terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O Orador





O Orador da Oficina Maçônica

Substantivo, masculino, do latim “orator”, designa o indivíduo que discursa em público; o pregador; o indivíduo que sabe e pratica as regras da eloqüência. Em Loja Maçônica, o Orador é a quarta dignidade, depois do Venerável e dos Vigilantes. Na Loja, ele é o representante do Ministério Público Maçônico, cabendo-lhe defender e aplicar a Legislação Maçônica em todas as oportunidades, sendo, por isso, denominado “Guarda da Lei”. (do dicionário de José Castellani).
A Eleição do Orador deve selecionar entre os possíveis Candidatos, o mais capaz; que tenha facilidade em falar; que tenha, pelo menos, alguns conhecimentos jurídicos civis e Maçônicos e que, dentre os Obreiros candidatos, tenha respeito e anuência da totalidade.

Como os Vigilantes, ele é a autoridade de dirigir, sem permissão, a palavra à Venerança e “interromper” qualquer discurso dos Obreiros os quais estejam com a palavra. Trata-se de um cargo de relevante valor, pois a disciplina violada é por ele advertida, com o direito de cassar a palavra imprudente. Substitui, na oportunidade da abertura do Livro Sagrado, ou da Lei, na ausência de “Past Master”, delegação que não pode ser dada a outro Obreiro.

Embora a Irmandade em Loja deva ser coesa e respeitosa, sucede, não raro, o surgimento de discussões estéreis e sem nenhum liame com a Filosofia da Ordem, e então, o Orador deverá tomar todas as providências possíveis na “defesa” da Venerança e da Vigilância.
Os Diáconos representam papéis ditos “de ordem”, são especificamente os transmissores da palavra “privada” da Venerança aos Vigilantes, ou seja, das comunicações sigilosas e discretas; cabe a eles também disciplinar a postura dos Obreiros ou as inconveniências que sucedem durante os trabalhos; podem se deslocar sem a necessária permissão da Venerança de seu posto, colocando-se à frente do “infrator” e, com seu bastão, podem aplicar um golpe de advertência; se o Obreiro insistir em seu indevido perturbador, quem substituirá a advertência é o Orador, que solicitará à Venerança, caso necessário, que o infrator “cubra o Templo”. Felizmente essas ocasiões são raras... Porém, soem acontecer.

Transcrevo uma definição sábia de V. Pilusio (Simboli e Simbolismo Massonico – Edizione Amenothes) e faço-a no original: “Ol’Oratore, assimilabile al sole, rappresenta la conoscenza diretta e intuitiva, che brilla di luce própria ed è quindi attiva”.

Não confunda o Sol com a Luz (Venerável). O Orador é o depositário da Lei e, portanto, das Constituições e dos Regulamentos da Ordem, bem como dos particulares da Loja.

No curso dos trabalhos, o Orador garante, no respeito ao Espírito e às formalidades, bem como correm os trabalhos normalmente, obviamente sob os suspícios (sic) da Egrégora.

Não se dispensa ao Orador o equilíbrio em suas Palavras, eis que ao final da Sessão, a ele compete conclamar que tudo transcorreu “Justo e Perfeito”. Não cabe a ele apresentar o “resumo” da Sessão, vez que os Obreiros acompanham com atenção toda ocorrência.

Às Lojas, cumpre apresentar “obrigatoriamente, o quarto de hora de instruções, tempo que pode ser prolongado a seu critério, especialmente se a instrução exige ampliação de conceitos”.

Ao Orador, também compete ler a programação da vindoura Sessão, que lhe é entregue com antecedência pela Venerança.
A sua intervenção não se limita a “duas palavras”, mas cria a oportunidade de levar conhecimento aos Obreiros, em especial, aos Aprendizes. Na realidade, os Aprendizes deveriam ser orientados pela Primeira Vigilância, vez que esta os tem sob seu comando e responsabilidade.

O quarto de hora da oratória pode ser suprido pela Palavra do 1ª Vigilante, uma vez que haja prévio entendimento. Além disso, esse Vigilante só pode dirigir-se aos Aprendizes e, com eles, poderá entabular diálogo. Os Vigilantes instruirão os Companheiros quando os trabalhos forem de Segundo Grau.

Não é permitido, sob a questionável expressão “pela ordem”, interromper a Palavra das Três Luzes; essa expressão vem do hábito profano, pois inexiste ritua-listicamente, salvo se o Obreiro tiver a necessidade de cobrir o Templo para satisfazer alguma necessidade física e deverá dirigir-se diretamente ao seu Vigilante, mesmo que a Sessão transcorra em outros Graus; a retirada do Obreiro em questão deve, sempre, ser acompanhada pelo Mestre de Cerimônias, pois a saída do Obreiro poderá necessitar de atendimento pessoal. Na vacância do Mestre de Cerimônias, mesmo que esta seja rápida, ele será substituído; se da Coluna do Norte, pelo 1ª Diácono; se da Coluna do Sul, pelo 2ª Diácono.

Quanto ao Orador, é preferível que fale “de improviso”, porém poderá ler sua oração, ou ler parte de algum livro, mesmo que seja em poesia. Assisti, uma só vez, um Orador expressar-se em cântico; isso é possível, obviamente, se ele possuir o específico talento.

O Orador poderá ler seu pronunciamento e trazer consigo tantas cópias quanto forem necessárias; no caso, será permitido ao Mestre de Cerimônias proceder a distribuição, obedecida a ordem das coletas.

Muito mais poder-se-ia discorrer sobre o assunto; isto será feito no próximo trabalho.

Artigo de Rizzardo da Camino.

REVISTA PALAVRA MAÇÔNICA





O que deve ser uma loja?
Uma loja deve ser o reino da harmonia. O modelo da futura sociedade almejada pelos maçons.

O que é o local onde os maçons se reunem?
É o mundo da fraternidade e da justiça social, é o local onde os maçons trabalham pela futura comunhão universal.

O que se entende por loja constituida?
São aquelas que possuem cartas constitutivas permanentes, estão investidas na plenitude de seus direitos.

O que é uma loja?
É o local onde se reúnem os maçons periodicamente para praticar as cerimônias ritualísticas que lhe são permitidas, num ambiente de fraternidade.

O que representa o recinto de uma loja?
O recinto de uma loja maçônica representa um sodalício de elevadas experiências morais, onde é dosado o caráter dos homens. É um laboratório de cultura, de estudo, de progresso moral e do saber avantajado.

Para que os maçons se reunem em loja?
Para combater a tirania, a ignorância, os preconceitos, os erros e para glorificar o direito, a justiça e a verdade.

O que pretende promover, os maçons, reunidos em loja?
Os maçons reunidos pretendem promover o bem estar da pátria e da humanidade.

O que se pratica dentro de uma loja?
Dentro de uma loja levantam-se templos à virtude e cavam-se masmorras ao vício.

Onde se reunem os maçons?
Os trabalhos de uma loja regularmente constituída realizam-se em locais adequados, especialmente construídos para essa finalidade ou devidamente adaptados. Estes lugares onde os maçons se reúnem para seus trabalhos chamam-se “templo”.
Qual o templo espiritual de um maçom?
O templo espiritual de um maçom é simbólico, construído no coração de todos os maçons. É através do aperfeiçoamento moral e intelectual de seus membros que a sublime instituição pretende alcançar a evolução de toda humanidade.

