sábado, 13 de dezembro de 2014


A Viúva Ísis e a Maçonaria

Os maçons são conhecidos como “filhos da viúva” e muitos acreditam que esta denominação guarda relação com os mitos do Antigo Egito. Mas, talvez o que poucos saibam é que as raízes desta expressão e relação são muito mais abrangentes do que se espera.

Muitos maçons identificam a figura do mestre Hiram com Osíris, a Maçonaria e também as Lojas maçônicas com Ísis e os maçons com Hórus.

Em resumo, na mitologia do Antigo Egito era Osíris quem governava soberanamente as regiões produtivas. Ele não estava sozinho, tinha por companheira Ísis, Seth que governava as regiões improdutivas, que por sua vez tinha por companheira Neftis. Os quatro eram irmãos, assim como os quatro elementos (terra-ceticismo-Seth, água-criatividade-Ísis, ar-informação-Neftis e fogo-espiritualidade-Osíris). Uma noite, Neftis muito magoada pelo modo rude com que Seth a tratava, chorando no escuro jardim de Osíris é confundida por ele com Ísis e acabam concebendo uma nova vida que será Anúbis. Anúbis é abandonado à morte, mas Ísis o busca, encontra e o cria como seu próprio filho. No mito, Seth usando a vaidade (inconsciência relacionada à luz) de Osíris o encerra em uma arca (arcano) e a solta no rio Nilo (símbolo da vida sublunar, do mundo de Maya e dos reflexos, da Manifestação). Ísis então sai à procura do corpo de seu irmão e marido. Ela o encontra sob as raízes de uma enorme árvore (que nos remete à simbologia da Árvore da Vida) e o resgata. Em uma caverna (símbolo do útero da Terra), com a ajuda da magia de Thot e da força de Neftis, Ísis traz novamente Osíris à vida e em um ato de amor o casal concebe uma nova vida que será Hórus. Seth descobre e novamente coloca suas tropas para perseguir Osíris. Ele é encontrado, seu corpo esquartejado em 15 pedaços (veja a simbologia do Arcano 15 do Tarot) que são espalhados pelo Egito (o “mundo” deles). Novamente Ísis sai à procura do amado, encontra 14 (2 x 7) de suas partes, exceto seu “falo criador” que teria sido devorado por um peixe (símbolo do sexo espiritualizado ou tantra ou alquimia). Enquanto isso Hórus é criado entre escorpiões e cobras, escondido no pântano, para fugir da perseguição de Seth.

Posteriormente Hórus irá vingar seu pai Osíris derrotando Seth a custa de perder um olho. Destaca-se que Ísis no Antigo Egito simbolizava a Justiça (como Maát) e também a Abóbada Celeste (como Nuit) e seu filho podia ser considerado um “filho das estrelas” ou então um filho “divino”.

Neste mito Ísis fica viúva não somente uma, mas duas vezes. Apesar do mito egípcio ter de Osíris como ponto central, a figura heroica de toda a saga é Ísis, afinal Osíris logo no início é morto e a protagonista é Ísis, a viúva.

Durante então toda a saga a regência do Egito é de Ísis, muitas vezes usurpada por Seth, isso é verdade. Mas, por direito a Rainha regente do Egito deveria ser Ísis e o rei Hórus.

Herdamos uma cultura e civilização medieval na qual a figura feminina sequer era considerada com alma ou direitos civis (Idade Média). Muito diferentemente do passado quando cultuava o Feminino Universal como Ísis, Ishtar, Inanna ou Vênus. Na obra “O Livro de Hiram”, os maçons Christopher Knigth e Roberto Lomas explanam a relação entre a Maçonaria e o culto a Vênus na antiguidade. Pirâmides por todo o globo, inclusive as egípcias, foram construídas considerando a Geometria Sagrada (presença da Perfeição divina na Natureza) e a passagem do planeta Vênus pelo céu estrelado.

Dizem que no Antigo Egito quando ocorriam as iniciações, um dos primeiros e misteriosos ensinamentos, sussurrado pelo Irmão Iniciador nos ouvidos do neófito era que, assim como o João Batista maçônico, “Osíris é um deus morto!”. Osíris, símbolo do Sol, na verdade, assim como Jesus, rege o mundo dos mortos, o além, o mundo espiritual. Da mesma forma que Deus não tem “corpo” físico entre nós, assim como Ísis o fez, nós O podemos encontrar disperso no “interior” de sua Criação, a Natureza naturada que O concebe, nutre e vivifica o tempo todo. Vênus é exatamente a regente e símbolo da própria Criação, da natureza que hoje tanto está violentada pela humanidade em nome do progresso e da prosperidade.

