sábado, 3 de setembro de 2011

O Segredo Maçônico


O Segredo Maçônico

À:. G:. D:. G:. A:. D:. U:.

A Maçonaria é uma instituição ancestral e que preza a Tradição. Mas, como todas as instituições ancestrais bem sucedidas, sabe preservar a Tradição, adaptando os seus usos e costumes ao evoluir dos tempos e das sociedades. Só assim evita ser anacrônica e mantém interesse e importância e valor, ao longo da passagem dos anos, décadas e séculos.

O século XXI lançou-nos a todos na voragem da Sociedade da Informação. As chamadas Novas Tecnologias permitem aceder a mananciais de informação que ainda há poucas décadas - há poucos anos... - eram impensáveis. A Maçonaria não pode, não deve, obviamente, ser indiferente às conseqüências desta evolução. Não deixou de fazer sentido a subsistência do segredo maçônico. Mas a mitificação do mesmo, essa sim, não me parece que seja vantajosa, nem para os maçons, nem para os profanos.

A Maçonaria prossegue objetivos honrosos e louváveis. É frequentemente denegrida por quem, sendo-lhe hostil, a acusa de prosseguir propósitos menos recomendáveis e, sistematicamente, esgrime com o segredo maçônico como alegada prova dos tenebrosos propósitos da Maçonaria. Em época de acelerada circulação da informação, não basta à Maçonaria seguir o seu caminho, não ligando aos cães que ladram à passagem da caravana. Porque tanto ladrido de tanta canzoada acaba por impressionar quem o ouve. A Maçonaria deve continuar a prosseguir o seu caminho, apesar dos rafeiros e seus latidos. Mas, para bem de si própria e elucidação de todos, nestes tempos de abertura de informação, deve mostrar e informar para onde vai, porque vai e como vai. Assim todos verão qual o caminho e não se impressionarão com a barulheira dos canídeos, que todos poderão ver ser vã e sem motivo que a sustente.

O segredo maçônico é um dos objetos dos latidos. Pois bem, é tempo de mostrar, a quem estiver de boa fé, que esse vozear não tem razão de ser. Não abandonando o segredo maçônico ou traindo os compromissos assumidos. Mas explicando os limites, a natureza e as razões do dito segredo. Quem estiver de boa fé perceberá. Os outros... continuarão a ladrar, mas já impressionarão menos...

Na minha opinião, não há um segredo maçônico. Há dois. Um exotérico e outro esotérico. Quero com estes adjetivos significar duas diferentes realidades. No meu entendimento, o segredo maçônico exotérico é aquele que é constituído por matéria ou conhecimento que é suscetível de fácil apropriação por qualquer pessoa, que sem dificuldade de maior pode ser transmitido por quem o sabe a quem não o sabia. Inversamente, o segredo maçônico esotérico não comunga dessa facilidade de apreensão e de transmissão. O segredo maçônico exotérico só existe enquanto e na medida em que for preservado por todos aqueles que o detêm, os maçons, nos seus respectivos graus e qualidades. O segredo maçônico esotérico existe independentemente de qualquer esforço de preservação, porque o seu teor não é suscetível de ser adequada e completamente transmitido por quem atinge o seu conhecimento (apenas alguns, maçons ou não). Tem de ser descoberto, num esforço individual, mediante um percurso de autopreparação para o atingir e reconhecer, em que cada patamar atingido é condição necessária para poder conseguir-se chegar ao seguinte. Este segredo existe independentemente de qualquer propósito de preservação por quem o detém. Direi mesmo que existe apesar dos esforços e das tentativas de partilha por quem o descortinou.

Dito de outro modo: o segredo maçônico é composto por uma parte que não é sequer particularmente importante (o segredo exotérico) e subsiste graças e na medida dos cuidados dos maçons na sua subsistência; e existe também uma outra componente (o segredo esotérico) que existe independentemente da vontade dos seus detentores, por impossibilidade de sua adequada e completa transmissão, seja por via oral, seja por escrito. O acesso a este implica vivência, experiência, vontade, esforço. Não basta ouvir ou ler. Portanto, o segredo que se guarda não é especialmente importante e o que importa não se consegue transmitir...

O segredo maçônico exotérico é constituído por quatro aspetos:

Reserva da identidade dos maçons que não se hajam assumido publicamente como tal;

Reserva de divulgação das formas de reconhecimento entre os maçons;

Reserva de divulgação de rituais e de cerimônias;

Reserva de divulgação do teor concreto e específico dos trabalhos de qualquer reunião de Loja ritualmente realizada.

Talvez com exceção da última faceta, o segredo maçônico exotérico é um verdadeiro segredo de Polichinelo: só não o conhece quem não quiser. Basta um pouco de esforço e trabalho para apurar o seu conteúdo. Então com as possibilidades atualmente disponíveis com as Novas Tecnologias de Informação e os potentes motores de busca universalmente disponíveis, aceder a esse conhecimento é uma pura questão de perseverança, trabalho e alguma habilidade. Ao contrário do que vulgarmente se pensa, está tudo publicado. Só é preciso descobrir onde... E - esta será porventura a maior dificuldade - destrinçar entre o que verdadeiramente é e o que é falso ou imitado ou errada ou desajustada ou intempestivamente utilizado.

O objetivo primacial do segredo maçônico exotérico é permitir aos maçons saber, de uma forma exclusivamente a si acessível, quem é e quem não é maçom - e também que grau detém quem é maçon. Nos tempos de antanho, foi essencial. Hoje, nem por isso. Outras formas de saber, rápida e eficazmente, quem é e quem não é maçom existem. Hoje, a facilidade e rapidez das comunicações, particularmente das telecomunicações e da comunicação eletrônica, permitem, em caso de necessidade, fácil e rapidamente verificar junto de uma Grande Loja ou de uma Loja se fulano é seu membro. Antigamente, era diferente. Daí que a importância do conhecimento da forma de obter essa informação, e a sua preservação, fosse nuclear. As realidades da vida, da evolução e do desenvolvimento em muito erodiram a necessidade e importância do segredo.

Sendo assim, porque continuam os maçons a preservar esse já não tão importante segredo? Por duas razões, uma acessória, outra essencial. A acessória é que, embora a necessidade de preservação das reservas de informação tenha diminuído, seja menos importante, não cessou completa e universalmente, não perdeu TODA a importância (ainda há locais onde é perigoso ser maçom). A essencial é que os maçons preservam o segredo maçônico PORQUE SE COMPROMETERAM, POR SUA HONRA, A FAZÊ-LO.

Sendo assim, porque se continua a exigir aos maçons esses compromissos de honra? Não já pela necessidade de antanho. Ou não já essencialmente. Nem também por um cego tributo à Tradição, o continuar a fazer agora assim porque dantes assim se fazia. Antes como um exercício permanente do que é na essência inerente à condição de maçom. Um maçom é um homem livre, apenas escravo da sua palavra; sério, sempre preservando a sua honra; cumpridor dos seus compromissos, apenas porque se obrigou a eles. A palavra de um maçom vale tanto ou mais do que um contrato escrito, é mais duradoura do que se tivesse sido gravada em pedra. Independentemente da importância do assunto. Um homem só é honrado e de confiança se o for nas pequenas como nas grandes coisas. A verdadeira palavra sagrada de um maçom é a sua palavra de honra.

É, portanto em execução desse princípio inderrogável de que o maçom cumpre sempre a sua palavra, seja-lhe ou não conveniente, seja o assunto importante ou sem destaque particular, que este preserva o segredo maçônico. Porque se comprometeu a fazê-lo. Independentemente de ser ou não ser já importante fazê-lo. Mesmo que, por esse mundo fora, esse segredo, total ou parcialmente, tenha sido centenas ou milhares de vezes exposto. Se o não fizesse, sabia-se merecedor do opróbrio e desprezo unânimes dos maçons. E um maçom só o é na medida em que seja reconhecido como tal pelos seus pares...

O maçom preserva o segredo maçônico porque se comprometeu a fazê-lo e esse compromisso continua a ser exigido aos maçons como forma de exercício diário, constante, permanente, dos deveres inerentes a um homem honrado, livre e de bons costumes. Outros existem que, diz-se para aí, pontuam a sua pertença à organização em que buscam a excelência através do cilício, da mortificação do corpo. Os maçons buscam a excelência do caráter, do espírito, e, portanto exercitam continuamente o caráter e o espírito. Uma das formas de o fazerem é honrando escrupulosamente os seus compromissos. Independentemente de serem importantes. Sem questionar a eficácia ou o interesse desse cumprimento. Sendo-lhes indiferente que outros, mais fracos ou imerecedores, porventura tenham falhado esse cumprimento.

RESERVA DA IDENTIDADE DOS MAÇONS QUE NÃO SE HAJAM ASSUMIDO PUBLICAMENTE COMO TAL

Mesmo nas sociedades mais abertas e com maior inserção social da Maçonaria, mesmo no Brasil, nos Estados Unidos ou em Inglaterra, existem preconceituosos contra a Maçonaria que, se tiverem o poder e a posição para tal, podem sub-repticiamente prejudicar um maçom apenas por o ser - embora porventura ocultando o seu preconceito e usando uma qualquer outra desculpa ou justificação... Também nas sociedades mais abertas e com maior inserção social da Maçonaria se continua a justificar uma atitude prudente em relação aos preconceituosos e, portanto, o cumprimento do princípio de não revelar que alguém é maçom, se esse maçom não assumiu publicamente essa condição.

Uma outra razão justifica ainda o cumprimento deste princípio. A Fraternidade implica o reconhecimento da dignidade do outro em todas as circunstâncias. Implica o respeito pelo outro, pela sua inteligência, pelas suas escolhas. Se um maçom divulgasse que outrem tem essa qualidade, sem que o visado tivesse previamente assumido a mesma publicamente, estaria, sobretudo a desrespeitá-lo, a desrespeitar essa sua escolha. Se o visado não se tinha assumido publicamente como maçom, isso resultava de uma análise do mesmo, de uma escolha sua. Análise e escolha que era seu direito fazer e que só a ele competia fazer. Divulgar que esse que se não assumiu como maçom é maçom corresponde a substituir, a desvalorizar, a desconsiderar, o juízo por ele feito, em favor do juízo (ou da falta de juízo...) do próprio.

