domingo, 7 de julho de 2013

Enquanto



 
Enquanto

Enquanto há céu azul para teus olhos,
Deixa que a luz de Deus te ajude e guarde
E reflete-lhe as bênçãos para a vida,
Antes que seja tarde.


Enquanto o pensamento claro e belo
Em teu cérebro puro vibra e arde,
Cultiva a idéia nobre e redentora,
Antes que seja tarde.


Enquanto moves tuas mãos robustas,
Estende o bem, servindo sem alarde
E ampara a todos, generosamente,
Antes que seja tarde.


Enquanto a boca lúcida te exprime,
Foge à treva maligna e covarde
E esquece o verbo deturpado e louco,
Antes que seja tarde.

Embora a dor e o pranto, não permitas
Que a tua fé sublime se abastarde...
Abraça a luta e segue para a frente,
Antes que seja tarde.


Não olvides que o túmulo te espera
Sem que a pompa terrena te resguarde
E busca em Cristo a Vida Soberana,
Antes que seja tarde.



João Coutinho

sábado, 6 de julho de 2013

Física quântica explica vida após a morte



Física quântica explica vida após a morte


Renomado professor de física da Universidade de Oregon e pesquisador do Institute of Noetic Sciences, o indiano Amit Goswami mostra a seguir por que a reencarnação é um fenômeno que merece ser investigado pela ciência. Para sustentar a sua tese, ele reúne dados que indicam a sobrevivência da nossa consciência depois da morte e os explica à luz da física quântica.
Por Amit Goswami
No fim do século 19, os teosofistas, sob a liderança de Madame Helena Blavatsky, redescobriram para o Ocidente algumas antigas verdades orientais. A verdade da ontologia perene – de que a consciência é a base de todo o ser – era clara para eles. Eles reconheciam também dois princípios cosmológicos. Um é o princípio da repetição para o cosmo inteiro – a idéia de que o universo se expande a partir de um big-bang, depois se retrai num big-crunch e em seguida se expande outra vez, esticando e encolhendo de modo cíclico. O segundo princípio era a idéia de reencarnação – a idéia de que existe uma outra vida antes desta e haverá outra depois da morte; nós já estivemos aqui antes e vamos renascer muitas outras vezes.
Para a mentalidade moderna, a reencarnação parece um tanto absurda. Sob implacável pressão da ciência materialista, nós nos identificamos quase totalmente com o corpo físico, de modo que a idéia de que uma parte de nós sobrevive à morte do corpo físico é difícil de engolir. Ainda mais difícil é imaginar um renascimento dessa parte num novo corpo físico. A imagem de uma alma deixando o corpo que morre e entrando num feto prestes a nascer parece particularmente incômoda, porque pressupõe uma alma existindo independentemente do corpo. E nós tentamos com tanto afinco erradicar o dualismo de nossa visão de mundo!
Mas o nosso monismo (1) não precisa ser um monismo fundamentado na matéria. Se, em vez da matéria, a consciência for a base de todo o ser, a primeira dificuldade – aceitar que uma parte de nós sobrevive à morte – é consideravelmente mitigada, pois pelo menos a consciência sobrevive à morte do corpo físico.
Além disso, quando aprendemos que a nova ciência precisa incluir os corpos vital e mental e o intelecto para captar o sentido do que acontece no nível material da realidade, e que o corpo físico é uma espécie de computador (quântico) no qual as funções vitais e mentais estão programadas num software fácil de usar, até mesmo a aceitação da idéia de algo como uma alma se torna fácil. Não, isso não requer dualismo. Nenhum de nossos corpos – o físico, o vital, o mental ou o intelecto – é uma substância sólida, ao estilo newtoniano clássico; eles são, em vez disso, possibilidades quânticas na consciência. A consciência simultaneamente provoca colapsos de possibilidades paralelas desses mundos para compor sua própria experiência de cada momento.
Dos quatro corpos, apenas o corpo físico é localizado, estrutural e também materialmente; é por essa razão que é chamado de corpo grosseiro. Nossos corpos vital e mental são inteiramente funcionais, criados por condicionamento. Nós desenvolvemos propensões a determinadas confluências de funções vitais e mentais no processo de formação das representações no físico. Esses padrões de hábito se constituem de memória quântica – o condicionamento das probabilidades quânticas associadas às funções matemáticas de onda quântica desses corpos. É uma boa descrição científica de uma parte de nós que sobreviveria à morte: o corpo sutil – o conglomerado dos corpos vital, mental e temático –, no qual a memória das propensões passadas (que os hindus denominam carma) é transportada pela matemática quântica modificada dos corpos vital e mental. Podemos chamar esse conglomerado de mônada quântica. (Além dos corpos grosseiro e sutil, existe um terceiro, o corpo causal, constituído do corpo de beatitude do modelo panchakosha, o qual, é claro, sobrevive à morte, porque é a base do ser. Para onde mais ele iria?)
Com isso, a reencarnação é elevada à categoria de fenômeno merecedor de investigação científica, pois a melhor prova científica da existência do corpo sutil, com seus componentes vital e mental, seria um indício de sua sobrevivência e reencarnação. (2)
A mônada quântica sobrevivente, de acordo com o nosso modelo, conserva a memória quântica dos padrões de hábito e das propensões das vidas passadas. E existem amplos dados em apoio à idéia de que as propensões sem dúvida sobrevivem e reencarnam. No entanto, todas as narrativas que acumulamos durante a nossa existência, toda a nossa história pessoal, morrem, de modo geral, com o corpo físico, com o cérebro; essas histórias não são transportadas pelas mônadas quânticas. Mesmo assim, existem dados que mostram que algumas pessoas, especialmente crianças, são capazes de lembrar-se de histórias de vidas passadas, freqüentemente com um nível de detalhe surpreendente. Qual é a explicação para essa memória reencarnacional? A não-localidade quântica através do tempo e do espaço esclareceria isso.
Acredito que todas as reencarnações de uma dada mônada quântica são conectadas não-localmente através do tempo e do espaço, correlacionadas em virtude de uma intenção consciente. Pouco antes do momento da morte, quando entramos num estado que os budistas tibetanos denominam bardo (transição), nossa identidade-ego cede consideravelmente; e, quando mergulhamos no eu quântico, tomamos conhecimento de uma janela não-local de recordações – passadas, presentes e futuras. Quando agonizamos, somos capazes de travar uma relação não-local com a nossa próxima encarnação, ainda sendo gestada, de modo que todas as histórias que recordamos se tornam parte das histórias dessa encarnação, agregando-se a suas recordações de infância. Essas recordações podem ser evocadas, mais tarde, sob hipnose. E, em alguns casos, as crianças conseguem evocar espontaneamente essas histórias de suas vidas passadas.
Como a mônada quântica sabe onde deve renascer? Se as diferentes encarnações físicas são correlacionadas pela não-localidade quântica e pela intenção consciente, seria a nossa intenção (no momento da morte, por exemplo) que transporta a nossa mônada quântica de um corpo encarnado para outro.

