quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A Fraternidade Maçônica Universal


A Fraternidade Maçônica Universal
 
 
O mundo todo é uma Fraternidade Universal onde cada nação é uma família e cada indivíduo um filho.
 
Lembrando o compromisso de estendermos e liberalizarmos os laços fraternais que nos unem “a todos os homens esparsos pela superfície da terra”, a inquebrantável e proverbial união dos maçons é produto da prática desinteressada da fraternidade em nossas colunas e em todos os escalões maçônicos, alcançando o mútuo relacionamento em sua totalidade.
 
A fraternidade humana é a origem da Ordem, é sua finalidade maior e é o meio de sobrevivência da Organização século após século. O enfraquecimento do espírito fraterno leva diretamente à decadência da Loja ou do órgão maçônico em que se manifeste. O espírito de fraternidade garante a harmonia dos obreiros em torno do seu Venerável; a coesão das lojas em torno do seu Grão-Mestre.
 
Só a harmonia, a coesão e a união dos maçons podem formar e manter, como têm mantido o bloco indissolúvel de homens valorosos, livres e dotados de alta moralidade, capazes de congregados por um ideal, indicar o caminho a ser trilhado pela sociedade em busca de um mundo melhor.
 
Inimiga do “sectarismo político, religioso e racial”, a Ordem Maçônica reconhece o amor fraternal como o óleo precioso que lubrifica toda a sua engrenagem, como o cimento que liga o coração dos Iniciados, mas também como a poderosa energia interna que a unifica com a Humanidade.
 
Fraternidade – é uma associação fraterna usada para demonstrar que todos os homens podem conviver como se fossem Irmãos da mesma carne; designa o parentesco entre Irmãos; a união, a amizade, o afeto de Irmão para Irmão; o amor que deve unir todos os membros da espécie humana; a união ou convivência como a de Irmãos; a boa amizade, a harmonia. A Maçonaria é uma fraternidade, uma associação fraternal, onde existe a união e a convivência como a de Irmãos. Portanto, tratar alguém de Irmão é tratar de igual para igual, é querer para ele o mesmo que desejamos para nós, mas é necessário que essa palavra Irmão saia do fundo de nosso coração e seja real, sincera e fraterna.
 
Ao estudarmos o conceito de Fraternidade, não deveremos considerá-lo isoladamente. Cremos estar sobreposto aos conceitos de Liberdade e Igualdade. A trilogia Liberdade, Igualdade e Fraternidade estão intimamente integradas. Portanto, limitados ao espaço de duas páginas, os conceitos Igualdade e Liberdade serão desenvolvidos posteriormente.
 
Pois o mais importante objetivo da Maçonaria, a Fraternidade é a condição na qual nos identificamos mutuamente como Irmãos, agindo como se fizéssemos parte de uma mesma grande família. Isto, no entanto, não é suficiente para que possamos compreender o verdadeiro sentido da fraternidade.
 
Ser membro de uma mesma família não nos torna automaticamente mais próximos e amorosos uns dos outros. Assim, o principal dever de um Maçom, em relação aos seus Irmãos em Maçonaria, é a amizade, o afeto, a união, o carinho, ou seja, tudo aquilo que a verdadeira fraternidade exige. O mesmo dever se aplica em relação a toda a humanidade, pois o amor ao próximo é um dos basilares preceitos maçônicos.
 
Em uma família numerosa, com muitos filhos, esses não constituem uma Fraternidade, mas uma família, pois os pais são incluídos no grupo. Maçônicamente interpretando, a Fraternidade apresenta-se de vários modos: a Fraternidade de uma Loja; a Fraternidade em uma Ordem; a Fraternidade Universal. A Fraternidade Universal abrange os maçons em vida e os que já se encontram no Oriente Eterno, ou seja, os que ” partiram “, os que ” desencarnaram”, os mortos.
 
A Ordem não se assemelha a qualquer sociedade profana, pois, para pertencer à Maçonaria o candidato deve passar por uma iniciação.
 
A Fraternidade requer um espírito elevado implicando em obrigações e direitos; a parte ética e de comportamento é muito importante. São admitidas pequenas rusgas, como sucede dentro de uma família, mas com a obrigação de serem passageiras. O maçom tem o dever de tolerar esses incidentes e perdoar se eles tiverem sido mais intensos.
 
