domingo, 13 de novembro de 2011

O Leão e o Rato


O Leão e o Rato


O Leão e o Rato é uma fábula, primeiramente contada por Esopo, e recontada por La Fontaine.

A fábula

Um pequeno rato saiu da toca aturdido e caiu entre as garras de um leão. O rei dos animais lhe concedeu a liberdade, ou por piedade ou por não estar com fome.

Certo dia, o leão caiu numa armadilha, rugiu e fez esforço para dela escapar. Tudo em vão. Apareceu então o rato e começou calmamente a roer as cordas da armadilha. Finalmente conseguiu libertar seu benfeitor e, assim, pagar a dívida.

Moral

Uma boa ação ganha outra.

Os pequenos amigos podem se revelar os melhores aliados.

Não se ache melhor que os outros pois todos são iguais…



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

sábado, 12 de novembro de 2011

A Transição

Rizzardo da Camino

Preliminares do Segundo Grau

A Transição

O aprendiz esforça-se para alcançar o companheirismo e lá chegado, o seu objetivo, obviamente, será o mestrado.

Inicialmente, quando ainda não havia uma Maçonaria organizada, e as escalas diziam respeito, exclusivamente, ao preparo do artesão, o estágio no aprendizado era de três anos e o do companheirismo, de cinco anos.

Esse acréscimo de dois anos justificava-se, porque para atingir o mestrado, o artesão necessitava conhecer com perfeição o manuseio dos instrumentos que lhe foram entregues.

O interessante é que entre o mestrado e uma próxima etapa, deveria haver um período estabelecido; qual seria essa próxima etapa: a de arquiteto ou a de artífice?

Na História Sagrada, não vem esclarecida essa parte, quanto à construção do Grande Templo de Salomão.

Hiram Abif, o artífice de Tiro, enviado pelo Rei Hiram do Líbano, desempenhou um papel muito amplo, o de acabamento das partes interiores do Templo em suma, o seu “embelezamento”.

Esse personagem misterioso, filho de Ur, que era um fundidor de metais, entendida de “todas as artes” e a ele fora confiada a construção de todos os utensílios, como candelabros, Mar de Bronze, bacias, enfim, tudo o que era de ferro, bronze, ouro e prata; dos metais pesados e precisos, às ricas cortinas de seda, trabalho mais delicado de bordador.

Portanto, os “seguidores” desse Artífice passaram a dedicarem-se à parte “interior” do Templo Humano.

Para que o Grande Templo fosse concluído e consagrado numa festa inimitada até hoje, pela sua grandiosidade, houve um período de transição.



A “arte de construir” correspondia à parte de alvenaria; os maçons da Idade Média dedicaram-se a construir o que era de “pedra e cal”, deixando a parte interna de ornamentação para mãos mais delicadas.

Por que a História Sagrada não revela o fim do trabalho de Hiram Abif? Por que não destaca a sua obra?

Cremos que esse trabalho silencioso, minucioso significa mais a parte espiritual que a material.

O trabalho quase anônimo de Hiram Abif pode ser comparado ao trabalho dos companheiros.

O companheiro não pode andar só; caso contrário, não haveria razão para o seu nome.

Ele acompanha ou é acompanhado? Sua atuação dentro da Loja é de passividade ou de atividade?

Sabemos que os aprendizes “obedecem”, “escutam” e “aprendem”; ao passo que os companheiros, “executam tudo aquilo que foi obedecido, que escutaram e que aprenderam”.

Cabe ao companheiro “buscar” a companhia, assimilando-se aos aprendizes e chegando muito perto dos mestres.

Não podem distanciar-se dos aprendizes, porque eles já foram aprendizes; não podem infiltrar-se no mestrado porque eles ainda não chegaram lá.

Encontram-se numa posição de “transição”, que significa transpor alguma coisa.

O “poder” dos companheiros revela-se na formação da Cadeia de União; essa parte mística, sempre presente, recolhe no círculo que é compilado, todos os membros de uma Loja, sejam aprendizes, companheiros e mestres; porém os “privilegiados” são os companheiros, que se entrosam entre os aprendizes e os mestres.

Dentro do Templo, os companheiros, sentados na Coluna do Sul, ficam “separados” dos demais presentes. Enquanto os aprendizes têm os mestres à sua frente e o Oriente à sua esquerda, os companheiros, têm, também, os mestres à sua frente, mas o Oriente à sua direita.

As suas funções dentro da Loja estão limitadas, tanto como sucede com os aprendizes.

No entanto, na Cadeia de União, dão-se as mãos em perfeita união; os companheiros deslocam-se de sua Coluna e vão postar-se na Câmara do Meio, à esquerda do Oriente; contudo, o primeiro companheiro dará a sua mão esquerda ao mestre que lhe está à direita; o último companheiro, dará a mão direita ao mestre que está à sua esquerda, eis que considerasse que essas mãos provêm dos seus braços cruzados.

