quinta-feira, 1 de abril de 2010

O proveito comum

O proveito comum

Dentro da noite muito clara, os companheiros reunidos em casa de Pedro comentavam as
dificuldades na divulgação das idéias redentoras.
Muita gente se valia do socorro de Jesus, buscando vantagens próprias. Certo negociante
provocava o ajuntamento popular em determinada região da praia, a fim de estimular a venda
de vinhos; carroceiros vulgares intensificavam a propaganda do Reino Celeste, nas cercanias,
não com o objetivo de se tornarem melhores, mas para alugarem veículos diversos a doentes
de longe, interessados na assistência do Mestre.
O parecer de quase todos os apóstolos era inquietante e desalentador.
Foi quando o Divino Amigo, tomando a palavra, explanou:
— Certo filósofo, mergulhado nos estudos da Revelação Divina, possuía um discípulo que nunca se conformava com a incompreensão do povo quanto às verdades celestes. Inflamava-se, de minuto a minuto, contra os maus, os ingratos ou os hipócritas, que abusavam dos elevados ensinamentos de que se via portador.
O mestre ouvia-o e guardava silêncio, até que numa linda manhã, vindo um aguaceiro rápido de estio, convidou-o para um breve passeio até o campo próximo, depois de refeita a paisagem.
Não haviam andado meia-milha, quando avistaram vasta faixa de pântano; e o orientador,
observando que o charco recebia a água da chuva, explicou:
— Eis que o lodaçal recolhe o líquido celeste e com ele faz imundo caldo, mas existem batráquios que se beneficiarão com segurança e eficiência, porquanto, se não chovesse, provavelmente estas águas escuras se transformariam em veneno mortal.
Depois de alguns passos, encontraram poças de enxurrada nos recôncavos de terra dura, e o mentor, analisando-as, acrescentou:
— Aqui, a fonte jorrada do firmamento é agora lama desagradável; entretanto, que seria deste chão estéril se a água divina o não visitasse? Amanhã, talvez veremos neste solo perfumada
floração de lírios rústicos.
Marcharam adiante e detiveram-se na contemplação de algumas árvores nuas. A água, nos galhos ressequidos, parecia cinzenta e fétida, mas o instrutor esclareceu:
— Nestas árvores abandonadas, a bênção da chuva cristalina se fez pesada e sombria; no entanto, que lhes aconteceria se as dádivas do Alto as não beneficiassem? Possivelmente, morreriam, em breve, até às raízes. Em poucas semanas, porém, cobrir-se-ão de ramagens fartas, servindo aos lares abençoados dos passarinhos.
Demandaram além e descobriram alguns pessegueiros, cujas flores guardavam as gotas do céu, com tanta beleza, que mais se assemelhavam, dentro delas, a diamantino orvalho, levemente
irisado pela claridade solar. O mestre, indicando-as, disse:
— Aqui, as pétalas puras conservaram o dom celeste com absoluta fidelidade e, muito em breve, serão perfume e beleza em excelentes frutos para o banquete da vida.
Logo após, espraiando o olhar pela paisagem enorme, falou ao discípulo espantado:
— Jamais censures o manancial do socorro celeste. Cada homem lhe recebe o valor no plano em que se encontra. Guardando-lhe os princípios sublimes, o criminoso se faz menos cruel, o pior se mostra menos mau, o imperfeito melhora, o infortunado encontra alívio e os bons se engrandecem para maior amplitude no serviço ao Nosso Pai. Se possuis raciocínio suficiente para discernir a realidade, não te percas em reprovações vazias. Aprende com o Supremo Senhor que ajuda sempre, de acordo com a posição e a necessidade de cada um, e distribui com todos os que te cercam os bens do Céu que já podes reter com fidelidade e o Céu te abrirá o acesso a tesouros sem-fim...

Terminada que foi a narrativa, Jesus calou-se.
Os apóstolos, como se houvessem recebido sublime lição em tão poucas palavras, entreolharam-
se, expressivamente, silenciosos e felizes.
O Senhor, então, abençoou-os e retirou-se para as margens do lago, fitando, pensativo, as constelações que tremeluziam distantes...

