossa força interior, força anímica e espiritual que movimenta o nosso querer, capaz de conduzir a nossa consciência, com absoluta clareza, para que sejamos os nossos próprios juízes, para nos julgarmos , para nos analisarmos com rigor, para nos darmos conta das nossas próprias imperfeições e mazelas, quem sabe as quais, inconscientemente, tantas vezes as disfarçamos, pela hipocrisia, a falsidade e a falta de sinceridade.

O Cinzel, belo símbolo da virtude, da beleza da nossa simplicidade, da humildade sem a subserviência e o servilismo aviltante e interesseiro. Humildade capaz de aparar as nossas imperfeições, adornando o nosso espírito da qualidade que nos iguala no aprendizado e no viver harmônico, gentil, sincero, junto aos nossos amados irmãos, dentro e fora do Templo.

Consciente do nosso dever ao qual, livremente Juramos Fidelidade, possamos caminhar, dar os passos que nos permitam, a subida segura em direção ao Oriente da Sabedoria.

É neste contexto que haveremos de compreender o valor da Temperança!

Praticando a autocrítica, haveremos de ganhar a virtude da Temperança, e desta maneira nos libertaremos da insipiência do orgulho que nos prejudica; da vaidade que nos ilude pela sua temporalidade material efêmera e passageira; do sentimento de superioridade que nos apequena perante nossos Irmãos; do julgar acre e sem piedade, daquele, ou daqueles Irmãos que julgamos profanamente serem imerecedores do nosso convívio, ou do Cargo que ocupam.

A Temperança nos fará ouvir mais! A Temperança nos fará mais atenciosos, amigos em todos os momentos dos nossos amados Irmãos!

A Temperança nos proporcionará a medida exata, sempre que usarmos a Régua de Vinte e Quatro Polegadas, capaz de dimensionar o nosso espírito em direção da paz, da conciliação fraterna, do reto proceder, condições imprescindíveis para acontecer dentro e fora do Templo, a permanente construção aperfeiçoadora do Lema: Liberdade, Igualdade e Fraternidade!

A Temperança é irmã gêmea da Tolerância.

É preciso saber temperar, dosar o conhecimento Maçônico, com a argamassa do aprendizado alicerçado no tríplice Ensino Maçônico:

Ritualístico,

Esotérico,

Espiritual.

O Ensino Ritualístico que propicia a nossa correta participação em todos os procedimentos em Loja, e fora dela nos dá a condição de nos identificarmos com nossos Irmãos Maçons, se assim o desejarmos, onde quer que estejamos.

O Ensino Esotérico nos é oferecido de uma forma sutil, ele passa pelos nossos sentidos, - o olhar, para os símbolos colocados cada um em seus exatos lugares, por exemplo, a corda de oitenta e um nós. O que estes nós representam?

Será que algum deles(os nós) são adornados, diferenciados dos outros?

O Piso Mosaico, a Orla Dentada o quê significam?

O Livro da Lei, quando o Irmão Orador faz a sua leitura, o quê Nele é Lido?

E o Olho Onividente é apenas mais um símbolo, ou é a Presença do Grande Arquiteto do Universo, que tudo vê, e assim, capacita àqueles a quem escolhe, e exclui os que apesar de iniciados teimam em impor as suas próprias vontades, viciosas e profanas?

O Ensino Esotérico passa também pelo nosso sentido da audição, pois as palavras ritualísticas que ouvimos e repetimos possuem profundos significados; o som dos malhetes do Venerável Mestre e dos Irmãos 1º e 2º Vigilantes têm entre outros objetivos, o de nos libertar das preocupações e lembranças angustiosas ou negativas do mundo profano e também o de despertar a visão sensitiva, mental espiritual, do 3º olho, situado na região do cérebro onde se localiza a glândula Pineal.

Quando unidos, entrelaçados ritualisticamente pela Cadeia de União, o Ensino Esotérico nos permite conhecer, avaliar e sentir as vibrações energéticas positivas e amorosas, fraternas.

O Ensino Espiritual e seu aprendizado, é o complemento, é o adorno, a aureola, que começa a se tornar evidente no viver daqueles que sendo iniciados, são elevados e exaltados, porque as suas atitudes, agora, serão valoradas pela aquisição das Virtudes antagônicas ao comportamento profano, vicioso, desmedido e desequilibrado pelas paixões que os aprisionavam!