E a oportunidade de “embelezar” o Templo Interno de cada “elo” da corrente, dando a sua indispensável participação.

Nesse momento, não haverá transição, mas sim postura adequada emitindo toda energia acumulada durante longos períodos.

Transpondo o que, antes, constituía empecilho, surge a libertação total para o “burilamento” das pedras que encontra no seu caminho, não apenas a sua própria e antiga pedra bruta, mas a do seu próximo.

E preciso que os companheiros se conscientizem de seu papel muito importante dentro do “grupo”.

A passagem do aprendiz para mestre ocupa um período de grandes cuidados, abnegação e a paciência própria dos “artistas” que se empenham em apresentar a sua obra, com a máxima perfeição.

Esse período de “transição” envolve a função do “artífice” executando o trabalho dentro de si próprio, selecionando materiais, procedendo à limpeza, ordenando, colocando cada coisa no seu devido lugar, dando destino certo a tudo.

Obviamente, quando pensamos em Iniciação, em morte mística para alcançar uma “Nova Vida”, estamos dentro de um terreno puramente, simbólico. Na realidade física, ninguém morre e ninguém se despe de sua individualidade.

No entanto, como formulava o Divino Mestre, através de suas Parábolas, a verdade é outra.

A nossa vida material é que é ilusória!

O que precisamos é adentrar à Vida Verdadeira!

Muitos já experimentaram “materializar” a Iniciação, obtendo resultados positivos; porém... são poucos.

Sem pretender incursionar no terreno religioso do cristianismo, resguardando ao máximo a filosofia maçônica, de total separação religiosa nos conceitos da Sublime Ordem, Jesus — além de expor a sua Doutrina — a experimentou e realizou a “façanha” de morrer, para ressuscitar.

O companheiro não deve viver “apressado”; notamos a sua preocupação na apresentação de suas “lições”; trabalhos que demonstram o grau do seu aproveitamento e o tornam apto para a sua exaltação ao mestrado.

O companheiro lida com toda a arte e toda ciência; tem tudo nas mãos e é preciso que utilize essa oportunidade.

Depois que alcançar o mestrado, o que fará?

Curiosamente, o mestre é assim considerado, um dia após a sua exaltação, quando ainda está muito “verde” e inexperiente.

Todo o seu conhecimento para orientar os aprendizes e companheiros, é adquirido numa única cerimônia, a de sua exaltação; após, vem um curtíssimo período que recebe algumas lições e ei-lo apto a exercer o seu “poder”, daí em diante!

Realmente, o lapso de tempo despendido dentro do Segundo Grau, é um período de grande lucro e aproveitamento.

O próprio nome “companheiro”, significa “em companhia”, e essa companhia é distribuída entre os aprendizes e os mestres.

Na França, o “Companheirismo” transformou-se em uma instituição à parte, dada a sua importância no complexo ritualístico.

Os companheiros suportam o estigma do “assassinato” de Hiram Abif, pois, segundo a Lenda, Jubelas, Jubelos e Jubelum eram companheiros.

Com o objetivo de apressarem o seu ascenso ao mestrado, necessitavam conhecer a Palavra de Passe, única forma de poderem se apresentar como mestres.

A Lenda é por demais conhecida: um dos três companheiros aguardou dentro do Templo, após o término dos trabalhos, que Hiram Abif saísse por uma das três portas do Templo; ao encontrá-lo, interceptou-lhe o caminho e exigiu a revelação do segredo; como não o conseguisse, deu um golpe na cabeça de Hiram Abif com a Régua de Vinte e Quatro

Polegadas; porém o golpe apenas atordoou o Mestre, que fugiu em direção à segunda porta; lá o aguardava o segundo companheiro que procedeu de igual forma; sem nada conseguir, golpeou o Mestre, também, na cabeça, com um Esquadro; mas também esse golpe não foi

suficiente para abater o Mestre que reuniu forças para tentar fugir pela última porta; lá estava o terceiro companheiro; exigiu o segredo e, nada conseguindo, abateu o Mestre com violento golpe de um Maço.

Esses companheiros, que em certos rituais tomam outro nome, o de Sebal, Oterlut e Stokin; ou Abiram, Romvel e Gravelot; ou Giblom, Giblass e Giblos, ou ainda, Obbhen, Steké e Austerfluth, foram daquele momento em diante, considerados de “maus companheiros”.

Chamar a um companheiro maçom de Jubelas, Jubelos ou Jubelum, constitui a maior ofensa que se possa cometer.

O maçom que “cai”, assim procede porque mantém em si raízes que vêm dos Jubelos; desperta nele o desejo desonesto de “crescer”, para obter vantagens com a Maçonaria, mas explorando os seus próprios irmãos, sem ter os merecimentos para a sua evolução.

