terça-feira, 9 de novembro de 2010

INSTRUÇÕES PARA UM APRENDIZ MAÇOM


INSTRUÇÕES PARA UM APRENDIZ MAÇOM

A MAÇONARIA É UMA ASSOCIAÇÃO ÍNTIMA DE HOMENS ESCOLHIDOS, CUJA DOUTRINA TEM POR BASE O GADU, QUE É DEUS; COMO REGRA, A LEI NATURAL; POR CAUSA, A VERDADE, A LIBERDADE E A LUZ MORAL; POR PRINCÍPIO, A IGUALDADE, A FRATERNIDADE E A CARIDADE; POR FRUTOS, A VIRTUDE, A SOCIABILIDADE E O PROGRESSO; POR FIM, A FELICIDADE DOS POVOS, QUE INCESSANTEMENTE, ELA PROCURA REUNIR SOB SUA BANDEIRA DE PAZ. A MAÇONARIA EXISTE E EXISTIRÁ SEMPRE ONDE HOUVER O GÊNERO HUMANO. SIM SOU MAÇOM, POIS MMIICTMRR E TENHO COMO DEVER HONRAR E VENERAR O GADU, A QUEM AGRADEÇO SEMPRE AS BOAS AÇÕES QUE PRATICO PARA COM O PRÓXIMO E OS BENS QUE ME COUBEREM EM PARTILHA. DEVO TRATAR TODOS OS HOMENS SEM DISTINÇÃO DE CLASSE E DE RAÇA, COMO MEUS IGUAIS E IRMÃOS. DEVO COMBATER O ORGULHO, O ERRO E OS PRECONCEITOS; LUTAR CONTRA A IGNORÂNCIA, A MENTIRA O FANATISMO E A SUPERSTIÇÃO QUE SÃO OS FLAGELOS CAUSADORES DE TODOS OS MALES QUE AFLIGEM A HUMANIDADE E ENTRAVAM MEU PROGRESSO; DEVO PRATICAR JUSTIÇA RECÍPROCA COMO VERDADEIRA SALVAGUARDA DOS DIREITOS E DOS INTERESSES DE TODOS, E A TOLERÂNCIA QUE DEIXA A CADA UM O DIREITO DE ESCOLHER E SEGUIR SUA RELIGIÃO E SUAS OPINIÕES; DEPLORAR OS QUE ERRAM, ESFORÇANDO-ME, PORÉM, PARA RECONDUZI-LOS AO VERDADEIRO CAMINHO, ENFIM, IR COM TODAS AS FORÇAS EM SOCORRO DO INFORTÚNIO E DA AFLIÇÃO.



O MAÇOM CUMPRIRÁ TODOS ESTES DEVERES PORQUE TEM A FÉ, QUE LHE DÁ CORAGEM E O CONDUZ AO PROGRESSO; A PERSEVERANÇA, QUE VENCE OS OBSTÁCULOS; E O DEVOTAMENTO, QUE O LEVA A FAZER O BEM, MESMO COM RISCO DE SUA VIDA E SEM ESPERAR OUTRA RECOMPENSA QUE NÃO SEJA A TRANQUILIDADE DE SUA CONSCIÊNCIA.



MEUS IIRM, CAUSOU-VOS ESTRANHEZA QUE A RECEPÇÃO DE UM NOVO MEMBRO EM NOSSA ASSOCIAÇÃO FOSSE DE MODO MUITO DIVERSO DO QUE SE PRATICA NAS SOCIEDADES PROFANAS. EM VEZ DA SIMPLES ACEITAÇÃO DOS ASSOCIADOS, PASSASTES POR UM CERIMONIAL E POR UM INTERROGATÓRIO, QUE VOS PARECERAM, TALVEZ, INÚTEIS, PRINCIPALMENTE NA ÉPOCA MATERIALISTA DA VIDA HODIERNA.



