quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Platão e a Alegoria da Caverna


Platão e a Alegoria da Caverna


Imagine alguns homens vivendo em uma moradia em forma de caverna, com uma grande abertura do lado da luz. Encontram-se ali desde a sua meninice, presos por correntes que os imobilizam totalmente e de tal modo que não podem nem mudar de lugar...



Platão nasceu em Atenas em 427 a.C, era filho de Artíston e Perictioné. Seu pai era um homem rico cuja dinastia remontava aos primórdios de Atenas. Deu ao filho uma excelente educação, a quem deu o nome de Aristocles. Platão era um apelido adquirido quando já moço, designando alguém que tenha um porte atlético, com ombros largos. Platão não teve esposa nem deixou filhos. Viajou pela Magna Grécia, onde aprendeu os ensinamentos deixados por Pitágoras, andou pelo Egito e muitos afirmam que esteve no Oriente.

Platão

No início se dedicou a poesia e depois à filosofia. Conheceu Sócrates com dezoito anos e o acompanhou por dez anos, até em 399 A.C., quando Sócrates morreu. Em 387 A.C. fundou sua escola nos jardins de Academus, dedicando-se ao ensino e composição de suas obras.

Foi sem dúvida um dos maiores filósofos que humanidade já possuiu, o sábio dos sábios, durante 22 séculos.

Já sabemos que Sócrates é, pode-se dizer, o descobridor do conceito. Sabemos ainda que o interesse primeiro da filosofia socrática é a moral. Sócrates deseja que a moral possa ser aprendida e possa ser ensinada, como se aprende e se ensina gramática. Daí a razão por que Sócrates tem a convicção de que aquele que é mau, o é porque não sabe. Platão, por sua vez, abraça a idéia de conceito esposada por Sócrates, só que amplia a idéia de conceito. Para ele, essa idéia não se circunscreve apenas à virtude, mas abarca tudo, todas as coisas em geral. Neste caso, deve-se reconhecer que Platão junta a contribuição conceitual de Sócrates aos ensinamentos de Parmênides: une a idéia do ser à idéia de conceito, estabelecendo assim a sua teoria das idéias.

Platão faz distinção entre aparência e realidade. Ora, se existe um mundo de realidade e um mundo de aparência, deve-se procurar saber como se pode distinguir um do outro. Sabe-se que as aparências são diagnosticadas por nossas sensações, ao passo que as nossas idéias diagnosticam o mundo da realidade. Por aí se vê que só podemos aproximar-nos da realidade através do pensamento.

A teoria do ser deduzida por Platão é aparência ilusória o que corresponde à enganosa opinião sensível; o conheci­mento verdadeiro é aquele que se refere às essências, às idéias. É aí que se firma o ideal platônico e temos então o estabelecimento da antítese entre o mundo fenomenológico, formado pelos postulados da sensibilidade, e o mundo das essências que só pode ser alcançado por intermédio da indução e da definição, como também ensinava Sócrates.

Platão afirma que as idéias são vivas e não inertes, como a muitos poderia parecer. Para ele a idéia mais importante é a do Bem, porque constitui a natureza de Deus criador soberano do Cosmo. Não pode o Bem ser causa do Mal. Todavia, a existência do Mal não pode ser negada, é o inverso, que se opõe ao Bem. O que importa é que todas as idéias se inclinam para aquela idéia superior a todas elas, que é a idéia do Bem. Ele quer que o Estado se ajuste à idéia do Bem, dai por que coloca sua filosofia, sua metafísica e sua ontologia a serviço da teoria política do Estado. Crê que se a idéia do Bem é a suprem a idéia, aquela que rege e manda em todas as outras idéias, do mesmo modo, entre tudo o que existe no mundo sensível, o que deve e tem que coincidir com a idéia do Bem é o Estado. Por isso, ele escreve esses dois livros admiráveis, A República, e As Leis, onde mais profundamente estuda a formação do Estado ideal e chega à conclusão de que o Estado ideal seria aquele em que os mandantes fossem filósofos.

Não se pense, contudo, que a filosofia platônica seja idealista, como querem muitos. Não, para Platão, as idéias são realidades que existem, aliás, as únicas verdadeiramente existentes, uma vez que as coisas que vemos e tocamos são como sombras efêmeras. Deve-se, pois, entender a filosofia de Platão como um realismo das idéias.