Indícios de sobrevivência e reencarnação

Existem três tipos de indícios em favor da teoria da sobrevivência e reencarnação do corpo sutil:
- Experiências relativas ao estado alterado de consciência no momento da morte
- Dados sobre reencarnação
- Dados sobre seres desencarnados
Uma espécie de indício vem do limiar da morte, a experiência de morte. As experiências de visões comunicadas psiquicamente a parentes e amigos por pessoas à beira da morte vêm sendo registradas desde 1889, quando Henry Sidgwick e seus colaboradores iniciaram cinco anos de compilação de um Censo das Alucinações, sob os auspícios da British Society for Psychical Research. Sidgwick descobriu que um número significativo das alucinações relatadas envolvia pessoas que estavam morrendo a uma distância considerável do indivíduo que alucinava, e ocorria num prazo de 12 horas da morte.
Mais conhecidas, evidentemente, são as experiências de quase-morte (EQMs), nas quais o indivíduo sobrevive e se recorda de sua experiência. Nas EQMs, nós encontramos uma confirmação de algumas das crenças religiosas de diversas culturas; quem teve a experiência freqüentemente descreve uma passagem por um túnel que leva a um outro mundo, guiada, muitas vezes, por uma conhecida figura espiritual da tradição da pessoa ou por um parente morto.
Tanto nas visões no leito de morte quanto nas experiências de quase-morte, o indivíduo parece transcender a situação de morrer, que, afinal, é freqüentemente dolorosa e desconcertante. O indivíduo parece experimentar um domínio de consciência “feliz”, diferente do domínio físico da experiência comum.
A felicidade ou a paz comunicadas telepaticamente nas visões no leito de morte sugerem que a experiência da morte é um profundo encontro com a consciência não-local e com seus diversos arquétipos. Na comunicação telepática de uma experiência alucinatória, a identificação com o corpo que está padecendo e morrendo ainda é claramente muito forte. Mas a subseqüente libertação dessa identificação permite uma comunicação integral da felicidade da consciência do eu quântico, que está além da identidade-ego.
Que as experiências de quase-morte são encontros com a consciência não-local e seus arquétipos é algo confirmado por dados diretos. Uma nova dimensão da pesquisa sobre a EQM demonstra que uma EQM pode levar a uma profunda transformação no modo de vida do sobrevivente da experiência. Muitos deles, por exemplo, deixam de sentir o medo da morte que assombra a maior parte da humanidade.
Qual é a explicação para a imagética específica descrita pelos que passaram pela EQM? As imagens vistas – personagens espirituais, parentes próximos como os pais ou os irmãos – são claramente arquetípicas. Podemos aprender alguma coisa comparando as experiências dos indivíduos com sonhos, uma vez que o estado que eles experimentam é semelhante ao estado onírico: sua identificação com o corpo se reduz e o ego deixa de ficar monitorando e controlando.