Esse estigma deve deixar alerta o companheiro; suas luvas e seu avental alvo, devem permanecer imaculados; sem sinais de sangue derramado no trucidamento do mestre Hiram Abif.

A Lenda de Hiram Abif deve ser muito bem “conhecida” pelos companheiros, porque é a eles que se exige a prova de sua inocência no assassinato do grande Artífice.

O simbolismo da Lenda é parte relevante na cerimônia de exaltação, quando o companheiro somente ingressará se provar ser limpo e puro; deve apresentar ambas as mãos com a palma voltada para cima para provar que estão imaculadas; da mesma forma o avental é inspecionado para que não possua nenhuma mácula.

A Lenda conduz à introspeção; o companheiro deve convencer-se de que não “tomou parte” no plano hediondo, que suprimiu alguém posicionado, hierarquicamente em posição elevada.

Deve provar a si mesmo que não teve qualquer responsabilidade no trágico evento.

A Lenda de Hiram Abif inicia, de modo superficial, no aprendizado; depois, amplia-se até complementar a escala, que se denomina de Ápice da Pirâmide.

O Rei Salomão estabeleceu a partir do assassínio de seu Artífice a organização administrativa de seu Reino.

O profundo simbolismo dessa Lenda serve de orientação permanente a todos os maçons e em especial aos companheiros.

Depois de passar pelo aprendizado, o maçom é considerado como uma “esperança”; enquanto aprendiz, nada há para preocupar a administração; porém, no companheirismo, surge a “desconfiança” sobre se esse aprendiz que venceu a “batalha”, resultou em companheiro

sincero, apto a penetrar nos segredos mais íntimos do mestrado.

Essa transição é delicada; o companheiro deve “provar” a sua “capacidade” global.

Para tanto, despende muito maior esforço que um aprendiz, e mais tarde, o mestre.

Em conseqüência, a posição do companheiro, como “fiel” de uma balança, ficando ao meio, ao meio-dia, ao equilíbrio da neutralidade, onde o sol não faz sombra sobre o que ilumina, é de expectativa, da qual participam todos os membros do Quadro.

Aquele maçom que julga ser o Segundo Grau mera posição intermediária, engana-se

— e muito!

Todo companheiro, ilustrado nas ponderações expendidas acima, deverá, para sua própria satisfação, antes de iniciar o seu “terceiro passo”, especular um pouco mais; incursionar um pouco mais; identificar-se um pouco mais com o conhecimento.

Oswaldo Wirth, esse insigne autor francês, assim resume o posicionamento dos maçons, no Simbolismo:

“En résumé, pour étre admis à l’Apprentissage, il suffit de montrer

des aptitudes; pour passer à Compagnon, il faut en plujs avoir fait

preuve d’application, de zêle et d’ardeur ao travail; le Maitre, enfin,

ne s’affirme que par le talent et par des capacités reconnues, par la

compréhension intégrale de l’Art”.



Rizzardo da Camino

Dados do Livro “O Companheirismo Maçônico”

O Ir.’.Rizzardo nasceu em 1918 na cidade gaúcha de Garibaldi. Formou-se em Jornalismo e Ciências Jurídicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde se formou em 1945. Exerceu a advocacia e foi Juiz de Direito. Rizzardo Da Camino partiu para o Oriente Eterno no dia 14 de dezembro de 2007, com 89 anos de idade, dos quais quarenta e um foram dedicados à Maçonaria.






sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A COISA MAIS BELA DO MUNDO

Joy Allan (de barba) em cerimônia maçônica.

A COISA MAIS BELA DO MUNDO









Um célebre pintor, que tinha realizado vários trabalhos de grande beleza, convenceu-se, certo dia, de que ainda lhe faltava pintar a sua obra prima. Em sua procura por um motivo, numa poeirenta estrada, encontrou um idoso sacerdote que lhe perguntou para onde se dirigia.
- Não sei, respondeu o pintor. Quero pintar a coisa mais bela do mundo.Talvez que o senhor possa me orientar.
- É muito simples - disse o sacerdote - Em qualquer igreja ou crença você achará o que procura. A fé é a mais bela coisa do mundo.
Prosseguiu viagem o pintor.
Mais tarde, perguntou a uma jovem noiva se sabia qual a coisa mais bela do mundo.
- O amor - respondeu ela. - O amor torna os pobres em ricos, suaviza as lágrimas, faz muito do pouco. Sem amor, não há beleza.
Continuou ainda o pintor a sua procura. Um soldado exausto cruzou o seu caminho,  e quando o pintor lhe fez a mesma pergunta, respondeu:
- A Paz é a mais bela coisa do mundo.

