segunda-feira, 9 de agosto de 2021

 

 

 REFLEXÃO A ANALISAR, de André Luiz.

Todos nós somos dínamos viventes, nos mais remotos ângulos da vida, com o Infinito por clima de progresso e com a Eternidade por meta sublime.

Geramos raios, emitimo-los e recebemo-los, constantemente. Nossas atitudes e deliberações, costumes e emoções, criam cargas elétricas de variadas expressões.

O uso da carne estabelece raios embrutecentes.

O uso do álcool forma elementos intoxicantes.

O uso do fumo arremessa raios venenosos.

A cólera forma nuvens de princípios destruidores.

A maldade projeta dardos de treva.

O ciúme é uma tempestade interior.

A inveja é atmosfera enregelante.

O egoísmo é casulo de sombra.

A conversação indigna é pasto às entidades viciosas.

A queixa é tradução de ociosidade.

O abuso é sempre inclinação da alma ou queda do sentimento no precipício.

A Obra de Jesus pede amor e colaboração, bondade e devotamento.

Se pudermos trazer ao Apostolado do Evangelho semelhantes bens, avancemos, confiantes e alegres para o trabalho em Cristo, mas, se nosso coração ainda está paralítico no velho catre da discórdia e do personalismo inferior, abstenhamo-nos de perturbar a movimentação dos semeadores do infinito bem, a fim de que não nos convertamos em pedras de tropeço na jornada de nossos irmãos para Deus.

André Luiz

domingo, 8 de agosto de 2021

 

Salmo 23

 

“O Senhor é o meu Pastor,

Nada me faltará.

Deitar-me faz em verdes pastos,

Guia-me mansamente

A águas mui tranquilas,

Refrigera minh’alma,

Guia-me nas veredas da justiça

Por amor do seu nome.

 

Ainda que eu andasse

Pelo vale das sombras da morte,

Não temeria mal algum,

Porque Tu estás comigo...

A Tua vara e o Teu cajado me consolam.

Prepara-me o banquete do amor

Na presença dos meus inimigos,

Unges de perfume a minha cabeça,

O meu cálice transborda de júbilo!...

Certamente,

A bondade e a misericórdia

Seguirão todos os dias de minha vida

E habitarei na Casa do Senhor

Por longos dias...“

 

Salmo 23º  

Davi

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

 

A maior necessidade do mundo é de homens.


Homens que não podem ser comprados nem vendidos.

 

Homens honestos no mais íntimo de seus corações.

 

Homens que não temem chamar o pecado por seu nome.

 

Homens cuja consciência é tão fiel ao dever como a agulha magnética do pólo.

 

Homens que fiquem com o direito embora o céu caia.

 

E o objetivo de uma Loja Maçônica é criar tais homens."

 

 

Que estas palavras, ditas por Albert Eyler, Past Grão-Mestre da Grande Loja da Pennsylvânia, EUA, possam nos fazer pensar e pesar nossas atitudes como Cidadãos e Maçons.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

 AGRADECE


Atravessaste provas

Que não imaginavas...

 

Deixaste para trás

Tantas dificuldades...

 

Venceste desafios

Que quase te arrasaram...

 

Sustentaste o equilíbrio

Ante a queda iminente...

 

Lutaste a vida inteira,

Sempre fiel ao bem...

 

Agradece ao Senhor,

Que te amparou as forças.

 

Irmão José

 

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

CARLOS A. BACCELLI


Do livro BRILHE VOSSA LUZ

quinta-feira, 29 de julho de 2021

 

AOS OBREIROS DO BEM

 

Operários do bem e da amizade,

Deus abençoe a santa eucaristia

Deste instante de luz e de alegria,

Iluminando a paz que nos invade!...

 

Devotados, obreiros da bondade,

Se a hora é de amargura e de agonia,

Prossigamos no esforço da harmonia,

Da doutrina sublime da verdade.

 

Meu Deus, que os missionários deste templo

Possam testificar, em tudo o exemplo

De renúncia , de amor, de vida e luz!...

 

Sede felizes, caros companheiros,

Laborando no bem dos brasileiros,

Sob a paz do Evangelho de Jesus!

 

Pedro D´ Alcântara

Frâncico Candido Xavier

Taça de Luz

segunda-feira, 26 de julho de 2021

 DEUS

Deus é a causa das causas não causada. Esta prova foi descoberta por
Sócrates que morreu dizendo: 
-  “Causa das causas, tem pena de mim”. 
A negação da Causa primeira leva à ciência materialista a contradizer a si mesma, pois ela
concede que tudo tem causa, mas nega que haja uma causa do universo.

