sábado, 18 de fevereiro de 2012

FÉ, ESPERANÇA E AMOR




FÉ, ESPERANÇA E AMOR

Podemos encontrar o Deus Íntimo dentro de nós, onde se achava sepultado, porém nunca morto, e então podemos, com as faculdades do Espírito, que são doze, (representadas pelos três Mestres, que foram buscar os assassinos, e os nove, que o ajudaram a levantar Hiram), e assim a ressurreição será efetiva.
Os três primeiros Mestres são: FÉ, ESPERANÇA E AMOR, e os nove restantes são: PERCEPÇÃO, CONHECIMENTO, ASSOCIAÇÃO, JUÍZO, ALTRUÍSMO, MEMÓRIA, VONTADE, ORDEM e ACERTO.
A PALAVRA SAGRADA e PERDIDA com a morte simbólica de HIRAM ABIFF, não a possuíam nem Salomão e nem Hiram, o Rei de Tiro. Temos afirmado que a palavra do Primeiro Grau é FÉ; a do segundo é ESPERANÇA, e a do terceiro deve ser CARIDADE ou AMOR.

A vida do homem se desenvolve em três planos: o físico, o mental e o espiritual. O primeiro é o órgão que executa; o segundo, a força que move; o terceiro, é a inteligência que dirige.
"A INTELIGÊNCIA TEM SUA VIDA NO GRÂNULO DE VIDA.
ESTE GRÂNULO SE EXPRESSA DIRETAMENTE ATRAVÉS DO PLANO ESPIRITUAL, E POR MEIO DO QUAL SE EXPRESSA TAMBÉM EM OS OUTROS DOIS, QUE PRODUZE.M EM NÓS AS INSPIRAÇÕES, IMPULSOS E MOVIMENTOS QUE COMPLETAM AS OBRAS DE NOSSA VIDA DIÁRIA"
Os dois primeiros mestres, que simbolizam a FÉ e a ESPERANÇA, não puderam encontrar o Cadáver do Mestre; somente o Terceiro, que é o AMOR, pôde achá-lo. Estas duas primeiras faculdades seriam sem poder, sem o impulso da terceira, que é a Caridade, que, sozinha, pode realizar milagres.
Devemos vencer todo egoísmo, para podermos empregar a força onipotente do Amor. O AMOR NUNCA PODE CONVIVER COM O EGOÍSMO, porque este trata sempre de matar em nós outros a FÉ e A ESPERANÇA.
Somente o Amor nos pode ressuscitar da morte para a VERDADEIRA VIDA.
Somente esta faculdade nos pode regenerar, quando nos encontramos livres do Egoísmo.
ENTÃO, A PALAVRA SAGRADA É A ESSÊNCIA DA FÉ DA ESPERANÇA E DO AMOR.
Cada categoria percebia seu salário, relativo ao seu trabalho e à sua palavra sagrada. Os aprendizes recebiam-no segundo a sua FÉ. Os Companheiros, segundo a sua ESPERANÇA, e os Mestres, segundo o seu AMOR.
Apesar do grande número de obreiros dentro deste Templo, todos trabalham silenciosamente, na Obra do Grande Arquiteto, e não se ouve nenhum ruído, PORQUE ESTE TEMPLO NÃO FOI, NEM É CONSTRUÍDO POR MÃOS HUMANAS, NEM POR INSTRUMENTOS MATERIAIS E METÁLICOS.
Sete anos durou a construção do Templo, porque o resultado da genuína e Verdadeira Iniciação se obtém depois de sete anos, que são necessários para a limpeza dos átomos inferiores e para dar lugar aos átomos superior.
JORGE ADOUM
( MAGO JEFA )
O MESTRE MAÇOM E SEUS MISTERIOS

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A LINGUAGEM MAÇONICA



A LINGUAGEM MAÇONICA

273. A Maçonaria tem uma linguagem para expressar suas idéias, que se chama "O SIMBOLISMO". Cada símbolo tem sete significados.

O maçom deve procurar conhecer e compreender perfeitamente o idioma simbólico.

