quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Novo Ano! Novo Dia! - Emmanuel

Ano Novo é também renovação de nossa oportunidade de aprender, trabalhar e servir.


O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para a necessária ascensão.



Lembra-te de que o ano em retorno é novo dia a convocar-te para execução de velhas promessas, que ainda não tiveste a coragem de cumprir.



Se tens inimigo, faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.



Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.



Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.



Se a tristeza te requisita, esquece-a e procura a alegria serena da consciência feliz no dever bem cumprido.



Novo Ano! Novo Dia!



Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.



Recorda que há mais ignorância que maldade, em torno de teu destino.



Não maldigas, nem condenes.



Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.



Não te desanimes, nem te desconsoles.



Cultiva o bom ânimo com os que te visitam, dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.



Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora:



- Ama e auxilia sempre.



Ajuda aos outros, amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.



Emmanuel

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Maçonaria – Moral e Dogma

Publicado na Edição 11 em Tempo de Estudos 15 de Junho de 2010
A Maçonaria possui em sua filosofia um ensinamento que pode ser expresso num simples ditame: “Proteja os oprimidos dos opressores; e dedique-se à honra e aos interesses de seu País”.
Maçonaria não é especulativa nem teórica, mas experimental, não sentimental, mas prática. Ela requer renúncia e autocontrole. Ela apresenta uma face severa aos vícios do homem e interfere em muitos de nossos objetivos e prazeres. Penetra além da região do pensamento vago; além das regiões em que moralizadores e filósofos teceram suas belas teorias e elaboraram suas esplêndidas máximas, alcançando as profundezas do coração, repreendendo-nos por nossa mesquinhez, acusando-nos de nossos preconceitos e paixões e guerreando contra nossos vícios.
É uma luta contra paixões que brotam do seio dos mais puros sentimentos, um mundo onde preconceitos admiráveis contrastam com práticas viciosas, de bons ditados e más ações; onde paixões abjetas não são apenas refreadas pelos costumes e pelos cerimoniais, mas se escondem por trás de um véu de bonitos sentimentos. Esse solecismo tem existido por todas as épocas. O sentimentalismo católico tem muitas vezes acobertado a infidelidade e o vício. A retidão dos protestantes apregoa, frequentemente, a espiritualidade e a fé, mas negligencia a verdade simples, a candura e a generosidade; e a sofisticação do racionalismo ultraliberal em muitas ocasiões conduz ao céu em seus sonhos, mas chafurda na lama de suas ações.
Por mais que exista um mundo de sentimentos maçônicos, ainda assim ele pode ser um mundo onde ela está ausente. Ainda que haja um sentimento vago de caridade maçônica, generosidade e desprendimento, falta a prática ativa da virtude, da bondade, do altruísmo e da liberalidade. A Maçonaria assemelha-se aí às luzes frias, embora brilhantes.
Há clarões ocasionais de sentimentos generosos e viris, um esplendor fugaz de pensamentos nobres e elevados, que iluminam a imaginação de alguns. Mas não há o calor vital em seus corações.
Boa parte dos homens tem sentimentos, mas não princípios. Os sentimentos são sensações temporárias, enquanto os princípios são como virtudes permanentemente impressas na alma para seu controle. Os sentimentos são vagos e involuntários; não ascendem ao nível da virtude. Todos os têm. Mas os princípios são regras de conduta que moldam e controlam nossas ações. Pois é justamente neles que a Maçonaria insiste.
Nós aprovamos o que é certo, mas geralmente fazemos o que é errado; essa é a velha história das deficiências humanas. Ninguém encoraja e aplaude injustiça, fraude, opressão, ambição, vingança, inveja ou calúnia; ainda assim, quantos dos que condenam essas atitudes são culpados delas, eles mesmos.
Já nos foi dito: “Homem, quem quer que sejas, se julgas, para ti não há desculpa, porque te condenas a ti mesmo, uma vez que fazes exatamente as mesmas coisas.”
É surpreendente ver como os homens falam das virtudes e da honra e não pautam suas vidas nem por uma nem por outra. A boca exprime o que o coração deveria ter em abundância, mas quase sempre é o reverso do que o homem pratica.
Os homens podem realmente, de um certo modo, interessar-se pela Maçonaria, mesmo que muitos deficientes em virtudes. Um homem pode ser bom em geral e muito mau em particular: bom na Loja e ruim no mundo profano, bom em público e mau para com a família.
Muitos desejam sinceramente ser bons maçons. Mas é preciso que resistam a certos estímulos, que sacrifiquem certos caprichos. Como é ingrato aquele que morre medíocre, sem nada fazer que o glorifique para os Céus. Sua vida é como árvore estéril, que vive, cresce, exaure o solo e ainda assim não deixa uma semente, nenhum bom trabalho que possa deixar outro depois dele! Nem todos podem deixar alguma coisa para a posteridade, mas todos podem deixar alguma coisa, de acordo com suas possibilidades e condições.