SE VOLVERMOS UM POUCO AO PASSADO E O COMPARARMOS AO PRESENTE, VEREMOS QUE ALGUMA COISA DE ETERNAMENTE BELA E ADMIRÁVEL EXISTE NO HOMEM, QUANDO, PERSCRUTANDO-LHE OS INSTINTOS MORAIS, O VEMOS, ATRAVÉS DAS LUZES DA RAZÃO E SÃS INSPIRAÇÕES, SENHOR DE SEU DESTINO SOCIAL. É QUE ENCARAMOS O HOMEM NÃO COMO UM SER DEGENERADO, PRESO A TERRA PELO EGOÍSMO DE SEUS SENTIMENTOS, RASTEJANDO NOS CÍRCULOS DOS PRECONCEITOS E SEGUINDO SERVILMENTE OS VELHOS ERROS HEREDITÁRIOS, MAS COMO UM SER SUPERIOR AOS DEMAIS, USANDO CONSCIENTEMENTE DE SEUS DEVERES E DE SEUS DIREITOS PARA CHEGAR AO APOGEU DA PERFEIÇÃO A QUE É DESTINADO PELA NATUREZA. EIS PORQUE NOSSAS CERIMÔNIAS SE DESTINAM A MOSTRAR-VOS QUE, A PARTIR DE HOJE, TENDES A DESEMPENHAR O PAPEL DE CONSTRUTOR SOCIAL.

ASSIM, PODEIS PERGUNTAR: ONDE ENCONTRAR NA CIÊNCIA HUMANA, NESTE AMÁLGAMA ONDE O BEM E O MAL ESTÃO INTIMAMENTE LIGADOS, OS ELEMENTOS NECESSÁRIOS PARA A REGENERAÇÃO

NÃO ABUSEMOS DE NOSSAS PRÓPRIAS FRAQUEZAS E MUITO MENOS DOS ENLEVOS DE NOSSA VAIDADE: O MAL EXISTE POR TODA A PARTE, COM SUAS ATRAÇÕES TENTADORAS, MAS, POR TODA PARTE ESTÁ IGUALMENTE O BEM, SERVINDO DE EIXO A TODAS AS EXISTÊNCIAS. O MAL NÃO É UM PRINCÍPIO DESCONHECIDO, UMA CAUSA SEM ORIGEM, É O LADO FRACO DE NOSSA NATUREZA, O PASSO ESCORREGADIO DA VIDA SENSITIVA E SE, MANCHANDO TRONOS E ALTARES, CORROPENDO CHOUPANAS E PALÁCIOS, INVADE A HUMANIDADE, NÃO É JUSTO QUE SACRIFIQUEMOS NOSSA DIGNIDADE DE HOMEM E NOSSA FORÇA MORAL AOS APETITES DA VIDA MATERIAL; NÃO É PARA QUE FUJAMOS DA CIÊNCIA DO BEM, MAS PARA QUE POSSAMOS PÔ-LA EM PRÁTICA NO MEIO SOCIAL.
EIS PORQUE RECEBEMOS O APRMAÇ COMO PEDRA BRUTA, QUE É PARA QUE EM SEU SER MORAL DEBASTE AS ARESTAS E AS ASPEREZAS QUE AINDA EXISTEM, A FIM DE SE TORNAR UM ELEMENTO ÚTIL A CONSTRUÇÃO DO EDIFÍCIO SOCIAL QUE À MAÇONARIA COMPETE ERIGIR. EMBORA, SIMBÓLICA, ESSA CONSTRUÇÃO NÃO SE FARÁ COM QUALQUER ARGAMASSA, MAS COM O APROVEITAMENTO DE NOSSA AÇÃO E DE NOSSO TRABALHO EXERCIDOS NOS CORAÇÕES HUMANOS, ONDE EXISTE AS IMPERFEIÇÕES DO ERRO E AS ASPEREZAS DO ORGULHO E DA VAIDADE, PARA QUE, EM PLENO DESENVOLVIMENTO DA LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA, SAIBAMOS QUE ELA SOMENTE PODE SER ÚTIL QUANDO A RAZÃO DOMINÁ-LA E GUIÁ-LA, SEM SACRIFICAR OS NOBRES INSTINTOS DA CONSCIÊNCIA À AVIDEZ DAS PAIXÕES MATERIAIS.

Instruções do Grau de Apr. Maç., compiladas pelo Irm Delgídio Gomes, M.M., para estudo, reflexão e aprendizado.
João Pessoa, Abril de 2010.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Maçonaria e o ‘20 de setembro’


Maçonaria e o ‘20 de setembro’

Da luz, que si difunde, sagrada filosofia surgiu no mundo assombrado, a pura maçonaria.

