terça-feira, 12 de janeiro de 2016


 

 

Ama-te mais.

 

Certamente, não nos referimos ao sentimento egoísta, ambicioso, envenenador.

 

Amar-se, é respeitar-se, proporcionando-se as conquistas superiores da vida, os anseios elevados do coração.

 

Intenta estabelecer um pequeno programa de amor para ti e executa-o.

 

Mantém acesa a luz do entusiasmo em tuas realizações e sabendo-te fadado à Grande Luz, deixa que brilhem as tuas aspirações nobres.

 

Escolhe "a melhor parte" em tudo e supera aquelas nefastas, que prejudicam e envilecem.

 

Extraído do livro “Vida Feliz”, de Joanna de Ângelis

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016


Justiça e amor
 
 
Enquanto alimentamos o mal em nossos pensamentos, palavras e ações, estamos sob os choques de retomo das nossas próprias criações, dentro da vida.
As dores que recebemos são a colheita dos espinhos que arremessamos.
Agora ou amanhã, recolheremos sempre o fruto vivo de nossa sementeira.
Há plantas que nascem para o serviço de um dia, quais os legumes que aparecem para o serviço da mesa, enquanto outras surgem para as obras importantes do tempo, quais as grandes árvores, nutridas pelos séculos, destinadas à solução dos nossos problemas de moradia.
Assim também praticamos atos, cujos reflexos nos atingem, de imediato, e mobilizamos outros, cujos efeitos nos alcançarão, no campo do grande futuro.
Em razão disso, enquanto falhamos para com as Leis que nos regem, estamos sujeitos ao tacão da justiça.
Só o amor é bastante forte para libertar-nos do cativeiro de nossos delitos.
A Justiça edifica a penitenciária.
O amor levanta a escola.
A justiça tece o grilhão.
O amor traz a bênção.
Quem fere a outrem encarcera-se nas conseqüências lamentáveis da própria atitude.
Quem auxilia adquire o tesouro da simpatias.
Quem perdoa eleva-se.
Quem se vinga desce aos despenhadeiros da sombra.
Tudo é fácil para aquele que cultiva a verdadeira fraternidade, porque o amor pensa, fala e age, estabelecendo o caminho em que se arrojará, livre e feliz, à alegria da Vida Eterna.
Quem deseje, pois, avançar para a Luz, aprenda a desculpar, infinitamente, porque o céu da liberdade ou o inferno da condenação residem, na intimidade de nossa própria consciência.
Por isso mesmo, o Mestre Divino ensinou-nos a pedir na oração dominical: - "Pai, perdoa as nossas dívidas, assim como devemos perdoar aos nossos devedores."
 
Emmanuel

sábado, 9 de janeiro de 2016




 
MAÇONARIA- O ESPÍRITO DA CONFRARIA


     Uma ideia que temos defendido desde os nossos primeiros estudos sobre a Ordem maçônica é a de que a maçonaria é um instituto cultural, e como tal sua origem repousa numa ideia, seu desenvolvimento gerou numa prática e essa prática resultou em uma instituição. Na origem dessa ideia está o fato de que as sociedades tendem naturalmente a se estratificar, em razão das diferenças existentes entre os seres humanos que a compõem. As pessoas são diferentes e nas suas diferenças elas procuram se agrupar, buscando em cada ser humano os seus elementos de identidade. Assim, cada grupo desenvolve uma identidade cultural e tende a hospedar nos seus quadros somente elementos que comunguem de suas características específicas. Nascem, dessa forma, as confrarias, que nada mais são que o congraçamento de pessoas que se juntam por comunhão de interesses e necessidade de fortalecimento mútuo do próprio grupo.

     Como ideia, a confraria é tão antiga quanto a socialização do ser humano, pois ela nos remete à necessidade que a sociedade tem de selecionar, entre as pessoas pertencentes a um grupo social em particular, os elementos de escol, e com eles forjar um alicerce estável e firme para a manutenção da sua cultura e das suas conquistas sociais. Existem confrarias de todos os tipos, formadas para os mais diversos objetivos. Desde a mais inocente (ou profana) das práticas, como as confrarias dos colecionadores de selos (filatelistas) ou os amantes do vinho ( enólogos), ás mais ambiciosas, com interesses enraizados nos mais íntimos círculos do poder, a confraria é a mais antiga forma de compartimentalizar e tratar informação, que a sociedade humana conhece.
 