A guerra a coisa mais feia.
Onde você encontrar a paz, fique certo de que encontrará a beleza.
- Fé, Amor e Paz. Como poderei pintá-las? - pensou tristemente o artista.
Meneando a cabeça desanimado, tomou o rumo de casa.


Ao entrar em sua própria casa, deu com a coisa mais bela do mundo.
Nos olhos dos filhos estava a Fé.
O Amor brilhava no sorriso de sua esposa.
E aqui, em seu lar, havia a Paz de que lhe falara o soldado.


Realizou assim o pintor o quadro "A coisa mais bela do mundo".
E, terminando-o, chamou-lhe "lar".


 Goodwin


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A LUZ


A LUZ

A Luz tem desde tempos imemoriais uma importância enorme para os povos, os quais lhe associam os mais diversos significados e poderes.

A minha reflexão sobre este tema levou-me à busca interior do seu significado maçônico.

Analogamente ao que acontecia com os edifícios sagrados, também a nossa loja se encontra disposta de Oriente para Ocidente, ou seja, de Nascente para Poente.

Isto acontece para lembrar, a todos os que a compõem, a direção da Luz.

A Luz como fonte de Divina Sabedoria e Amor Fraterno é de tal modo importante na maçonaria que no Ritual de Abertura dos Trabalhos, mal se abandona o mundo profano, é a primeira a ser indicada como elemento de referência em loja, quando pela voz do Venerável Mestre, este profere "Cultivemos a Fraternidade nos nossos corações e que os nossos olhares se voltem para a Luz" - acendendo-se então o Delta Luminoso a Oriente.

A Luz que se acende não é mais que uma luz material que no mundo profano permite ao homem observar o que o rodeia e lhe ilumina os passos que percorre bem como permite vermo-nos uns aos outros no seu reflexo.

Esta é uma luz ao serviço da personalidade e do ego.

Contudo para além do aspecto material da luz, quer ela seja natural ou artificial, o significado que se atribui em loja é num contexto Espiritual e é sobre este que passo a debruçar-me.

Esta Luz não serve a personalidade, mas a alma; esta Luz não ilumina o exterior do homem, mas sim o seu interior:

Esta Luz só ilumina o seu Templo Interior.

Quando ainda na situação de candidato, me foi dito que nos primeiros graus não poderia falar em loja e que tal situação duraria cerca de dois anos, achei que seria difícil suportar tal provação e que tudo faria para galgar rapidamente tais estágios.

De fato, tendo, como me reconheço, uma atitude normalmente participativa nos ambientes em que convivo, pensei quão sacrifício seria permanecer calado durante tão longo período.

Contudo, como desafio que assumi, admito hoje a utilidade de tal silêncio, o gosto que me tem proporcionado, pelo tempo de reflexão interior que me disponibiliza e, afinal, nem sequer tentei encurtar tal período, como os irmãos bem sabem.

Quantas vezes ao dialogarmos, nos limitamos a expor a nossa opinião para impressionar os que nos rodeiam sem sequer escutar os nossos interlocutores?

Em silêncio, de olhos abertos ou fechados, a Luz do Grande Arquiteto do(s) Universo(s) penetra o nosso interior, mais facilmente, por quanto possamos estar espiritualmente mais permeáveis.

Mas Bastará olhar para a Luz para a obtermos?

Certamente que não, esse é o grande trabalho do maçom em todos os seus graus e qualidades, o trabalhar a pedra bruta na construção do Templo Interior.

A Luz não pode ser uma dádiva, antes o culminar de um caminho de procura, meditação e amor fraterno.

Tal como ensina o Catecismo:

"Porque eu estava nas trevas e desejava a Luz - o Conhecimento e a Virtude que conduzem ao
G:. A:. D:. U:."

A atitude primeira é a procura;

"Batei e abrir-se-vos-à
Buscai e achareis"

Antes de concluir, quero partilhar convosco uma outra reflexão que me leva a relacionar de um modo muito estreito a Cadeia de União e a Luz;

A Cadeia de União é o momento, em loja, em que todos os irmãos comunhão uma fé comum e partilham um sentimento fraterno entre si.

Que a Luz nos ajude a todos, a tolerar as diferenças e a perdoar as ofensas porque a Luz é Sabedoria e Amor, queiramos e permitamo-nos aceitá-la..

Desde quando és maçom?

Desde que recebi a Luz.

Autor Desconhecido


Escrito por A Jorge







quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A Cadeira de Salomão


Rui Bandeira



A Cadeira de Salomão

Escrito por Rui Bandeira



Denomina-se de Cadeira de Salomão a cadeira onde toma assento o Venerável Mestre da Loja quando a dirige em sessão ritual.