Copiado do Livro Jesus no Lar
Foto: Da planta acácia, símbolo da imortalidade para a Ordem.

quarta-feira, 31 de março de 2010

PERDOAR É LIBERTAR-SE

PERDOAR É LIBERTAR-SE


Se alguém lhe atirasse uma pedra, o que você faria com ela?

Você a ajuntaria e guardaria para atirar no seu agressor em momento oportuno a ou jogaria fora?
Trataria dos ferimentos e esqueceria a pedra no lugar em que ela caiu?

Se você respondeu que a guardaria para devolver em momento oportuno, então pense em como essa pedra irá atrapalhá-lo durante a caminhada.

Vamos supor que você a guarde no bolso da camisa, onde fique bem fácil pegá-la quando for preciso.
Agora imagine como essa pedra lhe causará bastante desconforto.

*Primeiro porque será um peso morto a lhe dificultar a caminhada lhe exigindo maior esforço para mantê-la no lugar.

*Segundo porque cada vez que você for abraçar alguém, ambos sentirão aquele objeto estranho a machucar o peito.

*Terceiro porque se você ganhar uma flor, por exemplo, não poderá colocá-la no bolso já que ele estará ocupado com aquele peso inútil.

*Em quarto lugar, o seu agressor poderá desaparecer da sua vida e você nunca mais voltar a encontrá-lo e, nesse caso, terá carregado a pedra inutilmente.

Fazendo agora uma comparação com uma ofensa qualquer que você venha a receber, podemos seguir o mesmo raciocínio.

Se você guardar a ofensa para revidar em momento oportuno, pense em como será um peso inútil a sobrecarregar você.

Pense em quanto tempo perderá mentalizando o seu agressor e imaginando planos para vingar-se.

Pondere quantas vezes você deixará de sorrir para alguém pensando em como devolverá a ofensa.

E se você insistir em alimentar a idéia de revide, com o passar do tempo se tornará uma pessoa amarga e infeliz, pois esse ácido guardado em sua intimidade apagará o seu brilho e a sua vitalidade.

Mas se você pensa diferente e quando recebe uma pedrada, trata dos ferimentos e joga a pedra fora, perceberá que essa é uma decisão inteligente, pois agirá da mesma forma quando receber outra ofensa qualquer.

Quem desculpa seu agressor é verdadeiramente uma pessoa livre, pois perdoar é libertar-se.

Ademais, quem procura a vingança se iguala ao seu agressor e perde toda razão mesmo que esteja certo.
Somente pode considerar-se diferente quem age de forma diferente e não aquele que deseja fazer justiça com as próprias mãos.

Em casos de agressões que mereçam providências, devemos buscar o apoio da justiça e deixar a cargo desta os devidos recursos.

Todavia, vale ressaltar que perdoar não é apenas esquecer temporariamente as ofensas, é limpar o coração de qualquer sentimento de vingança ou de mágoa.

Pense nisso!

A pedra bruta perdoa as mãos que a ferem, transformando-se em estátua valiosa.

O grão de trigo perdoa o agricultor que o atira ao solo, multiplicando-se em muitos grãos que, esmagados, enriquecem a mesa.

O ferro deixa-se dobrar sob altas temperaturas e perdoa os que o modelam, construindo segurança e conforto.

Perdoar, portanto, é impositivo para toda hora e todo instante, pois o perdão verdadeiro é como uma luz arremessada na direção da vida e que voltará sempre à fonte de onde saiu.