Sendo a Maçonaria identificada com a Viúva, esta Ordem verdadeiramente iniciática mais do que o título de “regente de um povo” tem a OBRIGAÇÃO e a RESPONSABILIDADE de agir visando tornar feliz a humanidade (como o fazia Osíris em seu mito), lutar contra a tirania (de Seth) em todos os lugares (principalmente dentro de seus próprios templos e relações). A Ordem Maçônica deve honrar sua relação com Ísis e, principalmente, com Osíris, mantendo-se sempre pura e limpa, com foco na luz da Verdade, da Justiça, da Fraternidade, da Solidariedade e do altruísmo simbolizada por Osíris e todos os deuses solares do passado da humanidade.

Aos maçons cabe honrar sua condição de “Filhos da Viúva”, respeitando e vivendo os princípios solares, sustentando valorosamente e com muita dignidade a Viúva que é a Ordem Maçônica e, principalmente, vingando o “Pai” Osíris ao combater o ceticismo, a descrença, a falta de espiritualidade, a falta de amor e de solidariedade.

Os maçons devem honrar a simbologia com Hórus e sua condição de “regentes” lutando contra o que Seth simboliza, dentro de si mesmos, de suas próprias almas e vidas, sendo um verdadeiro exemplo vivo (à semelhança do “Pai” distante) a ser seguido. Os maçons devem merecer a condição de “regentes de um povo” conquistando pelos próprios méritos a chamada Coroa Sefirótica (ver conceito na Cabala Hebraica). Quando isso conquistarem, compreenderão que a razão de suas existências é o serviço a este seu povo, que suas questões pessoais devem ficar em segundo plano e que o Sol irradia luz, vida e calor indistintamente, sem nada cobrar ou esperar em termos de honra, crédito ou mesmo louvor ou reconhecimento. O reconhecimento só ocorre na presença da luz, da consciência que nos proporciona a possibilidade de definir contornos, cores, detalhes, etc. Na escuridão da alma nada é distinguido ou reconhecido. Somente uma alma iluminada pode conhecer e reconhecer a verdade presente em tudo. O reconhecimento então só pode ocorrer entre almas iluminadas que se identificam entre si como iluminadas, francas, verdadeiras, justas, fraternas, amorosas, altruístas e divinas.

A porta de entrada e condição inequívoca para esta condição de “reinado” é o respeito e o aprendizado com a Viúva, Ísis, Vênus, Ishtar, Inanna, ou com a Maçonaria Universal. Lembremos que o sábio rei Salomão, um dos Três Mestres que outorgavam o mestrado maçônico, reverenciou a belíssima e virgem Rainha de Sabá. Este nome significa “portal” ou “ponte”). Ela era a grande sacerdotisa de Vênus, também conhecida como “Rainha das Estrelas” que venerava o Sol. Destaca-se que o historiador Flávio Josefo, identificou a nobre visitante de Salomão como sendo a "Rainha do Egito e da Etiópia".

Em outra correlação, pode-se entender que a alma do maçom se identifica com Ísis que busca a luz da verdade de Osíris para tomar consciência de sua condição de filho das estrelas ou de sua origem e missão divina.

Juarez de Fausto Prestupa

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014


Beleza

Reserva um breve espaço de tempo entre os teus deveres para a beleza.


Desperta cedo, a fim de acompanhar o nascer do dia, embriagando-te com a pujança da luz.


Caminha por um bosque, silenciosamente, aspirando o ar da Natureza.


Movimenta-te numa praia deserta e reflexiona em torno da grandiosidade do mar.


Contempla uma noite estrelada e faze mudas interrogações.


Contempla uma rosa em pleno desabrochar...


Detém-te ao lado de uma criança inocente...


Conversa com um ancião tranquilo...


Abre-te à beleza que há em tudo e adorna-te com ela.

Joanna de Ângelis

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Conto
 
Um conhecido conto popular retrata que um ladrão foi surpreendido pelas palavras de Rui Barbosa ao tentar roubar galinhas em seu quintal:
— Não o interpelo pelos bicos de bípedes palmípedes, nem pelo valor intrínseco dos retrocitados galináceos, mas por ousares transpor os umbrais de minha residência. Se foi por mera ignorância, perdôo-te, mas se foi para abusar da minha alma prosopopéia, juro pelos tacões metabólicos dos meus calçados que dar-te-ei tamanha bordoada no alto da tua sinagoga que transformarei sua massa encefálica em cinzas cadavéricas.