Em si, não tem nada de especial. É uma peça de mobiliário como outra qualquer. É como qualquer outra cadeira. Porventura (mas não necessariamente) um pouco mais elaborada, com apoio de braços, com maior riqueza na decoração, com mais cuidado nos acabamentos. Ou não...

Como quase tudo em maçonaria, a Cadeira de Salomão tem um valor essencialmente simbólico. Integra, conjuntamente, com o malhete de Venerável e a Espada Flamejante (esta apenas nos ritos que a usam), o conjunto de artefatos que simbolizam o Poder numa Loja maçônica. Ninguém, senão o Venerável Mestre, usa o malhete receptivo. Ninguém, senão ele, utiliza a Espada Flamejante. Só ele se senta na Cadeira de Salomão.

A Cadeira de Salomão destina-se, pois, tal como os outros dois artefatos referidos, a ser exclusivamente utilizada pelo detentor do Poder na Loja. Assim sendo, importante e significativo é o nome que lhe é atribuído. Não se lhe chama a Cadeira de César ou o Trono de Alexandre. Sendo um atributo do Poder, não se distingue pelo Poder. Antes se lhe atribui o nome do personagem que personifica a Sabedoria, a Prudência, a Justa Sageza. Ao fazê-lo, está-se a indiciar que, em Maçonaria, o Poder, sempre transitório, afinal ilusório, sobretudo mais responsabilidade que imperiosidade, só faz sentido, só é aceite, e, portanto só é efetivo e eficaz se exercido com a Sabedoria e a Prudência que se atribui ao rei bíblico.

Quem se senta naquela cadeira dispõe, no momento, do poder de dirigir, de decidir, de escolher o que e como se fará na Loja. Mas, em maçonaria, se é regra de ouro que não se contraria a decisão do Venerável Mestre, porque tal compromisso se assumiu repetidamente, também é regra de platina que, sendo-se livre, não se é nunca obrigado a fazer aquilo com que se não concorda. O Poder do Venerável Mestre é indisputado. Mas, para ser seguido, tem de merecer a concordância daqueles a quem é dirigido. E esta só se obtém se as decisões tomadas forem justas, forem ponderadas, forem prudentes. O Poder em maçonaria vale o valor intrínseco de cada decisão. Nem mais, nem menos.

A Cadeira de Salomão é, pois o lugar destinado ao exercício do Poder em Loja, com Sabedoria e Prudência. Sempre com a noção de que não é dono de qualquer Poder, que só se detém (e transitoriamente) o Poder que os nossos Irmãos em nós delegaram, confiando em que bem o exerceríamos.

Não está escrito em nenhum lado, não há nenhuma razão aparente para que assim tenha de ser. Mas quase todos os que se sentaram na Cadeira de Salomão sentem que esta os transformou. Para melhor. Não porque esta Cadeira tenha algo de especial ou qualquer mágico poder. Porque a responsabilidade do ofício, o receber-se a confiança dos nossos Irmãos para os dirigirmos, para tomar as decisões que considerarmos melhores, pela melhor forma possível, por vezes após pronúncia dos Mestres da Loja em reunião formal, outras após ter ouvido conselho de uns quantos, outras ainda em solitária assunção do ônus, transforma quem assumiu essa responsabilidade. A confiança que no Venerável Mestre é depositada pelos demais é por este paga com o máximo de responsabilidade. Muito depressa se aprende que o Poder nada vale comparado com o Dever que o acompanha. Que aquele só tem sentido e só é útil e é meritório se for tributário deste.

A primeira vez que um Venerável Mestre se senta na Cadeira de Salomão não lhe permite distinguir se é confortável ou não. Não é apta a que sinta que se encontra num plano superior ou central ou especial em relação aos demais. A primeira vez que um Venerável Mestre se senta na Cadeira de Salomão vê todos os rostos virados para ele. Aguardando a sua palavra. Correspondendo a ela, se ela for adequada. Calmamente aguardando por correção, se e quando a palavra escolhida não for adequada. A primeira vez que um Venerável Mestre se senta na Cadeira de Salomão fá-lo instantaneamente compreender que está ali sentado... sem rede!

E depois faz o seu trabalho. E normalmente faz o seu trabalho como deve ser feito, como viu outros antes dele fazê-lo e como muitos outros depois dele o farão. E então compreende que não precisa de rede para nada. Que o interesse é precisamente não ter rede...

Quem se senta na Cadeira de Salomão aprende a fazer a tarefa mais complicada que existe: dirigir iguais!



In Blog "A Partir Pedra" - Texto de Rui Bandeira (22.12.2008)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Quem somos? O que fazemos?

Templários.

Quem somos? O que fazemos?
Escrito por A Jorge

Nós homens, Maçons ou não, estamos cercados de muita vaidade, orgulho, arrogância e fundamentalmente da falta de humildade.