     Todos os povos antigos cultivaram a crença de que os fundamentos da sua cultura social, moral e espiritual deveriam repousar num grupo de elite, no qual se pudesse depositar os fundamentos mais importantes da sua civilização. Daí a constatação histórica da importância das confrarias religiosas da antiguidade, nas quais o poder espiritual (que sempre andou passo a passo com o poder político) se alicerçava e mantinha a identidade cultural desses povos. Situam-se nesse quadro os chamados Antigos Mistérios, institutos religiosos-culturais, nos quais os homens de poder nessas antigas civilizações eram iniciados. No Egito, por exemplo, as confrarias dos Irmãos de Heliópolis fazia o papel das universidades modernas, mantendo e desenvolvendo o saber do povo egípcio, especialmente aquele que era considerado sagrado e não podia ser divulgado ao homem comum. Essa mesma função, entre os gregos antigos era desempenhada pela confraria do Santuário de Elêusis, através dos Mistérios iniciáticos que ali se praticavam. De uma forma diferente, porém com objetivos semelhantes iremos encontrar entre os judeus as confrarias dos essênios, dos saduceus e dos fariseus, umas e outras, em seus tempos de maior influência, detentoras do poder espiritual e político entre aquele povo.


     A formação de grupos de elite, capazes de desenvolver e preservar a cultura grupal, assegurando, dessa forma, o poder do grupo, é uma ideia que seduz a mente dos homens de espírito desde os primeiros tempos da sociedade humana.  Pessoas que comungam de interesses similares buscam naturalmente o agrupamento com seus iguais. Assim, as pessoas associam-se em razão de suas profissões, de seus interesses sociais, de lazer, e até em razão de heranças biológicas ou culturais comuns. Pratica-se a associação até como forma de sobrevivência ou como motivo de fortalecimento do grupo. É dessa forma que nascem as associações sindicais, os partidos, os diversos tipos de clubes, os grupos de interesse, as igrejas etc. Agrupar-se é uma tendência inata do espírito associativo que o homem desenvolveu desde a sua origem.


     Em princípio, a associação é praticada de forma empírica. Começa a partir do momento em que o homem percebe a impossibilidade de viver sozinho em um ambiente que exige a cooperação para a obtenção de melhores resultados. Essas associações são naturais, promovidas pelo interesse do grupo. Mas, a partir de certo momento, na vida prática do grupo, verifica-se a necessidade de uma organização. É que para a manutenção e a extensão do poder conquistado não basta a mera convergência de interesses. É preciso que haja uma estrutura, um plano de trabalho, um direcionamento, sem os quais o movimento se dispersa. Nasce, dessa forma, a instituição.


     Como organização formalmente reconhecida a Maçonaria nasceu em 1723 com a publicação das Constituições, livro escrito pelo pastor anglicano James Anderson. Foi a partir dessa data que uma instituição com esse nome e com essa identidade deu entrada na história das realizações humanas. Em tempos anteriores a essa providência, a Maçonaria pode ser vista como uma prática para religiosa, cultivada entre os profissionais de construção civil, que para preservar e defender seus interesses a transformaram numa prática iniciática de caráter místico, semelhante às doutrinas gnósticas muito em voga na Europa após o advento das cruzadas. Com o desencadear das guerras religiosas, e a grande repressão que a Igreja e os príncipes católicos moveram aos defensores da liberdade de pensamento, os praticantes dessas doutrinas se juntaram aos antigos pedreiros livres e fundaram diversos núcleos de pensamento místico-liberais, que deram origem às Lojas maçônicas, como hoje as conhecemos.


     Portanto, podemos dizer que a Maçonaria, como ideia, é tão antiga quando a presença do homem na face da terra; como prática ela é contemporânea das primeiras civilizações, e como instituição é uma criação dos maçons ingleses, que em 1723, lhe deram a devida formalização como Entidade cultural. Hoje a Maçonaria é uma instituição mundialmente reconhecida e é tem adeptos em praticamente todos os países da terra. Embora não seja formalmente reconhecido o seu caráter religioso, e ela mesma não postule esse reconhecimento, não se pode negar que a Maçonaria se assemelhe a uma religião.  Mais que isso porém, ela é uma Confraria de homens livres, que se unem pela prática da virtude, o amor á beleza e o zelo pelas causas nobres, que constituem o alicerce de uma sociedade sadia.