Qual a linguagem que predomina dentro de uma loja?
Predomina a linguagem dos símbolos, eis que estes falam incessantemente à alma humana, o idioma da razão, em busca de um grande ideal: a perfeição.

Quais os tipos de sessões que uma loja realiza?
São sessões ordinárias, extraordinárias e magnas.

Para que possa reunir uma loja, quantos obreiros são necessários?
É necessária a presença de, no mínimo, sete obreiros, dentre os quais, ao menos três devem ser mestres maçons.

Por que se associa a loja ao templo de salomão?
Na concepção maçônica, foram templos todas as edificações destinadas às lojas, reproduzindo, destarte, o de salomão, com as imagens e a ideia do universo
e de todas as maravilhas da criação.

O que lembra o designativo “de salomão”?
Lembra o vulto do grande monarca que se transformou num símbolo inimitável de sabedoria e de justiça; de sua sabedoria invulgar nasceu sua magnífica obra arquitetônica, que deu origem ao simbolismo maçônico.

Qual é a forma e quais as dimensões de uma loja?
É a de um quadrilongo. Seu comprimento é do oriente ao ocidente, sua largura é do norte ao sul e sua profundidade é da terra ao céu.

O que simboliza tão vasta extensão?
O que simboliza a extensão é a universalidade da sublime instituição.

O que é uma loja regular?
Loja regular é aquela que obedece a uma potência maçônica regular.

Por qual razão a loja está situada do oriente para o ocidente?
A razão é que a luz do sol e as luzes do evangelho da civilização vieram do oriente, espalhando-se pelo ocidente.

O que sustenta uma loja?
Três grandes colunas, denominadas: sabedoria, força e beleza.

O que representam essas três colunas?
Respectivamente: salomão, hiram e hiram abif.

Quais ordens de arquitetura foram dadas a essas três colunas?
A jônica para representar a sabedoria; a dórica para representar a força e a coríntia para representar a beleza.

O que representa o teto do templo?
A abóbada celeste.

Quais são os sustentáculos da abóboda que cobre uma loja?
Doze lindas colunas que representam os doze signos zodíacos.

O que simbolizam as ramas sobre os capiteis?
Simbolizam as lojas e os maçons espalhados pela face da terra.

O que lembram as sementes?
Suas sementes unidas lembram a fraternidade e a união entre os homens.

O que é a sala dos passos perdidos?
É uma sala que existe antes do templo, devendo ser o mais confortável possível, servindo para a recepção dos visitantes e permanência dos obreiros.

O que é o atrio?
Nas lojas maçônicas dá-se este nome ao espaço ou a sala que existe entre as estradas do templo e a sala dos passos perdidos.

Como é feita a circulação dentro de um templo?
Da esquerda para a direita, no sentido dos movimentos dos ponteiros do relógio.
Para se retirar de um templo, o que é necessário?
Necessita-se da permissão do venerável mestre, deixando o óbulo na bolsa de beneficência e jurando nada relevar do que ali foi tratado.

Qual a ordem dos trabalhos em loja?
A) abertura ritualística;
B) leitura do balaustre;
C) leitura do expediente;
D) entrada dos visitantes;
E) bolsa de propostas e informações
F) ordem do dia; bolsa de beneficência;
G) palavra ao bem da ordem geral e do quadro em particular, sem discussão e nem diálogo;
H) saudação dos visitantes;
I) encerramento ritualístico e
J) cadeia de união

Por que se encontra a bandeira nacional dentro do templo?
Por que o amor, o respeito e a glorificação da pátria constituem o apanágio permanente da maçonaria. Assim, para que se preste esse culto é que o pavilhão
nacional encontra-se dentro do templo.

Qual é o traje para as sessões magnas?
É obrigatório o traje a rigor, preto ou azul-marinho, gravata, sapatos e meias pretos, camisa branca, sendo tolerado, em casos excepcionais, o uso do balandrau pelos visitantes.
O que é o balandrau?
É um traje antigo usado pelos maçons como formato de “opa” ou capote longo, com mangas compridas e capuz, hoje simplificado como capa ou beca.

Quando se permite a presença de não maçons, especialmente, convidados nas sessões das lojas?
É permitida a presença de convidados apenas nas sessões magnas públicas.

A administração da loja
Como se compõe a administração de uma loja?
Compõe-se de luzes, dignidades e oficiais.
Quais são as luzes de uma loja?
As luzes são o venerável mestre e os primeiros e segundos vigilantes.

Quais são as dignidades de uma loja?
As dignidades são o orador, o secretário, o tesoureiro e o chanceler.

Quais são os oficiais de uma loja?
Os oficiais são o mestre de cerimônias, o hospitaleiro, o primeiro e o segundo diácono, o porta espada, o porta estandarte, os primeiros e segundos espertos, o guarda do templo, o cobridor, o mestre de banquetes, o mestre de harmonia, os arquitetos e o bibliotecário.

Qual é a função do venerável mestre em uma loja?
O venerável mestre é o presidente nato de uma loja, representando-a junto à sua potência maçônica, ao poder civil e em suas relações com terceiros em geral; internamente, dirige a loja.
Qual deve ser a conduta do venerável?
Ele deve ser um exemplo aos que dirige. Recomendação e prestígio à maçonaria.

Quem substitui o venerável mestre em suas faltas ou impedimentos?
Pode ser substituído, observando a seguinte ordem: Primeiro vigilante, segundo vigilante ou “pastrsmestres” mais recente.

Quais as funções dos vigilantes?
Suas funções são verificar se o templo está coberto e se todos os presentes são maçons.

Quais as funções do orador?
O orador é o principal responsável pelo fiel cumprimento das disposições legais, competindo-lhe, entre outros, opor-se de ofício a toda e qualquer deliberação contrária às leis e resoluções emanadas da autoridade competente, interpretando e dirimindo dúvidas sobre tais disposições e apresentar as conclusões finais de toda a matéria em debate, sem entrar no mérito da questão.

Qual a função do guarda do templo?
Verificar se, realmente, o templo está coberto, zelando para que ninguém venha perturbar a sessão.

O que simboliza o mestre de cerimonias?
Simboliza o ordenamento do caos e a criação do universo, tendo a missão de compor a loja, preenchendo os cargos.

O que simbolizam os bastões usados pelo mestre de cerimonias e pelos diáconos?
Os três bastões simbolizam o poder da união, já que, juntos, não poderão ser quebrados com finalidade. São os símbolos da autoridade moral e da fortaleza
material da loja.

O que é preciso para que uma loja seja justa e perfeita?
Que três a governem e cinco a componham, ou seja, que sete obreiros a completem.

O que represetam as colunas da loja?
As colunas representam:
Jônica - sabedoria; venerável - oriente;
Dórica - beleza; primeiro vigilante - ocidente;
Coríntia - beleza; segundo vigilante - sul.

Por que o venerável mestre representa o pilar da sabedoria?
Por que ele dirige os obreiros.