Autor Desconhecido

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terça-feira, 30 de março de 2010

PLATÃO

PLATÃO

Platão nasceu em Atenas no ano 427 a. C. e morreu em 347 a.C. Foi o discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles. Era filho de uma nobre família ateniense e seu nome verdadeiro era Arístocles. Seu apelido de Platão foi devido à sua constituição física e significa “ombros largos”. Após a morte do seu mestre Sócrates, Platão fez muitas viagens, ampliando sua cultura e suas reflexões. Por volta de 387 a.C., Platão fundou sua própria escola de filosofia, nos jardins construídos pelo seu amigo Academus, o que deu à escola o nome de Academia. É uma das primeiras instituições de ensino superior do mundo Ocidental. Segundo Platão, os sentidos só podem nos fornecer o conhecimento das sombras da verdadeira realidade, e através deles só conseguimos ter opiniões, um conhecimento imperfeito das coisas. O conhecimento verdadeiro se consegue através da dialética, que é a arte de colocar à prova todo conhecimento adquirido, purificando-o de toda imperfeição para atingir a verdade. Cada opinião emitida é questionada até que se chegue à verdade. Para Platão, o verdadeiro conhecimento está no mundo das Idéias. Um de seus textos mais interessantes é a Alegoria da Caverna. Nesse texto Platão faz uma tentativa de explicar a condição do filósofo, ou seja, o papel daquele que busca levar os seus companheiros ao conhecimento da verdade. Platão descreve que; há homens presos, desde meninos, por correntes nos pés e no pescoço, com o rosto voltado para o fundo da Caverna. Próximo à entrada da caverna desfila-se com muitos objetos diferentes, cujas sombras são projetadas pela luz do Sol na parede do fundo. Os prisioneiros contemplam as sombras, pensando tratar-se da realidade, pois é a única que conhecem. Um dos prisioneiros consegue escapar, e, voltando-se para a entrada da caverna, num primeiro momento tem sua vista ofuscada pela luz intensa, mas aos poucos ele se acostuma e começa a descobrir que a realidade é bem diferente daquela que ele conheceu a vida toda, por meio das sombras. Esse homem se compadece dos companheiros da prisão e volta para lhes anunciar aquilo que contemplara. Ele é chamado de louco e é morto pelos companheiros.
Essa alegoria pode ser interpretada assim:
Prisioneiros:
todos nós
Caverna: nosso mundo sensível
Sombras: conhecimento conquistado pelos sentidos
O mundo iluminado pelo sol: mundo das idéias puras e perfeitas.
O homem que descobre a verdade: Platão parece estar se referindo a Sócrates que foi condenado à morte por ter se preocupado em conhecer e ensinar a verdade.
Platão escreveu quase toda sua obra na forma de diálogos. A República é uma de suas principais obras. Divide-se em 10 livros. É um dos mais importantes tratados de Ciência Política, Teoria do Estado e Educação onde idealizou um Estado dividido em três classes principais.
Principais lemas de Platão: "Só quem sabe Geometria pode entrar na Academia"
Pensamento político: "Cada um deve atender as necessidades da cidade naquilo pelo qual a sua natureza esteja mais dotada".
Publicado em: maio 03, 2007
PLATÃO
Resumo do Livro
por:filosofolionessantos Autor : filosofolionessantos
Quadro: Platão, pintado por Rafael(Escola de Atenas)





segunda-feira, 29 de março de 2010



Jacopo Carucci (1494 — 1557), geralmente chamado Jacopo da Pontormo, Jacopo Pontormo ou simplesmente Pontormo, foi um pintor maneirista italiano da Escola Florentina. Era famoso pelo uso de poses contorcidas, perspectiva distorcida cores marcadamente incomuns e peculiares, que pareciam espelhar seu temperamento neurótico e inquieto.
Jacopo Carucci nasceu em Pontorme, perto de Empoli. Foi aprendiz de Leonardo da Vinci, Mariotto Albertinelli, Piero di Cosimo, e finalmente em 1512, de Andrea del Sarto.
Pontormo pintou somente em Florença, com o patrocínio da Família Médici. Pintou afrescos de pastores e campos, um gênero quase incomum na pintura de Florença. Em 1522, com a peste em Florença, Pontormo partiu para Certosa di Galuzzo, um monastério da Ordem dos Cartuxos, onde pintou uma série de afrescos.
Muitas de suas obras foram perdidas ou danificadas, incluindo O Julgamento Final, um afresco que ocupou a última década de sua vida.

