sábado, 27 de novembro de 2010

A ARTE DE SERVIR

A ARTE DE SERVIR

Toda a natureza é um serviço.
Serve a nuvem, serve o vento, serve a chuva.
Onde haja uma árvore para plantar, planta-a tu;
Onde haja um erro para corrigir, corrige-o tu;
Onde haja um trabalho e todos se esquivam, aceita-o tu.
Sê o que remove a pedra do caminho, o ódio entre os corações e as dificuldades do problema.
Há a alegria de ser puro e a de ser justo;
Mas há sobretudo, a maravilhosa, a imensa alegria de servir.

Que triste seria o mundo se tudo se encontrasse feito.
Se não existisse uma roseira para plantar, uma obra para iniciar!
Não te chamem unicamente os trabalhos fáceis.
É muito mais belo fazer aquilo que os outros recusam.
Mas não caias no erro de que somente há méritos nos grandes trabalhos;
Há pequenos serviços que são bons serviços; adornar uma mesa, fazer uma bandeja, arrumar os livros, pentear uma criança.
Aquele é o que critica; este é o que destrói; sê tu o que serve.

O servir não é faina de seres inferiores. Deus que dá os frutos e a luz, serve. Seu nome é: "Aquele que Serve".
Ele tem os olhos fixos em nossas mãos e nos pergunta cada dia:

A QUEM SERVISTE HOJE?
À árvore? A teu irmão? À tua mãe?


Gabriela Mistral
Poetisa Chilena
Prêmio Nobel de Literatura

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O perfil e o segredo de um Venerável justo e perfeito


Farol - Alexandria

O perfil e o segredo de um Venerável justo e perfeito

Matéria desenvolvida pelo Ir. Valdemar Sansão

Anualmente é eleito pelos seus pares um novo Venerável Mestre que, entusiasmado pelo cargo, com as mãos cheias de enorme responsabilidade, faz a programação, nem sempre cumprida com o êxito desejado.

Isso se justifica pela falta de responsabilidade, de coragem, pelo desânimo, negligência, indiferença ou ausências às Sessões; pela inadimplência, ou seja, descumprimento de compromissos com a Tesouraria, pela falta de apoio, comprometimento, incompreensão e negação da devida atenção de alguns Irmãos.

Formalmente falando, buscamos para V.'.M.'. um homem sensato, de conduta ilibada, com as qualificações para ensinar e aprender a se desincumbir muito bem de sua função. É preciso iniciar a jornada pela base, pelo estudo, de modo a não nos faltar à paz, o equilíbrio e a tolerância para discernir quem será o melhor Candidato.

Alguém pode ser brilhante orador, professor, empresário, médico, juiz ou advogado, mas nem sempre pode ser qualificado para "guia dos Irmãos” de uma Loja Maçônica. Ter nome famoso, riqueza e posição social, dispor de força ou autoridade, não são qualificações para tal fim.
Devemos ter certeza que ele possui conhecimentos maçônicos, compreensão e prática da fé raciocinada que deverá nos transmitir para facilitar a jornada evolutiva de todo o quadro de obreiros da Loja.
A vaidade pode conduzir um homem a considerar-se poderoso e infalível, porém, os mais avisados sabem que na Maçonaria não existem "poderosos e infalíveis" e, sendo uma fraternidade, não há outra Instituição onde melhor se aplique o lema: “liberdade, igualdade, fraternidade”.

Um dos problemas internos das Lojas é que muitos Irmãos mais presunçosos e despreparados, depois de serem exaltados, deixam de estudar, achando que atingiram a “Plenitude Maçônica”.

Esses são os primeiros a cabalar com o objetivo de serem indicados candidatos ao cargo de V.'.M.'., tendo sucesso em Lojas que, sem critérios ou cuidados, promovem sua eleição, propiciando o desrespeito às tradições da Ordem por pura omissão, conivência ou até covardia.

Outras vezes Irmãos, por melindres, intrigas, ou apenas pela facilidade de magoar-se; pela satisfação de vaidades pessoais ou birra, trazem candidatos para o "trono de Salomão", tão somente voltados para seus relacionamentos. Pior ainda é que, eleitos e empossados, eles banalizam a ritualística, acham que mudar e inventar futilidades (abobrinhas) é sinônimo de modernização e inovação.

A Maçonaria, principalmente a anglo-saxônica, mostra-se completamente avessa, a esse e a tantos outros desvios de conduta e de proceder antimaçônico. Ameaçam, rugem, mais felizmente não mordem. Mesmo assim, depois vem o lamento pela má escolha, mas deles também é a responsabilidade da colheita daquilo que plantaram.

O que devemos fazer para ajudar a impedir o sucesso desses insensatos que faltam à fé jurada? É necessário que meditem sobre disciplina que envolve o estudo, a reflexão em torno dos princípios maçônicos, e o empenho responsável de renovação do verdadeiro maçom.

Ouvindo “o programa administrativo ou de trabalho” (plataforma dos candidatos); vendo o modo como se comportaram nos cargos exercidos nos últimos anos; se aprenderam a melhor lidar com o diferente, considerando acima de tudo seu carisma, ou seja, suas qualidades especiais de liderança, derivadas de individualidade excepcional, somando o conjunto dessas e outras qualidades, podem avaliar e melhor determinar se o candidato está apto para assumir esse desafio.

É imprescindível considerar entre seus procedimentos, o conhecimento doutrinário; se chefia sua família de maneira ajustada; se sua condição financeira é digna, estável, etc. Quanto mais claramente conseguirmos ver as qualidades do candidato, mais valioso ele se torna para nós.

Uma escolha apressada de alguém desqualificado poderá trazer resultados muitas vezes desastrosos. Não bastam anos de freqüência às reuniões ou a leitura de alguns livros maçônicos, para dominar-se o conhecimento exigido.

