terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Trabalho e Riqueza

Valdemar Sansão
 
Trabalho e Riqueza



Acredito que o mundo ideal seja aquele que inclua a democratização das decisões e a distribuição justa do trabalho e das riquezas.




Vivemos em uma sociedade delirante, dentro da qual o ser humano age em busca de ilusões: ou é um cargo importante, dinheiro, título ou fama pura e simples, sem relação com algum valor ou autêntica realidade humana. Quase sempre temos a sensação de que nossa vida, não tem um sentido maior. Às vezes, acusamos nosso chefe, nossos amigos e até mesmo nossos pais. Mas, será que levamos a vida como deveríamos?

É dever do Maçom, amante da Verdade, trabalhar para o reinado da paz e da concórdia, da harmonia, do amor pelo próximo, da verdade soberana e da justiça absoluta dessa Força que chamamos Grande Arquiteto do Universo.

Colocamos nossa vida num caminho certo e com objetivos bem definidos? “Feliz o homem que torna seu o momento presente e que pode dizer consigo mesmo: HOJE VIVI”.



O TRABALHO



Deus criou o homem sem roupas e sem abrigo, mas deu-lhe a inteligência para fabricá-los.


É perfeitamente natural que o trabalho de um homem lhe proporcione e direito esse direito. O trabalho de um homem não é uma mercadoria. Entram nesse trabalho elementos que não é possível taxar. Há coisas que não é possível comprar: por exemplo, o sono, conhecimento do futuro, o talento. O trabalho sério exige responsabilidade e determinação.



Trabalho maçônico

- o termo trabalho em Maçonaria, é, realmente, mais usado no plural, para designar as reuniões e as deliberações das Lojas, ou de outros Corpos maçónicos; toda tarefa maçónica dentro do templo é denominada trabalho; esse trabalho consiste em despertar no maçon as virtudes que existem no seu subconsciente; as virtudes não são colocadas dentro do ser humano, mas eduzidas, pois elas nascem com a criatura. Todavia, toda a Maçonaria Simbólica é dedicada ao trabalho, principalmente do Aprendiz, que, simbolicamente, desbasta a pedra informe, bruta, esquadrejando-a, para transformá-la numa pedra cúbica, que se encaixa, perfeitamente, nas construções.

Trabalho maçônico é o exercício constante para a obtenção de posturas certas; de prática litúrgica perfeita; é a emissão de vibrações que alcancem o próximo, que é o maçom ausente, momentaneamente, em matéria no templo, eis que todo Iniciado faz morada permanente no templo.

Obviamente, o trabalho não é produzido com o suor do rosto, isto é, com o imperativo para a subsistência, resultante de um “castigo”. A construção do templo espiritual colectivo e individual demanda muito trabalho, mas é dignificante e geradora de prazer. O trabalho não é penoso, mas a glorificação do Criador; o que o homem produz é sempre um milagre, uma satisfação, uma bênção, um acto de santidade. O ócio é um vício, o oposto do labor, pois a desocupação da mente dá margem a que as vibrações e os fluidos negativos tomem conta do lugar destinado à pureza. Continuemos a tarefa que nos cabe realizar, em conjunto, de tornar a Maçonaria cada vez melhor praticada, de colocar nossa mensagem de perfeição ao alcance de todos. Estar nessa tarefa é, sem dúvida, uma manifestação de fé de nossa capacidade de vencer nossos próprios desafios. É tarefa aparentemente complexa, mas que se torna simples quando a executamos de conformidade com os princípios do amor fraternal.

A Maçonaria trabalha no sentido de que seus ensinos alcancem todos os homens livres e de bons costumes, pois através do seu conhecimento e da sua vivência, teremos todos melhores condições para sair da ignorância, violência e sofrimento que ainda caracterizam a nossa sociedade.



A RIQUEZA



O homem não possui de seu senão o que pode levar deste mundo.




Deus conhece nossas necessidades, e as provê segundo o necessário; mas o homem, insaciável em seus desejos, não sabe sempre se contentar com o que tem; o necessário não lhe basta, lhe é preciso o supérfluo.