Dados sobre reencarnação

Os indícios em favor da memória reencarnacional são obtidos principalmente a partir dos relatos de crianças que se lembram de suas vidas passadas com detalhes passíveis de comprovação. O psiquiatra Ian Stevenson acumulou uma base de dados de cerca de duas mil recordações reencarnacionais comprovadas. Em alguns casos, ele chegou a levar as crianças aos lugares das vidas passadas de que se lembravam para comprovar suas histórias. Mesmo sem jamais terem estado nesses lugares, as crianças os reconheciam e conseguiam identificar as casas em que tinham vivido. Às vezes reconheciam até mesmo membros de suas famílias anteriores. Em um caso, a criança lembrou-se de onde havia algum dinheiro escondido, e, de fato, encontrou-se dinheiro ali. Os detalhes sobre esses dados podem ser encontrados nos livros e artigos de Stevenson. Um dos modos de se comprovar nosso modelo atual – de que a memorização reencarnacional ocorre numa idade muito precoce, por meio de uma comunicação não-local com o eu à beira da morte da vida anterior – seria verificar se os adultos são capazes de se lembrar de experiências de vidas passadas, quando submetidos à regressão à infância.

Dados sobre entidades desencarnadas

Até aqui, falamos sobre dados que envolvem experiências de pessoas na realidade manifesta. Mas existem outros dados, muito controversos, a respeito da sobrevivência depois da morte nos quais uma pessoa viva (normalmente um médium ou canalizador em estado de transe) alega se comunicar com uma pessoa, e falar por ela, que já morreu há algum tempo e aparentemente habita um domínio além do tempo e do espaço. Isso sugere não apenas a sobrevivência da consciência depois da morte como também a existência de uma mônada quântica sem corpo físico.
Como um médium se comunica com uma mônada quântica desencarnada? A consciência não é capaz de provocar o colapso de ondas de possibilidade numa mônada quântica isolada, mas, se a mônada quântica desencarnada entrar em correlação com um ser material vivo (o médium), o colapso pode ocorrer. Os canalizadores são as pessoas que possuem um talento especial e disposição para atuar nessa qualidade.
O fenômeno da escrita automática também pode ser explicado em termos de canalização. As idéias criativas e as verdades espirituais estão disponíveis para todos, mas o acesso a elas requer uma mente preparada. Como o profeta Maomé foi capaz de escrever o Corão, mesmo sendo praticamente analfabeto? O arcanjo Gabriel – uma mônada quântica – emprestou a Maomé, por assim dizer, uma mente. A experiência também transformou Maomé.

Anjos e devas

Em todas as culturas existem concepções de seres correspondentes ao que, no cristianismo, se denomina anjos. Os devas são os anjos do hinduísmo. Em geral, os anjos, ou devas, pertencem ao reino transcendente e arquetípico do corpo temático, o que Platão chamava de reino das idéias, e são desprovidos de forma. São os contextos aos quais nós damos forma em nossos atos criativos. Mas, na literatura, e mesmo nos tempos modernos, também existem anjos percebidos pelas pessoas como auxiliadores (como Gabriel, que auxiliou Maomé). Na linguagem de nosso modelo, esse tipo de anjo poderia ser uma mônada quântica desencarnada cuja participação no ciclo de nascimento e renascimento já terminou.