Os símbolos maçônicos são ricos em ensinamentos de elevadas significações intelectuais, filosóficas, científicas, morais, espirituais e práticas.

TODOS OS MAÇONS DEVEM TRABALHAR PARA DESCOBRIR AS IDÉIAS QUE REPRESENTAM OS SÍMBOLOS, PORQUE NESTAS IDÉIAS SE ENCONTRA A VERDADE, E A VERDADE NOS FARÁ LIVRES.

274. Cada grau tem sua instrução simbólica especial, porém, sua base é uma só, e radica-se no grau de Aprendiz.

A Maçonaria é um fato da natureza, que se repete diariamente em todos os seres conscientes e inconscientes, para o seu aperfeiçoamento físico, intelectual, moral e espiritual.

O TRABALHO DO APRENDIZ consiste em DESBASTAR A PEDRA BRUTA, isto é, em dominar suas paixões, eliminar suas imperfeições e seus vícios, aperfeiçoar seu espírito, retirando com a RAZÃO (CINZEL) e COM A VONTADE FIRME (MALHO) todas as asperezas que possam originar perturbações na sociedade ou na Instituição. Por tal motivo, o Aprendiz acode à LUZ que iluminou sua inteligência na Iniciação.

O maçom atua sempre com eqüidade e franqueza (SINAIS), com linguagem leal e sincera (PALAVRAS), com obras e fraternal solicitude (TOQUES) para com seus irmãos.

LOJA JUSTA E PERFEITA é a que conta sempre com sete irmãos, dos quais cinco devam ser Mestres, representando as cinco LUZES: O VENERÁVEL, OS DOIS VIGILANTES, O ORADOR E O SECRETÁRIO. Representam os cinco sentidos dentro do corpo.

Essas três luzes, são: a Sabedoria (do Ven., simbolizada pela estátua de Minerva); A Força (do 1.° Vig., pela estátua de Hércules que está no Ocidente); a Beleza (representada pelo 2.° Vig. e a seu lado a estátua de Vênus Citérea). Em suma, essas três Luzes são, a TRINDADE DIVINA NO COSMOS E NO HOMEM: Pai, Mãe, Filho; Fé, Esperança, Caridade; Poder, Saber, Movimento, etc..

275. AS HORAS DO TRABALHO MAÇÔNICO (meio-dia; meianoite) significam que o homem deve chegar à mais alta iluminação para poder trabalhar para o bem da humanidade. Meio-dia é a hora luminosa do Sol. Com este pequeno resumo e com as instruções dadas no PRIMEIRO GRAU e no SEGUNDO, já podemos levantar a ponta do véu para o Mestre Maçom, com o objetivo de praticar e ensinar em Loja, ao irmãos, a prática da filosofia dos graus.

276. A Maçonaria é uma Escola Iniciática, uma academia de aprendizagem tradicional e universal, que aspira ao magistério da Verdade e ao exercício da Virtude, começando o Iniciado por ESTUDAR-SE A SI MESMO. Então começa o verdadeiro trabalho na pedra bruta, e a renovação de seu próprio "
Eu", que é do Grau de Aprendiz.

A Maçonaria é a ciência positiva que determina o critério da Verdade e forma novos homens de espírito elevado, de convicções firmes, consciência reta e moral sem mancha...

Do livro O MESTRE MAÇOM E SEUS MISTERIOS
Jorge Adoum

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

MAÇONARIA & ISLAMISMO


O maçom Iraildo fala da Sublime Maçonaria.