Por que o primeiro vigilante representa o pilar da força?
Por que paga salário aos obreiros, que é a força e a manutenção de existência.

Por que o segundo vigilante representa o pilar da beleza?
Por que faz repousar os obreiros e fiscaliza-os no trabalho.

Quais são as jóias móveis da loja?
O esquadro, o nível e o prumo, porque são transferidas a cada ano aos novos dirigentes.

O que significa o esquadro no colar do venerável mestre?
Significa que ele deve agir com retidão, obedecendo aos estatutos da ordem.

O que significa o nível trazido pelo primeiro vigilante?
Significa a igualdade social, base do direito natural.

O que significa o prumo trazido pelo segundo vigilante?
O prumo significa que o maçom deve ser reto em seu julgamento.

Durante os trabalhos quem pode falar sentado?
Podem falar sentado, o venerável mestre, os exveneráveis e os vigilantes.

Quem mais pode falar sentado durante os trabalhos?
O orador ao fazer as suas conclusões e o secretário ao fazer a leitura do balaustre e do expediente.

O que simboliza o chapéu que o venerável mestre usa em loja?
O chapéu é o símbolo da superioridade e da autoridade. A origem deste costume está na corte onde o rei era o único que mantinha sua cabeça coberta, enquanto os demais deixavam as cabeças descobertas em sinal de respeito.

Extraído do quadro curiosidade da “REVISTA PALAVRA MAÇÔNICA".

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Oposição à Maçonaria e Livros Antimaçônicos



Oposição à Maçonaria e Livros Antimaçônicos

Charles Evaldo Boller

Sinopse: Análise resumida da perseguição religiosa e política aos maçons pelo mundo e o que realmente se faz dentro dos templos da Maçonaria.

Inúmeras obras antimaçônicas foram escritas no passado. Algumas com consequências mortais, instigando a perseguição de parte dos fundamentalistas políticos e religiosos. São exemplos: a perseguição na Alemanha, por Adolf Hitler; na Espanha, Francisco Franco; diversos papas católicos e líderes de outras miríades de religiões fundamentalistas. Milhares de maçons foram assassinados em consequência destas obras escritas apenas para público profano desejoso de conhecer os "terríveis segredos da Maçonaria". Outros tinham por alvo disseminar mentira e instigar à discriminação racial, guerras ideológicas e sanguinárias, como no caso de "Os Protocolos dos Sábios de Sião".

Houve obras antimaçônicas que causaram até bem para a ordem maçônica porque trouxeram mais informação útil que alguns livros maçônicos escritos com o objetivo de auxiliar, ou registrar fundamentos, filosofias e sua história ou liturgia. Existem obras de autores maçônicos causadores de danos graves; são os escritos por pessoas de pouco ou nenhum conhecimento técnico histórico. Inventaram estórias e dados inconsistentes que, de tanto serem replicadas, alcançaram até status de verdade, mas alimentam as baterias dos detratores. Existem casos onde os fatos relatados têm mínima chance diante de uma pesquisa superficial; é pura ficção, de pouco ou nenhum suporte. Obras que não respeitam a inteligência dos antimaçons, e certamente, muito menos ainda, a dos maçons. O observador arguto deduz prontamente que, os piores inimigos estão dentro da Maçonaria, constituído de "irmãos" oportunistas e astutos na preparação de ardis, que à luz da pesquisa desmoronam, revelando sórdidos objetivos comerciais. Estes sim expõem a Maçonaria Universal a ridículo e perigo; geram a munição que os detratores da instituição maçônica buscam para carregar suas armas insidiosas.

Apenas um ano após a aparição da primeira constituição maçônica, quando, em 1724, foi escrito o Livro das Constituições de James Anderson, surgiu em Londres, de autor anônimo e edição de Willian Wilmont, um pequeno impresso com o título "Revelado o Grande Mistério dos Maçons". Tudo leva a crer que o autor foi um covarde maçom, cujo único objetivo foi vender informações maçônicas ao maior número de pessoas. Depois surgiu "Toda a Instituição Maçônica", revelando até sinais e palavras. Foram muitos os textos que surgiram na época, alguns até plágio dos primeiros, mas todos com o objetivo de fazer dinheiro à custa da curiosidade profana. A partir de 1730 surgiram obras antimaçônicas de vulto e impacto: "A Maçonaria Dissecada" de Samuel Prichard. Em 1744, o abade Perau publicou o livro: "A Ordem dos Franco-maçons Traída e Seus Segredos Revelados". Neste mesmo ano, Luiz Traveno publicou diversos livros versando sobre Maçonaria, sempre expondo assuntos internos, no claro objetivo de apenas vender livros e fazer dinheiro. Em 1760 foi editado um livro de autor desconhecido, "As Três Batidas Distintas". Em 1762 apareceu o livro "Jaquim e Boaz". Depois surgiu "Memórias do Jacobismo", do padre Augustinho Barruel, o qual é considerado, de fato, o pai da antimaçonaria, pois sua criatividade criou fábulas tão verossímeis que estas ainda hoje prejudicam os maçons.

De todos estes autores podemos aceitar até motivação por ódio e oportunismo comercial contra a Maçonaria, pois não eram maçons. Entretanto, o maior mestre do engodo, de todos os tempos, foi o aprendiz maçom Leo Taxil, este causou estragos terríveis à ordem maçônica. Depois deste "irmão" surgiu frei Boaventura em seu livro "A Maçonaria no Brasil", também pretendia contar os "segredos" dos homens que se reuniam a portas fechadas em confrarias fraternas.

O supremo campeão é sem dúvidas "Os Protocolos dos Sábios de Sião", obra ficcional na qual foram baseadas as invenções de alguns detratores e principalmente de parte do padre Barruel, dando conta de uma suposta "Conspiração Maçônica", e onde foram dramatizadas situações sem fundamento que muitos males causaram aos maçons ao longo do tempo; nem as dramatizações de Leo Taxil e todos os anteriores ao padre Barruel causaram tanto mal. Mesmo escrevendo diversos livros dos dramas e problemas proporcionados, não se esgota o assunto da antimaçonaria.

Na Internet encontram-se inúmeros sites contendo informações desencontradas da organização e ação da Maçonaria que carecem até de algum discernimento para perceber o engodo nelas contido. Em sua maioria são produções que usam os livros já citados e até da bíblia judaico-cristã como plataforma da calúnia e raciocínio falso. Todo extremismo, todo fundamentalismo religioso e político tem estas características; quando não consegue convencer pelo argumento lógico e claro, apela para a mentira e fantasia, torce o sentido das palavras de seus livros sagrados para denegrir qualquer obstáculo que lhes embarace o caminho aos negócios bilionários ou caça ao poder efêmero.