Para pleitear o honroso cargo, é preciso estudar – única forma de alcançar o aprendizado - porque aprender é, evidentemente, um ato de humildade. Mas para adquirir sabedoria, é preciso observar. Só assim conseguiremos, ao invés de colocar o homem no centro de tudo, descobrir o tudo que está no centro do homem.

O candidato quando bem selecionado, pode desempenhar essa missão gloriosa, conduzindo-a com mãos suficientemente fortes para afagar e aplaudir; sabedoria para ensinar e modéstia para aprender, e por este conhecimento, fazer-se paciente, puro, pacífico e justo; adquirindo a aptidão de reconhecer o seu limitado poder e abundantes erros; sua capacidade e suas falhas; seus direitos e deveres; dispor de força para, ciente de tudo isso, se livrar das paixões humanas e assim adquirir a antevisão e o equilíbrio necessários para se desincumbir muito bem dos obstáculos em seu Veneralato, levando Paz, Amor Fraternal e Progresso à sua Loja.

O V.'. M.'. escolhido tem que ser um líder agregador que entusiasma seus Irmãos pelo devotamento e abnegação à Maçonaria. Os grandes Mestres sabem ser severos e rigorosos sem renegarem a mais perfeita benevolência. Trata os Ilr.'. da forma como deseja ser tratado e ajuda-os a se tornarem o que são capazes de ser: filhos amados do Criador do Universo, portanto IRMÃOS.

Agradece os Ilr.'. pela oportunidade de evoluir junto a todos; procura respostas dentro de si mesmo; refaz suas crenças, redimem equívocos e culpas; regenera erros e falhas, distribui perdão; espalha as sementes da harmonia, da concórdia e da felicidade que contaminam a Loja, que é a soma de valores do conjunto dos Irmãos do quadro, o sinal que marca a direção do aperfeiçoamento; valoriza tudo de bom e o melhor que existe em cada Obreiro. Ama todos os sonhos que calam os corações de Irmãos constrangidos, humildes, que sentem e não falam.

Na sua função, todas as realizações, todos os sucessos ou insucessos serão frutos da sementeira já plantada ou das circunstâncias forjadas por seu próprio comportamento.

Mas seria cômodo transferir tudo que o desagradou à ação de ex-Veneráveis e fugir de responsabilidades, quase sempre justificando seus erros com erros dos outro? Não, isso não seria conduta de um Maçom e muito menos do Venerável justo e perfeito.

Todo V.'. M.'.deseja o crescimento, o melhoramento, o progresso de sua Loja. Para tanto precisa ter projetos (planejamento, metas e meios), não só quanto à formação de sua administração (onde o que um não faz, o outro faz. Assim cada um tem seu papel útil a desempenhar); à previsão do trabalho e envolvimento de todos na ação filantrópica; a reunião dos mais íntimos com ele afinados, e que juntos possam formar um quadro coeso, de Irmãos compreensivos e amorosos que o ajudem a superar o peso das decisões que caiam sobre seus ombros. A eles poderá pedir conselhos, orientação e apoio, que, certamente, jamais lhes serão recusados.

Não deve se considerar com poderes absolutos e independentes, nem esquecer que seus poderes são claramente especificados e delimitados pelo Estatuto da Obediência e aos usos e costumes da Ordem. Ele não só está obrigado a se pautar por essas obrigações estatutárias, mas tem de respeitá-las, devido à sua condição especial de Venerável Mestre da Loja.

Precisa compreender que ao outro assiste o direito de ter opinião contrária à sua. Deve procurar criar uma empatia com o crítico, ver o assunto do ponto de vista dele, manifestando entender o seu sentimento. Sendo todos iguais, ninguém é mais forte ou mais fraco e deixa que perceba isso.
Assim ele compreenderá que o seu direito de opinar está sendo respeitado.

Quando um Irmão necessita falar ouve-o; quando acha que vai cair, ampara-o; quando pensa em desistir, estimula-o.

A bondade e a confiança de seus pares que o elevaram a essa posição de destaque, exige ser usada com sabedoria, aplicando-a no comprometimento da justiça, nunca na causa da opressão.
Administrará sua Loja com afeição, cortesia, boa vontade e amizade, nunca impondo o poder pelo argumento da força.

No desempenho de sua função terá sempre à vista que ninguém vence sozinho, mas jamais permanecerá na ofuscação das influências dos que o apoiaram ou se deixará dominar por qualquer tentativa de predominância.

Ele como V.’.M.’. é responsável por tudo o que acontecer de certo ou de errado em sua Loja. Por mais que se queixe da “herança perversa recebida” de seu antecessor; de Iniciações de candidatos mal selecionados, fardos que agora estão sobre sua carga; de Irmãos que faltam ao sigilo, à disciplina; da desorganização da Secretaria e da Tesouraria da Loja, que motivam contrariedades, causam prejuízos de ordem moral e monetária de difícil reajustamento. Deve verificar antes o que ele tem feito para modificar, agilizar e melhorar esse quadro.

A condução de uma Loja dá trabalho, requer paciência, é como se fossemos tecer uma colcha de retalhos, tratar de um jardim, cuidar de uma criança. Deve ser feita com destreza, dedicação, vontade e habilidade.

Forçado é perceber que possuímos em nossos Irmãos os reflexos de nós mesmos. Cabe-nos, por isso mesmo tentar compreendê-los, pela própria consciência, para poder extirpar espinhos, separar as coisas daninhas, ruins, que surgem entre as boas que semeamos no solo bendito do tempo e da vida que se não forem bem cuidadas serão corrompidas.

A todos fala, mas poucos o ouvem. A todos ensina, mas poucos o compreendem. A todos chama, esperando que alguém o ajude, mas poucos o atendem. Contudo sabe que não está só, que há muitos Irmãos (a maioria) compartilhando seu amor para acontecer a Fraternidade Universal.

Quando o V.'. M.'. lança a semente da união, chame-o fraternidade.

Quando nos convida a analisar nossos feitos para reconhecer erros cometidos, chame-o consciência.