Obs.: Pintura de 1525. Olho que tudo vê, dentro de um triângulo, inseridos dentro do Sol. Todos ao redor de uma mesa, partilhando um pão e água, observe a taça para a água, de cristal. Na mão direita, do único que está com chapéu (não expõe seu pensamento), parece mais uma caveira "disfarçada" e o gato de cor escura (sorrateiro, traiçoeiro) sob seu banco. Click na figura p/ ampliar.
Copiado do Museu Maçônico do Paraná

domingo, 28 de março de 2010

Lendas e Tradições

I – SIMBOLISMO DOS MISTÉRIOS
"No final do séc. XVII e pricípio do séc. XIX, muitos europeus, incluido Maçons, encaminharam-se para o Médio-Oriente, onde encontraram relíquias das culturas ancestrais que haviam praticado os Antigos Mistérios. Os Maçons de espírito filosófico reconheceram nelas semelhanças entre a sua Ordem e estas tradições ancestrais. Os simbolos semelhantes, alguns dos quais, como a escada do Templo de Mithras, são partilhadas pela Maçonaria, encorajando a linha de pensamento que defende a ligação intrínseca com estes rituais ancestrais."


"Ainda que haja uma clara evidência de uma ligação genérica entre o Ofício e os Antigos Mistérios, não há provas de como este material poderá ter sido transmitido ou de como poderá ter permanecido escondido e imune à Idade Média e à acção da Inquisição." - W. Kirk MacNulty, Freemasonry - A Journey through Ritual and Symbol


"A Maçonaria oculta os seus segredos de todos, à excepção dos seus seguidores e sábios, ou os Eleitos, e utiliza falsas explicações e falsas interpretações dos seus simbolos para induzir em erro aqueles que merecem ser induzidos em erro; para ocultar a Verdade, chamada de Luz, destes e para a manter afastada dos mesmos."- General Albert Pike, Morals and Dogma


Deve-se agora uma breve nota sobre Albert Pike. Pike (1809-91) era um Brigadeiro General da Confederação durante a Guerra Civil Americana que, quase sozinho, foi responsável pela criação da forma moderna do Rito Escocês Antigo e Aceite. Abastado, literado e detentor de uma extensa biblioteca, foi o Líder Supremo da Ordem de 1859 até à data da sua morte, tendo escrito diversos livros de História, Filosofia e viagens, sendo os mais famosos Moral e Dogma. Excluindo os quase meio milhão de praticantes do R:.E:.A:.A:., a grande parte dos maçons nunca leu a obra de Pike. Pike é frequentemente criticado pelos seus Irmãos Maçons que o acusam de, com a sua visão mística e controversa, ter amplamente alimentado os inimigos da Maçonaria.


"...O Rito é organizado como uma pirâmide, o majestoso túmulo de Hiram, no topo do qual uma 'misteriosa escada' de sete degraus é colocada, semelhante ao caminho de Eraclitus, que sobe e desce, sendo uma e a mesma. A imagem da pirâmide remete-nos de imediato para os sepulcros egípcios e à viagem de desprendimento do corpo, subindo, que constitui o objectivo da Iniciação. Simultaneamente, sintetiza de uma forma maravilhosa a sedimentação de tradições que o Rito provocou..." - Maurizio Nicosia, The Sepulchre of Osiris

'Let there be light!' - the Almighty spoke,

Refulgent streams from chaos broke,

To illume the rising earth!

Well pleas'd the Great Jehovah flood

-The Power Supreme pronounc'd it good,

And gave the planets birth!

In choral numbers Masons join,

To bless and praise this light divine."
- Poema maçónico de "Anthem III" in Ilustração da Maçonaria de William Preston (1804)

II – O ARQUITECTO DO UNIVERSO

"De acordo com o Professor Cornford [do Royal College of Art], todas as pinturas dos velhos mestres que investigou eram conformes com 'formas perfeitamente geométricas e/ou subdivisões aritméticas do rectângulo'. Existiam dois tipos de sistemas básicos – um 'era baseado na crença da Criação descrita em Timaeus, de Plato, e foi publicado por Alberti no seu “Ten Books on Achitecture” (Florença, 1485). Este sistema procede pela utilização do cálculo e da construção com instrumentos e teve grande adesão na Alta Renascença e no período imediatamente seguinte, já que tanto desassociava a arte e a arquitectura das velhas e manuais formas maçónicas de trabalho da Idade Média, como as associava à escola humanística. Para além disso, o sistema numérico utilizado era uma espécie de invocação do Divino enquanto a construção ou pintura se tornaram um ensaio microcósmico do acto primário de criação."