Felizmente a instituição maçônica provê abertura para debate de amplo leque. Maçonaria não se faz com templos, livros, grandes lojas, grandes orientes, sinais, palavras de passe ou palavras sagradas! Estas são apenas ferramentas, utensílios que facilitam o raciocínio, abrem o entendimento. Maçonaria se faz dentro da mente e no coração! Todo o resto é ilusão! Nem mágica ou misticismo colaboram, antes denigrem e municiam os inimigos com argumentação para quebrar e hegemonia da Maçonaria Universal. Não fossem a pequenez e fragilidade humana, as ferramentas, obediências, ritos e locais de reunião seriam até desnecessárias! A Maçonaria seria dispensável! Tentar revelar os "segredos" da ordem maçônica é seguramente um vão esforço dos detratores de alcançarem o vento na corrida! Grandes pensadores já intuíram em tempos idos que, onde existirem pessoas que se tratam como irmãos e demonstram profundo amor entre si, com certeza ali estará o espírito do Grande Arquiteto do Universo e se pratica a verdadeira Maçonaria; independente se as pessoas forem ou não iniciadas. A iniciação verdadeira ocorre no coração. É dádiva divina! Resultado de sã racionalidade, lógica e espiritualidade, equilibrados.

Uma dos mais fantásticos insights proporcionados pela Maçonaria é o autoconhecimento; "o conhece-te a ti mesmo", de Sócrates; a viagem interior que afasta da mente todo apego estrito à palavra escrita ou falada e revela a espiritualidade; o lugar onde está o Deus, onde cada um tem o Deus criado a partir de antropomorfismo que é característica do homem comum. O maçom sequer discute ou gera Deuses à sua imagem e semelhança, porque seres desta magnitude não cabe dentro da lógica e apenas gera separação e ranger de dentes, daí usar apenas do conceito de um Princípio Criador, ao qual denomina Grande Arquiteto do Universo. É a razão da paz encontrada entre as colunas das lojas dos maçons.

É o conhecimento da verdade relativa em todas as questões que conduz ao crescimento pessoal e espiritualidade avançada; o maçom que possui o conhecimento da Maçonaria em si não é idólatra, materialista ou medíocre. O fundamentalismo de qualquer espécie terá muito trabalho para manter a cegueira que subjuga por uns tempos, já que a evolução espiritual e do autoconhecimento do maçom promovem o discernimento que conduz à sabedoria e liberdade.

O livre pensador torna-se independente de intermediários na busca de sua espiritualidade. O Deus que busca está perto para o iniciado e muito longe ao cego escravizado, num hipotético céu, em virtude de estar submetido a dogmas e fantasias dos inimigos da liberdade. As religiões querem escravos do pensamento para manter seu poder temporal efêmero, algo do que a Maçonaria liberta seus homens e, devido a isto, as religiões odeiam a ordem maçônica criando mentiras. O mesmo faz o poder político absolutista, ditatorial.

Vencer aos detratores da Maçonaria é a razão do maçom cauterizar e envolver sua mente de forte couraça de aço. Aprende a usar da espada numa mão, que é sua língua manejada com maestria na derrubada das mentiras ou raciocínios ilógicos e, na outra mão, porta a trolha com a qual constrói e apazigua uma sociedade livre de obscurantismo.

O corpo do maçom, que constitui seu templo, o seu lugar de adoração sagrado, permanece puro, imaculado da perfídia imunda do obscurantismo gerados por religiões e ideologias políticas que conspurca a sociedade humana. Porque o Deus que reside no maçom é tão verdadeiro como aquele que reside em qualquer outra criação do Universo. A Maçonaria promove nos homens por ela treinados a mais ampla liberdade; a suprema liberdade do pensamento; é onde qualquer ser racional é absolutamente livre por característica de projeto devido ao Grande Arquiteto do Universo.

Bibliografia:

1. BAYARD, Jean-Pierre, A Espiritualidade na Maçonaria, Da Ordem Iniciática Tradicional às Obediências, tradução: Julia Vidili, ISBN 85-7374-790-0, primeira edição, Madras Editora Ltda., 368 páginas, São Paulo, 2004;

2. BOUCHER, Jules, A Simbólica Maçônica, Editora Pensamento, 1979;

3. CARVALHO, Francisco de Assis, O Avental Maçônico e Outros Estudos, Nº 6, primeira edição, Editora Maçônica a Trolha Ltda., 160 páginas, Londrina, 1989;

4. FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio de, Dicionário de Maçonaria, Seus Mistérios, seus Ritos, sua Filosofia, sua História, quarta edição, Editora Pensamento Cultrix Ltda., 550 páginas, São Paulo, 1989;

5. PROBER, Kurt, História do Supremo Conselho do Grau 33 do Brasil, Volume 1, 1832 a 1927, primeira edição, Kosmos, 405 páginas, Rio de Janeiro, 1981;

6. WESTCOTT, William Wynn, Maçonaria e Magia, título original: Tha Magical Mason, tradução: Joaquim Palácios, ISBN 85-315-0384-1, primeira edição, Editora Pensamento Cultrix Ltda., 240 páginas, São Paulo, 1983.

Biografia:

1. Augustin Barruel ou Abbé Augustin Barruel, jesuita francês. Nasceu em 2 de outubro de 1741. Faleceu, em 5 de outubro de 1820, com 78 anos de idade. Escreveu que a revolução francesa foi planejada e executada por sociedades secretas;

2. Francisco Franco ou Francisco Bahamonde Franco, escultor, militar e político espanhol e português. Nasceu em El Ferrol, Galícia em 4 de dezembro de 1892. Faleceu em Lisboa, em 20 de novembro de 1975, com 82 anos de idade. Caudilho do povo espanhol;

3. Hitler ou Adolf Hitler, estadista, militar e político alemão. Nasceu em Braunau, Áustria em 20 de abril de 1889. Faleceu em Berlim, Alemanha, em 30 de abril de 1945, com 56 anos de idade, suicídio. Fundador do Partido Nacional Socialista Alemão;

4. James Anderson, escritor, maçom e ministro religioso inglês. Nasceu em Aberdeen, Escócia em 1679. Faleceu, em 1739, com 59 anos de idade. Conhecido pela autoria da Constitutição dos Maçons Livres ou a Constituição de Anderson;

5. Luiz Travenol, escritor e maçom francês. Também conhecido por Leonardo Gabanon. Em 1743, Publicação de Catechismes des Franc-maçons, revelando segredos, de autoria de Travenol;

6. Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand-Pagès, falsário francês. Também conhecido por Léo Taxil. Nasceu em 21 de março de 1854. Faleceu, em 31 de março de 1907, com 53 anos de idade;

7. Samuel Prichard, escritor e maçom inglês. Em 1730, Publicação do livro Maçonaria Dissecada de Samuel Prichard, que divulgou Segredos Maçônicos e provocou alterações nos Rituais dos Modernos. Inglaterra. Em 1738, Publicação de Recepção Misteriosa, tradução mal feita de Maçonaria Dissecada de Samuel Prichard.

Data do texto: 07/11/2005

Sinopse do autor: Charles Evaldo Boller, engenheiro eletricista e maçom de nacionalidade brasileira. Nasceu em 4 de dezembro de 1949 em Corupá, Santa Catarina. Com 61 anos de idade.

Loja Apóstolo da Caridade 21 Grande loja do Paraná

Local: Curitiba

Grau do Texto: Aprendiz Maçom

Área de Estudo: Intolerância, Maçonaria, Obscurantismo, Política, Religião

Blog Segredo Maçônico




sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Luta Pela Sobrevivência

O Sol


Luta Pela Sobrevivência
Charles Evaldo Boller



Sinopse: Estamos nesta biosfera para comer uns aos outros, mas enquanto não chegar a nossa vez, a vida pode ser desfrutada com qualidade.