Quando aos defeitos alheios pede paciência, chame-o indulgência.

Quando floresce um sentimento puro de amizade aos olhos de todos, chame-o amor.

Quando aos nossos erros, incompreensões, medos, desânimos, perdoa de boa vontade, chame-o bondade.

Quando a cada um deixa que receba segundo os seus atos, chame-os justiça.

Quando nos lábios de um Irmão aparecer um sorriso, e mais outro, sorri junto, mesmo de coisas pequenas para provar ao mundo que quer oferecer o melhor, chame-o felicidade.

Quando valoriza a ritualística, o simbolismo, utilizando as Sessões Ordinárias como uma forma objetiva de instruir o Irmão, incentivando o estudo e a discussão de tudo que seja relevante para a Ordem em particular e para a sociedade em geral, chame-o instrutor.

Quando estimula os Irmãos a apresentarem trabalhos de conteúdo, elaborados por eles, e reprova simplesmente cópias retiradas de livros, revistas ou Internet, e o que é ainda mais inconveniente, insensato e desastroso, o recurso do plágio, ou seja, a cópia ou imitação do trabalho alheio, sem menção do legitimo autor, aí sim, pode chamá-lo Mestre.

Mestre sim, porque, sempre independente, nunca perde a alegria, nunca se acomoda e, como fiel condutor que representa o grupo, que ocupa a primeira posição de comando, isto é, comanda (manda com) seus liderados em qualquer linha de idéia, chame-o líder.

Quando ao sair das reuniões cada um de nós se sinta fortalecido na prática da Arte Real, do bem e do amor ao próximo, pode chamar o local de Loja Maçônica Regular, Justa e Perfeita.

Acabando a tristeza e a preocupação, surge então a força, a esperança, a alegria, a confiança, a coragem, o equilíbrio, a responsabilidade, a tolerância, o bom humor, de modo que a veemência e a determinação se tornam contagiantes, mas não esquecendo o perigo que representa a falta do entusiasmo que também contagia.

E, finalmente, ao se aproximar o término de seu Veneralato, faz uma reflexão sobre quais foram as atitudes reais de benemerência que vem tomando? (aqui nos referimos a auxílio financeiro a alguma Instituição filantrópica), falamos principalmente do "ombro amigo" na hora necessária, ou o empréstimo de seu ouvido para que as queixas fossem depositadas?

Esta não é a enumeração de todas as qualidades que distinguem o Venerável Mestre ideal, mas todo aquele que se esforce em possuí-las, está no caminho que conduz a todas as outras.

Agradeça caríssimo Irmão, toda a coragem nos momentos de tensão, o socorro da luz nos momentos de desânimo que sempre pode contar com verdadeiros Irmãos em seu Veneralato.

Nunca deixe de agradecer por ter sido a ferramenta, o instrumento de trabalho criado por Deus, usado como símbolo da moralidade, para trazer luz, calor, paz, sabedoria, beleza para muitos corações e amor sem medida no caminho de tantos Irmãos como sem medida foi por eles amado.

Encerrando o seu mandato, que consiga afirmar a todos os obreiros de sua Loja: "não sinto que caminhei só. Obrigado por estarem comigo. Obrigado por me demonstrarem quanto bem me querem. Eu também os quero bem.
Gostaria de continuar, mas é tempo de "passar o malhete" e dizer: MISSÃO CUMPRIDA!"

Em nossas reflexões, que o amor desperte em nossos corações e juntos, com os olhos voltados para frente, consigamos tenacidade para construir o presente e audácia para arquitetar o futuro, por isso, NUNCA DEIXAREMOS NOSSO VENERÁVEL LUTAR E CAMINHAR SÓ!

Se todos nós desejamos ser felizes, devemos ter sempre em mente o provérbio, que diz: "Ao se dividir o amor, multiplica-se a felicidade”.

A fim de vermos no Venerável Mestre de nossa Loja e em cada criatura, um Irmão a quem devemos dar as mãos para a renovação da confiança no Grande Arquiteto do Universo.

Agora você entende o perfil e o segredo de um Venerável justo e perfeito?

PEDRA BRUTA
Blog do site SALMO133 - Pesquisas e Estudos Maçônicos

domingo, 21 de novembro de 2010

Reunião Loja Carneiro da Cunha - João Pessoa-PB


Reunião memorável digna de verdadeiros maçons, ocorreu no dia 18.11.2010.


A Maçonaria é apregoada pelos profanos, dos irmãos muito se amarem, defenderem-se uns aos outros, em qualquer circunstância. Certamente, desconhecem os nossos Landmarks, haja visto, a Maçonaria não acata, nem protege a desonestidade e a desonra. Algumas vezes, o irmão que não coaduna com o "cavar masmorras ao vício e levantar templos à virtude", será novamente instruído e caso permaneça reincidente, a Lei maçônica o convidará a retirar-se do seio dos aprendizes das virtudes.


Permitam-me, registrar a sessão ocorrida no Oriente de João Pessoa, cujos assuntos abordados foram sublimes e cujos objetivos culminaram com o desenvolvimento de ações pertinentes a verdadeira finalidade da sublime e sacrossanta Maçonaria.


Regresso feliz, alma embevecida e renovada pela oportunidade de participar da sessão, com a efetiva interração de quase todos os maçons presentes, onde todos os assuntos tratados, fariam até o próprio Jacques Demolay entender que não foi em vão o seu suplício.


O escritor Jairo Capasso, foi feliz, até parece que já participou de reuniões com homens livres e de bons costumes, quando afirmou, com conhecimento de causa o seguinte pensamento: "O caminhar para Deus não é um caminhar solitário, mas é um caminhar com os outros."


A harmania reinante em Loja era de sensibilizar o aprendiz mais recalcitrante, permanecendo ecoando em nossas almas a honra, a fé, a força e beleza dos irmãos presentes.