A decisão de cada um se assumir publicamente como maçom a cada um pertence. Não pode, não deve, ser apropriada por nenhum outro maçom. E não o é. Em nome do respeito pelo outro, pela sua inteligência, pela sua capacidade de análise, pelas suas escolhas, que é inerente ao elo que une todos os maçons: o elo da Fraternidade. Trair esse elo, mais do que trair o outro seria traição ao próprio e a todos.

RESERVA DE DIVULGAÇÃO DAS FORMAS DE RECONHECIMENTO ENTRE OS MAÇONS

Antigamente era, em muitos locais, perigoso ser maçom. Ainda hoje o é, em várias partes do globo. Os maçons tinham necessidade de se conseguirem reconhecer uns aos outros, sem necessidade de perguntar. Com efeito, se um maçom perguntasse a outrem se também era maçom e esse outrem não só não o fosse como denunciasse quem o inquirira, estava o caldo entornado... Havia, pois, que arranjar maneira de um maçom se poder assegurar que outro homem também tinha essa qualidade, de forma que, se assim fosse, o interrogado soubesse que tal interrogação lhe estava a ser feita e soubesse responder da mesma forma, mas que, se o interrogado não fosse maçom, não se apercebesse sequer da interrogação. Havia que criar uma forma de um maçom se dar a conhecer como tal, de maneira que só os maçons se apercebessem disso e só eles reconhecessem essa forma. Havia que poder testar se alguém que se arrogava de ser maçom efetivamente o era. E, sobretudo, havia que tudo isto fazer de forma discreta, apenas perceptível por quem devesse perceber. E havia, obviamente que guardar segredo dessas formas de reconhecimento.

Antigamente, não havia as facilidades e rapidez de comunicações e de deslocação que há hoje. Os agregados populacionais eram fechados, muito mais isolados do que agora e, sobretudo, mais distantes, em termos de tempos de viagem. Ir de Lisboa ao Porto demorava dias. Ir de Lisboa a Londres demorava semanas. Ir da Europa à Ásia, a África ou à América demorava meses. Um viajante que chegava a um qualquer local era um desconhecido e desconhecia todas ou quase todas as pessoas desse local. Se se arrogava qualquer título ou condição, não havia meios de comunicação rápidos que permitissem verificar, em terras distantes, se o afirmado era verdade.

Viajar era demorado e perigoso. Os maçons em viagem podiam beneficiar do auxílio de seus Irmãos. Muitas vezes sendo - viajante e residente - desconhecidos um dos outro. Não bastava ao viajante dizer que era maçom. Tinha de comprovar essa qualidade.

Antigamente era, pois, essencial que existissem formas de reconhecimento discretas, eficazes e de conhecimento restrito aos maçons. Que deviam ser e eram avaramente guardadas em segredo.

Essas formas de reconhecimento eram e são constituídas por determinados sinais, por certas palavras, por específicos toques. Os sinais permitiam que os maçons se reconhecessem como tal no meio de uma multidão, se preciso fosse, sem que mais ninguém se apercebesse. As palavras permitiam confirmar esse reconhecimento, constituindo uma segunda forma de verificação, que confirmaria a identificação ou permitiria desmascarar impostor que, por conhecimento ou sorte, tivesse efetuado corretamente um sinal de identificação. Os toques, discretos, permitiam, além de uma fácil identificação mútua absolutamente discreta e insuscetível de ser detectada por estranhos, também desmascarar impostores, pois não bastava, nem basta, usar um certo toque: é preciso saber quando o usar, para quê e que deve suceder em seguida...

Sempre os sinais de reconhecimento foram objeto de curiosidade profana. Por quem perseguia a Maçonaria e os maçons, por razões evidentes. Por quem, não sendo maçom, gostaria de se infiltrar entre os maçons ou, viajando, beneficiar da ajuda que os maçons residentes davam aos maçons viajantes. Ou, simplesmente, por quem era curioso...

Milhares e milhares de maçons conhecem os sinais de reconhecimento. Ao longo do tempo, milhões de maçons acederam a esse conhecimento, nas quatro partidas do Mundo. Houve zangas. Houve dissensões. Houve abandonos. Houve traições. Houve inconfidências. Um segredo só é verdadeiramente secreto se for conhecido apenas por um - e, mesmo assim, se este não falar a dormir... Era inevitável que as formas de reconhecimento dos maçons fossem expostas. Existem livros. Existem filmes. Existem vídeos. Existem panfletos. Existem, hoje em dia, inúmeros suportes em que estão expostas aos profanos as formas de reconhecimento dos maçons. Mas também existem publicados nos mesmos suportes formas de reconhecimento falsas ou inventadas ou simplesmente ultrapassadas... Quem está de fora tem o magno problema de descobrir o que é verdadeiro e o que é falso, de distinguir o certo do inventado, de descortinar o que se mantém vigente e o que foi ultrapassado...

Por isso, ainda hoje, as formas de reconhecimento vigentes, apesar de conhecidas por milhões, apesar de repetidamente expostas, continuam a ser úteis e eficazes.

Mas, mesmo que algum profano consiga conhecer os sinais, palavras e toques certos e consiga descobrir quando os utilizar e como o fazer corretamente, ainda assim só logrará, quando muito, enganar alguns maçons durante algum tempo e acabará - porventura mais cedo do que mais tarde - por ser desmascarado como impostor. Porque não basta executar o sinal certo na hora precisa, pela forma correta, nem dizer a palavra adequada, pela forma prescrita, a quem deve ouvi-la, nem dar o toque acertado, no momento asado e sabendo o que se deve passar a seguir. Tudo isso já é suficientemente complicado - mas não basta! Tudo isso, ainda que porventura executado de forma atinada, constitui ainda uma determinada informação: que quem o fez tem um determinado nível de conhecimentos, uma certa postura e compostura, um exigível comportamento, um específico nível de desenvolvimento pessoal, social e espiritual. Ser maçom e ser reconhecido como maçom não é só conhecer e saber executar sinais, palavras e toques. Isso é o que menos importa. É, sobretudo, saber fazer um percurso, utilizar um método, avançar num caminho.

As formas de reconhecimento são apenas sinais exteriores básicos e nem sequer particularmente importantes. Isso também, mas sobretudo muito mais, é que faz com que um maçom seja reconhecido como tal pelos seus Irmãos.

Reservo o segredo dos sinais, palavras e toques que constituem as formas de reconhecimento dos maçons, porque a isso me comprometi. Mas digo e afirmo: podíamos divulgar, publicar, mostrar, explicar, exemplificar, ensinar, filmar e exibir o filme, executar todos os sinais, palavras e toques de reconhecimento; podíamos ensinar a toda a gente como e quando e por que forma utilizar cada um deles. Ainda assim, pouco tempo e apenas uns razoáveis cuidados bastariam para reconhecer quem efetivamente é maçom e quem, ainda que perfeitamente executasse todos os sinais, palavras e toques, não o é!

Porque ser maçom é muito mais do que saber sinais, palavras e toques. Ser reconhecido como tal implica muito mais do que essas minudências, pois não bastam saber sinais, palavras e toques para ser reconhecido maçom. É preciso efetivamente sê-lo e vivê-lo e praticá-lo.

Que nunca ninguém se esqueça disto. Seja profano ou tenha sido iniciado. Especialmente estes!

RESERVA DE DIVULGAÇÃO DE RITUAIS E DE CERIMÓNIAS

Os maçons estruturam o seu trabalho em Loja mediante rituais. A abertura e o encerramento dos trabalhos são sempre executados da mesma forma, a maneira como, durante os trabalhos, cada um fala ou se movimenta em Loja está tipificada, etc.. Os maçons assinalam também diversas situações, individuais ou coletivas, consideradas significativas com Cerimônias meticulosa e ritualmente executadas. Assim sucede com a Iniciação, a Passagem, a Elevação, a Instalação, a Consagração de Loja, etc..

A preservação do segredo sobre os rituais e cerimônias é uma das obrigações dos maçons. Quanto aos rituais, porque são parte integrante da identidade da instituição, que só fazem sentido no âmbito da mesma. A pior coisa que se pode fazer a um conceito, uma informação, uma declaração, é descontextualizá-la. A descontextualização atraiçoa o espírito, o propósito, o aspeto, do conceito, da informação, da declaração. Torna-o, ou pode torná-lo, inentendível. Desvaloriza-o. Quiçá, submete-o a ridículo. No entanto, no seu devido contexto, os rituais maçônicos, não só são entendíveis, como são fonte de estudo e iluminação. Não só têm valor, como são fonte de união. Não só são seriamente tomados e executados, como são fonte de fortalecimento do espírito de grupo e da fraternidade entre os maçons.

Os rituais só fazem plenamente sentido se e quando executados no local e pela forma próprios, por e perante quem está apto a compreendê-los. Expô-los aos olhares profanos seria permitir que juízos turvados pela ignorância, obnubilados pelo preconceito, prejudicados pela distância, extraíssem conclusões erradas, perfunctórias, vãs.

Quanto às cerimônias, acresce ainda um outro motivo para o seu teor e o seu desenrolar ser reservado não apenas aos maçons, mas aos maçons do grau em que são executadas, ou superior. É que é importante preservar o fator surpresa, em relação àquele ou àqueles em benefício de quem cada cerimônia é executada. A Maçonaria destina-se a propiciar um terreno apto para o aperfeiçoamento moral e espiritual dos seus membros. Coloca ensinamentos, princípios, máximas, à disposição destes. Faseadamente. Um pouco de cada vez, para que os ensinamentos, os princípios, possam ser detectados, descobertos e interiorizados pelos interessados. A Maçonaria nada ensina. Apenas possibilita que se aprenda. Mas essa aprendizagem não é efetuada apenas com o recurso à memória e ao elemento racional. Essa aprendizagem, essa melhoria, esse avanço, resulta também da marca deixada em cada um, através da respectiva inteligência emocional e seu desenvolvimento. Daí que as noções obtidas não sejam apenas adquiridas, mas realmente entranhadas. Daí que se dê valor ao tempo, ferramenta indispensável à construção da melhoria de cada um. Todo este processo se desencadeia através da disponibilidade de apreensão de algo que se desconhece. Daí a importância do fator surpresa. Muitas vezes o que se transmite não é novo. Já foi centenas de vezes lido, milhares de vezes visto. Mas nunca foi visto ASSIM, nunca foi contextualizado DESTA forma, nunca tinha sido introduzido COMO tal.