Notas

(1) De acordo com o Dicionário Houaiss da língua portuguesa, o monismo é uma “concepção que remonta ao eleatismo grego, segundo a qual a realidade é constituída por um princípio único, um fundamento elementar, sendo os múltiplos seres redutíveis em última instância a essa unidade”.
(2) Saliente-se que F. A. Wolf (1996) elaborou um modelo de sobrevivência depois da morte dentro do próprio paradigma materialista. Em sua teoria, no entanto, há várias hipóteses que talvez não sejam viáveis; seu modelo de sobrevivência, por exemplo, é válido somente se o universo vier a terminar num big-crunch.
Artigo extraído do capítulo “A Ciência e o Espírito da Reencarnação” do livro A Janela Visionária, deAmit Goswami

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Canhões Maçónicos

Os Canhões da MaçonariaÉ este o nome dado pelos maçons aos “copos especiais” usados nos seus banquetes festivos (“Ágapes”), e nas “Ceias Místicas Capitulares”, e para que se tenha, desde logo, uma ideia do que se trata, ao lado está reproduzido um exemplar bastante interessante.
Revelaram as pesquisas do Irmão Douglas Ash, apresentadas no seu livro “English Drinking Glasses ande Decanters – 1680-1830” publicado em Londres, que os “Canhões Maçónicos” começaram a surgir depois de 1730, recebendo o apelido de “Firing Glasses” (Copos para dar tiros). Desde logo se destacaram dos copos comuns de vinho, mais pelo seu formato sui-generis, do que pelo seu posterior acabamento primoroso, que com o correr dos tempos foi produzindo verdadeiras obras de arte de lapidação.
A principio raramente eram maiores do que 4 polegadas (100mm) de altura, tendo um pé maciço, sendo o corpo afunilado e com as paredes grossas, e tendo o pé mais tarde o formato de uma cebola. Para o uso era preciso um copo reforçado, cujo pé resistisse às repetidas, e muitas vezes bem “animadas” batidas, dadas nas diversas “saúdes”. O conteúdo era mais ou menos o de um copo de vinho comum.
Os Canhões da MaçonariaO nome “canhão”, em alemão “kanone”, foi derivado das “batidas surdas” parecendo tiros. O vinho branco ou tinto, ou ainda os licores tomados destes copos recebeu o nome de “Pólvora Forte”, e o “acto de beber” passou a ser chamado de “... Fazer Fogo...”
Para evitar excessos de “animação”, em muitas lojas tornou-se habitual que, quem partisse o seu copo ao dar as batidas de “saúde”, seria obrigado a pagar todas as despesas da refeição. Cada Irmão tinha o seu copo pessoal. As actas de uma Loja de Yorkshire (Inglaterra) até consignam a punição: “O Irmão que quebrar o seu canhão é obrigado a pagar 1 shilling de multa”.
Como muitos maçons achavam os canhões antigos de pouco conteúdo, a partir de meados do século passado, em muitos casos o seu tamanho foi aumentando, e quando a loja não permitia o uso de “canhões” maiores, então muitas vezes o vinho era tomado em copos normais, e usava-se os canhões apenas para dar as “salvas” ...
Estes “canhões” são relacionados quase exclusivamente com a Maçonaria, e por isso mesmo no comércio, eram negociados com maçons. Entretanto, outras Associações e Clubes de Canto também os usavam com frequência, bastando só citar os “Anacreonites” de Londres, cujos encontros eram na “Taberna Coroa e Âncora”,sendo que estes tinham até um “Hino próprio do seu clube” (To Anacreon In Heaven), cuja melodia, com novas e mais adequadas palavras, já no século XIX resultou no canto americano “The Sprangled Baner” (A bandeira salpicada de Estrelas).
De 1820 para cá, e ainda nos nossos dias, estes canhões passaram a ser feitos dos mais finos cristais, e até do mais legítimo “baccarat”, e lapidados com todo o tipo de símbolos maçónicos, em lapidação plana, facetada e opaca.
Ainda hoje, em muitas lojas da Europa estes canhões continuam a ser usados em lojas tradicionais. Modernamente no EUA., no Estado de Massachusetts, as “Lojas de Mesa” têm tido muita popularidade, com os seus rituais de banquete, com Sete Saúdes, o que veio aumentar o interesse pela história destes copos tradicionais.
Adaptado de Texto de Autor Desconhecido

Fonte: Loja Maçonica Mestre Afonso Domingues


Sousa sedia o 3º Encontro de Banquete da Maçonaria Sertaneja

Sousa sedia o 3º Encontro de Banquete da Maçonaria Sertaneja
Sousa-PB sediará na próxima sexta feira (dia 05 de julho/2013) no Restaurante Tok-Top, o 3º Encontro de Banquete da Maçonaria Sertaneja.

Os maçons Newton Figueiredo (Coordenador da 6ª Região do Grande Oriente do Brasil – PB) e o Venerável Welington Zuza, da Loja Maçônica “Cavaleiros do Oriente Mestre Raimundo Amâncio” coordenarão esse magnífico evento, pois toda arrecadação será para a construção da Loja Maçônica localizada na cidade de Aparecida-PB.

A reunião já conta com 126 Maçons inscritos de vários lugares, disse o idealizador Newton Figueiredo, arrematando completou: “A expectativa é de uma grande reunião para comungar a verdadeira egrégora da fraternidade maçônica”.