A nossa Ordem representa muito mais do que meras palavras, na verdade, é necessário buscarmos os símbolos e as alegórias, interpretá-los, e, sobretudo, vivenciá-los como toda a Loja, naquela noite memorável, estavam caminhando únidos e uníssonos num só lema, a pratica da caridade, aliás, em uma mensagem Emmanuel, nos adverte de que: "Quando não desejarmos ser melhor, a vida nos melhorará através da dor."

Assim, mesmo sendo uma obrigação de maçom, receber aos irmãos com fraternidade e respeito, manifesto o meu mais profundo agradecimento a todos os Obreiros da respeitável Loja Carneiro da Cunha. "Toda árvore boa dá bons frutos".

A todos
S.F.U.

Do irmão


Walter

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A SEMENTE DA VERDADE

A SEMENTE DA VERDADE

Um imperador precisava achar um sucessor. Como não tinha filhos nem parentes decidiu chamar todas as crianças do reino e uma delas foi Thai.


Thai era excelente jardineiro e toda planta que tocava crescia forte e viçosa.

Reunidas as crianças, o imperador entregou-lhes algumas sementes para que cultivassem por um ano e seu trono seria daquele que trouxesse a mais bela flor.

Thai plantou a semente com carinho e dedicação mas, por mais que se esforçasse a semente não brotava.


Fez tudo o que podia, mas nada adiantou, e no dia da apresentação Thai não queria ir ao palácio, mas seu avô aconselhou:


Você é honesto. Vá até o imperador e diga a verdade. Não se envergonhe. Devemos sempre agir com honestidade, buscando a felicidade, sem que a nossa alegria faça alguém infeliz.

Então Thai foi até o palácio e chegando lá viu que todas as crianças traziam consigo belíssima planta, mas viu também que o imperador olhava cada uma delas sem nenhum contentamento.

Chegando a sua vez Thai não se conteve e começou a chorar. Com a cabeça baixa mostrou o vaso ao imperador e pediu-lhe perdão, pois por mais que se esforçasse a semente não brotou. Então o imperador falou-lhe:

— Não se envergonhe criança, você fez o certo. SUA GRANDE VIRTUDE FOI DIZER A VERDADE. Eu havia queimado todas as sementes, portanto nenhuma poderia germinar.


— Você foi o único que de fato plantou a semente da verdade.


“Algumas vezes a verdade não é tão bonita quanto uma flor, mas precisamos encará-la com coragem para vencer os grandes desafios”.

Extraído de ( F u n d a ç ã o E d u c a r D P a s c )
barbarabompan@terra.com.br

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Dignos de serem bons irmãos




Nono Landmark


Os Maçons só devem admitir nas suas lojas homens maiores de idade, de perfeita reputação, gente de honra, leais e discretos, dignos em todos os níveis de serem bons irmãos e aptos a reconhecer os limites do domínio do homem e o infinito poder do Eterno.

Este nono Landmark define, com precisão evidente, as características de quem está em condições de ser admitido maçon.

Tal só pode ocorrer relativamente a homens - o que exclui a admissão, na Maçonaria Regular, de mulheres e a existência de Lojas mistas; conferir, a este respeito, o comentário que elaborei a propósito do terceiro Landmark.

Esses homens têm de ser maiores de idade, isto é, adultos. A maioridade afere-se, desde logo, pela lei civil que vigora no país onde funciona a Loja. Mas o preceito, corretamente interpretado, exige mais: exige a maioridade de pensamento, isto é, a maturidade necessária para compreender o que implica ser maçom e a capacidade e vontade de palmilhar o caminho do aperfeiçoamento.

Têm ainda tais homens de ser de perfeita reputação. Não basta ser sério e honesto, impõe-se que seja tido e reputado como tal no seu ambiente social. O maçom, por o ser, deve impor-se à consideração geral. Dificilmente o consegue quem não tiver angariado por si e suas ações tal reputação. Não seria a aquisição da qualidade de maçom que melhoraria a sua reputação. Pelo contrário, seria a mácula na sua reputação que mancharia a Maçonaria.

Tem de ser gente de honra, ou seja, que dá valor à sua palavra e a cumpre, que sabe o valor, a importância e a responsabilidade da sua honra e age em conformidade.

Devem os maçons ser leais, condição essencial para integrarem uma Fraternidade em que todos em si vão confiar.

Devem ser discretos, porque o é a Maçonaria. Note-se: não secreta, mas discreta! No sentido em que preserva a intimidade e a identidade dos seus membros e da sua atividade. No sentido de que não alardeia nem publicita o que faz a quem ajuda, o que contribui, seguindo o preceito de que, no vero homem de bem, nem sequer a mão esquerda tem de saber o que deu a mão direita.

Têm de ser dignos de serem bons irmãos, porque só assim podem integrar a Fraternidade Maçônica.

Têm de ter a capacidade de reconhecer os limites do homem, porque só assim podem reconhecer o seu papel no Universo e procurar aproximar-se o mais possível desses limites, sem a pretensão de serem mais do que são: humanos.

Finalmente, têm de ter a capacidade de reconhecer o infinito poder do Eterno, isto é, de serem crentes num Criador Todo Poderoso.

Quem acusa a Maçonaria de ser uma elite... Tem razão! Poucos estão ainda em condições de ser admitidos maçons, efetivamente! Mas um dos objetivos do trabalho maçônico é a construção do Templo Coletivo, isto é, o aperfeiçoamento geral da sociedade, através da intervenção e do exemplo dos maçons. Esperamos que cada vez mais estejam em condições de vir a ser admitidos maçons!