Quem pretender alçar-se aos Céus, sozinho dificilmente encontrará o caminho.
A operosidade jamais é infrutífera. Se não trouxer alegria com o lucro, ao menos, por mantê-lo ocupado, evitará outros males. Tem-se liberdade para fazer qualquer coisa, devemos encará-la como uma dádiva dos Céus; tem-se a predisposição de usar bem essa liberdade, então é uma dádiva da Divindade.
Maçonaria é ação, não inércia. Ela exige de seus iniciados que trabalhem, ativa e zelosamente, para o benefício de seus Irmãos, de seu país e da Humanidade. É a defensora dos oprimidos, do mesmo modo que consola e conforta os desafortunados. Frente a ela é muito mais honroso ser o instrumento do progresso e da reforma do que se deliciar nos títulos pomposos e nos autos cargos que ela confere. A Maçonaria advoga pelo homem comum no que envolve os melhores interesses da Humanidade. Ela odeia o poder insolente e a usurpação desavergonhada. Apieda-se do pobre, dos que sofrem, dos aflitos; e trabalha para elevar o ignorante, os que caíram e os desafortunados.
A fidelidade à sua missão será medida pela extensão de seus esforços e pelos meios que empregar para melhorar as condições dos povos. Um povo inteligente, informado de seus direitos, logo saberá do poder que tem e não será oprimido. Uma nação nunca estará segura se descansar no colo da ignorância. Melhorar a massa do povo é a grade garantia da liberdade popular. Se isso for negligenciado, todo o refinamento, a cortesia e o conhecimento acumulado nas classes superiores perecerão mais dia menos dia, tal como capim seco no fogo da fúria popular.
Não é a missão da Maçonaria engajar-se em tramas e conspirações contra o governo civil. Ela não faz propaganda fanática de qualquer credo ou teoria; nem se proclama inimiga de governos. Ela é o apóstolo da liberdade, da igualdade e da fraternidade. Não faz pactos com seitas de teóricos, utopistas ou filósofos. Não reconhece como seus iniciados aqueles que afrontam a ordem civil e a autoridade legal, nem aqueles que se propõem a negar aos moribundos o consolo da religião. Ela se coloca à parte de todas as seitas e credos, em sua dignidade calma e simples, sempre a mesma sob qualquer governo.
A Maçonaria reconhece como verdade que a necessidade, assim como o direito abstrato e a justiça ideal, devem ter sua participação na elaboração das leis, na administração dos afazeres públicos e na regulamentação das relações da sociedade. Sabe o quanto a necessidade tem por prioridade nas lidas humanas. A Maçonaria espera e anseia pelo dia em que todos os povos, mesmo os mais retrógrados, se elevem e se qualifiquem para a liberdade política, quando, como todos os males que afligem a terra, a pobreza, a servidão e a dependência abjeta não mais existirão. Onde quer que um povo se capacite à liberdade e a governar-se a si próprio, aí residem as simpatias da Maçonaria.
A Maçonaria jamais será instrumento de tolerância para com a maldade, de enfraquecimento moral ou de depravação e brutalização do espírito humano. O medo da punição jamais fará do maçom um cúmplice para corromper seus compatriotas nem um instrumento de depravação e barbarismo. Onde quer que seja, como já aconteceu, se um tirano mandar prender um crítico mordaz para que seja julgado e punido, caso um maçom faça parte do júri cabe a ele defendê-lo, ainda que à vista do cadafalso e das baionetas do tirano.
O maçom prefere passar sua vida oculto no recesso da penumbra, alimentando o espírito com visões de boas e nobres ações, do que ser colocado no mais resplandecente dos tronos e ser impedido de realizar o que deve.
Se ele tiver dado o menor impulso que seja a qualquer intento nobre; se ele tiver acalmado ânimos e consciências, aliviado o jugo da pobreza e da dependência ou socorrido homens dignos do grilhão da opressão; se ele tiver ajudado seus compatriotas a obter paz, a mais preciosa das possessões; se ele cooperou para reconciliar partes conflitantes e para ensinar aos cidadãos a buscar a proteção das leis de seu país; se ele fez sua parte, com os melhores e pautou-se pelas mais nobres ações, ele pode descansar, porque não viveu em vão.
A Maçonaria ensina que todo poder é delegado para o bem e não para o mal do povo. A resistência ao poder usurpado não é meramente um dever que o homem deve a si próprio e a seu semelhante, mas uma obrigação que ele deve a Deus para restabelecer e manter a posição que Ele lhe confiou na criação. O maçom sábio e bem informado dedicar-se-á à Liberdade e à Justiça. Estará sempre pronto a lutar em sua defesa, onde quer que elas existam. Não será nunca indiferente a ele quando a Liberdade, a sua ou a de outro homem de mérito, estiver ameaçada.
O verdadeiro maçom identifica a honra de seu país como a sua própria. Nada conduz mais à glória e à beleza de um país do que ter a justiça administrada a todos de igual modo, a ninguém negada, vendida ou preterida.
Não se esqueçam, pois daquilo a que você devotou quando entrou na Maçonaria: defenda o fraco contra o truculento.