O maior objetivo da Maçonaria é apagar dentre os homens o preconceito de casta, distorções de cor, de origem, evitar o fanatismo, a discórdia e com isso extinguir as guerras e chegar ao progresso universal, no qual cada ente humano tenha a liberdade de desenvolver toda a capacidade de que é dotado. Unido pela afeição, a sabedoria, o trabalho e a fraternidade, para que seja impossível para um Irmão prejudicar outro.
 
Devemos abster-nos cuidadosamente de depreciar qualquer irmão, por maior que seja a sua falta, não devemos permitir em nossa boca uma só palavra contra nossos semelhantes. Para alcançar a Fraternidade entre os homens, em que todos os homens livres e de bons costumes, sejam quais forem às diferenças de credo político ou religioso, de nacionalidade, raça, cor ou condição social, transformando a Humanidade em uma Grande Fraternidade.
 
Efetivamente, na grande família humana, cada homem está, em relação aos seus semelhantes, na mesma situação de um irmão em relação a outro irmão no seio da mesma família. Tendo recebido a existência do mesmo Deus, tendo os mesmos deveres e direitos, visto terem sido criados com as mesmas faculdades, e obrigados a um mútuo concurso para levarem a sua natureza ao mais alto grau de perfeição de que sejam capazes, os homens devem, sem quaisquer das distinções que os dividem, ter uns para com os outros um afeto fraterno, auxiliando-se mutuamente no cumprimento de sua tarefa.
 
A experiência nos ensina que somos todos solidários física e moralmente. A Maçonaria tornou a Fraternidade um de seus grandes lemas.
 
A Ordem Maçônica se considera uma enorme Irmandade, espalhada sobre a superfície do globo e “como é bom e suave habitarmos em Irmãos que vivem em união”.
 
Só convertendo os homens em Irmãos e praticando todos, diariamente, a autêntica Fraternidade, é como se poderia alcançar a verdadeira solidariedade em que se radica a perfeição do homem. Esta ação mutua esta sublime Irmandade, na qual cada um deve viver para com todos e todos para cada um, é um dos princípios fundamentais, que todo Maçom se obriga a não somente ensinar, mas aplicar praticamente em sua vida.
 
Vivemos a verdadeira fraternidade maçônica quando, em primeiro lugar, somos gratos por conviver em união com nossos Irmãos que nos ajudam através das Instruções ritualísticas, a moldar nosso temperamento, estimular nossa inteligência e nossos sentimentos, formar nossa personalidade e caráter.
Vivemos a fraternidade maçônica ainda mais quando aprendemos a retribuir a companhia de tantos Irmãos de luta, oferecendo horas de lazer e convivência familiar em favor do bem de nossa Loja, comparecendo semanalmente às reuniões. Também somos fraternos quando guardamos para nós mesmos nossos problemas e aborrecimentos, para apenas compartilhar as alegrias e sucessos.
 
A fraternidade não é apenas um ideal coletivo a ser buscado. Benefícios pessoais são obtidos quando somos fraternos. Naturalmente estamos nos referindo a benefícios espirituais, especialmente o amadurecimento da alma que vive cada vez mais a identidade do “eu” com o “outro”, o que nos coloca numa rota de aproximação direta com Deus.
 
E sendo todos Irmãos, primeiro por origem e depois por ideal, a fraternidade pode ser nossa bússola para a felicidade.
 
Busquemos meus caríssimos Irmãos, essa tão propalada, embora não tão praticada, Fraternidade, que só pode ser alcançada se os Maçons forem Livres, sobretudo nas ideias, e iguais por se reconhecerem como extensões uns dos outros. O Livre e Igual será Fraterno, não por imposição estatutária, mas por vocação de sua abordagem filosófica face à vida.
 
Não devemos, porém, confundir Fraternidade com Perfeição. O homem pode ser fraternal e não ser perfeito, mas não poderá ser perfeito sem ser fraternal.
 
Valdemar Sansão – M. ‘. M.’.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015




O Candelabro Místico

A maioria dos Graus que compõem à Loja de Perfeição pertence à classe também denominada Graus israelitas, bíblicos, judaicos, salomônicos, principalmente por estarem baseados na Bíblia e constituírem um desdobramento da Lenda do 3º Grau. Por isso, estão recheados de passagens, lendas, símbolos, extraídos do Livro Sagrado, particularmente da Torá ou Pentateuco, ou seja: os cinco primeiros livros da Bíblia (Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio).