Da razão, parte sublime, sacros cultos merecia altos heróis adoraram, a pura maçonaria. (Hino da Maçonaria – D. Pedro I)

A maçonaria é uma associação iniciática, filosófica, filantrópica e educativa, de carácter universal, que cultiva os princípios da liberdade, igualdade e fraternidade. Os maçons estruturam-se e reúnem-se em células autônomas, conhecidas como Lojas.

- Maçonaria e a nacionalidade Brasileira
A história da maçonaria, participando de todos os momentos importantes de nossa pátria, se confunde com a própria nacionalidade brasileira. Sob o lema da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, os irmãos maçons foram os principais mentores intelectuais e atores de todos os grandes movimentos pátrios. Sua ação foi fundamental na Inconfidência Mineira, Independência, Revolução Farroupilha, Lei do Ventre livre, Libertação dos escravos e a criação da República. Dentre tantos personagens importantes de nossa história podemos citar alguns ilustres maçons como: Álvares Maciel, Barão de Mauá, Bento Gonçalves, Castro Alves, Dom Pedro I, Duque de Caxias, Frei Caneca Garibaldi, Gonçalves Ledo, Joaquim Nabuco José Bonifácio de Andrada, Marechal Deodoro, Padre Feijó, Quintino Bocaiúva, Rui Barbosa…
Sempre atualizada em relação às grandes questões nacionais, a maçonaria desenvolve, hoje, uma agressiva campanha em defesa da questão indigenista-ambientalista que aflige a nossa Amazônia e que ganha corpo graças à omissão e cooperação do governo federal.

- Revolução Farroupilha
O Venerável Mestre Bento Gonçalves da Silva, na noite de 18 de setembro de 1835, dirigiu os trabalhos da loja Maçônica Philantropia e Liberdade situada na Rua da Igreja, n° 67, atual Duque de Caxias. Nesta ocasião, foi definido o plano para a tomada de Porto Alegre pelos Revolucionários Farroupilhas e, consequente, a destituição do presidente provincial Fernandes Braga.

- Extrato de Balaústre nº 67 de 18 de Setembro de 1835


Aos 18 dias do mês de setembro do ano de 1835 da E:.V:.e 5835 da V:.L:. reunidos em sua sede, sito a Rua da Igreja, Nº 67, em um lugar Claríssimo, Forte e Terrível aos tiranos, situado debaixo da abóbada Celeste do Zenith aos 30º e 5´ de Latitude da América Brasileira, ao Vale de Porto Alegre, Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, nas dependências do Gabinete de Leitura onde funciona a Loj:. Maç:. Philantropia e Liberdade, com o fim de especificadamente traçarem as metas finais para o início do movimento revolucionário com que seus integrantes pretendem resgatar os brios, os direitos e a dignidade do povo Riograndense.
A sessão foi aberta pelo Ven:. Mestre Ir:. Bento Gonçalves da Silva. Registre-se a bem da verdade, ainda as presenças dos IIr:. José Mariano de Mattos, Ex Ven:. José Gomes de Vasconcelos Jardim, Pedro Boticário, Vicente da Fontoura, Paulino da Fontoura, Antonio de Souza Neto e Domingos José de Almeida, o qual serviu como Secretário e lavrou a presente ata. Logo de início o Ven:. Mestre depois de tecer breves considerações sobre os motivos da presente reunião de caráter extraordinário informou a seus pares que o movimento estava prestes a ser desencadeado. A data escolhida é o dia 20 do corrente, isto é, depois de amanhã. Nesta data, todos nós, em nome do Rio Grande do Sul, nos levantaremos em luta contra o imperialismo que reina no País.
Na ocasião, ficou acertada a tomada da Capital da Província pelas tropas dos IIr:. Vasconcellos Jardim e Onofre Pires, que deverão permanecer com seus homens nas imediações da Ponte da Azenha, aguardando o contingente que deverá se deslocar desde a localidade de Pedras Brancas, quando avisados. Tanto Vasconcellos Jardim como Onofre, ao serem informados responderam que estavam a postos aguardando o momento para agirem. Também fez ouvir o nobre Vicente da Fontoura que sugeriu o máximo de cuidado, pois certamente, o Presidente Braga seria avisado do movimento.
O tronco de Beneficência fez a sua circulação e rendeu a moeda cunhada de 421$000 contados pelo Ir:. Tes:. Pedro Boticário.
Por proposição do Ir:. José Mariano de Mattos, o tronco de Beneficência foi destinado à compra de uma Carta de Alforria, de um escravo de meia idade, no valor de 350$000, proposta aceita por unanimidade.
Foi realizada uma poderosa Cadeia de União, que pela justiça e grandeza da causa, pois em nome do povo Riograndense lutariam pela Liberdade, Igualdade e Humanidade, pediam a força e a proteção do G:.A:.D:.U:. para todos os Ir:. e seus companheiros que iriam participar das contendas.
Já eram altas horas da madrugada quando os trabalhos foram encerrados, afirmando o Ven:. Mestre que todos deveriam confiar nas LL:.do G:.A:.D:.U:. e como ninguém mais quisesse fazer uso da palavra, foram encerrados os trabalhos, do que, eu Domingos José de Almeida, Secretário, tracei o presente Balaústre, a fim de que, a história através dos tempos, possa registrar que um grupo de Maçons Homens Livres e de Bons Costumes, empenhou-se com o risco da própria vida, em restabelecer o reconhecimento dos direitos desta abençoada terra, berço de grandes homens, localizada no extremo sul de nossa querida Pátria.
Oriente de Porto Alegre, aos dezoito dias do mês de setembro de 1835 (E:.V:.)
18º dia do sexto mês Tirsi da V:.L:. ano de 5835.
Assinado: Ir:. Domingos José de Almeida – Secretário
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Texto de Hiram Reis e Silva