http://www.revistauniversomaconico.com.br/tempo-de-estudos/maconaria-moral-e-dogma/

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

CONFRATERNIZAÇÃO DE NATAL E ANO NOVO  

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

“Luz para iluminar as nações”
[Lucas, 2:32]

Ele nunca escreveu um livro, todavia há hoje no mundo mais de cinquenta mil livros escritos sobre Ele.

Nunca frequentou uma faculdade, mas hoje é estudado por professores, escritores, psicólogos, sociólogos, cientistas, reis e rainhas do mundo todo.

Nunca ocupou um trono, ainda assim é o rei da humanidade.

Nunca perseguiu ninguém, no entanto foi perseguido sem tréguas, do nascimento até a morte.

Nunca usou o cajado dos profetas, entretanto é o guia e modelo da humanidade.

Nunca viajou para lugares distantes do país em que nasceu, todavia, todos os anos, milhares de pessoas, das mais diversas nações, viajam milhares de quilômetros para visitar o país em que Ele nasceu e os lugares por onde Ele andou.

Não era médico, mas curou cegos, leprosos e paralíticos.

Não era mágico, mas multiplicou pães e peixes.

Não era juiz, mas absolveu a mulher adúltera.

Não deixou nada escrito, mas sua palavra passou a ser ouvida no mundo inteiro.

Teve inimigos, mas jamais foi inimigo de alguém.

Recusou o título de bom, mas jamais deixou de exercer a bondade.

Rejeitado pelos Seus compatriotas, estendeu Sua mensagem a todos os povos.

Senhor de todo o poder sobre a Terra, depois de Deus, nasceu numa estrebaria, andava descalço e deixou-se crucificar.

Sem finanças, sem cobertura política, sem assessores e sem armas, Ele venceu os séculos e está diante de nós tão vivo hoje quanto ontem, chamando-nos o espírito ao amor, à humildade.

Seu nome, Jesus de Nazaré.

Se puderes encontrá-Lo, deves segui-Lo para sempre, não importa para onde Ele vá.

Seu poder cresce com os séculos e a Sua mensagem ontem, quanto hoje e sempre, é a esperança da paz e a luz das nações.


[Texto organizado por Adelino da Silveira, composto por trechos de mensagens psicografadas pelo médium Chico Xavier]

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O prazer de envelhecer e morrer

A cada dia, manchas senis vão decorando o dorso de minha mão, como estrelas que vão surgindo no início da noite. O sorriso sendo emolduradas por bem desenhadas rugas, alegres e expressivas. Um vinco insiste em descer a cada lado do nariz em direção aos lábios. A pele vai lentamente se descolando dos músculos como se divorciasse de sua elasticidade. O sono piora e mais pareço um vaqueiro que às 4h da manhã já não cabe na cama.