Rui Bandeira
Lisboa - PORTUGAL

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Desmonte da Maçonaria e da Sociedade


Desmonte da Maçonaria e da Sociedade

Charles Evaldo Boller



Os efeitos das evasões na Maçonaria, independente de obediência e país, é resultado de gradual desmonte. As estatísticas demonstram que desde a década de 1950 a Maçonaria é desmontada à semelhança do hodierno Estado brasileiro. Em termos globais o número de obreiros da Maçonaria e os valores da sociedade crescem à semelhança de rabo de cavalo! Os grupos de poder infiltrados na Maçonaria e na política mundial conduzem as instituições ao sabor de suas insidiosas pretensões. No Estado brasileiro é só ler o PNDH-3 e outros projetos e leis para identificar ideologias perniciosas que contribuem ao desmonte da sociedade brasileira. Os valores culturais do brasileiro estão em risco. O legislativo gradativamente altera a ordem cultural brasileira submetido a escusos interesses de poder e economia alienígena. Sociedades como os Estados Unidos da América fenecem debaixo da degradação de valores e princípios. E quando os valores da educação e hegemonia familiar são prejudicados, ao olhar a história da humanidade, em todas as civilizações, esta degradação define desmonte, sobraram de cada civilização apenas resquícios que "mais se parecem com as colunas de um templo druida em ruínas, rude e mutilado em sua grandeza". Por analogia, e devido ao fato do maçom ser parte desta sociedade em dissolução, implica que a ordem maçônica segue o roldão.



A principal atividade da ordem maçônica é a de propiciar ambiente próprio para homens bons desenvolverem-se ainda mais, tornarem-se líderes na Maçonaria e na sociedade e obterem a educação necessária para oferecer oposição ao desmonte preconizado pelos que mandam no mundo. O que se vê na Maçonaria são manobras de distração, de mudança de foco da essência do que deveria ser realizado em loja. Se a divisão em novos ritos e obediências promove novas linhas de pensamentos ela é correta, vem ao encontro de salvar a atual civilização. Se a razão for dividir para conquistar poder, então a instituição segue o caminho da estagnação, mesmice, trivialidade. Basta observar em qual destes caminhos cada loja segue, para determinar a capacidade de sobrevivência de seus obreiros na ordem maçônica. Se não existirem elementos de atração para o maçom permanecer dentro da instituição, se os líderes da Maçonaria não efetuarem esforços hercúleos para motivar os maçons à prática da ação maçônica, vivemos o fim.



Algumas causas de conhecimento geral de evasão de maçons das lojas são: Educação: não de conhecimento, mas de valores e princípios; pensamento: tíbio interesse para pesquisar, ler e escrever; instrução: aplicada de forma mecânica e sem cobrança; debate: descamba em queixume, lamúria e até explosão emocional; trabalho: aprendizes e companheiros ensinam. Acomodação: obreiro entra calado e sai mudo do templo; vaidade: cargo é motivado por sede de poder e distinção; recrutamento: proposto não tem perfil maçônico; sindicância: irresponsável e negligente; decepção: na maioria das propostas de iniciação busca-se por evolução humanística; desafio: ausência de projetos nas áreas de ciências humanas; prolixidade: oratória inócua, desfocada; voluntariado: não aceita cargo que exige trabalho, dedicação e assiduidade; propaganda: associação é espaço para divulgação de currículos, bens e serviços; proposta: é usual proporem a terceirização da responsabilidade civil individual; proselitismo: reiterada investida para atrair irmãos para religião ou ideologia.



Albert Pike, em 1871, em "Morals and Dogma", relativo aos graus filosóficos do Rito Escocês Antigo e Aceito, assim se dirigiu aos irmãos do grau quatro, Mestre Secreto: "Se o irmão estiver desapontado com os três primeiros graus, na forma como os recebeu, e, se pareceu que o desempenho não chegou até o que imaginava; se as lições de moralidade não são novas; onde a instrução científica é rudimentar e os símbolos são explicados de forma imperfeita; lembre-se que as cerimônias e as lições dos graus, com o tempo, foram se acomodando cada vez mais, por supressões e afundando na memória muitas vezes limitada da capacidade e intelecto do mestre e das necessidades do aprendiz recém-iniciado; que a simbologia veio até nós de uma época em que os símbolos eram usados, não para revelar, mas esconder; quando a aprendizagem mais comum foi confinada a uns poucos escolhidos e os mais simples princípios de moralidade pareciam verdades recém-descobertas. Onde esses graus, antigos e simples, agora mais se parecem com as colunas de um templo druida em ruínas, rude e mutilado em sua grandeza, em outras partes corroídas pelo tempo e desfiguradas pelas adições modernas e interpretações absurdas. Estes três graus iniciais, ditos simbólicos, são a entrada para o grande templo maçônico. São as três colunas do pórtico de entrada".



Mesmo com a realidade de 1871, que é semelhante a atual, a Maçonaria cresceu durante as duas grandes guerras e depois começou a decair a partir de 1950, logo após a Segunda Guerra Mundial. Será que o maçom aguarda a eclosão da Terceira Guerra Mundial para motivar-se? Por mais forte que seja a Maçonaria esta não resistirá se seus homens se desumanizam, não pensam e não lutam.



Rousseau iniciou a análise da alienação das pessoas, afirmando ser praticamente impossível escapar da possibilidade de submeter-se à vontade geral em detrimento da vontade individual. O cidadão, em nome da aprovação social e da sobrevivência castra sua vontade individual. Marx leva a questão da alienação ao extremo quando assenta sua filosofia na desumanização resultante do desenvolvimento capitalista, aonde o trabalho aliena do homem até seu próprio corpo, bem como, de sua natureza externa, mental e humana. Ao pensar sobre este tema o maçom acorda o que jaz adormecido em si e se posiciona. Posicionamento exige debate, estudo, ação. Posicionar-se significa perda de poder dos poderosos.



A Maçonaria preconiza a fundamentação filosófica que se use como referência a natureza humana e que se estudem os limites e interesses humanos. Para o maçom e Protágoras, o homem é a medida das coisas quando reconhece suas limitações e assim dimensiona sua ação maçônica dentro de sua capacidade. Os símbolos maçônicos falam ao erudito como aos sem erudição num mesmo nível, cada um responde conforme seus referenciais. Coloca-se o homem no centro da realidade e do saber quando se propiciam oportunidades iguais para todos e se respeitam as limitações individuais. Este laboratório recheado de símbolos existe em todos os ritos da Maçonaria, é só viver o dia-a-dia de cada loja. Levar outros a posicionarem-se é outro dos objetivos que a Maçonaria faz e os poderosos abominam.