O ladrão, todo sem graça, perguntou:

— Mas como é, seu Rui, eu posso levar o frango ou não??

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Faça-se luz


No início da maçonaria podia haver - e havia! - diferentes correntes de cristianismo na maçonaria, mas todos os maçons eram cristãos. Ao longo do tempo, com a abertura das mentalidades, foi sendo possível admitir membros de outras religiões. Nos nossos dias, a maçonaria regular apenas exige a crença no "Grande Arquiteto do Universo", explicando que este nome não é o de uma "divindade maçónica", mas um novo nome a dar a essa mesma Entidade em que cada um crê; é Aquele a quem os cristãos chamam Deus, os muçulmanos chamam  الله [Allah], os judeus  יהוה [YHWH], os Hindus chamam  ब्रह्मा [Brahmā], e por aí adiante. Deste modo, quando os maçons se pretendem referir a essa Entidade, fazem-no todos através do mesmo nome, ficando assim atenuadas as diferenças decorrentes das diferenças de crença que possam verificar-se, e reforçado o sentido de identidade entre eles, pois, afinal, até todos creem no mesmo Ser Supremo - mesmo que cada um à sua maneira.

Uma vez que a maçonaria é assumidamente uma invenção humana, tem a liberdade de se reinventar e renovar sempre que tal se revele necessário e oportuno. É assim que, se bem que alguns dos símbolos a que a maçonaria recorre sejam da sua própria criação, a simbologia maçónica é, na sua maioria, "tomada de empréstimo" - umas vezes de forma mais discreta e outras nem por isso - de outras simbologias já existentes. Ao longo da história da maçonaria tem-se assistido a um cuidado cada vez maior com a procura de uma certa neutralidade, do não favorecimento de uma fé em detrimento das demais, e isso consegue-se, frequentemente, através do recurso a símbolos de religiões já desaparecidas mas cuja carga simbólica permanece entre nós por via literária, filosófica ou mitológica.

A referência aos planetas, ao Sol, às estações do ano e a antigas figuras mitológicas pretende apenas constituir ilustração dos princípios morais que se pretende transmitir. Os solstícios, por exemplo, ao serem os momentos em que os raios solares estão mais próximos da perpendicular (no solstício do verão) ou da horizontal (no solstício do inverno) em relação à superfície da Terra, simbolizam respetivamente a retidão moral (verticalidade) e a fraternidade (estar ao mesmo nível). Alertar uma adolescente para os perigos dos predadores sexuais pode ser complicado de fazer; no entanto, recordar-lhe a "história do lobo mau" e, subtilmente, estabelecer um paralelo, pode ser muito mais eficaz do que uma longa e desajeitada conversa. A maioria dos chamados "contos infantis" pretende, precisamente, estabelecer uma base simbólica a revisitar mais tarde, uma vez já absorvidos os princípios, mas sob uma nova realidade: a das circunstâncias da vida real de cada um.

Uma das primeiras estranhezas que se sente quando se ouve, pela primeira vez, uma ata numa sessão, é a da data: "aos vinte dias do mês de janeiro do ano maçónico de seis mil e doze(...)". Porquê "seis mil e doze" se estamos no ano de dois mil e doze? Recordemos o que é que constitui o primeiro ano nossa era: o ano em que terá ocorrido o nascimento de Cristo; por isso se dizia "AC" (Antes de Cristo) e DC (Depois de Cristo), que também se escrevia "AD" (Anno Domini, "Ano do Senhor"). Hoje em dia dizemos estar no ano 2012 EC ("Era Cristã" ou, ainda mais politicamente correto, "Era Comum"). Outros calendários há, cujo início se deu há mais ou há menos tempo. Mede-se o tempo decorrido desde a fundação de Roma (753 AEC) ou do Japão (660 AEC), desde a viagem de Maomé de Meca a Medina (622 EC) ou, de acordo com o calendário judaico, desde a criação do mundo (3761 AEC).