"Deus existe?

A existência de Deus é um fato admitido não somente pela revelação, como pela
evidência material dos fatos. Nem sempre é necessário ter visto uma coisa para
saber que ela existe."

sexta-feira, 2 de julho de 2021

 TÉDIO NÃO 


Emmanuel 


Se o tédio te assedia, 

Foge do tempo inútil. 


Vai a uma enfermaria 

De irmãos hansenianos. 


Debalde triste mãe 

Quer os filhos distantes... 


Um velho desprezado 

Aguarda um filho em vão... 


Deixa as horas vazias 

E trabalha no Bem. 


Os doentes anseiam 

Por esperança e paz.

domingo, 1 de novembro de 2020

 

Adversidades

 

Para atravessar as adversidades, nada é mais gratificante do recorrer à lealdade e amizade dos verdadeiros Irmãos.(Quando falo Irmão me refiro àqueles que não abrem mão da lucidez, da coragem e integridade).

        Agradeço, todos os dias, pela oportunidade de ingresso em divisar a Fiat Lux e respirar climax de liberdade, igualdade e fraternidade. Permitam-me dizer que atravessei apenas duas ocorrências pessoais adversas ocorridas este ano.

        Observa Shakespeare que "A adversidade também dá bons frutos". Além de compreendermos de que nessa hora de adversidade, vemos, sentimos o que realmente somos, como cita o filósofo Lucrécio, "É então que as expressões sinceras são arrancadas dos recônditos do seu peito. A máscara é arrancada; resta a realidade."

Na nossa caminhada sempre existirão percalços na estrada, quem inicia uma viagem está sujeito aos tropeços naturais da jornada. Não poderemos nos iludir, passaremos por caminhos ásperos, com objetivos de testes e provavelmente como uma mão divina nos chamando à ordem.Um dos dias mais difíceis desta ano foi quando fui participar da iniciação Demoly, e, fiquei profundamente chocado quando num quarto de espera e preparação dos forasteiros, existia um verdadeiro holocausto, um quarto de torturas e aquele quadro grotesco com principiantes cheios de esperanças sendo humilhados e torturados(oportunamente/posteriormente houve a retratação do ato insano), vislumbramos Shakespeare em Hamlet, "Quando vêm tristezas, não vêm isoladas como espiãs, mas aos batalhões."

            Outro quadro desolador foi um profano ser iniciado, tendo o mesmo graves indícios de doenças morais e cegos os Irmãos não desejavam divisar o procedimento equivocado do profano, certamente por existir interesse escusos e comprometimento distantes da ética, do bom senso e da moral, sendo levado apenas como um caso pessoal, um caso comercial. Lamentavelmente, cego não é aquele que não vê, mas aquele que tendo a visão, não deseja vê.

         Tudo na vida é lição, compreendemos que o mal que nos faz mal, não é o mal que os outros nos faz, mas, o mal que nós fazemos aos outros. Assim os golpes da adversidades são excelentes oportunidades para burilar os nossos corações e não arredarmos o pé do bom, do belo e do justo.    Doa a quem doer, o nosso comprometimento é com a VERDADE. 

           Não nos curvaremos a hipocrisia, a bajulação e a banalidade.

          "A pedra não pode ser polida sem fricção, nem o homem ser aperfeiçoado sem provação", diz um provérbio chinês.

            Com muita propriedade, o genial Rui Barbosa nos ensinou que "não devemos usar o direito da força, mas a força do direito".

            Sempre, devemos firmar-nos em objetivo que nos enderecem ao bem, aos bons costumes e respeito ao próximo, pois tudo vale a pena deste que não alimentemos sentimentos turvos e tenebrosos. 

               Toda subida é difícil, requer esforços, trabalho, perseverança e amor.

                Portanto, já foi dito há mais de cem anos pelo clérigo Henry Ward Beecher, "estamos sempre na forja, ou na bigorna, através das provações, Deus está nos moldando para propósitos mais elevados".

Para finalizar, expresso a minha alegria quando me encontro dentro de uma Oficina e observando o Norte, o Sul e o Oriente vejo verdadeiras jóias preciosas, na qualidade de Irmãos, que não arredam em hipótese alguma o compromisso que assumiram de trabalhar o compasso moral,  com carinho, fraternidade e conhecimento de que a união e o amor é a nossa bandeira. E, ainda,  de sobremesa oferecemos a sabedoria de aprendemos uns com os outros.

Nós, maçons, não poderemos  mais nos amedrontar, como fez o poeta Castro Alves, ante o infame sofrimento dos escravos, quando desesperado, chorando e a alma em chamas perguntava a pleno pulmões. Onde está o Deus dos Desgraçados!