A Egrégora formada no interior do Templo é real, existe, ou é apenas uma energia abstrata, própria da imaginação mental espiritual dos que vivem “alienados” do mundo material?

O alimento que nutre o nosso corpo carnal se torna delicioso se bem temperado!

O homem maçom ao usar da Temperança, adquire pela paciência, pela observação, pela compreensão, pela fraterna união, o dom da Tolerância, aí sim, será um homem livre e de bons costumes, exemplo para os demais, Irmãos e Profanos.

Li, ouvi e concordo que a Maçonaria é uma Escola de Conhecimentos! Digo mais: A Maçonaria é a forja do caráter e da virtude!

A Glusa - Grande Loja Unida Sul Americana sob comando do Irmão Weber Varrasquim, nosso Sereníssimo Grão Mestre, é um exemplo puro da prática e da busca permanente do conhecimento, do saber Maçônico Universal!

Em nossa amada Potência Glusa não importam as aparências faustuosas, muito menos os doutos do saber profano, queremos isto sim, em nossas Oficinas transformar a pedra irregular, bruta, individual, em Pedra Cúbica, perfeitamente ajustada, útil na construção do Templo da Virtude, Ideário Sagrado da Maçonaria Universal!

Considero que as experiências vividas são também nossas mestras. Assim sendo, um dia vivenciei, sofri e aprendi, com uma conspiração havida na Loja que me iniciou, cujas conseqüências ainda são sentidas pelos que desejaram colocar suas personalidades acima das orientações, da ritualística e da hierarquia maçônica que a Glusa sob o comando do nosso Sereníssimo Grão Mestre Weber Varrasquim prega e defende com rigor, sem privilegiar a nenhum Irmão ou Irmãos, por mais importantes que estes possam se sentir.

Em nossa amada Potência Glusa todos os Irmãos têm as mesmas oportunidades, para prestarem seus serviços como Obreiros fiéis e dedicados.

Quem se apressa, tropeça na sua própria Pedra Bruta, a qual deixou de lapidar. Aí cai. Naturalmente se exclui!

A Glusa está sempre preservada, pois está habituada a transpor e a crescer com a superação de todos os obstáculos que enfrenta.

A árvore Glusa produz bons frutos, sabe que de tempos em tempos, a Mão do Grande Arquiteto do Universo a podará.

Sabe, porém, que sempre receberá o orvalho do suor dos seus Obreiros, os que trabalham sem medir sacrifícios para o seu constante e permanente crescimento.



Ir\M\I\ Orlei Figueiredo Caldas, 33º

Delegado Glusa para a Região Sul do Brasil

Texto retirado do site weber Varrasquin.blogspot.com.br



Ir\M\I\ Orlei Figueiredo Caldas, 33º






quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O Maçom e o Conflito

 
O Maçom e o Conflito



Escrito por Rui Bandeira


O conflito faz parte das nossas vidas. Quer queiramos, quer não. Existem interesses divergentes, quantas vezes inconciliáveis. Quando tal sucede, várias formas de lidar com o assunto existem: a força, a imposição de poder, a desistência, a conciliação, a cooperação, a hierarquização, etc..

Os maçons também vivem e estão sujeitos a conflitos. Tanto como qualquer outra pessoa vivendo em sociedade.

Mas os maçons aprendem a lidar melhor com o conflito. Desde logo, porque aprendem, interiorizam e procuram praticar a Tolerância. Esta postura não elimina, obviamente, os conflitos, nem leva quem a pratica a deles fugir, ou a ceder para os evitar. Pelo contrário, ensina e possibilita a melhor gerir o conflito. E melhor gerir um conflito não é procurar ganhar a todo o custo. Melhor gerir um conflito consiste em detectar e obter a melhor solução possível para o mesmo. Por vezes, "vencer" o conflito pode parecer a melhor solução no curto prazo, mas revelar-se desastrosa depois.

O maçom aprende a gerir o conflito, desde logo treinando-se a fazer algo que, sendo básico, é muitas vezes esquecido: ouvir! Ouvir o outro, as suas razões, pretensões. Ouvir o outro não é apenas deixá-lo falar. É prestar efetivamente atenção ao que diz e como o diz. Para procurar determinar porque o diz e para que o diz. E assim lobrigar exatamente em que medida existe realmente conflito de interesses entre si e o outro - ou se existe apenas uma aparência de conflito de interesses, por deficiente entendimento, de uma ou das duas partes, de propósitos, intenções, objetivos.