 

AUTOR: João Anatalino

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016


A Semente de Mostarda

 

“Se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda” ... – assim falou o Senhor.

Importante indagar porque não teria o Mestre recorrido a outros símbolos.

Jesus poderia ter destacado a grandeza da fé, buscando quadros mais sugestivos.

A beleza do Hermon...

A poesia do lago de Genesaré...

O esplendor do firmamento galileu...

A riqueza do Templo de Jerusalém...

Todos esses primores da paisagem que o circulava ofereciam temas vivos para a exaltação da sublime virtude.

Entretanto, o Benfeitor Celeste toma a semente minúscula da mostarda, como a dizer-nos que sem o reconhecimento de nossa própria pequenez à frente do Eterno Amor e da Eterna Sabedoria não conseguiremos amealhar o tesouro do entendimento e da confiança que a fé consubstancia em si mesma.

A semente microscópica desaparece, em verdade, no seio da Terra, qual se fora inútil ou desprezível, todavia, não se abandona à inércia, por sentir-se relegada ao abandono aparente.

Confia-se às leis que nos regem e, na dinâmica da obediência construtiva, desvencilha-se dos envoltórios inferiores que a encarceram, germina, vitoriosa, e cresce para produzir, não para si mesma, mas, para benefício dos outros, num eloquente espetáculo de bondade espontânea, ante a majestade da natureza..

Possa o nosso coração, no solo das experiências humanas, copiar-lhe o impulso de simplicidade e serviço e a nossa existência será testemunho insofismável da magnificência divina cuja sublimidade passaremos então a refletir.

Cessemos nossas indagações descabidas e busquemos na Criação o justo lugar que nos compete.

Nem com o brilho do diamante, nem com a cintilação do outro... nem com a sedução da prata, nem com a aristocracia do mármore, em que tantas vezes procurado simplesmente a ilusão do poder que a morte arrebata e modifica, mas, sim com a humildade viva do grão de mostarda que, arrojado à solidão da Terra, sabe vencer, desabrochar, florir e cooperar na extensão do brilho de Deus.
 
Emmanuel

 

terça-feira, 5 de janeiro de 2016


NÓS E A PALAVRA

A Maçonaria tem certas particularidades que a tornam única no mundo porque nenhuma outra instituição alcança com tamanha nitidez a alma humana na mais legítima expressão do bem, construindo ao longo da sua história o verdadeiro santuário em defesa do Amor, da Fraternidade, da Solidariedade, que respeita a Família, defende a Pátria e cultua a Bandeira como expressão do patriotismo que orgulha os seus filhos e, principalmente, pela fraternidade universal praticada pelos Maçons espalhados por todo orbe terrestre.

 

No que se refere a Deus e a religião, o Maçom não pode nunca se esquecer de praticar a moral como forma de cumprir os mandamentos do Grande Arquiteto do Universo, nunca negando a sua existência ou a vida do amanhã, não se lhe permitindo, jamais, ser ímpio, ateu ou agnóstico. A Maçonaria é por excelência uma instituição eminentemente filosófica, obsessivamente segura dos seus propósitos de tornar feliz a humanidade pelo aperfeiçoamento dos costumes, da propagação da ordem e da paz, principalmente, pela preservação da família como elo da força invisível do espírito e a própria existência do homem. Mas, no conjunto da obra, o Maçom acredita nos postulados da Ordem Maçônica e segue, passo a passo, o longo caminho que o leva a atingir a perfeição do seu caráter, buscando na felicidade do seu semelhante a riqueza de que precisa para alcançar a sua própria felicidade. Em sendo de cunho filosófico, nos ensina o Irmão Hipólito Sérgio Ferreira, membro fundador da Academia Mineira Maçônica de Letras, a Instituição Maçônica passa pelos mesmos caminhos de outras instituições do mesmo gênero e até mesmo da maioria das religiões existentes.