"O outro tipo de sistema era o maçónico-geométrico. De acordo com o Professor Cornford, este era 'incomparavelmente o mais antigo dos dois, parecendo de facto ser já conhecido pelos antigos egípcios e à nossa própria cultura megalítica. Sobreviveu, frequentemente rodeado de uma atmosfera de segredo do Ofício (ou até de culto), ao tempo de Alberti, e, subsequentemente, desapareceu sem deixar rasto…”- Henry Lincoln, The Holy Place


“Quem seguisse o Caminho do Artífice teria de fazer uma coisa mais. Deveria lembrar sempre que estava a construir o templo de Deus. Construía um edifício em consciência onde ele mesmo era uma pedra individual e única. Com o tempo, cada ser humano polirá a sua pedra e a colocará no Templo, e então o Templo estará completo; Deus comtemplará Deus no Espelho da Existência e existirá então, como no Início, um único Deus.” - W. Kirk MacNulty, The Way of the Craftsman


“Os Antigos Mistérios não deixaram de existir quando o Cristianismo se tornou a religião mais poderosa no mundo. O grande Pan não deixou de existir, e a Maçonaria é a prova da sua sobrevivência. Os Mistérios pré-cristãos assumiram, simplesmente, o simbolismo da nova fé, perpetuando por meio dos seus simbolos e alegorias as mesmas verdades que possuídas pelos sábios desde o prícipio do mundo. Não há, portanto, uma verdadeira explicação para o facto de simbolos cristãos encerrarem em si o que é escondido pela filosofia pagã. Sem as misteriosas chaves transportadas pelos líderes dos cultos egípcio, brâname e persa, os portais da Sabedoria não poderiam ser abertos.” - Manly P. Hall, Masonic, Hermetic, Quabbalistic & Rosicrucian Symbolical Philosophy


“Porque Ele (Deus) é o Construtor e Arquitecto do Templo do Universo; ele é o Verbum Sapienti." - Yost, i, 411


“No Timaeus de Plato aparece a primeira alusão ao Criador enquanto ‘Arquitecto do Universo’. O Criador, em Timaeus, é chamado ‘tekton’, ou ‘mestre construtor’. 'Arche-tekton' denota, por conseguinte, 'mestre artífice' ou 'mestre constutor'. Para Plato, o 'arche-tekton' traçou o cosmos por meio da geometria.” - Baigent & Leigh, The Temple and the Lodge


“Apesar de a Maçonaria requerer que os seus candidatos confirmem a sua crença em Deus, não aprofunda o sujeito, deixando a religião e sua prática ao Maçon enquanto indivíduo.” (nota de tradução: isto pretende afirmar que a Maçonaria requer a crença num Deus, não forçosamente o Deus Cristão) “Assim, é possibilitado a homens de todas as religiões o acesso ao estudo dos princípios morais e filosóficos da Maçonaria.” - W. Kirk MacNulty, Freemasonry - A Journey through Ritual and Symbol


Texto copiado do site http://www.maconaria.net/

sábado, 27 de março de 2010

O Samurai e o Guerreiro

O Samurai e o Guerreiro

Perto de Tóquio vivia um grande mestre Samurai, já idoso, que se dedicava a ensinar os jovens. Corria a lenda que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.


Certa tarde um guerreiro conhecido por total falta de escrúpulos apareceu. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para perceber os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante.


Esse jovem jamais perdera uma luta. E conhecendo a reputação do Samurai, estava ali para o derrotar e aumentar a sua fama.