Não era desejável que um calendário - e respetiva bagagem cultural - se impusesse sobre os demais no seio de uma fraternidade em que se pretendia que todos se sentissem iguais. A solução encontrada foi estabelecer-se o "Anno Lucis" - o Ano da Luz - como aquele em que, aproximadamente, o Criador terá, pela primeira vez, feito surgir a Luz. Se recordarmos que a maçonaria é filha do Iluminismo, não faz senão sentido medir-se o tempo desde esse instante. É por isso que, simbolicamente, se soma 4000 anos (número distinto de qualquer calendário existente) ao ano atual e se lhe chama "ano da era maçónica". E, de cada vez que isso se faz, os maçons são recordados de que a fé e a crença de cada um devem ser respeitadas, e que a busca da Luz (ou seja, do conhecimento) deve ser levada a cabo por todos os maçons, independentemente da sua crença, fé ou convicção religiosa.

Paulo M.
 
Fonte: A PARTIR PEDRA

domingo, 7 de dezembro de 2014


Comportamento Ético de um Maçom

A reunião maçônica é sem dúvida um dos atos mais significativos e importantes na Maçonaria, e isso nos faz crer que, antes de dirigirmos a esta reunião, necessário se faz nos prepararmos física – psíquica e emocionalmente para que tudo aconteça dentro da nossa expectativa.

Esse preparo se assemelha ao mesmo que fazemos quando vamos a uma festa na vida profana, ou seja, com o coração e a mente receptivos aos acontecimentos alegres, interessantes e no nosso caso específico, esclarecedores.


Do mesmo modo que cuidamos do nosso interior, devemos dar atenção à nossa vestimenta, evitando o uso de tênis, alpargatas e valorizando o uso do sapato preto, que é sem dúvida o mais adequado.

A partir do momento em que nos encontramos em Loja, unidos em pensamento e com nossa intenção voltada para o mesmo objetivo, fazemos uma corrente positiva, e, logicamente atraímos do Mais Alto inspirações que nos levam a nos unir cada vez mais para o bom andamento do nosso trabalho; propiciando um ambiente leve, saudável e uma perfeita união de amor fraternal.

Todos nós seres humanos comuns, somos frágeis, sensíveis, mas temos forte em nosso coração a fraternidade que é um dos nossos lemas; por essa razão meus Irmãos é de suma importância passarmos nossas palavras pelo crivo da razão e da generosidade, pois, as palavras salutares elevam aqueles que a ouvem, entretanto, quando proferidas impensadamente, com inflexão agressiva, sem o raciocínio e a devida prudência magoam e ferem como lâminas afiadas.

A Maçonaria é uma instituição filantrópica, filosófica, que tem o objetivo de agrupar seres humanos que possuem planos futuros que se coadunam aos demais Irmãos. São homens de todas as formações profissionais, científicas, liberais, braçais, em suma, engloba todas as atividades exercidas pelo homem. O trabalho tem como meta beneficiar a todos e tem seu fundamento na amizade, na boa intenção de quem o fez, razão pela qual necessita-se abster-se de comentários não éticos.

Esse fato, no meu entender, é o mais importante e explico por quê.

São apresentados trabalhos de todos os quilates. Ao apresentarmos um trabalho que tem em mente apenas a nossa contribuição em relação à nossa vivência e com nossos conhecimentos aguardamos comentários a respeito do trabalho apresentado, comentário esse que nos oriente e que nos incentive.

Cada um de nós possui seu pensamento e sua maneira própria de agir e interpretar. Somos diferentes; alguns possuem facilidades de expressão; outros de escrita e, os mais sábios, que conseguem tirar proveito de todos os conhecimentos apresentados.

Não raros os trabalhos apresentados são longos, o que nos impossibilita de podermos tirar todos os ensinamentos apresentados. Isso é natural, porém devemos em nosso próprio lar examiná-lo e absorver na íntegra as questões nele inseridas.

No meu modo de ver somos modernistas e não donos da verdade; de tudo o que nos é oferecido, devemos aproveitar ao máximo o conteúdo desse; dar uma palavra otimista sobre o trabalho apresentado é de suma importância, pois, dessa maneira, creio eu, o apresentador terá mais motivação para apresentar outros tantos trabalhos.

Essa é minha maneira de ver as coisas, o meu modo de pensar, sentir e agir; não fazer perguntas capciosas; se a dúvida aparecer falar in off com o Irmão ou então estudar a respeito.