As dificuldades econômicas com que lutamos; as convenções sociais, toda a organização da vida moderna alcançaram o dinheiro a uma tão eminente categoria que não é para admirar que a imaginação humana lhe atribua uma espécie de realeza.

A principal vantagem da riqueza é de descartar a preocupação de ganhar dinheiro; mas, se na realidade pensamos nele em demasia e com sentimentos egoístas, a riqueza produz mais mal que bem. O dinheiro é uma grande tentação; impele os homens ao orgulho e à indulgência para consigo mesmos. A pobreza requer duas virtudes apenas: constância no trabalho e paciência. O rico, ao contrário, se não possui caridade, temperança, prudência e muitas outras qualidades, torna-se um perigo. Toda a história nos ensina quão perigosos são o poder e as riquezas.

Quando me refiro à palavra riqueza, não estou fazendo menção às jóias nem a supérfluos e sim àqueles bens necessários para que o ser humano viva com um mínimo de dignidade e conforto. Um homem só deve incomodar-se em atingir a independência que garanta uma modesta soma em dinheiro para as despesas do enterro, uma casinha em uma pequena quadra no solo deste planeta. Algumas economias para as despesas anuais com alimentação e vestuário. A preocupação em acumular dinheiro, escravizando ele os dias e as noites, eis a maior fraude da civilização moderna.

Portanto, possuir não é um privilégio com que nos glorifiquemos, mas um encargo, cuja gravidade devemos sentir. Esta função, que se chama riqueza, exige uma aprendizagem, da mesma forma que há uma aprendizagem de todas as funções sociais. Saber possuir é uma arte, uma das artes mais difíceis de aprender. A maior parte das pessoas, pobres ou ricas, julgam que na opulência basta deixar correr a vida. É por isso que há tão poucos homens que sabem manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as fraquezas, extasiados com a intrepidez de ganhar a qualquer preço, mentem, roubam, traem.

Quando isto ocorrer, poderão aproveitar de forma eficaz os ensinamentos da Sublime Ordem Maçônica pela contribuição positiva que sempre deu à sociedade formando seus filiados e, em particular porque os mesmos já foram testados e aprovados.

O que complica a vida, o que a corrompe e altera, não é o dinheiro, é o nosso espírito mercenário.
O espírito mercenário reduz tudo a esta pergunta: Quanto eu levo nisto? Quanto é que isto me renderá? É a famigerada “lei de levar vantagem em tudo”. E tudo se resume neste axioma: Com dinheiro, tudo se arranja. Aqueles abomináveis que colocam os valores das riquezas materiais acima dos valores da riqueza interior do ser humano. Com esses princípios de conduta, uma sociedade pode não servir ao povo em nada, mas pode descer a tal infâmia, que não é possível descrevê-la nem imaginá-la.

Quando encontrarmos um homem rico e ao mesmo tempo simples, isto é, que considere a sua riqueza como um meio de desempenhar a sua missão humana, devemos saudá-lo respeitosamente, porque esse homem é certamente alguém que venceu obstáculos, atravessou perigos, triunfou das tentações vulgares ou embaraçadas. Para tanto, travou a única luta recomendada pelos vitoriosos: a sua luta contra si mesmo. Assim vivenciando, nada lhe será impossível, pois é o único responsável pelo seu destino.

O Maçom autêntico não confunde o conteúdo da sua bolsa com o do seu cérebro ou do seu coração, e não é com algarismos que avalia os seus semelhantes. A sua situação excepcional, longe de elegê-lo, humilha-o, porque sente tudo quanto lhe falta para estar inteiramente à altura do seu dever. É acolhedor, caritativo, e longe de fazer dos seus bens uma barreira que o separe do resto dos homens, faz dela um meio para deles se aproximar cada vez mais. Enquanto houver conflitos de interesse, enquanto existirem na terra a inveja e o egoísmo, nada será mais respeitável que a riqueza penetrada pelo espírito de simplicidade, pois assim, o homem, mais do que fazer-se perdoar, conseguirá fazer-se amar; o resto só é vaidade.