Mesmo que entre as criaturas da biosfera exista luta permanente, quando uma alimenta-se do corpo da outra para sua sobrevivência, a atitude do homem, em resultado de sua capacidade de pensar, por empatia para com seus semelhantes, deveria ser mais benevolente, mais condescendente, e prevalecer mais respeito.



A análise torna o estudante sábio quando deduz que as melhores virtudes afloram enquanto não ocorre luta pelo espaço vital e o meio de sustentação da vida; muitas criaturas disputando o mesmo espaço e recursos despertam os mais cruéis instintos selvagens, daí a necessidade de diminuir a prole ser algo a plantar na mente de todos.



Se isto não ocorrer e o esgotamento da natureza levar ao colapso, a capacidade de pensar livremente de nada mais servirá, pois o frágil sistema econômico mundial vai falir e as dores de aflição serão progressivas em violência até encontrar seu ponto de equilíbrio: matando a maioria dos pobres. A natureza será igualmente mortal para obter o equilíbrio, mesmo que para isto mais uma espécie deva ser extinta: o próprio homem.



Resta ao livre pensador usar o que está desenhado no projeto do Grande Arquiteto do Universo onde consta uma fórmula para derramar sabedoria na mente de todos os homens de boa vontade. Nós sabemos perfeitamente decifrar esta fórmula, está escrita claramente na mente e no coração de todos os homens, é só buscar e praticar. Colocar fé na possibilidade dos sofrimentos resultantes das convulsões do agonizante sistema econômico mundial seja minimizado pela prática daquilo que existe latente em cada ser humano e até nos animais. Ter esperança que a ação da Maçonaria e outras instituições assemelhadas sejam bem sucedidas em formar o maior número possível de homens e lideranças para acelerar o aporte do salto de inspiração, do insight que livrará a todos das crises que assolam a sociedade. Todos os homens, e não apenas os maçons, sabem do que se trata! Teimosamente o homem insiste em esquecer-se da prática da atitude que poderia melhorar a efêmera existência neste sistema de coisas. Que a crise de esquecimento passe e seja logo esquecida!



Enquanto isto convém lembrar-se do prazer que sentem os carnívoros quando bebem do sangue das outras criaturas que com seus corpos os alimentam! Ao devorar um belo pedaço de picanha, qual o homem que naquele momento pensa que aquilo que está ingerindo é o cadáver de outra criatura criada pelo sistema do Grande Arquiteto do Universo para a manutenção da vida? Poucos! Pense no caranguejo, ostras e mariscos que são cosidos vivos para servir de alimento! Insensíveis, continuaremos a comer da carne uns dos outros para sobreviver, é criatura comendo a outra porque assim nos foi transmitido pela evolução das criaturas vivas desta biosfera. Ao menos com nossos assemelhados deveríamos usar de empatia e minimizar a miséria e o sofrimento, mesmo que a solução para manter o equilíbrio do sistema de suporte da vida seja a morte de todas as criaturas.



A solução para boa convivência consiste no amor fraterno que pavimenta o caminho em direção a um futuro promissor, repleto de felicidade para as criaturas. Este sim tem a capacidade de solucionar todos os problemas da humanidade. Grandes pensadores e iniciados, em todos os tempos já o divisaram como a única solução para obter convivência pacífica até que a morte venha e nossos corpos sejam dados como alimento para outras criaturas sobreviverem por mais uns tempos até que a sua vez também chega para alimentar outras criaturas em círculos fechados a que denominamos ecossistemas.



O Grande Arquiteto do Universo escreveu em nosso DNA, em nossa mente a solução para uma vida com qualidade; é só praticar o amor fraterno para com tudo o que nos cerca porque estamos em equilíbrio e devemos respeitar os limites impostos pela Natureza. Caso contrário, desapareceremos como espécie ou até destruiremos nossa biosfera, o nosso lindo Jardim do Éden que vaga pelo espaço infindo a um destino desconhecido que só o Grande Arquiteto do Universo sabe. Somos todos tripulantes desta linda nave espacial linda e azul feita do nada para nosso usufruto enquanto ser.



Bibliografia:

1. ABBAGNANO, Nicola, Dicionário de Filosofia, Dizionario di Filosofia, tradução: Alfredo Bosi, Ivone Castilho Benedetti, ISBN 978-85-336-2356-9, quinta edição, Livraria Martins Fontes Editora Ltda., 1210 páginas, São Paulo, 2007;

2. BOURRICAUD, François; BOUDON, Raymond, Dicionário Crítico de Sociologia, tradução: Durval Ártico, Maria Letícia Guedes Alcoforado, ISBN 978-85-0804-317-0, segunda edição, Editora Ática, 654 páginas, São Paulo, 2007;

3. GEORGE, Susan, O Relatório Lugano, Sobre a Manutenção do Capitalismo no Século XXI, título original: The Lugano Report, tradução: Afonso Teixeira Filho, ISBN 85-85934-89-1, primeira edição, Boitempo Editorial, 224 páginas, São Paulo, 1999;

4. MASI, Domenico de, Criatividade e Grupos Criativos, título original: La Fantasia e lá Concretezza, tradução: Gaetano Lettieri, ISBN 85-7542-092-5, primeira edição, Editora Sextante, 796 páginas, Rio de Janeiro, 2003;

5. MASI, Domenico de, O Futuro do Trabalho, Fadiga e Ócio na Sociedade Pós-industrial, título original: Il Futuro del Lavoro, tradução: Yadyr A. Figueiredo, ISBN 85-03-00682-0, nona edição, José Olympio Editora, 354 páginas, Rio de Janeiro, 1999;

6. ROUSSEAU, Jean-Jacques, A Origem da Desigualdade Entre os Homens, tradução: Ciro Mioranza, primeira edição, Editora Escala, 112 páginas, São Paulo, 2007.



Data do texto: 08/01/2010

Sinopse do autor: Charles Evaldo Boller, engenheiro eletricista e maçom de nacionalidade brasileira. Nasceu em 4 de dezembro de 1949 em Corupá, Santa Catarina. Com 61 anos de idade.

Loja Apóstolo da Caridade 21 Grande loja do Paraná

Local: Curitiba

Grau do Texto: Aprendiz Maçom

Área de Estudo: Educação, Filosofia, Maçonaria, Sociologia

Blog Segredo Maçônico




quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Principios ocultos de saúde e cura





Extraído do livro "Princípios de saúde e cura", de Max Hendeil páginas 54 a 56


As comidas e as bebidas que nutrem o corpo devem ser, ao mesmo tempo, a fonte primária das substâncias calcáreas, matérias terrosas que o sangue vai depositando em todo o sistema, causando a decrepitude e finalmente a morte. Para sustentar a vida física é necessário comermos e bebermos, mas como há muitas espécies de comidas e bebidas, devemos estabelecer, à luz dos fatos acima mencionados, quais são as que contêm a menor quantidade possível dessa substância destrutiva. Se descobrimos esses alimentos, ser-nos-á possível aumentar nossa vida, pois, do ponto de vista oculto, é desejável viver o maior tempo possível em cada corpo denso, especialmente depois que nos tenhamos iniciado no Caminho. São precisos tantos anos para educar cada corpo em que moramos, durante os anos da infância e da juventude, até que o Espírito possa pelo menos obter algum controle sobre ele, que quanto mais tempo pudermos ter um corpo já adaptado e obediente aos impulsos do Espírito, tanto melhor. Daí ser muito importante que o discípulo consuma alimentos e bebidas que contenham o mínimo de substâncias endurecedoras e que ao mesmo tempo mantenham ativos os órgãos excretores.