Se a Maçonaria caminha para a estagnação, seria porque o "conhece-te a ti mesmo", de Sócrates e da Maçonaria, foge aos interesses dos que realmente mandam no mundo? Os ignorantes são facilmente conduzidos aos redis dos poderosos, salvo uns poucos que observam fatos e dados de ângulo mais elevado. Da maioria ouvem-se brados de ordem e revolta, muita lamúria e pouca ação maçônica. Quando se diz que cada maçom deve permitir que a Maçonaria penetre em si mesmo, significa ação proativa para consigo mesmo e a sociedade, significa: educação, pensamento, debate, trabalho e luta. Ao libertar-se da alienação e passar a pensar por conta própria corta-se o poder dos poderosos, dos alienadores, e disto eles estão cientes; é a razão das hostes inimigas sitiarem e atacarem a Maçonaria, desmontando-a. O desmonte ocorre de dentro para fora. Os piores inimigos, os mais terríveis demolidores da Maçonaria são maçons! Alguns destes maçons nem sabem que são joguetes nas mãos dos poderosos, são até honestos em suas intensões, mas não pensam e não deixam os outros pensarem. Ou então babam pelo poder! Quando não são vítimas de suas próprias paixões servem de instrumento para desfigurar a Maçonaria com "adições modernas e interpretações absurdas".



A ideologia do igualitarismo da Maçonaria e Aristóteles define que os homens devem ser tratados da mesma maneira, mas que a retribuição deve ser proporcional à contribuição individual usando como referência: mérito, necessidade e solidariedade. Desta forma o maçom se humaniza sabendo da necessidade de ação para obter mérito. Sem ação ele se torna peso para os outros maçons. A Maçonaria não é sociedade de auxílio mútuo. Há necessidade de trabalho e ação social. A ação social não está restrita a benemerência que pode ser terceirizada, o objetivo é fazer cada maçom posicionar-se na sociedade como multiplicador de novos pensamentos. Como adquirirá novos pensamentos sem leitura, debate, estudo e escrita? É na autorealização, o último estágio das necessidades de Maslow, que o maçom se motiva e continua perseverante em sua atividade, obtida com ação maçônica constante. Diz o sábio maçom: "lugar de maçom é em loja"!



Um grande iniciado do primeiro século, e muitos outros antes e além dele, chegaram à única conclusão que é apenas pelo amor fraterno que se resolvem todos os problemas da humanidade. Creia na proteção do Grande Arquiteto do Universo, mas, por favor, tranque a porta! - diz o sábio. O caminho para aumentar em número com qualidade é a ação maçônica em todos os sentidos: beneficente, conspiratória, erudita, espiritual, filosófica, fraterna, iniciática, política, social, e por aí afora. Nada se faz sem luta, sem ação. A luta através da ação maçônica não tem necessidade de nova guerra global, basta que cada maçom usufrua e coloque em prática o que desenvolve junto com seus irmãos em sua loja. A diversificação de ritos, lojas e obediências serve para o propósito de oferecer albergue para todas as linhas de pensamento. É só olhar para a história que se deduz que é em resultado de autoconhecimento, de educação - desenvolvimento físico, intelectual e moral - que o homem se liberta da escravidão. A educação liberta o cidadão e, por consequência, o Estado. Resultado: lojas cheias. Apenas quando a absoluta maioria dos cidadãos agirem à glória do Grande Arquiteto do Universo é que a Maçonaria pode ser desmontada; até lá permanece a única fortaleza a opor-se aos poderosos.



Bibliografia:

1. CASTELLANI, José, A Ação Secreta da Maçonaria na Política Mundial, ISBN 85-88781-02-6, 1ª edição, Editora Landmark, 204 páginas, São Paulo, 2001.

2. CHAVES, Pablo Bonilla, Uma Leitura do Papel da Educação à Luz da Constituição Brasileira de 1988, O Processo Educativo como Elemento Propulsor da Cidadania e da Sociedade, ISBN 978-85-60520-53-4, 1ª edição, Núria Babris Editora, 216 páginas, Porto

3. COSTA, Frederico Guilherme, Maçonaria, um Estudo da sua História, Nº 12, 1ª edição, Editora Maçônica a Trolha Ltda., 184 páginas, Londrina, 1991.

4. Estatística da variação de obreiros na maçonaria norte-americana desde 1924; Masonic Membership Statistics; http://www.msana.com/msastats.asp

5. ESTULIN, Daniel, A Verdadeira História do Clube Bilderberg, título original: La Verdadera Historia del Club Bilderberg, tradução: Lea P. Zylberlicht, ISBN 85-7665-169-6, 1ª edição, Editora Planeta do Brasil Ltda., 320 páginas, São Paulo, 2006.

6. FERREIRA, Antônio do Carmo, A Função do Maçom na Sociedade, ISBN 978-85-7252-272-4, 1ª edição, Editora Maçônica a Trolha Ltda., 148 páginas, Londrina, 2009.

7. FERRER-BENIMELI, José Antonio, Arquivos Secretos do Vaticano e a Franco-maçonaria, História de uma Condenação Pontifícia, título original: Les Archives Secrètes du Vatican et la Franc-maçonerie, tradução: Sílvio Floreal de Jesus Antunha, ISBN 978-85-370-0288-9, 1ª edição, Madras Editora Ltda., 832 páginas, São Paulo, 2007.

8. GEORGE, Susan, O Relatório Lugano, Sobre a Manutenção do Capitalismo no Século XXI, título original: The Lugano Report, tradução: Afonso Teixeira Filho, ISBN 85-85934-89-1, 1ª edição, Boitempo Editorial, 224 páginas, São Paulo, 1999.