O maçom a quem uma cerimônia é dedicada é sempre o centro da mesma. Para que a viva e não apenas a ela assista. O objetivo é VIVER a cerimônia. Não revivê-la. Por isso a deve desconhecer antes de dela beneficiar. Por isso devem as cerimônias maçônicas permanecer secretas, de conhecimento reservado a quem o deve ter - e só a esses.

Mas há dezenas de versões de rituais publicados. Através dos quais se podem ler o texto de diversas cerimônias. Qual então o interesse de continuar a preservar o sigilo sobre rituais e cerimônias? Duas razões avanço: em primeiro lugar, muito do que está publicado não é já atual. Pode ter semelhanças com o que atualmente se pratica, mas também têm diferenças, algumas significativas. Em segundo lugar, um ritual, uma cerimônia, não é - longe disso! - apenas um texto que se lê ou recita. É muito mais que isso. É movimento, é entoação, é gesto, é interpretação. Muito do que ritualmente é executado não está escrito. É aprendido pela observação, aperfeiçoado com o auxílio dos que antes aprenderam a executar. Por isso é importante o trabalho de aperfeiçoamento ritual de uma Loja. Como um meio. Nunca um fim em si mesmo.

Preservar o segredo quanto a rituais e cerimônias é preservar a essencialidade da cultura maçônica, da sua diferença em relação ao mundo profano. É preservar o método de transmissão e apreensão de conhecimentos. É, enfim, proteger o cerne da Maçonaria.

RESERVA DE DIVULGAÇÃO DO TEOR CONCRETO E ESPECÍFICO DOS TRABALHOS DE QUALQUER REUNIÃO DE LOJA RITUALMENTE REALIZADA

Os maçons comprometem-se finalmente a não divulgar o teor concreto dos trabalhos de uma reunião de Loja, ritualmente realizada. À primeira vista, isto parece excessivo. Sobretudo, se tivermos em conta que, de cada reunião, é elaborada uma ata que, depois de aprovada, é conservada na documentação e no arquivo da Loja. Por essa ata se alcança que assuntos foram tratados na reunião, que deliberações foram tomadas. E uma ata existe para ser consultada - senão, para quê fazê-la? Independentemente da delicadeza dos assuntos tratados, a ata é elaborada e preservada. Eu publiquei no blogue A Partir Pedra um documento histórico, uma ata que registrou os trabalhos da sessão de 18 de setembro de 1835 da Loja brasileira Filantropia e Liberdade. Essa ata registrou nada mais, nada menos, do que a preparação e planificação de um movimento revolucionário, a Revolução Farroupilha!

Por que então guardar sigilo sobre os sucessos de uma reunião, ao mesmo tempo em que se registra, e se guarda escrupulosamente esse registro, o que se passou, elaborando-se uma ata formal? Se é certo que o acervo documental constituído pelas atas das reuniões das Lojas maçônicas pode constituir - e constitui! - precioso material de investigação histórica, nem sequer é esse o principal objetivo do registro em ata. Como referi, uma ata serve para ser consultada. Cem anos depois ou dois dias depois...

Esta aparente incongruência esclarece-se se tivermos a noção de que uma Loja maçônica é uma organização - que deve rejeitar os seus eventos e deliberações mediante atas, até em obediência às leis civis e em cumprimento dos bons costumes sociais -, mas uma organização com uma característica bem distintiva: é uma fraternidade. Enquanto fraternidade, cultiva e desenvolve especialmente as relações de confiança mútua entre os seus elementos, em estrito espírito de igualdade, sem prejuízo dos graus e qualidades de cada um e dos particulares deveres e meios que cada grau ou qualidade confira a quem os detém.

Enquanto organização, uma Loja maçônica cumpre as regras civis e, portanto registra quem esteve em cada reunião, o que se tratou nela, o que ficou decidido. E guarda e preserva esse registro, que, a qualquer momento, pode ser necessário nos mesmos termos em que qualquer ata de qualquer reunião de qualquer associação ou sociedade pode ser necessária.

Enquanto grupo fraternal, procura-se que cada elemento se sinta, no interior do grupo, completa e absolutamente livre de expressar as suas idéias, opiniões, projetos, preocupações, sem constrangimentos de qualquer espécie. O espaço de uma Loja em reunião ritual é um espaço em que todos e cada um podem baixar completamente as suas defesas e guardas, em que não necessitam de manter a sua "máscara social", em que todos e cada um podem ser e comportar-se e aparecer como realmente todos e cada um são, com suas forças e fraquezas, virtudes e defeitos. Porque, neste espaço, todos e cada um sabem que devem aos demais a mesma tolerância que dos demais recebem. Porque todos e cada um sabem que todas as opiniões, idéias, contribuições, são analisadas e consideradas pelo seu valor intrínseco, sem argumentos ad hominem, sem acrescentar ou retirar valia à opinião expressa em função de quem a expressa.

Enquanto grupo fraternal, cultiva-se a absoluta confiança mútua, a cooperação, o auxílio a todos na medida das possibilidades de cada um. Procura-se criar um laço forte e duradouro entre todos. Que por isso se consideram Irmãos. Ao criar-se um laço desta natureza, está-se a criar um espaço onde a crítica é aceite, porque a aceitação existe ainda que haja lugar a crítica. Preserva-se um espaço de cumplicidade imensa, em que cada um está à vontade junto dos demais, porque confia nos demais como nele mesmo.

Num espaço assim, de Fraternidade, pode desabrochar sem peias a Liberdade. A Liberdade de opinar, de arriscar testar uma idéia, sem medo de que ela seja apoucada por disparatada. Se o for, assim será considerada. Mas isso não diminui quem a teve. Porque se sabe que ela só foi expressa porque se estava à vontade e porque é em espaços assim que livremente se pode testar a real valia de idéias, opiniões, propósitos. E aperfeiçoar. E limar arestas. E - quantas vezes! - transformar uma balbuciante e hesitante idéia num projeto sólido e com mérito, através do contributo de todos. Um espaço assim é potencialmente um espaço de criatividade e cooperação sem paralelo - porque ninguém teme o juízo, ou a troça, ou o apoucamento, dos demais. Porque todos sabem que ninguém tem só excelentes idéias, que só expondo todas - as péssimas, as sofríveis, as regulares, as boazinhas, enfim, todas - é possível peneirar delas as que têm efetiva valia. Porque todos sabem que um bom projeto só raramente é produto do valor de apenas um qualquer iluminado, antes resulta da concatenação de idéias, que se acumulam e organizam e dão forma, muitas vezes diferente no final do que fora o lampejo inicial.

Num espaço assim não se tem medo de ser ridicularizado, apoucado, magoado. Mesmo que se use o direito ao disparate. Num espaço assim, sabe-se que o juízo sobre o valor de cada um não depende de uma excelente ou uma péssima idéia, antes resulta do Todo que cada um é e que os demais vão conhecendo, cuja evolução vão constatando.

Um espaço assim é um espaço de intimidade intelectual sem paralelo. E só subsiste porque blindado numa confiança mútua absoluta. O que se diz ali, fica ali. Seja a idéia do século, seja o mais profundo disparate. Quer uma, quer outro, são ali vistos na correta perspectiva, de procura de contribuição para a melhor decisão do grupo, de experimentação, de sugestão, sem reservas, sem cuidados, sem temores de ridículo ou de crítica.

Um espaço assim propicia a mais livre da Livre Expressão do Pensamento. Porque livre da necessidade da pior das censuras, a autocensura. Um espaço assim, baseado na confiança, na Fraternidade, só pode subsistir se todos e cada um souberem que o à vontade em que se expressam não é traído por juízos exteriores feitos por quem, descontextualizando o paradigma em que as idéias são expostas, possa vir a apoucar a idéia, o pensamento, a opinião.

É para preservar esse espaço intimista de Liberdade que se preserva o que de concreto se passa numa reunião maçônica. Porque fora julga-se segundo os critérios de fora, não se atendendo às condições que se criam para que todas as contribuições sejam bem-vindas. É preciso garantir que todos e cada um possam, no decorrer de uma reunião ritual de Loja, expressar sem quaisquer constrangimentos, de qualquer natureza, as suas idéias e convicções e opiniões. Para que essa Liberdade absoluta exista, mister é que todos e cada um saibam que o que se passa em Loja fica em Loja. E portanto, cada um guarda cuidadosamente para si o que em Loja se passou. Quem quiser saber e tenha o direito a saber... Consulte a ata!

O SEGREDO MAÇÓNICO ESOTÉRICO: O VERDADEIRO SEGREDO MAÇÓNICO

Na minha opinião, já hoje aqui o disse, o verdadeiro segredo maçônico vai muito além da discrição sobre identidades, modos de reconhecimento, rituais, cerimônias e trabalhos efetuados. Na minha opinião, o verdadeiro segredo maçônico, o que importa, o que releva, existe, não porque os maçons o queiram preservar, mas porque não o conseguem revelar. Porque é insuscetível de plena transmissão.

O verdadeiro segredo maçônico, aquilo a que muitos chamam de Palavra Sagrada ou, muito simplesmente, de Luz, é aquilo que o maçom aprende através do contacto com seus Irmãos, do convívio e busca de entendimento dos elementos simbólicos que a maçonaria profusamente coloca à disposição dos seus elementos, do método de análise, de trabalho, de esforço, de meditação, de extenuada conquista, passo a passo, degrau a degrau, patamar a patamar, sobre si próprio, a pulso desbastando suas imperfeições, despojando-se do interesse sobre toda a ganga material que obnubila os nossos espíritos, indo-se cada vez mais longe em épica viagem, com começo e fim no fundo de si mesmo e aí descobrindo a resposta que procura.

Esta busca, esta viagem, esta procura, tem um começo e um fim, mas nem um nem outro serão porventura os esperados. O começo será sempre depois do meio dia, a hora a que os maçons iniciam os seus trabalhos, quando cada um está efetivamente apto a começar a trilhar o caminho sem marcos, bordas ou fronteiras, que conduzirá não sabe onde. O fim, esse, tem hora marcada, aquela em que os maçons pousam as suas ferramentas, a meia noite. Como em muito do que tem valor, tão importante é o resultado como o trabalho para o obter, tão atraente é o destino, como o caminho que a ele conduz. E muito raramente o caminho mais curto entre o ponto de partida e o de chegada será uma reta...

