quinta-feira, 15 de novembro de 2018


Maçonaria: o que é e o que os maçons realmente fazem?

Uma seita? Uma organização que quer dominar o mundo? Descubra do que realmente se trata a maçonaria e o que os maçons fazem.

13/12/2017, 19h43
Muito se ouve falar sobre a maçonaria por aí e, na maioria das vezes, não são coisas boas. Há quem diga que ela se trata de uma sociedade secreta, uma seita mística ou que conta com algum plano de dominação mundial.
Mas, na verdade, a maçonaria se trata, realmente, de uma entidade filantrópica, que tem como objetivo reunir pessoas comprometidas com o bem comum e com a defesa das mudanças sociais positivas.
Segundo um artigo do maçom e secretário estadual de orientação ritualística de uma das maiores organizações maçônicas do Brasil, Fabio Pedro-Cyrino, existem cerca de 2,3 milhões de maçons no mundo.
No Brasil, a estimativa é de que pelo menos 214 mil homens sejam membros da ordem, segundo o Grande Oriente de São Paulo (GOSP).

A história da maçonaria

Aliás, a palavra “maçon” vem do francês e quer dizer “pedreiro”, já que os primeiros membros da ordem eram construtores de catedrais e monumentos.
Estudos históricos apontam que no século 18, arquitetos e engenheiros se reuniram nessa espécie de grupo para que seus segredos de trabalho ficassem restritos aos aprendizes e não vazassem a outros segmentos sociais.
Só no final da Idade Média é que a maçonaria começou a aceitar outras pessoas além dos pedreiros e se tornou um grupo que se dedica a liberdade de pensamento e de expressão, à liberdade religiosa, política e contra qualquer absolutismo.


Maçonaria no Brasil

A ordem surgiu no Brasil em 1822, mesmo ano em que um movimento de maçons liderados por Gonçalves Ledo e José Bonifácio de Andrade e Silva culminou na Proclamação da Independência do Brasil.
E, embora pouco se saiba publicamente sobre o assunto, de lá para cá muitos outros feitos históricos contaram com a participação ativa da maçonaria.
Bons exemplos disso são a abolição da escravatura, a redemocratização do Brasil, sem contar os feitos internacionais, como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos.

O que os maçons fazem hoje em dia?

Hoje, os membros da maçonaria se consideram construtores de obras de transformação social e de filantropia.
Eles lutam pelo progresso e a evolução do Brasil no cenário político e econômico, trabalhando juntamente com outras organizações da sociedade civil. Somente no Estado de São Paulo, durante as eleições de 2016, foram eleitos 28 representantes legislativos apoiados pela ordem, além de 10 prefeitos e 3 vice-prefeitos.

Sociedade discreta

De acordo com o grão-mestre de Grande Oriente de São Paulo, Benedito Marques Ballouk, a maçonaria não se trata de uma sociedade secreta, mas sim de uma sociedade discreta. Ela também não tem nada a ver com religião, embora seja desejável que seus membros sigam um credo.
Aliás, para quem tem interesse em saber mais sobre a ordem, é possível encontrar informações oficiais sobre as reuniões na internet. As próprias lojas maçônicas informam os horários desses encontros e cerimônias.
Mas, claro, houve um tempo em que nada era tão claro assim e, por causa disso tantos boatos surgiram a respeito da maçonaria.
Nos pilares da irmandade, no século 18, as sociedades secretas eram proibidas e todos os membros de grupos e organizações civis tinham que ter seus nomes divulgados. O problema é que a maçonaria nunca listava o nome de seus participantes e, assim, foi considerada secreta e proibida.
Somente no século 20, como conta o livro de Martin Short, “Inside de Brotherhood” (Por dentro da Irmandade, em português), que os maçons se redefiniram como discretos e as informações sobre a ordem, como as que acabamos de contar, começaram a ser de conhecimento público.
E agora, entendeu o que é a maçonaria de fato? Viu que não existe nenhum bicho de 7 cabeças nisso? Não deixe de nos contar nos comentários o que você pensava ser essa irmandade antes de ler essa matéria!
Agora, falando em sociedades secretas e em boatos (famosas fofocas), você precisa conferir ainda: 5 estranhas teorias da conspiração envolvendo astros da música.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018


História Ligeira

André Luiz

O candidato ao ministério cristão penetrou o templo do serviço e proclamou-se transformado.
Na primeira semana, afirmou-se favorecido pela divina Luz e, depois de solene profissão de fé, assinalou fronteiras entre ele e o pecado, entre a sua perfeição e o mundo envilecido.
Na segunda semana, discursou, ardentemente, conclamando o povo à salvação com o Cristo.
Na terceira, traçou programas e promessas, na esfera da beneficência, mostrando-se inclinado a socorrer infelizes, curar doentes e asilar criancinhas abandonadas.
Na quarta, declarou-se vítima da incompreensão e da discórdia, entre pesadas nuvens de tristeza e insubmissão.
Na quinta, apareceu cansado e desiludido, indicando os males do mundo e os defeitos dos irmãos.
Na sexta, rogou ao Senhor licença para descansar.
Na sétima, deitou-se e dormiu por duzentos anos.
Nesse candidato às bênçãos do Evangelho, temos a história de milhões.
“Muitos chamados, poucos escolhidos.”
Oportunidades para todos e serviço de raros.
Em verdade, o Divino Amigo continua curando, levantando, consolando, reanimando e convidando almas para o banquete do Reino de Deus, mas os seguidores e discípulos começam a tarefa no calor fervente do entusiasmo, elevado à tensão mais alta...
Pronunciam votos comovedores, gesticulam e ensinam; entretanto, em poucos dias, antes mesmo de marcharem dez passos, na senda da elevação, reclamam férias espirituais para o repouso de vários séculos.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Quando me tornei fanático