MAÇONARIA & ISLAMISMO
Introdução
A relação entre Islamismo e Maçonaria sempre foi tema obscuro, delicado, polêmico, e por isso evitado por muitos autores. Quando das raras vezes abordado, os autores se restringem em citar Lojas e Obediências que existiram e existem nos países árabes e, de modo geral, param por aí. Uma postura um tanto quanto incoerente se observarmos os objetivos maçônicos da livre pesquisa da verdade, da busca pela justiça e do combate à ignorância, a intolerância e o fanatismo.
O objetivo aqui é tentar apresentar algo diferente do que “mais do mesmo”, fornecendo informação válida e de forma neutra sobre o assunto e abordando as questões que realmente importam.
Após o triste dia de 11/09/01, muito se tem falado sobre o Islamismo, o qual teve sua imagem de certa forma manchada no mundo ocidental com o marcante incidente. Apesar dos esforços das autoridades, uma onda de intolerância e preconceito, reforçada pela ignorância, tem caído sobre o Islã e seus adeptos no Ocidente desde então.
Por isso, faz-se necessário esclarecer alguns pontos:
O Islamismo não é uma religião radical. É apenas uma religião como as demais que, por ter mais de 1,5 bilhão de adeptos, possui algumas vertentes baseadas em diferentes interpretações de diferentes passagens de seu livro sagrado, sendo que apenas uma minoria dessas é radical. O mesmo ocorre no Cristianismo, que também possui suas vertentes minoritárias radicais, fanáticas, baseadas em diferentes interpretações de suas sagradas escrituras. Não é toda mulher muçulmana que usa burca ou véu, assim como não é toda mulher cristã que tem cabelo até o joelho e saia até o calcanhar.
Por isso, não se pode julgar 1,5 bilhão de pessoas presentes em dezenas de países com base em grupos terroristas que agem por si próprios e sem a concordância de qualquer país ou mesmo de autoridades religiosas. E no que se refere a autoridade religiosa, o Islamismo não possui uma hierarquia com autoridade constituída, não existindo algo um “Papa” ou algo do gênero. Por esse motivo, dizer que existe uma postura oficial do Islamismo sobre determinado assunto seria, no mínimo, imprudente.
Compreendido tais questões, vejamos o Islamismo perante a Maçonaria:
Como já esclarecido, não existe uma autoridade que fale em nome da religião muçulmana. Assim sendo, é impossível que o Islamismo seja oficialmente a favor ou contra a Maçonaria. Diferente disso, outras Igrejas já se declararam oficialmente contrárias à Maçonaria, como a Igreja Católica e algumas outras Igrejas Cristãs de menor porte. Mesmo assim, isso não impediu que muitos dos fiéis dessas, sendo homens livres e de bons costumes, ingressassem na Ordem Maçônica nos últimos séculos.
Alguns maçons podem pensar que a Maçonaria talvez seja incompatível com a fé islâmica por conta de sua simbologia. Afinal de contas, muito da Maçonaria está relacionado ao Templo de Salomão, e em muitos graus de muitos ritos vê-se símbolos como letras em hebraico, cruzes, etc. Deve-se ter em mente que existem dezenas e dezenas de ritos maçônicos, sendo que alguns têm maior influência de uma ou outra religião, cultura ou época. Assim, temos ritos maçônicos com influências católicas, protestantes, judaicas, iluministas, egípcias, muçulmanas, cavaleirescas, nacionalistas, etc.