Apesar de muitos serem contra, o velho mestre aceitou o desafio e foi para a praça da cidade, onde o jovem começou a insultá-lo. Chutou algumas pedras em sua direção, gritou insultos e falou inverdades, ofendendo inclusive seus ancestrais.


Durante horas, fez tudo para provocá-lo, mais o mestre permaneceu impassível. No final da tarde, já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se desapontado pelo fato de o mestre aceitar tantos insultos e provocações.


- Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou a espada?


- Perguntaram os discípulos.


-Se alguém chega até você com um presente e você não o aceita, a quem pertence o presente? – Perguntou o Samurai.


-A quem tentou entregá-lo, responderam os discípulos.


-O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos - disse o mestre.

Quando não aceitamos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo.

( Conto oriental milenar )

Autor: Desconhecido

sexta-feira, 26 de março de 2010

Loja Maçônica Vale do Piranhas promove palestra dirigida as Mulheres
Apresentada pelo Maçom Walter Sarmento de Sá Filho(Waltinho)

Iniciada às 19h30min do dia 22 de março de 2010, foi apresentada uma palestra dirigida especialmente a mulher, que teve a presença de muitas Samaritanas (esposas dos maçons) e seus esposos, promovida pela Loja Vale do Piranhas nº 31, do Oriente de São Gonçalo e apresentada pelo Maçom Walter Sarmento de Sá Filho, carinhosamente conhecido como Waltinho, obreiro da Loja Calixto Nóbrega nº 15, do Oriente de Sousa(PB).

O palestrante, com muita sapiência e segurança, abordou temas importantes de acontecimentos que marcaram o passado, envolvendo a mulher, confrontado-os com temas atuais, apontando sempre como fator modificador e revolucionário o amor incondicional da mulher. Na antiguidade, a mulher era diminuída e não podia usufruir dos benefícios da sociedade. Atualmente, em alguns países como os Islâmicos, a liberdade feminina ainda é controlada e reprimida, porém, não apresentam absurdos como antigamente.


Foi apresentada uma série de acontecimentos históricos que marcaram a luta feminina no período de 1788 à 1901, chamando a atenção para a data de 08/03/1857, quando mulheres operárias, verdadeiras guerreiras, protestaram contra a política de desigualdades numa fábrica nos Estados Unidos, que inconformadas com tais absurdos, se rebelaram e cerca de 130 mulheres daquele movimento por pura brutalidade dos administradores da aludida fábrica, morreram queimadas no seu próprio local trabalho.


Somente em 1975, em encontro promovido pela ONU, na Dinamarca, ficou instituído o dia internacional da mulher, como sendo o dia 08/03 em homenagem as operárias guerreiras dos Estados Unidos.


Foi comentado, ainda, a evolução dos direitos femininos a nível de Brasil, como por exemplo, o direito ao voto instituído em 1932, quando então as mulheres passaram a ter o direito de tão elementar e fundamental participação na sociedade.


O Palestrante (Waltinho), ainda citou vários Poetas e escritores nacionais e internacionais, com belíssimos textos que enalteceram a alma feminina. Apontou importantes passagens bíblicas relativas ao tema proposto com profundo embasamento.


Por fim, dedicou a palestra a todas as mulheres ali presente, falando da necessidade de sempre andarmos no caminho reto, sob pena de um dia nos confrontarmos com nossos próprios erros.


A palestra foi riquíssima em conteúdo, o palestrante esteve focado todo o tempo no tema, de forma serena, sábia, colocando os temas de forma que, com certeza, contribuiu para o engrandecimento espiritual de todos que tiveram a oportunidade de assisti-la.


Parabéns ao Palestrante, o Maçom Waltinho, por tudo apresentado e a toda a Loja Maçônica Vale do Piranhas nº 31, que dessa forma, demonstra preocupação em temas importantes e relevantes para toda sociedade.


Copiado do site Redação do www.N2noticias.com.br
Foto: Walter Sarmento de Sá Filho, na área de lazer da Loja Maçônica Vale do Piranhas, em 22.03.2010.