Abracei o fanatismo ao descobrir que só o Deus pregado por minha Igreja é o verdadeiro. Todos os outros deuses, todas as outras religiões, todas as outras tradições espirituais que não creem como eu creio são heréticas, ofendem a Deus, procedem do diabo e merecem ser varridas da face da Terra.

Os fiéis dessas Igrejas que não professam o meu Credo estão condenados às chamas do Inferno e só haverão de se salvar aqueles que se arrependerem, abandonarem seus cultos idólatras e abraçarem a única e verdadeira fé – esta que a minha Igreja manifesta.

Tornei-me fanático em sucessivas etapas. Fui criado em uma família católica e, desde cedo, aprendi que os protestantes são infiéis por não respeitarem a virgindade de Maria nem acatarem a autoridade do papa.

Ridicularizei os espíritas por admitirem que se comunicam com os mortos. Acusei os judeus de terem assassinado Jesus. Abominei os ritos de matriz africana como supersticiosos e orquestrados pelo demônio.

Tivesse eu poder, haveria de banir da sociedade todas essas crendices que tomam o Santo Nome de Deus em vão.

Até que um dia sofri um acidente de trânsito no centro de Salvador, onde me encontrava a trabalho. Fui atropelado por uma moto que surgiu inesperadamente quando eu atravessava o Largo Terreiro de Jesus.

Fui socorrido por um desconhecido que me levou a um hospital evangélico em seu carro. Por eu estar inconsciente, devido à pancada da cabeça no solo, ele assumiu os custos apresentados pelo pronto-socorro e ainda assinou um termo de responsabilidade. Como deixou telefone e endereço, ao receber alta fui agradecer-lhe. Soube que é ateu.

Fiquei me perguntando se todos os fiéis de minha Igreja seriam capazes de prestar igual solidariedade ou se passariam indiferentes diante de um acidentado, e ainda se auto desculpariam com este raciocínio cínico: “Nada tenho a ver com isso.”

No hospital, fui visitado por uma senhora espírita, que me deu grande consolo, já não tenho parentes na capital baiana. Manifestei a ela meu estranhamento ao fato de os espíritas afirmarem conversar com os mortos. Ela retrucou com um sorriso: “Vocês, católicos, conversam com quem quando oram a São Jorge, Santo Expedito e Santo Antônio?”

Meu médico era um judeu casado com uma palestina. E as duas enfermeiras, muito atenciosas, frequentavam o candomblé e a umbanda.

Ao deixar o hospital, tive a surpresa de encontrar, na pousada na qual me hospedara, a mochila que havia perdido no acidente. Dentro, todos os meus pertences, inclusive o dinheiro que eu tinha retirado do banco para pagar a hospedagem.

Um taxista encontrou o cartão da pousada entre meus documentos, devolveu a mochila e informou o que me havia ocorrido. Como deixara o telefone dele, liguei para agradecer. Não resisti à pergunta: “Por que o senhor devolveu todos os meus pertences, inclusive o dinheiro?” Ele simplesmente respondeu: “Sou muçulmano.”

Frei Betto é escritor, autor de “Um homem chamado Jesus” (Rocco), entre outros livros.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018


A VERDADEIRA FINALIDADE DA MAÇONARIA (Contribuição do M.: M.: Vilemar)

Do ponto de vista estritamente místico, a Maçonaria é uma escola iniciática, que prepara o espírito dos seus iniciados, para a compreensão do Absoluto. Se só essa fosse, entretanto, a sua finalidade, ela seria uma mera seita contemplativa e totalmente destituída de fins práticos, embora altamente espiritualizada.

Na realidade, porém, em Maçonaria, cada iniciado deve agir, com plena consciência, na esfera de ação que lhe é apropriada, consagrando sua vida e seus esforços à concretização da Grande Obra , a Obra do Sol da Alquimia, mas que, diferentemente desta, simboliza o aperfeiçoamento individual do ser humano e, por extensão, o aperfeiçoamento de toda a espécie humana.
O principal objetivo do trabalho maçônico é a busca incessante da Verdade, a qual conduz à Luz.

Essa verdade pode ser moral, espiritual, ou mental, mas pode ser, também, a verdade social, da Liberdade e do bem-estar material dos povos, pois a Maçonaria, embora tenha muito de sua filosofia e de suas práticas ritualísticas baseadas no misticismo, é, na verdade, uma construtora social.