 

Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino são exemplos da fundamentação filosófica da Maçonaria, iguais na teoria de que não existe paradoxo irreconciliável entre aquilo que diz a filosofia e a razão, porque a revelação da fé cristã e da verdade são sinônimos paralelos. A filosofia é nada mais, nada menos, do que uma forma de pensar, tanto que a Maçonaria prima seu comportamento pelo soberano princípio do livre pensamento, buscando no mundo das idéias a inspiração para chegar à verdade. A conciliação da doutrina maçônica com o seu compromisso com a Humanidade está expressa no documento que os Maçons conhecem como a Constituição de Anderson, aprovada em 17 de janeiro de 1723, resultado de um trabalho iniciado em 10 de setembro de 1721 que consistia no encerramento num mesmo título dos antigos documentos, livros de Lojas e as antigas disposições, “levando-se em conta as mudanças do tempo e das circunstâncias.

 

Agora, digo eu, que a Maçonaria demonstra não ser estática, procura adequar-se ao tempo e aos costumes da época, porém guarda incólume a tradição de se fazer conhecida através da comunicação oral entre os seus membros, no que constitui uma defesa natural contra os maledicentes da Ordem. Aliás, segundo a escritora Ana Helena Goes, “a palavra é o primeiro elemento transformador do mundo de que se vale o ser humano. A partir da palavra o homem passa a organizar e orientar-se por todo significativo, organizado o real, dando-lhe significados, percepções e sensações, ganham significados, a partir da palavra ganha um sentido recebendo um significação, um nome. A palavra passa a fazer parte do mundo que é construído por nós, onde evitamos o caos, a desordem e damos um caráter todo unificado, ordenado por meio da linguagem.”

 

A origem da palavra remonta à criação do mundo quando Deus,na sua infinita sabedoria, fez nascer a luz e iluminou a terra para que todos os seres encantados do Éden pudessem se ver mutuamente e aprender a dominar o tempo, a noite e o dia para sua completa felicidade. Na Maçonaria, mais do que em qualquer outra Ordem Iniciática, tudo nos leva à palavra como forma de transmissão oral da sua história e reconhecimento, seja nas sessões ritualísticas, como também, representa a segurança de que os meios e os fins que a fizeram traspassar os séculos estão a salvo da curiosidade do mundo profano. Por isto que é de suma importância na Instituição Maçônica garantir a palavra ao Maçom nas assembleias de que participar, não somente porque é a forma dele expressar a sua verdade, mas, essencialmente a oportunidade que tem de ouvir para aprender todas as razões encerradas no simbolismo maçônico. Tão certo quanto o dia e a noite que se encontram no milésimo de segundo em cada ciclo equinocial e, simbolicamente, representa a igualdade que deve existir entre os Irmãos Maçons, sem brilhos ou sombras entre si mesmos, é de fundamental importância que a utilização dos meios de comunicação modernos, via internet, principalmente, se faça com a mesma discrição que sempre pautou o comportamento maçônico.

 

Por isto que os próprios Maçons têm o dever de policiarem a si mesmos , de saberem conscientemente o limite para publicarem os seus conceitos maçônicos, guardando o costume da transmissão oral da palavra maçônica, sem risco de, involuntariamente, abrirem as portas do imponderável para conhecimento do mundo não maçônico.

 

Autor: Ir.·. José Alberto Pinto de Sá

sábado, 2 de janeiro de 2016


O USO DA PALAVRA EM LOJA

 

Quem fala muito atrapalha a reunião! Mas por que isso acontece?

 

Por dois motivos: vaidade e ingenuidade. A vaidade é, facilmente, notada quando o locutor coloca os verbos na primeira pessoa; suas manifestações parecem testemunhos. Ele julga que, em todos os assuntos da Loja, os Irmãos devem escutar sua opinião e tem a capacidade de ocupar mais tempo do que o ritualizado para o Quarto de Hora de Estudos.

 

A ingenuidade é aparente naqueles que saúdam as autoridades, visitantes e, ainda, dão as conclusões sobre a Sessão (funções do Orador).

 

Também, sempre, manifestam-se sobre as Instruções (função das Luzes ou daqueles que o Venerável indicar); após a leitura do Balaústre, pedem a palavra, saúdam, nominalmente, todos os presentes e questionam o Secretário sobre qualquer questiúncula, o que deveriam fazer após a Sessão.

 

Devemos entender que qualquer reunião, ultrapassando duas horas, é cansativa e improdutiva; há Irmãos que trabalharam o dia inteiro e desejam, à noite, encontrar o grupo para serenar os ânimos e harmonizar-se com o Criador.

 

Vivemos num tempo onde o perigo é uma constante e a abertura da porta de um lar após as 23h é um risco para toda a famíĺia.