É óbvio que todos nós precisamos ler e estudar as bases da filosofia maçônica para possuir conteúdo quando abordar algum ensinamento. Temos Irmãos que apresentam brilhantes trabalhos e sempre procuram nos indicar o norte, com a finalidade de adquirirmos uma orientação segura. Nossa Sublime Ordem é a única organização que transforma em Irmãos pessoas de crenças religiosas diferentes, pois nela convivem harmonicamente espíritas, católicos, protestantes, budistas, maometanos, judeus e etc.

Deus, nosso Pai, sempre Se lembra de nós, suas criaturas e nos proporciona direção segura por meio de pequenas estórias que nos indicam o caminho do bem; como esta que passo a narrar-lhes.

–”Existia um maçom ilustre que sempre ministrava palestras, ilustrando-as com palavras bonitas, sábias e com muito exemplo de vida. Como seu ouvinte assíduo havia um Irmão que em silêncio assistia a suas palestras e nenhum comentário fazia. Permanecia sempre quieto em seu lugar, com sua atenção voltada para os ensinamentos que eram passados.

Alguns anos se passaram e chegou o dia do retorno de ambos para o oriente eterno.

Nosso Pai os recebeu.

O palestrante famoso, falante, foi recebido de maneira simples, entretanto, na sala ao lado aquele que apenas ouvia as palestras era recebido com grande alegria e muita festa. O orador famoso reivindicou seus direitos, pois fora ele quem ensinara tudo a todos que o ouvia. Deus apenas respondeu: ‘– Meu filho, enquanto você pregava, ele ouvia com atenção, e, no dia seguinte enquanto você não se lembrava mais do que dissera, ele os colocava em prática.'”

Nós, maçons, temos a mania de criticar a Maçonaria, que não trabalha mais como antigamente; será que estamos certos? Vamos nos basear nessa estória acima descrita, ou seja, falar menos e trabalhar mais, sem cair no saudosismo, pensar e agir no hoje tendo consciência de que tudo depende de nós, e somos nós que faremos da Maçonaria o que achamos que deve ser feito. Se adequarmos as realizações atuais de muitos Irmãos, trabalhando juntos, lado a lado, atentos ao que podemos fazer o que é necessário realizar para que nossos Irmãos tenham no futuro boas recordações de nossas realizações, acredito que tudo será como antes.

Temos em Loja aprendizes brilhantes, é nosso dever fazer o máximo para encaminhá-los adequadamente; se conseguirmos que esses Irmãos tenham em seus corações a Maçonaria, continuando com esse amor e interesse por ela, com certeza sentiremo-nos felizes e realizados.

Nossos aprendizes possuem, além de seus interesses e competências pelas questões da Maçonaria, um excelente orientador que é o Irmão Segundo Vigilante.

Essa é a minha palavra e que Deus continue iluminando nossos caminhos.

Autor

Enviado pelo Ir.’. Antonio Claudino • Loja Formosa União

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Origem e primórdios do Rito Escocês Antigo e Aceite