Nascida na esteira dos ideais liberais e libertários da humanidade, numa época de absolutismo e de dogmatismo clerical, a Maçonaria colocou-se na vanguarda, não só do renascimento cultural e científico --- o que lhe valeu as iras do Santo Ofício --- mas, também, na da luta por grandes reformas sociais, através de uma decisiva participação nos conflitos de idéias e de importantes intervenções na solução dos grandes problemas internacionais.

Que ela tem a sua dose de misticismo, disso ninguém duvida. O ocultista Eliphas Levi, diz dos maçons: " Pode-se ajuntar que tiveram os templários por modelo, os rosacruzes por pais e os joanitas por avós".

Seu dogma é o de Zoroastro e o de Hermes, sua regra, a iniciação progressiva, seu princípio, a igualdade regulada pela hierarquia e a fraternidade universal; são os continuadores da escola de Alexandria, herdeira de todas as iniciações antigas; são os depositários dos segredos do Apocalipse e do Zohar.

Mas, além disso, ela é muito mais: não sendo órgão de nenhum partido político, ou agrupamento social, ela firmou o seu propósito de estudar e impulsionar todos os problemas referentes à vida humana, com a finalidade de assegurar a PAZ, a JUSTIÇA e a FRATERNIDADE entre todos os homens e povos, sem dependência de raças, cores, religiões, ou nacionalidades.

(José Castellani - Do livro "Consultório Maçônico" - vol. I, Editora A Trolha- 1a. ed.: 1987 - 2a. ed.:1990)

domingo, 11 de novembro de 2018


Capítulo 13 da epístola de Paulo  

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a , de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse Amor, nada seria.

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse Amor, nada disso me aproveitaria.
A Caridade é sofredora é benigna; o Amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. 

Tudo Sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta.

O Amor nunca falha. Havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o Amor.

sábado, 10 de novembro de 2018


Tesouro da Fraternidade
Emmanuel

Não desprezes as pequeninas parcelas de carinho para que atinjas o tesouro da fraternidade.
Uma palavra confortadora.
O gesto de compreensão e ternura.
A frase de incentivo.
O presente de um livro.
A lembrança de uma flor.
Cinco minutos de palestra edificante.
O sorriso de estímulo.
A gota de remédio.
A informação prestada alegremente.
O pão repartido.
A visita espontânea.
Uma carta de entendimento e amizade.
O abraço de irmão.
O singelo serviço em viagem.
Um ligeiro sinal de cooperação.
Não é com o ouro fácil que descobrirás os mananciais ignorados e profundos da alma.
Não é com a autoridade do mundo que conquistarás a devoção real de um amigo.
Não é com a inteligência poderosa que colherás as flores ocultas da confiança.
Mas sempre que o teu coração se inclinar para um mendigo ou para um príncipe, envolvido na luz sublime da boa vontade, ajudando e servindo em nome do Bem, olvidando a ti mesmo para que os outros se elevem e se rejubilem, guarda a certeza de que tocaste o coração do próximo com as santas irradiações das tuas pérolas de bondade e caminharás no mundo, sob a invencível couraça da simpatia para encontrar o divino tesouro da fraternidade em plenos céus.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018


S. O. S.


A existência é comparável ao firmamento que nem sempre surge anilado.
Dias sobrevêm nos quais as nuvens da prova se entrechocam de improviso, estabelecendo o aguaceiro das lágrimas. Raios de angústia varrem o céu da esperança, granizos de sofrimento apedrejam os sonhos, rajadas de calúnia açoitam a alma, enxurrada carreando maledicência invade o caminho anunciando subversão.
***
Multiplicam-se os problemas, traçando os testes do destino em que nos verificará o aproveitamento dos valores que o mundo nos oferece.
Entretanto, a facilitação de cada problema solicita três atitudes essencialmente distintas, tendendo ao mesmo fim.
Silêncio diante do caos.
Oração à frente do desafio.
Serviço perante o mal.
Se a discórdia ameaça, façamos silêncio.
Se a tentação aparece, entenebrecendo a estrada, recorramos à oração.
Se a ofensa nos injuria, refugiemo-nos no serviço.
***
Toda perturbação por ser limitada pelo silêncio até que se lhe extinga o núcleo de sombra.
Toda impropriedade mental desaparece se lhe antepomos a luz da oração.
Todo desequilíbrio engenhado pelas forças das trevas é suscetível de se regenerar pela energia benéfica do serviço.
***
O trânsito da vida possui também sinalização peculiar.
Silêncio – previne contra o perigo.
Oração – prepara a passagem livre.
Serviço – garante a marcha correta.
Em qualquer obstáculo, valer-se desse trio de paz, discernimento e realização, são assegurar a própria felicidade.
***
S O S é hoje o sinal de todas as nações para configurar as súplicas de socorro e, na esfera de todas as criaturas, existe outro S O S, irmanando silêncio, oração e serviço, como sendo a síntese de todas as respostas.

André Luiz