Somos ricos, meus irmãos,  pois o GADU está em cada um de nós.  

S. F. U.



Walter Sarmento de Sá Filho
M.`.M.`. 33º
Sousa (PB) GLMEPB – REEAA

 

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

 

Uma Sublime Escola de nome: MAÇONARIA!

 

               Aqueles que desconhecem a verdadeira finalidade da Maçonaria alardeiam levianamente que a Maçonaria tem parte com um suposto “diabo”, que dentro de suas Lojas realizam-se sacrifícios de animais e segue a propagar notícia inverídica e fantasiosa, cujas lendas chegam a tornarem irresponsáveis quem assim procedem.

                Na verdade, a maçonaria tem por fim combater a ignorância em todas as suas manifestações. Para tanto, é necessário e imprescindível ao maçom, uma boa conduta e cujos ensinos ministrados na Ordem o encaminharão ao Bem e as Virtudes.  

                 A maçonaria oferta ao maçom à possibilidade de estudar e perceber a sua pura e rica filosofia e o seu aspecto científico facultarão a ampliação de seus conhecimentos ao entender os princípios de elevada moral do Bramanismo, no Prasada, em Zoroastro, em Jeremias, em Buda, além de Lau-Tseu, Mêncio e Confúcio. Sem descuidar dos ricos preceitos de Sócrates cujos conselhos de Sócrates ainda hoje são de bom tamanho quando nos afirma: “ “Nosce te ipsum”. O grande Sócrates também aconselhava que: “o conhecimento nos leva ao caminho da Verdade”.        

                 Todos os grandes Avatares da humanidade, sem exceção, são pesquisados pela Ordem. Com certeza, o Cristo que nos legou um Evangelho de Paz, de perdão e de amor, tem um estudo especialíssimo, pois toda a moral de Jesus se resume na humildade e na caridade.

                  Para os maçons, é necessário beber da fonte que nos oferta a maçonaria, muito embora, poucos tenham bebido desta água. Para melhor compreensão, observemos o exemplo da fonte.

“Dois homens chegam à fonte para beber. A linfa cristalina e serena reflete suas imagens no límpido da superfície. Ajoelham-se sobre o musgo e inclinam a cabeça até tocar com os lábios a água e bebem. Chegam em seguida outros montados em animais e para não molestarem-se em apear, entram com eles, removendo o lodo do fundo, e a água se torna turva.”

“- Que água mais desagradável a desta fonte”! – exclamam eles.

“Assim ocorre também com a Divina Sabedoria, com a Maçonaria, fonte de luz e de verdades eternas”. “Muitos se aproximam para beber, mas nem todos chegam a Ela com túnica limpa, e muitos chegam montados nos animais das paixões, dos egoísmos humanos e dos preconceitos que trouxeram de outros ambientes e de outras ideologias.”

                      Um dos objetivos da Ordem é que, aqueles que adentrarem deverão se transformar em homens de muito saber e de elevado conhecimento moral espiritual.

                        Um grande estudioso da Maçonaria, de nome José Inácio, dedicado maçom paraibano, nos diz com muita propriedade: “Mais importante do que ter Irmãos é ser Irmão”!

                      Todos os maçons acreditam na existência de um Ser Superior, que nós em nossas orações o denominamos de O Grande Arquiteto do Universo.

                       Conta-se que: “Certa feita um materialista em discussão com um respeitável Mestre, afirmava, em alto e bom som, de que Deus não existia, e dizia, caso Ele existisse, eu O veria, argumentando acreditar unicamente naquilo que via.”

                        “O mestre, pensativo, tendo convicção da existência de Deus, coloca dois copos com água diante do ateu, tendo um deles um pouco de açúcar que foi dissolvido e pede para este identifique qual copo continha o açúcar.” Observou que os dois copos possuíam a mesma transparência. Pensou consigo que somente conseguiria identificar caso experimentasse a água. E assim o fez, bebendo da água e confirmando qual dos

copos continham açúcar. Conclui o Mestre: “Assim é Deus, nós não O vemos, apenas O sentimos.”

Portanto, a honra, ética, o caráter e a integridade são atributos inerentes aos maçons, que labutam, para que esses valores sejam essenciais em suas vidas. Não nos orgulhemos de participarmos da Maçonaria, pois, segundo Santo Agostinho, “o orgulho não é grandeza, mas inchaço. E o que está inchado parece grande, mas não é sadio.”

 

S.F.U. aos valorosos Irmãos.