9. ISRAEL, Jonathan I., Iluminismo Radical a Filosofia e a Construção da Modernidade 1650-1750, Radical Enlighttenment, Philosofy, Making of Modernity, 1650-1750, tradução: Cláudio Blanc, ISBN 978-85-370-0432-6, 1ª edição, Madras Editora Ltda., 878 páginas, São Paulo, 2009.

10. KAMEL, Ali, Não Somos Racistas, ISBN 85-209-1923-5, 1ª edição, Editora Nova Fronteira S/A, 144 páginas, Rio de Janeiro, 2006.

11. Livro com a íntegra do PNDH-3, Programa Nacional de Direitos Humanos, Versão três, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República Federativa do Brasil: http://portal.mj.gov.br/sedh/pndh3/pndh3.pdf

12. MASI, Domenico de, Criatividade e Grupos Criativos, título original: La Fantasia e la Concretezza, tradução: Gaetano Lettieri, ISBN 85-7542-092-5, 1ª edição, Editora Sextante, 796 páginas, Rio de Janeiro, 2003.

13. MASI, Domenico de, O Futuro do Trabalho, Fadiga e Ócio na Sociedade Pós-industrial, título original: Il Futuro del Lavoro, tradução: Yadyr A. Figueiredo, ISBN 85-03-00682-0, 9ª edição, José Olympio Editora, 354 páginas, Rio de Janeiro, 1999.

14. PIKE, Albert Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry, prepared for the Supreme Council of the Thirty Third Degree for the Southern Jurisdiction of the United States, Charleston, 1871.



Biografias:

1. Abraham Maslow, psicólogo de nacionalidade norte-americana. Também conhecido por Abraham H. Maslow. Nasceu em Nova Iorque em 1 de abril de 1908. Faleceu em Califórnia, em 8 de junho de 1970, com 62 anos de idade. Conhecido pela proposta hierarquia de necessidades de Maslow.

2. Albert Pike, advogado, autor, escritor, historiador, maçom e poeta de nacionalidade norte-americana. Nasceu em Boston, Massachusetts em 29 de dezembro de 1809. Faleceu em Washington, em 2 de abril de 1891, com 81 anos de idade. Reorganizador de todos os rituais do Rito Escocês Antigo e Aceito, do grau quarto ao trinta e três.

3. Jesus Cristo, líder religioso, rabino e rei de nacionalidade judia. Também conhecido por O Salvador. Nasceu em Belém em 4 a. C. Faleceu em Jerusalém, em 29. É tido pelos cristãos como o Salvador, aquele que nasceu para sacrificar-se e assim redimir os pecados do homem.

4. Karl Marx ou Karl Friedrich Marx, compositor, economista, filósofo, revolucionário e teórico político de nacionalidade alemã e judia. Nasceu em Trier, Renânia em 5 de maio de 1818. Faleceu em Londres. Inglaterra, em 14 de março de 1883, com 64 anos de idade. Ideólogo do marxismo.

5. Protágoras ou Protágoras de Abdera, filósofo de nacionalidade grega. Nasceu em Abdera em 480 a. C. Faleceu, em 411 a. C. Foi o primeiro pensador a chamar-se de sofista.

6. Rousseau ou Jean-Jacques Rousseau, ensaísta, escritor, filósofo, pedagogo e sociólogo de nacionalidade francesa. Nasceu em Genebra, Suíça em 28 de junho de 1712. Faleceu, em 2 de julho de 1778, com 65 anos de idade. Foi de suma influência na Revolução Francesa e no Romantismo.

7. Sócrates ou Sócrates de Atenas, filósofo de nacionalidade grega. Nasceu em Atenas em 468 a. C. Faleceu, em 399 a. C. Um dos mais importantes pensadores de todos os tempos.




terça-feira, 9 de novembro de 2010

A ESCADA DE JACÓ





Aug\ Resp\ Loj\ Simb\Cavaleiros da Paz nº 295
Jurisdicionada à G\L\M\M\G\

Ir\CARLOS ANTÔNIO BATISTA


A ESCADA DE JACÓ

Alfenas – MG
2009

A ESCADA DE JACÓ
Encontramos no Painel da Loja de Aprendizes uma escada, denominada Escada de Jacó que simbolicamente representa a ligação entre a Terra e os Céus. A origem da introdução do simbolismo da Escada de Jacó na Maçonaria Especulativa deve-se à visão de Jacó, registrada no Velho Testamento, Gênesis 28 vers.10,11,12, 17 e 18. Um veículo que conduzia à morada de Deus, galgando-se degrau por degrau, em busca da perfeição. É um emblema maçônico. Tanto a subida quanto a descida tem seu cume ancorado numa base, por isso o Mestre Eckhart disse: “o que existe de mais alto em sua insondável divindade corresponde àquilo que mais baixo existe nas profundezas da humildade. Aí está a transcendência da vocação humana. Somos o que queremos ser”.

Jacó tendo partido de Bersabé, ia para Haran. E como chegasse após o por do sol a certo lugar, onde ele queria passar a noite, pegou numa das pedras que ali havia; e tendo-a posto por baixo de sua cabeça, dormiu ali mesmo. Então viu em sonhos uma escada, cujos pés estavam fincados sobre a terra, e o cimo tocava o céu; e os anjos de Deus subindo e descendo por esta escada. Viu também o Senhor firmado no cimo da escada, que lhe dizia: “Eu sou o Senhor Deus de Abraão, teu pai e o Deus de Isaac. Eu darei a ti e a teus descendentes a terra em que tu dormes. A tua posteridade será numerosa, como o pó da terra; e tu te estenderás ao Ocidente, e ao Oriente, e ao Setentrião, e ao meio dia; e todas as tribos da terra serão benditas em ti e naquele que sairá de ti. Eu serei o teu condutor por toda a parte, por onde fores; e eu te tomarei a trazer a este país; e não te deixareis, a menos que não tenha executado tudo o que te prometi”.