Valdemar Sansão - M:. M:.



segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Sonho


Sonho

Com o predomínio da doçura

Com a vitória da paz

Com a presença do bem

Com a compreensão do mal

Com a erradicação do sofrimento

Com o movimento da esperança

Com o canto da harmonia

Com o permanente desejo da felicidade

Com o silêncio do egoísmo

Com o crescimento da generosidade

Com a construção da humildade

Com a leveza do mais forte

Com a sempre e constante realização do amor.


Adenáuer Novaes

Psicólogo Clínico e Escritor

sábado, 8 de dezembro de 2012

Posses Terrestres

 
Posses Terrestres

"... Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens ajuntado para quem será?".- Jesus (Lucas, 12:20)

Do ponto de vista da posse, de que disporá o homem, que realmente lhe pertença?

O corpo é uma bênção que lhe foi concedida pelos pais, em nome do amor eterno que rege a vida.

A família é uma equipe de corações afins e menos afins, em que ele estagia.

Os laços afetivos em que se motiva para trabalhar e viver podem ser mudados os subtraídos, a qualquer tempo.

O nome é uma doação do registro civil que o arrola nos acervos da estatística para definir-lhe o nascimento e a situação.

As potências mentais e os recursos físicos que se lhe erigem por instrumentos sutis de manifestação, muita vez são suscetíveis de sofrer temporárias cassações, dentro dos princípios de causa e efeito.

O prestígio social é um movimento digno, mas claramente mutável, entretecido pelas opiniões de amigos e adversários.

O conhecimento intelectual é um quadro de afirmações provisórias, no edifício da evolução, de que ele compartilha sem ser o responsável.

A fortuna material é um empréstimo dos Poderes Superiores que, não raro, lhe escapa ao controle, quando menos espera.

Tudo o que a criatura humana possui é tão-somente obséquio, concessão, favor ou benefício da Providência Divina ou da Bondade Humana.

Todos temos efetivamente de nós unicamente a nossa própria alma e, já que somos usufrutuários de todos os bens da vida, estejamos constantemente prevenidos para dar conta de nós próprios, ante as Leis do Destino, no tocante a uso e proveito, rendimento e administração.

Se aspiras o título de obreiro do Senhor, não olvides que o mundo é um campo imenso de trabalho para a lavoura do bem.

Do escuro menosprezo da Terra fez Jesus o caminho radiante para os Céus.
Emmanuel
Do livro: Alvorada do Reino.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Jacques DeMolay

 

Jacques DeMolay

Jacques DeMolay nasceu em Vitrey, Departamento de Haute Saone, França, no ano de 1244. Muito pouco se sabe sobre sua infância e adolescência.
 
Aos seus 21 anos de idade, Jacques DeMolay entrou para a Ordem dos Cavaleiros Templários. Estes eram uma organização sancionada pela Igreja Católica Romana de 1128, para proteger e guardar as estradas entre Jerusalém e Acre, um importante porto da cidade no Mar Mediterrâneo. A Ordem dos Cavaleiros Templários participou das Cruzadas, e conquistou um nome de valor e heroísmo.
 
Nobres e príncipes enviaram seus filhos para serem Cavaleiros Templários, e isso fez com que a Ordem passasse a ser muito rica e popular em toda a Europa.
 
Em 1298, Jacques DeMolay foi nomeado Grande Mestre dos Cavaleiros, uma posição de poder e prestígio. Jacques DeMolay assumiu o cargo após a morte de seu antecessor Teobaldo Gaudini no mesmo ano (1298).
 
Como Grande Mestre, Jacques DeMolay passou por uma difícil posição pois as cruzadas não estavam atingindo seus objetivos.
 
 O anticristianismo sarraceno derrotou as Cruzadas em batalhas capturando algumas cidades e portos vitais dos Cavaleiros Templários e os Hospitaleiros (outra ordem de cavalaria), restaram apenas um único grupo do confronto contra os Sarracenos.
 