A solenidade vai ser prestigiada pelo ilustre Grão Mestre Estadual Aderaldo Pereira de Oliveira e sua comitiva, bem como o incentivador desse encontro em estado paraibano, Juvenal da Roz, Secretário de Cultura e Comunicação da Maçonaria do GOB-PB.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O que é uma Loja Maçônica?

Na Loja Maçónica se esquecem as preocupações, calam-se os receios, perdoam-se os agravos, consolam-se os sofrimentos e avivam-se as esperanças.
Loja Maçónica - É da natureza humana encontrar um lugar ao qual possamos pertencer e nos sentir úteis, mas é de vital importância que também nos agrupemos espiritualmente e ajudemos uns aos outros.
consolam_sofrimentosChama-se Loja o retiro silencioso dos homens de boa vontade, o Templo augusto da caridade, do amor e da educação cívica, onde se congregam os espíritos honrados, para elaborarem a redenção dos povos e o progresso da humanidade em todas as suas manifestações.
Efectivamente, o Templo Maçónico é uma reprodução, em ponto pequeno, do planeta, com sua abóbada azul, com seu sol, sua lua e suas constelações de astros que contam incessantemente a grandeza do Grande Arquitecto dos Mundos.
O forro do Templo tem a forma de abóbada pintada de azul, representa o céu a noite, com uma multidão de estrelas visíveis, como as do céu porque, como ele, abriga todos os homens, sem distinção de classe ou de cor.
O Templo simboliza o Cosmos, representando o céu. A contemplação de um céu estrelado dá uma grande quietude e uma notável serenidade de espírito; ela incita não ao devaneio, mas à meditação.
O local em que uma sociedade maçónica realiza suas Sessões e, por extensão, qualquer corporação maçónica (na realidade, prefere-se falar em Templo, para designar o local de reunião, reservando o vocábulo Loja para designar a corporação maçónica, quando os seus membros reúnem-se num Templo; ao final de uma Sessão, a Loja é considerada fechada, mas o Templo continua aberto, inclusive para outras Lojas).
Entretanto, o espaço denominado Loja busca em primeira instância representar os canteiros de obras do passado e em segunda instância a relação mística entre a Obra perfeita dedicada a "DEUS" e a construção interior do Homem, cujo corpo é o habitat do espírito.
Nestes dois conceitos, o primeiro é de base originária directamente relacionada aos Maçons de ofício, ou operativos, que rigorosamente desbastavam a pedra e construíam, dentre outros, castelos catedrais, etc..Já o segundo conceito se baseia na transformação operativo-especulativa, quando, por razões históricas, a Maçonaria assumiu o feitio do construtor social, apresentando o Homem como a principal matéria-prima para a construção de um Templo dedicado à Virtude Universal. É com base neste segundo conceito que se desenharia a alegoria do Templo de Jerusalém, originário do misticismo hebraico.