Walter Sarmento de Sá Filho.

Maçom

 

terça-feira, 27 de outubro de 2020

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

 


Os Três Pontinhos…
 



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Três Pontos; triângulo; é símbolo com várias interpretações, aliás, conciliáveis: luz, trevas e tempo; passado, presente e futuro; sabedoria, força e beleza; nascimento, vida e morte; liberdade, igualdade e fraternidade.

Muitos não iniciados (que se convencionou chamar de profanos) ficam intrigados com as abreviaturas encontradas nos escritos da Maçonaria, as quais consistem em substituir parte das palavras nos textos por três pontos. Ao contrário do que muitos imaginam os Três Pontos dispostos em triângulo, usados pelos Maçons em seus documentos e impressos, não são um símbolo.

São um sinal gráfico adotado em abreviaturas e no final do “ne varietur”;  no primeiro caso identificam as abreviaturas de termos Maçônicos, e, no segundo, servem como forma de identificação do maçom.

Embora, no início, os três pontos fossem apenas sinais de abreviaturas, não demorou muito a se transformar em símbolo, ao qual foram dadas as mais variadas interpretações.

Não somente para os não maçons, mas também, para muitos iniciados na Sublime Ordem, os Três Pontos indiciam a idéia subjetiva de segredo, expressa através do número três, algarismo muitíssimo ligado à simbologia e hermenêutica maçônicas. Sua origem, na verdade, está nas abreviaturas, tradição antiqüíssima que a Arte Real trouxe para o seu seio e que se mantém até os dias de hoje.

Não obstante, os Três Pontos foram relacionados com os inúmeros símbolos Maçônicos e que acabaram tendo interpretações esotéricas e simbólicas, culminado com o uso nas assinaturas dos Maçons.

Entretanto, essa prática de apor os três pontos na assinatura não é de uso universal, como por exemplo, a Maçonaria inglesa que não adotou... Seu uso, porém, estendeu-se, gradativamente, nos Estados Unidos. À medida que entrava em uso geral nas Potências Latinas.  Como todas as coisas ligadas à Maçonaria, não faltaram aos Três Pontos exegetas e hermeneutas para dar os mais variados significados.

De acordo com várias citações que foram feitas através dos tempos podemos observar as mais variadas colocações, onde os três pontos se tornaram ainda mais importantes dentro do conceito maçônico. Os três pontos, na posição de vértices de um triângulo eqüilátero, podem constituir o símbolo da divisa maçônica, que é a Liberdade, Igualdade e Fraternidade e para muitos outros simbolizam o Passado, o Presente e o Futuro.

O exemplo do triângulo, uma das mais simples figuras geométrica que tornou a sua representação gráfica uma idéia ternária à qual foram ligados, os Três pontos, igualmente, tem a sua figura assimilada á várias significados: Liberdade, Igualdade e Fraternidade; Vontade, Amor e Sabedoria; Fé Esperança e Caridade; Espírito, Alma e Corpo; Passado, Presente e Futuro;  e outros.

De acordo com indicações do Rito Escocês, os três pontos devem estar em esquadro nos ângulos, sendo um no ângulo oriente meio-dia, outro no ângulo ocidente meio-dia e o terceiro no ângulo ocidente setentrião, formando assim também o simbolismo dos três pilares da loja, Sabedoria, Força e Beleza.

Para Oswald Wirth, os três pontos representam a Tese, a Antítese e a Síntese, isto é a idéia que se defende, a oposição que lhe é feita e a harmonia das idéias opostas.

Em nossas atividades normais, isto é, fora da maçonaria, o uso de abreviaturas está bem codificado e não prejudica em nada o seu  emprego... Ao contrário: Há certas palavras e expressões, convencionalmente representadas pelas respectivas letras iniciais, ou por essas iniciais seguidas de outras letras, cujo conhecimento oferece enorme utilidade.

Abreviaturas não são novidades. Desde a Antigüidade, gregos e romanos já delas se utilizavam.  Elas chegaram a ser proibidas, como em Roma, no tempo de Justiniano I (483-565), por gerarem confusão. O mesmo ocorreu na França da Idade Média, e, em 1304, o Rei Felipe, o Belo, interditou o seu uso nas atas jurídicas. É visto, por exemplo, nos objetos celtas do Século IX a.C e muito antes nas cerâmicas egípcias, cretas e gregas. Os Três Pontos têm, pois, origem bem antiga. Costuma-se relacionar os Três Pontos, dispostos em triângulo, como uma das expressões comuns da luz interior e do espírito que presidiu à criação do mundo.