Não é de estranhar, portanto, que o Candelabro de Sete Braços – o Menorá dos hebreus — esteja presente na decoração da Loja de Mestre Secreto, bem como na de Perfeito e Sublime Maçom, nesta última denominado de CANDELABRO MÍSTICO.

O Menorá, que significa Candelabro, de tão importante para a civilização hebraico-judaica, é considerado um dos principais símbolos da religião mosaica. Tanto é assim que hoje o Menorá é usado como brasão do Estado de Israel, o qual foi estabelecido no século passado, em 1948. Ele já estava presente entre os hebreus desde a construção do Tabernáculo, determinada por Moisés, por ordem de Javé, quando este conduzia seu povo pelo deserto, fugindo do Egito em direção à Palestina. Era no Tabernáculo que os israelitas oficiavam seus cultos, até que o Rei Salomão mandasse construir o famoso Templo de Jerusalém, o primeiro, já que dois outros foram construídos posteriormente. Melhores detalhes sobre a construção do Tabernáculo e seu mobiliário — dentre os quais o Menorá — são encontrados no Livro de Êxodo, capítulo 25, versículos 10 a 22.

O Menorá ou “Candelabro de Sete Braços” também foi construído por ordem de Javé, segundo o que consta nos versículos 31 a 39 do mesmo capítulo do livro de Êxodo, como aqui transcrito:

“Farás um Candelabro de ouro puro; e o farás de ouro batido, com o seu Pedestal e a sua haste; seus cálices, seus botões e suas flores formarão uma só peça com ele. Seis braços sairão dos seus lados, três de um lado e três de outro. Num braço haverá três cálices em forma de flor de amendoeira, com um botão e uma flor; noutro haverá três cálices em forma de flor de amendoeira, com um botão e uma flor; e assim por diante, para os seis braços do Candelabro.

No Candelabro mesmo haverá quatro cálices em forma de flor de amendoeira, com seus botões e suas flores: um botão sob os dois primeiros braços do Candelabro, um botão sob os dois braços seguintes e um botão sob os dois últimos: e assim será com os seis braços que saem do Candelabro. Estes botões e estes braços formarão um todo com o Candelabro, tudo formando uma só peça de ouro puro batido. Farás sete lâmpadas que serão colocadas em cima, de modo a alumiar a frente. Seus espevitadores e seus cinzeiros serão de ouro puro. Empregar-se-á um talento[1] de ouro puro para confeccionar o Candelabro e seus acessórios”.

Segundo Nicola Aslan,[2] um dos nossos maiores escritores maçônicos, tanto Flavio Josefo como Filon, e também Clemente, bispo de Alexandria, pretendem que o Candelabro de sete braços representava os sete planetas conhecidos da antiguidade:

“De cada lado partem três braços, suportando cada um uma lâmpada, diz este último; no meio estava a lâmpada do Sol, centralizando os seus braços, porque este astro, colocado no meio do sistema planetário, comunica sua luz aos planetas que estão abaixo e acima, segundo as leis de sua ação divina e harmônica”.

POSIÇÃO DO CANDELABRO MÍSTICO DE SETE BRAÇOS

NO TABERNÁCULO

No Tabernáculo, ou tenda, o Menorá era colocado ao norte, no local denominado Santos dos Santos (em hebraico: Kodesh ha Kodashim), simbolizando não só a luz dos sete “planetas” conhecidos na antiguidade (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno), como também os ventos setentrionais, que traziam a chuva, estimulando o desenvolvimento das plantações. [3] É preciso, no entanto, salientar que nem todos eram planetas, pois o Sol é uma estrela e a Lua, um satélite.

NO PRIMEIRO TEMPLO DE JERUSALÉM

Por ocasião da construção do primeiro Templo, em Jerusalém, tanto o Menorá como os demais utensílios utilizados no Tabernáculo seguiram a mesma disposição.

NA LOJA DE MESTRE SECRETO

Na Loja de Mestre Secreto o Candelabro Místico de Sete Luzes é posicionado a frente da Arca da Aliança, sendo certo que esta fica ao lado direito do Trono.