Os Cavaleiros Templários resolveram se reorganizar e readquirir sua força. Eles viajaram para a Ilha de Chipre, esperando pelo público geral para levantar-se em apoio à outra Cruzada.
 
Em vez de apoio público; como sempre, os Cavaleiros atraíram a atenção dos poderosos Lordes. Em 1305, Filipe IV “o Belo”, rei da França, resolveu obter o controle dos Templários para impedir uma ascensão no poder da Igreja. O Rei era amigo de Jacques DeMolay (um de seus filhos era afilhado de Jacques DeMolay, Delfim Carlos, que mais tarde se chamaria Carlos IV e seria rei da França). Mesmo sendo seu amigo, o rei da França com toda a sua ganância tentou juntar a ordem dos Templários e a ordem dos Hospitaleiros, pois sentiu que as duas ordens formavam uma grande potência econômica. Filipe IV sabia que a Ordem dos Templários, possuía várias propriedades e outros tipos de riqueza, doados pelos que um dia, haviam recebido a ajuda dos Templários em várias cruzadas pela Europa.
 
Sem obter o sucesso desejado, que era a de juntar as duas ordens e se transformar em um líder absoluto, o rei da França armou um plano para acabar com a Ordem dos Templários. Usando um nobre francês de nome Esquin de Floyran. O nobre francês teria como missão denegrir a imagem dos templários e de seu Grão Mestre Jacques DeMolay, e como recompensa Esquin de Floyran receberia terras pertencentes aos Templários logo após derrubá-los.
 
O ano de 1307 viu o começo da perseguição aos Cavaleiros. Apesar de possuir um exército com cerca de 15 mil homens, Jacques Demolay havia ido a França para o funeral de uma Princesa da casa Real Francesa e havia levado consigo poucos homens, sendo esses todos nobres. Na madrugada de 13 de outubro Jacques DeMolay, juntamente a seus amigos, foram capturados e lançados nas masmorras pelo chefe real Guilherme de Nogaret (este era um de seus conselheiros) .
 
Durante sete anos, Jacques DeMolay e os Cavaleiros sofreram torturas e viveram em condições subumanas. Enquanto os Cavaleiros não se dobravam, Filipe IV gerenciava as forças do Papa Clement para condenar os Templários. Suas riquezas e propriedades foram confiscadas e dadas a proteção de Filipe.
 
Após três julgamentos, Jacques DeMolay continuou sendo leal para com seus amigos e Cavaleiros. Ele se recusou a revelar o local das riquezas da Ordem, e recusou-se a denunciar seus companheiros. Em 18 de Março de 1314, ele foi levado à Corte Especial. Como evidências, a Corte dependia de confissões forjadas, supostamente assinadas por Jacques DeMolay. Ele desmentiu as confissões forjadas. Sob as leis da época, a pena por desmentir uma confissão, era a morte. Jacques Demolay foi julgado pelo Papa Clemente, e assim como Jacques Demolay, outro Cavaleiro, Guy D’Auvergne, desmentiu sua confissão e ambos foram condenados . O Rei Filipe ordenou que ambos fossem queimados naquele mesmo dia, e deste modo a história de Jacques DeMolay se tornou um testemunho de lealdade e companheirismo. Demolay veio a falecer aos seus 70 anos de idade no dia 18 de Março de 1314.
 
Jacques DeMolay durante sua morte na fogueira intimou aos seus três algozes, a comparecer diante do tribunal de Deus, amaldiçoando os descendentes do Rei da França, Filipe o Belo. O primeiro a morrer foi o Papa Clemente V, logo em seguida o Chefe da guarda e conselheiro real Guilherme de Nogaret e no dia 27 de novembro de 1314 morreu o rei Filipe IV com seus 46 anos de idade.
 