domingo, 7 de novembro de 2010

A MAÇONARIA



A MAÇONARIA


A Maçonaria não é uma sociedade beneficente ou securitária e não visa lucro. Todavia são imensuráveis os serviços caritativos prestados por ela, no esforço comum de todos os homens pela solidariedade entre irmãos, mesmo fora de seus quadros. Ela prega a fraternidade e o auto-desenvolvimento e, através da exemplificação dos princípios e preceitos da ordem maçônica, almeja-se tornar melhores os homens bons.

Uma filosofia de vida

Maçonaria significa muitas coisas para muitas pessoas. Isso é verdade, não apenas para os não-maçons, mas se aplica também aos maçons.
A maçonaria tem conotação diferente em situações diversas. Alguém escreveu que maçonaria é gentileza em casa, honestidade nos negócios, lealdade no trabalho, cortesia na sociedade, compaixão e inquietação pelos doentes e infelizes, resistência às adversidades, ajuda aos fracos, perdão aos arrependidos, amor ao próximo e, acima de tudo, reverência e amor a Deus. Sim, ela é tudo isso, mas é mais. Maçonaria é uma filosofia de vida, um modo agradável de se viver.

Método de ensino maçônico

Atualmente a Loja Maçônica é chamada especulativa porque ela dá ênfase à filosofia moral, que é a base, e não à arte de edificar construções que ocupava os maçons do século XVI e anteriores. As ferramentas dos pedreiros são utilizadas para simbolizar as virtudes morais, em vez de servirem para construir catedrais.
Os ensinamentos da Maçonaria estão baseados em princípios éticos que são aceitáveis por todos os homens de bem. Entre seus preceitos figuram o entendimento e a caridade para toda a humanidade. Apesar de perseguida muitas vezes por monarcas e ditadores, a Ordem Maçônica tem perseverado em sua obra.
Através do Simbolismo e de alegorias ensinados pelos rituais e livros o Maçom aprende os princípios do Amor Fraternal, da Assistência e da Lealdade. Os princípios da Maçonaria baseiam-se em sentimentos de profundo amor pela pátria, respeito ao próximo e a vontade pessoal de viver uma vida virtuosa.
A Maçonaria proclama, orgulhosamente, que é composta por homens que estão comprometidos a estender Amor Fraternal e Afeição a todos, em qualquer lugar, sem interferir nas crenças de qualquer homem, sejam religiosas ou leigas, sem buscar obter vantagens para seus membros, do ponto de vista profissional ou político.
Grande Loja Maçônica de Pernambuco

sábado, 6 de novembro de 2010

ÉTICA MAÇÔNICA



ÉTICA MAÇÔNICA
Por Ir.´. Ed Halpaus *


“Um homem sem ética é uma besta desenfreada solta neste mundo.” (Irmão Manly Hall)