Afirma-se que a abreviatura com Três Pontos foi utilizada na maçonaria, pela primeira vez, em 12 de Agosto de 1774, quando o Grande Oriente da França comunicou o novo endereço á todas as duas Lojas jurisdicionadas.

Há, contudo, outras versões, como que o início da utilização do Triponto deu-se em 1764, na Loja Besaçon, também na França, e a de que teria surgido com o companheirismo, por representar o triângulo. E há até que declare, 
categoricamente, que o seu uso vem da arte hieroglífica dos egípcios.

Naturalmente, para cada versão existem os seus contestadores. Alguns autores apontam que os Templários faziam uso dos Três pontos, e, que no calabouço, onde Jacques de Molay esteve preso durante oito anos, nas paredes havia grafitos e um deles era o Triponto.

As abreviaturas, usualmente, empregadas na Maçonaria são do tipo “por suspensão”  ou “apócope” que consiste em suprimir letras ou sílabas no final da palavra que se quer abreviar.

A abreviação tripontada nem sempre é disposta na forma de um triângulo que repousa sobre sua base, pode ser encontrada sob outras formas e podemos dizer com bastante certeza que a abreviação maçônica dos três pontos nos vem da arte hieroglífica egípcia, onde era praticada.

Por regra, essas abreviaturas só deveriam ser usadas nas palavras de vocabulário Maçônico e jamais para as palavras profanas. A má aplicação das abreviaturas chega a provocar textos incompreensíveis até em rituais, o que prejudica, sobremaneira, a sua leitura e entendimento.

Não há uma regra quanto à disposição dos Três Pontos, um em relação aos outros. As disposições encontradas são das mais variadas, tanto no formato do triângulo delata (eqüilátero), como nos formatos isósceles e retângulos em diversas posições, aparecendo, até como sinal de reticências…

Quanto ao uso em si, é costume empregar abreviaturas nas palavras suprimindo-lhes alguma ou algumas das letras finais e conservando as que forem necessárias para a leitura fácil e de boa compreensão do sentido da frase.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

 


A INSTALAÇÃO DE UM VENERÁVEL MESTRE


Esse é um tema um tanto quanto comentado na Maçonaria contemporânea. Há tantas teorias, histórias e invenções sobre o assunto que se torna até difícil tratá-lo de forma concisa.

Você pode ler por aí que Instalação é a mesma coisa que Investidura ou que Posse. Isso não é verdade.

Você também pode ler que Instalação é um costume que a Maçonaria copiou dos Cavaleiros Templários. Isso é viagem.

Talvez você leia em algum lugar que Instalação é uma influência da Igreja Católica na Maçonaria. Isso é besteira.

Você também poder se deparar com a teoria de que Instalação é uma cerimônia adaptada de um Grau Superior do Real Arco Americano, chamado de Grau de Past Master. Essa é uma grande idiotice.

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E se você ler que a Instalação surgiu por volta de 1823 na Grande Loja Unida da Inglaterra, também não acredite.

Em primeiro lugar, instalação significa “ato de instalar”, sendo o verbo “instalar” originado do termo latim “installare”, que significa “introduzir na cadeira”. Assim sendo, instalação é algo maior do que uma simples investidura ou posse. Os Oficiais são investidos no cargo, tomam posse. Mas apenas o líder é “introduzido na cadeira”, ou seja, é “instalado”.

Esse costume de instalar o Mestre da Loja, de sentá-lo no Trono de Salomão, não nasceu com a Grande Loja Unida da Inglaterra, ou com o Ritual de Emulação, ou mesmo com algum Grau Superior. Pelo contrário, esse costume é mais antigo do que tudo isso e ainda mais antigo que o Grau de Mestre Maçom.

Como todos sabem (ou pelo menos deveriam saber), antigamente só havia 02 Graus: Aprendiz e Companheiro. Então, os Companheiros escolhiam entre eles aquele para governar a Loja, o qual era instalado na “Cadeira do Oriente” e chamado de Mestre da Loja. Na própria 1ª versão da Constituição de Anderson, datada de 1723, não havia ainda citação do Grau de Mestre Maçom, que só foi acrescentado na edição seguinte, mas já havia o antigo costume de “instalar” o Venerável Mestre.

Esse costume da Maçonaria Inglesa se deveu à cultura monárquica dos britânicos. Afinal de contas, os reis também são “instalados” no trono quando assumem o posto, e se o Venerável Mestre simboliza o Rei Salomão, então nada mais justo dele ser devidamente instalado no trono. Daí muitos estudiosos também relacionam o uso do chapéu do Venerável Mestre com a coroa, e o uso do malhete com o cetro.