A pele e o sistema urinário são os salvadores do homem, evitando-lhe uma morte prematura. Não fosse por esses órgãos que eliminam a maior parte das substâncias terrosas absorvidas com os alimentos, ninguém viveria mais de dez anos.



Calcula-se que a água corrente, não destilada, que toda pessoa consome em forma de chá, café, sopa, etc., contém carbonatos e outros compostos calcáreos que em quarenta anos, formariam um sólido bloco de cálcio ou de mármore, do tamanho de um homem. É também, digno de nota que embora o fosfato de cálcio seja encontrado na urina dos adultos, não se encontra na das crianças, porque nestas, a rápida formação dos ossos requer a retenção desse sal. Durante o período da gestação, existe muito pouca substância terrosa na urina da mãe, porque quase toda ela é empregada na formação do feto. Em circunstâncias comuns porém, esta matéria terrosa é encontrada na urina dos adultos, e a isso se deve o fato de a vida alcançar a duração que tem atualmente.


A água não destilada, tomada internamente, é o pior inimigo do homem, mas usada exteriormente, é seu melhor amigo, pois mantém os poros da pele abertos, facilita a circulação do sangue e evita sua estagnação, que é a causa dos depósitos do mortal fosfato de cálcio.



Harvey, o descobridor da circulação do sangue, disse que a saúde denota uma circulação livre, enquanto que a enfermidade é o resultado de obstrução na circulação do sangue.



A banheira é um grande auxiliar na manutenção da saúde do corpo e deve ser usada constantemente pelo aspirante à vida superior. A transpiração, sensível ou não, expele mais substâncias terrosas do corpo do que qualquer outro agente.



Enquanto se forneça combustível e se mantenha o fogo isento das cinzas, continuará queimando. Os rins são importantes na função de lançar fora as cinzas do corpo, mas apesar da grande quantidade de substâncias terrosas arrastadas pela urina, sempre fica bastante, em muitos casos, para formar areias e até pedras na bexiga, causando terríveis sofrimentos e até a morte.



Ninguém deve se enganar acreditando que a água fervida contém menos substâncias calcáreas. A crosta que se forma nas paredes do recipiente em que é fervida, foi ali deixada pela água evaporada, que escapou em forma de vapor. Se se condensar esse vapor, teremos água destilada, que constitui um elemento importantíssimo para manter o corpo sempre jovem.



Na água destilada não existe, absolutamente, a menor quantidade de substâncias terrosas, como também não existe na água da chuva, na neve ou no granizo (a não ser que a tenha apanhado no contato com o telhado, etc.) mas o café, o chá ou sopa, feitos com água comum, por mais fervida que seja, não estão isentos das substâncias terrosas; pelo contrário, quanto mais fervida tenha sido a água, tanto mais carregada de depósitos ficará. Os que sofrem de enfermidades urinárias não deveriam beber jamais água que não fosse destilada.


Quanto aos alimentos sólidos, podemos dizer, de forma geral, que todos os legumes e verduras frescas e as frutas maduras, contêm a maior proporção de substâncias nutritivas e a mínima de substâncias terrosas.


O alimento adequado, tomado a tempo e nas circunstâncias apropriadas, não somente cura como evita as enfermidades.



Supõe-se, geralmente, que o açúcar ou as substâncias sacarinas são prejudiciais à saúde, especialmente para os dentes, causando cáries e dores de dentes. Isto é verdade só em certas circunstâncias. É prejudicial em algumas enfermidades, como na biliosidade e na dispepsía, ou se o mantemos muito tempo na boca, como as balas, mas se é usado com parcimônia, durante a boa saúde, e se aumentamos seu consumo gradualmente conforme o estômago for se acostumando ao seu emprego, ver-se-á que é muito nutritivo. A saúde dos negros melhora enormemente durante a colheita da cana, apesar do aumento de trabalho em que implica. Isto é atribuído à sua indulgência pelo doce caldo de cana. O mesmo pode ser dito dos cavalos, vacas e outros animais que vivem nessas localidades, que gostam muito do melaço que se lhes dá. Engordam muito durante a safra, e seu pêlo se torna brilhante e suave. Os cavalos que são alimentados com cenouras cozidas, durante algumas semanas, ficarão com o pêlo suave e lustroso como seda, devido aos sumos sacarinos desse vegetal. O açúcar é um artigo dietético nutritivo e benéfico e não contém cinzas de nenhuma espécie.



As frutas constituem a dieta ideal. Na realidade, as árvores e as plantas as produzem para induzir o animal e o homem a comê-las a fim de que suas sementes se disseminem, como as flores atraem as abelhas com propósitos similares.


As frutas frescas contêm água da mais pura e da melhor qualidade, capaz de espalhar-se pelo organismo de forma maravilhosa. O suco de uvas é um solvente maravilhoso. Estimula a fluidez do sangue, abrindo caminho através dos capilares já secos e obstruídos, sempre que este processo não esteja muito avançado. Mediante uma cura de suco de uva sem fermentar, as pessoas de olhos fundos e de pele enrugada, ficam louçãs e radiantes. A permeabilidade aumentada permite ao Espírito manifestar-se mais livremente e com renovada energia.


Considerando o corpo, do ponto de vista estritamente físico, é o que poderíamos chamar um forno químico, sendo o alimento o combustível. Quanto mais exercício faz o corpo, tanto mais combustível necessita. Seria Ioucura que uma pessoa mudasse sua dieta normal, que durante anos a tem nutrido adequadamente, adotando o novo método sem pensar bem, antes no que seja melhor para si. Eliminar a cara da dieta normal das pessoas acostumadas com ela, minaria a sua saúde. A única maneira segura de proceder é experimentar e estudar as coisas primeiramente, usando o discernimento e a devida sensatez. Não se podem estabelecer regras fixas, pois a dieta é assunto tão individual como qualquer outra característica. Tudo o que se pode fazer é descrever a influencia de cada produto químico, deixando que o aspirante determine seu próprio método.



Nem devemos permitir que a aparência de uma pessoa influencie nosso julgamento a respeito de sua saúde. Geralmente são aceitas certas idéias com relação à aparência que deve ter uma pessoa saudável, mas não há nenhuma razão válida para tal opinião. O rosto rosado pode ser indício de saúde em um indivíduo e de enfermidade em outro. Não há nenhuma regra particular mediante a qual se possa saber se existe boa saúde, salvo o sentimento de bem-estar que é experimentado pelo próprio indivíduo, sem ter em conta sua aparência.



A água é o grande solvente.