Variadas são as interpretações do sonho de Jacó, e, especialmente sobre o significado da Escada. A mais comum é que cada degrau simboliza o esforço que ao Maçom cumpre executar para ascender até a Perfeição. Etapas vencidas e iniciações ganhas. Os degraus simbolizam os diversos planos do Universo. No Rito Escocês Antigo e Aceito, a Escada teria 33 degraus, correspondendo cada degrau a um Grau Maçônico.



Segundo as tradições maçônicas, a escada com esse significado consta de catorze degraus. Nos mistérios persas e indostâmicos ela tinha grande importância e, por isso, em seus templos se erigia uma escada de sete degraus, correspondentes também às sete cavernas iniciáticas. Mas, em realidade, seus degraus são tantos quantas são as virtudes necessárias ao aperfeiçoamento individual e, das quais, as três principais são a Fé, a Esperança e a Caridade, ali simbolizadas pela Cruz, a Âncora e o Cálice.



FÉ – ESPERANÇA - CARIDADE



O teto de um Templo Maçônico é a representação da sua própria altura, ou seja, tem o céu estampado em suas pinturas. Todo maçom deve ter como objetivo, alcançar este Céu, o ilimitado, o infinito, a certeza de estar-se atingindo a própria LIBERDADE. O ELO de ligação ou a estrada a ser trilhada para alcançar tal pretensão, da ESCADA DE JACÓ. Cada degrau representa uma etapa de aperfeiçoamento moral e também um grau da Maçonaria Simbólica e Filosófica.

Três são os símbolos que o maçom deve ter sempre em seus corações, e em mente, para se empenhar nessa caminhada. SÃO ELES: FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE, representados respectivamente pela CRUZ, ÂNCORA e TAÇA.



A Fé representa o primeiro degrau da escada de Jacó, pois ela é a SABEDORIA do ESPÍRITO, sem a qual o Homem nada levará a termo.



A Esperança representa os degraus intermediários, pois ela ampara e anima o espírito nas dificuldades encontradas no caminho.



A Caridade representa o último degrau, que só será atingido praticando-a, pois ela é a própria imagem dos mais puros sentimentos humanos, onde no seu ápice uma estrela de sete pontas.

No painel do aprendiz, ao lado da estrela de 7 pontas encontramos à direita a Lua rodeada de 7 estrelas e à esquerda o Sol. O número 7, na simbologia mística nos esclarece do porque uma estrela incomum de 7 pontas no ápice da escada de Jacó.


SIMBOLOGIA DO NÚMERO 7

Principio neutro dominando os elementos da natureza, aliança da idéia e da forma; a unidade em equilíbrio; paciência desenvolvendo a inteligência. Vitória: ligada à natureza e ao amor, simboliza o triunfo do iniciado ao fim da sua busca ( entendimento, compreensão e conhecimento)

Número que representa a energia mais perfeita que Deus concedeu para utilização dos iniciados nos rituais. O sete, diz os seguidores de Pitágoras, era assim chamado em função do verbo grego "sebo", - venerar e deriva do hebraico Shbo, set, ou satisfeito, abundância, sendo Septos, em grego "santo, divino, de mãe virgem".

Assim como a Escada de Jacó está envolvida nos mistérios e instituições que a tradição nos dá conhecer, temos a árvore da vida, no jardim do Éden nos mostrando caminhos entre um estágio inferior para um estágio superior. O verso da carta do tarô - o arcanjo maior - O julgamento - aonde vemos uma escada de sete degraus um arcanjo com sua trombeta , tendo à sua volta uma serpente que engole seu rabo com uma árvore ao seu redor. Além de figuras humanas na base da escada.

È a Escada de Jacó um símbolo religioso nos mostrando que só chegaremos à morada de Deus se galgarmos degrau por degrau a escada da vida. È o símbolo do caminho para a perfeição. Sua colocação no painel do aprendiz indica que o neófito colocou o pé no primeiro degrau da escada, iniciando sua busca para o aperfeiçoamento moral. Outra visão - a esotérica - da escada de Jacó, onde anjos subiam e desciam por ela, nos mostra, simbolicamente os ciclos evolutivos e involutivos da vida num perpétuo fluxo e refluxo através dos sucessivos nascimentos e mortes.


A Escada de Jacob, alegoria de origem bíblica, portanto, nem sempre está presente no recinto da Loja maçônica, a não ser no desenho do Painel da Loja. Todavia, algumas Lojas costumam esculpir a escada na face frontal do Altar (ou Pedestal), no Oriente. No topo da escada há uma estrela de sete pontas. A estrela de sete pontas tem o mesmo simbolismo do número sete, que é o produto da união do ternário espiritual com o quaternário material ; o sete é considerado um número perfeito, pois representa um ciclo, ou período existencial completo. Toda a mística e toda a tradição cosmogônica ocidental assim como parte da oriental, estão baseadas no sistema setenário : a escala musical tem sete notas, sete são as cores do arco-íris, sete são os chacras principais, sete são as esferas planetárias tradicionais, sete são os pecados capitais,sete foram os dias da criação, sete são as ciências liberais. A estrela heptagonal --- assim como o menorá, candelabro de sete braços --- também simboliza os sete planetas conhecidos na Antiguidade e as sete Ciências, ou Artes Liberais : Gramática, Lógica, Retórica, Aritmética, Geometria, Música e Astronomia.

BIBLIOGRAFIA

NEVES, Jurandyr José Teixeira. A Escada de Jacó. Disponível em: http://www.maconaria.net/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=75

SARTORI, Eloi. A Escada de Jacó. Disponível em: http://www.brasilmacom.com.br/pecas/aescadadejaco4.htm

CASTRO, Nêodo Ambrósio. Escada de Jacó. Disponível em: http://www.brasilmacom.com.br/pecas/escadajaco.htm

Trabalho exemplar do Irmão Carlos Antônio Batista
Da Loja Cavaleiros da Paz, nº 295
Jurisdicionada à GLMMG