Ainda nesse sentido, observa-se que a Maçonaria é Ordem voltada a homens livres, e essa liberdade também se refere às amarras da intolerância. Um exemplo claro é que muitos dos ritos maçônicos fazem referência a “São João”, ou aos “Santos de nome João”, enquanto que grande parte de seus adeptos são protestantes. Isso ocorre porque o maçom é homem racional, e compreende que a citação de “São João” não é questão dogmática, e sim referência histórica aos Solstícios.
Já Salomão e a construção de seu templo, tão presentes na Maçonaria, ao contrário do que muitos possam presumir, não se encontram apenas na cultura e religião judaica. Esse importante personagem e evento também estão descritos no Alcorão. Para os maometanos, Salomão era um rei dotado por Deus de toda a prudência e sabedoria, um grande profeta como todos os descendentes de Davi estariam predestinados a ser. E sua importância era tamanha que Deus ordenou que os homens e “gênios” obedecessem a suas ordens e trabalhassem na construção de seu templo e palácio.
Gênios? Que gênios?
Esse é um ponto tão interessante que mereceu esse destaque. Os gênios estão presentes na cultura árabe desde tempos imemoriais. Seriam seres criados por Deus, invisíveis, mas que possuem a habilidade de se materializarem entre os homens e realizarem feitos notáveis. Não são anjos, pois possuem o livre-arbítrio e podem ser castigados ou mesmo aprisionados. Dessas crenças surgiu o famoso “gênio da lâmpada”, tão explorado em contos infantis. Esses gênios teriam, sob as ordens de Salomão, auxiliado os homens na construção de seu templo.
As duas faces da moeda
A questão religiosa está presente na Maçonaria desde seu início e, apesar de não ser discutida nas Lojas, está mais em voga do que nunca. Prova disso é que, nos últimos anos, os Nobres Shriners, instituição maçônica fundada no século XIX com temática e simbologia árabe, vem discutindo sobre a redução dessa influência árabe na instituição. Em contrapartida, as históricas críticas à Ordem dos Cavaleiros Templários, último degrau do Rito de York e restrito aos maçons que professam a fé cristã, continuam mais presentes do que nunca. Qual seria o caminho ideal: a busca pela universalidade ou a promoção das diferenças?
Conclusão
A Maçonaria está para o muçulmano assim como está para o cristão: dependente da ausência de intolerância e fanatismo por parte do fiel, e da ausência de ignorância por parte dos demais integrantes.
A durabilidade e sucesso da Maçonaria sempre se deveu ao fato de sua união ser baseada nos pontos comuns e sua riqueza nos pontos diferentes. Enquanto os diversos Ritos, Ordens internas e Corpos aliados proporcionam ao maçom participar daquilo com que se identifica, cujos valores compartilha, todos os membros dessas instituições se sentem integrantes de uma única família, e constroem a fraternidade sobre os landmarks que tornam a todos iguais: a crença num Ser Supremo e na imortalidade da alma.O Dr. SM Ghazanfar, professor emérito da Universidade de Idaho, escreveu em um de seus artigos que “alienantes por aqueles que são diferentes, nós acabamos nos afastando e diminuindo nossa própria humanidade”. Que a Maçonaria, essa Sublime Ordem cuja finalidade é a felicidade da humanidade, saiba renovar seu compromisso de unir os diferentes pelo que eles têm em comum.

 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Por seus frutos

Emanoel Abrantes Sarmento, exemplo de Maçom.

Por seus frutos
 
É comum no meio maçônico dizer que determinada pessoa sempre fora Maçom, mesmo antes de ter-se iniciado. Isto porque tal indivíduo é detentor de qualidades e virtudes características de um verdadeiro maçom. Mas quais são essas marcas que levam alguém a ser considerado um maçom nato? Como se pode afirmar tal coisa sem risco de se enganar?

O livro sagrado nos dá o caminho. Nele está escrito: "conhece-se a árvore pelos frutos que produz. É impossível que uma boa árvore produza maus frutos, assim como é impossível á árvore ruim produzir bons frutos". Assim é o homem: se dele advém boas coisas, atitudes corretas, gestos edificantes, ele é como uma boa árvore que produz bons frutos. Se for o contrário, se seu caráter for falho, por mais que tente mascarar sua personalidade, não conseguirá: é uma árvore ruim, que produz frutos ruins. O poeta e filósofo Emerson disse: "o que a pessoa é na realidade paira sobre sua cabeça, e brada tão alto que é impossível ouvir sua voz dizendo o contrário numa vã tentativa de ludibriar os outros".

Quando o neófito encontra-se à porta do templo e é anunciado , como um candidato a conhecer os Augustos Mistérios Maçônicos, é perguntado como pode ele conceber tal propósito. A resposta dada constitui-se na primeira característica necessária a um Maçom nato: "Porque ele é livre e de bons costumes".