Em bom rigor, duvido mesmo que haja apenas um verdadeiro segredo maçônico, um único segredo esotérico. Nesta altura do meu entendimento, propendo a considerar que cada maçom atinge a sua própria Luz - a deste com mais brilho, a daquele mais baça, a daqueloutro, qual bruxuleante chama de longínqua vela, mal se vendo -, cada maçom encontra e resgata a sua própria e individual Palavra Perdida - a de um bela e cristalina, a de outro sonora e estentória, a de um terceiro suave e quase inaudível murmúrio.

Cada um encontra o que procura e o que trabalha e se esforça por encontrar. Cada um encontra Segredos, Luzes, Palavras, diferentes ao longo da sua busca. Porque esta nunca termina. Cada resposta encontrada dá origem a novas perguntas, nascidas de mais lúcida compreensão, em perpétua evolução e aprofundamento de compreensão. É por isso que tenho para mim que eu não posso, não consigo, não sei, partilhar a minha Palavra, com mais ninguém, nem sequer com o meu mais chegado Irmão. Não só porque não consigo descrevê-la em toda a sua extensão e complexidade, como porque o mero enunciar do ponto do caminho em que me encontro me abre novos horizontes de busca, para lá dos quais nem sequer sei se não terei de pôr em causa e de reformular tudo ou parte do que me levou a percorrer esse preciso caminho, quer ainda porque cada viagem, mesmo a do meu mais mais chegado Irmão, seguiu rumos diversos dos meus, levando a linguagens distintas, a conceitos diferentes, a complexas variantes.

Cada um, em cada momento, encontra diferente Palavra, vê diversa Luz, preserva variado Segredo, porque cada um viaja para destinos diferentes: cada um viaja até ao fundo de si mesmo e cada um é todo um Universo diferente do parceiro do lado.

Nessa viagem, nesse trabalho, nessa busca, cada um procura coisa diversa. Eu só posso definir o que neste momento busco. Já me reconciliei - há muito! - com a finitude da vida neste plano de existência, já abandonei, por estulta e estéril, a busca do imenso porquê, a mim nunca me interessou particularmente interrogar-me sobre o cósmico como. Por agora, desde há muito e não sei até quando, concentro-me na busca do sentido da Vida e da Criação. Tenho uma idéia rude e imprecisa desse sentido. Busco o melhor ângulo para obter mais Luz. Espero que consiga obter o Brilho suficiente para, através do sentido da Criação, entrever o Criador... E tudo isto eu - neste momento - busco, em fantástica viagem, sem outro veículo que não eu próprio, não consumindo outro combustível senão tudo aquilo de que me interiormente despojo, sem outro destino e caminho senão o fundo de mim mesmo. Porque é o conhecimento de mim mesmo, em todas as complexas vertentes que condicionam o meu Eu, que me habilitará a conhecer o Outro, o Mundo e quem o criou e por que e para quê e como. Eu sou a pergunta, a pergunta sem resposta, a pergunta buscando a resposta e, simultaneamente, a resposta contida na própria pergunta, que me levará a nova pergunta, que gerará nova resposta, em contínuo alargar de horizontes, que espero me permita entrever o que está para além do horizonte e contém todos os horizontes...

Confuso, não é? Pois é! Eu bem avisei que o segredo maçônico esotérico é aquele que existe porque não se consegue transmitir...

Rui Bandeira - Mestre Maçom

Lido em sessão no grau de Aprendiz da R:. L:. Mestre Affonso Domingues, n.º 5, em 13 de abril de 6011, E:. M:..



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A Maçonaria e o Cristianismo


A Maçonaria e o Cristianismo



ESTATUTOS

Em 1723 foi publicado o primeiro estatuto da novel organização (A Grande Loja de Londres) conhecido mundialmente como "Constituições de Anderson", por ter sido compilada e redigida pelo Rev. Presbiteriano James Anderson (1680-1739). Outros dizem ser as "Constituições" obra. de seu prefaciador, o Rev. Anglicano João Teófilo Desaguliers (1683 - 1744) de família huguenote francesa que emigrou para a Inglaterra após a revogação do Édito de Nantes.

INFLUÊNCIA PROTESTANTE

É inegável que a Maçonaria Moderna foi organizada sob influencia protestante. Os redatores do primeiro Estatuto (Anderson e Desaguliers) por suas crenças, não poderiam deixar de introduzir princípios evangélicos na nova organização, principalmente devido ao fim a que ela se destinava. Provavelmente devido a tais princípios, a Maçonaria se desenvolveu muito nos países onde predominava a influencia protestante (Inglaterra. Alemanha e América do Norte), propagando-se depois para o resto do mundo.*

A MAÇONARIA E OS BATISTAS NO BRASIL

Os emigrados dos EUA que se estabeleceram em Santa Bárbara em São Paulo fundaram em 10/09/1871 a Igreja Batista em Santa Bárbara (4. pg. 230), a primeira Igreja Batista estabelecida em solo brasileiro (Pr. Richard Ratcliff), fundaram também em 1874 a Loja Maçônica "George Washington" (4, pg. 44), onde se encontravam cerca de oito batistas sendo que pelo menos cinco deles foram também fundadores da Primeira Igreja, entre eles estava o Pr. Robert Porter Thomas .

O Pr. Thomas foi interino por diversas oportunidades tanto na Primeira Igreja quanto na Igreja da Estação (2a), fundada em 02/11/1879 (Pr. Elias Hoton Quillin). O pastorado interino do Pr. Thomas nas duas Igrejas somou cerca de 25 anos de profícuo trabalho, sendo o que mais tempo pastoreou tais Igrejas.

Em 12/07/1880, a pedido da Igreja da Estação, foi formado um Concílio reunindo as duas Igrejas, para Recepção e Consagração ao Ministério do Irmão Antônio Teixeira de Albuquerque, tendo sido batizado pelo Pr. Thomas. Foi moderador do Concílio que se realizou no salão da Loja Maçônica, o Pr. Ouillin, conforme se descreve na carta subscrita pelo moderador e pelo secretário do Concílio (4, pg. 249 - tradução e pg. 407 fac-símile do original) ao Foreign Mission Board of fhe Soufhern Baptist Convention (Richmond, VA., U. S.A. ).

Destaco o fato curioso de que o Primeiro Pastor Batista Brasileiro, além de ter sido batizado por um Pastor que era Maçom foi ainda consagrado ao Ministério da Palavra no salão da Loja Maçônica.

É importante recordar que a Igreja em Santa Bárbara era uma igreja missionária. Foi ela que insistiu e conseguiu, que a "Junta de Richmond" nomeasse missionários para o Brasil, estabelecendo-se então em Sta. Bárbara a "Missão Batista no Brasil". O primeiro missionário foi o Pr. Ouillin (1878), com sustento próprio. Seguiram-se, sustentados pela "Junta": Bagby (1880), Taylor (1882), Soper (1885), Putheff (1885) e outros sendo que Bagby, Soper e Putheff foram pastores da Igreja em Sta. Bárbara, que tinha entre seus membros, um expressivo grupo de maçons

Em 1921, Salomão Luiz Ginsburg, Missionário da Junta de Missões Estrangeiras de Richmond, publicou o seu livro "Um Judeu Errante no Brasil ", sua autobiografia. Encontra-se em algumas partes de seu relato a descrição de sua condição de Maçom (5, pg. 82 e 83 ).**

Da imensa obra de Ginsburg desejo destacar poucos tópicos. Foi Ginsburg o editor do primeiro Cantor Cristão (16 hinos) em 1891 e na edição atual do referido Cantor ele aparece como Autor ou Tradutor de 102 hinos. Destaco ainda, conforme nos informa o Pr. Ebenezer Soares Ferreira (veja O Jornal Batista nº 30 de 24/07/94), Ginsburg foi o fundador, na cidade de São Fidélis no Estado do Rio de Janeiro, da Loja Maçônica Auxílio à Virtude (02/07/1894) e da "Egreja DE CHRISTO, CHAMADA BATISTA" (27/07/1894). que foi a primeira Igreja Batista em São Fidélis Segundo o mesmo autor (9, pg. 64), o primeiro Templo Batista construído no Brasil, foi o da Primeira Igreja Batista de Campos, edificado sob o pastorado de Salomão Ginsburg e com a colaboração financeira dos Maçons.

O Pastor José de Souza Marques, que foi Presidente da Convenção Batista Carioca e da Convenção Batista Brasileira, tendo em 1940, na Convenção da Bahia, organizado a Aliança dos Pastores Batistas Brasileiros, que mais tarde tomou o nome de Ordem dos Ministros Batistas do Brasil, permanecendo em sua Presidência até 1962, cujo fruto todos conhecem, exerceu cargos importantes na administração maçônica, tendo sido inclusive presidente, por muito tempo, do Supremo Tribunal de Justiça Maçônica. Ainda hoje, a única foto existente no Salão do Conselho do Palácio Maçônico do Lavradio, é a do Pr. Souza Marques. No mesmo Palácio, a sala de Tribunal de Justiça tem o nome de José de Souza Marques. Foi também Membro Efetivo do Supremo Conselho do Brasil para o Rito Escocês Antigo e Aceito, encontrando-se em sua sede em exposição, um retrato pintado a óleo do Pastor Souza Marques.

Inúmeros outros Homens de Fé, verdadeiros cristãos, inclusive batistas de relevância na Denominação, têm sido maçons sem encontrar incompatibilidades entre a Fé Cristã e a prática Maçônica. ***

OS ADVERSÁRIOS DA MAÇONARIA

Existem pessoas que têm razões para se oporem à Maçonaria. Todos os que defendem princípios contrários aos princípios maçônicos são adversários da maçonaria. Entre tais destacamos: Os Papas da Igreja Romana, os sectários contrários ao livre arbítrio, os totalitários (nazistas, comunistas, membros da TFP e outros); os fanáticos e muitos outros.