O Maçom na sociedade atual - Nossa Ordem tem sistematicamente, através dos tempos, oferecido aos seus membros oportunidades de evolução pessoal, para que se transformem numa poderosa força do bem, como influentes construtores sociais. Muitas tentativas foram feitas, e a história nos diz, muitas, infrutíferas, devido à intolerância; grande número alcançou seus objetivos.

Temos apregoado que há necessidade de um número maior de homens de qualidade em nossa Ordem, para que possamos dar oportunidade a homens sinceros se prepararem para o serviço na sociedade, segundo os princípios das tradições iniciáticas. Com isto e com a participação do homem Maçom na sociedade haverá uma correção dos profundos erros políticos e sociais, para a defesa da liberdade de consciência, da justiça e da verdade, seja ela qual for. No Brasil, há liberdade de ação, prevista pela nossa Constituição, mas há dificuldades múltiplas na prática de nossas manifestações, em grande parte pela ignorância do povo em geral sobre nossa Instituição, e em parte pela falta de objetividade na ação do próprio Maçom na sociedade, que muitas vezes deixa de definir aonde ele quer chegar.

Não é novidade para ninguém, que a elite brasileira não é muito sensível às preocupações gerais do nosso País. Se considerarmos que nosso País ainda luta contra suas deficiências básicas, tais como a educação, a moradia, a saúde, o saneamento básico, e a segurança.

O interessante é que muitos falam e poucos assumem, e nós Maçons, de tantos passados históricos, somos apontados em muitas ocasiões como a esperança moral do povo.

O Maçom sempre foi um insatisfeito, e sempre que na história surgem elementos novos, redimidos pelo saber e pela instrução, e outros que provocam a queda espiritual e moral do homem, o Maçom sempre tem reclamado e interferido. Seria interessante sabermos o que o Maçom pode verdadeiramente fazer na sociedade atual e diante dela. Para isto talvez não baste entendermos o que ocorre na sociedade atual, mas precisamos nos conhecer a nós próprios e nossas pretensões.

Quem somos? O que fazemos? Estas questões aparentemente simples são amplas e podem ser encaradas sob vários aspectos, mas, dois são básicos:

Nós Maçons somos hoje um grupo de homens espalhados pelo País, com princípios bem definidos pelos nossos Rituais, mas com regras não totalmente bem definidas pela nossa Constituição e Regulamentos, com decisões sem muita repercussão, fora de nossos Templos. Cumprimos nossas obrigações perante nossas Obediências e nossas Lojas, afinal juramos isto!

Somos um grupo de homens, cuja decisão sobre o que discutimos, e sobre o que precisamos na sociedade, não tem, muitas vezes atravessado a rua em que se encontra a nossa Loja! Infelizmente esta afirmativa não é exagerada. Muitas vezes dentro de nossos Templos somos combativos, "verdadeiras feras" em defesa do bem, do menor, da democracia, dos princípios basilares, reclamamos da sociedade e de tantas outras necessidades do homem no mundo atual. Nestes aspectos, o Maçom, sem sombra de dúvidas, não é um privilegiado, pois fala muito e faz pouco! É claro que entendemos que este comportamento é uma função quase que direta das circunstâncias da precária vida e da formação do homem na época atual, mas continuo entendendo que o Maçom, nestes aspectos, ainda não é privilegiado...

Por outro lado, entendemos também, e com o tempo a passar aprendemos serem nossos Templos um desafio à nossa responsabilidade e a filosofia é a luz que ultrapassa as barreiras físicas e mentais por nós conhecidas. É a luz que nos mostra no céu as estrelas que nos orientam nos dando acesso ao conhecimento e à vida de um modo geral, e é a luz que consolida o nosso passado, levando-nos a pensar no futuro! Sob este aspecto, entendemos que o Maçom não só é privilegiado como brilhante, e até muitas vezes convencido da necessidade de um aperfeiçoamento.

O Maçom agora é privilegiado sim, porque assume com estes programas um compromisso com a liberdade intelectual e espiritual do homem, cujo limite, sabemos, é o infinito...

Assim, à sombra deste privilégio, e à frente dos nossos olhos, vários caminhos podem ser tomados diante da sociedade em que vivemos; a questão é: qual tomar?

É bem conhecido que o Maçom não cultua o poder, notadamente o poder político, e muito menos o cortejamos, mas temos a obrigação de prepararmos nossos membros para que exerçam dignamente o poder quando convocados para servir a sociedade. A questão é como encarar a sociedade com conceitos e princípios que defendemos...

Desta forma, faz parte do nosso convívio como homens de bem, como actuação, oferecer o direito de cobrar dos que se encontram no poder, posições de competência, austeridade, sensatez, igualdade e moralidade. A sociedade atual muito pouco sabe sobre nossos propósitos, e reluta muitas vezes em aceitar nossa Sublime Instituição, duvidando da nossa eficiência. Nossa grande preocupação é que nós mesmos duvidamos de nossas atuações e de nossa eficácia.