A Loja é o esteio da franco-maçonaria. Quando os membros se reúnem, agrupam-se como em uma loja - é erróneo dizer que estão se reunindo numa loja. Embora eles possam de facto estar se reunindo numa estrutura que chamam de "loja", os membros são considerados a loja, não o edifício onde se encontram. As primeiras lojas reuniam-se em tavernas e lugares públicos.
Templo é o edifício para funcionamento das Lojas. É o abrigo das chuvas, do calor, do frio. Loja simboliza o mundo ou o universo; é o abrigo do medo, da dor e da solidão.
Uma Loja maçónica não é um Templo misterioso; tampouco é um local onde se praticam ritualismos cabalísticos incompreensíveis. Não é um reformatório para recuperar vencidos. Não é uma filial de instituição de beneficência ou de auxílios mútuos.
Mas o que é, afinal, uma Loja maçónica?
Uma Loja maçónica é um local de reunião pacífica e feliz, onde homens de boa vontade e bom senso têm satisfação de se reunir como Irmãos, despidos de títulos e honrarias e são, simplesmente, Irmãos decididos a colaborar e promover boas causas. É o lugar onde o Maçom comparece para "recarregar" as suas baterias gastas, refazer suas energias, alimentar-se de afecto e encontrar acolhimento. Ali, a comodidade e a preguiça são males a serem superados; o maçon está sempre em vigília e à espreita da oportunidade de auxiliar os seus Irmãos e a sociedade.
A Loja proporciona ao Maçon a convivência renovadora, posto que ali estejam sabiamente proibidas as discussões políticas e religiosas, pois, abrigando os homens livres e de bons costumes em suas Sessões litúrgicas, as asperezas do mundo profano são deixadas de lado e há um verdadeiro revigoramento moral e intelectual vivenciado em sua plenitude.
Os negócios ou o trabalho se tornaram uma doença que debilita o homem contemporâneo. Se não houver um lugar na sua programação semanal para o retiro e a reflexão, provavelmente não estaremos nos movendo em uma direcção saudável.
Em uma Loja maçónica reúnem-se homens jovens e maduros; todos convergindo espontaneamente em torno de um ideal comum, como que atraídos por afinidade, tal como a agulha de uma bússola, apontando para o Norte.
É na Loja que se esquecem as preocupações, que se calam os receios, se perdoam as ofensas, as injúrias, as afrontas, se consolam os muitos sofrimentos, se educam os caracteres e se avivam a inteligência e as esperanças, se cultiva o espírito. Ali se caminha sem curvas, se dedica uma recordação a todo o grande feito, derrama-se uma lágrima por todo o prazer legítimo, envia-se um prémio ou um aplauso a toda acção nobre.
Na Loja, as discrepâncias, contrastes, oposições, as divergências de opiniões ou de interesses, os conflitos, existindo, servirão para esclarecer e engrandecer. Nela frequentam Irmãos que, mesmo na divergência, se apoiam e nas lutas se solidarizam.
Na Loja sonhamos juntos. Ali se plantam sorrisos, sempre há lugar para a alegria.
Ela é um santo refúgio, é um ninho que aconchega aonde vamos a busca da paz da alma. È a escola misteriosa que conduz aos Céus sem nuvem em toda a grandeza íntima.
Nesse lugar se busca o pão da ciência, o prazer da caridade, o apoio desinteressado e o carinho fraternal. Também ali se conciliam desencontradas ideias, interesses opostos, contrárias crenças, suavizando as asperezas da vida com o bálsamo da temperança. Uma análise básica da atitude maçónica para com a religião é que, longe de ser uma religião em si, é o ensinamento que capacita homens de diversas crenças religiosas a se reunirem e permanecerem juntos em uma Sociedade fraternal.
Esse lugar, portanto, não pode ser a casa do homem, a igreja de mera religião errónea, um cassino ou teatro, nada mesquinho. Ali está o mundo, laboratório permanente do bem.
Ama-se a Loja porque ela é o símbolo da pátria; ama-se a pátria porque ela é um pedaço desse todo harmonioso que se chama Humanidade.
Loja é o mundo. O Maçon é o homem em toda plenitude: a família, a honra, a ciência, a liberdade; todas as grandes concepções, todos os amores e todas as esperanças. A Loja é o lugar que o Grande Arquitecto do Universo é sempre convidado especial. Na Loja está Deus, o princípio reitor da Maçonaria no Universo. Trabalhar para a glória do Grande Arquitecto e do Universo significa trabalhar sob o signo de Deus; ou, então, trabalhar sob a inspiração da consciência colectiva da humanidade; ou, ainda, trabalhar de acordo com o princípio que orienta para o Progresso a evolução do mundo e da humanidade.
Que bom seria que todos os homens íntegros tivessem a oportunidade de, no ambiente propício de uma Loja Maçónica pudessem contribuir com seus esforços em prol da construção de um mundo melhor.
Na Loja almejamos criar um mundo que seja próspero, onde reconhecemos uns aos outros como divinos e iguais; onde cooperamos e compartilhamos momentos de mágoa, pesar, aflição, mas também os de glória, de acções extraordinárias, de grandes serviços prestados à humanidade.
Os maçons não são homens excepcionais. São homens comuns em um mundo em movimento. Homens com aspirações, como quaisquer outros que se realizam através da compreensão, da tolerância, da prática das virtudes; homens que chegaram à conclusão de que a FRATERNIDADE ENTRE OS HOMENS começa com o HOMEM NA FRATERNIDADE.

Valdemar Sansão - M:. M:. -
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Fonte: Loja Maçônica Mestre Affonso Domingues

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Centros de Estudos MAÇÔNICOS