Na Alegoria da Caverna, Platão resume a aprendizagem do homem, buscando as verdadeiras idéias no mundo maravilhoso do incognoscível. E nessa alegoria que Platão estabelece a comparação entre o mundo sensível e o mundo inteligível. Para tanto, lança mão de sombras que se projetam no fundo de uma caverna escura, quando pela sua entrada passam objetos iluminados pela luz do sol.

ALEGORIA DA CAVERNA

Imagine alguns homens vivendo em uma moradia em forma de caverna, com uma grande abertura do lado da luz. Encontram-se ali desde a sua meninice, presos por correntes que os imobilizam totalmente e de tal modo que não podem nem mudar de lugar, nem volver a cabeça e não vêem mais que aquilo que lhes está na frente. A luz lhes vem de um fogo aceso a uma certa distância, por trás deles, em uma eminência do terreno. Entre esse fogo e os prisioneiros há uma passagem elevada, ao longo da qual imagine-se um peque­no muro, semelhante aos balcões que os ilusionistas levantam entre si e os assistentes e por cima dos quais mostram seus prodígios. Pensa agora que ao lado desse muro alguns homens levam objetos de todos os tipos. Tais objetos são levados acima da altura do muro e os homens que os transportam alguns falam, outros seguem calados. Os prisioneiros, nessa situação, jamais viram outra coisa senão as sombras, jamais ouviram outra voz senão os ecos que reboam no fundo da caverna. Falarão das sombras como se fossem objetos reais, terão os ecos como vozes verdadeiras. Esses estranhos prisioneiros são semelhantes a nós, homens. Pensa agora no que lhes acontecerá se forem libertados das cadeias que os prendem e curados da ignorância em que jazem. Se um dentre eles se levantar e volver o pescoço e caminhar, erguendo os olhos para o lado da luz, certamente tais movimentos o farão sofrer e a luz ofuscar-lhe-á a visão e impedirá que ele veja os objetos cuja sombra enxergava há pouco. Ficará deveras embaraçado e dirá que as sombras que via antes são mais verdadeiras que os objetos que são agora mostrados. E se tal prisioneiro, arrancado à força do lugar onde se encontra for conduzido para fora, para plena luz do sol, por acaso não ficaria ele irritado e os seus olhos feridos? Deslumbrado pela luz, porventura não precisaria acostumar-se para ver o espetáculo da região superior? O que a princípio mais facilmente verá serão as sombras, depois as imagens dos homens e dos demais objetos refletidos nas águas, e finalmente será capaz de veres próprios objetos. Então olhará para o céu. Suportará mais facilmente, à noite, a visão da lua e das estrelas. Só mais tarde será capaz de contemplara luz do sol. Quando isso acontecer reconhecerá que o sol governa todas as coisas visíveis e também aquelas sombras no fundo da caverna.

O próprio Platão, interpretando a Alegoria da Caverna, explica que:

A caverna subterrânea é o mundo visível. O fogo que a ilumina é a luz do sol. O prisioneiro que sobe à região superior e contempla suas maravilhas é a alma que ascende ao mundo inteligível. E o que eu penso, mas só Deus sabe se é verdade. Em todo caso, eu creio que nos mais altos limites do mundo inteligível está a idéia do bem que dificilmente percebe­mos, mas que ao contemplá-la, concluí­mos que ela é a causa de tudo o que é belo e bom. (A República, VII, 518b-d).

A partir de Sócrates se define o conceito, isto é, o conhecimento. Platão define as idéias e suas relações dando-lhes valores, perfazendo um pensamento lógico e aritmético. Mostra em sua alegoria que o homem poderá viver no mundo das sombras (ignorância) acreditando em um mundo completamente diferente da realidade, podendo talvez, atingir a luz (sabedoria), para viver livre de preconceitos, conhecedor da verdade.



Ir.'. Maurício Gomes dos Santos



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Enterrado vivo - A pena de talião


Enterrado vivo - A pena de talião

 

Antônio B., escritor de estimadíssimo merecimento, que exercera com distinção e integridade muitos cargos públicos na Lombardia, pelo ano de 1850 caiu aparentemente morto, de um ataque cataléptico.

Como algumas vezes sucede em tais casos, a sua morte foi considerada real, concorrendo ainda mais para o engano os vestígios da decomposição assinalados no corpo.