Já essa história de que a instalação foi adaptada do Grau de Past Master do Real Arco é a típica suposição maçônica. Alguém que fica sabendo que existe um grau no Real Arco que se chama “Past Master” e conclui que esse grau serviu de base para a Instalação de Venerável Mestre não pode ser considerado um Investigador da Verdade. É apenas mais um “achista” de plantão. Na verdade ocorreu exatamente o contrário: o grau de Maçom do Real Arco tradicionalmente era restrito a Mestres Instalados. Então, para não restringir o grau apenas àqueles que foram Veneráveis Mestres, foi criado um grau conhecido como “Past Master Virtual” que é apenas uma “Instalação Virtual” para que o membro que não seja um Mestre Instalado tenha o conhecimento mínimo para se tornar um Maçom do Real Arco. Portanto, foi a Instalação que serviu de base para o Grau de Past Master, e não o contrário.
Outra observação a se fazer quanto à Instalação é quem a realiza. O correto é que o Venerável Mestre realize a Instalação de seu sucessor. Ele se une com pelo menos três Mestres Instalados da Loja ou visitantes e forma o Conselho de Mestres Instalados, o qual realiza a Instalação. É direito daquele que está deixando o posto entregar o bastão, faixa, colar, malhete ou o que quer que seja ao que está assumindo. Isso faz parte do processo democrático.

Enfim, trata-se de um antigo costume maçônico inglês com valor simbólico importantíssimo para a manutenção da cultura maçônica através das Lojas, e por isso adotado por praticamente todos os Ritos e Rituais regulares do mundo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

 

ÚNICA MEDIDA.

 

A carteira de identidade presta informações de sua pessoa humana.

 

O calendário fala de sua idade física.

 

O relógio marca o seu tempo.

 

O metro especifica as dimensões do seu corpo.

 

A altitude revela a sua localização transitória sobre o nível do oceano.

 

A tinta grava as suas impressões digitais.

 

O trabalho demonstra a sua vocação.

 

A radiografia faculta o exame dos seus órgãos.

 

O eletrocardiógrafo determina as oscilações do seu músculo cardíaco.

 

Todos os seus estados e condições, realizações e necessidades podem ser definidos por máquinas, engenhos, instrumentos, aparelhos, laboratórios e fichários da Terra, entretanto, não se esqueça você de que o serviço ao próximo é a única medida que fornece exata notícia do seu merecimento espiritual.

 

ANDRÉ LUIZ

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

 


AS BEM-AVENTURANÇAS

 

UM TRECHO DO SERMÃO DO MONTE

 

“Vendo Jesus a multidão, subiu ao monte; e depois de se ter sentado, aproximaram-se seus discípulos; e ele começou a ensiná-los, dizendo:

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.

“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.

“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra.

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos.

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.

“Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.

“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.

“Bem-aventurados os que têm sido perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.

“Bem-aventurados sois, quando vos injuriarem, vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque grande é o vosso galardão nos Céus; pois assim perseguiram aos profetas que existiram antes de vós.”

(Mateus, V, 1-12.)

 

No mundo há alegrias, porém mais existem dores e tristezas. Já dizia que “o homem vive pouco tempo na Terra e a sua vida é cheia de tribulações” — Brevi vivens tempore repletur multis miseriis.

A Escritura chama à Terra um Vale de Lágrimas e compara a vida do homem à do operário que apenas à noite come o seu pão banhado de suor.

Sentimo-nos, neste mundo, vergados ao peso da dor; hoje, amanhã ou depois, ela não deixa de visitar-nos. O peso dos infortúnios acompanha a Humanidade em todos os séculos.

O homem vem ao mundo com um grito; um gemido de dor é o seu último suspiro!

Do berço ao túmulo, a estrada da vida está semeada de espinhos e banhada de lágrimas! Quantas ilusões, quantas amarguras, quantas dores passamos neste mundo!

A dor é uma lei semelhante à da morte; penetra no tugúrio do pobre como no palácio do rico. Neste mundo ainda atrasado, onde viemos progredir, a dor parece ser a sentinela avançada a nos despertar para a perfeição.

Max Nordau dizia: “Ide de cidade em cidade e batei de porta em porta; perguntai se aí está a felicidade, e todos vos responderão. Não; ela está muito longe de nós!”

Mas se é verdade que o Senhor permitiu que os sofrimentos nos assaltassem, não é menos verdade que também nos proporciona a Esperança, com que aguardamos dias melhores. “Bem-aventurados os que sofrem, pois serão consolados.”