Nós homens, Maçons ou não, estamos cercados de muita vaidade, orgulho, arrogância e fundamentalmente de falta de humildade, que nos assolam em todos os momentos de nossa vida, reverenciando o mal.

Nós escolhemos nossos caminhos e nossa Ordem, por vontade própria e sem constrangimento ou coação. Se não tivermos consciência do que queremos podemos livremente procurar nossa realização em outro lugar.

O que precisamos mesmo é nos aproximar da sociedade profana; caminharmos até ela, convivermos com suas dificuldades, seus prazeres, com sua sabedoria e com sua ignorância. Isto é difícil, mais para a Maçonaria, sociedade repleta de princípios bem definidos, e com a vontade de fazer, e fazendo o melhor, pode tornar-se viável.

Muitas vezes, o Maçom é brilhante, bem preparado, repleto de conhecimentos, mas é tímido e se envergonha de chegar à sociedade, e oferecer algo em favor dos outros. Se formos ao encontro dos reais objetivos de nossa Ordem, e deixarmos de justificar nossos melindres e preconceitos mais fortes, e provermos as necessidades do Irmão, naquilo que lhe der oportunidade de criar e lhe der liberdade de pensamento e ação, já estamos próximos do cumprimento de nossas obrigações. Entre as quais destacamos o papel de manter e formar o homem do bem!

Vamos a eles! Podemos contar com o seu apoio e o nosso nunca lhes faltará.

Favorecer o ser humano, com base no amor ao próximo, amor fraterno, demonstra acima de tudo a compreensão pura e simples da prevalência do espírito sobre a matéria.

Não nos permite o mundo atual, ficarmos encerrados em nossos Templos, fazendo juras de fidelidade, num circuito fechado, inconsistente. Temos que participar. Afinal, não somos uma obra exclusiva de nosso tempo, e sim de muitas épocas, e por esta razão somos responsáveis pelo que mantemos. Temos que nos aproximar da sociedade e não nos afastarmos dos seus problemas, quebrando o antigo tabu da falta de aproximação e do diálogo. É chegado o momento de definirmos uma boa razão para vivermos e até mesmo de pertencermos à Maçonaria.

O Maçom chegou a uma conclusão de que temos que nos unir e trabalhar juntos, e que não adianta nos lamentarmos levantando protestos dentro dos nossos Templos contra os erros da sociedade de hoje, que, aliás, são muitos; o que temos que fazer é trabalhar para o bem, até mesmo numa tentativa frenética de erguermos a moral de nosso povo, hoje abatido, infeliz e sem muitas perspectivas sólidas para o futuro. O Maçom tem sempre que levar aos seus arredores mais próximos seus conhecimentos, que em média são muito superiores que os da grande maioria deste povo brasileiro sofrido, muitas vezes por falta de oportunidade e em grande parte desprovido de princípios.

Esqueçamos nossas desavenças, nossas dificuldades, passemos ao entendimento mútuo, e nos unamos em torno do bem e da tolerância. Perdoemos nossos erros, pois até o direito de errar é sagrado, desde que corresponda ao intransferível dever de assumir a consequência do que se praticou.

Valdemar Sansão - M:. M:.

Fonte: Loja Maçonica Mestre Affonso Domingues - Portugal.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Visão: a chave para uma carreira de sucesso!

Walt Disney

Visão: a chave para uma carreira de sucesso!


Um dia, Walter um dos empresários de maior sucesso da humanidade, estava em sua empresa na Flórida, sentado em um banquinho no meio do mato, e um dos seus funcionários perguntou:

- Mr. Walter, por que o senhor está sentado no mato?
Ele disse:
- Olha, olha aquela montanha!
- Que montanha? Mr. Walter, não existe montanha na Flórida!
- Filho, olhe, você está vendo aquela montanha?
- Mr. Walter, acho que o senhor precisa descansar.

O jovem voltou ao escritório e disse aos funcionários:
- Preciso de ajuda, Mr. Walter não está bem, vamos levá-lo ao hospital. Ele está vendo uma montanha aqui na Flórida.

Quando chegaram, Mr. Walter não estava mais lá. Ele estava no escritório desenhando. Eles olharam e disseram:
- Mr. Walter, o senhor está bem?
- Sim, estou! Chame alguns engenheiros, alguns arquitetos e vamos construir essa montanha.

Eles pegaram aquela folha de papel e foram pesquisar. Quando terminaram, Mr. Walter havia morrido.