O homem livre é aquele capaz de oferecer-se como causa interna de seus sentimentos, atitudes e ações, por não estar submetido a poderes externos que o forcem e o constranjam a sentir, a fazer e a querer o que quer que seja. A liberdade não é tanto o poder para escolher entre várias possibilidades, mas o poder para auto determinar-se, dando a sí mesmo regras de condutas.
Portanto, somente é de fato livre, aquele que é senhor de sí mesmo. O verdadeiro maçom, sabe respeitar a liberdade alheia , conhece os limites entre o certo e o errado e não se rende às paixões ignóbeis. Ele tem consciência de que, como afirmou o filósofo Nietszche: "A ação mais alta da vida livre, é nosso poder para avaliar os valores".

Ser de bons costumes equivale a dizer que ele um homem íntegro, que tem sua conduta pautada em sólidos princípios éticos e morais, que é um cidadão exemplar, cumpridor de seus deveres, reto em seus compromissos, honesto em seus negócios, um bom pai de família, respeitador e correto em todos os sentidos.

Na continuidade do processo de iniciação é perguntado se o neófito encontra-se preparado para ingressar na Sublime Ordem. Eis a resposta: "Sim, pois seu coração é sensível ao bem". Temos aí a segunda marca de um legítimo Obreiro da Humanidade: possuir um coração sensível ao bem.

O coração de um maçom não aceita as injustiças e não compactua com o erro e a maldade. E mais do que isso, ele se inquieta, se revolta e luta contra todo tipo de injustiça e opressão. Ao longo de toda história da humanidade a Maçonaria tem-se empenhado em duras batalhas contra a tirania o despotismo e o obscurantismo, sofrendo com isso conseqüências dolorosas, perseguições implacáveis que resultaram no flagelo e na morte de vários irmãos. Ela porém jamais se curvou, jamais abriu mão de seus nobres ideais, nunca se omitiu em sua missão altruística, em sua luta inglória em favor da Liberdade, da Igualdade, e da Fraternidade.

Igualmente hoje quando o futuro da raça humana aponta para rumos incertos, a influencia benéfica e restauradora da Maçonaria se faz necessária. Num momento em que nossa pátria no olho de uma crise mundial passa por momentos difíceis devido ao estado fragilizado de sua economia, o que leva a muitos passarem apertos financeiros, está em voga a prática do salve-se quem puder e do cada um por si. Muitos são os adeptos da famigerada Lei de Gerson, onde o importante é levar vantagem em tudo. Quando testemunhamos a importância e a natureza sagrada da família sendo relegada a segundo plano por motivos fúteis, quando vemos as drogas, a violência e todo tipo de criminalidade assolando a sociedade, nós, os pedreiros livres, não podemos nos omitir.
Batalhas, embora não sangrentas como as da Antigüidade, mas igualmente árduas, esperam por nossa ação. Não mais a espada, mas nossa determinação, nosso exemplo, nossos propósitos de aperfeiçoamento são nossas armas.

O juramento sagrado proferido pelo maçon com a mão direita sobre o Livro da Lei (Bíblia Sagrada), é um compromisso assumido com Deus , com os irmãos, mas sobretudo consigo mesmo, compromisso este de, através do auto aperfeiçoamento, contribuir significativamente para o aprimoramento de toda a humanidade.

Se ali se encontra um incauto, um dissimilado que equivocadamente foi levado ao processo de iniciação, lamentavelmente tal pessoa não passará de uma grande decepção. Com certeza, as exigências das práticas maçônicas, pesadas ao fraco de caráter, se encarregará com o tempo de excluí-lo da Maçonaria.

Mas se ao contrário, o homem postado diante do Altar dos Juramentos, for da estirpe dos grandes homens, se trouxer consigo as marcas indeléveis que caracterizam os verdadeiros maçons, estará o mundo ganhando um lutador valioso, um guerreiro do Bem e da Justiça.

Quisera todos os homens livres e de bons costumes do planeta tivessem a mesma oportunidade, para que no ambiente propício de uma oficina maçônica, recebendo a inspiração da Filosofia ali difundida, pudessem direcionar seus esforços de forma efetiva em prol da construção de um mundo melhor.