 

Observemos que, quando o Irmão falador pede a palavra, toda a Oficina “trava” e, assim, há uma quebra do Egrégora da Sessão.

 

Por outro lado, quando aquele Irmão, que pouco se manifesta, pede a palavra, todos se voltam para ele com atenção e respeito.

 

Devemos nos conscientizar de que, se quisermos contribuir para a formação dos Irmãos, deveremos fazê-lo pelo Exemplo, e não pela palavra! A verborreia é uma deficiência, um vício, que avilta o homem! Quando formos visitar uma Loja, estaremos lá para aprender, e não para ensinar.

 

O silêncio torna-se uma prece nas Sessões Magnas, compreensivelmente mais longas e, sempre, com a presença de outros visitantes; deixemos que o Orador nos apresente e fiquemos com o Sinal de Ordem, para dizer a toda a Oficina que somos o nominado e estamos de P e à O.

 

Dar os parabéns pelos trabalhos só é necessário para os que têm necessidade de lustro na vaidade.

 

Se o Irmão quiser ocupar mais de três minutos ( tempo mais que salutar ), pode agendar com o Secretário sua participação no Quarto de Hora de Estudos ou na Ordem do Dia. No período, destinado à Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular, devemos priorizar, trazendo notícias dos Irmãos ausentes (não vale justificar a falta, pois deve ser feito por escrito pelo mesmo, acompanhado obrigatoriamente do óbolo) e louvando os feitos da Ordem.

 

O Livro da Lei nos ensina: “Pois o Reino de Deus não consiste em palavras, mas na virtude” (I Corı́ntios: 4,20).

 

Lembremo-nos de que todos nós, independente do Grau ou de Cargos, somos responsáveis pela qualidade das Sessões Maçônicas.

 

- Ir.·. Sérgio Quirino Guimarães - Eminente Grande 2º Vigilante – GLMMG

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016


SINDICÂNCIA NÃO É ENTREVISTA
 
De um modo geral, há entre nós uma incompreensão da responsabilidade em se trazer ao ambiente da Maçonaria informações sobre um candidato.  O Irmão já se deu conta do que realmente significa SINDICAR? A semântica da palavra SINDICAR é a síntese da instrução maçônica para este ato:
 
SINDICAR: tomar informações por ordem superior, inquirir, INVESTIGAR. O sindicante, ou seja, o investigador tem a obrigação de ir atrás da informação ou da sua confirmação. A palavra investigação provém do latim (in + vestigium) que significa “ir atrás de pegadas”, ”seguir o rastro de alguém”. Um exemplo claro é se perguntado ao candidato se faz uso de bebida alcoólica, alguém em sã consciência acreditaria que ele responderia que seu apelido é “Paud'agua”, que bebe todas e que
chegar bêbado em casa é uma tradição de anos? O que todos nós sabemos, segundo as ENTREVISTAS feitas, é que 99,99% dos candidatos bebem socialmente. Há também o grande equıv́ oco cometido por muitos: O Venerável Mestre convoca um MM para fazer uma sindicância e lhe entrega um questionário. O Mestre Maçom pensa que as perguntas constantes no formulário são para o candidato responder. ENGANO! As respostas são orientações para o sindicante responder com base nas investigações feitas sobre a pessoa do candidato. Há sindicantes, que, por desconhecimento, cometem a irresponsabilidade de mostrar ou até mesmo entregar o formulário para o candidato preencher. Uma informação de sindicância fica incompleta quando o sindicante descobre o clube que o candidato frequenta e registra apenas o nome do clube na ficha e ponto final.
Qual a importância para a Maçonaria saber o clube que o candidato frequenta? Nenhuma. Essas informações sevem para avaliarmos o entorno de conivência social do candidato. O sindicante procura saber do candidato se ele frequenta algum clube para ir lá investigar sua conduta naquele ambiente e para com os demais sócios. Os formulários de sindicâncias que as Potências/Obediências prepararam são apenas um script básico para orientar o MM. É indispensável que cada sindicante acrescente algo e confirme a veracidade das respostas.
 
 Ir.·. Quirino
Fonte: Jornal do Aprendiz Página 12 EDIÇÃO DE JANEIRO 2016 ANO VII Nº 79: PRODUZIDO PELA ARLS AMPARO DA VIRTUDE, 0276
OR.·. PESQUEIRA PE