E dia a dia, mês a mês, vou devolvendo a natureza, aquilo que não é meu: células, proteínas, carbonos, nitrogênios, enfim a matéria! Lenta e continuamente me despeço da juventude, do vigor, das ilusões e sonhos impossíveis. Não há mais lugar para arroubos, impulsividades, revoltas juvenis. Pouco a pouco sou dominado pela moderação, pela compreensão profunda do que vai na minha mente, coração e alma. Observo o mundo que me cerca, munido de curiosidade, sabedoria. Pouca coisa me surpreende, quase nada me incomoda, uma serenidade me acalma mesmo diante dos absurdos que abalam o mundo.

Procuro entender a tecnologia como instrumento e facilitação do cotidiano, mas sem dependência, deslumbramento ou dependência. Continuo anotando em papéis e arquivando, algo que não pega "vírus" nem é alvo de "hackers". Continuo sonhando, construindo sonhos e já consigo morar dentro de alguns deles. Ainda batalho, luto, mas me permito o descanso.

A energia da fé e a energia mental continuam firmemente aumentando, na mesma proporção que minha vitalidade e físico vão decrescendo em direção ao fim. Continuarei todos os dias buscando evoluir ate o "dia" que deixar a vida: um acidente fatal, um infarto fulminante, um câncer devastador - nada me aterroriza. Espero a morte, assim como um passageiro aguarda um trem ou um avião. Um dia chegamos, num outro partimos.

"Morrer é tão natural quanto nascer"...

"Nu viestes a esta vida, tão nu quanto viestes sairás dela, e pelo teu trabalho nada que fizestes louvarás em tuas mãos. Isto é vaidade e vento que sopra"...
 
Como nos ensina Eclesiastes. A vida é meramente um estágio, onde presos em quatro dimensões, a consciência mora num corpo material fadado a ser extinto, após inúteis vaidades, raivas, ódios, ciúmes, ressentimentos, invejas, apegos, medos, angústias e em menor proporção, a alegria, o amor, o carinho, fé, confiança, lealdade e humildade.

Morrerei, espero, serenamente! Afinal, nada nem ninguém me prende à vida material.
Amo, sou amado, sei que poucos têm antipatia, raiva, ódios de mim, mas a recíproca não é verdadeira: o perdão mora em meu coração!

Peço perdão aos que possa ter ofendido. Não sou candidato a nada, nunca fui, nunca serei. Apenas busco com minhas palestras, livros, no exercício da medicina, ser um instrumento de inteligência divina e superiores. Busco CRER e SABER! Alio minha FÉ, ao estudo científico.
Creio que há eternidade e reencontro de almas (ou "consciências não-materiais", se quiserem), daqueles que se amaram na vida terrena. E sei que há "inferno" para os que se viciaram, corromperam, traficaram, assassinaram, se apegaram a uma ilusão absoluta que é a vida terrestre e material.

No mais, cada um busque um sentido de viver, envelhecer, morrer, ser eterno!!!

Coluna Eduardo Andrade Aquino para o Jornal Super Notícias (Belo Horizonte-MG) publicada no dia 29/08/2010.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Crônica do Natal