O verdadeiro maçom sabe que não há melhor argumento que sua própria vivência . Ele se impõe no seu ambiente influenciando-o positivamente, não de forma arrogante ou arbitrária, mas por sua conduta exemplar e inquestionável. Ele é enérgico porém bondoso. Firme, porém humilde. Sua bondade e humildade residem no fato de saber que, a despeito de num dado momento de sua vida maçônica ser simbolicamente denominado mestre, na prática será sempre aprendiz. Aprende-se a todo instante e de todas as formas. O Maçom é o pedreiro de sí mesmo, e por mais que a obra esteja adiantada, sempre faltará um retoque, pequeno que seja. E depois outro, outro, e mais outro, assim infinitamente. Por mais que se saiba, por mais evoluído que seja, sempre restará algo a aprender, novas lições a assimilar. Na escola da vida não há formandos, ou formados, apenas eternos alunos em busca do aperfeiçoamento.

Fixemo-nos pois, nas principais características que distinguem o verdadeiro Maçom e não nos desvirtuemos de nosso objetivo maior. Mantenhamo-nos livres e firmes na prática dos bons costumes, e que com o auxilio do "Grande Arquiteto do Universo" nossos corações sejam cada vez mais sensíveis ao bem.

E lembremo-nos sempre: "o que para o profano é um gesto meritório, para o Maçom é um dever sagrado."
Fonte:
http://www.aminternacional.org/maconaria_por_seusfrutos.html



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Maçonaria e Modernidade





Maçonaria e Modernidade
Escrito por Rui Bandeira
Modernidade não é substituir o antigo pelo novo. É adicionar o novo ao antigo.
A Maçonaria, herdeira das tradições dos construtores de catedrais da Idade Média, soube, no século das Luzes, reinventar-se, evoluir para a sua atual forma de Maçonaria Especulativa, assumindo a modernidade do Iluminismo sem deixar cair o acervo das tradições, da ética, dos costumes, dos maçons operativos.
Neste dealbar de novo século e milénio, no findar da sua primeira década, importa refletir sobre o papel da Maçonaria num Mundo que evolui e se transforma a um ritmo nunca dantes visto, com um avanço tecnológico ímpar na História da Humanidade, mas também com riscos e desequilíbrios de uma dimensão global, também novos, em tão ampla escala.
Importa refletir sobre a melhor forma de bem utilizar as Novas Tecnologias de Informação. Importa refletir sobre como integrar os novos conhecimentos, os avanços científicos, as evoluções sociais, no paradigma maçônico. Importa refletir sobre o papel, o interesse, a contribuição, da Maçonaria nas sociedades de hoje e do amanhã. Importa refletir, em suma, sobre como adicionar o novo ao antigo.
A Maçonaria é uma contínua sucessão de atos de construção de cada um de nós, em que cada um de nós é simultaneamente a obra, a ferramenta e o construtor. Nesta permanente tarefa, o uso, a prática, a execução, da Tradição, a repetição de palavras, gestos e atos que a nós chegam vindos de tempos para nós imemoriais, é-nos confortável e reconfortante, dá-nos segurança, um ponto de apoio e de equilíbrio. Fazemos o mesmo que muitos outros antes de nós, em muitos tempos e diversos lugares, fizeram, que muitos outros além de nós no mesmo dia em que nós o fazemos também o fazem, esperamos fazer o mesmo que muitos muito depois de nós continuarão a fazer. É-nos confortável, dá-nos segurança, estabilidade, paz de espírito, sabermos que somos individualmente elos de uma imensa cadeia que nos chega de um profundo passado, continua num tranqüilo presente e prossegue num risonho futuro...
Nós, maçons, somos os cultores por excelência da Tradição!
No entanto, não recusamos, nunca recusamos, a Modernidade! A nossa história mostra mesmo que, em algumas épocas, nós fomos a Modernidade: muitas das Luzes que iluminaram o século das ditas foram de maçons, espíritos científicos avançados para a sua época, que cultivaram, divulgaram e fizeram avançar a Ciência e a Técnica. Os princípios hoje quase universalmente aceites (e ansiamos pelo dia em que o "quase" desapareça) dos Direitos Humanos foram acarinhados, cinzelados (é o termo), divulgados e defendidos, antes de mais e antes de todos, por maçons. Nós, maçons, orgulhamo-nos de, ao longo da nossa já apreciável história, sabermos aliar a Tradição à Modernidade.
Nós, maçons, procuramos nunca substituir o antigo pelo novo, porque isso seria deitar fora, desprezar, desaproveitar, tudo o que de bom o antigo continua a ter para nos ensinar, ilustrar, proporcionar, antes integramos o novo no antigo, cultivando a Tradição, mas utilizando tudo o que a Ciência, a Técnica e a própria evolução do Homem nos proporciona.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