A Última Prece de Jacques DeMolay
 
“Senhor, permiti-nos refletir sobre os tormentos que a iniqüidade e a crueldade nos fazem suportar. Perdoai, oh meu Deus, as calunias que trouxeram a destruição à Ordem da qual Vossa Providência me estabeleceu chefe. Permiti que um dia o mundo, esclarecido, conheça melhor os que se esforçam em viver para Vós. Nós esperamos, da Vossa Bondade, a recompensa dos tormentos e da morte que sofremos para gozar da Vossa Divina Presença nas moradas bem-aventuradas. Vós, que nos vedes prontos a perecer nas chamas, vós julgareis nossa inocência. Intimo o papa Clemente V em quarenta dias e Felipe o Belo em um ano, a comparecerem diante do legítimo e terrível trono de Deus para prestarem conta do sangue que injusta e cruelmente derramaram.”
 
Fonte: DeMolay Leader’s Resource Guide – Chap. I. 14th edition – 1993 – Published by The International Supreme Council Order of DeMolay

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Egrégora





 



A egrégora pode ser definida como uma energia resultante da união ou da soma de várias energias individuais, positivas ou negativas. Ela é formada pelo afluxo dos desejos e aspirações individuais dos membros daquele grupo. Um exemplo é o amor familiar que gera um fenômeno espiritual que mantém a união da família, cria a empatia entre essas pessoas.



A duração e a capacidade de agir da egrégora depende de 2 fatores: a intensidade inicial da energia que o seu criador humano lhe confere, e o alimento posterior ministrado, através da repetição. Desta forma, a agrégora precisa ser alimentada, caso contrário ele se dissolve e começa a perder intensidade. Para retomar sua intensidade a agrégora, após agir, volta ao subconsciente daquele que a gerou, para emergir no consciente através da memória, e incitarem uma nova reprodução. Com a reprodução recorrente, ela cria uma verdadeira sinergia e atrai pensamentos semelhantes que interagem e se integram, criando uma nova “nuvem” de energia.



Para pertencer a uma egrégora, basta pensar de forma semelhante ao grupo, principalmente nas “inconscientes”, aquelas às quais se pertence sem perceber. Até mesmo assistir um programa de televisão ou ler um livro é pertencer a uma egrégora. Já as religiões, e os grupos iniciáticos que conhecem o funcionamento das egrégoras, sempre possuem rituais de iniciação, para marcar os seus indivíduos participantes, e excluir os não-participantes.



Nos graus mais básicos de ordens iniciáticas sérias, sempre se ensina a auto-análise, justamente para percebermos as influências perniciosas externas de egrégoras ou pessoas, e evitá-las.



várias vantagens de pertencer conscientemente a egrégoras (especialmente as de ordens iniciáticas). Elas são reservatórios de energia e de informações, além de auto-estradas para comunicação telepática entre os seus membros. Elas permitem que os membros dividam seus fardos ou criem uma espiral positiva de energia que pode até realizar curas físicas.



Nessas egrégoras, é importante a correta abertura e fechamento – rituais que possibilitam às forças do consciente coletivo agirem, e depois interrompe sua ação, para uso posterior – de modo que o indivíduo possa acessar o poderoso manancial de energia da egrégora e depois voltar às suas atividades cotidianas sem prejuízo da sua concentração e da sua sanidade. Um exemplo de pessoas que não sabem fechar egrégoras são torcedores de futebol que vivem em função dos seus times. Só falam sobre o time, vivem o tempo todo rodeado pelos símbolos dele, chegam inclusive a matar e a morrer em brigas de torcidas. Essa e qualquer outra forma de fanatismo constituem a dominação de uma pessoa por uma egrégora, seja ela qual for.



Uma curiosidade sobre as novas teorias da mente humana



A glândula pineal tem sido considerada – desde René Descartes (século XVII), que afirmava que ela é o elo de ligaçao entre o corpo e a alma – um órgão com funções transcendentes. Além de Descartes, um escritor inglês com o pseudônimo de Lobsang Rampa, entre outros, dedicaram-se ao estudo deste órgão.