Ouvir o outro é o primeiro exercício prático da Tolerância, da verdadeira Tolerância. Porque esta não é o ato de, condescentemente, admitir que o outro tenha uma posição diferente da nossa e permitirmos-lhe, "generosamente", que a tenha. A verdadeira Tolerância não é um ponto de chegada - é uma base de partida. A verdadeira Tolerância resulta do pressuposto filosófico de que ninguém está imune ao erro. Nem nós - por maioria de razão. Portanto, tolerar a opinião do outro, a exposição do seu interesse, porventura conceptuais com a nossa opinião e o nosso interesse, não é um ato de generosidade, de condescente superioridade. É a consequência da nossa consciência da Igualdade fundamental entre nós e o outro. Que implica o inevitável corolário de que, sendo diferentes as opiniões, se alguém está errado, tanto pode ser o outro como podemos ser nós. A Tolerância não é um ponto de chegada - é uma base de partida. Não é demais repeti-lo.

Porque a consciência disto possibilita a primeira ferramenta para a gestão do conflito: a disponibilidade para cooperar com o outro, para determinar (1) se existe verdadeiramente divergência entre ambos; (2) existindo, qual é ela, precisamente; (3) em que medida é essa divergência, superável, total ou parcialmente; (4) ocorrendo superação parcial da divergência, se o conflito se mantém e, mantendo-se, se conserva a mesma gravidade; (5) finalmente, em que medida é possível harmonizar os interesses conflitantes: cada um abdicando de parte do seu interesse inicial? Garantindo ambos os interesses, seja em tempos diferentes, seja em planos diversos?

Treinando-se na prática da Tolerância, o maçom aprende a lidar melhor com o conflito, porque é capaz de, em primeiro lugar, determinar se existe mesmo conflito, em segundo lugar predispõe-se para cooperar na superação do conflito e finalmente adquire a consciência de que existem várias, e por vezes insuspeitas, formas de superar, controlar, diminuir, resolver, conflitos - quantas vezes logrando-se garantir o essencial dos interesses inicialmente em confronto.

E tudo, afinal, começa por saber ouvir e por saber tolerar (o que implica entender) a posição do outro.

Por isso o primeiro exercício que é exigido ao maçom é a prática do silêncio. Para que aprenda a ouvir, para que se aperceba do que realmente é dito, para que reflita sobre a melhor forma de resolver os problemas que ouça expostos.

Através do silêncio, aprende o maçom a sair de si e a atender ao Outro. Através da Tolerância da posição do Outro, aprende o maçom a descobrir a forma de harmonizá-la com a sua. Através da busca da Harmonia, aprende o maçom a gerir os conflitos. Através da gestão dos conflitos, torna-se o maçom melhor, mais eficiente, mais bem sucedido.








segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Mestre e Aprendiz

 
Mestre e Aprendiz



... E respondendo ao discípulo que lhe pedira ensinasse a orar, disse o Mestre generoso:
 



Quando rogares amor, não abandones o próximo ao frio da indiferença.


Quando suplicares o dom da fé
viva, não relegue teu irmão à descrença ou à tortura mental.



Quando pedires luz, não condenes teu companheiro à pertubação nas trevas.


Quando solicitares a bênção da esperança, não espalhes o fel da desilução
.

Quando implorares socorro, não olvides a assistência que deves aos mais necessitados.

Quando rogares consolação, não veicules o desespero à margem do caminho.

Quando pedires perdão, desculpa os que te ofendem.



Quando suplicares justiça, em favor da própria segurança, não te descuides da harmonia de todos que precisas assegurar ao preço de tua renunciação e de tua humildade, a benefício dos que te cercam. 


Se reclamares pela claridade da paz, não entendas a sombra da discórdia
; se pedires compreensão, não critiques; se aguardares concurso do Céu, não menosprezes a colaboração que o mundo te pede à boa vontade.

Assim como fizeres aos outros, assim será feito a ti mesmo.



Segundo plantares, colherás.



Não olvides, assim, que a Vontade do Senhor é também a Lei Eterna e que tudo te responderá na vida, conforme os teus próprios apelos.
 



Vai, pois, e, orando, perdoa e ajuda sempre!...



Foi então que o aprendiz, reconhecendo que não basta simplesmente pedir para receber a felicidade, passou a construí-la através do serviço à felicidade dos outros, compreendendo, por fim, que somente pelo trabalho incessante no bem poderia orar em perfeita comunhão com  a bondade de Deus.
 



Emmanuel