A perseguição aos Maçons, devido aos princípios que defendem, é antiga. O primeiro documento encontrado combatendo a Maçonaria é uma Capitular de Carlos Magno do ano de 779, proibindo a reunião de Guíldas. As autoridades laicas alegavam que os associados se reuniam em banquetes periódicos a fim de se entregarem ao vício da embriaguez, e as autoridades eclesiásticas afirmavam que a perseguição que moviam contra as Guildas era por causa do juramento. Diziam-se preocupadas pela salvação da alma do jurador no caso dele perjurar-se. Na realidade, tentavam com semelhantes pretextos especiosos, impedir o funcionamento das Gui1das temidas politicamente (8, pg. 46).

A perseguição dos Papas da Igreja Romana contra a Maçonaria começou pela edição da Bula "II Eminenti" (6, pg. 379) em 28 de abril de 1738, por Clemente XII e até 1907 seguiram-se mais 25 documentos entre "Bulas", "Encíclicas" e outros, de ataque à Maçonaria.

Em 18/05/1751, o papa Bento XIV publicou a Bula "Providas" (6, pg. 381), onde, referindo-se à "II Eminenti", declarou: "Finalmente, entre as causas mais graves das supraditas proibições e ordenações enunciadas na constituição acima inserida a primeira é: Que nas sociedades e assembléias secretas, estão filiados indistintamente homens de todos os credos; daí ser evidente a resultante de um.grande perigo para a pureza da religião Católica."

Seguem-se mais cinco causas; proclamando-se contra a obrigação do segredo, a forma de compromisso, a liberdade de reunião e outras. Conclama os Bispos, Superiores, Prelados e Ordinários, a não deixarem de solicitar o poder secular, para a execução das referidas regras.

Foi assim decretada a "Inquisição" contra os Maçons, pela oposição papal à Instituição, com as conseqüências que a história amplamente registra. Outros cristãos têm se manifestado contra a Maçonaria; os Neopentecostais, os Fundamentalistas modernos os Cismáticos e outros.****

É interessante notar que as causas de oposição dos modernos adversários dos maçons são muito antigas, são as mesmas utilizadas pelos papas na antiguidade.

Entre os cismáticos devemos destacar o Ex. Ministro presbiteriano Eduardo Carlos Pereira, que no início do século, com a oposição aos Maçons dentro da Igreja Presbiteriana, conseguiu separar-se com seus seguidores estabelecendo a Igreja Presbiteriana Independente. O tema tem sido tratado em muitas Igrejas, sempre visando provar que a Maçonaria é Seita ou Religião, para poderem assim combatê-la com facilidade no meio Cristão. O maçom Rev. Presbiteriano Jorge Buarque Lyra, respondeu à altura as questões postas por Eduardo Pereira".

NOTAS

* Bruno de Bonis é cristão evangélico, diácono da Igreja Batista do Méier, no Rio de Janeiro, membro ativo da Loja Maçônica Trabalho e Liberdade n° 1391, filiada ao Grande Oriente Estadual do Rio de Janeiro (GOB).

** Salomão Luiz Ginsburg fundou, em 1902, o Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, o qual, no próximo ano estará comemorando o seu Centenário, inclusive com a realização da Assembléia Anual da Convenção Batista Brasileira nesta Cidade do Recife como parte da efeméride. Salomão Ginsburg toi membro da "Duke de Clarence Lodge°, na Cidade de Salvador, da , Restauração Pernambucana, em Recife e, na jurisdição da Grande Loja Maçônica do Estado do Espírito Santo é patrono da Loja nº 3 - Loja Salomão Ginsburg.

*** David Mein, reitor do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, durante quarenta anos, Pastor da Igreja Batista do Cordeiro (segunda Igreja Batista fundada na Capital), Presidente da Convenção Batista Brasileira em várias oportunidades, foi maçom atuante, membro da Loja Cavaleiros da Cruz.

**** A obra "Antimaçonaria e os Movimentos Fundamentalistas do Fim do Século XX". de autoria de Descartes de Souza Teixeira, cristão batista, maçom ativo, membro da Grande Loja Maçônica de São Paulo, traça um perfil detalhado dos movimentos antimaçônicos entres os evangélicos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

1 - Aslan, Nicola, A Maçonaria Operativa, Editora Aurora Ltda, Rio de Janeiro (RJ), 1979.

2 - Constituições dos Franco-Maçons de 1723 (As), Reprodução do original e tradução de João Nery Guimarães, Editora A Fraternidade, São Paulo (SP), 1982.

3 - Autores Diversos, O Cantor Cristão, JUERP, Rio de Janeiro (RJ), 1971,4a. edição com música.

4 - Oliveira, Betty Antunes de, Centelha em Restolho Seco, Edição da Autora, Rio de Janeiro (RJ), 1985.

5 - Ginsburg, Salomão Luiz, Um Judeu Errante no Brasil, Casa Publicadora Batista, Rio de Janeiro (RJ), 1970, 2a. edição.

6 - Aslan, Nicola, A História da Maçonaria, Editora Espiritualista Ltda, Rio de Janeiro (Rl), 1959.

7 - Ferreira, Ebenezer Soares, História dos Batistas Fluminenses , Rio de Janeiro (RJ), Edição do Autor, s.d

8 - Aslan, Nicola, Histórica Geral da Maçonaria - Período Opera ivo, Gráfica e Fditora Aurora Ltda, Rio de Janeiro (RJ), 1979.

9 - Reimer, Haroldo, Maçonaria - A resposta a uma carta. Edições Cristãs, Ourinhos (SP)- s.d.

10 - Pereira, Carlos Eduardo, A Maçonaria e a Igreja Cristã, Livraria Independente Editora, São Paulo (SP), 1945, 3a edição.

11- Lyra,.Jorge Buarque, A Maçonaria e o Cristianismo, Editora Espiritualista Ltda, Rio de Janeiro(RJ), 1971, 4a edição.

12 - Prober, Kurt, A História do Supremo Conselho do Grau 33 o Brasil, Livraria Kosmos Editora, Rio de Janeiro (RJ), 1 981.

13 - Pereira, I. Reis, A História dos Batistas no Brasil, JUERP, Rio de Janeiro (RJ), 1982.



Fonte: Loja Maçônica - Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso do Sul



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

V.I.T.R.I.O.L.


V.I.T.R.I.O.L. (Visita Interiora Terrae, Retificandoque, Invenies Occultum Lapidem), que significa: “Visita o interior da terra e, retificando, encontrarás a Pedra Oculta .

A palavra VITRIOL não só simboliza a constante busca do homem para melhorar a si mesmo, polindo a “pedra bruta” da personalidade humana (o seu ego-inferior) para que um dia brilhe a sua Individualidade (o Eu Superior) que surge como um diamante diáfamo pela limpeza da alma ou pureza em seu coração


O GALO
O galo representa o Mercúrio, principio da Inteligência e da Sabedoria. Essa ave é, também, um símbolo de Pureza.
O Galo é um gerador da esperança, o anunciador da ressurreição, pois seu canto marca a hora sagrada do alvorecer, ou seja, a do triunfo da Luz sobre as Trevas. A sua presença na Câmara de Reflexões simboliza o alvorecer de uma nova existência, visto que o iniciante vai morrer para a vida profana e renascer para a vida maçônica, sendo ele o signo esotérico da Luz que o Profano vai receber.
Também simboliza a Vigilância que o iniciado deve manter relativamente ao papel que desempenha na sociedade. Também simbolizado por forças adormecidas que a Iniciação pretende realizar, esotericamente simbolizado pela “força moral”, indestrutível, guiando os passos do Maçom dentro e fora do Templo.

O MERCÚRIO Representado pelo Galo, é um símbolo não apenas de Vigilância e Coragem, como também de Pureza. Princípio fêmea, na alquimia, é considerado Hermeticamente como o princípio da Inteligência e Sabedoria.

A BANDEIROLA
Colocada por baixo do Galo traz inscritas as palavras Vigilância e Perseverança. Consideradas do ponto de vista etimológico, essas palavras podem significar “vigiar severamente”. Indicam ao Futuro Maçom que deve, a partir daquele momento, prestar toda a atenção e investigar os vários sentidos que podem oferecer os símbolos, os quais, só conseguirá entender completamente através de uma paciente Perseverança. Assim como o dever moral, que o Maçom deve colocar em prática dedicando-se a uma Vigilância constante. É também a difícil tarefa de desbastar a Pedra Bruta que só alcança algum sucesso, quando realizada com a mais firme Perseverança.

O CRÂNIO
A presença de um Crânio pode despertar no profano alguns pensamentos, através dos quais ele poderá imaginar a representação, pela caixa óssea, da inteligência e Sabedoria, da qual ela é símbolo. A Sabedoria é tão importante para o nosso cotidiano como o conjunto de nossa existência e para as grandes decisões. Pode ser vista como a Razão governando a prática pela teoria.
Assim como na Câmara, os ossos são um mero complemento do Crânio como símbolos da Morte.

A AMPULHETA
Como é um instrumento para medir o tempo, é considerado na Maçonaria, um símbolo que mostra, pelo escoamento da areia, o rápido transcorrer do tempo, e recorda ao profano a brevidade da existência humana, aonde têm um significado esotérico com diversas interpretações.
O tempo passa e voa, e a vida sobre a terra é semelhante ao cair da areia. Por isso é preciso saber aproveitá-la em coisas úteis e proveitosas para si próprio e também para a humanidade. Pois uma vida dedicada ao acumulo de riquezas e ao gozo dos prazeres sensuais não contribui para a felicidade de ninguém, é uma vida desperdiçada. O iniciante deve lembrar que as pequenas porções do tempo juntam-se umas as outras e terminam no seio da Eternidade.

A FOICE
Símbolo muitas vezes não utilizado, mas que representa o símbolo da destruição e da morte, que em dado momento perturba a vida de qualquer pessoa, sem distinção de classe social. Pode ser interpretada como também, um símbolo do tempo, mostrando-nos a curta duração de nossa existência terrena e despertando-nos o medo.



O SAL seu simbolo é um circulo atravessado por uma diagonal horizontal
É o símbolo da mão estendida, representando a hospitalidade. Os antigos Greco-Romanos o simbolizavam pela amizade, finura e limpeza da alma e da alegria. Seria como se fosse algum dizer de boas vindas ao iniciante, mostrando-lhe que ele será acolhido alegremente, com todo o coração, e que ele há de se sentir em “sua casa”. Assim, o profano, com o espirito livre, se entregará inteiramente à conquista das verdades prometidas.