NA LOJA DE PERFEITO E SUBLIME MAÇOM

É posicionado igualmente no Oriente, no ângulo direito do Trono, representando o Sol com os Planetas, como era o entendimento dos antigos.

O número sete (sete braços ou sete luzes) constante do Candelabro Místico não foi escolhido aleatoriamente, pois se trata de um número considerado sagrado para os antigos povos, que lhe atribuíam um valor mágico e astrológico. Os hebreus não ficaram imunes às inúmeras influências herdadas de outros povos e daí que é possível ver o número sete em várias passagens bíblicas.

Na Maçonaria, o número sete também tem uma importância vital. Sete são as ciências que o maçom deve conhecer: Gramática, Retórica, Lógica, Aritmética, Geometria, Música e Astronomia. É o número místico do Mestre e simboliza a perfeição alcançada na evolução espiritual.

O Candelabro Místico de Sete Braços está presente nas Lojas de Mestre Secreto e de Perfeito e Sublime Maçom porque era um dos principais utensílios do Tabernáculo e, posteriormente, também do Templo de Jerusalém. A Maçonaria do século XVIII pegou emprestado este e outros objetos da Religião Hebraica, dado o elevado valor histórico e simbólico, em especial para os chamados Altos Graus.

O CANDELABRO MÍSTICO
Irm. Robson Rodrigues da Silva

BIBLIOGRAFIA:
ASLAN, Nicola, Instruções Para Lojas de Perfeição, Editora Maçônica “A Trolha”, 3ª edição, Londrina – PR – 2004.
_____ , Grande dicionário enciclopédico de Maçonaria e Simbologia, vol. I, Editora Maçônica “A Trolha”, Londrina – PR – 1996.
CAMINO, Rizzardo da, Os Graus Inefáveis – Loja de Perfeição, Editora Aurora, Rio de Janeiro.
CASTELLANI, José, Dicionário Etimológico Maçônico, ABC, Editora Maçônica “A Trolha”, Londrina – PR, 1990.
XICO TROLHA e CASTELLANI, José, O Mestre Secreto, Editora Maçônica “A Trolha”, Londrina, PR – 3ª edição, 2002.
RITUAIS dos Graus 4 e 14.

[1] Um Talento compreendia 60 minas de 50 ciclos cada uma. O ciclo, segundo a unidade pesada, valia, mais ou menos, 16,37 gramas, enquanto que, segundo a unidade ligeira, valia cerca de 12 gramas. O talento equivalia portanto a 48 kg, segundo a unidade pesada ou a 36 kg, segundo a unidade ligeira.

[2] Nicola Aslan, Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia, vol. I, Editora Maçônica “A Trolha”.

[3] José Castellani, Dicionário Etimológico Maçônico – ABC – Editora Maçônica “A Trolha”.

 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Arca da Aliança, Perdida ou Escondida?

Arca da Aliança, Perdida ou Escondida? De acordo com a Bíblia, a arca da aliança possuía fortes poderes e continha os dez mandamentos e outros artefatos, como o cajado de […]

Arca da Aliança, Perdida ou Escondida?

De acordo com a Bíblia, a arca da aliança possuía fortes poderes e continha os dez mandamentos e outros artefatos, como o cajado de Arão que floreceu e o maná que caia dos céus. Poderia uma tribo de refugiados do Egito, vagando pelo deserto, ter construído uma arca tão elaborada com seus lindos trabalhos em ouro e madeira? E quanto aos seus poderes, porque os Israelitas sempre a levava em combate? E se essa arca poderosa existiu, onde ela está agora? Se ela foi encontrada, o que nos espera quando sua tampa for aberta? Sua idade é de pelo menos 3.500 anos.
 
Os Prós e os Contras
 
Segundo o Dr. Michael Chandler, “ela é uma ficção, como a sua busca em Indiana- Jones e os caçadores da Arca Perdida.”, porém, já o Doutor, Escritor e Arqueólogo Grant Jeffrey “existem provas arqueológicas e históricas, que a Arca da Aliança existe examente como descritas no Êxodo e na Bíblia.” O professor de Ciências Antigas Jordan Maxwell diz que “A arca de Noé (não seria a ‘Arca da Aliança’?), se é que ela existiu, que estava no templo de Salomão em Jesrusalém, em 586 a.C. quando o templo foi destruído, tenha sobrevivido de alguma forma. E se existiu, já está perdida a muito tempo, e pelo fato de ter ouro ela deve ter sido desmontada”.
 