Os defensores destas capacidades transcendentais deste órgão, consideram-no como uma antena. A glândula pineal tem na sua constituição cristais de apatita. Segundo esta teoria, estes cristais vibram conforme as ondas eletromagnéticas que captam, o que explicaria a regulação do ciclo menstrual conforme as fases da lua, ou a orientação de uma andorinha em suas migrações. No ser humano, seria capaz de interagir com outras áreas do cérebro como o córtex cerebral, por exemplo, que seria capaz de decodificar essas informações.



A egrégora é a energia que se produz fora do corpo físico a partir do consciente e inconsciente individual. Alguns pesquisadores acreditam que é a pineal que harmoniza e organiza esta nuvem de pensamentos, alem de ser seu próprio receptor.



Estas teorias preconizam que o ser humano não possui sequer um pensamento em seu cérebro e que tudo que pensamos está fora do nosso corpo físico. Pensar que produzimos pensamentos em nosso cérebro seria o mesmo que pensar que o radialista mora dentro do nosso equipamento de rádio. Nosso cérebro seria apenas um processador e decodificador de informações recebidas de fora, ou seja, os pensamentos seriam elaborados nas egrégoras e simplesmente captados por nós por meio da glândula pineal.



Fábio Alexandre Vieira


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Maçonaria, uma faculdade na escola da vida

Maçonaria, uma faculdade na escola da vida





A Maçonaria é uma faculdade na vida, que incentiva a pesquisa da verdade, o exercício do amor e da tolerância. Que recomenda o respeito às leis, aos costumes, às autoridades e, sobretudo, à opção religiosa de cada um...



Maçonaria, Loja Maçônica e Maçom



“Não podemos viver felizes, se não formos justos, sensatos e bons” (Epícuro – Filósofo Grego).



A vida é uma escola. Desde a concepção no útero materno, estamos a aprender. Após o nascimento, o aprendizado se intensifica. Aprendemos a andar, a falar, somos alfabetizados, educados e vivemos em sociedade. As leis dos homens regulam nossas condutas sociais. O uso e os costumes, a moral e as leis, traçam nosso comportamento. Dentro dessa escola da vida, alguns homens tem o privilégio de ingressarem numa faculdade, que se chama Maçonaria. Alguns terminarão o curso e receberão o diploma. Outros, desistem no início, no meio ou no fim. Outros ainda, são reprovados e perdem a oportunidade. São, o livre arbítrio e as regras do curso. A faculdade começa na iniciação e termina na diplomação, que é a comunhão total e final, cuja banca examinadora é o Tribunal de nossa consciência e a misericórdia do Grande Arquiteto do Universo.



A Maçonaria é uma faculdade na vida, que incentiva a pesquisa da verdade, o exercício do amor e da tolerância. Que recomenda o respeito às leis, aos costumes, às autoridades e, sobretudo, à opção religiosa de cada um. A Maçonaria não se preocupa em retribuir as ofensas injustas recebidas pelos que não a conhecem, mas, devemos nos defender mostrando aos nossos algozes o que é a Maçonaria. Filosófica, moral e espiritualista é a Maçonaria. Filosófica, porque leva o homem a se ajudar na busca da verdade que ele procura, a vencer suas paixões e submeter sua vontade à verdadeira razão. É moral, porque só aceita homens de bons costumes, que comem o pão com o suor de seus rostos. É espiritualista, por não admitir ateus em suas fileiras. Aliás, nossa Sublime Ordem é a única organização que transforma em irmãos pessoas de crenças religiosas diferentes, pois nela convivem harmoniosamente católicos, espíritas, protestantes, budistas, maometanos, judeus, etc...



Alguns apressados poderiam pensar que isso significa que os maçons sejam transformados em seres absolutamente passivos, submissos, sem o menor interesse pelo que se passa na sociedade, em nosso país e no mundo. Outra inverdade, pois os maçons se preocupam com tudo o que acontece, a Maçonaria é universal. Se os maçons têm como compromisso maior a busca incessante da verdade, é claro que precisam exercitar continuadamente o direito de pensar em soluções que possam eliminar o mal, sem destruir o homem. Ela tem seus métodos próprios de ação, conhecidos pelos verdadeiros maçons, os quais são agentes da paz e chamam os conflitos armados de a estupidez da guerra, da guerrilha, do terrorismo, do radicalismo e da ignorância.