ENXOFRE seu simbolo é um triângulo com vértice para cima e uma pequena cruz grega embaixo

.É considerado o princípio macho, na alquimia. É o símbolo do espírito e por isso simboliza o ardor.
“ A pedra Filosofal é um Sal perfeitamente purificado, que coagula o Mercúrio afim de fixá-lo em um Enxofre extremamente ativo. Esta fórmula sintética resume a Grande Obra em três Operações que são: a purificação do Sal, a coagulação do Mercúrio e a fixação do Enxofre”. (In “O Simbolismo Hermético” de Oswald Wirth)



Colaboração de
Gustavo Velasquez Santos m\m\
União Araguarina 0924 GOB-REAA
Oriente de Araguari MG
Mens In Corpore Tantum Molem Regit



quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Maçonaria – Grande Instituição Social




Maçonaria – Grande Instituição Social

“O benevolente propósito da Instituição Maçônica é de alargar a esfera da felicidade social e de promover a felicidade da raça humana” (Washington).

Fraternidade – A Maçonaria se preocupa com a elevação da humanidade a um estado de vida feliz, onde o amor fraternal ligue todos os seres humanos esparsos sobre a superfície da terra. Deixando de lado, agora, as artificiais distinções de posição e riqueza que são, contudo, necessárias no mundo o progresso normal da sociedade, os seus membros reúnem-se em suas Lojas sobre um comum nível de Fraternidade e Igualdade. O relacionamento entre Irmãos deve guardar o sentimento de Fraternidade.

Somente as virtudes e os talentos constituem títulos e merecem ocupar lugar mais elevado, sendo o grande objetivo de todos verem quem pode trabalhar e agradar mais.

A sua amizade e fraternal afeição são inculcados ativamente e assiduamente cultivados, e, sendo estabelecido este grande vínculo místico, distingue de maneira peculiar a sociedade.

Caridade - A Caridade é um dos primeiros deveres do Maçom, consignado nos mais antigos usos e costumes da Ordem. Desta forma, todas as Obediências maçônicas possuem serviços de assistência, seja sob forma de simples auxílio mútuo, seja através de fundações e manutenção de hospitais, creches, dispensários, orfanatos, etc., sendo em algumas delas grandemente desenvolvidos. Como em todas as reuniões entre Maçons deve correr o Tronco de Solidariedade, ou Beneficência, há em todas as Oficinas um Oficial encarregado de fazê-lo circular, o Hospitaleiro.

Como uma das virtudes teólogos, a Caridade é recomendada e ensinada em quase todas as práticas e símbolos da Maçonaria.

A Caridade é também uma das três bases ou colunas da Maçonaria, devendo resultar do êxito de todo trabalho empreendido com fé e prosseguido com esperança. Todos os rituais encarecem o valor da prática da caridade, pois, como dizia S. Paulo (I Cor. XII, 13), ela é superior às outras duas virtudes.

Considerando que a prática da Caridade predispõe a alma para o Bem, e conseqüentemente para a perfeição moral do homem, a Maçonaria a incluiu entre os seus postulados. Deve ser esclarecido, no entanto, que a caridade maçônica não se exerce por meio de esmolas.

Os nossos antepassados, há séculos, reuniram-se sob ritos antigos, não para exercer a caridade, mas para procurar a Verdadeira Luz... A caridade é uma conseqüência das nossas doutrinas, e não a finalidade das nossas reuniões.

Solidariedade maçônica - é o amor em crescimento íntimo, preparando-nos para a verdadeira fraternidade, impulsionando-nos a outros objetivos de ação perante a vida. É despertar para o bem, consciencializando-nos interiormente para as diretrizes novas. Ajudar é exercício de apoio legítimo. Não só beneficia, mas, acima de tudo, desenvolve o sentimento de solidariedade, ampliando o amor, a fraternidade. O exercício desse sentimento engrandece e desenvolvem as possibilidades de crescimento interior, direccionando-o para a verdadeira solidariedade, preconizada pelo Mestre dos Mestres, do “amai-vos uns aos outros”, que devemos alcançar em nossas experiências sucessivas de progresso interior.

Nada mais angustiante que sentir a impossibilidade de socorrer as necessidades de um Irmão desprovido de meios de sobrevivência.

É com tacto e discrição que devemos ajudar os nossos Irmãos. Têm eles direito à nossa proteção, uma vez que aos que faltam do necessário são os credores dos que gozam do supérfluo. A beneficência é, pois, uma simples justiça. Deve ser realizada como um dever de solidariedade, sem nunca fornecer pretexto a atos de ostentação ou de vaidade, fontes de orgulho para aquele que dá e humilhação para quem recebe.

Todos podem ser úteis uns aos outros. Cada um tem necessidade de todos, e quem se recusar a socorrer o seu semelhante, está se excluindo, por este fato, da comunhão dos Iniciados.

Embora a Maçonaria não seja de nenhum modo uma sociedade de beneficência nem de socorros mútuos, como muitos erradamente pensam, o espírito de solidariedade não obstante, não está alheio ao Maçom; deve, ao contrário, fazer parte de sua própria natureza e condição de Maçon.

Podemos, assim, por exemplo, observar perfeitamente o caso típico do Aprendiz que, sofrendo a influência das prescrições de sua vida profana, considera ainda a palavra “solidariedade” como sinônimo demagógico de “caridade”. Ele a pratica por superstição, sem alegria, mas no sentido de assegurar-se a benevolência daquele que o julgará, no momento de sua morte. Com os ensinamentos maçônicos não demorará em admitir que a solidariedade não é outra coisa senão o prolongamento, no plano moral, da interdependência econômica e social dos homens que vivem em sociedade.

Há obrigações devidas por todo Maçom aos seus irmãos, que assim podemos resumir: assistir um irmão em sua aflição ajudá-lo em suas virtuosas empresas; fazer votos para o seu bem-estar; conservar os seus segredos; e defender a sua reputação tanto na sua ausência como na sua presença.

Servir é a nossa melhor maneira de caminhar. O trabalho dignifica, engrandece e, acima de tudo, nos torna úteis. Quer seja servil, intelectual ou sentimental, guardemos sempre o objetivo puro de concorrer para o bem. Cabe-nos o dever de crescer em amor, sabedoria, enriquecendo os sentimentos, multiplicando potencialidades. Em linguagem mais extensa:

Quando as necessidades de um irmão solicitarem o nosso auxílio estaremos sempre prontos para prestar-lhe tal assistência, para salvá-lo da ruína, enquanto não for prejudicial a nós ou às nossas relações, se o acharmos merecedor disso.

A indolência não será causa de nossas hesitações, nem de nossas indignações e não nos farão desviar; mas esquecendo qualquer consideração egoísta, seremos sempre prontos para servir, socorrer e sermos benevolentes para um companheiro em aflição, e mais particularmente a um irmão Maçom.

Quando fizermos votos ao Deus Todo-Poderoso para o bem-estar de um Irmão, o lembraremos como se fosse nós próprios; como as vozes das crianças e dos inocentes sobem para o Trono da Graça, assim com certeza as súplicas de um coração fervoroso elevam-se até as mansões da bênção, tanto quanto as nossas preces são certamente necessárias aos outros.

Guardaremos como se fosse nosso o segredo de um irmão a nós confiado como tal; como se traindo esta confiança poderíamos fazer-lhe o maior dano que seria capaz de sofrer nesta vida mortal; não somente isto, mas seria semelhante à vilania de um assassino, que se embosca na escuridão a fim de apunhalar o seu adversário, quando desarmado e não estando preparado para enfrentar um inimigo.

Suportaremos o temperamento de um irmão em sua ausência como o faríamos em sua presença; se estiver em nosso poder, não o insultaríamos injustamente, nem permitiríamos que outros o fizessem.

Para muitos Irmãos que não distinguem a diferença entre Caridade e Solidariedade, basta dizer que a caridade é um favor que se presta, ao passo que a solidariedade é uma obrigação. A finalidade das Lojas Maçônicas, de um lado, é facilitar a procura da Verdade e, do outro, é ensinar o desbaste de Pedra Bruta (necessidade de esquadrejamento); mas não somente aos Aprendizes.

O que há de menos difícil é de contribuir materialmente para o alívio dos infortúnios que podem ser socorridos. As Confrarias do trabalho, desde os tempos mais remotos impuseram aos seus adeptos a obrigação de assegurar a existência das viúvas e dos órfãos de sua Congregação. O ancião impotente tampouco era abandonado; recebia cuidados convenientes e sabia que funerais decentes lhes seriam reservados. Os Maçons modernos não quiseram se subtrair a estes tradicionais e sagrados encargos; assim toda a Loja tem seu tronco de beneficência.

Valdemar Sansão – M:. M:.



terça-feira, 30 de agosto de 2011

Mario Behring - Desprezou os aplausos e as falsas pompas, ficou com Verdade.



Mario Behring











Mario Behring



Ao tentarmos dizer alguma coisa sobre a figura exponencial de MÁRIO BEHRING, fazemos com o maior respeito e admiração. Entendemos que nunca devemos negar os justos aplausos aos que, conscientes da verdade dos fatos e do direito, dispõem-se a colocar sobre os próprios ombros, o julgamento da história.


Já temos aprendido, sobejamente, que errar é humano; permanecer no erro é obstinação.

Os adversários do nosso Ilustre Irmão MÁRIO BEHRING, costumam apontar-lhe erros e omissões com o fim precípuo de desmerecer o seu caráter ou ofuscar o brilho de suas idéias e o ímpeto de sua coragem.

Certamente, não é fácil lutar contra os “poderosos”, mas não é difícil, estamos convencidos, usar o bom senso para bem esclarecer os que na defesa dos próprios interesses ou de grupos, preferem perpetuar-se desfilando, propositadamente, nos caminhos perigosos da incerteza e da insegurança.

Mário Behring ou Mário Marinho de Carvalho Behring, engenheiro, jornalista e maçom brasileiro. Nasceu em Ponte Nova, Minas Gerais em 27 de janeiro de 1876. Faleceu, em 14 de junho de 1933, com 57 anos de idade. Fundador das Grandes Lojas Estaduais Brasileiras.