Quinze dias depois do enterro, uma circunstância fortuita determinou a exumação, a pedido da família. Tratava-se de um medalhão por acaso esquecido no caixão.

Qual não foi, porém, o espanto dos assistentes quando, ao abrir este, notaram que o corpo havia mudado de posição, voltando-se de bruços e - coisa horrível - que uma das mãos havia sido comida em parte pelo defunto.

Ficou então patente que o infeliz Antônio B. fora enterrado vivo, e deveria ter sucumbido sob a ação do desespero e da fome.

Evocado na Sociedade de Paris, em agosto de 1861, a pedido de parentes, deu as seguintes explicações:

1. Evocação.

R. Que quereis?

2. A pedido de um vosso parente, nós vos evocamos com prazer e seremos felizes se quiserdes responder-nos.

R. Sim, desejo fazê-lo.

3. Lembrai-vos dos incidentes da vossa morte?

R. Ah! Certamente que me lembro; mas por que avivar essa lembrança do castigo?

4. Efetivamente fostes enterrado por descuido?

R. Assim deveria ser, visto revestir-se a morte aparente de todos os caracteres da morte real: eu estava quase exangue. (1) Não se deve, porém, imputar a ninguém um acontecimento que me estava predestinado desde que nasci.

5. Incomodam-vos estas perguntas? Será mister lhes darmos fim?

R. Não. Podeis continuar.

6. Porque deixastes a reputação de um homem de bem, esperávamos que fôsseis feliz.

R. Eu vos agradeço, pois sei que haveis de interceder por mim. Vou fazer o possível para vos responder, e, se não puder fazê-lo, fá-lo-á um dos vossos Guias por mim.

7. Podeis descrever-nos as vossas sensações daquele momento?

R. Que dolorosa provação sentir-me encerrado entre quatro tábuas, tolhido, absolutamente tolhido! Gritar! Impossível! A voz, por falta de ar, não tinha eco! Ah, que tortura a do infeliz que em vão se esforça para respirar num ambiente limitado! Eu era qual condenado à boca de um forno, abstração feita do calor. A ninguém desejo um fim rematado por semelhantes torturas. Não, não desejo a ninguém um tal fim! Oh! cruel punição de cruel e feroz existência! Não saberia dizer no que então pensava; apenas revendo o passado, vagamente entrevia o futuro.

8. Dissestes: cruel punição de feroz existência... Como se pode conciliar esta afirmativa com a vossa reputação ilibada?

R. Que vale uma existência diante da eternidade?! Certo, procurei ser honesto e bom na minha última encarnação, mas eu aceitara um tal epílogo previamente, isto é, antes de encarnar. Ah!... Por que interrogar-me sobre esse passado doloroso que só eu e os bons Espíritos enviados do Senhor conhecíamos? Mas, visto que assim é preciso, dir-vos-ei que numa existência anterior eu enterrara viva uma mulher - a minha mulher, e por sinal que num fosso! A pena de talião devia ser-me aplicada. Olho por olho, dente por dente.

9. Agradecemos essas respostas e pedimos a Deus vos perdoe o passado, em atenção ao mérito da vossa última encarnação.

R. Voltarei mais tarde, mas, não obstante, o Espírito de Éraste completará esta minha comunicação.

Instruções do guia do médium:

Por essa comunicação podeis inferir a correlatividade e dependência imediata das vossas existências entre si; as tribulações, as vicissitudes, as dificuldades e dores humanas são sempre as consequências de uma vida anterior, culposa ou mal aproveitada. Devo todavia dizer-vos que desfechos como este de Antônio B. são raros, visto como, se de tal modo terminou uma existência correta, foi por tê-lo solicitado ele próprio, com o objetivo de abreviar a sua erraticidade e atingir mais rápido as esferas superiores. Efetivamente, depois de um período de perturbação e sofrimento moral, inerente à expiação do hediondo crime, ser-lhe-á perdoado este, e ele se alçará a um mundo melhor, onde o espera a vítima que há muito lhe perdoou. Aproveitai este exemplo cruel, queridos espíritas, a fim de suportardes, com paciência, os sofrimentos morais e físicos, todas as pequenas misérias da Terra.