Querido Estudante de maçonaria,

Eu tive a felicidade de poder assistir a algumas reuniões maçônicas recentemente, e a oportunidade de falar sobre Maçonaria. Na conclusão de algumas das minhas palestras, sempre havia tempo para algumas perguntas e respostas. Eu gosto de ser perguntado sobre Maçonaria por alguns motivos: Um deles é que é sempre bom para aquele que pergunta obter uma resposta para algo que estava em sua mente. Outro motivo é que me dá a oportunidade de fazer alguma pesquisa para encontrar a resposta. Nossa Comissão de Educação, na verdade, não só acolhe e solicita perguntas, nós realmente gostamos de recebê-las, porque, se não fosse pelas perguntas, não haveria muito que significasse informação/educação maçônicas.
Recentemente, um tema tem surgido na internet sobre a ética na educação maçônica. Tenho lido muitos dos posts na internet, e se eu entendo direito, a questão diz respeito ao fato de ser ético saber algo sobre a Maçonaria que seria interessante, e não compartilhar. Eu acho que vejo as coisas de forma diferente; acho que ética é muito simples. O Rev. John Maxwell também afirma que é muito simples: ele sugere que se uma pergunta sobre a ética surgir, faça uma pergunta simples: "Como eu gostaria de ser tratado nesta situação?"
Quando se trata de conhecimento maçônico, eu sempre quis ser capaz de aprender com os outros, falando com eles, ouvindo palestras maçônicas, lendo o que eles tinham a dizer sobre a ordem, etc. Todo maçom tem o direito de aprender tanto quanto quiser sobre Maçonaria, e aqueles de nós que têm informações a passar adiante temos a obrigação de ajudar nossos irmãos a aprender aquilo que eles querem aprender. Esta idéia está presente na Obrigação do primeiro grau e também no código maçônico de minha Grande Loja. A nenhum Maçom deveria ser negada informação de que ele devesse ou precisasse saber.
Ao final de minhas palestras, e através de e-mail, correio e telefone, recebo um monte de boas perguntas, tanto de maçons quanto de profanos. (Nem todos os estudantes de maçonaria foram iniciados.) Há um grande interesse na Maçonaria e em tudo que a rodeia.
Recentemente, recebi uma pergunta que envolvia algo que eu nunca pensei viesse à tona.
Pouco antes disso eu estava lendo sobre Hermann Goering no livro de Denslow "10.000 maçons famosos". [Este livro pode ser encontrado on-line em www.phoenixmasonry.org ] Eu acho que o "10.000 maçons" de Denslow é um livro maravilhoso para o estudante de maçonaria possuir, e sou muito grato ao irmão que me forneceu um exemplar [na verdade, um conjunto de 4 livros], que eu uso e leio regularmente.
Enfim, no volume 2, Herman Goering é mencionado, não porque ele era maçom - ele não era -, mas porque ele era um antimaçom. (Os verdadeiros antimaçons nunca ficarão felizes até, e a menos que a fraternidade maçônica deixe de existir.
Aqui está a pergunta que foi feita após uma de minhas palestras: O irmão vira uma foto de uma publicação antiga mostrando uma cerimônia (ele não a tinha consigo naquele momento, mas ele a descreveu para mim) na Alemanha, em 1938, no lançamento da pedra fundamental da fábrica da Volkswagen. Ele disse que certamente se parecia com uma cerimônia maçônica, e parecia que os homens vestindo casacas e um deles, de cartola, usava um avental. A pergunta era se eu achava que era uma cerimônia maçônica? Devo acrescentar que Adolfo Hitler também aparecia na foto.
Não é nenhum segredo que Hitler queria acabar com a Maçonaria, assim como Hermann Goering. Lendo sobre Goering em "10.000" descobre-se sua rápida ascensão ao poder dentro do governo nazista com crescente responsabilidade e poder. A parte interessante da curta biografia de Goering no "10.000" é quando ele se encontrou e conversou com o Grão Mestre Von Heeringen em 07 de abril de 1933. Goering lhe disse: "Em um estado nacional socialista... não há lugar para os maçons." Interessantes em suas palavras - não "não há lugar para a Maçonaria", mas "não há lugar para os maçons". Denslow relata que "Mais tarde, os chefes da
maçonaria alemã informaram 'se a intenção do ministro Goering encontrasse aprovação geral no gabinete do Reich, não haveria nenhuma questão quanto à continuidade de nossa Grande Loja de Maçons. ' Seguem-se as regras segundo as quais a Maçonaria poderia continuar - 1. suspensão do uso das palavras 'maçom' e 'Loja'; 2. Interrupção de todas as relações internacionais; 3. Exigência de que todos os membros fossem de origem alemã, 4. Eliminação da exigência de Segredo; 5. Eliminação daquelas partes do ritual, que tinham origem no Velho
Testamento. [Os números foram adicionados por mim ou para esclarecimento.] Como resultado, a Grande Loja Nacional mudou seu nome para 'Ordem Nacional Cristã de Frederico, o Grande”.
No livro "A Maçonaria no contexto" dos irmãos Morris e De Hoyos, há um capítulo intitulado "No Olho do Furacão", de Rolf Melzer, que visita este período da história e os eventos acima mencionados com mais detalhes. Um trecho deste livro e do capítulo está em:
http://books.google.com/books?id=hXq4lJeX_DUC&pg=PA97&lpg=PA97&dq=search:+The+Nati
onal+Christian+Order+of+Frederick+the+Great.&source=bl&ots=1Wf9dRSqGA&sig=eW2- gytGyujI62mzde5VHPHYYv0&hl=en&ei JHPvS6LeMIO0lQeVw8y1CA = & sa = X & oi = book_result
& ct = result & resnum = 3 & mf = 0CB8Q6AEwAg v = # onepage & q & f = false