Mário Behring, no alvorecer de sua maioridade, isto é, aos 22 anos, transpôs o pórtico da Loja Maçônica “UNIÃO COSMOPOLITA”, lá mesmo em Minas Gerais, onde, mais tarde, sem muito se demorar, veio a empunhar o Primeiro Malhete de sua Oficina.

Ponderado em suas palavras, porém desassombrado em suas atitudes MÁRIO BEHRING, conforme a filosofia dos seus tempos, logo iniciou uma luta sem quartel em favor da liberdade de pensamento e contra os radicalismos de todas as espécies, principalmente, o religioso.

No início do século passado, ou seja, em 1901, transferiu-se para a cidade do Rio de Janeiro, então capital da República, onde pelo seu comprovado gosto pelos estudos sobre os assuntos Maçônicos, veio a ser nomeado Membro da Comissão de Redação do Boletim Oficial do Grande Oriente do Brasil, então única Potência Maçônicas existente no Brasil, originário da Loja “Comércio e Artes” que, subdividindo-se em três, isto é , da mesma “Comércio e Artes”, “União e Tranqüilidade” e “Esperança de Niterói”, fundou o GOB em 17 de Junho de 1822, conforme consta de seus registros.

É bem de ver que, tão logo MÁRIO BEHRING começou a comparar os resultados dos seus estudos sobre a ORDEM com as estruturas do GOB, passou a querer influenciar na reformulação dos procedimentos do mesmo, principalmente, quando renunciou a sua eleição, em 1903 para Membro efetivo do Gr:. Capítulo do Rito Francês ou Moderno, numa irrecusável demonstração aos menos avisados de que, embora combatesse, febrilmente, o sectarismo e intolerância religiosas, cultivava a sua crença no G.A.D.U. e na imortalidade da alma, postulados não aceitos pelo referido Rito, apesar de nele haver inicialmente orientado os seus primeiros passos.

Continuou MÁRIO BEHRING Membro da Comissão de Redação do Boletim Oficial desde 1902 até 1905, tendo sido eleito em 1906, Grande Secretário Adjunto, quando, mais uma vez, usando de seus conhecimentos, elaborou, em 1907, o projeto da Constituição do GOB que pela conotação liberalista emprestado aos seus dispositivos, tenderia, fatalmente, à regularidade, não somente de suas origens, mas, sobretudo, dos seus trabalhos, não fosse o desvirtuamento que lhe deu uma Comissão de 18 Membros encarregados de sua redação final, para proteger os interesses contrariados pelo trabalho de MÁRIO BEHRING.

Apesar de toda sua luta e influência, MÁRIO BEHRING não conseguiu ver vitoriosos os seus pontos de vista que, em última análise, era uma tomada de posição em consonância com o desenvolvimento da Maçonaria Universal.

Mais esclarecido na investigação da verdade e desejando prosseguir, sob os eflúvios do G.A.D.U., no seu empreendimento, MÁRIO BEHRING aceitou a sua eleição, em 1907 para Membro Efetivo do então Supremo Conselho do Grau 33 para os Estados Unidos do Brasil de onde poderia melhor combater os desmandos a que era submetida a nossa Ordem no Brasil, pelos excessos de poder e apaixonada vaidade dos que se aproveitavam da Ordem ao seu bel-prazer, ainda que esse comportamento pudesse redundar em prejuízo para os verdadeiros objetivos de nossa Instituição.

Sem dúvida, entre os que se opuseram às idéias de MÁRIO BEHRING encontravam-se homens que, apenas por erro de observação ou possível desconhecimento da universal regularidade então buscada, permaneceram na arraigada defesa das suas posições.

Todavia, pelo entusiasmo de suas palavras e pela seriedade de seus propósitos, MÁRIO BEHRING começava a encontrar apoio dos que viam nele um líder eficiente e capaz de tomar uma posição em favor da regularidade da nossa ORDEM no Brasil, ainda que isso lhe custasse, presumivelmente, muito suor e muitas lágrimas.

A interinidade do seu Grão-Mestrado de 10/08/20 a 19/11/20 e de 25/12/20 e 22/04/21, valeu-lhe a experiência da efetividade do seu mandato no período de 28/06/22 a 13/07/25 vez que, lutando em todas as frentes, por nossa regularidade, inclusive junta ao Congresso Internacional de Lausanne, em 1921, reconhecia, com maior força de argumentos, a necessidade de não confundir as administrações do Simbolismo com o Filosofismo.

Terminado o seu mandato de Grão-Mestre, MÁRIO BEHRING, passou o Malhete ao seu sucessor Venâncio Neiva, o qual, procurando coonestar o movimento encabeçado por MÁRIO BEHRING, elaborou um Tratado a ser firmado entre os Graus Simbólicos e os Graus Filosóficos. Infelizmente, por ter, se passado para o Oriente Eterno aquele irmão não pode firmá-lo, cabendo ao seu sucessor Fonseca Hermes, a responsabilidade de fazê-lo.

Dava-se ao Tratado a significação de vida não dependente, porém, harmônica entre as duas administrações.

Isso, entretanto, não vingou por muito tempo, eis que forças e interesses se levantaram a ponto de levar o Grão-Mestre Fonseca Hermes à renúncia, instalando-se em seu lugar Octavio Kelly, o qual, desrespeitando todo esforço anteriormente feito e a legislação Maçônica Internacional, passou a exercer, de modo hostil, os cargos de Grão-Mestre e Soberano Grande Comendador, mesmo não tendo sido eleito para este último cargo.

Com essa atitude o Grão-Mestre Octavio Kelly proclamando-se, também, Soberano Grande Comendador, rompeu o Tratado assinado em outubro de 1926 e deu lugar a que MÁRIO BEHRING, em 20/06/27, vendo-se espoliado na legitimidade e regularidade do seu cargo, e, sentindo a responsabilidade dos compromissos assumidos no exterior, uma vez que somente avocando o DEC, de 01/06/21, que dava ao Supremo Conselho do Brasil, personalidade jurídica distinta do GOB é que foi admitido no Congresso de Lausanne e confiando nos que haviam de defender, a qualquer custo, os postulados que ensejaram o reconhecimento da Maçonaria Brasileira entre seus Irmãos do Universo, retirou-se do Grande Oriente do Brasil e estimulou a fundação das Grandes Lojas Brasileiras.

MÁRIO BEHRING era um engenheiro e não um advogado como muitos pensam ter sido, pelo ardor de sua luta e pela firmeza dos seus argumentos diante dos mais renomados jurisconsultos seus opositores. O seu desmedido interesse pela leitura dos assuntos maçônicos e o desejo de projetar a nossa ORDEM no concerto Universal, impulsionaram-no a fundar as Grandes Lojas Brasileiras há 80 anos passados.

Sem embargo, podemos afirmar com SALVADOR MOSCOSO, em seu trabalho publicado na Revista “ASTRÉA” de dezembro de 1966; “o homem maçom que volver os OLHOS para a história e a experiência de Mário Behring, não escreveria um livro, mas faria um exame de consciência”.

Mário Behring, quis legar os vindouros, através de páginas expressivas na história Maçônica Brasileira, algo da própria respiração, fazendo dele documento animado de personalidade. Foi tão fiel o retrato de suas ações que o oferecem aos seus Irmãos como valioso presente, narração dos movimentos avulsos da sua sensibilidade nas várias emergências da vida.

Nunca se observou o cansaço, havendo, em todos os excertos, a corajosa decisão de quem se propôs inventariar como Maçom e por isso com serenidade, os passos das transatas caminhadas.

O futuro há de saborear, avidamente, a sua história porque nela se guarda o Maçom insigne que a escreveu. Nela ficará, fielmente o retrato, e para todo o sempre, Mário Behring com aquela emoção, educada e sutil, de quem sempre desprezou as falsas pompas.

Aí estão, em rápidas pinceladas sem retoques, alguns traços da marcante e exemplar personalidade do Paladino da Regularidade Maçônica Brasileira que, ao seu tempo, soube honrar os juramentos feitos e os compromissos assumidos perante o G.A.D.U., e a sua consciência. MÁRIO BEHRING soube respeitar a dignidade dos seus semelhantes, sem ostentação ou falsa modéstia.

Em 14 de Junho de 1933 quando viajou para o Oriente Eterno, deixou-nos, tal qual um vigoroso cometa, um rastro de intensa claridade a nos guiar pelos caminhos do equilíbrio, da moral e da razão.

Fonte: www.cmsb.org.br



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

AO MAÇOM ADORMECIDO!



AO MAÇOM ADORMECIDO!





“Estar adormecido” Significa o maçom afastado de sua Loja. Cremos, porém que esse “adormecer” tem várias nuances, como por exemplo: “estar sonolento”, nem desperto nem em sono.

O maçom que se afasta de seus Irmãos e de sua Loja estará dando um passo impensado e cruel, uma vez que, com sua ausência, atingirá toda a Loja, rompendo a Cadeia de União, por ser ele um elo indispensável; sua ausência “enlutará” sua comunidade.

O maçom afastado sofre desgaste espiritual; mesmo que não se dê conta disso, o seu templo interior estará vazio e, assim, não poderá louvar o Criador do Universo.

Mesmo que surjam divergências entre os Irmãos, o afastamento prejudicará a quem se afasta; os demais suprirão a ausência com a admissão de novos candidatos.

Necessitamos do convívio permanente. Se estiver afastado, por qualquer motivo, retorne e será devidamente qualificado em todos os pontos da Maçonaria e encontrará uma plêiade de Irmãos prontos a recebê-lo e abraçá-lo, dizendo: Entre, tomai vosso assento. Nós esperávamos por vós...!

Não interrompa o destino; participe da corrente da Fraternidade. Será tão difícil olharmos nos olhos de nossos Irmãos e dizermos humildemente: “Perdão, eu me excedi, voltemos a viver fraternalmente no seio da Maçonaria?”


 
A prudência e o interesse de nossas Corporações Filosóficas, Academias, Lojas de Pesquisas, CÍRCULOS HERMÉTICOS, etc, lhes impõe o rigoroso dever de exigir a regularidade do candidato em suas Lojas Simbólicas, vetando a participação em seus Mistérios ao Obreiro (“placetado”).