P. Que proveito pode a Humanidade auferir de semelhantes punições?

R. As penas não existem para desenvolver a Humanidade, porém para punição dos que erram. De fato, a Humanidade não pode ter interesse algum no sofrimento de um dos seus membros. Neste caso, a punição foi apropriada à falta. Por que há loucos, idiotas, paralíticos? Por que morrem estes queimados, enquanto que aqueles padecem as torturas de longa agonia entre a vida e a morte? Ah! crede-me; respeitai a soberana vontade e não procureis sondar a razão dos decretos da Providência! Deus é justo e só faz o bem.

Éraste

* * *

Este fato não encerra um ensinamento terrível? A justiça de Deus, às vezes tardia, nem por isso deixa de atingir o culpado, prosseguindo em seu aviso. É altamente moralizador o saber-se que, se grandes culpados acabam pacificamente, na abundância de bens terrenos, nem por isso deixará de soar cedo ou tarde, para eles, a hora da expiação. Penas tais são compreensíveis, não só por estarem mais ou menos ao alcance das nossas vistas, mas também por serem lógicas. Cremos, porque a razão admite. Uma existência honrosa não exclui, portanto, as provações da vida, que são escolhidas e aceitas como complemento de expiação - o restante do pagamento de uma dívida saldada antes de receber o preço do progresso realizado.

Considerando quanto nos séculos passados eram frequentes, mesmo nas classes mais elevadas e esclarecidas, os atos de barbárie que hoje repugnam; quantos assassínios cometidos nesses tempos de menosprezo pela vida de outrem, esmagado fraco pelos poderosos sem escrúpulos; então compreenderemos que muitos dos nossos contemporâneos têm de expungir máculas passadas, e tampouco nos admiraremos do número considerável de pessoas que sucumbem vitimadas por acidentes isolados ou por catástrofes coletivas. O despotismo, o fanatismo, a ignorância e os prejuízos da Idade Média e dos séculos que se seguiram, legaram às gerações futuras uma dívida enorme, que ainda não está saldada.

Muitas desgraças nos parecem imerecidas, somente porque apenas vemos o presente.

__________

(1) Privado de circulação do sangue. Descoloração da pele pela privação do sangue.

(Do livro “O Céu e o Inferno” - Allan Kardec / 2ª Parte - Cap. VIII)

via Acquária_30

Dora Saunier

Copiado do Blog Filhos de HIRAM

sábado, 13 de agosto de 2011

II SEMANA DO MAÇOM DE SOUSA


PROGRAMAÇÃO DA II SEMANA DO MAÇOM

SEGUNDA-FEIRA – 15.08
Evento: ABERTURA COM PALESTRA “MAÇONARIA CONTRA AS DROGAS”
Local: AUDITÓRIO DA UFCG DE SOUSA-PB
Horário: 19:30
Palestrante: IR.: JANIEL DE SOUSA RAMOS

TERÇA-FEIRA – 16.08
Evento: SESSÃO ESPECIAL CONJUNTA “MAÇONARIA NO TERCEIRO MILÊNIO”
Local: LOJA LINDOLFO PIRES
Horário: 19:30
Palestrante: IR.: FERNANDO JOSÉ DE ALMEIDA GAMA

QUARTA-FEIRA – 17.08
Evento: CAMPANHA SOCIAL “MAÇONARIA CONTRA AS DROGAS”
Local: ESCOLAS DO MUNICÍPIO DE SOUSA (
Horário: 07:00
Lojas: Sousa e São Gonçalo.

distribuição de panfletos)
QUINTA-FEIRA – 18.08
Evento: VISITA SOCIAL
Local: CAPS DE SOUSA (
Horário: 08:00
Lojas: Sousa e São Gonçalo.

entender o tratamento de usuários de drogas)
SEXTA-FEIRA – 19.08
Evento: DIVULGAÇÃO NA IMPRENSA “EVENTOS E FESTA”
Local: IMPRENSA DE SOUSA (
Horário: 07:00 AS 17:00
Lojas: Sousa

rádios e outros meios de comunicação)
SÁBADO – 20.08
Evento: FESTA SOCIAL “DIA DO MAÇOM”
Local: CAMPESTRE CULBE
Horário: 23:00
Lojas: Calixto Nóbrega

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

SALVO PELA GENTILEZA

Gandhi

SALVO PELA GENTILEZA

Um empregado em um frigorífico da Noruega, certo dia, ao término do trabalho, foi inspecionar a câmara frigorífico. Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro da câmara.