Quanto à foto da cerimônia de lançamento da pedra fundamental da Volkswagen em 1.938, aqui estão algumas informações interessantes sobre ela:
Acho que encontrei a foto online em: http://auto.howstuffworks.com/ 1931-1945-volkswagen beetle3.htm . Agora, se você é um pouco como eu, precisará de uma lupa para ver tudo o que há na foto. Mas, parece-me que o homem vestindo smoking e cartola está vestindo um avental, embora não seja um avental branco de pele de cordeiro, mas sim um avental marrom e maior, e parece-me que ele e os outros estão fazendo a saudação nazista. Hitler está em primeiro plano olhando o carro Volkswagen (Fusca). A legenda também é muito interessante: "Com muito
alarde, Adolf Hitler presidiu a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da nova fábrica da Volkswagen em 26 de maio de 1938, no que viria a ser chamado de Wolfsburg." O artigo que segue sobre o carro da Volkswagen é interessante para aficionados do carro e de história.
Meu palpite, e apenas uma suposição já que não posso saber ao certo, é que os homens na foto realizando a cerimônia eram membros da "Ordem Nacional Cristã Frederico, o Grande". Não sendo mais maçons, eles ainda conhecem a cerimônia da pedra fundamental e muito provavelmente, teriam satisfação em realizá-la para um novo edifício. E, se eu estou correto, alguma coisa da cerimônia poderia se parecer com uma cerimônia maçônica, com exceção dos simbolismo ligado aos elementos, a cerimônia de pedra fundamental seria muito semelhante ao de qualquer cerimônia de pedra fundamental, que eu acho era realizada muito antes da Maçonaria especulativa, tal como a conhecemos hoje. O Irmão Jim Tresner escreveu um excelente livro chamado "Do Sacrifício ao Símbolo", que traça a história das pedras angulares e cerimônias de 8000 a.C. até o ano 400 e.v., passando pela Idade Média até os dias atuais. E ele explica como a cerimônia maçônica da Pedra Angular evoluiu a partir de cerimônias de lançamento de pedra angular anteriores. Se você quiser ler um livro que responde a uma série de perguntas, se não todas, sobre cerimônias de pedra fundamental leia o livro de Tresner, ISBN: 0-935633-31-6
O que é interessante retirar deste episódio da história e da formação da Ordem Nacional Cristã Frederico, o Grande, após a eliminação da Grande Loja Nacional da Alemanha é que, para ganhar o favor do Governo Nacional Socialista, a Grande Loja cumpriu as exigências feitas por Goering. Isso, na prática, removeu todos os maçons judeus da nova organização e da Maçonaria; eliminou o ritual, uma vez que a lenda de Hiram vem dos livros do Antigo Testamento, Crônicas e Reis; também eliminou toda e qualquer coisa de natureza privada, inclusive a maneira como alguém votaria dentro de um grupo sobre coisas que precisavam ser votadas. Mudando para tentar ganhar o favor do novo governo, os maçons da Grande Loja da Maçonaria fizeram com que a maçonaria deixasse de existir. Independentemente de uma cerimônia de pedra fundamental ser ou não uma cerimônia maçônica.