 
CENTRO DE ESTUDOS MAÇÔNICOS
O objetivo da apresentação deste trabalho é despertar a urgente necessidade que precisamos ter para aprimorarmos os nossos estudos. Tenho lido vários livros maçônicos e sinto falta de discuti-los com outros irmãos. Com exceção  de alguns abnegados a grande maioria dos obreiros desta Loja não conseguem discutir assuntos relacionados a Ordem.
 Antes porém gostaria de colocar a minha opinião sobre o que pude aprender, desde que iniciei, para que possamos ser um bom Maçom.
 A Maçonaria deve ser inflexível  no exigir dos seus membros, procedimento rigorosamente ajustado aos postulados maçônicos.
 De inicio, as sindicâncias feitas com a maior severidade. A vida,  os costumes do candidato devem ser investigados, para que elementos destituídos de condições morais não venham a manchar os quadros da instituição.
 Bem verdade é que a Loja Maçônica é uma escola de aperfeiçoamento moral, onde o homem vai aprimorando-se em beneficio dos semelhantes, desenvolvendo qualidades que o possibilitem ser, cada vez mais, útil à coletividade. Não nos esqueçamos, porém, que de uma pedra impura jamais conseguiremos fazer um brilhante, por maiores que sejam os nossos esforços.
 Um bom Maçom não confunde liberdade, que é direito sagrado, com abuso que é defeito.
 Crê em Deus, Ser Supremos, que nos orienta para o bem e nos desvia do mal.
 É leal. Quem não é leal com os demais é desleal consigo mesmo e trai os seus mais sagrados compromissos.
 Cultiva a fraternidade, porque ela é a base fundamental da Maçonaria.
 Recusa agradecimento porque se satisfaz com o prazer de haver contribuído para  amparar um semelhante.
 Não se abate, jamais se desmanda, não se revolta com as derrotas, porque vencer ou  perder são contingências próprias da vida do homem.
 Não se desvia do caminho da moral, quem dele se afasta, incompatibiliza-se com os objetivos da Maçonaria.
 Não se entrega a excessos alcoólicos, porque a embriaguez, além de torna-lo ridículo, impede-o de racionar e seguir o bom caminho.
 É amigo da família, porque ela é a base fundamental da humanidade. O mau chefe de família não tem qualidades morais para ser Maçom.
 Não humilha os fracos, os inferiores, porque é covardia e a maçonaria não é abrigo de covardes.
 Respeita as mulheres, quaisquer que sejam as suas condições  sociais, para que respeitem sua esposa, irmãs, filhas e mãe.
 Não promete senão o que pode cumprir. Uma promessa não cumprida pode provocar inimizades.
 Não odeia, o ódio destrói, só a amizade constrói.
 O verdadeiro Maçom não tem apego aos cargos, porque isso é cultivar a vaidade, sentimento mesquinho, incompatível com a elevação dos sentimentos. Fazer questão de ser eleito Venerável são indícios de maus sentimentos maçônicos. O bom Maçom não pleiteia cargos nem honrarias, procura trabalho em beneficio do engrandecimento da Ordem e não do nome dele.
 Por isso meus irmãos é que precisamos estudar. Sendo a Maçonaria uma instituição humanitária de caráter  fraternal e filosófica é desnecessário  ponderar que ninguém  poderá conhecer  filosofia sem estudar, sem ler muito. O verdadeiro Maçom deve ser um devoto da leitura de livros maçônicos e não um simples repetidor de coisas nas sessões maçônicas, nem sempre proferidas com acerto.
 Infelizmente é bastante reduzida a quantidade de irmãos que se dedicam à leitura, que tem a preocupação de estudar para melhor compreender toda a beleza encantadora da Maçonaria. Ler, ler muito para tornarmos aptos a interpretar devidamente os símbolos maçônicos.
 Há Maçons que se limitam a simples leitura do Ritual nas sessões. Se alguém lhes perguntar o significado de um símbolo, de qualquer objeto na Loja, ele se sentirá incapaz de responder.
 O verdadeiro Maçom, aquele que se interessa pela Ordem, deve ser um tenaz leitor de livros maçônicos, não só para alcançar as delicadas finalidades da Maçonaria como para esclarecer os bem intencionados, que procuram a verdade.
 É de suma importância, também, a designação de um Irmão para, em cada sessão discorrer sobre um assunto maçônico e estabelecer debates no final, claro que num ambiente elevado espiritualmente.
 Se a Maçonaria é uma escola de aperfeiçoamento, é inadmissível a existência de uma escola sem estudos, desprovida de estudantes.
 O debate de temas maçônicos ou de caráter filosófico concorrerá para maior discernimento da missão nobre e elevada dos maçons e servirá para indicar melhores caminhos para os novos e permitir conclusões mais ajustadas a verdade para todos.
 A interpretações dos rituais, dos preceitos maçônicos, da história da Maçonaria, tão mal sabida, tão impregnada de lendas fantásticas e de confusões absurdas, dissiparia dúvidas, nortearia os Maçons para rumos mais certos.
 Além do mais, esses estudos quebrariam a monotonia dos trabalhos nas lojas, quantas vezes improducentes com repetições enfadonhas e discussões estéreis por irmãos destituídos de leitura.
 Os centros de estudos maçônicos concorreriam para a formação de consciências verdadeiramente maçônicas ensinando-nos a entrar em loja, a portarmos devidamente no templo, nas sessões e discutirmos, com melhor aproveitamento,  em grupo, os livros e trabalhos lidos e estudados.
 Que o Grande Arquiteto Do Universo consiga tocar no coração de cada um de nós e que possamos colocar em pratica a idéia de criarmos um grupo de estudo sobre a leitura de um livro mensal e depois discuti-lo em conjunto.
 Espero não ser confundido como arrogante ou dono da verdade, apenas estou tentando conscientizar a todos da enorme necessidade de estudarmos mais e ajudarmos os Irmãos Aprendizes e, como eu, os Irmãos Companheiros.
 Trabalho realizado por Marcos Antônio Gomes (marcos@shoppingdoescritorio.com.br),
Irm.`. Homero, em 22.10.99