Bateu a porta com força, gritou por socorro, mas ninguém o ouviu, todos já haviam saído para suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo. Já estava quase 5 horas preso, debilitado com a temperatura insuportável.

De repente, a porta se abriu, o vigia entrou na câmara e o resgatou com vida. Depois de salvar a vida do homem, perguntaram ao vigia por que ele foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho. Ele explicou:



- Trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de empregados entram e saem aqui todos os dias e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim ao sair.



Hoje pela manhã disse “BOM DIA” quando chegou. Entretanto não se despediu de mim na hora da saída. Imaginei que poderia ter lhe acontecido algo. Por isso o procurei...



Colaboração do valoroso Irmão DEVALDO SOUZA

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A Virtude

Via Láctea

A Virtude

 
A virtude não é veste de gala para ser envergada em dias e horas solenes. Ela deve ser nosso traje habitual. A virtude precisa fazer parte de nossa vida, como alimento que ingerimos cotidianamente, como o ar que respiramos a todo instante.

A virtude não é para ostentação: é para uso comum. É falsa a virtude que aparece para os de fora, e não se verifica para os familiares. Quem não é virtuoso dentro do seu lar, não o será na vida pública, embora assim aparente. Ser delicado e afável na sociedade, deixando de manter esses predicados em família, não é ser virtuoso, mas hipócrita. A virtude não tem duas faces, uma interna, outra externa: ela é integral, é perfeita sob todos os aspectos e prismas. Não há virtude privada e virtude pública: a virtude é uma e a mesma, em toda parte.

O hábito da virtude, quando real, reflete-se em todos os nossos atos, do mais simples ao mais complexo, como o sangue que circula por todo corpo.

As conjunturas difíceis, as emergências perigosas não alteram a virtude quando ela já constitui nosso modo habitual de vida.

A virtude assume as modalidades necessárias para se opor a todos os males, sem prejuízo de sua integridade. Há um matiz para resolver cada caso, para se opor a cada vício, para vencer cada paixão, para enfrentar cada incidente; mas sempre, no fundo, é a mesma virtude. Ela é como a luz, que, iluminando, resolve de vez todos os obstáculos e tropeços, franqueando-nos o caminho. O hábito da virtude é fruto de uma porfiada conquista. Possuí-la é suave e doce. Praticá-la é fonte perene de infindos prazeres. A dificuldade não está no exercício da virtude, mas na oposição que lhe faz o vício, que com ela contrasta. É necessário destronar um elemento, para que o outro impere. O vício não cede o lugar sem luta. A virtude nos diz: eis-me aqui, recebei-me, dai-me guarida em vosso coração; mas lembrai-vos de que, entre mim e o vício, existe absoluta incompatibilidade. Não podeis servir a dois senhores.

A verdadeira religião é a da virtude. Fora da virtude não há salvação. “Vós sois o sal da Terra”, disse Jesus aos seus discípulos. (Mateus, 5:13.) Se ele hoje viesse ao mundo reunir seus escolhidos, não se valeria certamente das denominações e títulos dos vários credos religiosos para os distinguir; a virtude seria o sinal inconfundível por onde os descobriria, por mais dispersos e disfarçados que estivessem.

É pela virtude que as almas se irmanam entretecendo entre si liames indissolúveis. Os homens de virtude entendem-se num momento, ao passo que os séculos não são suficientes para firmar acordo entre aqueles que dela vivem divorciados.

Propaguemos a religião da virtude: só ela satisfaz o senso da vida, conduzindo o espírito à realização dos seus destinos.





Nas pegadas Do Mestre
Vinícius

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

PROGRAMAÇÃO DA II SEMANA DO MAÇOM - ANO 2011.


PROGRAMAÇÃO DA II SEMANA DO MAÇOM - ANO 2011.

SOUSA - PARAÍBA

 

SEGUNDA-FEIRA – 15.08

Evento: ABERTURA COM PALESTRA “MAÇONARIA CONTRA AS DROGAS”
Local: UFCG DE SOUSA-PB
Horário: 19:30
Palestrante: IR.: JANIEL DE SOUSA RAMOS




TERÇA-FEIRA – 16.08

Evento: SESSÃO ESPECIAL CONJUNTA “MAÇONARIA NO TERCEIRO MILÊNIO”
Local: LOJA MAÇÔNICA LINDOLFO PIRES
Horário: 19:30
Palestrante: IR.: FERNANDO JOSÉ DE ALMEIDA GAMA




QUARTA-FEIRA – 17.08

Evento: CAMPANHA SOCIAL “MAÇONARIA CONTRA AS DROGAS”
Local: 12 ESCOLAS DO MUNICÍPIO (distribuição de planfetos)
Horário: 09:00
Lojas: Lojas Maçônicas de Sousa, Marizopolis, Santa Cruz, Aparecida e São Gonçalo.