Venham os que realmente além de serem dignos da acolhida, sejam “regulares” consoantes às regras maçônicas, capazes de contribuir ao fim proposto.

(Regular, sinônimo de obediência, de cumprimento dos deveres que aceitou). Regularidade Maçônica faz com que como filiado de uma potência e Loja regular esteja amparado espiritualmente e reconhecido por toda a Fraternidade Universal.

Assim será filiado (readmitido) e não mais “tolerado” como ex-Obreiro, mas sim RECONHECIDO como Irmão.

Volte a ser participante do grupo, mas doravante participe ativamente, esteja presente quando um Irmão precisar de sua ajuda; saiba usar as palavras certas de apoio e de estímulo, no momento certo; saiba respeitar o espaço do outro; saiba escutar e ajudar; se tiver de criticar, que seja com educação e bom senso, respeitando a opinião do outro; discorde sem magoar.

Lembre-se que do outro lado alguém vai ler, refletir, tirar ensinamentos, seguir nosso conselho, nossa sugestão, isso se estiver conforme.

Entenda que somos uma comunidade de Irmãos e amigos e que esta amizade pode deixar de ser virtual e transformar-se em real. Enfim, participar de uma lista de discussão, de um círculo hermético, é plantar uma semente que irá crescer e dar frutos e receber amor.

O Grande Arquiteto do Universo que tudo fez; que tudo sabe e que tudo vê; que me fez Maçom, porque não me fiz, nem sequer me tornei – simplesmente sou – porque ELE o quis!

Somos simples elos – parte de um todo que se faz UM – um por todos e em cada um. Vejo em mim esta Força magna brotando intacta, surgindo, crescendo, fazendo-me Força, tornando Bela a vida que trago em meu corpo, em meu ser pequeno; tão grande contudo, feito a cinzel, esquadro e compasso, nível e prumo, alavanca, régua e maço, talhado, trabalhado passo a passo em viagens, leituras, trabalhos... Devo embeber-me do espírito da Fraternidade!

E olho para o lado, vejo Irmãos. Às vezes os vejo – às vezes não os reconheço. Deixo de vê-los, às vezes, porque nos tornamos pequenos demais frente à grandeza da Ordem que representam. Nem os percebo quando a tolerância deixa de ser norma de conduta, quando querem provar que são cultos e superiores aos demais imaginando que suas opiniões, crenças e opções são as melhores. Os Irmãos já notaram que muitos acham ter muito a ensinar aos outros? E que, em geral, quase não se dispõem a ouvir?

Dão opiniões sobre tudo, impõem seu modo de ver, de pensar, de deliberar. Nem os noto quando a Caridade em seu sentido maior se vê substituída pela Vaidade, pela rigidez excessiva, que obedece mais o desejo de autoridade que à verdadeira busca espiritual.

É o profano que passou pela Câmara de Reflexão e não morreu, ingressou na Maçonaria, mas não renasceu, pois o espírito dela, sua filosofia, não entendeu. Passou o dia em brancas nuvens, não serviu e nem viveu...!

Quero vê-los, mas não consigo. Quero senti--los, mas eles se fizeram tão longe. Longe demais para estender a mão. Tarde demais para senti-los IRMÃOS!

Por Valdemar Sansão



sábado, 27 de agosto de 2011

DIA DO MAÇOM

P.S.: A pedido de muitos Irmãos que participaram da festa da Maçom, publicamos os dados dos homenageados e fotos quando os mesmos discursavam agradecendo a Comenda.







Cerimonial de entrega das Comendas “Venerável Doca Pereira” a cinco maçons sousenses que se destacaram no cumprimento de suas obrigações maçônicas e a duas personalidades que pelo seu trabalho benemérito é motivo de merecidas honrarias pela Maçonaria.

Sousa 20.08.2011.

Boa Noite!

Meus Senhores, Minhas Senhoras e a todos os irmãos de ideal Maçônico.

Desejamos expressar os nossos mais profundos sentimentos de gratidão pela justa e especial deferência em homenagear a:



1 - Esse homenageado ele não tem esperança em Deus ele tem certeza da justiça de Deus, representando para mim um exemplo de magistrado sereno, mas enérgico; humilde, mas altivo e humano em suas decisões; simples, mas íntegro. É uma pessoa comprometida com a qualidade do trabalho que realiza e, acima de tudo, com a diferença que irá fazer na vida das pessoas que confiam na sua habilidade em promover a justiça com lisura de um julgador imparcial.

O destaque está no seu trabalho benemérito a frente do “Natal Diferente”, atendendo aproximadamente duas mil famílias na cidade de Sousa há mais de 9 anos.

Merecedor da Comenda: Bernardo Antonio da Silva Lacerda, profissão Juiz de Direito da Comarca de Sousa. Natural de Sousa (PB).
Entrega a Comenda pelo maçom Walter
Bernardo Antonio discursando.



2 - Equivocadamente buscam solução na ilusória e cruel dependência do álcool e das drogas químicas que estão sobrepujando em todos os espaços de lazer, trabalho, educação secundária e acadêmica, e, principalmente, na área da mais sublime das Instituições da face da Terra; a família.

Vale lembrar, que os Códigos Divinos estabelecem que somente através do AMOR se possa haurir paz e atingir metas felizes para si e para o próximo.

Por essa razão, ao lado das terapêuticas mais preciosas, o AMOR junto aos pacientes de qualquer enfermidade produz resultados insuspeitados.

A maçonaria observou, presenciou o excelente trabalho de amor e disciplina de Lanusia, aos usuários de droga, na instituição Jesus Perola Preciosa, há mais de treze anos de trabalho ininterrupto na reabilitação dos usuários de drogas. .

Na verdade, estamos nos referindo a valorosa Maria Lanusia da Costa Silva, natural de Pombal, digna de nossos aplausos..

Entrega a comenda Sizenando.

Lanúsia agradece a homenagem.




Maçons homenageados:
A Maçonaria surge para levar o homem à felicidade, por intermédio da sabedoria e do amor, demonstrando-lhe a imortalidade da alma, sua evolução e seu papel na vida. Vem mostrar que o egoísmo e o orgulho são as chagas da humanidade, que a prendem ao materialismo, tirando-lhe a esperança no futuro e a alegria em viver.

Santo Agostinho ensinava: “Mas, lembrai-vos bem de que o Cristo renega como seu discípulo, todo aquele que só nos lábios tem a caridade.

Não basta crer; é preciso, sobretudo, dar exemplos de bondade, de tolerância e de desinteresse, sem o que estéril será a vossa fé.”



3 - Vamos falar de um Mestre em todas as acepções imagináveis da palavra Mestre, cientista e estudioso do Direito, professor universitário de respeitabilidade ilibada, pai de família exemplar, jamais se locupletou com o poder da toga, na qual estava investido, foi para mim exemplo de um magistrado sereno, mas enérgico; humilde, mas corajoso; simples, mas íntegro.

 
É verdade, já perceberam que estamos falando do respeitável mestre maçom da Calixto Nóbrega, Jarismar Gonçalves de Melo, juiz de Direito aposentado e professor aposentado da UFCG, natural de Ipaumirim

Entrega a comenda José Soares Coelho


O maçom Jarismar enfatiza a sublime Maçonaria.




4- Serve de exemplo para todos nós pelo zelo com que vivencia a maçonaria, sendo, sobretudo, respeitado pela sua opinião sensata. Todos conhecem o empenho do irmão da Vale para promover a justiça, a beneficência na maçonaria e a todas as entidades e/ou pessoas que buscam o seu auxílio.Conhecido como o irmão que chega, quando todos já se foram. Fraternidade é questão de honra para o irmão homenageado.

Na verdade estamos nos reportando ao irmão Juscélio Trajano de Sousa, empresário, natural de Sousa, grau 33 da maçonaria, pertencente à Loja Vale do Piranhas - São Gonçalo.

Em virtude de viagem à João Pessoa em companhia de seu sogro enfermo não compareceu e autoriza o irmão IRAILDO para receber a Comenda a que faz jus.

Entrega a comenda Assis de João da Penha.
Iraildo justifica ausência do valoroso Juscélio.



5 - Cativou os irmãos da Calixto Nóbrega, pela sua urbanidade, humildade, simplicidade e o amor que demonstra pela Ordem Maçônica. Obreiro assíduo da Loja Maçônica Fraternidade e Trabalho, sempre prestigia com sua presença a Loja Calixto Nóbrega, fato que cativou aos maçons da Calixto.

Seu nome é Luis Alves Timóteio, Mestre em carpinteiro, ofício do pai do nosso Senhor e Mestre Jesus, além de Mestre na Maçonaria. Natural de Cajazeiras (PB),

Entrega a comenda Chico Lima


Luis realiza brilhante homenagem em favor da Ordem.





6 - Com relevantes serviços prestados à Ordem Maçônica, maçom antigo, destacou-se pela maneira vibrante, intransigente na harmonia dos trabalhos maçônicos e apaixonado quando se trata dos assuntos da ORDEM. Sendo um defensor incansável na questão dos postulados da maçonaria.

Trata-se de Sezino Queiroga de Oliveira, empresário, nascido em São Francisco, à época distrito de Sousa, portanto Sousense de nascimento, Maçom e past máster da Loja Lindolfo Pires

Entrega a comenda o irmão Olimpio, irmão de sangue e irmão maçom.

Sezino discursa enfatizando o papel de verdadeiro Maçom.




7 - Maçom no verdadeiro sentido da palavra, obreiro incansável da Loja Maçônica União Sousense, destacou-se como um pacificador, juntamente com Emanuel, Pontes, Iraildo e Chico Lima, conseguiram unir as forças maçônicas de nossa cidade, apenas praticando o salmo 133, da Bíblia Sagrada.

Falamos de José Evânio da Costa Siebra, veterinário e professor, natural de Araripe (CE),

Entrega a comenda Emmanuel


O pacificador Siebra agradece a homenagem, destacando o
compromisso de elevar templos a virtude.







SALMO 133



Oh! Quão bom e suave é que os irmãos vivam em união! É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão e que desce à orla de suas vestes. Como o orvalho do Hermon, que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor a benção e a vida para sempre.

Feliz dia do Maçom!

Parabéns a todos os maçons presentes.