O nitrogênio ou proteína é a substância formadora da carne, mas contém algumas substâncias terrosas.


Os açúcares ou hidratos de carbono são os principais produtores de força e energia.


As gorduras produzem calor e são armazenadoras de energia de reserva.



As cinzas são minerais, terrosas e obstruem o sistema. Não devemos temer que não as obtenhamos em quantidades suficiente para a formação dos ossos; pelo contrário, devemos cuidar de ingerir a menor quantidade possível.


A caloria é a unidade simples de calor. Uma libra de castanhas do Pará, por exemplo, contém 49,6 por cento de resíduos (cascas), mas o restante 50,4 por cento contém 1.485 calorias, o que significa que quase a metade do peso são resíduos, enquanto que o resto contém o número de calorias mencionado. Para conseguirmos a maior energia dos nossos alimentos, temos que prestar atenção ao número de calorias que contenham, pois delas conseguiremos a força necessária para realizar nossas tarefas diárias.



O chocolate é um dos alimentos mais nutritivos, mas o cacau em pó é um dos mais perigosos, pois contém quase três vezes a quantidade de cinzas que têm outros alimentos e geralmente dez vezes mais que a maioria. É um alimento poderoso, mas é também um poderoso veneno, pois obstrui o sistema mais rapidamente do que qualquer outra substância.


É claro que no princípio é preciso algum estudo para determinar a melhor alimentação, mas vale a pena, pois assegura saúde e longevidade e o emprego livre do corpo, permitindo nossos estudos e dedicação às coisas elevadas. Depois de algum tempo, a pessoa se familiariza tanto com o assunto que geralmente não precisa dar-lhe nenhuma atenção especial.


Deve-se lembrar, todavia, que nem todas as substâncias químicas contidas nos alimentos são utilizáveis para seu emprego no organismo, porque existem certas porções que o corpo se nega a assimilar.


Dos vegetais digerimos somente uns 83% das proteínas, 90% das gorduras e 95% dos carboidratos. Das frutas assimilamos 85% das proteínas, 90% das gorduras e 90% dos carboidratos.



O fósforo é o elemento particular mediante o qual o Ego pode exprimir o pensamento e exercer sua influência no corpo físico. Também é fato que a proporção dessa substância no corpo corresponde ao grau de inteligência do indivíduo. Os idiotas têm muito pouco fósforo, ao passo que os grandes pensadores têm muito. Também no Reino Animal o grau de consciência e inteligência está em proporção com a quantidade de fósforo contida no cérebro.


Por conseguinte, é da maior importância que o aspirante que usa seu corpo para trabalhos mentais e espirituais, forneça a seu cérebro a substância necessária para esse fim. A maioria dos vegetais e frutas contêm certa quantidade de fósforo, mas é curioso que a maior proporção seja encontrada nas folhas, que, em geral, são desprezadas. É encontrado em quantidade considerável nas uvas, nas cebolas, no feijão, no ananás, nas folhas e talos de muitas verduras, no caldo da cana de açúcar, mas não no açúcar refinado.


Em conclusão, cada aspirante deve escolher os alimentos que digira com mais facilidade, porque quanto mais facilmente os digira, tanto maior energia extrairá deles e tanto mais tempo passará sem que o organismo necessite novo suprimento. O leite nunca deve ser bebido como se bebesse um copo d'água. Tomado dessa maneira forma no estômago uma bola de queijo, quase impenetrável à ação do suco gástrico. Deve ser sorvido lentamente, porque assim irá formando pequenos glóbulos no estômago, que são facilmente assimilados. Os frutos cítricos são poderosos antissépticos e os cereais, especialmente o arroz integral, são antitóxicos de grande eficácia.

VEJA NO ENDEREÇO ABAIXO O LIVRO NA ÍNTEGRA.
http://www.fraternidaderosacruz.org/mh_podsec_port.pdf





quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Maravilhas dos Símbolos e o Ócio Criativo



Maravilhas dos Símbolos e o Ócio Criativo
Charles Evaldo Boller

Considerando o equipamento de comunicação, sensibilidade e habilidade de que o homem é provido, só isto já o faz reinar soberano nesta biosfera. Sua superioridade é aumentada quando coloca em prática a sua capacidade de sonhar e principalmente de pensar com lógica e clareza. Mesmo que sua construção emocional o equipe com instintos que podem ser usados para bem e para o mal, ele desenvolve processos de interiorização que o defendem e o transformam de besta cruel e sanguinária em criatura dócil e amorosa. E é neste desenvolvimento que a Maçonaria atua no maçom que realmente deseja ser pessoa de bem em sentido lato. Ao incentivar o pensamento com ilustrações e especulações racionais, ensina ao homem a favorecer-se de sua capacidade racional e lógica. O maçom aprende a pensar.

Pensar como fruto do próprio esforço e iniciativa é uma característica que a poucos seres humanos é dado fazer. Não que sejam indolentes para meditar sobre temas importantes, mas estão submetidos a um sistema cruel de sobrevivência; pouco ou nenhum tempo resta para o indivíduo caminhar pelos meandros do pensamento especulativo. Esta falta de tempo é agravada pelas ofertas do mundo da propaganda e do entretenimento passivo. A concorrência é tão intensa e os atrativos para atividades passivas são tantas, que a maioria fica impossibilitada de oportunidades para meditar e pensar. Cinema, televisão, joguinhos de computador e outras distrações roubam o tempo e viciam as pessoas em atividade que não exigem praticamente nenhum esforço e os impedem de desenvolver a capacidade de pensamento para a felicidade.
A Maçonaria usa símbolos e alegorias para fazer as pessoas pensar. Todo aquele que é assíduo aos trabalhos em loja, praticamente sem esforço algum é conduzido pela caminhada dos símbolos e das estorinhas de fundo moral, que levam a pensar. Inclusive, por breves instantes, quando reunido em loja, o maçom é afastado dos laços alienantes do mercado consumidor para exercitar sua capacidade de pensar com lógica, filosofar e até sonhar.

Um símbolo fala muito mais que palavras; ele induz pensamentos completos que não são estáticos na linha do tempo, mas que se adaptam a cada situação, a cada estágio evolutivo da pessoa e da sociedade. O símbolo é o mesmo, a idéia que o circunda é diferente.

Uma alegoria representa de forma figurada expressões de pensamentos que se não forem traduzidas por ficções tornam-se difíceis, senão impossíveis de analisar com isenção. Os preconceitos e referenciais da cultura induzem enveredar por caminhos tortuosos, difíceis e até errados. Se a dificuldade for muito grande, a mente desiste e desliga o assunto. É semelhante a um ruído monótono e continuo; a mente desliga a capacidade de filtrar aquela informação e a pessoa consegue até dormir. O homem usa de sua capacidade de contar estorinhas para transmitir conceitos de moral e ética complicados aos seus pares, consistindo na principal razão do homem chegar ao ponto de evolução em que se encontra. Não fosse a sua maravilhosa capacidade de contar estorinhas ao redor das fogueiras desde o tempo das cavernas, não teria desenvolvido sua capacidade de pensar e até de sonhar. A Maçonaria abraçou esta intuitiva capacidade de ensinar utilizando-se de símbolos e estorinhas. O maçom nem percebe que está evoluindo em sua capacidade latente de pensar com lógica.