QUINTA-FEIRA – 18.08

Evento: VISITA SOCIAL
Local: CAPS DE SOUSA Rua Dom Pedro I - Capanema
Horário: 08:00
Lojas: LOJAS MAÇÔNICAS de Sousa e São Gonçalo.




SEXTA-FEIRA – 19.08

Evento: DIVULGAÇÃO NA IMPRENSA “EVENTOS E FESTA”
Local: SOUSA
Horário: 07:00 AS 17:00
Lojas: LOJAS MAÇÔNICAS




SÁBADO – 20.08

Evento: FESTA SOCIAL “DIA DO MAÇOM”
Local: RIACHÃO CAMPESTRE CLUBE -
Horário: 23:00
Lojas: LOJA MAÇÔNICA CALIXTO NÓBREGA



TEMA CENTRAL DO EVENTO: MAÇONARIA CONTRA AS DROGAS.



domingo, 7 de agosto de 2011

PRECE DO MAÇOM


PRECE DO MAÇOM

Oh! Supremo Arquiteto do Universo.

Faça que minhas decisões, meus dias, meus pensamentos, sejam os exatos reflexos dos seus ensinamentos. E eu possa, assim, caminhar com integridade... Quando fizer algo em favor dos outros, que meu nome seja simplesmente, como os demais citado. Sendo em tempo algum, jamais exaltado, pois, apenas estarei cumprindo minha obrigação de Maçom.

Supremo Arquiteto do Universo.

Fazei com que eu não me sinta inebriado por nada, que minhas palavras brotem do fundo do meu coração e não sejam, simples arranjos de letras fabricados em meu cérebro e transmitidos, apenas para causar comoção!!!

Não permita que meu ego aprenda a conjugar somente a primeira pessoa do singular. Incute em meu ser, o sentido do “nós”!!!

E que muitas ações sejam corretas e se difundam, brandamente. Por intermédio da minha voz. Se um dia detiver o poder em minha vida profana, que seja ele manso, digno, algo que não se ufana, posto que é efêmero! Que eu não imponha regras quando ajudar a um irmão, pois deverei fazê-lo com carinho, desprendimento, empolgação, não permita que eu não aprenda a julgar... Ensina-me a perdoar, a não guardar ódio em meu coração, pois se assim não for, serei apenas mais um na multidão.

Sentimentos como a pedra cúbica e a vaidade, afaste-os do meu caminho, pois, caso contrário é certo que um dia estarei sozinho.

E assim, quando limite máximo me for imposto, que a serenidade esteja presente em meu rosto, que a alegria do dever cumprido esteja presente. Aí então, os amigos haverão de lembrar que pela repetição dos meus atos, colecionei e emoldurei todos os fatos, se não fiz melhor, ao menos tentei. Não importa que eu seja, aprendiz, companheiro, mestre ou venerável, devo trazer o rosto sempre afável, pois esta é a verdadeira razão...

Gestos, sinais, simbologias, para dar sentido às nossas vidas, muitas vezes, vazias. É por isso que nos reunimos... Para tratarmos de assuntos que elevam o espírito, para polirmos nossas pedras brutas, para vivermos em paz, para vencermos nossas lutas...

Combater o despotismo, a tirania, os vícios humanos, referimo-nos aos de fora como profanos, e muitas vezes, cometemos as mesmas e velhas falhas!!!

Supremo Arquiteto, obrigado pela oportunidade que eu tive, obrigado pelos irmãos que ganhei, e, especialmente, por esta vida que passei!!! Se outra oportunidade me fosse dada, se outra vida pudesse ser vivida, se tivesse opção de escolher, seria eu novamente um membro dessa Loja, onde se aplicam normas de consciência e retidão, e, assim, teria eu novamente a chance de poder dizer que fui um verdadeiro Maçom!!!

Autor desconhecido