As Funções do Secretário

As Funções do SecretárioEscrito por A Jorge

Estruturei esta prancha sobre as funções do Secretário, segundo três perspectivas de análise, a saber:
1. A perspectiva histórica;
2. A perspectiva simbólica; e
3. A perspectiva ritualística

No que se refere à análise histórica do cargo de Secretário, haverá a reter que enquanto para alguns autores, tal cargo remontava aos escribas do Antigo Egito, para outros, terá sido introduzido mais recentemente na Maçonaria.

Nesta segunda hipótese, os primeiros secretários eram necessariamente profanos dado serem raros os irmãos com experiência ou formação em gestão de documentação. No entanto, pouco a pouco o cargo foi sendo exercido por Irmãos Mações operando dentro das suas Lojas.

Quanto ao sentido simbólico do cargo de Secretário, haverá a referir o seguinte:
1. Ao Secretário é associada à figura da Lua, enquanto ao Orador a figura do Sol.

2. O Orador é o Sol ou consciência da Loja e representa a razão divina que ilumina a inteligência.
1. O Secretario é como a Lua que não tendo luz própria reflete a luz do Sol. É a Imaginação.
3. Que viste quando recebeste a Luz?
1, O Sol, A Lua e o Mestre da Loja
4. Que relação simbólica existe entre aqueles astros e o Mestre da Loja?

O sol representa a razão divina que ilumina a inteligência, a Lua sugere a imaginação que reveste as idéias duma forma apropriada e o Mestre da loja simboliza o princípio consciente que se ilumina sob a dupla influência da razão divina (o SOL) e a da Imaginação (a Lua).

Passemos agora à análise ritualística do cargo de Secretário. Sobre esta perspectiva haverá que referir o seguinte:
1. O secretário constitui o 5.º oficial da Loja no nosso Rito.

2. Quantos fazem uma Loja Justa e Perfeita?
1. 3 a dirigem (V.M. e 2 Vigilantes)
2. 5 a iluminam (Orador e Secretario)
3. 7 a tornam justa e perfeita

O secretário não dirige a Loja, mas apenas a ilumina, fazendo a sua gestão, administração. Não esquecer que o Secretário pertence à comissão de administração da Loja, juntamente com o V.M. e o Tesoureiro.

No nosso Rito o Secretário se senta no Oriente à direita do V.M. e oposto ao Orador. No rito de Emulação ele se senta à esquerda do V.M.

O secretário representa o braço direito do V.M.

Por fim passo a enumerar as funções que estão atribuídas ao cargo de Secretário no artigo 14.º do Nosso Regulamento. Assim a este oficial, compete:
1. Convocar as reuniões de loja, por carta dirigida a todos os irmãos, especificando a Ordem de Trabalhos da sessão.

2. Intermediar a Loja e a GLRP, comunicando a esta todos os fato relevantes (iniciações, aumentos de salários, lista dos oficiais em cada veneralato, outros), bem como recebendo desta toda a informação a transmitir em loja (decretos, convocatórias, outras).

3. Proceder ao registro dos membros da loja e mantê-lo sempre atualizado (o que é difícil pois poucos são os irmãos que responderam ao inquérito).