A Arca, ela existiu?
Arca da Aliança

Segudo o Dr. J. Randall Price, autor do livro “Ready to Rebuild the Temple” diz que “existem evidências documentadas apoiando a existência do Rei Salomão e da renomada arca da Aliança de Israel.” Mas será que havia a tecnologia necessária para a construção da arca? Certamente sim. A Bíblia nos diz que o povo de Israel quando saiu do Egito, levou consigo os pertences, ídolos de ouro, do Egito, pois até hoje, o ouro vale muito. Mas de onde saiu a idéia de uma arca para colocar os objetos sagrados?
Na minha viagem ao Egito, que aconteceu em Julho de 2008, fui ao Museu Egípcio do Cairo, e vi a arca de Anúbis, que era quase igual a arca bíblica da aliança, transportada por varais e quase sempre recoberta por ouro por dentro e por fora. A única diferença é que em vez de dois querubins em cima da arca, ficava uma estátua do deus egípcio Anúbis.
A função era quase a mesma levar e guardar em seu interior objetos sagrados de seu deus. Essa arca foi descoberta anos depois de Moisés no Egito. Na tumba de Tucancâmon. Provavelmente, pela estadia dos judeus por mais de 300 anos no egito como escravos tenham influenciado a cultura do País.
 
Onde ela está?
 
Com a recente descoberta do palácio da rainha de sabá em Aksum, norte da Etiópia, um antigo tópico arqueológico voltou à tona: Onde está a arca da alinça? Para Helmut Ziegert, arqueólogo alemão responsável pela descoberta, há grande probabilidade de esse edifício ter abrigado o utensílio mais sagrado do santuário israelita.
 Uma tradição entre os etíopes afirma que devido a seu valor sentimental com a rainha de Sabá, Salomão a teria presenteado com o objeto. Ziegert encontrou um altar no palácio que o levou a supor que a arca deve ter ficado um tempo por ali. Essa informação não recebe nenhum apoio bíblico. Toda a hipótese repousa apenas na suposta credibilidade da tradição etíope.
 Agora segundo os Etíopes, ela está na igreja de Santa Maria, onde só os poderosos entram, como a rainha Elizabeth II. Provavelmente seja um objeto parecido com a arca da alinça, mas provavelmente não é.Outra probabilidade é sugerida no filme “Indiana-Jones e os caçadores da Arca Perdida” e que segundo Steven Spielberg, ela estaria em Tânis. Ela teria chegado lá graças ao faraó Sheshonk, o Sisaque de 2 Crônicas 12:2), que numa campanha para encher os cofres egípcios que estavam vazios foi até Jerusalém e saqueou a cidade por volta de 925 a. C. Porém, se a arca estivesse de fato em mãos estrangeiras, seríamos informados pelo texto bíblico, como é o caso em 1 Samuel 4, quando ela foi capturada pelos filisteus.
 Agora a última é de que esteja na Babilônia, com o seu desaparecimento durante a destruição de Jerusalém pelos exércitos de Nabucodonosor, em 586 a.C. curiosamente, uma tradição apócrifa registrada em 2 Macabeus 2:5 apresenta o profeta Jeremias, na época dessa destruição, retirando a arca do seu lugar sagrado com alguns homens e a transportando para o monte nebo. É pouco provável que ela esteja escondida nesse monte, mas a tradição nos leva a cloncluir que a arca esteve em jerusalém e não na Etiópia ou egito até o 6º século a.C.
 
Parte Final
 
São muito fortes as evidências de que a arca seja realidade. Podemos esperar que pelo menos algum dia em nossa vida, a proíbição dos muçulmanos seja suspensa e que a arca e seus conteúdos possam ser revelados ao mundo que a espera. Como será se, quando a arca for recuperada, o que será encontrado dentro quando for aberta, quem será escolhido para retirar as tábuas da lei, nas quais a Bíblia diz que Deus escreveu? A idéia é quase estonteante demais para ser real, e de que forma o que for encontrado dentro mudará todos nós? Essa história é mais do que se a arca da Alinaça está perdida ou escondida, na câmara de uma igreja na Etiópia, ou sob o templo de Jerusalém.
 