- o Discurso do Chevalier Ramsay
Escrito por Rui Bandeira 
 
ramsayAndrew Michael Ramsay (1686-1743), também conhecido por Chevalier Ramsay, foi um teólogo e escritor escocês que viveu a maior parte da sua vida adulta em França, como jacobita exilado. Estudou teologia nas Universidades de Glasgow e Edimburgo, tendo-se graduado em 1707. Em 1708, foi viver para Londres, tendo-se relacionado com Isaac Newton, Jean (ou John) Desaguliers e David Hume.
Em 1710, estudou sob a orientação do filósofo místico François Fénelon, tendo-se, por influência deste, convertido ao catolicismo. Após a morte de Fénelon, em 1715, foi viver para Paris, onde se tornou amigo do Príncipe Regente de França, Philippe d'Orléans, que o fez, em 1723, Cavaleiro da Ordem de S.Lázaro de Jerusalém - o que motivou a sua futura designação por Chevalier Ramsay.
Defensor das pretensões jacobitas (de James Stuart) aos tronos de Inglaterra e Escócia, chegou a desempenhar, embora por breve espaço de tempo, as funções de tutor dos filhos de James Stuart, Charles Edward e Henry. Entre 1725 e 1728, viveu como hóspede convidado no Hotel de Sully, sob o patrocínio do Duque de Sully, e frequentou o clube literário parisiense Club de l'Entresol, onde se relacionou, entre outros, com Montesquieu.
Em 1727, publicou as Viagens de Ciro, que foi um grande êxito (um verdadeiro best-seller na época) e o tornou célebre na sociedade (o que, na época, equivalia a dizer: entre a nobreza) francesa.
Desde a introdução em França (através dos exilados jacobitas) da maçonaria que Ramsay nela se integrou.
Em 1737, sendo então Grande Orador em França, escreveu e proferiu, perante uma assembleia de nobres, o seu célebre Discurso pronunciado na receção de Maçons por Monsieur de Ramsay, Grand Orador da Ordem.
Neste discurso, Ramsay efetua uma ligação da Maçonaria às cruzadas. Veio a ser um dos discursos maçónicos mais divulgados e discutidos da História da Maçonaria. Nenhum outro recebeu alguma vez mais atenção. Nenhum outro teve, até agora, maior efeito no desenvolvimento dos eventos relativos à Maçonaria.
No entanto - e tal é hoje pacífico entre os historiadores da maçonaria - o que ele relatou não corresponde à realidade histórica. A Maçonaria não deriva dos Templários nem das Cruzadas e Ramsay sabia-o bem. Na ocasião, o seu propósito foi dar aos recém-iniciados uma razão para terem orgulho na Ordem. A sua Oração, por consequência, não foi um resumo histórico factual, antes uma narrativa alegórica sobre as suas origens. Foi essencialmente o discurso do idealista que ele era.
Assim, ele falou de uma ligação entre os Cruzados e os Maçons, afirmando que, depois das Cruzadas, o Príncipe Eduardo, filho de Henrique III de Inglaterra, tinha trazido de volta àquele país as suas tropas, que tomaram o nome de... Maçons. Acrescentou que, das Ilhas Britânicas, a Arte Real estava então a passar para França, que iria passar a ser a sede da Ordem (!) e continuou dizendo:
" As obrigações que vos foram impostas pela Ordem são as de proteger os vossos irmãos pela vossa autoridade, de os iluminar pelo vosso conhecimento, de os edificar pelas vossas virtudes, de lhes acudir nas suas necessidades, de renunciar a todo o ressentimento pessoal e de favorecer tudo o que possa contribuir para a paz e a unidade da sociedade."
Ramsay ligou a Maçonaria aos Cruzados, designadamente ingleses. Mas, ao contrário do que é correntemente afirmado, não é exato que tenha feito qualquer referência aos Templários. Este mito sobre um mito nasceu de um erro de Mackey, que tal afirmou na entrada dedicada à "Origem Templária da Maçonaria" na sua Enciclopédia da Maçonaria. Os grandes também se enganam, Mas os erros dos grandes acabam por ser divulgados como verdades...
Em nenhuma passagem do Discurso Ramsay sugeriu a criação de um novo rito, mas dele foi isso que veio a resultar. A Maçonaria tinha sido introduzida em França poucos anos antes, mas a nobreza francesa (o Povo, esse, simplesmente sobrevivia e só com a sua sobrevivência se preocupava), embora de algum forma fascinada, não acreditava que fosse possível que o ideário maçónico fosse originário de trabalhadores comuns, de mãos calejadas pelo trabalho de construção. Ramsay proporcionou-lhe uma resposta a essa desconfiança e um pretexto para que vissem a Maçonaria como digna de si: providenciou-lhe, à Maçonaria, nobres ancestrais!
Quase que de um dia para o outro, a nobreza e a intelectualidade francesa dedicaram-se a esta novidade, reformulando-a a seu gosto: em pouco tempo, mais de 1.100 graus foram inventados, agrupados em mais de cem ritos. A maior parte deles teve uma existência efémera, mas, entre os que sobreviveram, contavam-se os 25 graus do Rito de Perfeição, antecessor direto do Rito Escocês Antigo e Aceite.
O maçom Andrew Michael Ramsay, com o seu famoso Discurso, inadvertidamente mudou o curso da História da Maçonaria, ao inspirar a criação dos Altos Graus, daí vindo a ocorrer uma evolução que veio a culminar no Rito Escocês Antigo e Aceite.
Fontes:
In Blog "A Partir Pedra" - Texto de Rui Bandeira (07.11.2011)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Algumas curiosidades interessantes


O mundo consome 4 biliões de litros de petróleo por dia.
O mundo tem 4600 espécies de mamíferos.
Cada sílaba que o homem pronuncia põe em movimento 72 músculos do corpo. Para sorrir, ele usa catorze músculos e para beijar, 29.
Os bebês sonham, assim como os fetos, assim que tém seu cérebro formado.
Se todos os filmes que a raça humana é aniquilada viessem a tornar-se realidade, a Terra seria dizimada 5 vezes por ano nos próximos 3 séculos.
Toda a Coca-cola consumida até hoje pela humanidade daria para encher o Mar Mediterrâneo 2 vezes.
O Sol liberta mais energia em um segundo do que tudo que a humanidade já consumiu em toda a sua existência.