A Esperança é a estrela que norteia as nossas mais belas aspirações; é a estrela que ilumina a noite tenebrosa da vida, e nos faz vislumbrar a estância de salvamento. A vida na Terra é um caminho que nos conduz às paragens luminosas da Vida Eterna; não é um repouso, mas uma preparação para o repouso.

Paulo, o Apóstolo dos Gentios, recordando-nos numa das suas luminosas Epístolas a Vida Real, disse: “Dia virá em que despiremos a veste mortal para vestir a da imortalidade.

Atravessamos a existência na Terra como o soldado atravessa um campo de fogo e de sangue, e os bravos e os fortes de espírito cravam nas muralhas o seu estandarte e levantam o grito de vitória!

 É isto o que nos ensina o Espiritismo com a sua consoladora Doutrina.

Tomado de compaixão pelo mundo, o Cristo desce das alturas, senta-se sobre um alto monte, atrai a si multidões de desventurados e começa o seu monumental sermão com as consoladoras promessas:

“Bem-aventurados os pobres, os aflitos, os que choram, porque deles é o Reino dos Céus!” A “palavra boa”, a Esperança, proporciona sempre resignação, coragem e fé aos desiludidos das promessas do mundo.

O homem que confia e espera em Deus, vê nos sofrimentos o resgate de suas faltas, o meio de se purificar da corrupção! É preciso ter fé, é preciso ter Esperança. Dizei ao moribundo que, em verdade não morrerá, e ele, animado pela vossa palavra, enfrentará a morte e não sofrerá o seu aguilhão!

A Esperança é a consolação dos aflitos, a companheira do exilado, a amiga dos desventurados, a mensageira das promessas do Cristo!

Perca o homem tudo: bens, fortuna, saúde, parentes, amigos, mas se a Esperança, Filha do Céu, o envolve, ele prossegue em sua ascensão para o bem, para a vida, para a Imortalidade!

Do alto do monte, tomado de tristeza pelas desventuras humanas, o Senhor ensinava às multidões os meios de conquistar, com o trabalho por que passavam, o Reino dos Céus. E a todos recomendava resignação na adversidade, mansidão nas lutas da vida, misericórdia no meio da tirania, e higiene de coração para que pudessem ver Deus. Nessa autêntica oração, o Senhor já previa que seriam injuriados e perseguidos todos aqueles que, crendo na sua Palavra, encontrassem nela o arrimo para suas dores, o lenitivo para seus sofrimentos; mas recomenda, antecipadamente, não nos encolerizarmos com o mal que nos fizerem, para que seja grande o nosso galardão nos Céus. Disse mais: que exemplificássemos a nossa vida como os profetas que nos precederam, porque “bem-aventurados têm sido todos os que são perseguidos por causa da justiça”.

Lutemos contra a dor, aproveitando essa prova que nos foi oferecida, para a vitória do Espírito, liberto dos liames terrenos!

Empunhemos a espada da Fé e o escudo da Caridade, com todos os seus atributos, e o Reino de Deus florescerá em nós, como rogamos diariamente no Pai nosso, a prece que Jesus nos legou.

 

Cairbar Schutel

 

Parábolas e Ensinos de Jesus

 

(1ª Edição -1928)

terça-feira, 13 de outubro de 2020

 A queda dos Templários e a maldição de Jacques de Molay



 “Todos vocês serão amaldiçoados até a 13ª geração”, foi a maldição lançada por Jacques de Molay, o último mestre templário, enquanto o fogo consumia seu corpo. Era o fim da mais poderosa ordem de cavaleiros surgida durante as Cruzadas. Como entender que, em poucos anos, os prestigiados monges guerreiros da Ordem do Templo, defensores da cristandade, se tornaram inimigos do Estado e do papa? Fortalezas templárias no Oriente destacando os pontos mais importantes: Jerusalém, Acre e Chipre. A data entre parêntesis é o ano em que a fortaleza foi perdida para os muçulmanos.

Surgida em 1119, em Jerusalém, a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, ou simplesmente Templários, tinha por missão proteger os locais santos de Jerusalém e os peregrinos cristãos que para lá viajavam. Lutando ao lado de reis durante das cruzadas derrotou as forças muçulmanas, inclusive na Península Ibérica. Paralelamente, acumulou uma enorme fortuna a ponto de emprestar dinheiro a reis e príncipes europeus tornando-se, em muitos países, a percursora dos bancos,  inclusive na Suíça.