A Maçonaria sempre se colocou a favor da liberdade, contrária a qualquer tipo de opressão que sonegue ao ser humano o direito de pensar. Jamais pode ser radical, pois a virtude mora no meio, no bom senso, na equidade e isonomia. Mas, como exige de seus adeptos uma vida de constante exercício de cavar masmorras aos vícios e erguer templos às virtudes, ela sabe que o maior ensinamento que os maçons possam oferecer reside no exemplo oferecido por cada pedreiro livre, que não se esquece da polimento da pedra bruta que somos e da necessidade de erigirmos nosso templo interior. É aí que valorizamos o entendimento de Cícero: Sou livre porque sou escravo da lei! “Andar na lei” é difícil, fácil é andar fora dela. O maçom sabe que uma vida digna equivale a um templo erguido à virtude e que somente terá vencido suas paixões quando houver aprendido a respeitar e a amar cada ser humano, nunca se acovardando quando tiver de exigir de qualquer um o cumprimento da lei. Principalmente diante da covardia de maiorias que procuram esmagar impiedosamente as minorias, ou fanáticos que usam métodos covardes para valerem suas condutas.



A Maçonaria combate a hipocrisia, o fanatismo, a intolerância. E combate esses males procurando conduzir os homens ao entendimento, única forma de se conseguir a paz permanente, pregando a misericórdia para com os vencidos. Para nossa Ordem, o vencedor deve ser sempre a humanidade. Portanto, todos os maçons são concitados a uma conduta de vida capaz de levar consolo a quem sofre, a comida a quem tem fome, o agasalho a quem tem frio, uma toalha macia para enxugar as lágrimas de nossos semelhantes, a levar o conhecimento a quem o deseja. Sabe a nossa Instituição que quanto mais se propagar a luz, menor será a ser o espaço a ser ocupado pela trevas. Com isso poderemos nos guiar mais seguramente na direção do GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, luz irradiante que será o próprio caminho do amor, da fraternidade e da tolerância per omnia secula seculorum!



Não somos – e estamos longe de sermos – uma confraria de anjos, arcanjos ou querubins. Simplesmente homens buscando a prática do bem sem olhar a quem, sem alarde, sem soar a trombeta. Uma faculdade na escola da vida, onde temos o privilégio de podermos conhecer a fé, a esperança e a caridade, sem necessidade de apegarmos a alguma religião ou seita. Conseguimos o que muitos acham impossível, ou seja, a reunião de homens de todas as crenças, unidos pelo laço da irmandade, pelo pensamento uníssono de que pela boa obra, se conhece o bom pedreiro. Enquanto algumas religiões se dizem donas da verdade, nós estamos à busca dela sem querermos ser seu dono. Não nos interessa a transmutação dos metais, não nos interessa interferirmos na fé alheia. O que nos interessa é o exercício da caridade, pois sabemos que sem ela não há salvação. Não existe fé sem caridade, sem esperança e sem amor. A fé nos põe em contato com o criador, na sintonia de emissor e receptor. Somente palavras ou pensamentos não nos põe em sintonia com Ele, pois se assim fosse, os fariseus que praticavam com grande pontualidade os ritos prescritos e a grande importância aos estudos das Escrituras, não teriam sido convidados a deixarem o templo, mencionados pelos Evangelhos como hipócritas e orgulhosos.



Podemos concluir sem medo de errar, que só a maldade e a desinformação são capazes de rotular a Maçonaria como contrária a fé. O comportamento digno que nossa Ordem impõem a seus membros honrará, certamente, a qualquer profissão de fé religiosa, pois cada um de nós tem o direito de professar e praticar sua religião no mundo profano. Garante a Constituição brasileira que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de cultos e as suas liturgias. Em Templo Maçônico deixamos do lado de fora as diferenças religiosas e passamos à pratica comum da igualdade, liberdade e fraternidade. Oh! Como é bom agradável viverem unidos os irmãos.