Desde a ascensão de Herodes, o Grande, que se fizera rei com o apoio dos romanos, não se falava na Palestina senão no Salvador que viria enfim...
Mais forte que Moisés, mais sábio que Salomão, mais suave que David, chegaria em suntuoso carro de triunfo para estender sobre a Terra as leis do Povo Escolhido.
Por isso, judeus prestigiosos, descendentes das doze tribos, preparavam-lhe oferendas em várias nações do mundo.
Velhas profecias eram lidas e comentadas, na Fenícia e na Síria, na Etiópia e no Egito.
Dos confins do Mar Morto às terras de Abilena, tumultuavam notícias da suspirada reforma...
E mãos hábeis preparavam com devotamento e carinho o advento do Redentor.
Castiçais de ouro e prata eram burilados em Cesaréia, tapetes primorosos eram tecidos em Damasco, vasos finos eram importados de Roma, perfumes raros eram trazidos de remotos rincões da Pérsia... Negociantes habituados à cobiça cediam verdadeiras fortunas ao Templo de Jerusalém, após ouvirem as predições dos sacerdotes, e filhos tostados do deserto vinham de longe trazer ao santuário da raça a contribuição espontânea com que desejavam formar nas homenagens ao Celeste Renovador.
Tudo era febre de expectação e ansiedade.
Palácios eram reconstruídos, pomares e vinhas surgiam cuidadosamente podados, touros e carneiros, cabras e pombos eram tratados com esmero para o regozijo esperado.
Entretanto, o Emissário Divino desce ao mundo na sombra espessa da noite.
Das torres e dos montes, hebreus inteligentes recolhem a grata notícia... Uma estrela estranha rutila no firmamento.
O Enviado, porém, elege pequena manjedoura para seu berço de luz.
Milícias angelicais rejubilam-se em pleno céu...
Mas nem príncipes, nem doutores, nem sábios e nem poderosos da Terra lhe assistem a consagração comovente e sublime.
São pastores humildes que se aproximam, estendendo-lhe os braços.
Camponeses amigos trazem-lhe peles surradas.
Mulheres pobres entregam-lhe gotas de leite alvo.
E porque as vozes do Céu se fazem ouvir, cristalinas e jubilosas, cantam eles também...
- "Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os Homens!..."
Ali, na estrebaria singela, estão Ele e o povo...
E o povo com Ele inicia uma nova era...
......................................................
É por isso que o Natal é a festa da bondade vitoriosa.
Lembrando o Rei Divino que desceu da Glória à Manjedoura, reparte com teu irmão tua alegria e tua esperança, teu pão e tua veste.
Recorda que Ele, em sua divina magnificência, elegeu por primeiros amigos e benfeitores aqueles que do mundo nada possuíam para dar, além da pobreza ignorada e singela.
Não importa sejas, por enquanto, terno e generoso para com o próximo somente um dia...
Pouco a pouco, aprenderás que o espírito do Natal deve reinar conosco em todas as horas de nossa vida.
Então, serás o irmão abnegado e fiel de todos, porque, em cada manhã, ouvirás uma voz do Céu a sussurrar-te, sutil:
- Jesus nasceu! Jesus nasceu!...
E o Mestre do Amor terá realmente nascido em teu coração para viver contigo eternamente.

Irmão X

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Ser ou Estar Maçom


Atualmente podemos afirmar que "Ser ou Estar alguma coisa" está se tornando
uma expressão bastante difundida, que é utilizada para identificar se uma
 
pessoa assumiu ou não seu posicionamento correto com respeito a qualquer
organização da qual participa, como por exemplo - quando desempenha-se um
cargo público ou legislativo, tal qual o de "Estar Ministro", entre outros
exemplos, sendo inclusive utilizado com personagens em programas
humorísticos.
Absorvendo este conceito e aplicando-o no seio de nossa Fraternidade
percebemos que todos nós "Estamos Maçons" ao procedermos nossa
Iniciação. Estamos Maçons ao frequentarmos a Loja e pagarmos as suas
mensalidades e taxas. Estamos Maçons quando participamos de uma atividade
organizada pela loja, uma atividade filantrópica, uma palestra, uma visita a
outra Loja. Ou até mesmo Estamos Maçons quando meditamos sobre o nosso
papel e partimos em busca da meditação interior em busca da verdade.
 
Mas o que é Ser Maçom ? O verbo SER não poderia ser considerado sinônimo
do verbo ESTAR. A caracterização mais expressiva é de que estar é um verbo
que indica um certo estado, portanto, há como que embutido em seu conteúdo
uma certa passividade, enquanto que o verbo ser é ativo, representa ativação.
Ser Maçom é um estado de espírito que deve caracterizar o membro presente
a toda situação em que pode ajudar e cooperar para que o mundo torne-se de
alguma forma melhor. Ser Maçom é compreender que por mais poderosas que
sejam as forças externas elas devem ser dominadas pela energia que tem
sede em sua própria personalidade.
 
Ser Maçom é ter consciência que sua presença discreta pode dar apoio a
novos projetos úteis à comunidade e constituir-se num valoroso pilar de
sustentação de valores mais nobres do indivíduo.
 
Ser Maçom é ser o eterno estudante que busca o ensinamento diário, tirando
de cada situação uma lição, e aplica com êxito os princípios estudados.
 