Ética - quão ético é mudar uma organização para eliminar todos os não-cristãos que eram membros - Como pergunta o Rev. Maxwell: "Como eu gostaria de ser tratado nesta situação?"
Ser removido sem mais nem menos, de uma fraternidade que você ama seria um corte muito cruel.
"A ética deve começar no topo de uma organização. É uma questão de liderança e do Chefe do Executivo deve dar o exemplo.

"Edward Hennesy”
*- Ed Halpaus é membro da Grand Lodge of A.F. & A. M. of Minnesota, USA.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Melhor qualificado


Melhor qualificado

Enquanto visitava um amigo que havia sofrido um acidente e tinha de ficar acamado por longo tempo, 'Abdu'l-Bahá contou esta história sobre o propósito do sofrimento.

Era uma vez um rei que queria nomear um de seus súditos para um alto cargo. Mas, ao invés de dar-lhe a colocação, ordenou que o homem fosse jogado na prisão. O homem ficou muito surpreso, pois tinha a expectativa de receber privilégios. O rei ordenou, a seguir, que o homem fosse retirado da prisão e espancado com bastões. Novamente, o homem não conseguia entender, pois ele achava que o rei gostava dele. Depois disso, foi pendurado pelo pescoço, até que ficou quase morto. Quando o homem estava bem, de novo, perguntou ao rei:

- Se vós gostais de mim, porque fazeis todas estas coisas a mim?

E o rei respondeu:

- Eu quero nomeá-lo meu primeiro ministro. Tendo passado por todos estes sofrimentos você agora está melhor qualificado para o cargo.

Eu queria que, sentindo em si próprio, soubesse como é ser punido.

Então, quando você for forçado a punir os outros dessas formas, saberá como é, pois passou por elas. Por te amar, eu quero que se torne perfeito.

40 Histórias para Aquecer o Coração:
O poder transformador de 'Abdu'l-Bahá
compiladas por Gloria Faizi
Editora Bahá-í


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

CULTURA: sua importância na formação dos maçons.

CULTURA: sua importância na formação dos maçons.

O conceito de cultura é bastante amplo e complexo.
Na visão acadêmica, ele pode ser desenvolvido sob diversos aspectos: antropológico, sociológico, filosófico etc. Entretanto, para efeito deste artigo, podemos simplificar o seu entendimento adotando uma definição mais ecumênica: cultura é o termo genérico usado, basicamente, para significar duas acepções diferentes.


De um lado, o conjunto integrado de usos e costumes, de comportamentos, valores, regras morais, e de instituições que permeiam e identificam uma sociedade ou uma época; e, de outro lado, artes, erudição e demais manifestações mais sofisticadas do intelecto e da sensibilidade humana, consideradas coletivamente.


A cultura explica e dá sentido à cosmologia social, portanto, é impossível de se desenvolver individualmente. Resumindo, podemos dizer que cultura é a identidade própria de um grupo humano em um território e num determinado período.