Para transformar carvão em diamante, seria necessário aquecer o carvão a 1400 graus celsius e apertá-lo com uma pressão de 55000 quilobares (o equivalente à pressão da Torre Eiffel - 2,3 milhões de quilos - sobre uma moeda de 1 centavo). Teoricamente, é improvável, mas possível. Se existisse o Super-homem, personagem do filme, ele poderia fazê-lo em suas mãos.

O primeiro passo na Lua foi dado com um pé tamanho 41.
Num espirro, o ar sai do nariz a uma velocidade de 160 km/h.
Em um ano, uma pessoa normal come 1 tonelada de alimentos.
A ovelha Dolly tem esse nome porque ela foi criada a partir de uma célula da glândula mamária da mãe, e em homenagem aos grandes seios de Dolly Parton.
Neste preciso momento há mais de 100.000.000 de microorganismos alimentando-se, reproduzindo-se, nadando e depositando detritos na área em volta dos seus lábios.
Os CDs foram concebidos para comportar 72 minutos de música porque essa é a duração da Nona Sinfonia de Bethoven.
Na França é proibida a venda de bonecos que não tenham rostos humanos, como ETs.
Nos quatro filmes da série "Alien", morrem 82 alienígenas, entre ovos, filhotes e adultos.
Astronautas não podem comer feijão antes de suas viagens, pois os gases podem danificar as roupas espaciais.
Os russos atendem ao telefone dizendo "Estou ouvindo".
O único hotel de 6 estrelas do mundo fica na África do Sul.
O elemento mais comum no universo é o hidrogénio: forma cerca de 90% das matérias.
As palavras cruzadas surgiram em 10 de abril de 1924.
Um cupinzeiro chega a produzir 80 mil ovos por dia - quase 1 a cada segundo.
Quando cobras nascem com duas cabeças, as cabeças brigam entre si por comida.
O maior músculo do corpo humano é o gluteus maximus, músculo da região glútea que se estende até as coxas.
O menor músculo do corpo humano é o stapedius, que tem cerca de 1 mm e fica no ouvido médio.
Um bilião de segundos equivale a 31,7 anos.
Existem planetas que são conhecidos desde a Antiguidade: Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno, além Terra. Os outros foram descobertos somente depois da invenção do telescópio.
Os sapatos usados por Judy Garland em O mágico de Oz foram vendidos num leilão por 165 mil dólares.
A cidade de Veneza está construída sobre 118 ilhas e ilhotas
A cada minuto, 47 bíblias são vendidas ou distribuídas ao redor do mundo.
A guerra dos cem anos, entre a França e a Inglaterra, durou 116 anos.
Quando um vidro se quebra, os pedaços espalham-se a uma velocidade superior a 4830km/h.
Cerca de 2800 pizzas de massa grossa empilhadas atingiriam a altura da torre de Pisa.
Na Inglaterra, a rainha Elizabeth II manda um telegrama de congratulações toda vez que um súbito completa 100 anos. Foram 255 telegramas em 1952 e 5218 em 1996.
Calcula-se que os canhotos representem 4% da população.
Seriam necessários 4 octiliões (ou 4 seguido de 27 zeros, ou seja 4000000000000000000000000000) de velas para copiar a claridade do Sol.
O primeiro computador totalmente electrónico surgiu em 1946. Fazia 5 mil somas por segundo e pesava trinta toneladas.
Para compor suas músicas, Beethoven despejava água gelada sobre a cabeça.
Conan Doyle, criador do detetive Sherlock Holmes, era oftalmologista.
Na noite de núpcias, Napoleão Bonaparte foi mordido pelo cachorro da mulher.
Walt Disney pensou em chamar o ratinho Mickey de "Mortimer".
O primeiro jogo de vídeo do mundo foi o Odyssey 100, lançado nos Estados Unidos em janeiro de 1972.
A cada ano, 98% dos átomos do seu corpo são substituídos.
Ovelhas não bebem água corrente.
Uma orquestra tem de 80 a 90 instrumentos.
A Microsoft gasta mais atendendo ligações de usuários com problemas que produzindo seus programas.
Os olhos de um hamster podem cair se você pendurá-lo de cabeça pra baixo.
O nome de meio do Pato Donald é Fauntleroy.