4. Gerir as votações em Loja.

5. Elaborar o projeto de Relatório Anual

6. Assegurar a regularidade, recepção e expedição de documentos oficiais.

7. Elaborar as atas.

8. Guardar o livro de Atas e os livros de Presença, dos Obreiros da Loja e dos Visitantes

Uma última palavra sobre as atas. Numa prancha apresentada nesta Loja pelo nosso irmão J:. F:., a determinado passo ele refere:

"Ato de grande importância esse registro de atividade de uma loja assume um particular relevo na nossa ordem que prima pelo respeito das tradições e costumes antigos, pois é através do registro dessas atividades que se garante o respeito pelas tradições. Afinal a garantia da regularidade de uma loja."

Isto é, as atas não têm apenas um aspecto ritualístico que se completa com a sua elaboração e aprovação. A ata destina se a viver "armazenada" para poder ser inspecionada por quem de direito e assim se verificar de atuações ou atos menos regulares de uma Loja se houver suspeitas ou indícios de não regularidades intencionais ou não.


Em algumas associações que conheço é comum as atas terem de ser escritas à mão para que não possam ser violadas. Em tais associações o printing informático não é aceite.

Ora as nossas atas não estão agregadas em nenhum Livro, mas existem em folhas soltas, muitas das quais não estão assinadas pelo Secretário e V:. M:..

Na minha opinião acho que se deve procurar legitimar todas as atas da A:. D:. desde a sua constituição, em Livros e para tal se deverá solicitar a todos os Secretários, atual e anteriores, um esforço no sentido da compilação e legitimação com assinaturas de todas as que produziram.

Novembro de 5998

Autor Desconhecido

sábado, 11 de fevereiro de 2012

NO CARNAVAL

Frederico Menezes

NO CARNAVAL

Aproxima-se um dos períodos mais polêmicos da humanidade: o carnaval. Momento onde se extravasam sentimentos os mais contraditórios da criatura humana, gera opiniões díspares em seguimentos diferentes da sociedade. Os que brincam, alegam que apenas desejam se divertir, sem qualquer interesse que não seja pura alegria. Os que enxergam diferente, chegam a condenar a festa, até com colocações girando em torno da moralidade humana ou tangenciando a saúde da criatura.

Indiscutivelmente é uma época de grande radicalismo, onde se vivem situações não apenas da alegria sadia dos que adoram brincar, mas onde explodem instintos e viciações de variada natureza. Muitos controles sociais e individuais são derruídos e verifica-se o descontrole de muitos mecanismos que, de alguma maneira, equilibram a vida coletiva. Ninguém desconhece que as drogas campeiam soltas, o alcoolismo alimenta o extravasar e a sexualidade desrespeitosa mutila e denigre muitas mentes e corações. Observando sob a ótica de possíveis influencias espirituais, fácil entendermos que é um período onde muitos irmãos ainda envoltos nas condições mais primitivas na dimensão espiritual encontram acesso relativamente fácil às mentes dos encarnados.

Tem quem brinque sem qualquer desgoverno ou interesses escusos? Sim, claro que sim. O que estamos abordando é que a atmosfera psíquica é das mais problemáticas e dificilmente alguem consegue ficar imune a ela. Temos inúmeras fragilidades e a possibilidade de se ficar suscetível à ardis das sombras ou ao fato de ceder em fatores que, em outras condições, não o faríamos, é grande.

Somos livres e qualquer um de nós pode escolher este ou aquele caminho. Nosso texto não visa julgar ou condenar este ou aquele, isto ou aquilo. Fornecemos, apenas, alguns elementos para que se faça uma análise e se tome a decisão com conhecimento de causa. São milhões enlouquecidos, alterados, desnorteados, fazendo pressão sobre alguns poucos que apenas desejam se divertir. Pensemos nisto. Sou de Pernambuco e conheço bem a beleza cultural do carnaval, dos batuques do maracatu às músicas líricas dos blocos românticos, dos indios dançantes aos mascarados folclóricos, porem, infelizmente, o carnaval não é mais isto. Sou pernambucano e sei, na história de tão momentosa festividade, o quanto de violência e agressividade se vive, o quanto de estupros ocorre, o quanto de entorpecentes se consome e o quanto de obsessões se instalam.

Frederico Menezes