A Arca é e foi o objeto mais sagrado que Deus mandou que os Israelitas fizessem. Nos dias de Davi e Salomão a Arca era uma lembrança visível de que Deus habitava entra seu povo. Hoje Deus fala conosco através da Bíblia, que nos diz que Deus não só habita entre as pessoas mas vive de fato dentro dos que nele creem. Devemos pensar se nós levamos a Bíblia à sério, se nós sempre agimos como pessoas nas quais Deus habita? Há algo a se pensar.
 
Wesley Alfredo G. de Arruda é estudante, fascinado por Arqueologia e também pela Bíblia. Visitou diversos sítios arqueológicos no mundo como na Jordânia (Numeira e Bab Edh-ra) e no Egito (Saqqara, Giza). Também foi colaborador de um projeto de pesquisa israelense, o Temple Mount Sifting Project, localizado em Jerusalém.
 
Fontes: Grandes Mistérios da Bíblia A Arca da Aliança – Perdida ou Escondida? Werner Keller E a Bíblia Tinha Razão – A caminho do Sinai

Trabalho extraído do MS Maçom

domingo, 1 de fevereiro de 2015


Não ceda...

 

... à mágoa que aprisiona o coração nos limites da sombra escura da própria alma;

... ao derrotismo que mantém a reclusão dos potenciais criativos do ser humano;

... à vitimização que dificulta o despertar da consciência que procura um culpado para sua própria dificuldade;

... ao que não convém à sua evolução, pois prejudica as escolhas, estreitando-as ao certo e ao errado;

... ao desejo de prejudicar alguém, pois torna sua alma pequena, inferiorizando-a;

... a um deus vingativo e exclusivo, pois Deus é amor e a ninguém pune;

... à solidão que cristaliza a alma, reduzindo seu crescimento espiritual;

... ao orgulho, pois a humildade é condição preliminar do sábio;

... ao egoísmo, pois o amor é a fonte inesgotável que alimenta o Espírito;

... ao materialismo, pois você é, e sempre será, um Espírito imortal.

Adenáuer Novaes

Psicólogo Clínico e Escritor

sábado, 31 de janeiro de 2015


Quem És?

"Há só um Legislador e um Juiz que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?" - (TIAGO, 4:12.)

Deveria existir, por parte do homem, grande cautela em emitir opiniões relativamente à incorreção alheia.

Um parecer inconsistente ou leviano pode gerar desastres muito maiores que o erro dos outros, convertido em objeto de exame.


Naturalmente existem determinadas responsabilidades que exigem observações acuradas e pacientes daqueles a quem foram conferidas.


Um administrador necessita analisar os elementos de composição humana que lhe integram a máquina de serviços.


Um magistrado, pago pelas economias do povo, é obrigado a examinar os problemas da paz ou da saúde sociais, deliberando com serenidade e justiça na defesa do bem coletivo.

Entretanto, importa compreender que homens, como esses, entendendo a extensão e a delicadeza dos seus encargos espirituais, muito sofrem, quando compelidos ao serviço de regeneração das peças vivas, desviadas ou enfermiças, encaminhadas à sua responsabilidade.


Na estrada comum, no entanto, verifica-se grande excesso de pessoas viciadas na precipitação e na leviandade.

Cremos seja útil a cada discípulo, quando assediado pelas considerações insensatas, lembrar o papel exato que está representando no campo da vida presente, interrogando a si próprio, antes de responder às indagações tentadoras: "Será este assunto de meu interesse? Quem sou? Estarei, de fato, em condições de julgar alguém?"

Emmanuel

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015


 

Que gente é essa?

Escrito por James Couto

Que gente é essa ???


É gente de conteúdo interno que transcende a compreensão medíocre, simplória.

É gente que tem idealismo na alma e no coração, que traz nos olhos a luz do amanhecer e a serenidade do ocaso. Tem os dois pés no chão da realidade.

É gente que ri, chora, se emociona com uma simples carta, um telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago.

É gente que ama e curte saudades, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais. Admira paisagens. Escuta o som dos ventos.

É gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternura, compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si.

É gente que gosta de fazer as coisas que gosta, sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam. Gente que semeia, colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto.

É gente muito estranha os Maçons.

Gente de coração desarmado, sem ódio, sem preconceitos baratos ou picuinhas. Gente que fala com plantas e bichos. Dança na chuva e alegra-se com o sol.

Eh!! Gente estranha esses Maçons.

Falam de amor com os olhos iluminados como par de lua cheia. Gente que erra e reconhece. Gente que ao cair, se levanta, com a mesma energia das grandes marés, que vão e voltam. Apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentores suas lágrimas e sofrimentos. Amam como missão sagrada e distribuem amor com a mesma serenidade que distribuem pão. Coragem é sinônimo de vida, seguem em busca dos seus sonhos, independente das agruras do caminho.

Essa gente, vê o passado como referencial , o presente como luz e o futuro como meta.

São estranhos os Maçons!

Cultuam e estudam as Sagradas Tradições como forma de perpetuar as leis que regem o Universo, passam de geração para geração a fonte renovadora da sabedoria milenar. São fortes e valentes, e ao mesmo tempo humildes e serenos.

Com a mesma habilidade que manuseiam livros codificados de sabedoria, o fazem com panelas e artefatos. São aventureiros e ao mesmo tempo criam raízes, inventam o que precisa ser inventado. Criam e recriam. Contam contos e contam suas próprias histórias.

Falam de generosidade em exercício constante. Ajudam os necessitados com sigilo e discrição. Conduzem a pratica desinteressada e oculta da caridade e do amor ao próximo.

Interessante essa gente, esses Maçons.

Obrigam-se nas tarefas, de estudar a Arte Real, de evoluir, de amar e dividir.
Partilham da mesa do rei e de um abrigo montanhês com o mesmo sorriso enigmático de prazer e sabedoria que iluminava a face de seus ancestrais.

Degustam um pão artesanal, com a mesma satisfação que o fazem em um banquete cinco estrelas.

Amam em esteiras e em grandes suítes, desde que estejam felizes, pois ser feliz e levar felicidade, é sempre a única condição dessa gente estranha.

É gente que compra briga pela criança abandonada, pelo velho carente pelo homem miserável, pela falta de respeito humano.

É gente que fica horas olhando as estrelas, tentando decifrar seus mistérios, e sempre conseguem.

Agradecem pelas oportunidades que a vida lhes dá. Aliás, essa gente estranha agradece por tudo, até pela dor, que tratam como experiência.

Se reúnem em Escolas Iniciáticas que chamam de Lojas, para mutuamente se bastarem, se protegerem, se resguardarem, para resgatar valores, e estudar muito.

Interessantes são os Maçons.

Mas interessante mesmo é a fé que os mantém vivificados ao longo de tantos anos.

Abençoada essa estranha gente.

É dessa estranha gente, que o Grande Arquiteto dos Universos precisa para o terceiro milênio.

É à essa estranha gente, de que sou parte, que desejo DE TODO MEU CORAÇÃO, as mais ardorosas congratulações.

Que o Irmão Maior, de lá do Eterno Cosmo à todos derrame uma dose extraordinária de Luz, para que essa estranha gente de que fazemos parte, a possa refletir pelo mundo e assim levar a benção à todas as gentes... estranhas ou não.

FELIZ DIA DO MAÇOM!

FRATERNALMENTE,

Ir:. Luiz Mangano

In Blog "Blog da Maçonaria" - texto de James Francisco Mendonça Couto

terça-feira, 27 de janeiro de 2015


Sem Tais Armas


Sem boas maneiras, você viverá desamparado da confiança dos outros.

Sem fortaleza, sucumbirá aos primeiros obstáculos do caminho.

Sem fé positiva, vagueará sem rumo.

Sem devotar-se ao bem, experimentará terrível endurecimento.

Sem exemplos nobres, passará inutilmente pelo mundo.

Sem trabalho digno, o tédio apodrecerá suas energias.

Sem esforço próprio, jamais alcançará as portas do Alto.

Sem esperança, suas noites terrestres serão mais escuras.

Sem compreensão, dolorosa lhe será a jornada, através das sombras.

Sem espírito de renúncia, você não educará a ninguém.

André Luiz