A primeira bomba derrubada pelos Aliados em Berlim durante a Segunda Guerra Mundial matou o único elefante do Jardim Zoológico de Berlim.
A Coca-Cola era originalmente verde, e a Islândia é o país com o maior consumo per capita do mundo.
A Terra pesa 6,588 sextiliões de toneladas.
Lassie - O collie mais famoso do cinema, na verdade era o macho Pal, que apareceu pela primeira vez no cinema em 1943. Ao todo foram 9 filmes, além de programas de rádio e séries para a TV.
Na antiguidade os orientais ingeriam ouro em pó, por acreditarem em seu poder de cura. Actualmente, eles utilizam lâminas de ouro finíssimas como ingredientes de pratos e bebidas sofisticadas.
A primeira nave espacial a pousar na Lua tinha sua base feita de ouro. Isso porque o nobre metal é resistente a sais e ácidos, permanecendo sempre puro.
Descoberto há dois séculos, o Titânio é um elemento metálico abundante no espaço sideral e na terra, sendo 0,62% da crosta terrestre constituida por Titânio.
Todo o fósforo existente no corpo humano seria suficiente para a fabricação de 3 mil palitos de fósforo.
Os pássaros voam em V para economizar energia. Aqueles que vão na
frente reduzem a resistência do ar para os outros. Quando o líder se cansa, ele é substituído por outro mais descansado.
Um porco-espinho tem, em média, 30 mil espinhos. Ele é um excelente nadador porque os espinhos ajudam a flutuar.
O corpo humano possui 96 500 Km de veias e artérias.
Se o homem tomar a pílula anticoncepcional, como a pílula é produzida com hormonas femininas, ele pode desenvolver características femininas como crescimento das mamas, depósito de gordura na região dos quadris, e se usada durante a puberdade, pode provocar mudanças no timbre da voz.
Para o Teste de Fox Mulder, na série Arquivo X, David Duchovny usava
uma gravata com muitos porquinhos cor-de-rosa.
O Brasil detém um quinto de toda a água doce disponível no planeta.
A população do planeta cresce 90 milhões pessoas / ano. A saturação populacional é prevista para o ano de 2040.
O camaleão pode mover seus olhos para dois lados diferentes ao mesmo tempo.
Cinco, entre cada seis americanos, consideram-se religiosos.
No antigo Egipto era condenado à morte todo aquele que matasse um gato, porque este animal era sagrado.
Em Lavegny, França, uma porca que matara e comera parcialmente uma criança foi enforcada por assassinato. No entanto, os seus seis leitões cúmplices foram poupados, por serem muito novos para saber o que faziam.
A cada segundo, caem sobre a Terra em forma de chuva 16 biliões de litros de água.
No século XV, um galo da cidade suiça de Basileia foi acusado de ter posto um ovo, o que aquela gente supersticiosa considerou indicação de que ele era feiticeiro. Depois de julgado, o galo foi atado a uma estaca e queimado com o ovo.
Um caracol faz um único acasalamento na vida. Também quando ele acontece... dura doze horas!
Uma dona-de-casa percorre 16 km diariamente para executar todas as tarefas domésticas.
Um grilo pode saltar obstáculos quinhentas vezes maiores que ele. O salto de uma pulga alcança os 33 centímetros. Proporcionalmente é como se um homem pulasse dezoito metros.
O nariz pode perceber até 6850 cheiros diferentes.
Bater o carro a 100 km/h tem o mesmo impacto que cair do oitavo andar de um prédio.
O terremoto de 1906 em São Francisco teve uma potência equivalente a 2500 bombas de Hiroshima.
Um lápis inteiro conseguiria desenhar uma linha de 56 km ou escrever aproximadamente 50 mil palavras.
Um pacote com 1 milhão de dolares, só com notas de um dolar, pesa 1230quilos.
O chicote faz aquele barulho de espoleta porque se movimenta a uma velocidade superior à do som (1220km/h).
A pele é o maior órgão do corpo humano. Num adulto médio, ela tem 2 metros quadrados de extensão.
Os ossos representam 14% do peso do corpo.


Fonte: prof. Gabriel Campos de Oliveira