Esta característica de transmitir conhecimento era usada pelos pedreiros operativos no projeto e ensino das tarefas da profissão. Depois do trabalho, duro e estafante, eles reuniam-se de modo fraternal em algum lugar confortável, e lá, ao sabor de bom vinho e boa comida sonhavam e trocavam idéias de como fazer e melhorar em sua arte de construir catedrais. Os sábios que deram origem a Maçonaria perceberam isto e transportaram os hábitos e costumes daqueles pedreiros ao campo da especulação, na construção de catedrais que usam de pedras vivas para edificar a sociedade. Em loja tratam do treinamento formal e disciplinado, e após a reunião, em alegres reuniões os irmãos discutem os mais variados temas de interesse comum do indivíduo ou da sociedade. Assim foi o berço das grandes ações desenvolvidas por maçons que alteraram de forma permanente a história.

É nos momentos de descontração que afloram os potenciais de pensar; semelhante ao tempo em que não existia rádio e televisão, quando as pessoas conversavam e trocavam as mais valiosas informações para o seu crescimento intelectual, emocional e espiritual. É a prática daquela reunião familiar tão comum antes da Primeira Guerra Mundial. É uma sábia forma de escapar da alienação do sistema que escraviza e afasta o homem do estado natural.

O maçom que participa das atividades de sua loja, em todos os aspectos, se humaniza com muito mais facilidade. As duas atividades são importantes e complementares. O ritual comportado e ordeiro das lojas e a descontração livre e solta após os trabalhos complementam-se. É nos momentos de relaxamento que o maçom encontra solução para a maioria de seus problemas do cotidiano. Estes postulados são meticulosamente defendidos por Domenico de Masi e Bertrand Russell. Muitas vezes um simples comentário de um irmão dispara um processo racional para solução de problemas que até então pareciam insolúveis; é a volta para o circulo das fogueiras praticado pelos vetustos homens das cavernas, um hábito que a poucos é dado desfrutar neste mundo recheado de artificialidades.

Muitas vezes uma pessoa que não está contaminada pela emoção ou submetida a um sentimento de culpa desperta soluções na mente do irmão que tem algum problema em sua casa ou escritório.

Em todas as oportunidades da vida moderna o cidadão é instado a preparar-se para o trabalho; são raras ou inexistentes as vezes em que é treinado para o ócio. Nas ágapes festivas após os trabalhos em loja, o maçom reúne-se com outros seres humanos e troca símbolos ou idéias que o ajudam na programação de sua vida profissional e familiar. Há muito tempo, bem antes da loucura de nossa lides estafantes e alienantes que a Maçonaria trabalha assim, preparando o homem para bem usufruir os momentos de descontração. É um ócio criativo que possibilita e fomenta um futuro de qualidade e feliz para o ser humano.

Estes procedimentos complementares das reuniões nas lojas maçônicas liberam intelectualidade, energias psicológicas, morais, emocionais e espirituais. Existe um intercâmbio de sensações, emoções, símbolos e estorinhas que constroem o ser humano para fazer frente às vicissitudes da vida. Esta convivência pacífica e prazerosa desperta o poder dos símbolos latentes em cada intelecto e que foram treinados, até de forma subliminar, na reunião do templo. Cada atitude exterior do maçom reflete uma disposição interior, que foi desenvolvida no templo. Os momentos de descontração e divertimento consolidam aquilo a que o maçom foi exposto em loja. É importante não sair correndo após os trabalhos da loja exatamente devido a esta característica de complementação do que se aprendeu no templo. Ambas as atividades tem igual importância na fixação de tudo o que se aprendeu. Se assim não ocorre na loja é porque existe algum problema que está dispersando os irmãos, e cabe a todos os mestres maçons examinar quais os motivos que levam à debandada dos irmãos após os trabalhos; motivos que podem ser a sinalização de simples apatia até o perigo de degradação dos relacionamentos da irmandade ao ponto de culminar com abatimento de colunas, além de tornar infrutífero tudo o que se desenvolveu durante a sessão.

A confraternização após os trabalhos da sessão é útil e obrigatória. É quando afloram as maravilhas dos símbolos e o ócio criativo em termos práticos. É o momento de gozar das delícias para as quais o corpo humano foi maravilhosamente projetado. Isto porque, o homem não foi feito para o trabalho abusivo e degradante, mas para em suas lides obter prazer e alegria. Os orientais dizem que é devido ao cidadão encontrar um trabalho que ama que ele nunca mais trabalhará na vida. É nos momentos de ócio que a mente humana cria as mais belas obras de arte, seja esta uma arte útil ou inútil. O que interessa é fazer jus de ser maçom, desenvolver para fazer o bem, criar mais e melhores obras que influenciem a sociedade para a honra e à glória do Grande Arquiteto do Universo.
Artigo de Charles Evaldo Boller

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

GANDHI E O VIAJANTE



GANDHI E O VIAJANTE



Conta-se que Gandhi, sempre que viajava de trem pela Índia, comprava passagem de terceira classe. Ali os passageiros, não cultivavam hábitos de higiene, nem de boas maneiras.
Certa ocasião, quando empreendia uma das suas viagens, ele chamou a atenção de um rapaz que viajava junto a ele no mesmo vagão, porque de quando em quando cuspia no chão. Diante da advertência recebida, o moço respondeu indelicadamente e repetiu várias outras vezes o gesto. Gandhi calou-se.
Depois de um bom tempo de viagem, o rapaz pegou no seu violão, e começou a tocar e cantar músicas que exaltavam o grande líder e herói GANDHI.
Quando, finalmente, o trem parou na estação desejada, Gandhi levantou-se preparando-se para descer. O jovem, que também ficaria ali, juntou suas coisas para sair. Na estação, ele percebeu que alguém de certa importância e grande respeito estaria chegando, porque havia uma enorme recepção organizada com músicas instrumentais, fogos de artifício e discurso. Parou para ver . . . Era Gandhi quem chegava . . .
Ele então, juntou-se a multidão para recepcionar o ídolo. Só quando avistou o homenageado, é que se deu conta que o passageiro a quem havia respondido de maneira tão descortês e insolente, era exatamente aquele que havia enaltecido com tanta veemência através das suas canções. Ele não conhecia Gandhi, mas certamente entendeu que para ele, de nada significaram suas músicas e cântico.
Essa experiência pode muito bem ser aplicada em relação a Deus.
Pois, muitos procuram apresentar-Lhe honra e louvor superficiais, “honram-Lhe com os lábios; e o coração, porém, está longe Dele.”


“Os templos, as igrejas e centros espíritas estão lotados, mas poucos, muito poucos, compreendem e praticam o que se estuda e se ouve, enquanto fora dos círculos religiosos encontramos muitas almas que praticam a reforma íntima trabalhando anonimamente pelo bem e pela caridade.”
(Padre Vítor)
Observação: Podemos seguir qualquer religião e seus cultos exteriores, mas não nos esqueçamos da reforma íntima, educando nossos instintos inferiores, e revendo nossos valores.

Extraído do blog de estudos Allan Kardec.