Desenvolve em toda oportunidade de sua intuição, sua força de vontade, sua
capacidade de ouvir e entender os outros.
 
Temos que considerar que o Ser Maçom deve, como livre pensador, questionar
o porquê de determinados acontecimentos entendendo e vivenciando nos
nosso aprendizado que palmilhamos lentamente, com passos firmes para não
tropeçar nos erros e vícios do passado, mesmo que em momentos saiamos da
trajetória para poder compreender o mundo com uma visão holística de suas
nuances.
 
O Maçom que se limita a ler ou estudar as instruções dos graus ou a literatura
disponível e não procura aplicar em sua vida diária os conceitos que lhe são
transmitidos, na busca do desbaste da Pedra Bruta, e em erigir o Templo
Interno, perde excelentes oportunidades de ampliar seus conhecimentos e de
verificar como o saber do aprendizado da Arte Real pode ser útil para o seu
bem-estar na busca de seu retorno ao Cósmico.
 
O Ser Maçom é aquele estado em que sem abandonar os hábitos de disciplina
racional, a mente busca uma abrangência do universo, o conhecimento
intrínseco dos fenômenos que estão ocorrendo, procurando desenvolver a
sensibilidade e a compreensão das razões de estudo. O Maçom que
desenvolveu sua mente para estar atenta e acompanhar a evolução dos fatos,
sabe como conhecer as sutilezas que envolvem sua origens, é como um oleiro
que dá formas sutis ao barro bruto, enquanto que o Maçom modela sua própria
consciência num confronto com sua própria personalidade.
 
Vivemos juntos e cruzamos com diferentes seres humanos que pensam e
agem de maneira diversa da nossa. Isto nos propicia excelentes oportunidades
de nos adaptarmos a estas personalidades e, sobretudo, de aprimorarmos as
formas de inter-relacionamento. A sabedoria do bem viver é despertada
quando nos conscientizamos dessas diferenças e procuramos compreender o
indivíduo através de suas particularidades. Ser Maçom é despertar este sentido
de compreensão do indivíduo e estar preparado para assisti-lo nos momentos
de dificuldades.
 
O exemplo de uma atitude mental moderada, sincera e cooperativa caracteriza
muito o Ser Maçom. E todos notam, que sob muitos aspectos, o Ser Maçom
diferencia-se como indivíduo entre todos os outros. No aprendizado inicial
aprendemos que além dos SS.'. TT.'. e PP.'. o Maçom deve ser reconhecido
pelos atos e posturas dentro da sociedade e no meio onde vive, traduzindo de
maneira diuturna os nosso aprendizado e a filosofia dos postulados da Arte
Real. Sentimos que temos que desempenhar um papel mais complexo na
sociedade e dar uma contribuição positiva para que ela se torne superior.
 
Ser Maçom implica em alguma renúncias, mas a compensação que advém
deste estado de espírito especial é muito agradável. Sentimo-nos como se
fôssemos os autores da novela e não apenas os personagens passivos,
criados pelos mesmos. Temos uma participação presente e atuante, embora
que, aparentemente o Maçom apresente-se um tanto reservado. Já se disse
que nos colocamos muito mais em evidência, quando nos mantemos como
observadores e damos a colaboração somente quando é solicitada pelos
outros, do que aqueles que procuram apresentar-se como os donos da festa.
 
Considerem sobretudo, que encontramos muitas pessoas evoluídas e que
podem ser consideradas possuídas de elevado espírito Maçom. Têm uma
expressiva vivência das coisas do mundo e utilizam grande sabedoria em suas
decisões, mesmo se nunca se tornaram Maçons.
 
Nós estamos Maçom ao entrarmos na Ordem e Somos Maçom quando o
espírito dela entrar em nós. A diferença é muito grande, mas facilmente
perceptível.
 
Irmãos unam-nos na trilha que leva ao Templo ideal e tomemos o cuidado para
não Estarmos Maçons, para não trilharmos a Maçonaria simplesmente
cumprindo Rituais, envergando a mera condição de um "Profano de Avental".
 
Desejo que todos avaliem como é bom SER MAÇOM!
 
Gabriel Campos de Oliveira
Divinópolis - MG