No dia da inauguração, um jovem disse as seguintes palavras:
- Esse é um dia de alegria e também um dia de tristeza. É um dia feliz porque temos pela primeira vez uma montanha maravilhosa dentro da Flórida, mas também é um dia triste porque Mr. Walter, Mr. Walter Disney não pode ver a montanha construída. Como ela é linda! Mas nós estamos tão orgulhosos por sua esposa estar aqui. Vamos dar as boas-vindas a Senhora Disney.

E a Senhora Disney chegou, já velhinha, olhou a montanha, olhou o jovem e disse:
- Você disse que o meu marido não viu a montanha, e eu tenho a obrigação de corrigi-lo. Meu marido viu essa montanha anos atrás, vocês é que finalmente a estão enxergando.

Para compreender a visão e de que modo ela passa a fazer parte da vida de um bom líder, entenda o seguinte:

Visão vem do coração:

O maior dom que Deus deu para o homem não é a vista, mas sim o dom da visão, por quê? Ver é uma função dos olhos, mas a visão é uma função do coração. Seus olhos são limitados pela sua vista, mas a visão do coração não tem limites, a não ser a sua própria imaginação. Seus olhos te limitam no presente, mas a sua visão abrange todo o seu futuro.

Então, o que é visão? Visão é a capacidade de ver além daquilo que seus olhos podem ver. Você não foi criado para ser guiado pelos seus olhos porque os seus olhos vêem apenas o que é, mas se você viver pela sua visão, a sua visão vê o que pode vir a ser.

Então, qual a diferença de visão ou ilusão? A diferença está nos planos. Se você visualiza algo na sua mente e não tem planos para trazer à existência, será uma ilusão e nunca uma visão. Vale a pena lembrar a frase de Joel Barker, “Uma visão sem ação é somente um sonho, uma ação sem visão é passatempo, uma visão com ação transformará a sua vida”.

Visão, permaneça nela:

O líder que não passar por provações e experimentar alguns fracassos, permanecerá sempre do mesmo jeito. É importante ter bem claro a diferença entre fracassar em um projeto e fracassar na vida. Falhar num projeto é uma coisa; ser um fracasso como líder é completamente diferente. Quantas pessoas você conhece que já passaram por várias dificuldades em seu caminho para chegar ao sucesso? Veja alguns exemplos:

Thomas Edson – Fez mais de 1.000 tentativas até descobrir a lâmpada, e hoje não nos imaginamos sem ela.
Michael Jordan – Errou mais de 9.000 arremessos e perdeu mais de 300 jogos, e se tornou o maior jogador de basquete dos últimos tempos.
Santos Dumont – O 14 Bis tem esse nome porque precisou construir, num período de oito anos, 13 balões que não deram certo. A ousadia de Santos Dumont o fez famoso no mundo todo.

O seu sucesso é resultado de várias tentativas. Muitas vezes pensamos que fracassos não combinam com sucesso. Mas é aí, exatamente aí que você irá se aperfeiçoar. Mantenha-se firme na sua visão e tenha certeza de que após algumas derrotas virão grandes conquistas.

Visão e ética caminham juntas:

Hoje, nosso mingau de aveia fica pronto em 60 segundos, nossas fotos podem ser reveladas em 60 minutos e nossas casas podem ser construídas em 60 dias. Vivemos numa cultura em que é costume conseguir o que se deseja quase instantaneamente. Não estamos mais acostumados a esperar qualquer coisa, nem mesmo um hambúrguer.

Conheço jovens líderes que desejam subir a escada do sucesso. Muitos deles, porém, querem saltar logo para o topo. Esses jovens “ambiciosos”, no sentido negativo da palavra, não pensam em subir a escada degrau por degrau, mesmo sabendo que isso fará com eles cresçam como profissionais.

Você sabe por que as 500 maiores empresas da revista Fortune pagam salários enormes aos seus principais executivos? Porque elas sabem que, mais importante que a capacidade de liderar de um homem, é o seu caráter, que faz a diferença. A história está recheada de exemplos negativos de liderança, Hitler, Bin Laden.

Nestes casos, vale lembrar a célebre frase de Albert Einstein quando lançou um desafio para um grupo de jovens cientistas, dizendo: “Cavalheiros, procurem se tornar não homens de sucesso, mas sim homens de valor”.


Prof. José Menegatti é conferencista em Liderança, Vendas e Motivação. Administrador de empresas, pós-graduado em Produtividade e Qualidade Total, MBA em Gestão Empresarial. Coordena o projeto Sem@nal, uma newsletter motivacional gratuita com grande sucesso no Brasil e Exterior, com assinantes na França, Japão, Alemanha e Portugal. Entre seus produtos estão: o Livro “Desperte seu Potencial Emocional”, CD Motivacional “Marcado para Vencer”, e o DVD “Campeão de Vendas”. A cada palestra, o Professor Menegatti vem conquistando platéias de Norte a Sul do País.


“Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade.”

Walt Disney