O patrimônio da Ordem do Templo incluía mosteiros, fortalezas, terras aráveis, moinhos além muito ouro e prata guardados nos cofres de suas sedes espalhadas pela Europa. Os templários tinham ainda seus próprios navios nos quais transportavam artigos de luxo do Oriente para a Europa (sedas e especiarias). Tamanha riqueza pode ter contribuído para a ruína dos Templários. Ao final do século XIII, contudo, o destino dos templários começou a mudar.

As derrotas militares

Jerusalém foi sede da Ordem do Templo desde sua fundação, em 1119 até a queda da Cidade Santa, tomada por Saladino em 1187. A sede templária foi, então, transferida para São João de Acre onde permaneceu pouco mais de um século, até nova derrota para os muçulmanos em 1291. A queda de Acre, o último estado cristão na Terra Santa, foi um golpe para os cristãos e os templários, que haviam jurado defender os locais sagrados.

A ordem transferiu sua sede para a ilha de Chipre, a terra cristã mais próxima. Foi em Chipre que viveu Jacques de Molay, o último mestre da ordem, eleito em 1293. Em 1303, Chipre também foi perdida assim como a ilha de Rodes, e os cristãos expulsos do Oriente. O período das Cruzadas havia terminado.

Os Templários caem em desgraça

A perda da Terra Santa abalou o prestígio dos Templários e fez crescer a animosidade contra a ordem, especialmente pela vida de luxo e abundância de alguns templários, em contradição ao voto de pobreza. Em suas propriedades na Europa, cobravam taxas, banalidades, fretes, direitos etc. Possuíam um poder militar equivalente a 15 mil homens, treinados em combate – uma força que estava submetida unicamente ao papa. A presença dos templários como jurisdição pontifícia afrontava a soberania real limitando o poder do rei em seu próprio território.

A situação ficou particularmente ruim para os templários a partir de 1305 quando Clemente V foi eleito papa e aliou-se a Filipe IV, o Belo, rei da França. O novo papa comprometeu-se a retirar a excomunhão da família real francesa, colocada pelo papa anterior.

O papa e o rei, pensando em formar uma nova cruzada, propuseram juntar as duas ordens de monges guerreiros – templários e hospitalários – tendo por líder absoluto Filipe IV. O mestre templário Jacques de Molay rejeitou a ideia de fusão e se recusou a condecorar o rei francês como honorário da Ordem do Templo. Papa Clemente V (1264-1314). Mestre templário Jacques de Molay (1243-1314) Rei da França Filipe IV, o Belo (1268-1314)

Difamação, prisão e tortura dos Templários

Filipe IV começou uma campanha difamatória contra os Templários acusando-os de heresia. Segundo alguns historiadores, o rei teria obtido autorização do papa para prender os templários na França.

Na madrugada do dia 13 de outubro de 1307, em uma operação sigilosa, a guarda real prendeu o mestre Jacques Molay e todos os templários em território francês. O rei Filipe IV foi ainda mais longe na perseguição: enviou cartas aos monarcas de Portugal, Espanha e Inglaterra pedindo que fizessem o mesmo. Todos recusaram, afinal a Ordem do Templo estava protegida pela imunidade sancionada pelo papa, e não poderia ser submetida à justiça secular.

Filipe IV entregou os templários ao Grande Inquisidor da França. Durante sete anos, submetidos a interrogatórios brutais e sessões de tortura, alguns confessaram heresias e idolatria: negação da Santa Cruz, negação de Jesus Cristo, beijos obscenos, sodomia e adoração de um ídolo chamado de Bafomé, associado ao Diabo. Dos 138 templários presos, 38 morreram sob tortura.

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sábado, 10 de outubro de 2020

 Dedica-te ao Trabalho

 

Dedica-te ao trabalho em que te sustentas, sem desprezar a pausa do repouso ou o entretenimento em que se te restaurem as energias.

Serve ao próximo, tanto quanto puderes.

Tempera a conversação com o fermento da esperança e da alegria.

Quando a lembrança do passado não contenha valores reais, olvida o que já se foi, usando o presente na edificação do futuro melhor.

Oferece um sorriso de simpatia e bondade, seja a quem for.

A paciência é a escora da paz em todas as crises e provocações nas quais te vejas. Trocá-la por reclamações e cólera, descontentamento e intolerância, será sempre deixar a pequena dificuldade em que te encontras para cair na pior.

Não condenes o mundo,

Ao invés de apará-lo.

A fonte em movimento assinala o poder do manancial.

A caridade em ação é o metro que determina as dimensões da fé.

Soubéssemos praticar o espírito de aceitação que nos sugerem os ensinamentos do Cristo e decerto que a nossa vida se desdobraria em degraus de paz e luz, ante os nossos anseios de elevação.

 

Emmanuel