terça-feira, 2 de julho de 2013

Aos Amigos especiais

 

 
 
Cuide das impressões que você deixa por aí, zele pela imagem que passa para os outros, mas não invente uma nova pessoa. Que seja você mesmo. Apenas vigie o seu falar, observe o seu tom de voz, até as palavras carinhosas podem ferir, dependendo do tom que você usar.
Cuide do amor que você conquistou, zele pela manutenção do sentimento que os uniu, cultive a harmonia das ideias, façam planos juntos. Como na conquista, renove-se todos os dias. Apresente sempre o seu melhor, arrume-se para a pessoa amada, mesmo depois de 25 anos de união, o amor pede renovação, dedicação, paixão...
Cuide de seu espírito, da tua alma, a parte mais importante do seu "EU", cultive a alegria e descubra o prazer de viver. Alegre-se nas coisas mais simples, no calor do sol, entregue-se ao aquecer, na força do mar, esvazie-se e fique limpo, na beleza do céu, sonhe com as nuvens, na noite estrelada, reconheça DEUS.
Cuide bem de todo mundo que você gosta, isto é básico e fundamental. Mas arrume tempo para cuidar de outros, daqueles que você desconhece, daqueles que você nem gosta, praticando a verdadeira caridade, descobrindo-se capaz de amar de várias maneiras, de entregar-se à tarefas que julgava incapaz, assim, a obra se faz em você:
Você se melhora e descobre que cuidar de alguem, é na verdade querer-se muito bem, é ser do bem, é viver bem, ser da luz e pertencer a JESUS.
Cuide bem de você!
Eu acredito em você!
PAULO ROBERTO GAEFKE.

 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

MENSAGEM DO GRÃO MESTRADO

 
MENSAGEM DO GRÃO MESTRADO



À vista dos últimos acontecimentos que vêm ocupando as atenções da sociedade brasileira, conforme ostensivas matérias jornalísticas, dando conta de movimentos populares nas ruas de grande parte dos nossos Estados, com adesão, inclusive, de brasileiros residentes em outros países, o Grão Mestrado da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, vem por meio deste, externar o seu posicionamento:


Entendemos que, movimentos dessa espécie, articulados de forma ordeira e responsável; que transmite mensagem objetiva e transparente aos pretensos destinatários; culminando com diálogos e reivindicações, sempre sintonizados com o direito e a justiça, revela legítimo e sagrado exercício da democracia, devendo por isso, serem cultuados.

Devemos repudiar, todavia, as atitudes de alguns poucos que, na contramão do referido direito democrático de manifestação, promove destruição, danifica patrimônio público e privado, comete agressões físicas e pessoais, pois, tudo isso, além de comprometer a boa causa, gera situação de terror e instabilidade para a sociedade.
Estamos esperançosos de que as nossas autoridades públicas, compreendendo o real sentido desse emblemático movimento popular, tenham sensibilidade suficiente para adotarem iniciativas eficazes ao atendimento das necessidades do povo brasileiro, dentre elas a saúde, educação, segurança, transporte público e
infraestrutura, sem se perder de vista o fato de que o combate às más condutas de alguns gestores públicos deve ser exemplar e rigorosamente empreendido.

E, nesse contexto, nós, maçons, devemos nos pautar com altivez, equilíbrio emocional, bom senso e prudência, de modo a estarmos prontos para prestar nossa colaboração à sociedade, aderindo, somente, à boa causa e sempre orientados pelos princípios e valores defendidos pela nossa Instituição.


Fraternalmente,

Leonel Ricardo de Andrade
Grão-Mestre
Geraldo Eustáquio C. de Freitas
Grande 1º Vigilante
Edílson de Oliveira
Grande 2º Vigilante