A maçonaria, como todo grupamento humano, possui identidade própria. E reduzindo o conceito de ‘cultura’ a um universo específico, podemos chamar de cultura maçônica a esse sistema de símbolos compartilhados com que se interpreta a realidade e que conferem sentido à prática da maçonaria, formando um conjunto de respostas de o que é aprendido e partilhado pelos maçons e que lhes confere essa identidade própria. Há os que tratam a cultura maçônica como um sistema de conhecimento da realidade, como o código mental dos maçons, não como um fenômeno material, mas cognitivo; e há os que entendem a cultura maçônica como um sistema simbólico que só poderá ser apreendido por meio de interpretação e não por mera descrição.


Na verdade o conceito de cultura maçônica deve congregar a interpretação de seus símbolos, a prática de tradições maçônicas e suas lendas míticas; não somente aquelas que foram incorporadas dentro dos rituais e são exemplificadas em suas cerimônias, mas também aquelas que, embora não figurem nas instruções das lojas, foram transmitidas oralmente como partes de sua história e enunciam em seu cânone de instrução verdades fundamentais e pensamentos
sobre a natureza humana, através do freqüente uso de arquétipos, sem se referir à veracidade dos relatos.


A filosofia da maçonaria incentiva o homem a buscar o autoconhecimento, despertar no maçom o seu pensar em sua própria existência, independentemente dos agrupamentos sociais a que pertençam individualmente. Não cerceia o seu adepto ao estudo de qualquer ciência (esotérica ou exotérica) como cultura auxiliar, mas pretende que a base dos ensinamentos maçônicos esteja sempre presente, para que não venhamos a perder o equilíbrio sobre os alicerces em que se levanta a Ordem.

Assim sendo, o futuro da maçonaria está diretamente ligado ao desenvolvimento cultural do maçom. E, de um modo geral, o maçom deve estar consciente de que se cultura é informação, isto é, um conjunto de conhecimentos teóricos e práticos que se aprende e transmite aos contemporâneos e aos vindouros, a cultura maçônica deverá ser o resultado da forma como os maçons receberam e transmitem seus ensinamentos; se cultura é criação, é importante estar atento que ele não só recebe a cultura dos seus antepassados como também cria elementos que a renovam; e se cultura é um fator de humanização, deve compreender que esta transformação só ocorrerá porque ele é parte de um grupo em constante aperfeiçoamento cultural.

Irm. Ubyrajara de Souza Filho
GAZETA DO MAÇOM
OUTUBRO/NOVEMBRO-2009

E assim caminha a humanidade...


E assim caminha a humanidade...

Do Caldeu Abraão
Fez Deus o Senhor
O Primeiro Hebreu Abraão
E de Sarai
Sua Companheira
Ser a Primeira Hebréia

A ambos determinou
Que o Rio atravessassem
Para que entre os gentios
Propagassem a idéia
Da verdade Mensageira
Do Deus Único
Criador do Universo
E de tudo o mais
Que entre o Céu e a terra
Se encerre

E assim sendo
De todos O Pai seria
E porque assim criados
Todos se constituiriam
Em Irmãos amados

Todavia em vão
Assim pregou
O primeiro e único
Hebreu Abraão
Como se constituíra
Solitário também o
Primeiro Homem Adão

Pois os seres humanos
Mesmo assim criados
Jamais se quiseram
Como Verdadeiros
Irmãos

Porém como infinita
A Bondade Divina
Outra oportunidade mais
A humanidade Deus
concedeu
Ditando Moysés
No Sinai
Os dez princípios
fundamentais
Que se os tivessem seguido
Teriam se tornado os seres
em homem iguais

Entretanto uma vez mais
Descumpriram os humanos
O Comando Divinal
E como as feras se
constituíram
Homem Animal
Que em Grandes Batalhas
E fratricidas agressões
Se tornaram
Prisioneiro do mal

Paciência infinita
E bondade pura
O Criador incansável
Falidos os comandos e a
explicação
Por vez derradeira
Enviou-lhes o Senhor
O Cordeiro do amor
Que os ensinaria
Pela exemplificação

De nada adiantou pois
Na mão dos Romanos
Imolou-se o Consolador
Joshua Ben Yossef
Na crucificação

Hoje aqui mesmo
E está a humanidade
Sem norte ou solução
Não sabendo como caminhar
Em busca da Evolução
Todavia, de tudo
Restou a lição
E a consciência de que
Fora do Amor
Não haverá Salvação



Waldemar Zveiter