Os rótulos nem sempre garantem o conteúdo. Por isso, nosso Templo Interior é que deve permanecer sempre limpo, livre da sujeira que as iniquidades provocam, iluminado pelo verdadeiro amor, sempre nos permitindo lembrar que o nosso conhecimento é apenas uma gota diante de um oceano de coisas que ignoramos. Ensina-nos a Maçonaria que o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO é uma fonte perene de amor, sempre pronto a permitir o soerguimento de qualquer um que queira se levantar. Como Ele saberá, a qualquer tempo, separar o joio do trigo, nós, os maçons, somos sempre recomendados a produzir mais trigo, mais trigo, mais trigo...



Este trabalho foi baseado em artigos de autoria do maçom
Pedro campos de Miranda – Loja Maçônica Spinosa 181
com emendas do maçom Carlos Augusto Camargo da Silva ARLS Estrêla Caldense n° 45
Poços de Caldas/MG


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

É o Natal que se aproxima.

 
É o Natal que se aproxima.

Final do ano.

Andando pelas ruas das cidades, percebemos que as casas começam a ser enfeitadas.

O comércio apresenta suas fachadas luminosas, vitrines decoradas com muitas cores.

Atrativos os mais diversos para o consumo.

É o Natal do mundo materialista.

Do velhinho de barbas.

É o Natal que se aproxima.

Nós nos transformamos.

Floresce o espírito de fraternidade, solidariedade, caridade e amor, como nunca.

Festas de confraternização são organizadas.

Trocam-se presentes.

Doam-se cestas de alimentos.

Famílias se reúnem.

Ceias e almoços se realizam.

É o Natal que se aproxima.

E o aniversariante?

Sabemos de fato o que representa o Natal?

Jesus! O Salvador.

A verdadeira razão do Natal não tem vez.

É o Natal que se aproxima.

Natal é todo dia e começa em nossos lares; no trabalho; no grupo de amigos; no clube que freqüentamos; é a vivência e a prática dos ensinamentos do Mestre.

Se Jesus, "o aniversariante", ocupasse em nossos corações o espaço que lhe é de direito, o mundo seria bem melhor.

Não haveria tanta violência; crianças e pedintes pelas ruas; casamentos desfeitos; traições;

guerras; tantas doenças provocadas pela prática desenfreada do sexo;

os nossos políticos pensariam, com certeza, nos menos favorecidos;


Não haveria tantas injustiças sociais; o empresário não seria tão ganancioso;

o empregado seria mais consciente de suas obrigações; não haveria tanto desemprego;

não seríamos falsos cristãos que freqüentamos missas e cultos, mas não vivificamos os ensinamentos de Jesus.

É o Natal que se aproxima.

Natal é partilhar o que somos e o que temos, principalmente com aqueles que não são respeitados como gente.

Natal é todo dia.

É saber perdoar, dialogar e esquecer as ofensas recebidas; é ouvir; deixar o egoísmo e descobrir que o mundo não existe apenas em volta de você;

é reconhecer o erro e pedir desculpas; é respeitar a esposa(o);
fazer do lar um lar verdadeiramente cristão;


são os cristãos se respeitando e deixando de lado suas diferenças doutrinárias para juntos anunciarem a boa nova que é Jesus Cristo.

É saber fazer uso do dinheiro;

o sexo por amor e não pelo desejo;
é ter humildade e não fazer do poder o objetivo da própria existência.


Natal é todo dia.

É pensar como Jesus pensou; é procurar fazer o que ele fez e amar como ele amou.

O Natal que eu quero e desejo para você é o verdadeiro Natal cristão.

O Natal que eu quero e desejo para você é um Natal diário, repleto de amor e paz, cheio da presença de Jesus Cristo.

"Que a paz de Jesus esteja convosco!".

Angel Fairy
Fonte: http://despertardegaia.blogspot.com.br